SÃO CARLOS/SP - Nesta segunda-feira (06) comemora-se o Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, instituído por lei em 2009 e que inicia as divulgações do Junho Laranja, mês de conscientização e prevenção aos acidentes com queimaduras.
Essa data torna-se cada vez mais necessária, pois no Brasil estima-se que a cada ano, cerca de um milhão de pessoas são vítimas de acidentes com queimaduras. Dados do Ministério da Saúde revelam que 77% dos casos acontecem em casa e 40% com crianças de até 10 anos. Na última década, mais de 3 mil crianças, de 0 a 14 anos, morreram em decorrência de acidentes com queimaduras e quase 221 mil foram hospitalizadas.
Em São Carlos, a situação também é preocupante: levantamento da Santa Casa do município, obtido com exclusividade, mostra que entre os meses de janeiro e abril deste ano houve um aumento de 300% no número de atendimentos a queimados, em comparação ao mesmo período de 2021: foram 9 atendimentos neste ano e apenas 3 no ano passado.
Segundo o cirurgião plástico e membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dr Daniel Sundfeld Spiga Real, a data é de extrema importância, mediante o elevado número de acidentes envolvendo queimaduras e que ocorrem principalmente no ambiente doméstico e com crianças. “Para demonstrar seu apoio ao Junho Laranja, a SBPC programou para o dia 6 a iluminação de monumentos importantes de todo o país, além da divulgação de informações sobre tais acidentes, que muitas vezes poderiam ser evitados com atitudes simples”, lembra.
Dr Daniel Sundfeld alerta que as sequelas, quando o atendimento inicial é inadequado, podem limitar e comprometer seriamente a qualidade de vida da vítima. Nos casos de queimaduras mais extensas e profundas, os primeiros socorros e a condução do tratamento são essenciais para garantir a saúde do acidentado. “O paciente que sofreu uma queimadura mais profunda só abandona o risco de morte quando passa por cirurgias denominadas de enxertias, que reestabelecem a barreira cutânea, reparam as lesões e evitam infecções severas”.
“Também cabe ressaltar que em muitos atendimentos, o principal agente causador das queimaduras é o líquido inflamável, em especial o álcool líquido, responsável por até 45% das causas de queimadura. A informação é especialmente relevante uma vez que a liberação da venda de álcool líquido 70% foi excepcionalmente autorizada no Brasil, devido à covid-19, aumentando os riscos de acidente”.
Ainda de acordo com o cirurgião plástico, outra causa frequente de queimaduras em domicílio se dá por líquido fervente, principalmente em crianças. “Nas residências, a cozinha é o local de maior ocorrência de queimaduras. Quanto mais longe do fogão a criança estiver durante o preparo das refeições é melhor. A chapinha e o ferro de passar também são importantes agentes causadores de queimaduras”, menciona.
Por fim, Dr Daniel Sundfeld fornece orientações para casos leves: “Pare o processo da queimadura, lave com água corrente e proteja o ferimento. Em determinadas situações torna-se necessário ir ao pronto-socorro. São elas: queimaduras na cabeça, pescoço, pés e períneo; queimaduras por eletricidade; queimaduras extensas e queimaduras de segundo e terceiro graus”, finaliza.
Prevenção:
– Ao acender um fósforo, mantenha o palito longe do rosto. Assim, se escapar alguma chama, não vai atingir o cabelo ou a sobrancelha.
– Ao acender uma vela, observe se está longe de produtos inflamáveis, como botijões de gás, solventes ou tecidos.
– Mantenha as crianças longe da cozinha durante o preparo dos alimentos e sempre direcione o cabo das panelas para a área do fogão.
– Não manipule álcool, querosene, gasolina ou outros líquidos inflamáveis perto do fogo. Esses produtos devem ser guardados longe do alcance das crianças.
SÃO CARLOS/SP - Um grande homem, médico, pai, esposo e amigo foi morar com Deus, Dr. Noé Carvalho Azambuja Junior. Por muito tempo ele lutou contra o câncer.
Muitas pessoas estão deixando suas mensagens nas redes sociais.
A Rádio Sanca expressa aqui nossos sinceros sentimentos a família e amigos neste momento de dor, e que o Senhor o acolha de braços abertos no céu.
SÃO CARLOS/SP - O Sistema Único de Saúde (SUS) é o único sistema de saúde pública do mundo que contempla mais de 190 milhões de pessoas, sendo que 80% delas dependem exclusivamente dele para qualquer atendimento de saúde.
Os serviços oferecidos pelo SUS incluem consultas, exames, vacinas, cirurgias, transplantes de órgãos, doação de sangue, doação de leite humano, quimioterapia, entre outros.
