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Radio Sanca Web TV - Sábado, 02 Setembro 2023

Federação portuguesa refaz a trilha rumo ao grito do Ipiranga

 

 SÃO JOSÉ DO BARREIRO/SP - Um dos contornos mais curiosos no caminho de Dom Pedro I até o grito do Ipiranga está em São José do Barreiro, na Fazenda Pau d’Alho. E a propriedade histórica está na rota da expedição que a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil deu início e tem parada programada na cidade do Vale Histórico em 4 de setembro.

A expedição do bicentenário da Independência no Brasil tem a comitiva formada por oito integrantes da Federação, liderada por Vittorio Lanari, coordenador do projeto, onde se encontrarão com estudantes da rede municipal de ensino. “O objetivo da expedição, além de reconhecer o território brasileiro, busca integrar o conhecimento lusitano e brasileiro, destacando os portugueses que tiveram papel de relevo na História do Brasil. É importante essa integração na medida em que a maioria desses portugueses que foram importantes para nossa história, à exceção, de D. Pedro I, são completamente desconhecidos da historiografia”, afirma Vittorio.

Para a secretária de Turismo de São José do Barreiro, Ana Paula Almeida, a Fazenda Pau d’Alho é um dos espaços mais representativos da história do Brasil na transição do Brasil colonial e da passagem do ciclo do ouro para o café. “Este local é preservado e recebe todos os anos estudantes, historiadores e pesquisadores. Além do turismo pedagógico, tem ainda uma participação importante em um momento de evolução na experiência de viagens e pesquisas científicas no âmbito do afroturismo”, analisa.

A passagem de Dom Pedro

Foi a algumas léguas do histórico local do grito da independência que Dom Pedro fez uma parada para repor as energias em São José do Barreiro, na viagem que teve início em 14 de agosto de 1822. Antes da declaração de independência, a recém-construída Fazenda Pau D’Alho, localizada no município do Vale do Paraíba, seria um recorte da história da comitiva que seguiu até as margens do Ipiranga do 7 de setembro.

Localizada no km 262 da SP-068 (Rodovia dos Tropeiros), preservada e aberta à visitação, a Fazenda Pau D’Alho, construída na transição do século 18 para 19 por João Ferreira, é hoje um dos raros edifícios que mantêm viva esta passagem histórica de Dom Pedro pela região.

A história não-oficial, mas muito presente no imaginário popular, afirma que Dom Pedro disparou com seu cavalo e tomou a frente para bater à porta da fazenda, onde foi recebido como um soldado comum e almoçou no chão da cozinha. Ainda teria recebido um aviso desavisado do pessoal da fazenda: “Apresse-se, Dom Pedro está para chegar”.

Apesar de não existirem registros de como foi a passagem de Dom Pedro pela Pau D’Alho, o que o príncipe encontrou naquela visita era uma fortificação imponente, de arquitetura militar, e a plantação de café já formada no entorno.

“Nesta época é muito difícil pensar em acesso a alimento, mas a chegada de um príncipe requer investimentos. Era um grande momento que exigia uma grande logística, apesar de se tratar de um homem de modos simples e de fácil relacionamento como pessoa. O fato é que famílias vão tentar fazer o melhor para receber o príncipe”, afirma Diego Amaro, historiador e escritor do Vale do Paraíba.

Mais do que ser um cenário da história da Independência e trecho que compunha a Trilha Real, São José do Barreiro foi um marco para a história do novo período, que marca o encerramento do ciclo do ouro e início do cultivo do café.

Neste contexto, a Fazenda Pau D’Alho foi além de uma produtora que teve o seu protagonismo no cultivo da fruta à época, sendo um ponto de referência para o abastecimento de viajantes, entre eles, comitivas reais. Além do café, a região era muito forte no cultivo de açúcar, tabaco e da economia de subsistência.

Publicado em Outras Cidades

HELSINQUE - O governo da Finlândia, abalado por meses de acusações de racismo, concordou nesta quinta-feira com uma política para combater a intolerância, disse o primeiro-ministro Petteri Orpo -- uma medida que deve evitar o colapso da aliança de quatro partidos de direita.

Poucos dias após chegar ao poder, em junho, o governo entrou em crise depois de a imprensa encontrar publicações online e artigos de ministros pertencentes ao Partido dos Finlandeses, um membro de extrema-direita da coligação, que foram considerados racistas por críticos.

O ministro da Economia, Vilhelm Junnila, foi forçado a se demitir devido às repetidas referências a Adolf Hitler e a nazistas que havia feito em suas redes sociais e anúncios de campanha, o que descreveu como piadas.

