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Radio Sanca Web TV - Sexta, 11 Novembro 2022

PARIS - O Fórum da Paz de Paris foi aberto na tarde desta sexta-feira (11), na capital francesa, tendo como principal desafio impulsionar uma negociação no México entre o governo e a oposição da Venezuela. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu para que as conversas fossem retomadas "o quanto antes".

"Os venezuelanos e outros países latino-americanos nos perguntaram se o fórum poderia sediar um diálogo entre as partes venezuelanas que até agora não se falavam", confirmou à AFP o presidente do evento, Pascal Lamy. Macron e os chefes de Estado colombiano, Gustavo Petro, e argentino, Alberto Fernández, se comprometeram a “iniciar esse diálogo hoje", afirmou Lamy, para quem o resultado das negociações dependerá das "condições" das delegações venezuelanas.

"As negociações entre o governo e a oposição devem ser retomadas o mais rápido possível no México, começando com um acordo humanitário e depois - espero - com garantias políticas", afirmou o líder francês, na quinta-feira (10), ao receber Fernández no Palácio presidencial.

Além da presença dos presidentes da Argentina e da Colômbia, a quinta edição do Fórum da Paz conta com um discurso por vídeo do presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

O evento, criado por Macron em 2018 para pensar a governança mundial e o multilateralismo, também busca "oferecer um espaço de diálogo para prevenir conflitos", como é o caso da crise na Venezuela.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, congelou o processo de negociação em outubro de 2021, após a extradição para os Estados Unidos de Alex Saab, um empresário próximo ao governo.

Maduro, cuja reeleição em 2018 não é reconhecida pelos Estados Unidos, França e outros 50 países, enviou o líder da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, conforme informou ao seu homólogo francês, na segunda-feira, durante uma discussão informal à margem da COP27 no Egito.

Macron e Maduro tiveram uma conversa breve e calorosa na noite de segunda-feira (7), em Sharm el-Sheikh. Um vídeo desta reunião foi divulgado pela presidência venezuelana. O encontro ganhou destaque porque a França não reconhece Maduro como presidente da Venezuela.

A oposição venezuelana confirmou em nota a presença de Gerardo Blyde - o outro principal negociador do processo - para apresentar sua "visão" e destacar "a importância de obter resultados com urgência".

 

Cenário mudou

A situação internacional mudou desde 2018, após uma pandemia global e uma ofensiva russa na Ucrânia, que provocou um aumento nos preços do petróleo e dos alimentos, bem como problemas de fornecimento de fertilizantes.

Na América Latina, vários governos se voltaram recentemente para a esquerda, como Chile, Colômbia e Brasil. O apoio à oposição de Juan Guaidó na Venezuela, que se autoproclamou presidente interino em 2019, parece perder força no mundo.

Os Estados Unidos, que como a França e muitos outros países não reconhecem a reeleição do presidente Maduro, em 2018, tentaram derrubá-lo do poder impondo pesadas sanções à Venezuela, em particular contra suas exportações de hidrocarbonetos.

Desde que se tornou presidente, Emmanuel Macron esteve apenas uma vez na América Latina, excluindo a Guiana Francesa. Foi em 2018, para uma cúpula do G20 na Argentina. Porém, depois da vitória de Lula no Brasil, o presidente francês parece dar mais atenção a essa região, como indicam seus esforços sobre a situação na Venezuela.

Em um contexto de "grandes mudanças políticas", como no Brasil, Chile e Colômbia, "a França, que estava bem distante da América Latina, está se aproximando", observa Éléonore Caroit, deputada eleita pelos franceses na região, em entrevista à AFP.

Desde o seu primeiro mandato, Emmanuel Macron se concentrou primeiro na Europa, depois na África e, finalmente, na região do Indo-Pacífico. A América Latina, onde operam muitas empresas francesas, era considerada uma prioridade diplomática menor.

 

Brasil: parceiro indispensável

Contudo, a vitória de Lula no Brasil, primeira economia e primeira potência regional, parece abrir caminho para uma reaproximação, já que as relações de Macron não eram boas ​​com o presidente Jair Bolsonaro.

Em agosto de 2019, o presidente francês acusou Bolsonaro de ter "mentido" para ele enquanto os incêndios devastavam a Amazônia. O brasileiro retrucou chamando Macron de "colonialista", antes de atacar sua esposa, Brigitte, com comentários grosseiros.

“Esperava com muita impaciência esse momento para que pudéssemos relançar uma parceria estratégica digna de nossa história”, disse a Lula o chefe de Estado francês, um dos primeiros líderes estrangeiros a parabenizá-lo após a vitória nas eleições.

Paris vê Brasília como um "parceiro essencial na América Latina", confirmou a secretária de Estado para a Europa, Laurence Boone, na terça-feira.