Mas você sabia que é possível fazer cirurgia plástica pelo SUS?
O cirurgião plástico e membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dr. Daniel Sundfeld Spiga Real, explica que o Sistema Único de Saúde realiza apenas os denominados procedimentos reparadores, principalmente aqueles que podem gerar algum sofrimento ou dificuldade física para as pessoas.
“As cirurgias plásticas feitas pelo SUS estão arregimentadas no SIGTAP (Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS), uma lista aberta à consulta de qualquer cidadão. Dentre tais procedimentos podemos citar reconstrução mamária após retirada de câncer, reconstituição de lábio leporino e malformação das orelhas, pálpebras ou do músculo peitoral”, exemplifica.
Dr. Daniel Sundfeld salienta que pacientes pós-bariátricos com grande perda de massa corporal podem passar por cirurgia de correção de abdômen, mas para isso, o paciente deve apresentar excesso de tecido cutâneo que recobre toda a região pubiana.
“Algumas cirurgias consideradas estéticas também podem ser realizadas pelo SUS, como redução mamária e abdominoplastia, porém somente em locais que possuem residência médica em Cirurgia Plástica”, lembra.
Ainda de acordo com o médico Dr. Daniel Sundfeld Spiga Real, os procedimentos são realizados por um cirurgião plástico credenciado, sem que haja uma forma especial de solicitação. O paciente deve seguir o fluxo padrão do SUS, passar em avaliação pelo médico da Unidade Básica (UBS/USF), que fará a avaliação e encaminhará ao especialista adequado.
“Como todas as cirurgias do SUS, há uma enorme demanda para uma pequena oferta, seja por falta de profissionais, seja por falta de recursos e materiais nos hospitais. Assim, geralmente, a espera é longa, principalmente para cirurgias sem urgência, sendo priorizadas as cirurgias aos pacientes oncológicos”, completa.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas, afastou por 30 dias, com prejuízo nos vencimentos, o médico denunciado por não cumprir a carga horária contratual de 8h diárias no atendimento aos pacientes da USF do Jardim Munique.
O servidor é médico de saúde da família, com salário base de mais de R$18 mil. O horário de trabalho do servidor pelo contrato com o município é das 7h às 15h30, com meia hora de intervalo para almoço, porém na última terça-feira (03/05), após denúncias, foi constatado que o profissional deixou o posto de trabalho na USF do Munique às 10h para cumprir plantão em uma cooperativa médica.
O vereador Ubirajara Teixeira (Bira) foi quem recebeu a denúncia e chamou a Comissão de Saúde da Câmara Municipal, composta pelos vereadores Lucão Fernandes, Cidinha do Oncológico e Sérgio Rocha, para verificar se realmente o profissional estava agindo em prejuízo aos usuários do SUS.
“Chegamos na USF por volta das 10h e realmente ele já havia saído sem justificativa e recebemos a informação que ele poderia estar atendendo na rede particular. Fomos a uma cooperativa médica e realmente comprovamos que ele estava cumprindo plantão neste local, no horário em que deveria estar atendendo pacientes do SUS”, explicou o vereador Bira.
Bira disse, ainda, que fez um registro de ocorrência (RO) na Guarda Municipal no dia em que foi até a USF e que, depois, também fez um boletim de ocorrência (BO) na Polícia Civil. “Acho justo esse afastamento com prejuízo nos vencimentos e agradeço ao prefeito Airton Garcia pela agilidade na decisão. As pessoas pagam impostos e têm direito ao atendimento. Não é justo uma pessoa que precisa passar por uma consulta ficar esperando e simplesmente o profissional, que recebe em dia, abandonar o posto de trabalho”, finaliza o vereador.
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal aprovou na 2ª sessão ordinária do ano, projeto de decreto legislativo, de iniciativa do vereador Marquinho Amaral, que concede o título de cidadão honorário ao médico Daniel José Mendes Canedo.
O vereador Marquinho Amaral destacou que o título reconhece o excelente trabalho desenvolvido pelo médico Otorrinolaringologista Daniel Canedo, que é um dos melhores profissionais do Brasil nessa área, e está realizando uma administração irretocável à frente da Unimed São Carlos, onde exerce brilhantemente a função de diretor presidente desde 2016.
Daniel José Mendes Canedo é natural da cidade de Muriaé, MG, nasceu em 5 de novembro de 1967, filho de Maria Tereza Mendes Canedo e Antônio Augusto Soares Canedo Filho. Cursou a faculdade de medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, concluído em 1991. Em 1992 iniciou sua residência médica em Otorrinolaringologia, no Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto.
