Jornalista/Radialista
Os 1.685 tijolos foram apreendidos em meio a uma carga de 28 mil quilos de fertilizantes avaliada em 4 mil reais
PIRAPOZINHO/SP - A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite de sábado (22), um homem de 45 anos que transportava 1.685 tijolos de maconha em meio a uma carga de fertilizantes avaliada em 4 mil reais. A prisão aconteceu na rodovia Assis Chateaubriand, em Pirapozinho.
Após as investigações, os policiais descobriram que uma carreta carregada de drogas estava vindo do estado do Paraná em direção a São Paulo. Imediatamente, a equipe começou as buscas e conseguiu interceptar o veículo na rodovia.
Os policiais revistaram o caminhão e encontraram 1.685 tijolos de maconha, que pesaram 1,2 tonelada, escondidos em meio a carga de 28 mil quilos de fertilizante.
O homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas e levado à cadeia pública de Cotia, onde aguardará pela audiência de custódia. Já a droga foi apreendida e em seguida encaminhada à Justiça Federal de Barueri.
IBATÉ/SP - Entre os dias 13 e 15 de julho, Ibaté recebeu pela primeira vez o Projeto “Cidadania Itinerante”, realizado em parceria com a Secretaria da Justiça - Cidadania do Estado de São Paulo e Secretaria Municipal de Assistência Social.
O objetivo foi oferecer, gratuitamente, diversos serviços à população, como agendamento para RG; agendamento para emissão de 2ª via de certidões (nascimento, casamento e óbito), de CPF e de contas de consumo (água e luz), emissão de carteira de trabalho digital, atestado de antecedentes criminais, entrada no seguro-desemprego, elaboração de currículo, SERASA, recebimento de denúncias e prestação de orientação e encaminhamento para coordenadorias, programas e ouvidoria da SJC.
Para a coordenadora da Assistência Social, Amanda Affonso, a ação trouxe resultados promissores. “Foi uma ação positiva. Descentralizamos o atendimento e levamos para a população os serviços, só que mais próximos de casa”, detalhou.
No dia 13, a van do Cidadania Itinerante esteve no estacionamento do Centro de Formação Artística “Anna Ponciano Marques” no Jardim Cruzado, no dia 14, o atendimento foi na Praça do Jardim Icaraí, defronte ao PSF. No dia 15, no encerramento das atividades em Ibaté, o projeto atendeu na Praça São João Evangelista de Toledo, a Praça Central.
O prefeito José Luiz Parella, elogiou o Projeto “Cidadania Itinerante”. “O projeto atendeu com facilidade e rapidez mais de 200 moradores do município, totalizando 903 solicitações dos seus serviços básicos. Agradeço a todos os profissionais envolvidos no trabalho realizado e à população que prestigiou essa ação”, declarou.
SÃO PAULO/SP - Na última segunda-feira (24/07), Galvão Bueno, 73 anos, deu o que falar em seu podcast no YouTube. É que, na ocasião, o narrador esportivo que anunciou sua saída da Globo após a “Copa do Mundo” de 2022, detonou a atual direção da emissora e defendeu o legado deixado por Boni, 83.
Galvão Bueno detona atual direção da Globo e sai em defesa do legado de Boni
Para Galvão, que trabalhou 41 anos na emissora, Boni foi um dos seus mestres e um grande responsável pelo sucesso da rede de televisão. Afinal, o profissional comandou a emissora entre os anos 70 e 90: “Eu digo sempre que a vida me deu três mestres no meu trabalho. O primeiro deles é o Boni, que foi o cara que fez tudo isso, e hoje até estão estragando um pouco o que ele fez“, disparou o jornalista que na sequência citou também o Rei Pelé e Armando Nogueira (um dos principais diretores da emissora no século passado).
Em seguida, o famoso, inclusive, não perdeu tempo de alfinetar a atual direção da “plim-plim” ao falar sobre uma lição valiosa que aprendeu com o ex-chefe: “Sempre se pode fazer melhor“, disse, sem papas na língua.
Relembre
Vale destacar que, em entrevista recente, o comentarista revelou que tem mais dois anos de contrato com o canal, e que marcará presença na Olimpíada de Paris: “Tenho mais dois anos de contrato, com algumas participações pontuais, dois programas especiais de fim de ano, participação na Olimpíada de Paris. Narrar a Seleção Brasileira terminou ali. Foi o meu 53º jogo seguido de Seleção Brasileira em Copa do Mundo. Aquilo que eu disse, eu disse: ‘gente, prestem atenção em uma coisa. Estou virando uma página, não estou fechando um livro’.”, concluiu.
Alterando o ponto de vista narrativo para as vozes femininas, espetáculo do Grupo Lunar de Teatro traz Escola de Mulheres para os dias atuais
SÃO PAULO/SP - Molière Jean-Baptiste Poquelin é um dos grandes mestres da comédia satírica e marcou a dramaturgia francesa com suas críticas aos costumes da época. Porém, em 1662, o mundo era bem diferente e, ainda bem, muitas coisas mudaram. Foi em 1662 que Molière escreveu e encenou Escola de Mulheres, uma peça que conta a história de Arnolfo e Inês, uma menina de 4 anos que será moldada para ser a esposa perfeita pelo burguês. Rever essa história com uma crítica ao machismo limitante é um dos objetivos de Escola de Mulheres - Um sátira ao Patriarcado, peça que estreia no dia 9 de agosto, no Teatro Itália.
