Jornalista/Radialista
UCRÂNIA - Depois de quase dois meses de cerco, a cidade portuária de Mariupol parecia nesta quarta-feira (20) muito perto de cair completamente nas mãos das tropas russas, que intensificam sua ofensiva no leste e sul da Ucrânia.
Moscou anunciou uma "nova fase" na guerra que, desde o início, em 24 de fevereiro, provocou a fuga de mais de 5 milhões de pessoas da Ucrânia, o maior e mais acelerado êxodo na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com o Acnur (Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados).
Desde praticamente o início da ofensiva russa, Mariupol, no sul ucraniano, no mar de Azov, é uma peça-chave nos planos de Moscou para estabelecer um corredor entre os territórios pró-Rússia do Donbass (leste) até a península da Crimeia.
Depois de um longo cerco, a Rússia exigiu que os soldados ucranianos entrincheirados no enorme complexo industrial de Azovstal da cidade se rendessem e entregassem as armas nesta quarta-feira para salvar sua vida.
"Vivemos talvez nossos últimos dias, talvez horas (...) O inimigo nos supera na proporção de 10 para 1", declarou o comandante ucraniano Serguiy Volyna, da 36ª Brigada da Marinha, que está nos corredores subterrâneos da grande fábrica metalúrgica.
A Rússia não comenta a evolução da situação na cidade, mas os separatistas pró-Moscou da região de Donetsk, onde fica Mariupol, afirmaram que cinco militares ucranianos se renderam e 140 civis foram retirados da cidade.
Além dos soldados e milicianos que resistem, pelo menos mil civis estão protegidos no subsolo do complexo industrial, informou o governo municipal de Mariupol, que teme um balanço de mais de 20 mil civis mortos na cidade.
A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, anunciou um acordo com a Rússia para retirar "mulheres, crianças e idosos" por um corredor que segue até Zaporizhzhya, uma viagem de 200 km no sentido noroeste.
"Não tenham medo de ir para Zaporizhzhya, onde receberão toda a ajuda necessária: comida, medicamentos, produtos de primeira necessidade (...) Mas o essencial será isto: ficarão seguros", disse o prefeito de Mariupol, Vadim Boichenko.
"A História não esquecerá"
A tomada de Mariupol seria um avanço crucial para a Rússia, depois do recuo de suas tropas do norte da Ucrânia e dos arredores de Kiev para priorizar o Donbass, uma bacia de mineração no leste disputada desde 2014 pelo governo de Kiev e rebeldes pró-Moscou.
Dias antes de lançar sua ofensiva na Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu a independência das autoproclamadas repúblicas de Lugansk e Donetsk nessa região e defendeu a proteção de sua população de língua russa.
Neste momento crítico, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, viajou para Kiev em mais uma demonstração de apoio das potências ocidentais, que prometeram mais sanções à Rússia e mais armamento para a Ucrânia.
"Em Kiev hoje. No coração de uma Europa livre e democrática", escreveu Charles Michel no Twitter. "A História não esquecerá os crimes de guerra" cometidos pelos russos na Ucrânia, declarou mais tarde em Borodianka, uma das cidades destruídas perto de Kiev.
O Pentágono afirmou que a Ucrânia recebeu recentemente caças de combate e componentes para melhorar sua Força Aérea, mas fontes do comando militar ucraniano rebateram e informaram que receberam apenas peças para reparar as aeronaves avariadas.
O governo da Noruega anunciou o envio de uma centena de mísseis antiaéreos, enquanto Washington prepara outro pacote de ajuda militar de 800 milhões de dólares, menos de uma semana depois de anunciar outra ajuda do mesmo valor.
Combates no Donbass e Kharkiv
Além de Mariupol, os combates são mais intensos na região leste da Ucrânia.
