SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP - A Cantora, pianista e atriz Cida Moreira apresenta o show Um Copo de Veneno - nome de seu álbum de 2020 - no Teatro do SESI Rio Preto, no dia 25 de junho, domingo, às 20h, com participação de Iuri Salvagnini ao acordeon. Os ingressos são gratuitos e podem ser reservados pela plataforma Meu Sesi.
Na pele da personagem ‘dama do cabaré’, Cida Moreira apresenta músicas de gêneros distintos, com interpretação personalíssima e o requinte da expressividade teatral que a consagrou nos palcos.
O programa traz sucessos da MPB e da música internacional como “Você Me Vira a Cabeça”, gravado por Alcione, e “Private Dancer”, obra marcante na carreira solo de Tina Turner, além de versão inédita do hit “Eu Sou a Diva que Você quer Copiar”, de Vanessa Popozuda, e de músicas com temáticas contemporâneas como a contundente “A Bala” (sobre a cultura armamentista), do premiado Calle 13 (Porto Rico), “Efêmera”, de Tulipa Ruiz, e “O Verbo e a Verba”, de Lenine e Lula Queiroga. Entre as demais canções do roteiro estão “A Última Sessão de Música” (Milton Nascimento), “Singapura” (Eduardo Dussek), “Perfeição” (Renato Russo) e “Nem Leve Flores” (Belchior).
A dramaticidade que Cida Moreira imprime nas músicas, pinçadas da trilha do programa homônimo, veiculado pelo Canal Brasil, presenteia o público com uma ‘leitura’ diferente sobre essas obras. Ela define o trabalho como “uma reflexão, uma crítica poética, com forte viés político e artístico; uma criação libertária, uma ousadia assumida nos tempos atuais”.
Em 45 anos de carreira, Cida Moreira possui extenso currículo e uma trajetória marcada pela versatilidade, que registra 13 discos, 11 filmes, quatro minisséries de TV, três novelas e incontáveis direções musicais em teatro. Entre seus trabalhos mais recentes, destaque para os CDs Angenor (2008 - homenagem aos 100 anos de Cartola), A Dama Indígna (2010), Soledade (2017), Um Copo de Veneno (2020 - CD e série de TV - Canal Brasil) e Poeta do Riso e da Dor (2023, interpretando Sérgio Sampaio); para o espetáculo Noites de Berlin - A Música de Brecht Weill (Orquestra do Theatro São Pedro), participação no Ano do Brasil em Portugal e show Cabaret Queer (apresentado em Berlim); e para os longas-metragens O Que Se Move (de Caetano Gottardo - prêmio de melhor atriz do Festival de Cinema Lakino, Berlim), Deserto (de Guilherme Weber) e As Boas Maneiras (de Marco Dutra e Juliana Rojas).
Cida se destacou, em 1977, como atriz de teatro, na peça A Farsa da Noiva Bombardeada (de Alcides Nogueira com direção de Marcio Aurélio) e, em 1978, no Teatro Ornitorrinco, com o qual percorreu o país por dois anos de muito sucesso. No mesmo período, atuou na montagem original de Ópera do Malandro (de Chico Buarque com direção de Luiz Antônio Martinez Corrêa) e da remontagem de Os Saltimbancos (com direção de Antonio Pedro). Nesta fase da carreira, Cida tornou-se uma especialista nas canções teatrais, característica que moldou definitivamente sua personalidade como cantora.
Em 1980, começou uma carreira como cantora com o show Summertim (com direção de José Possi Neto) que percorreu todo o país e resultou na gravação de seu primeiro disco, de mesmo nome, em 1981. Cida Moreira se consolidou na cena cultural, com um vasto histórico no teatro, cinema e música, uma artista com uma trajetória original e singular que se firmou na cena cultural brasileira com uma identidade artística forte e determinante.
A circulação do show Cida Moreira, Um Copo de Veneno foi contemplado pelo Edital SESI-SP Música - Série Popular – 2022, iniciada em maio no Centro Cultural Fiesp (São Paulo) e já passou pelos Teatros do Sesi Campinas Amoreiras e Sesi Itapetininga. Em outubro, a apresentação será na unidade de Ribeirão Preto.
Serviço
Livre. 376 lugares + 8 espaços para PCD. Na rede: @sesiriopreto.
