BRASÍLIA/DF - Lideranças governamentais de países na América Latina, representantes de organizações da sociedade civil da área de educação e acadêmicos debateram em Brasília, na segunda (23) e terça-feira (24) a criação de uma rede permanente latino-americana pela alfabetização na idade adequada – aos 7 anos –, por meio de cooperação técnica entre os países.
Na abertura do Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro, o ministro interino da Educação no Brasil, o secretário-executivo da pasta Leonardo Barchini, enfatizou que a alfabetização é a ferramenta necessária para superar as "cicatrizes profundas da história da colonização" e a “tragédia do analfabetismo que amarra o futuro ao passado”.
“O direito à alfabetização é um pilar estruturante do desenvolvimento integral de cada criança que vive no continente. É também um operário estruturante do desenvolvimento social e econômico sustentável e da construção de um futuro mais próspero, mais justo, mais equitativo e mais soberano para a América Latina.”
Para David Saad, diretor-presidente do Instituto Natura (um dos apoiadores do encontro), o encontro representa uma oportunidade para a região avançar no tema, que pode resolver vários problemas – desde a trajetória escolar, até o desenvolvimento dos países latino-americano.
“Se realmente conseguirmos continuar com esse nível de atenção, dar prioridade a esse tema regionalmente, nos próximos cinco a sete anos conseguiremos resolver um dos problemas mais graves na educação. Vamos destravar os resultados de toda a trajetória escolar, o que terá impacto no desenvolvimento dos países.”
O ministro interino destacou o modelo brasileiro de enfrentamento aos índices de analfabetismo. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) envolve União, estados e municípios na busca pelo direito à alfabetização das crianças brasileiras até o fim do 2º ano do ensino fundamental (EF), com metas para cada ente federativo.
Em 2024, o índice nacional de alfabetização de crianças avançou e atingiu 59,2% dos alunos ao fim desta etapa letiva, ligeiramente abaixo da meta de 60% definida pelo CNCA para aquele ano. Para 2030, o objetivo é ter pelo menos 80% dos alunos alfabetizados no fim do 2º ano do EF.
Leonardo Barchini também citou o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e como ele permite mensurar o nível da alfabetização em todo o país. Segundo o ministro, a partir de avaliações como essa, é possível mapear a quantas anda a alfabetização no país:
“Podemos ver exatamente onde estão essas desigualdades, onde estão essas deficiências, onde estão essas fraquezas. Qual escola, qual município, qual região, determinada etnia, quais as diferenças por raça, diferença para a educação quilombola, para a educação indígena, enfim. A gente tem tudo isso muito bem mapeado.”
De acordo com Barchini, apesar do acesso à escola no país ser praticamente universal, o Brasil ainda enfrenta desafios para elevar a qualidade do aprendizado:
“Falando de infraestrutura, nós temos ainda escolas sem biblioteca. Precisamos, também, de mais creches. O grande desafio é fazer chegar aos professores alfabetizadores uma formação adequada e continuada para que possam, a cada dia, melhorar mais.”
Aos presentes, o ministro interino enfatizou que uma trajetória escolar qualificada amplia as possibilidades de uma vida adulta mais digna, saudável e produtiva.
“A alfabetização na idade certa é um instrumento poderoso de superação das desigualdades e de fortalecimento da democracia. Cidadãos que leem, escrevem e compreendem o mundo participam mais plenamente da vida social, econômica e política de suas nações.”
Durante o encontro internacional em Brasília, lideranças da América Latina expuseram outras experiências que também retratam avanços relacionados à alfabetização na idade certa.
Sofia Naidenoff, ministra da educação da província de Chaco, no Norte da Argentina, falou sobre a criação do Plano da Jurisdição da Alfabetização e como isso impactou na educação de milhares de crianças argentinas: “o Chaco estava no pior lugar. Era uma situação que nos deixou muito tristes, porque havia gerações inteiras que não sabiam ler."
"Transformamos a aula da seguinte forma: um livro para cada aluno; um manual por escola, do primeiro ao terceiro grau; e dias de trabalho com livros, inclusive para o lar. Transformamos essa realidade de primeiro ao terceiro grau, de aproximadamente 77 mil crianças em 1.283 escolas”, relatou a ministra.
No México, as experiências destacadas foram a da Nova Escola Mexicana e foco em práticas sociais e na diversidade de línguas indígenas originárias do território, ao lado da língua espanhola.