Ao término da residência médica, em 1995, veio para São Carlos e desde então é cooperado da Unimed São Carlos. No ano de 1999 iniciou o mestrado em Otorrinolaringologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP.
Participou do Conselho Fiscal, do Conselho de Administração e foi coordenador do Centro Cirúrgico do Hospital Unimed. É Diretor da Unimed São Carlos desde 2013, e assumiu em setembro de 2016 como Diretor Presidente da Unimed São Carlos.
Casado com Patrícia Maria dos Reis Canedo há 28 anos, tem 2 filhos: Vítor dos Reis Canedo e Júlia dos Reis Canedo.
Além de pacientes com Covid-19, indivíduos com outras doenças graves, que deixaram de lado o tratamento durante a pandemia, podem sobrecarregar a rede hospitalar
SÃO PAULO/SP - Apesar de algumas cidades brasileiras terem saído da fase emergencial, o iminente colapso da saúde, tão temido e falado pelos especialistas, deverá acontecer nos próximos meses. Para os médicos, o cenário dramático, instaurado pela pandemia, poderá se agravar, porque além de pacientes com Covid-19, indivíduos com outras doenças expressivas, como cânceres, aneurismas, patologias cardiovasculares entre outras, (apesar do alto risco, até de evolução para óbito em meses ou anos), deixaram de lado o tratamento durante a pandemia, e precisarão de atendimento o mais breve possível, o que poderá sobrecarregar a rede hospitalar.
De acordo com o cirurgião vascular e vice-diretor de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular - Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Fábio Sotelo, tal fenômeno acabou sendo fruto do receio das pessoas contraírem a Covid-19 nas unidades de saúde e hospitais, e, com isso, atualmente, os pacientes chegam aos prontos-socorros já infartados, com infecções graves em membros com alto risco de amputação, aneurismas rotos e cânceres em estágios avançados.
Na opinião do especialista, soma-se a isso a escassez de planejamento, visão focada somente no problema atual da Covid-19 e não na saúde como um todo. “Os cancelamentos de cirurgias eletivas e a postergação do tratamento de pacientes com numerosas doenças crônicas, que ainda hoje são responsáveis pela liderança nas causas de morbimortalidade no Brasil e que consomem a maior parte dos recursos privados e do SUS, levarão a um represamento de intervenções e aumento das complexidades dos mesmos, pela maior gravidade destes casos, o que além de consumir mais recursos, exigirá maior número de profissionais de saúde dedicados simultaneamente à Covid-19 e a outras enfermidades, situação já exígua em diversos municípios brasileiros”, esclarece.
Dr. Sotelo comenta também que uma pesquisa realizada pelo site Angioplasty.org, em 8 de abril de 2020, com cardiologistas, mostrou que o número de pessoas que morreram em casa nos EUA, entre 30 de março e 5 de abril de 2020, foi 800% maior do que o mesmo período em 2019. Este mesmo levantamento ainda apontou que equivalente a mesma época, houve uma queda de ao menos 50%, no número de pessoas tratadas em hospitais por esses problemas de saúde. “No Brasil, as publicações ainda são escassas sobre este tema, sobretudo nos SUS, mas, aguardamos o relatório de 2021 da Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP), para avaliarmos tal cenário”, revela.
O médico pontua que, para a especialidade vascular, o afastamento dos consultórios e o cancelamento de procedimentos durante a pandemia ocasionarão sérias consequências. “As sequelas serão o aumento das amputações, o mau tratamento de tromboses venosas e o risco de embolia pulmonar, a piora das lesões varicosas, o aumento do número de AVC´s pelas estenoses carotídeas, dentre outras”. Além disso, o médico explica que, hoje, com a Covid-19, existe o aumento de casos de tromboses arteriais e venosas, com riscos importantes até de óbitos, além das amputações. Vasculites, dores em membros inferiores constantes pós-Covid-19 e até decorrências de tratamentos do novo coronavírus em casos graves, como uso de cateteres e pós- Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO), por exemplo, que também serão motivos de encaminhamento ao cirurgião vascular. “Estamos em fase de desvendarmos todas as facetas deste novo vírus e suas variantes. Ainda muito imprevisível, atualmente”, finaliza.
A SBACV
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) é uma associação sem fins lucrativos, que visa a defender os direitos de seus profissionais, médicos e residentes, especialistas em saúde vascular. Além disso, tem como objetivo incentivá-los à produção científica, aprofundando as pesquisas nas áreas de Angiologia, Cirurgia Vascular e Endovascular, Angiorradiologia e outras modalidades.