Cida Moreira nas redes: @cidamoreiraoficial
Redução ocorreu nos cinco primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado; houve queda também em acidentes e feridos
RIO CLARO/SP - De janeiro a maio deste ano, o número de vítimas fatais em acidentes nas rodovias administradas pela Eixo SP caiu 33% em comparação ao mesmo período do ano passado. Se a comparação for com os cinco primeiros meses de 2021, a redução é ainda maior, de 37%. Nesse mesmo período, houve queda também na quantidade de acidentes e de feridos.
Nos cinco primeiros meses de 2021, foram registradas 54 mortes no trecho de 1.221 quilômetros administrado pela Concessionária. Esse número caiu para 51 de janeiro a maio do ano passado e reduziu para 34 este ano. A queda de feridos nesse período foi de 22%. Foram 788 registros em 2021 e 614 em 2023. Já a redução de acidentes ficou em 18%. Caiu de 1.090 nos quatro primeiros meses de 2021 para 898 este ano.
Os resultados positivos são atribuídos pela Concessionária a uma combinação de vários fatores. Entre eles, a melhora da infraestrutura viária e o constante trabalho de conscientização dos usuários por meio de campanhas educativas. “Investimentos em melhorias na sinalização, nas condições do pavimento, implementação de faixas de acostamento, obras de duplicação, instalação de dispositivos e de defensas metálicas para coibir acessos às rodovias que representam risco de acidentes. Enfim, nesses últimos anos, a Eixo SP realizou uma série de mudanças que trouxeram avanços na segurança viária e refletem diretamente nesses dados”, diz a coordenadora de Segurança Viária da Eixo SP, Viviane Riveli de Carvalho.
De acordo com ela, outros fatores também podem ter contribuído como, por exemplo, a implementação de novos equipamentos de radares. Segundo Viviane, muitos ainda nem estão em funcionamento, aguardam homologação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), mas a presença da estrutura do radar já produz a sensação de fiscalização. “Isso faz com que os usuários passem a respeitar a velocidade máxima regulamentada para a via. O excesso de velocidade é um fator que pode provocar ou agravar um acidente de trânsito”, afirma Viviane.
Segundo ela, analisando atentamente os dados foi possível verificar que o número de acidentes teve uma redução, mas que a queda que houve no índice de acidentes fatais foi maior. “Isso permite a leitura de que a gravidade dos acidentes diminuiu”, observa.
Outro fator apontado como possível responsável pelas reduções verificadas são as campanhas de conscientização realizadas pela Concessionária. Atividades educativas com pedestres, ciclistas, motociclistas e caminhoneiros desenvolvidas em diversas cidades ao longo do trecho da Eixo SP procuram chamar a atenção para a importância do respeito às leis de trânsito e de atitudes preventivas. Essas iniciativas, segundo Viviane, podem ter contribuído para uma mudança de comportamento dos condutores.
“Não devemos deixar para falar no assunto segurança viária apenas quando acontece o acidente. O ideal é educar e desenvolver ações com a sociedade o tempo todo, de forma a prevenir e evitar perdas”, afirma ela.
SOROCABA/SP - Em uma definição tradicional, a agroecologia é um modelo de agricultura alternativa baseada na integração e aplicação de conceitos ecológicos e sustentáveis na produção de alimentos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), "a agroecologia ajuda a apoiar a produção de alimentos e a segurança alimentar e nutricional enquanto restaura os serviços ecossistêmicos e a biodiversidade que são essenciais para a agricultura sustentável". Mas o professor Fernando Silveira Franco, do Departamento de Ciências Ambientais (DCA-So), e coordenador do Núcleo de Agroecologia Apete Caapuã (NAAC) do Campus Sorocaba da UFSCar, vai além: "a agroecologia é uma nova forma de ser e estar no mundo, já que, além de uma produção sustentável, visa relações econômicas, sociais e culturais mais justas".
Corroborando a visão do professor da UFSCar, a própria FAO já identificou os 10 princípios da agroecologia que destacam as propriedades importantes na implementação de um sistema agroecológico: Diversidade; Cocriação e compartilhamento de conhecimento; Sinergias; Eficiência; Reciclagem; Resiliência; Valores humanos e sociais; Cultura e tradições alimentares; Governança responsável; Economia circular e solidária. "Princípios, portanto, que vislumbram uma transformação social ampla", destaca o docente.