A diretora-geral de Desenvolvimento Curricular e Política de Educação Inicial no México, Xóchitl Leticia Moreno Fernández, contou que o Plano de Estudos de 2022 colocou a comunidade no centro da solução.
“Temos uma grande quantidade de línguas indígenas e originárias. São aproximadamente 68 línguas, e um dos grandes desafios da nova escola mexicana é que os processos de alfabetização sejam feitos também considerando a língua materna das meninas e dos meninos. Portanto, para essa diversidade de línguas, de culturas, de formas de apropriação, precisamente da língua oral e depois da língua escrita, foram produzidos materiais adequados para todas as nossas crianças e para os próprios docentes”, contou.
No Peru, os avanços são decorrentes do uso de avaliações censitárias e do foco na solução de problemas de saúde e da violência no ambiente escolar.
O integrante do Conselho Nacional de Educação do Peru Luis Guillermo Lescano Sáenz enfatizou a necessidade de a educação ser uma política de Estado, que transcenda a rotatividade de ministros. Segundo ele, o país teve 26 ministros da educação nos últimos 10 anos.
“Os resultados [da troca de ministros] nas políticas são caríssimos. Se mudam as autoridades e os encarregados de um governo em um setor tão importante, como a educação, isso vai influenciar. Temos brechas instaladas há muito tempo. O direito à educação está na Declaração Universal dos Direitos Humanos e está na maioria das Constituições de nossos países.”
Já o secretário técnico do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai, Sebastián Valdez, disse que a meta é melhorar as políticas e práticas educacionais: “No princípio do século XX, houve um acordo social de oferecer educação para todas as crianças de todo o país. Mesmo que não seja fácil chegar a todos os cantos, por questões orçamentárias de um país pequeno”, admitiu.
O ministro interino Leonardo Barchini acrescentou que um dos principais desafios para a região é incrementar a alfabetização digital de professores e alunos juntamente com a alfabetização clássica das crianças.
“Estamos aprendendo que a alfabetização digital precisa ser um processo contínuo ao longo da vida, e não apenas algo que acontece nos primeiros anos de educação. Portanto, acreditamos que a alfabetização digital precisa ser combinada com a alfabetização tradicional”.
AGÊNCIA BRASIL
Libraport Connection reuniu especialistas, autoridades e profissionais para discutir tendências, tecnologia e perspectivas do setor
CAMPINAS/SP - Campinas recebeu, na última quinta-feira (13), o Libraport Connection, evento que teve como objetivo promover o diálogo e a reflexão sobre os desafios logísticos atuais e os impactos da reforma tributária no setor de comércio exterior. Realizado pela Libraport Campinas, o encontro reuniu executivos, autoridades, representantes de órgãos anuentes e profissionais do segmento.
A edição deste ano também marcou os 25 anos da Libraport Campinas, reforçando o propósito da empresa em conectar profissionais que protagonizam o setor de logística e comércio internacional, fomentando trocas de experiências e perspectivas para os próximos anos.
A programação contou com uma mesa de debates conduzida por Bruno Barbosa, diretor-presidente da Libraport Campinas, com convidados que atuam diretamente no dia a dia do comércio exterior. O grupo abordou temas que vêm moldando o cenário atual, entre eles a reforma tributária, que já está em fase de regulação e adaptação.
“Em um primeiro momento, vejo a reforma tributária com cautela. Porém, acredito que o período de transição será um aprendizado para todos nós. A médio e longo prazo, o novo sistema tributário tende a ser mais simplificado, o que pode beneficiar o setor de comércio exterior”, analisou Bruno Barbosa.
Tecnologia e desafios logísticos
Na mesa, também foram discutidos os desafios logísticos enfrentados pelo setor. O Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Enrico Seyssel Ortolani, destacou o uso crescente da tecnologia como aliada essencial na fiscalização e inspeção de produtos.
“A adoção de sistemas de conferência remota tem agilizado a liberação e o fluxo de cargas nos recintos alfandegários. Além disso, no futuro, acredito que o uso de blockchain possa ser aperfeiçoado para controle de temperatura, especialmente de produtos perecíveis, o que poderá colaborar ainda mais com toda a cadeia do comércio exterior”, destacou Ortolani.
Rebranding da Libraport
Durante o encontro, foi apresentado o rebranding da Libraport Campinas, simbolizando um novo momento de expansão da empresa, referência em movimentação e armazenagem de cargas, além da eficiência na gestão logística em processos de importação e exportação.