No original de Molière, Arnolfo, um quarentão machista, adota Inês, uma garota de 4 anos para criá-la, ou moldá-la, do jeito que ele acha que uma esposa deve ser. Tudo isso para evitar que não seja feito com ele o que ele faz ou adoraria fazer com o marido das mulheres bonitas e inteligentes: pôr-lhes um chifre. Na peça do século XVII, a história é contada do ponto de vista do homem. Porém, na versão de 2023, idealizada pela dupla Suzana Muniz e Mau Machado, o público terá contato com o ponto de vista da mulher. Na adaptação, ainda cômica, do Grupo Lunar, o foco é na personagem principal, Inês, e no corpo de mulheres, que se alternam entre um tom irônico e de companheirismo em relação à protagonista.
Aqui, a comédia satírica e irônica, que pesa ainda mais a crítica num mundo moldado por uma estrutura extremamente machista, é a grande arma. É ela que torna possível o diálogo de um tema tão pesado com o público em geral. Suzana Muniz, diretora, atriz e responsável pela adaptação do texto, diz que, muitas vezes, esse é um riso nervoso, incômodo. “Infelizmente, como vimos recentemente nos noticiários, o homem ainda usa seu poder na sociedade para obrigar meninas a se casarem ou mesmo para tentar moldar mulheres, limitando sua liberdade. E isso não acontece só em culturas distantes, mas também num Brasil bem próximo do que vivemos nas grandes metrópoles”.
Suzana ainda diz que, mesmo com a comédia muito presente, a montagem mostra a importância da sororidade entre mulheres para derrubarem o patriarcado. “Sempre que vemos um caso de abuso de homem, por mais absurdo que seja, é preciso a voz de diversas mulheres para derrubá-lo e apontá-lo como culpado. Aqui isso não é diferente e fica claro que somente se unindo as mulheres conseguem uma existência mais próxima do possível”.
As canções compostas por Mau Machado para essa peça, com arranjos do Grupo Lunar e cantadas e tocadas ao vivo, provocam uma reflexão além da sátira e nos ajudam a mostrar ao público o quão surreal é uma história dessas. Elas são mais um elemento fundamental que compõe esse alerta crítico sobre o patriarcado, fazendo a ponte da história com os tempos atuais.
Brasil e Europa
A encenação mistura a cultura européia do século XVII com o folclore brasileiro e de tradições afro-brasileiras, trazendo elementos cênicos coloridos e momentos ritualísticos. Tudo isso dialogando com os personagens típicos da Commedia Dell’Arte. A fusão entre a linguagem européia do século XVII e o folclore brasileiro também se dá na música ao vivo, unindo o lírico e o popular.
O espetáculo tem como base a linguagem de coro cênico. Nela, o elenco permanece no palco durante todo o tempo, compondo imagens, jogando com a cena e tocando instrumentos ao vivo. Todas as trocas de cenários e figurinos é feita ao vivo também. No figurino, fuxico, fitas e cores remetem à cultura brasileira e são aplicados em roupas do século XVII, numa releitura livre. As máscaras lembram a Commedia Dell’Arte e trazem também a influência do folclore.
ESCOLA DE MULHERES - UMA SÁTIRA AO PATRIARCADO - Estreia dia 9 de agosto, quarta, às 20 horas, no Teatro Itália. Temporada: Até 30 de agosto, quartas, às 20 horas. Ingressos: R$ 40 (inteira) - compra antecipada pelo Sympla. Duração: 90 minutos. Indicado para maiores de 12 anos.
Idealização: Suzana Muniz e Mau Machado
Texto: Molière
Direção geral e adaptação: Suzana Muniz
Direção musical, música e letra: Mau Machado
Arranjos: Grupo Lunar de Teatro
Elenco: Ana Clara Fischer, Angelina Miranda, Mau Machado, Pamella Bravo, Silvio Eduardo, Suzana Muniz, Tom Freire e Vitor Ugo.
Preparação vocal: Ana Clara Fischer
Preparação corporal de Commedia Dell’Arte: Flávia Bertinelli
Preparação corporal de Coro Cênico: Mau Machado e Suzana Muniz
Consultoria de Tradições afro-brasileiras: Cláudia Alexandre
Figurino: Daíse Neves
Cenografia e elementos cênicos: Vitor Ugo
Máscaras: Rafael Mariposa
Luz: Dida Genofre
Operação de Luz: Jessica Estrela
Fotos: Ronaldo Gutierrez
Produção Executiva: Silvio Eduardo
Apoio: Centro Cultural Omoayê e Allemande Escola de Música
Teatro Itália - Av. Ipiranga, 344 - República. Capacidade: 292 pessoas. Informações: https://www.
Redes sociais Grupo Lunar de Teatro:
Instagram: @grupolunardeteatro
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