Além de considerar o manejo responsável dos recursos naturais e a justiça social - "afinal, não há agroecologia sem movimentos sociais" -, o modelo da agroecologia constitui um campo de conhecimento científico, que integra os saberes históricos dos agricultores com o avanço da ciência, para alcançar seus objetivos. "Na agroecologia, o conhecimento tradicional se une à ciência; a ancestralidade é respeitada e soma forças aos saberes acadêmicos e científicos na busca por soluções", afirma Franco.
Tais soluções objetivam, sobretudo, atender à demanda de alimentos da população, respeitando o meio-ambiente, o ser humano e as relações entre eles. Os que defendem o uso da agricultura em larga escala e o agronegócio argumentam que eles são importantes para dar conta do volume da produção de alimentos. No entanto, os que defendem a agricultura familiar afirmam que ela já é responsável pela produção de aproximadamente 70% dos produtos consumidos no País. Diante dessas posições, o pesquisador da UFSCar é enfático: "tenho certeza que temos conhecimento, força de trabalho e capacidade produtiva para atender toda a demanda por alimentos no Brasil; faltam uma utilização mais racional do campo, a partir da reforma agrária, e políticas públicas consistentes de apoio à produção agroecológica".
Além de garantir que é possível substituir o atual modelo agrícola do agronegócio por um modelo agroecológico, Franco mostra a relação entre a agroecologia e a saúde: "A agroecologia tem uma relação direta com a alimentação saudável: sistemas alimentares mais saudáveis, pessoas mais saudáveis".
Sobre o NAAC
O Núcleo de Agroecologia Apete Caapuã (NAAC) foi criado no Campus Sorocaba da UFSCar em 2009, a partir do anseio do professor e de estudantes em compartilhar a extensão rural e a pesquisa em agroecologia. Atualmente, o NAAC conta com 12 bolsistas e cinco voluntários que são alunos de graduação dos cursos de Geografia, Biologia Bacharelado, Biologia Licenciatura, Pedagogia e Engenharia Florestal; dois professores colaboradores e três voluntários formados.
Dentro das premissas da agroecologia enquanto ciência e movimento, o NAAC busca levar a extensão universitária ao campo, prestando assistência técnica e troca de saberes com agricultores familiares em assentamentos da reforma agrária, propriedades rurais, quilombos, entre outras comunidades tradicionais da região sorocabana. Além disso, o NAAC atua de forma política junto a instituições públicas e privadas em fóruns, associações e eventos que promovam o diálogo acerca da soberania alimentar e da agricultura familiar, agroecologia, produção sustentável e justiça social.
"As atividades realizadas pelo NAAC são livres e abertas, podendo qualquer um conhecer e participar, pois a missão da equipe é disseminar e adquirir conhecimento pela troca de experiências e, neste aspecto, entende-se que todos temos algo a dar e a receber", conclui o coordenador.
Saiba mais sobre agroecologia e o trabalho do NAAC nesta edição de "Na Pauta - Entrevista".
IBATÉ/SP - A Prefeitura de Ibaté em conjunto com a Secretaria Municipal de Promoção e Bem Estar Social estão realizando uma série de pré-conferências para a 14ª Conferência Municipal de Assistência Social. O evento tem como objetivo discutir políticas públicas de assistência social e eleger prioridades políticas para os níveis de governo e organizações da sociedade civil que representam usuários, trabalhadores e entidades de assistência social.
Segundo a Presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Juliana Nasser, a participação dos usuários é de suma importância para o sucesso da Conferência. "A presença dos usuários é fundamental para que os objetivos sejam alcançados, já que a finalidade principal é avaliar o que está sendo realizado e propor medidas para que a política de assistência social possa avançar para atender às necessidades e direitos dos seus usuários", afirmou.
As Pré-conferências ocorreram no Centro de Convivência da Melhor Idade, no Centro Cultural com os pais do Programa Criança Feliz. “A próxima acontece nesta quarta-feira, 21, às 9h na APAE. Estes momentos são de elevada importância para realizarmos avaliações e buscas de melhorias para a população, ressalta a coordenadora, que contou que tanto na pré-conferência, como na conferência Municipal serão abordados 5 eixos, definidos na Resolução nº 90 do Conselho Nacional de Assistência Social - CNAS, de 21/12/2022”, explicou Amanda Affonso, coordenadora da Assistência Social.