Na ocasião, o diretor-presidente Bruno Barbosa falou da trajetória da Libraport desde sua fundação em 2000 até os dias de hoje, além de apresentar a nova logomarca e um vídeo institucional da empresa.
“Este momento marca toda a celebração da nossa trajetória, marcada por muita evolução no setor. E assim, seguiremos para o futuro, sempre resilientes, repensando e aprimorando processos e serviços”, afirmou Bruno.
Participaram do evento a secretária de Desenvolvimento Econômico de Campinas, Adriana Flosi; o Delegado da Alfândega da Receita Federal de Viracopos, Camilo Cremonez; o Delegado Adjunto da Alfândega do Aeroporto de Guarulhos, Victor Bachur; a Gerente de Comunicação do Programa OEA, Elaine Cristina da Costa; o Superintendente do Ministério da Agricultura, Estanislau Steck; e a chefe do MAPA em Viracopos, Rita Lourenço.
O Grupo EP promove um debate entre os candidatos à Prefeitura de São Carlos (SP) no dia 03 de outubro - Créditos: Divulgação
SÃO CARLOS/SP - O Grupo EP, conglomerado de mídia no interior paulista e sul de Minas Gerais, realiza, como parte de sua maior cobertura eleitoral, um debate entre os candidatos à Prefeitura de São Carlos (SP), no dia 03 de outubro, às 22h, após a novela "Mania de Você". O embate será exibido ao vivo pela EPTV Central e transmitido no portal g1 São Carlos e Araraquara e site do portal acidade on São Carlos e Araraquara. Participam do debate todos os candidatos a prefeito de São Carlos. São eles: Mario Casale (Novo), Netto Donato (PSDB) e Newton Lima (PT).
Marcelle Loureiro, gerente de jornalismo da EPTV Central, destaca a importância do debate tanto para os candidatos quanto para os eleitores do município. “Acredito que o debate é uma prestação de serviço fundamental. Nele, o candidato poderá expor suas ideias, divulgar suas propostas e mostrar para o público quem está mais bem preparado para governar a cidade pelos próximos quatro anos. É um espaço onde o telespectador analisará melhor o candidato, seus projetos e sugestões, conhecerá o comportamento dele e tirará suas próprias conclusões”, diz.
Dinâmica do debate
O debate será baseado em perguntas entre os candidatos, com ênfase no aprofundamento do programa de governo de cada um.
O debate terá 4 (quatro) blocos.
As perguntas serão feitas de candidato para candidato.
Haverá dois blocos com perguntas de tema livre e dois blocos com perguntas de tema determinado. O último bloco será de tema determinado e considerações finais dos candidatos. Da seguinte forma:
1º bloco: Perguntas com Tema Livre;
2º bloco: Perguntas com Tema Determinado;
3º bloco: Perguntas com Tema Livre;
4º bloco: Perguntas com Tema Determinado e Considerações Finais.
Nos blocos de tema livre, o tema da pergunta é de livre escolha do candidato que vai perguntar. Já nos blocos de tema determinado, poderão ser sorteados 10 temas, dentre eles: Saúde, Educação, Emprego e Renda, Mobilidade, Habitação, Segurança Pública (Guarda Municipal), Lazer e Cultura, Sustentabilidade (Meio Ambiente), Saneamento Básico, Infraestrutura. Cada tema será sorteado uma única vez no debate.
Em cada bloco, cada candidato terá direito a fazer uma pergunta; Cada candidato pode ser escolhido uma vez para responder.
Os tempos de pergunta e resposta serão os mesmos em todos os blocos: 30 segundos para fazer a pergunta; 1 minuto e 30 segundos para resposta; 1 minuto para réplica; e 1 minuto para tréplica.
Cada candidato terá 2 minutos para as considerações finais, em ordem previamente estabelecida por sorteio.
Serviço - Debate São Carlos
Data: 03 de outubro
Hora: 22h
Transmissão: EPTV Central, g1 São Carlos e Araraquara e site do portal acidade on São Carlos e Araraquara
SÃO PAULO/SP - O candidato à prefeitura de São Paulo José Luiz Datena (PSDB) agrediu o candidato Pablo Marçal (PRTB) após ser provocado e chamado de “arregão”. O caso aconteceu na noite deste domingo, 15, durante o debate da TV Cultura.