A ministra das Finanças e líder do partido, Riikka Purra, pediu desculpas em julho por comentários anônimos que ela reconheceu ter postado online há cerca de 15 anos -- embora ela tenha dito que muitos foram interpretados fora de contexto.

O premiê Orpo, cujo conservador Partido da Coligação Nacional (NCP) venceu com uma pequena vantagem as eleições de abril, disse nesta quinta-feira que o governo concordou com uma política unificada sobre como combater o racismo e a discriminação.

"Todos os ministros do governo renunciarão ao racismo e se comprometerão com um trabalho ativo contra o racismo na Finlândia e internacionalmente", disse Orpo em uma coletiva de imprensa conjunta com os outros três líderes partidários da coligação após uma reunião de gabinete.

A política é a tentativa de Orpo de reunificar o gabinete após a crise. Um dos membros menores da coalizão -- o centrista Partido Popular Sueco (SPP) -- realizou reuniões para discutir se poderia permanecer na coligação.

Nesta quinta-feira, a líder do SPP, Anna-Maja Henriksson, disse que ela e seu partido endossaram a nova política, tornando altamente improvável que o apelo da oposição a um voto de desconfiança reúna apoio suficiente para derrubar o governo.

"Para o SPP é uma questão de saber se podemos ou não participar do governo no futuro. O anúncio é uma indicação clara de que o governo não aceita qualquer tipo de racismo", disse Henriksson.

 

 

Por Essi Lehto e Anne Kauranen / REUTERS

Publicado em Política

TÓQUIO - A produção econômica do Japão foi acima de sua capacidade total no período de abril a junho pela primeira vez em quase quatro anos, segundo uma estimativa do governo, sugerindo que as condições para o fim das taxas de juros ultrabaixas podem estar se consolidando.

O hiato do produto, que mede a diferença entre a produção real e a produção potencial de uma economia, cresceu 0,4% entre abril e junho, marcando o primeiro aumento em 15 trimestres, de acordo com a estimativa divulgada nesta sexta-feira.

A leitura mostra que a terceira maior economia do mundo está se recuperando com atraso, mas de forma constante, das feridas da pandemia da Covid-19, uma vez que a remoção das restrições contra o vírus e o gasto das economias acumuladas durante a crise sustentam o consumo.

Um hiato positivo do produto ocorre quando a produção real excede a capacidade total da economia, e é considerado um sinal de forte demanda que, normalmente, pressiona os preços para cima.

Os dados estão entre os fatores que o Banco do Japão examina para avaliar se o crescimento econômico e a demanda interna estão fortes o suficiente para que o Japão atinja de forma sustentável sua meta de inflação de 2%.

Em julho, o Bando do Japão anunciou o início de um lento processo de afastamento do estímulo monetário maciço de décadas, permitindo que as taxas de juros do país subam mais livremente, de acordo com o aumento da inflação e do crescimento econômico.

 

 

 

Por Kaori Kaneko e Leika Kihara / REUTERS

Publicado em Economia

BROTAS/SP - Prefeito Leandro Corrêa, Secretários Fabio Pontes (Turismo), Fernanda Ragassi (Meio Ambiente) e Luiz Fernando (Agricultura) participaram na última quinta (31/08) de reunião com representantes da Raízen, Unidade de Brotas, dando continuidade nas ações que estão sendo desenvolvidas relacionadas ao manejo do solo para a produção de cana-de-açúcar, já que a Usina é a empresa de maior cultivo da região. Também estiveram presentes Paulinho Bertato, representante dos condutores de rafting e do Comitê Municipal de Defesa do Rio Jacaré, Rafael Barbieri da ABROTUR, Rodrigo Freitas COMTUR e Aldinho Dalasta do Sindicato dos Proprietários Rurais, Neto Piedade do COMDER, Júnior de Francisco da APAGIB e Fabio Lenci da Secretaria de Meio Ambiente e COMDEMA.

Depois de algumas reuniões técnicas realizadas, este foi o segundo encontro envolvendo a comitiva brotense e representantes da Raízen, Bioparque de Brotas, para discussões ambientais, tendo como principal objetivo a proteção do Rio Jacaré Pepira. Os representantes da Raízen mostraram como está sendo feito o planejamento de operações agrícolas para o plantio da safra 2023/2024, em que algumas ações foram modificadas para garantir o preparo do solo, de modo a suportar a quantidade de chuvas da estação do verão. A Unidade de Brotas anunciou investimentos de milhões de reais neste novo planejamento, que visa adequar épocas de cultivo, preparo de solo, inserção de cobertura vegetal para suportar as chuvas, para posterior plantio da cana.