 

Fronteira terrestre

A França tem uma extensa fronteira terrestre com o Brasil na Guiana Francesa. Em 2006, quando Lula já estava no poder, ele firmou com o então presidente Jacques Chirac uma parceria estratégica, que "começou a declinar", em 2016, antes de afundar com Bolsonaro, observa o cientista político Gaspard Estrada. "Macron não deveria desperdiçar essa oportunidade. Ele deveria ir à posse de Lula em 1º de janeiro e colocar a França de volta na América Latina", acrescentou o pesquisador da Sciences Po Paris à AFP.

Porém, a neutralidade brasileira no conflito entre Ucrânia e Rússia é um obstáculo a ser superado. "Macron gostaria (de obter de Brasília) uma posição mais explícita sobre a condenação da guerra", como "sanções", mas o Brasil precisa de fertilizantes russos para sua agricultura, explica.

A iniciativa da França de promover um encontro sobre a Venezuela pode se enquadrar nessa estratégia de aproximação com a América Latina, no momento em que a guerra na Ucrânia causou um aumento do preço do petróleo, do qual Caracas é um grande produtor.

"Esta guerra está provocando fome" no "hemisfério Sul" e, portanto, "não é uma guerra dos países do Norte", é "também uma guerra dos países do Sul", afirmou o presidente argentino, Alberto Fernández, durante encontro com o chefe de Estado francês. "A ética exige que reivindiquemos a paz", disse Fernández. "É importante voltar a valorizar a palavra paz, mesmo quando se pensa que é ingenuidade exigir a paz", porque "não há nada mais revolucionário do que exigir a paz".

O presidente da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embalo, que preside atualmente a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), lamentou que "para a comunidade internacional, a única coisa na agenda" seja "o conflito entre a Ucrânia e a Rússia", enquanto são múltiplas guerras na África. No entanto, "tenho a impressão de que se houvesse um diálogo sério, a guerra poderia terminar muito rapidamente", acrescentou.

 

Armistício

Na manhã desta sexta-feira, Macron presidiu, em Paris, a cerimônia de comemoração do 104º aniversário do Armistício de 1918, que marca o fim da Primeira Guerra Mundial. O presidente se reuniu em seguida para um almoço no Palácio do Eliseu com comissários da Chama do Soldado Desconhecido e presidentes de associações de veteranos.

 

 

Maria Paula Carvalho / RFI

Publicado em Política

UCRÂNIA - A Ucrânia diz ter recapturado das tropas russas mais de 40 cidades e vilarejos no sul do país. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, anunciou que 41 assentamentos foram "libertados" dos ocupantes russos.

A Rússia, enquanto isso, diz ter concluído na sexta-feira (11/11) a retirada de suas tropas da cidade de Kherson, no sul da Ucrânia.

"O número de bandeiras ucranianas retornando ao seu devido lugar como parte das operações de defesa em andamento já está na casa das dezenas", disse Zelenski. Ele falou de "boas notícias do sul".

Em Kherson, unidades russas recuaram "para posições preparadas na margem esquerda do rio Dnipro", segundo o Ministério da Defesa russo.

O exército russo anunciou ter completado sua retirada do norte daquela região ucraniana, afirmando que "a transferência de soldados russos para a margem esquerda ou leste do rio Dnipro terminou", disse o Ministério da Defesa russo em comunicado. "Nenhuma peça de equipamento militar e armas" foi deixada para trás do outro lado do rio, acrescentou.

No entanto, Moscou continua a considerar a região ucraniana de Kherson como território russo, mesmo após a retirada de suas tropas. "A região de Kherson continuará a fazer parte da Federação Russa", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo a agência de notícias Interfax. "Esse status é determinado e consolidado por lei. Não há mudanças aqui e não pode haver nenhuma", disse Peskov.

Na quarta-feira, o ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, tinha ordenado a retirada da estrategicamente importante cidade de Kherson e de partes da região de mesmo nome.

 

Desconfiança

Zelenski reagiu com desconfiança ao anúncio. "O inimigo não nos dá presentes, não faz 'gestos de boa vontade'", alertou, ressaltando que o exército ucraniano procede "com muito cuidado, sem emoções, sem riscos desnecessários". Ele reiterou a meta da Ucrânia de "libertar todo o nosso país e manter o número de baixas o mais baixo possível".

A região de Kherson tem sido alvo há semanas de uma abrangente contraofensiva ucraniana.

Para Moscou, a região é de grande importância estratégica para poder continuar a ofensiva em direção a Mykolaiv e ao porto de Odessa, no Mar Negro. Além disso, Kherson abriga a represa Kakhovka, que fornece água para a península da Crimeia, anexada pela Rússia.