Após uma série de ataques reivindicados por Moscou na terça-feira, o Ministério da Defesa ucraniano relatou nesta quarta-feira "tentativas de ataque" nas localidades de Sulygivka e Dibrivne, na região de Kharkiv (nordeste), assim como nas importantes cidades de Rubizhne e Severodonetsk, na região de Lugansk (leste).
O governador dessa última região, Serguei Gaidai, fez um novo apelo para que os civis fujam da área. "A situação fica mais complicada a cada hora", advertiu.
Os bombardeios também se intensificaram no sul, outra linha de frente. As localidades de Mala, Tokmak e Orekhov, 70 km ao sudeste de Zaporizhzhya, sofreram com o aumento da violência.
Finlândia debate adesão à Otan
A escalada provocou mais críticas ocidentais. O chanceler alemão Olaf Scholz afirmou que o "assassinato de milhares de civis é um crime de guerra do qual o presidente russo (Vladimir Putin) carrega a responsabilidade".
Além disso, empurrou os países europeus que não integram a Otan a debater a adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte, apesar das mensagens e ameaças de Moscou.
O Parlamento da Finlândia começa a debater nesta quarta-feira a adesão, um passo que também é contemplado pela historicamente reticente Suécia.
Nesse contexto, parece complicado que tenha sucesso o pedido do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, de uma "pausa humanitária" de quatro dias durante a Páscoa ortodoxa.
O conflito tem graves consequências para a economia mundial, com alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento para este ano de 4,4% para 3,6%. Para a Rússia, afetada por sanções sem precedentes, a projeção é de uma contração econômica de 8,5%.
SÃO CARLOS/SP - Em resposta às solicitações de alguns comerciantes, o Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio) informa que neste FERIADO DE TIRADENTES, amanhã dia 21.4.2022, o comércio tradicional de São Carlos e Ibaté NÃO ABRIRÁ. Já sexta-feira (22.4) e no sábado (23.4) o comércio das duas cidades terá horário normal de funcionamento.
A lei determina que para a abertura do comércio tradicional em feriados deve existir um acordo entre os sindicatos patronal e dos empregados. Sem esse acordo, fica PROIBIDO O TRABALHO DE FUNCIONÁRIOS DO COMÉRCIO EM FERIADOS, prática sujeita a fiscalização.
Vale lembrar que, segundo decisão dos próprios comerciantes, já estão determinadas em CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO (CCT 2021 – 2022), as seguintes datas especiais de abertura do comércio de São Carlos e Ibaté, nas quais os estabelecimentos poderão abrir nos horários acordados:
DATAS COMEMORATIVAS 2022
> Dia 06 de maio (sexta-feira) – ANTEVÉSPERA DIA DAS MÃES - das 09h00 às 22h00;
>Dia 12 de agosto (sexta-feira) – ANTEVÉSPERA DIA DOS PAIS - das 09h00 às 22h00;
>Dia 25 de novembro (sexta-feira) - BLACK FRIDAY - das 09h00 às 22h00.
FERIADOS 2022
>Dia 09 de julho (sábado) – FERIADO REVOLUÇÃO CONST. 32 – das 9h00 às 15h00;
>Dia 07 de setembro (quarta-feira) - FERIADO INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - das 9h00 às 15h00;
>Dia 12 de outubro (quarta-feira) - DIA DAS CRIANÇAS e FERIADO DE NOSSA SRA. APARECIDA - das 9h00 às 15h00;
>Dia 15 de novembro (terça-feira) - FERIADO PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA - das 9h00 às 15h00.
Grande abraço e bom feriado! Paulo Roberto Gullo
Elemento importante para o desenvolvimento das plantas, potássio é um dos minerais mais abundantes na Terra
SÃO PAULO/SP - O potássio é o 7º elemento mais abundante na crosta terrestre. Ele é importante para o desenvolvimento das plantas, pois ajuda a manter o equilíbrio ambiental e eleva a produtividade agrícola. No corpo humano, o potássio atua regulando a pressão arterial e evitando doenças como a osteoporose.