Em seguida, os representantes da Raízen convidaram a comitiva brotense para uma visita a campo, onde o solo estava sendo preparado para o plantio de vegetação de proteção. Prefeito Leandro Corrêa destacou todo o planejamento que a Unidade da Raízen de Brotas está desenvolvendo, ciente das peculiaridades do solo de nossa região, e, principalmente, a preocupação ambiental. “O mais importante é que conversando, mostrando a importância do Rio, estamos conseguindo chegar a um momento em que teremos um desenvolvimento sustentável, ou seja, equilíbrio nas atividades. Destaco ainda que os dirigentes da Raízen entenderam sobre a importância que o Rio Jacaré tem pra nós e deve ser protegido”, disse o Prefeito.

Outro assunto abordado foi em relação a regularização ambiental das propriedades com a proteção das APPs – Áreas de Preservação Permanentes, em que a Usina está fazendo contatos com seus fornecedores e revendo contratos, em que está cobrando o posicionamento quanto a proteção.

Nova data será agendada pela Raízen, ainda neste ano, para continuidade da apresentação dos impactos deste processo de planejamento de trabalho de manejo na região.

 

 

PMB

Publicado em Brotas

SÃO CARLOS/SP - O Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Ambiental de São Carlos (COMDEPHAASC), presidido pelo arquiteto Rodrigo Peronti Santiago da Fundação Pró-Memória, aprovou, em sua 86ª Reunião Ordinária, a Resolução nº 14 sobre a Proteção do Patrimônio Imaterial de São Carlos, publicada no Diário Oficial do Município em 26/08/2023. 
Esta legislação tem por objetivo definir as ações necessárias para o registro de Patrimônio Imaterial no Município, reconhecendo bens culturais que remetam a práticas e domínios da vida social manifestadas em saberes, ofícios, modos de fazer, celebrações, formas de expressão e lugares que abrigam práticas culturais coletivas. 
“A aprovação da Resolução pelo COMDEPHAASC representa um marco na proteção e divulgação do patrimônio são-carlense, apresentando-se como um importante avanço na implementação de novas políticas públicas de tutela de bens culturais, contribuindo assim para a valorização da identidade da comunidade local”, afirma Rodrigo Peronti Santiago.
O registro se fará em um dos seguintes livros, seguindo a mesma classificação definida em âmbito Federal: Livro de Registro dos Saberes, onde serão inscritos conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades; Livro de Registro das Celebrações, onde serão inscritos rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social; Livro de Registro das Formas de Expressão, onde serão inscritas manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas; Livro de Registro dos Lugares, onde serão inscritos mercados, feiras, santuários, praças e demais espaços onde se concentram e reproduzem práticas culturais coletivas. 
A inscrição num dos livros de registro terá sempre como referência a continuidade histórica do bem e sua relevância para a memória, a identidade e a formação do município. Os detentores dos conhecimentos referentes aos saberes e formas de expressão registradas em um dos livros elencados receberão o título de “Mestres de Saberes Tradicionais”.
As propostas para registro, acompanhadas de sua documentação técnica, deverão ser dirigidas à Fundação Pró-Memória de São Carlos.
O pedido de registro deverá ser apresentado em documento original, datado e assinado, acompanhado das seguintes informações e documentos: identificação do proponente, contendo nome, endereço, telefone e e-mail; justificativa do pedido; denominação e descrição sumária do bem proposto para registro, com indicação da participação e/ou atuação dos grupos sociais envolvidos, de onde ocorre ou se situa, do período e da forma em que ocorre; informações históricas básicas sobre o bem; documentação mínima disponível, adequada à natureza do bem, tais como fotografias, desenhos, vídeos, gravações sonoras; referências documentais e bibliográficas disponíveis; declaração formal de representante de comunidade produtora do bem ou de seus membros, expressando o interesse e anuência com a instauração do processo de registro.
Apta a documentação, a Fundação Pró-Memória enviará o processo ao COMDEPHAASC, que em reunião ordinária encaminhará para análise e parecer dos membros internos do Conselho ou à especialistas externos.
Em caso de decisão favorável do COMDEPHAASC, o bem será inscrito no livro correspondente e receberá o título de “Patrimônio Cultural do Município de São Carlos”.