Em um novo embate entre eles, Marçal chamou Datena de “arregão” e citou a desistência do apresentador em outras eleições. O ex-coach ainda relembrou a discussão entre eles na TV Gazeta, quando Datena deixou o púlpito para encarar Marçal.
Após a fala, Datena levantou e acertou o candidato do PRTB com a cadeira. Em seguida, a transmissão foi interrompida. O mediador do debate, Leão Serva, logo chamou o intervalo.
Fora do ar, Ricardo Nunes (MDB) entrou no meio para tentar apartar a briga. Mesmo assim, Datena e Marçal trocaram ofensas, enquanto os outros candidatos olharam a cena com perplexidade.
Na retomada do intervalo, a TV Cultura decidiu pela expulsão de Datena. Após o caso, Marçal optou por sua retirada do evento e foi levado ao hospital Sírio Libanês. Ainda não há informações sobre ferimentos.
Aos jornalistas – que foram impedidos de subir as escadas para acompanhar o desenrolar das discussões – Datena afirmou ter “perdido a cabeça” após as acusações. Mesmo com as agressões, o tucano garantiu que manterá a candidatura até o fim.
“Infelizmente, perdi a cabeça. Não deveria ter perdido? Acredito que não. Deveria ter saído do debate e ido pra casa, seria melhor”, disse.
“Pretendo me manter candidato. Pretendo me manter candidato até o fim. Depende do partido, depende de todo mundo. Espero que nível democrático restabeleça”, concluiu Datena.
Esse foi o segundo confronto entre eles no debate da TV Cultura. No primeiro, Datena se recusou a fazer perguntas a Marçal, que recordou um processo de assédio sexual contra o apresentador arquivado em 2019.
CARLOS EDUARDO VASCONCELLOS, JOÃO VITOR REVEDILHO / ISTOÉ
EUA - O debate presidencial organizado pela CNN nesta quinta-feira, 27, entre o ex-presidente Donald Trump e o atual presidente Joe Biden, tem potencial para ser um dos mais agressivos da história. Ambos os candidatos pretendem demonstrar que o outro não possui condições de exercer a presidência, com ataques pessoais e críticas aos seus respectivos governos. Biden deverá enfrentar acusações sobre sua família, especialmente em relação à condenação de seu filho Hunter, enquanto Trump será questionado sobre suas condenações e processos criminais.
A economia será um dos principais temas, com Biden destacando bons números como a inflação de 3,3%, desemprego de 4% e crescimento anualizado de 4,3%, apesar das altas taxas de juros. Trump, defensor de juros baixos, atacará a administração Biden pelo custo elevado das hipotecas e alugueis, e acusará o presidente de abrir as fronteiras para criminosos e um suposto exército clandestino chinês.
Outros temas importantes incluirão a imigração, com Biden defendendo novas regras restritivas e acusando Trump de bloquear fundos para reforçar a fronteira, e o direito ao aborto, com Biden buscando restabelecer uma lei federal e Trump adotando uma postura mais moderada para não perder eleitoras. As políticas externas também estarão em destaque, com Trump se posicionando como mais forte contra a China e a Rússia, enquanto Biden defenderá sanções contra semicondutores chineses e apoio à Ucrânia.
Ambos os candidatos tentarão recalibrar suas posições para equilibrar os ganhos do adversário, com Biden adotando uma postura mais dura sobre imigração e Trump moderando sua posição sobre o aborto. As diferenças substanciais entre suas políticas ficarão evidentes, mesmo em meio aos ataques pessoais agressivos que devem dominar o debate.
Gabriel / JETSS.
SÃO CARLOS/SP - A UFSCar realiza nesta terça-feira (17/10), a partir das 14 horas, o colóquio "Impacto social da Ciência e do conhecimento: desafios e oportunidades nas relações entre a UFSCar e diferentes segmentos sociais", que acontece no marco da 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). O evento, aberto a todas as pessoas interessadas, acontece no Anfiteatro da Reitoria (área Sul do Campus São Carlos), em uma realização do Instituto da Cultura Científica (ICC) e da Aciepe "Comunicação Científica para o Desenvolvimento Sustentável".
