Jornalista/Radialista
RIO DE JANEIRO/RJ - O Prêmio Multishow, maior premiação de música do Brasil desde o fim da antiga MTV Brasil, chega à sua 30ª edição com novidades. A cerimônia será transmitida pela primeira vez na TV Globo, além de contar com exibições no Multishow e Globoplay, aberta para não-assinantes. E para comandar a festa, foi escalado um trio de peso, formado pela cantora Ludmilla, e os apresentadores Tatá Werneck e Tadeu Schmidt. Eles confirmaram presença num vídeo divulgado nas redes do Multishow.
A inédita transmissão na TV Globo é uma estratégia para ampliar o alcance do evento. Além disso, conteúdos exclusivos serão veiculados nas demais plataformas, incluindo redes sociais, proporcionando uma experiência ampla para os fãs da música brasileira.
Detalhes da transmissão
O prêmio pretende unir variados estilos musicais com o conceito “A música mexe com o Brasil”, explorando o poder transformador da música na cultura nacional.
O evento ocorrerá no dia 7 de novembro e ainda não anunciou os concorrentes. A transmissão ao vivo começará com um tapete vermelho a partir das 20h30 e a cerimônia principal terá início às 23h15, diretamente da Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro.
por Pedro Prado / PIPOCA MODERNA
BRASÍLIA/DF - Os comportamentos dos preços de alimentos e bebidas, em agosto, contribuíram para que a inflação das famílias mais pobres fosse menor que a das rendas média e alta. A conclusão faz parte de um levantamento divulgado na quinta-feira (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O peso da inflação para as famílias de renda domiciliar muito baixa (menor que R$ 2.015) foi 0,13%, abaixo do 0,23% medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país e calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já para as famílias de renda média alta (entre R$ 10.075 e R$ 20.151) a inflação em agosto foi 0,32%.
De acordo com a pesquisadora Maria Andreia Lameiras, o principal alívio inflacionário em agosto veio das deflações de alimentos e bebidas, ou seja, produtos que ficaram mais baratos. As principais quedas de preço foram dos tubérculos (-7,3%), carnes (-1,9%), aves e ovos (-2,6%) e leites e derivados (-1,4%). Como grande parte do orçamento das famílias mais pobres é consumida com a alimentação, a deflação desses itens faz grande diferença no bolso dessas pessoas.
“Em sentido oposto, o reajuste de 4,6% das tarifas de energia elétrica - e seus efeitos altos sobre o grupo habitação - impactou proporcionalmente mais a inflação dos segmentos de menor poder aquisitivo, tendo em vista que essas classes despendem uma parcela maior dos seus orçamentos para a aquisição desse serviço”, detalha Lameiras na pesquisa.
No acumulado dos últimos 12 meses, se repete o comportamento de a inflação ser maior para famílias de maior renda domiciliar. Enquanto o IPCA é 4,61%, o aumento de preços sentido pelos mais pobres é 3,70%. As famílias de renda baixa (4,04%) e média baixa (4,49%) também ficam abaixo do IPCA.
Na classificação do Ipea, renda baixa abrange de R$ 2,015 e R$ 3.022; e renda média-baixa, entre R$ 3.022 e R$ 5.037.
Os brasileiros de famílias de renda domiciliar alta (acima de R$ 20.151) tiveram a maior inflação em doze meses (5,89%).
“Verifica-se que a maior pressão inflacionária nos últimos doze meses reside no grupo saúde e cuidados pessoais, impactado pelos reajustes de 5,9% dos produtos farmacêuticos, de 10,2% dos artigos de higiene e de 13,7% dos planos de saúde”, pontua a pesquisadora do Ipea.
![]()
Foto: Dimac/Ipea
Ainda sobre o IPCA, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) identificou que, de janeiro a agosto, a inflação da alimentação fora do lar (3,85%) supera o índice geral (3,23%). Para a associação, esse comportamento nos preços indica que 2023 está sendo um ano de recuperação para o setor, que sofreu com restrições causadas pela pandemia de covid-19. A retração recente no preço de alguns alimentos, matéria-prima para bares e restaurantes, é observada com mais chance de recomposição para os negócios. “A queda nos insumos é uma boa notícia. Se for consistente, pode abrir espaço para uma recuperação mais robusta”, avalia o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.
Por Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou na quinta-feira (14) Matheus Lima de Carvalho Lázaro, terceiro réu pelos atos golpistas de 8 de janeiro, a 17 anos de prisão.
Também ficou definido que o condenado deverá pagar solidariamente com outros investigados o valor de R$ 30 milhões de ressarcimento pela participação na depredação das sedes dos Três Poderes.
Matheus é morador de Apucarana (PR) e foi preso na Esplanada dos Ministérios no dia dos ataques portando um canivete após deixar o Congresso Nacional. Segundo as investigações, em mensagens enviadas a parentes durante os atos, ele defendeu a intervenção militar para tomada do poder pelo Exército.
Com base no voto do relator, Alexandre de Moraes, a maioria dos ministros confirmou que o réu cometeu os crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Durante o julgamento, a advogada Larissa Lopes de Araújo, representante do réu, chorou ao fazer a sua sustentação e acusou o Supremo de não respeitar a Constituição.
A advogada disse que Matheus não participou da depredação e afirmou que as imagens de câmeras de segurança mostram o acusado em pontos distantes da Esplanada em menos de cinco minutos de filmagem.
“Em que momento Matheus entrou nos três prédios e quebrou tudo? Fala para mim! Em cinco minutos? Só se ele fosse um super-homem”, declarou.
Mais cedo, o STF condenou mais dois réus pelos cinco crimes. Aécio Pereira, preso no plenário no Senado, foi condenado a 17 anos de prisão em regime fechado. Thiago Mathar, preso dentro do Palácio do Planalto, recebeu pena de 14 anos.
Por André Richter - Repórter da Agência Brasil
SANTO DOMINGO - A República Dominicana fechará toda sua fronteira com o vizinho Haiti a partir das 6h (no horário local) desta sexta-feira, disse a jornalistas o presidente do país, Luis Abinader, meio a um conflito sobre a construção de um canal de água de um rio compartilhado.
O governo de Santo Domingo disse que o fechamento irá durar “enquanto for necessário”, com o apoio das forças militares e policiais do país, embora as negociações com o governo haitiano continuem.
A República Dominicana tem uma relação tensa com seu vizinho e reforçou a segurança nas fronteiras, deportando dezenas de milhares de haitianos que fogem do agravamento da guerra de gangues em seu país.
“Há semanas que estamos preparados, não só para esta situação, mas também para uma possível força de paz no Haiti”, disse Abinader, afirmando que mesmo que o governo haitiano não pudesse controlar a construção do canal, Santo Domingo poderia.
Abinader deverá levantar a questão na Organização das Nações Unidas, em uma visita a Nova York na próxima semana.
A República Dominicana ameaçou pela primeira vez fechar a fronteira na semana passada, argumentando que as obras de construção no Rio Massacre são uma violação do Tratado de Paz, Amizade e Arbitragem, de 1929.
“Infelizmente, não nos deixaram outra alternativa senão tomar medidas drásticas”, disse Abinader em coletiva de imprensa.
Abinader disse que a República Dominicana está planejando a construção de duas barragens que “sem o tratado poderiam afetar significativamente” o Haiti.
Reportagem de Paul Mathiasen, Harold Isaac e Aida Peleaz-Fernandez / REUTERS
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.