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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - Cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e da UNESP descobriram duas enzimas capazes de “quebrar” a proteção de uma bactéria perigosa e, com isso, fazer um antibiótico voltar a funcionar melhor. A pesquisa traz uma nova esperança no combate a infecções difíceis de tratar, tanto em pessoas quanto em animais.

A bactéria estudada é a Staphylococcus aureus, responsável por problemas como infecções na pele, no pulmão, no sangue e até em próteses médicas. Em vacas, ela também pode causar mastite, uma inflamação nas mamas que gera prejuízos na produção de leite.

Um dos motivos que tornam essa bactéria tão difícil de eliminar é que ela forma uma espécie de camada protetora chamada “biofilme”. Imagine um “lodo invisível” onde as bactérias ficam grudadas e escondidas. Essa camada dificulta a ação dos antibióticos e também a defesa do próprio organismo.

Os pesquisadores focaram em um tipo de “cola” presente nesse biofilme, feito principalmente de uma substância açucarada. As duas enzimas estudadas conseguem cortar justamente essa “cola”, desmontando a estrutura que protege as bactérias.

Duas enzimas com efeito poderoso

As enzimas, chamadas ApGH20 e ChGH20, foram produzidas em laboratório. Quando aplicadas sobre os biofilmes da bactéria, elas conseguiram destruir grande parte dessa camada protetora. Uma delas, a ApGH20, foi muito mais eficiente, precisando de uma quantidade bem menor para ter efeito.

Imagens feitas com microscópio mostraram que, depois do tratamento, o biofilme praticamente desaparecia, deixando as bactérias mais expostas.

O resultado mais animador apareceu quando as enzimas foram usadas junto com o antibiótico gentamicina.

Sozinho, o remédio quase não conseguia matar as bactérias protegidas pelo biofilme, mesmo em doses altas. Mas, depois que o biofilme foi enfraquecido pelas enzimas, o antibiótico passou a funcionar muito melhor. Doses bem menores já foram suficientes para eliminar as bactérias — pelo menos 16 vezes menores do que antes.

Isso acontece porque, sem a “capa protetora”, o medicamento consegue finalmente alcançar as bactérias.

Além de uma bactéria isolada de um paciente humano, os cientistas também testaram o método em bactérias vindas de casos de mastite em vacas. As enzimas também ajudaram a reduzir os biofilmes nesses casos, embora com resultados variados, já que alguns biofilmes tinham outros tipos de material além da “cola” açucarada.

Uma nova estratégia contra a resistência

Com o aumento das bactérias resistentes e a falta de novos antibióticos no mercado, a ideia de ajudar os remédios antigos a funcionarem melhor ganha força. Em vez de substituir os antibióticos, as enzimas atuariam como aliadas, removendo a proteção das bactérias.

Os pesquisadores destacam que os testes ainda foram feitos em laboratório. Os próximos passos envolvem estudos para verificar segurança e eficácia em organismos vivos. Mesmo assim, os resultados indicam um caminho promissor para tratar infecções difíceis causadas por biofilmes bacterianos.

Esta pesquisa foi divulgada na revista científica “Acta Biomaterialia”, tendo como autores Andrei Nicoli Gebieluca Dabul, Lorgio Victor Bautista Samaniego, Anelyse Abreu Cortez, Samuel Luis Scandelau, Marcelo Vizon´a Liberato, Agatha MS Kubo Ana Beatriz Rodrigues, Rejane MT Grotto, Guilherme Valente, Vera Lúcia Mores Rall, Sebastião Pratavieira, Mario de Oliveira Neto, Carla Raquel Fontana e Igor Polikarpov (pesquisador correspondente).

 

Clique no link a seguir para acessar este estudo - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/main.pdf

Encontro reuniu representantes do poder público, universidades, setor privado e sociedade civil para contribuir com a elaboração do PMCS-SC.

 

SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou, na última terça-feira, 27 de janeiro, a Oficina 3 – Ações de Educação Ambiental, etapa do processo participativo de elaboração do Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC). O encontro ocorreu às 19h, no Auditório da Fundação Educacional São Carlos (FESC), e contou com a execução técnica da empresa VITA Engenharia e Consultoria Ambiental.

A atividade integra o cronograma de encontros voltados ao diálogo com a população e com diferentes setores da sociedade para a elaboração do Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC).  A Oficina 3 teve como objetivo coletar contribuições e propostas para o desenvolvimento de projetos de educação ambiental, direcionados a diferentes públicos-alvo do município.

O encontro reuniu 45 participantes, entre munícipes e representantes do SAAE, da Prefeitura Municipal, da Cooperativa COOPERVIDA, da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do setor privado e de organizações da sociedade civil organizada.

DINÂMICA E PARTICIPAÇÃO - Durante a programação, a equipe técnica da VITA apresentou destaques da matriz SWOT — ferramenta utilizada para identificar pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças de um projeto — relacionados à educação ambiental, bem como os objetivos do Programa de Educação Ambiental e Comunicação do PMCS-SC. Também foram apresentados resultados de uma pesquisa científica desenvolvida em parceria com o Instituto Recicleiros, que analisou os fatores que influenciam a adesão da população às campanhas de coleta seletiva.