Em 2023, o tema da SNCT é Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável, em alusão ao Ano Internacional das Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável, celebrado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A escolha busca enfatizar o papel do conhecimento científico no contexto da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). "No ano passado, quando o ICC completou seu primeiro ano de atuação, refletimos sobre a trajetória das diferentes áreas do conhecimento na UFSCar. Agora, passados dois anos, e no marco da Semana Nacional com essa temática, convidamos gestores das pró-reitorias de pesquisa, pós-graduação e extensão, bem como diretoras e diretores dos oito centros acadêmicos da UFSCar, para juntos pensarmos em como ampliar a visibilidade e, também, as oportunidades de diálogo e construção conjunta com diferentes segmentos sociais", situa a Diretora do ICC, Mariana Pezzo.
O evento terá uma mesa de abertura em que, além das falas das pró-reitorias e, também, da Vice-Reitora da UFSCar, Maria de Jesus Dutra dos Reis, representando a Reitoria, o público presente conhecerá as parcerias estabelecidas entre o ICC, a Aciepe - coordenada por Caio Otoni, docente no Departamento de Engenharia de Materiais - e o projeto de pesquisa e extensão "AtlantECO: avaliação, previsão e sustentabilidade dos ecossistemas atlânticos" - coordenado por Hugo Sarmento, docente no Departamento de Hidrobiologia. Na ocasião, será realizado o lançamento da série "Descobrindo o mar", animação infantil produzida pelo ICC em parceria com o AtlantECO em que o personagem Max Plâncton e sua turma viajam pelo Oceano Atlântico movidos pela curiosidade sobre o ambiente em que vivem, o funcionamento de seus próprios organismos e, também, os riscos crescentes aos ecossistemas marinhos.
Em seguida, em diálogo com o público presente, diretoras e diretores dos diferentes centros acadêmicos da UFSCar refletirão sobre a contribuição da Universidade aos ODS e, sobretudo, sobre como ampliar as possibilidades de concretizar o potencial da Ciência e do conhecimento produzido e sistematizado na UFSCar de apoiar a sociedade no enfrentamento de seus principais desafios, como a emergência climática e a perda de biodiversidade, as desigualdades, os conflitos e as guerras, epidemias e pandemias, dentre outros. Também participa da conversa o Diretor do Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos (IEAE) da UFSCar, Adilson de Oliveira.
Ciência em Movimento
Também na programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, o ICC organizou, para os dias 18 e 19, atividade em que servidores docentes e técnico-administrativos, junto a estudantes de graduação e de pós-graduação, viajarão nos ônibus do transporte coletivo de São Carlos conversando com a população sobre a sua atividade científica, as oportunidades oferecidas na Universidade e, novamente, o impacto social da Ciência e do conhecimento. A atividade está sendo organizada em parceria com o Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI), a Assessoria de Comunicação da Reitoria e o Núcleo de Apoio à Indissociabilidade entre Inovação, Pesquisa, Ensino e Extensão (NAIIPEE), vinculado à Fundação de Apoio Institucional (FAI-UFSCar).
A iniciativa, apelidada de "UFSCar na Área", integra também a Conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação de São Carlos, organizada pela Prefeitura Municipal de São Carlos. A programação completa, com outros eventos organizados pela comunidade da UFSCar, pode ser conferida no site da Prefeitura.
Todas as atividades organizadas pelo ICC no marco da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia contam com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do projeto "UFSCar na Área! Itinerância de diálogos sobre Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável" (Processo nº 440638/2023-2).
Uma segunda edição do evento deve ocorrer ainda este ano com outras entidades representativas dos setores econômicos e sociais do município
SÃO CARLOS/SP -O Desenvolvimento Econômico e Social de São Carlos esteve em debate na noite desta quinta-feira (24) no auditório do Centro do Professorado Paulista (CPP), com a participação de diversas pessoas, especialmente representantes dos setores de comércio, serviços, indústria, inovação e profissionais liberais.
Organizado pelo professor e pesquisador Marcos Martinelli, o evento contou com o apoio da jornalista Kelly Godoy. Presidentes da Acisc, José Fernandes Domingues, do Ciesp, Marcos Henrique Santos, da OAB, Renato Barros, e o ex-reitor e ex-prefeito Newton Lima foram os debatedores do evento.
“Este é um espaço para as pessoas dialogarem e discutirem o futuro da cidade, especialmente às pessoas e ou entidades que não tem os canais institucionais à disposição”, frisou Martinelli. Segundo ele, outros eventos similares deverão ocorrer para discutir turismo, agronegócio, agricultura, pecuária, entre outros temas.