Importância ambiental
O potássio é o 7º elemento mais abundante no planeta Terra e o 19º no Universo. Ele está presente em minerais silicáticos, como o feldspato. Esses minerais são encontrados na composição de rochas e no solo.
A partir da erosão das formações rochosas, o potássio é depositado no solo, contribuindo para a manutenção do ecossistema. Esse elemento é importante para o desenvolvimento das espécies vegetais, contribuindo para a manutenção da flora em ecossistemas.
Onde encontrar o potássio?
O potássio está presente em corpos d’água, como lagos e mares. Esses ambientes são chamados de salmouras naturais, e são caracterizados por suas águas densas e elevado grau de evaporação.
Outro ambiente que tem grandes quantidades de potássio é o depósito de evaporitos, que são sedimentos formados por sais. Além disso, o potássio está presente em rochas que têm em sua composição os silicatos, como o feldspato, o feldspatoide, a argila e a mica. Essas rochas podem ser ígneas, metamórficas ou sedimentares.
Existem reservas de potássio por todo o mundo. O Canadá é o país que detém a maior quantidade de reservas, com 62,6% do total no mundo. Em seguida, está a Rússia, com 12,5%. As reservas de potássio do Brasil estão em 7%, e localizam-se principalmente no Sergipe e no Amazonas. Essas reservas têm cerca de 13,03 milhões de toneladas ao todo, com uma porcentagem de potássio de aproximadamente 24%.
Agricultura
Além da sua importância para o meio ambiente, o potássio tem um papel fundamental no cultivo agrícola. A aplicação de potássio em solos agrícolas contribui para a ativação de mais de 60 enzimas presentes na planta, que favorecem processos como a fotossíntese.
O potássio promove o equilíbrio da quantidade de água presente no organismo das plantas. Outro papel importante é o aumento da absorção de nitrogênio. De acordo com um estudo, o potássio aumenta a produtividade agrícola, gerando mais produtos em menos tempo.
As rochas compostas por feldspatos e feldspatoides alcalinos são as principais exploradas para a produção de fertilizantes. Entretanto, elas podem ser aplicadas diretamente na plantação, o que leva à uma liberação mais lenta do potássio no solo.
Os principais feldspatos utilizados para essa finalidade são o microclínio e o ortoclásio, enquanto que os feldspatoides que se destacam são a leucita e a mica. Apesar disso, os feldspatoides são menos abundantes no meio ambiente, o que faz com que os feldspatos sejam mais utilizados.
O potássio é um dos principais elementos aplicados nas plantações para a fertilização. Ele pertence ao grupo de fertilizantes NPK, nitrogênio, fósforo e potássio, os elementos de maior importância para o desenvolvimento vegetal. A proporção adequada para a fertilização NPK é 15% de potássio, 61% de nitrogênio e 24% de fósforo.
Importação de potássio para o Brasil
O Brasil é o segundo maior importador de potássio do mundo, com um consumo de aproximadamente 16% do potássio no mundo. Em conjunto com a China, os Estados Unidos e a Índia, consome cerca de 60% do potássio destinado à fertilizantes.
Isso porque os solos brasileiros têm poucas quantidades desse mineral. Além disso, a exploração do potássio brasileiro pode colocar em risco a conservação de áreas ambientais, que são protegidas de acordo com a legislação.
Os principais países exportadores de potássio são Canadá, Estados Unidos, Rússia e Bielorrússia. Dados de 2013 indicam que as importações de potássio no território brasileiro foram realizadas principalmente pelo Canadá (31,6%), seguido da Alemanha (16,5%), Rússia (15,6%), Bielorrússia (14,9%) e Israel (9,4%).
Impactos ambientais
O uso de potássio no solo para o cultivo agrícola pode elevar a quantidade de potássio presente em corpos hídricos por conta do processo de lixiviação. A lixiviação ocorre quando a água da irrigação ou da chuva carrega os nutrientes presentes no solo até os lençóis freáticos ou cursos d’água. Dessa forma, o potássio contamina a água e prejudica ecossistemas aquáticos.