Na sequência, os participantes foram divididos em quatro grupos de trabalho, responsáveis pela elaboração de propostas de projetos de educação ambiental a partir de públicos-alvo previamente definidos. As sugestões foram apresentadas ao final da atividade e irão subsidiar a consolidação do plano.

Para o presidente do SAAE, Derike Contri, a oficina reforça a importância da participação da sociedade. “A educação ambiental é um pilar fundamental para o sucesso da coleta seletiva e para a construção de uma cidade mais sustentável. Ouvir a população é essencial para que o plano seja efetivo”, destacou.

SOBRE O PLANO - O Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC) é um instrumento estratégico, mais detalhado que o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS). Seu foco está na melhoria da gestão dos materiais recicláveis, dos resíduos orgânicos e dos produtos sujeitos à logística reversa, como pilhas, baterias e pneus.

Para mais informações sobre o plano e para acompanhar todas as etapas já desenvolvidas, basta acessar o site do SAAE (saaesaocarlos.com.br), na aba Serviços > Resíduos Sólidos > PMCS-SC - Plano Municipal de Coleta Seletiva, onde estão disponíveis os documentos já elaborados.

SÃO CARLOS/SP - O vereador Jùlio Cesar (PL) protocolou um requerimento na Câmara Municipal cobrando informações detalhadas e providências urgentes da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana acerca da aplicação da Lei Municipal nº 23.967/2026.

A iniciativa do parlamentar ocorre imediatamente após uma reunião realizada na tarde de ontem, onde ele ouviu pessoalmente as reivindicações e o descontentamento de dezenas de motoboys na Avenida Trabalhador São-Carlense.

 Durante o encontro, os profissionais entregaram ao vereador uma série de questionamentos críticos, alegando que pontos como a proibição de jovens entre 18 e 20 anos na profissão, a exigência de placas vermelhas, entre outros pontos da lei, inviabilizam o serviço e comprometem seriamente a geração de renda de centenas de famílias que dependem do setor na região.

 No documento protocolado, Jùlio Cesar deu voz às demandas da categoria e questionou o Poder Executivo sobre a possibilidade da implementação de um período de fiscalização meramente orientativo para evitar penalizações imediatas. O vereador também indagou se há avaliações técnicas para unificar a vistoria de segurança ao pagamento do alvará anual, além de propor parcerias para a oferta de cursos gratuitos através de convênios com o SEST/SENAT.

 Por fim, o requerimento exige transparência sobre a existência de canais oficiais de atendimento aos motofretistas e questiona se houve diálogo institucional ou consultas públicas com a classe antes da aprovação da lei, visando garantir que o processo participativo seja respeitado e que as dúvidas dos trabalhadores sejam devidamente esclarecidas.

Destaque nacional em educação étnico-racial, município reafirma compromisso com políticas públicas inclusivas e respeito aos direitos humanos


ARARAQUARA/SP - A Secretaria Municipal da Educação de Araraquara deu início à execução dos Protocolos Antibullying e Antirracista na rede municipal de ensino. Os protocolos integram o Projeto Político-Pedagógico da secretaria e colaboram com a estruturação de uma política pública unificada de proteção, cuidado e enfrentamento das violências no ambiente escolar. Os documentos estabelecem diretrizes de orientação e intervenção articuladas, visando oferecer suporte à rede, à comunidade estudantil e às famílias. As ações de prevenção, identificação, acolhimento, encaminhamento e acompanhamento de situações de bullying, cyberbullying, racismo e outras violências reafirmam o compromisso institucional com a promoção da equidade e a garantia de direitos.

Os protocolos têm em comum a proposta de atuação baseada na escuta qualificada, no sigilo, no respeito e na proteção das vítimas, evitando revitimização, exposição indevida ou negligência. Em vez de abordagens punitivas, o eixo central dos documentos está na prevenção permanente, por meio da formação continuada de profissionais da educação, de ações pedagógicas e campanhas educativas, do registro das ocorrências, do exercício de valores como respeito, empatia, equidade e justiça social e do fortalecimento da cultura de paz e da convivência ética. "No caso do racismo, a prevenção se materializa especialmente pela Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER); no caso do bullying, pelo desenvolvimento de habilidades socioemocionais e práticas restaurativas", explicam as Profas. Dras. Tatiane Pereira de Souza e Thaís Angeli, Coordenadora Técnica de Programas Educacionais Étnico-Raciais e Assessora de Políticas Educacionais da Secretaria da Educação, respectivamente. 

A violência escolar compreendida como um problema coletivo exige respostas intersetoriais, baseadas na gestão democrática, no protagonismo estudantil, no envolvimento das famílias e na articulação com a rede de proteção (saúde, assistência social, Conselho Tutelar e Ministério Público). "Araraquara não tolera nenhuma forma de violência, discriminação ou preconceito em suas escolas. Mais do que normativas, os protocolos representam um compromisso ético, pedagógico e político com a formação integral dos estudantes, a valorização da diversidade e a construção cotidiana de uma educação pública baseada no cuidado, na justiça e no respeito", afirma Fernando Diana, secretário municipal da Educação.

Os instrumentos se ancoram na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em legislações nacionais recentes, reforçando que toda forma de violência, discriminação e preconceito viola direitos fundamentais e demanda atuação imediata do poder público. Tais desafios impulsionaram a criação de procedimentos, fluxos e mecanismos eficazes para o enfrentamento e o adequado tratamento das ocorrências na rede pública de ensino.

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