Para o presidente da Acisc, conhecido como Zelão, debater a cidade é bastante produtivo. “Temos que trabalhar na revitalização da área comercial e atuar em ações e obras contra as enchentes”, destacou. “Nosso comércio precisa de mais atenção”, registrou.
“Este é um debate de interesse da sociedade e a OAB está à disposição de todos os segmentos para debater qualquer tema que envolva o bem-estar da nossa população”, frisou Renato Barros.
Para o presidente do Ciesp São Carlos sempre teve vocação industrial. “É claro que a indústria avançou ao longo do tempo e o que defendemos é uma cidade que não pode esperar o crescimento espontânea, o Poder Público precisa induzir esse desenvolvimento”, observou.
Já a jornalista Kelly Godoy, que atualmente está na Record News em programas que abordam pautas nacionais, frisou a importância da cidade se organizar para aproveitar de forma espontânea a fama conquistada. “A grande imprensa nos vê como a Capital da Tecnologia mesmo e quanto mais enaltecermos a ciência aqui produzida, mais iremos conseguir mostrar a cidade de uma forma positiva”, explicou.
O ex-prefeito Newton Lima preparou uma apresentação com dados sobre a cidade com o apoio do especialista em políticas públicas, Guilherme Rezende. A principal crítica feita por ele foi a falta de dados organizados e disponibilizados pela Prefeitura de São Carlos. “Não temos dados primários referentes ao município, precisamos recorrer aos bancos de dados públicos dos governos Federal e Estadual”, ressaltou.
Na apresentação, o ex-prefeito mostrou a pontuação atual de São Carlos com base nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A pontuação geral atual é de 57,78, a cidade é classificada de Nível de Desenvolvimento Sustentável Médio.
Dos 17 pontos analisados pela ONU, quatro são bem pontuados (Clima, Proteção Marinha, Água Potável e Saneamento e Energias Renováveis e Acessíveis). “Outros cinco estão classificados como muito baixo”, destacou, entre eles está Igualdade de Gênero, Indústria, Inovação e Infraestrutura, Proteção da vida Terrestre e Paz, Justiça e Instituições Eficazes.
Outros dados apresentados mostram números de startups de São Carlos, segmentos que mais atuam, número de empresas registradas na cidade, que no total atingem 40,7 mil, das quais metade são de Microempreendedores Individuais (MEIs), número de empregos por atividade econômica. A indústria de transformação emprega 23,9% da mão-de-obra, enquanto o comércio 20%.
De acordo com o ex-prefeito, o levantamento de dados sobre o estágio atual do desenvolvimento econômico e social de São Carlos ocorre no âmbito do plano Participa São Carlos, lançado com o intuito de discutir a cidade e propor ações para as futuras administrações.
“Para começar a mudar algo é preciso fazer um diagnóstico detalhado e nós vamos fazer isso por meio dos 24 Núcleos Temáticos do Participa São Carlos”, explica.
SÃO PAULO/SP - No primeiro debate entre candidatos ao governo de São Paulo na Band, ontem, 10, entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), o que mais se falou foi sobre seus padrinhos políticos, Bolsonaro e Lula.
Tudo o que era preguntado, tanto entre confrontos, quanto por jornalistas, as respostas se direcionavam nacionalmente. Haddad fala da época de Lula e Tarcísio defendia o atual governo Bolsonaro.
O grande exemplo foi sobre segurança pública, o candidato Tarcísio citou a declaração de Lula (PT) de que “Bolsonaro não gosta de gente, gosta de policial. Acho triste que o ex-presidente veja aqueles que arriscam sua vida diariamente dessa forma” afirmou o ex-ministro de infraestrutura.
Haddad ao responder disse: “O presidente Lula já se desculpou por essa frase e explicou que ele quis dizer na verdade que ele não gosta de gente porque gosta de milícia, ele queria usar a palavra milícia.”
Tarcísio prometeu que, além de manter a redução do ICMS sobre os combustíveis, promoveria outros cortes na carga tributária. "Porque isso vai gerar emprego. E a gente quer os pais de família trabalhando, a gente quer fazer a diferença. Então, parabéns ao governo Bolsonaro por essa importante iniciativa", relatou.
Já Haddad afirmou que, além de manter a alíquota do ICMS no nível em que está, lutará para que Lula, caso seja eleito presidente, "enfrente o lobby" dos acionistas estrangeiros da Petrobras. "Eles não podem ter mais de R$ 100 bilhões de lucros às custas do consumidor brasileiro.".