Publicado em Outras Notícias

Com mais de 30.700 restaurantes e bares, cidades oferecem diversidade de sabores e atraem investimentos no setor

 

CAMPINAS/SP - Responsável por 7,1% do produto Interno Bruto do Estado de São Paulo, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) é mais conhecida nacional e internacionalmente por seus polos industrial, científico, pesquisa, acadêmico, hospitalar e o turismo de negócios – ocupando a 5ª posição com maior atração de eventos no país. Mas outro segmento tem se destacado: o polo gastronômico, rico e diversificado, com atração de investimentos de marcas consolidadas e grupos regionais.

A Região Metropolitana de Campinas tem uma população estimada em 3,2 milhões de habitantes. Com mais de 3,7 mil restaurantes e bares, o setor responde por uma parte significativa da movimentação do PIB regional. Os gastos com alimentação fora do lar e bebidas na RMC para 2023 devem chagar a R$ 7.319 bilhões. Sem contar o volume gasto por turistas de passeios e negócios, que circulam mensalmente pelas cidades da região.

A reboque dessa força econômica, a gastronomia regional se consolidou na última década como um dos principais polos gastronômicos do Estado, como explica o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Regional Campinas Matheus Mason. “Temos um setor dinâmico e bem evidente na região, que contribui não somente para a economia, mas principalmente no fomento do turismo regional.”

A cidade conta, por lei, com quatro polos gastronômico – os bairros do Cambuí, do Guanabara e os distritos de Barão Geraldo, e de Sousas e Joaquim Egídio, mais conhecidos dos turistas de final de semana, por estarem localizados em Área de proteção Ambiental (APA), com fazendas históricas e espaços para atividades esportivas -, sem contar os centros de compra das cidades da região.

“Hoje, a região de Campinas está consolidada como um dos mais fortes e importantes polos gastronômicos do Brasil por sua riqueza e variedade de estabelecimento, contribuindo para o fomento do turismo de negócios e de passeio, além de gerar empregos e renda”, acrescenta o presidente do Campinas e Região Convention e Visitors Bureau, Vanderlei Costa.

A região, não somente as cidades da RMC, hoje oferece opções de diversos restaurantes de variados estilos gastronômicos, bares, gastronomia de fazenda e até internacional.

Completando 20 anos e com diversos prêmios nacionais, o Bellini Ristorante, de comida mediterrânea, e o Kindai (japonês), são exemplos da consolidação do setor. Localizados dentro do Vitória Hotel Concept Campinas, recebem diariamente moradores da região e turistas de eventos corporativos. “Na Rede Vitória Hotéis sempre demos prioridade para a gastronomia. Os nossos restaurantes e buffet, são um atrativo a mais para quem faz eventos em nossos cinco hotéis, e a alta gastronomia sempre atrai e traz boas avaliações dos visitantes do Brasil e do exterior”, comenta Rodrigo Porto, diretor de Alimentos e Bebidas da Rede.

Outro exemplo de estabelecimento consolidado é o Banana Café Campinas, no bairro gastronômico do Cambuí, inaugurado há cinco anos. A casa conta com uma unidade na Capital paulista, porém os cardápios têm suas diferenças. "Exploramos a diversidade de sabores e no cardápio de Campinas trouxemos adaptações para esse público que é muito exigente. Além disso, a cidade é um amplo polo de negócios e recebemos muitas pessoas de outras cidades.”, explica a gerente geral Camila Coratti. “Acredito que Campinas já tenha entrado no roteiro gastronômico, inclusive do paulistano", acrescenta.

Localizado no polo gastronômico do Distrito de Joaquim Egídio, o Vila Paraíso Restaurante, há mais de duas décadas em funcionamento, se destaca pela cozinha brasileira e uma variedade de peixes e frutos do mar. “Um indicativo da força do polo gastronômico regional pode ser mensurado pelo número de pessoas de outras cidades e estados que passam pela casa nos finais de semana e de turistas internacionais, que chega a representar até 60% dos clientes”, afirma Fernanda Barreira, gerente de Marketing do Vila Paraíso.

Empresário da área fitness, mas com formação na gastronomia, Edward Bilton decidiu mais recentemente aposta na área, com a abertura do restaurante Floresta Cultura. “A gastronomia de Campinas sempre foi destaque e vem ganhando notoriedade a cada ano, o que nos incentivou a abrir esse novo negócio”.

Há 30 anos no mercado, a Churrascaria Colonial Grill, de Campinas, é outo exemplo da evolução da gastronomia local. “A casa vem evoluindo e se adaptando às exigências cada vez maior do público, não só da região, mas de outros estados e países”, garante Sérgio De Simone, fundador do restaurante.

Publicado em Outras Cidades

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