Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos iniciou nesta segunda-feira (16/03) o cronograma da operação tapa-buraco, uma das frentes de trabalho do programa São Carlos Mais Bonita. As equipes começaram os serviços após o período de chuvas intensas registrado nos últimos dias no município.
De acordo com o planejamento elaborado pelas equipes da administração municipal, os primeiros atendimentos priorizaram os pontos considerados mais críticos da cidade, entre eles está o buraco que se abriu na Avenida Trabalhador São-Carlense, nas proximidades do Terminal Rodoviário, além das entradas dos bairros Samambaia e Cidade Aracy. As equipes de tapa-buraco do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) também estão atuando para atender o cronograma do programa São Carlos Mais Bonita.
Outras equipes também atuaram no centro expandido da cidade, sendo realizados reparos em vias de grande circulação, como a Rua Dona Alexandrina e a Avenida Miguel Petroni, na região da Unicep, além de outras ruas e avenidas com intenso fluxo de veículos.
O programa também avançou com serviços de roçada em diferentes regiões da cidade. As equipes atuaram na Avenida Bruno Ruggiero (Santa Felícia), na Rua Larga (Vila Prado), na Praça da ACISC (Cardinalli), na Pista de Atletismo (Distrito de Água Vermelha) e em áreas da zona leste.
No bairro Douradinho, foi realizada a poda de árvores nas principais avenidas, seguida pela coleta de massa verde. O serviço também ocorreu na Avenida Dr. Carlos Aníbal Brassi e na Rua Totó Leite.
A programação incluiu ainda a limpeza de córrego do Córrego Sorregotti na Avenida Comendador Alfredo Maffei, no trecho entre a rotatória da Cardinalli e a Praça Outubro Rosa. Já a equipe de recuperação ambiental realizou intervenções no Jardim Paulista, na Rua Coroliano José Gilbertoni.
“Esse trabalho faz parte de um esforço amplo da Prefeitura para recuperar e manter a cidade em boas condições, principalmente após o período de chuvas intensas que provocou danos em diversas vias. As equipes estão atuando de forma planejada, priorizando inicialmente os pontos mais críticos e as vias de maior circulação”, reforçou o prefeito Netto Donato.
João Muller, assessor de gabinete da Prefeitura, lembrou que o programa São Carlos Mais Bonita reúne várias frentes de manutenção urbana e representa um investimento importante para melhorar a mobilidade, a limpeza e a qualidade dos espaços públicos em toda a cidade.
O programa São Carlos Mais Bonita prevê a realização de cerca de 3 mil operações até dezembro de 2026, envolvendo uma série de serviços de manutenção urbana, como tapa-buraco, capinação, roçagem, cata-treco, recuperação de praças, poda e supressão de árvores, além da limpeza de córregos e bueiros, modernização da iluminação pública e recapeamento de vias.
Para a execução da operação tapa-buraco, a Prefeitura contratou mais de 20 mil metros quadrados de serviços, com investimento de R$ 2.976.043,56. Já para roçagem e limpeza de áreas verdes foram contratados 24.067.782,06 m², sendo 7.800.000 m² de roçada manual, 10.224.489,78 m² de roçada mecanizada e 6.043.292,28 metros de varrição, totalizando investimento de R$ 10.804.512,00.
Iniciativa registrou marca e desenho industrial do mascote; Agência de Inovação busca parcerias para ampliar materiais
SÃO CARLOS/SP - Como tornar o processo de aprendizagem mais acessível, acolhedor e culturalmente significativo para crianças surdas, desde os primeiros anos de vida?
Esta foi a pergunta que motivou a criação do #CasaLibras, programa desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e coordenado por Vanessa Regina de Oliveira Martins, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs), ambos da UFSCar.
A iniciativa surgiu em 2020, durante a pandemia de Covid-19, a partir de uma constatação que vinha aparecendo nas pesquisas conduzidas pela docente com escolas públicas que adotam propostas bilíngues para estudantes surdos. "Eu desenvolvia um estudo com escolas públicas que tinham proposta bilíngue e a pesquisa mostrou a escassez de materiais didáticos em Libras", situa Martins.