A Conferência Municipal de Assistência Social é uma preparação para a 13ª Conferência Nacional de Assistência Social, que será realizada em 2023. O evento tem como objetivo avaliar a Política Nacional de Assistência Social e propor diretrizes para o aperfeiçoamento do Sistema Único de Assistência Social – SUAS. Com o tema “O SUAS que temos e o SUAS que queremos”, a conferência nacional abordará cinco eixos: financiamento, controle social, articulação entre os segmentos, serviços, programas e projetos, e benefício e transferência de renda.
BRASÍLIA/DF - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disse que a Casa só deve votar a partir de 4 de julho o novo arcabouço fiscal alterado pelo Senado, bem como o projeto que reformula o Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf). Apesar da concentração de votações, ele manteve a promessa de votar a reforma tributária na primeira semana do próximo mês.

O presidente da Câmara deu a declaração nesta terça-feira (20) após se reunir com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na sede do ministério. Também participaram do encontro o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).
Segundo Lira, a ideia é fazer um esforço concentrado na primeira semana de julho para votar os três temas. “Queremos fazer uma semana intensiva. Discutiremos Carf, arcabouço e reforma tributária”, declarou.
Os três trataram com o ministro sobre as alterações no projeto novo arcabouço fiscal, cujo relatório foi apresentado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com alterações em relação ao texto aprovado pelos deputados. O Senado pretende votar a proposta ainda nesta semana e remetê-la de volta à Câmara.
Além de mudanças negociadas anteriormente, como a retirada de gastos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o senador Omar Aziz (PSD-AM) excluiu do arcabouço os gastos com ciência e tecnologia.
O presidente da Câmara evitou comentar sobre o arcabouço fiscal, mas admitiu que o texto foi mais alterado em relação ao inicialmente informado. “Na conversa que tive com o senador Omar Aziz, ele falou de uma ou duas. Hoje já se fala em mais. Então, a gente tem de esperar. Vamos esperar a votação [do arcabouço] no Senado com naturalidade”, declarou.
Em relação à reforma tributária, Lira disse que o relatório do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) está pronto e deve ser apresentado nesta quinta-feira (22), após a reunião com governadores. “Como convidamos governadores, seria deselegância liberar o texto hoje. A apresentação do relatório fatalmente não passará de quinta-feira”, justificou.
Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (21) a parcela de junho do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. Essa será a primeira parcela com o novo adicional de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos.

Desde março, o Bolsa Família paga outro adicional, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos. Dessa forma, o valor total do benefício poderá chegar a R$ 900 para quem cumpre os requisitos para receber os dois adicionais.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 705,40, o maior da história do programa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 21,2 milhões de famílias, com um gasto de R$ 14,97 bilhões.
Desde o início do ano, o programa social voltou a chamar-se Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu o gasto de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões estão destinados a custear o benefício.
O pagamento do adicional de R$ 150 começou em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), para eliminar fraudes. Segundo o balanço mais recente, divulgado em abril, cerca de 2,7 milhões de indivíduos com inconsistências no cadastro tiveram o benefício cortado.
Apesar do corte, foi concedido um prazo de 60 dias para que cerca de 1,2 milhão de pessoas que se cadastraram como de famílias unipessoais no segundo semestre do ano passado regularizem a situação e comprovem os requisitos para retornar ao programa. A principal regra é que a família tenha renda mensal de até R$ 218 por pessoa, conta obtida ao dividir a renda total pelo número de integrantes da família.
Outra novidade incorporada ao Bolsa Família em junho é o início da regra de proteção. Mesmo conseguindo um emprego e melhorando a renda, a nova regra permite que a família permaneça no programa por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Nesse caso, a família passa a receber 50% do valor do benefício a que teria direito.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
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O Auxílio Gás também será pago nesta quarta às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 3. Com valor de R$ 109 em junho, o benefício segue o calendário do Bolsa Família. O montante caiu em relação a abril por causa das reduções recentes no preço do botijão.
Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,62 milhões de famílias neste mês. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição e da medida provisória do Novo Bolsa Família, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg até o fim do ano.
Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
EUA - Em uma iniciativa similar ao Twitter Blue, lançado recentemente por Elon Musk, o Facebook e Instagram começam na terça-feira (20) a testar o Meta Verified, um pacote de assinaturas que oferece um selo pago de verificação. Este lançamento vem como uma resposta direta à monetização do Twitter.
O pacote de assinaturas, que pode ser adquirido por R$ 55 mensais dentro do aplicativo, tanto em dispositivos iOS quanto Android, dá acesso a uma série de benefícios, como verificação de contas com proteção proativa e suporte em inglês. Essa movimentação acontece após testes iniciais bem-sucedidos em países como Austrália, Nova Zelândia, EUA, Reino Unido, Canadá e Índia.