A entidade trabalha com uma política alinhada aos valores da AMB (Associação Médica Brasileira) e do CFM (Conselho Federal de Medicina) a fim de conduzir a instituição de maneira ética, sempre valorizando as especialidades médicas em questão. Atualmente, conta com 23 associações regionais espalhadas por todo o Brasil.
Apesar de serem pouco falados, os LUTS (Sintomas do Trato Urinário Inferior) são muito comuns na população, afetando 59% das mulheres e 40% dos homens acima dos 40 anos
São Paulo/SP – O dia 14 de março é reconhecido como o “Dia Mundial da Incontinência Urinária”, data de conscientização dessa condição que faz parte de um grupo de sintomas associados à idade, t
“É importante lembrar que, por mais que a doença seja vista como mais recorrente em idosos ou mulheres no pós-parto, ela pode acometer qualquer pessoa em qualquer idade.”
A maioria dos pacientes apresenta alterações no armazenamento e esvaziamento da bexiga1, e os sintomas abrangem algumas condições, como a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) e a bexiga hiperativa. De acordo com o Dr. Roberto Soler, é importante ficar atento aos principais sinais. “Entre os sintomas mais comuns estão o aumento da frequência urinária, que implica na necessidade constante de ir ao banheiro; jato fraco de urina; necessidade de levantar diversas vezes a noite para urinar; urgência urinária, que representa uma necessidade incontrolável, mesmo com volumes baixos de urina na bexiga; e gotejamento nas roupas íntimas”, esclarece.
Embora os sintomas sejam alarmantes, a resistência em buscar ajuda médica é uma realidade. Segundo o Brasil LUTS, 60% dessas pessoas nunca procuram um médico para a investigação1. “Muitos pacientes acreditam
Além do desconforto físico trazido pel
Para Marinilze Ortolano
Importante salientar, também, que muitos dos sintomas são passíveis de tratamento. “Para indicarmos o tratamento mais apropriado é preciso analisar a causa, a intensidade dos sintomas e o quanto eles estão incomodando. Em alguns casos, exercícios do assoalho pélvico e mudanças de estilo de vida, que incluem evitar o consumo excessivo de líquidos, melhorar o funcionamento do intestino ou perder peso podem ajudar2. O adequado controle do diabetes e de condições cardiovasculares também é importante, assim como o tratamento medicamentoso, que é um dos mais utilizados, graças à eficácia de vários remédios capazes de melhorar os sintomas do trato urinário2”, complementa Dr. Soler. Infelizmente, de acordo com o Brasil LUTS, a taxa de procura por tratamento é baixa, ficando entre 30% e 36%.
Como mencionado anteriormente, os LUTS
Com o objetivo de conscientizar a população sobre os LUTS, a Astellas, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), criou a campanha #ChegadeAperto, que visa desmistificar as condições e fazer um alerta para pessoas que, ao ouvir sons de líquidos, não conseguem conter a urgência de ir ao banheiro, já que este é um dos sintomas urinários que gera incômodo e agravo da qualidade de vida.
Para mais informações, acesse o site e faça o teste (https://www.
Biografia do porta-voz: O Dr. Roberto Soler é urologista e diretor médico da Astellas Farma Brasil (AFB). Ele possui o título de PhD, pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, e é pós-doutor em Medicina Regenerativa e Urofarmacologia pela Wake Forest University. Ele também coordenou o programa de check-up de urologia do Hospital Israelita Albert Einstein entre 2010 e 2016.
Sobre Astellas Farma Brasil
Astellas Farma Brasil, uma afiliada da Astellas Pharma Inc, localizada em Tóquio, no Japão, é uma empresa farmacêutica dedicada à melhoria da saúde das pessoas em todo o mundo através da provisão de produtos farmacêuticos inovadores e confiáveis. A Astellas Farma Brasil se concentra em Urologia, Oncologia, Onco-hematologia, I
MUNDO - Um médico esportivo alemão, identificado apenas como Mark S., que vem sendo julgado por comandar uma rede internacional de doping para atletas, admitiu nesta última terça-feira (29) ter ajudado, por anos, atletas com doping sanguíneo, mas disse que não teve lucro. O réu responde por várias acusações, entre elas, a ter colaborado com pelo menos 23 atletas, de oito países, a obterem vantagem injusta ao longo de vários anos.
"Não tive lucro com o doping", afirmou ele em um comunicado lido por seus advogados no tribunal. O réu também disse que nunca colocou em risco a saúde dos atletas, mas admitiu o doping sanguíneo. “Para mim sempre foi importante não prejudicar a saúde dos atletas”.