O petista defendeu a instalação de câmeras nas fardas de PMs, já Tarcísio, afirmou que, se eleito, irá revogar a medida adotada durante o governo de João Doria (PSDB), alegando que ela não reduziu a criminalidade e que está “fazendo mal para os policiais”.
RIO DE JANEIRO/RJ - Sobre o debate com os candidatos à Presidência da República na Tv Globo de ontem, 29, nós poderíamos ficar aqui escrevendo o dia todo, pois vários embates e trocas de acusações foram feitas, mas podemos classificar que o personagem da noite foi o padre Kemon.
Propostas? Quase nenhuma! Ataques e acusações? Vários! Assim como aconteceu nos debates no SBT e na Band. Os estrategistas não mudaram o rumo e fixaram atacar Lula e Bolsonaro, aliás, o alvo de todos os candidatos foi a dupla sem união é claro.
No caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o assunto era corrupção, que aliás, teve que se explicar por várias oportunidades sobre petrolão, mensalão e inclusive sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.
O atual presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), foi alvo em relação a condução da pandemia de covid-19, se vai respeitar o resultado das eleições caso saia derrotado e sobre a compra de imóveis por sua família em dinheiro.
Bolsonaro disse que a senadora e candidata Soraya pediu cargos no governo federal. Ela admitiu a prática, mas viu-se em uma grande saia justa.
Padre Kemon (PTB), insinuou que Lula estaria envolvido no assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, onde houve até um bate-boca entre os dois, que inclusive o mediador Willian Bonner teve que intervir.
O padre estava com a “tocha”, debateu também com a candidatada Soraya Thronicke (UNIÃO BRASIL), onde foi intitulado pela candidata como “padre festa junina”, “nem, nem (nem estuda e nem trabalha)”.
Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), acabaram sendo vendidos pelas polêmicas e brigas de seus oponentes.
Propostas, bom Soraya falou sobre o imposto único, Lula falou de um “Ministério dos Povos Indígenas”, que aliás vem falando sobre isso desde o inicio da campanha e Bolsonaro falou dos avanços da economia e do Auxílio Brasil.
Bom se tivermos um segundo turno teremos mais debates, ou mais show de ataques...
FOZ DO IGUAÇU/PR - Bolsonaro afirmou que sua participação nos debates ainda não está decidida: “Vou ver, vou ver. Isso é questão de estratégia”, afirmou para jornalistas. Mas acrescentou que se seu principal concorrente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participar, ele também vai marcar presença. “Eu fecho agora: se Lula for, eu vou junto com ele”, disse, em visita a Foz do Iguaçu, na sexta-feira, 5.
Tanto Bolsonaro quanto Lula já sinalizaram não participar dos debates no primeiro turno. O presidente justificou essa decisão na terça-feira, 31, dizendo que queria evitar levar “pancada” dos adversários. Ele propôs também que as perguntas dos debates fossem combinadas previamente “para não baixar o nível”.
Lula, por sua vez, propôs um modelo de debates semelhante ao dos Estados Unidos, com no máximo três eventos no primeiro turno, unindo diversas emissoras em cada um deles. “Não dá para atender cada TV, rádio, rede social, se não a gente se tranca no estúdio”, disse o ex-presidente.
“Nunca um presidente, que eu tenha conhecimento, participou do primeiro turno de debates”, alegou Bolsonaro, no Paraná. Outros chefes do executivo, como Lula e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) realmente não marcaram presença nos debates de primeiro turno em seus respectivos anos de reeleição. No entanto, a presidente Dilma Roussef (PT) participou dos eventos em 2014.
‘Duvido que tenha coragem de cassar meu registro’
Também durante sua visita a Foz do Iguaçu, Bolsonaro voltou a desafiar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a segurança das urnas eletrônicas. “Tô desafiando os próprios ministros do supremo a, em público, virem debater comigo a questão”, disse ele.
Sobre a possibilidade de ter seu registro cassado por fake news e ataques ao modelo de eleições com urnas eletrônicas, questionou a coragem dos ministros. “Vai cassar meu registro? Duvido que tenha coragem de cassar meu registro. Não tô desafiando ninguém”.
O presidente acrescentou ainda que não pode ser cassado porque não há uma tipificação de crime para fake news. “Eu defendo a liberdade. Onde tá a tipificação para fake news?”, alegou.
Rubens Anater / ESTADÃO
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