Se Kherson ficar novamente sob controle ucraniano, as tropas ucranianas poderão usar artilharia de longo alcance para atingir a Crimeia diretamente de lá.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, já falou de uma possível "vitória adicional" para a Ucrânia. "Temos que esperar e ver como a situação no terreno se desenvolverá nos próximos dias. No entanto, está claro que a Rússia está sob alta pressão, e uma retirada de Kherson seria outra vitória para a Ucrânia", disse ele na quinta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, viu o anúncio da retirada de Moscou como prova de que os militares russos têm "problemas reais" na guerra na Ucrânia.

 

Mais ajuda dos EUA

Enquanto isso, a Coreia do Sul negou nesta sexta-feira uma reportagem do diário americano The Wall Street Journal que o país queira fornecer projéteis de artilharia para a Ucrânia através dos Estados Unidos. "Quando as negociações estiverem concluídas, a munição será usada apenas pelas forças dos EUA", disse o Ministério da Defesa em Seul.

A "política sul-coreana de não fornecer armas letais à Ucrânia permanece inalterada", frisou a pasta.

O Wall Street Journal informou na quinta-feira que os Estados Unidos queriam comprar munição da Coreia do Sul, que seria então entregue à Ucrânia. O acordo está em fase de conclusão. O jornal citou "funcionários dos EUA encarregados do assunto".

Enquanto isso, os Estados Unidos prometeram à Ucrânia uma nova ajuda militar totalizando 400 milhões de dólares (R$ 2,1 bilhões). Com a nova remessa, Washington está entregando a Kiev pela primeira vez o sistema de defesa aérea Avenger, conforme anunciado na quinta-feira. De acordo com o Departamento de Defesa dos EUA, quatro sistemas Avenger e correspondentes mísseis Stinger devem ser entregues.

Os EUA também estão fornecendo aos ucranianos mísseis para os sistemas de defesa aérea do tipo Hawk, que a Espanha prometera à Ucrânia, munição para lançadores de foguetes Himar, munição de artilharia, lançadores de granadas e mais de 20 milhões de cartuchos de munição para armas pequenas.

A Lituânia, que faz fronteira com a Rússia, diz que planeja comprar oito lançadores de foguetes múltiplos Himars dos Estados Unidos.

 

 

md/ek (AFP, AP, Reuters)

DW.COM

Publicado em Guerra na Ucrânia

ESPANHA - O Brasil encerrou na sexta-feira (11) uma histórica participação no 8º Campeonato Mundial Paralímpico de Tênis de Mesa, em Granada (Espanha). Além do ouro obtido por Bruna Alexandre e Paulo Salmin nas duplas mistas na última terça (8), o país fechou sua participação na competição com mais seis medalhas de bronze.

Nesta sexta, a equipe brasileira alcançou os seus últimos bronzes, com Bruna Alexandre, Cátia Oliveira e Sophia Kelmer. Antes, o Brasil também conquistou medalhas desta categoria com Lucas Arabian e Paulo Salmin, e com a dupla feminina formada por Cátia Oliveira e Marliane Santos.

“A nossa preparação está cada vez melhor, tivemos tudo e não faltou nada. Durante a fase de preparação tivemos muitos sparrings, além de toda a ajuda da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa e do Comitê Paralímpico Brasileiro”, declarou Bruna Alexandre.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Esportes

BRASÍLIA/DF - Mais de 69 milhões de brasileiros ainda não voltaram aos postos para receber a primeira dose de reforço da vacina contra covid-19, segundo dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI). De acordo com Ministério da Saúde, 32,8 milhões de pessoas poderiam ter recebido a segunda dose de reforço contra a doença, mas ainda não se vacinaram. Os imunizantes estão disponíveis em mais de 38 mil postos de vacinação em todo o país. 

Segundo a pasta, estudos mostram que a estratégia de reforçar o calendário vacinal contra o novo coronavírus aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e óbitos pela covid-19.

Doses de reforço

A primeira dose de reforço é recomendada para pessoas com mais de 12 anos de idade e deve ser aplicada quatro meses depois da segunda dose ou dose única. No momento, a segunda dose de reforço é recomendada para a população acima de 40 anos de idade e trabalhadores da saúde, independentemente da idade.

Imunizantes

As vacinas recomendadas para as doses de reforço são dos fabricantes Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, que podem ser utilizadas para pessoas com 18 anos de idade ou mais. Para os adolescentes entre 12 e 17 anos, preferencialmente deve ser utilizada a vacina Pfizer. Caso não esteja disponível, pode ser utilizada a vacina CoronaVac na dose de reforço.

Para quem começou o esquema vacinal com a dose única da Janssen, a recomendação é diferente das demais, com três reforços para pessoas com idade igual ou maior que 40 anos e dois reforços para pessoas de 18 a 39 anos.

O primeiro reforço é aplicado dois meses após o início do ciclo; e os outros devem obedecer ao intervalo de quatro meses. A orientação é que também sejam utilizadas as vacinas AstraZeneca, Pfizer ou a própria Janssen para as doses de reforço.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Ciência & Saúde

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