Diante desse cenário, a primeira iniciativa foi a produção de contações de histórias em Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponibilizadas online para professores e estudantes. A ação rapidamente passou a circular entre escolas públicas de diferentes regiões do país. "Quando falamos de entretenimento para crianças surdas, praticamente não há acessibilidade, ainda mais na fase de desenvolvimento de linguagem", observa a professora.
Com o tempo, o que começou como uma atividade emergencial de extensão foi ganhando corpo e passou a integrar de forma mais estruturada as atividades da Universidade. Hoje, o #CasaLibras articula pesquisa, ensino e extensão em torno da produção de conteúdos educativos e culturais em Libras, reunindo vídeos, materiais pedagógicos, formações e ações culturais voltadas às chamadas infâncias surdas.
Os materiais produzidos vêm sendo utilizados por escolas públicas de diversas regiões do Brasil e parte do conteúdo está disponível gratuitamente no canal do Programa no YouTube (youtube.com/@CasaLibrasUFSCar
Acessibilidade e protagonismo surdo
Uma das preocupações centrais do Programa é garantir que os materiais sejam, de fato, acessíveis às crianças surdas - algo que envolve cuidados técnicos que vão além da simples tradução de conteúdos para Libras.
Entre os aspectos considerados estão o enquadramento adequado da janela de Libras nos vídeos, iluminação, contraste de cores, ritmo narrativo e adaptação cultural das histórias. "Não se trata apenas de traduzir. Muitas vezes é necessário adaptar o conteúdo para a cultura surda e pensar visualmente a narrativa", explica a coordenadora.
Outro princípio importante do projeto é o protagonismo de pessoas surdas na produção dos conteúdos. Adultos surdos participam das atividades como artistas, narradores e produtores culturais, ampliando referências e representatividade para as crianças.
Entre as ações que ganharam maior alcance está o Campeonato Artístico-Literário do #CasaLibras, que mobiliza escolas de diferentes regiões do país na produção de trabalhos culturais em Libras. A primeira edição reuniu apenas cinco escolas. Hoje, o campeonato já conta com mais de 60 instituições participantes.
"O principal impacto é a relação que nós estabelecemos entre universidade e educação básica. É impacto na vida das crianças surdas. As famílias relatam que elas acessam o nosso canal e passam a ter um espaço de produção cultural em língua de sinais", afirma Martins.
A próxima edição do campeonato deve ter dois marcos importantes: a quinta edição nacional e a primeira participação internacional, com articulações em andamento com instituições do Uruguai.
Mascote CaLi, proteção institucional e parcerias
O crescimento do Programa também levou à criação de novos elementos de identidade visual voltados ao público infantil. Um deles é o mascote CaLi, personagem que representa o #CasaLibras.
A ideia surgiu durante uma disciplina de estágio. "Um dos estudantes sugeriu trabalhar com bonecos e, em seguida, tivemos a ideia do mascote. O personagem foi desenvolvido com apoio de um bonequeiro e o nome foi escolhido por votação entre estudantes. O CaLi foi pensado com atenção a aspectos visuais e simbólicos ligados à comunidade surda, incluindo o uso de cores associadas à cultura surda e à identidade visual do projeto", detalha Martins.
Com a circulação do mascote em atividades e eventos, escolas passaram a solicitar produtos relacionados ao personagem, como camisetas, materiais pedagógicos e versões do boneco. "As crianças querem levar o CaLi para casa. Mas, para ampliar a escala, é fundamental termos apoios e novas parcerias", observa a professora.
Diante desse interesse crescente, o projeto contou com apoio da Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar) para solicitar o registro da marca #CasaLibras e do desenho industrial do mascote. A iniciativa garante segurança jurídica e abre caminho para futuras cooperações com empresas e instituições interessadas na produção e difusão dos materiais.
Segundo Martins, a formalização também permite ampliar as possibilidades de desenvolvimento de novos produtos educativos. "A comercialização de produtos pode reverter recursos para o próprio projeto e ampliar as possibilidades de produção de materiais. Além disso, parcerias com empresas permitem dar escala a essas iniciativas e fazer com que os conteúdos e personagens cheguem a mais crianças e escolas."
Empresas e instituições interessadas em apoiar o desenvolvimento de materiais, patrocinar ações do projeto ou estabelecer parcerias para produção e difusão do mascote e dos conteúdos do #CasaLibras podem entrar em contato com a Agência de Inovação da UFSCar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (16) 3351-9433.