Além disso, a mineração de potássio resulta no desmatamento da flora nativa, afetando a biodiversidade dos ecossistemas e o equilíbrio ecológico.
Saúde
No corpo humano, o potássio auxilia os tecidos celulares e o metabolismo. De acordo com um estudo, uma alimentação rica em potássio pode ajudar a controlar a pressão arterial, evitando o surgimento de doenças cardiovasculares. O estudo indica que a ingestão adequada de potássio é de 3510 mg por dia.
Além disso, o nível adequado de potássio no organismo pode impedir o surgimento de doenças como a osteoporose, além de equilibrar o pH na corrente sanguínea.
Confira a lista de alimentos ricos em potássio para incluir na sua alimentação:
Luiza Caballero / ECYCLE
O objetivo é pedir ajuda devido ao subfinanciamento da tabela SUS
SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos realizou na tarde de terça-feira (19) um abraço simbólico no hospital como parte da Campanha “Chega de Silêncio” da CMB (Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos).
Por ser uma campanha nacional, mais de 1.824 instituições de todo o Brasil se uniram neste ato com o objetivo de alertar a sociedade para a grave crise financeira da maior rede hospitalar do SUS e pedir ajuda para a sobrevivência dessas entidades filantrópicas.
Além de São Carlos, a Santa Casa de Araraquara e o Hospital Carlos Fernando Malzoni (HCFM) de Matão também aderiram ao abraço. “Os três são responsáveis por muitos atendimentos de média e alta complexidade de toda a região aos pacientes do SUS. Somente a Santa Casa de São Carlos atende cerca de 400 mil habitantes, não só de São Carlos, mas de outras cinco cidades: Porto Ferreira, Descalvado, Dourado, Ibaté e Ribeirão Bonito”, explicou o Diretor Administrativo e Operações, Mário Calderaro.
Funcionários da Santa Casa e acompanhantes de pacientes se reuniram em frente a provedoria do hospital e fizeram um longo cordão por mais de três quarteirões.
A Santa Casa de São Carlos decidiu não paralisar atividades nessa terça-feira (19) mas realizar um ato de conscientização, mais humano, simbolizado no abraço.
As funcionárias da Santa Casa, Alvanira Oliveira, oficial de provedoria, mais conhecida como Dona Nira, e a Supervisora da Central de Relacionamento, Cleonice Faria, destacaram a importância de abraçar o hospital.
“Esse abraço significa o nosso desejo de manter esse atendimento para a população, o que hoje não está sendo tão fácil”, disse a supervisora.
“A gente gosta muito da Santa Casa e faz de tudo para que, cada vez mais, a instituição progrida e continue a atender toda a comunidade são-carlense”, afirmou Dona Nira.
Desde o início do plano real, em 1994, a tabela SUS e seus incentivos foi reajustada, em 93,77%, enquanto o INPC (índice de preços ao consumidor) foi de 636,07%, o salário mínimo em 1.597,79%, o gás de cozinha em 2.415,94%.
“Os valores repassados, por procedimento para cálculo de repasse e financiamento dessas instituições, não sofrem atualização há pelo menos dez anos. Ou seja, todos esses hospitais, incluindo a Santa Casa de São Carlos, estão subfinanciados e pagando para trabalhar”, destacou o Vice-Diretor Técnico da Santa Casa, Drº Roberto Muniz Júnior.
Atualmente, a Santa Casa de São Carlos acumula um deficit econômico e financeiro nas suas operações SUS de aproximadamente 2 milhões de reais por mês. “Nós estamos buscando ao máximo a redução dos custos internos e de aquisição de materiais e medicamentos. Além da busca de novos recursos e projetos que possibilitem aumentar nossa arrecadação”, conclui o Diretor Administrativo e Operações, Mário Calderaro.
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