Meta Verified versus Twitter Blue
Tanto o Meta Verified quanto o Twitter Blue possuem em comum a oferta de funcionalidades exclusivas para seus assinantes. No caso do pacote do Facebook e Instagram, os usuários contam com uso de figurinhas diferenciadas nos Stories e Reels e a possibilidade de apoiar outros criadores de conteúdo.
Porém, uma distinção importante entre os dois serviços é que não é possível adquirir uma única assinatura para o Instagram e Facebook; cada plataforma deve ser verificada separadamente. Apesar disso, contas que já possuem o selo de verificação também podem participar do Meta Verified para ter acesso às funcionalidades do programa, sem impacto nos selos gratuitos já existentes.
Para aderir ao Meta Verified, os usuários devem acessar a “Central de Contas” nas configurações do aplicativo do Instagram ou Facebook, selecionar “Meta Verified”, configurar o pagamento e tirar uma selfie com seu documento de identidade. A empresa pode solicitar um vídeo-selfie adicional para confirmar a autenticidade.
Críticas à iniciativa
A decisão de Mark Zuckerberg de cobrar pelo selo de verificação é uma estratégia para tentar gerar lucro adicional para sas empresas, aproveitando a demanda existente e a busca pela autenticidade nas redes sociais.
Apesar das funcionalidades oferecidas, o serviço de assinatura vem recebendo críticas nas redes sociais. Assim como ocorreu com o Twitter Blue, usuários de outros países têm contestado a cobrança pelo selo de verificação. A necessidade de assinaturas distintas para o Instagram e o Facebook também tem sido alvo de reclamações. Além disso, a cobrança já levantou discussões sobre a democratização do acesso à verificação.
por Pedro Prado / PIPOCA MODERNA
INGLATERRA - Cerca de um quarto das pessoas enfrentam, em algum momento de suas vidas, um quadro de transtorno de ansiedade, que pode ser acompanhado de ataques de pânico e transtorno de estresse pós-traumático.
Em alguns casos, traumas psicológicos intensos e prolongados podem provocar alterações genéticas, bioquímicas e morfológicas nos neurônios na amígdala, uma região do cérebro que atua no controle de reações emocionais, como a ansiedade.
A eficácia dos remédios atualmente disponíveis para controlar a ansiedade, no entanto, é baixa, e mais da metade dos pacientes não consegue se livrar dos sintomas com o tratamento. Um dos motivos dessa baixa eficácia é a compreensão escassa de como os neurônios e eventos moleculares agem para disparar a ansiedade.
Um estudo conduzido por pesquisadores das universidades britânicas de Bristol e Exeter e publicado na revista científica Nature Communications trouxe pistas que podem contribuir para o desenvolvimento de remédios mais eficazes.
A pesquisa conseguiu identificar um gene que, quando suprimido, leva à redução da ansiedade.
Os pesquisadores submeteram ratos de laboratório a seis horas de estresse e, depois, extraíram as suas amígdalas cerebrais e as analisaram.
Foi constatado que cinco microRNAs, moléculas envolvidas na ativação de genes e sua conversão em proteínas, estavam em concentrações mais altas do que o normal nesses animais submetidos a estresse. O mesmo grupo de moléculas é encontrado no cérebro humano.
Desses microRNAs, o que estava em maior quantidade nas amígdalas era o miR-483-5p. Depois de uma série de testes, os pesquisadores descobriram que o miR-483-5p estava relacionado a um gene específico que atua em episódios de ansiedade, o Pgap2.
A pesquisa concluiu que, quando os níveis de miR-483-5p estavam mais altos, a expressão do gene Pgap2 era inibida, o que, por sua vez, reduzia os níveis de ansiedade. Segundo o estudo, o miR-483-5p funciona como um "freio molecular" que reduz a atividade da amígdala que promove a ansiedade.
Valentina Mosiensko, professora da Universidade de Bristol e uma das autoras do estudo, afirma que o estresse pode desencadear o surgimento de várias condições neuropsiquiátricas, provocadas por uma combinação adversa de fatores genéticos e ambientais.
"Embora baixos níveis de estresse sejam contrabalançados pela capacidade natural do cérebro de se ajustar, experiências traumáticas graves ou prolongadas podem superar os mecanismos de proteção da resiliência ao estresse, levando ao desenvolvimento de condições patológicas, como depressão ou ansiedade", disse.