BRASÍLIA/DF - O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu em liminar assinada nesta segunda-feira (16) acabar com a aposentadoria compulsória como punição a magistrados condenados administrativamente por irregularidades no exercício do cargo.
“Não existe mais aposentadoria compulsória como ‘punição’ a magistrados, em face da Emenda Constitucional 103 (Reforma da Previdência). Infrações graves de magistrados devem ser punidas com a perda do cargo”, propôs o ministro como tese de julgamento”.
A decisão é monocrática e deverá ainda ser analisada pelo próprio Supremo, que decidirá se a mantém ou não. Ainda não há data nem prazo para que isso ocorra.
Dino tomou a decisão em uma ação aberta por um magistrado que foi punido com a aposentadoria compulsória pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Entre as irregularidades estavam a liberação de bens bloqueados sem parecer do Ministério Público e demora deliberada em processos para beneficiar policiais militares milicianos.
A aposentadoria compulsória do magistrado havia sido confirmada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dino determinou que o órgão julga novamente o processo e, caso decida pela punição máxima, oficie o TJRJ para que desligue o juiz de seus quadros.
Dino justificou sua decisão aplicando as regras da Reforma da Previdência de 2019, que extinguiu qualquer outro critério de aposentadoria de servidores que não levasse em consideração apenas a idade ou o tempo de contribuição.
Com isso, o ministro concluiu que a previsão de aposentadoria de juízes como forma de punição se tornou inconstitucional, tendo que ser substituída pela perda de cargo.
O ministro determinou o envio de ofício ao presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, “para - caso considerar cabível - rever o sistema de responsabilidade disciplinar no âmbito do Poder Judiciário”.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Departamento de Vigilância em Saúde, já disponibiliza o Nirsevimabe para ampliar a proteção de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável pelos casos de bronquiolite e por quadros respiratórios graves em crianças pequenas.
O Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal indicado para a prevenção da infecção do trato respiratório inferior causada pelo VSR. Diferente das vacinas tradicionais, que estimulam o organismo a produzir anticorpos ao longo do tempo, o medicamento fornece os anticorpos prontos, garantindo proteção imediata. A proteção pode durar cerca de seis meses, período que coincide com a maior circulação do vírus.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, essa característica torna o medicamento especialmente importante para recém-nascidos e lactentes.
“Enquanto as vacinas estimulam o organismo a produzir seus próprios anticorpos, os anticorpos monoclonais já oferecem proteção imediata, sem depender da resposta imunológica da criança. Essa característica é fundamental para recém-nascidos e bebês pequenos, principalmente durante a sazonalidade do vírus”, explica.
A aplicação do Nirsevimabe é indicada para crianças prematuras com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e seis dias, independentemente do peso ou da vacinação materna. O medicamento também é recomendado para crianças menores de 24 meses que apresentem comorbidades, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia pulmonar, imunodeficiências, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares ou anomalias congênitas das vias aéreas.
Crianças que já nasceram e que se enquadram nos critérios estabelecidos também podem receber a dose, desde que estejam dentro do período indicado para a proteção.
Em São Carlos, a aplicação ocorre prioritariamente na maternidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e no Ambulatório Materno Infantil Intermediário “Suely Fernandes”, localizado na Avenida São Carlos, nº 947, no centro. O medicamento é administrado em dose única, ajustada conforme o peso da criança.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destaca que a estratégia adotada pelo município busca antecipar a proteção das crianças antes do período de maior circulação do vírus. “Estamos nos antecipando ao pico sazonal da bronquiolite, que costuma ocorrer a partir de março. Nosso objetivo é ampliar as ações de prevenção e oferecer proteção e cuidado integral às crianças”, afirma.
O secretário também lembrou que o Sistema Único de Saúde já oferece a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, estratégia que ajuda a proteger os bebês desde o nascimento. “A prevenção reduz internações, a necessidade de UTI e complicações respiratórias em recém-nascidos e lactentes”, ressalta.
Mais informações sobre o Nirsevimabe podem ser obtidas no Departamento de Vigilância em Saúde pelos telefones (16) 3419-8203 ou (16) 3419-8206.
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