Ela aponta que os microRNAs estão posicionados para controlar condições neuropsiquiátricas complexas, como a ansiedade, mas seus mecanismos de ação ainda são pouco conhecidos.
"A via miR483-5p/Pgap2 que identificamos neste estudo, cuja ativação exerce efeitos redutores de ansiedade, oferece um enorme potencial para o desenvolvimento de terapias contra a ansiedade para condições psiquiátricas complexas em humanos", disse.
bl/ek (ots)
IRAQUE - O Iraque convidou neste domingo empresas estrangeiras a concorrer a licitações para explorar e desenvolver reservas de gás natural em 11 novos blocos, à medida que o país-membro da Opep busca produzir gás natural para usinas elétricas e reduzir importações que pesam no orçamento do país.
Oito blocos estão localizados na província de Anbar, no oeste, um na cidade de Mosul, no norte, e outros dois estão localizados ao longo das fronteiras entre províncias, incluindo um entre a fronteira de Anbar com Mosul e outro com a cidade de Naja, no sul do Iraque, informou o ministério do petróleo em comunicado no domingo.
O ministério do petróleo do Iraque disse que concluiu as preparações para lançar uma sexta rodada de licitações para leiloar os blocos de gás, sem definir uma data para o processo de licitação.
O Iraque, o segundo maior produtor da Opep depois da Arábia Saudita, queima grande parte de seu próprio gás, extraído junto com o petróleo bruto em seus campos, porque não possui instalações para transformá-lo em combustível e, em vez disso, usa as importações de energia iraniana para gerar eletricidade.
Bagdá está sob pressão dos Estados Unidos para reduzir sua dependência das importações de gás do Irã.
Por Hatem Maher e Ahmed Tolba / REUTERS
ISLÂNDIA - O governo da Islândia suspendeu a caça às baleias, na terça-feira (20), até o final de agosto, em nome do bem-estar animal, abrindo o caminho para o fim dessa polêmica tradição agora praticada em apenas três países.
Além da Islândia, Noruega e Japão são os únicos que permitem a prática.
Os grupos de defesa dos animais e do meio ambiente aplaudiram a decisão. Para a Humane Society International, trata-se de "uma guinada na conservação compassiva das baleias".
"Tomei a decisão de suspender a caça às baleias" até 31 de agosto, disse a ministra da Alimentação, Svandis Svavarsdottir, depois do relatório de uma comissão governamental estabelecer que a caça de cetáceos não cumpre as leis de bem-estar animal da Islândia.
Esse relatório elaborado pelas autoridades veterinárias destaca que a matança dos cetáceos leva tempo demais. Nos últimos vídeos divulgados por essas autoridades, vê-se a espantosa agonia de cinco horas de uma baleia caçada no ano passado.
"Se o governo e aqueles que têm permissão (de caça) não podem garantir os requisitos de bem-estar, esta atividade não tem futuro", acrescentou a ministra, dando a entender que a prática está chegando a seu fim.
"Não há nenhuma maneira 'humana' de matar uma baleia no mar e, por isso, exigimos da ministra que a proíba permanentemente", declarou o diretor da Humane Society International, Ruud Tombrock, em um comunicado.
Para Robert Read, diretor da Sea Shepherd UK, a decisão também representa um "duro golpe" para os países que ainda defendem a prática.
"Se a caça de baleias não pode ser praticada 'humanamente' aqui [...], não pode ser praticada 'humanamente' em lugar algum", afirmou.
A licença de pesca da última empresa de caça de baleias no país, a Hvalur, expira em 2023. A companhia já havia anunciado que esta temporada seria a última, porque a atividade perdeu rentabilidade.
As cotas anuais permitem a caça de 209 baleias-comuns — o segundo maior mamífero marinho depois da baleia-azul — e 217 baleias-anãs. Nos últimos anos, porém, as capturas foram muito mais baixas, devido à diminuição na demanda de carne de baleia.
A temporada de caça às baleias na Islândia vai de meados de junho a meados de setembro, mas é pouco provável que seja retomada após 31 de agosto.
A oposição a essa prática é, agora, maioria entre a população islandesa. Do total de entrevistados, 51% se opõem, contra 42% há quatro anos, conforme pesquisa feita pelo Instituto Maskina. A sondagem foi divulgada no início de junho.
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