O caso é resultado da Operação Bloodletting, em que a polícia invadiu o Campeonato Mundial de Esqui Nórdico na Áustria, em fevereiro de 2019, prendendo atletas poucas horas antes do início de um evento. Mark S. foi preso na Alemanha.
Os promotores dizem que ele está por trás das transfusões de sangue para melhorar o desempenho, principalmente para esquiadores e ciclistas. Eles acreditam que o médico esteve envolvido neste tipo delito, pelo menos desde o final de 2011.
Quatro outros suspeitos estão em julgamento, acusados de ajudá-lo na coleta e fornecimento de sangue. Se condenado, o médico pode ser colocado atrás das grades por um período de um a dez anos. O julgamento deve continuar até pelo menos meados de dezembro.
*Por Karolos Grohmann – REUTERS
Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing também entrevistou médicos em um estudo qualitativo que mostra grande preocupação da pandemia refletir no agravamento de outras doenças, como o câncer
SÃO CARLOS/SP - A Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing realizou em julho sua terceira edição da pesquisa Coronavírus e seu Impacto no Brasil. Esse levantamento foi realizado por meio de questionários online, entre os dias 16 e 21/07, e obteve 1.090 respostas, de todas as regiões do Brasil. O foco desta terceira onda era abordar o sentimento geral da população em relação ao momento atual e à retomada das atividades, principalmente olhando para os setores do Trabalho, Turismo, Saúde e Lazer.
A maior parte das pessoas (65%) acredita que sua Saúde permanece nas mesmas condições pré-pandemia, enquanto para apenas 19% ela piorou neste período recente. No entanto, quatro em cada 10 (42%) precisaram de alguma ajuda média neste período e não foram ao médico por medo de contágio. Os motivos relacionados a esta necessidade variam muito, desde problemas dermatológicos (23% dentre os que precisaram e não foram), dores na coluna (21%), crises de ansiedade ou agravamento de depressão (15%), entre muitos outros. Para quase metade destas pessoas (44%), o problema que a teriam feito ir ao médico em condições normais persiste ou está piorando na falta de cuidado especializado.
A telemedicina, recentemente regulamentadas no Brasil, não encontram rejeição conceitual neste novo ambiente pós-pandemia. Apenas 6% dizem que não gostam dessa ideia e não fariam uma consulta assim. Outros 29% não simpatizam muito com a ideia, mas recorreriam a ela se houvesse necessidade. Já os demais 55% de entrevistados são simpáticos a essa nova modalidade de atendimento médico. Apesar disso, a maioria ainda não experimentou a nova tecnologia – somente 1 em cada 5 entrevistados (22%) já esteve numa consulta por vídeo.
“Assim como em todos os campos da vida, médicos e pacientes também se viram na necessidade de trazer a tecnologia para suas relações. E essa é uma notícia boa. Abre-se um campo muito interessante para ampliar e diversificar o alcance da medicina por caminhos que até ontem eram cheios de barreiras, inclusive legais”, opina Gabriela Prado, diretora executiva da Demanda.
O que dizem os médicos
Além do estudo com a população, em junho a Demanda também fez um levantamento com médicos, para entender como estão lidando com as mudanças de rotina e o estresse que a pandemia trouxe para seu trabalho e vida pessoal. Doze médicos de diferentes especialidades passaram por entrevistas em profundidade com cerca de 1h cada, e é quase unânime o testemunho de que estão sobrecarregados e emocionalmente expostos diante de toda a situação vivida.
Entre os principais relatos, destacam-se as jornadas extensas para estudar e se apropriar de todo conhecimento novo que o enfrentamento ao vírus requer. “É muito pesado, defino novos protocolos regularmente. Além de um cuidado intensivo dos pacientes, temos que aprender o tempo todo, isso esgota os profissionais”, afirma um médico infectologista participante da pesquisa.
Muitos, ainda, enfrentam problemas estruturais e condições inadequadas em seus locais de trabalho. Falta apoio aos médicos que estão lidando com o problema na ponta, e nesse contexto eles ficam emocionalmente fragilizados, procurando ser o suporte uns dos outros. “A gente dá o ombro um para o outro para chorar, quem estiver melhor, dá uma palavra de positividade. Temos amigos com Covid, temos medo de nossas famílias pegarem”, relata outro participante.
Além dos cuidados consigo mesmos, também afetam os médicos os problemas de saúde que vão se agravando em seus pacientes, ainda que sem relação direta com a pandemia. O isolamento e o medo do contágio têm feito muitas pessoas deixarem de procurar os médicos, e isso pode ocasionar problemas graves num futuro próximo. Um urologista destaca que “sem vir às consultas, muitos deixam de diagnosticar um câncer, por exemplo. Vai haver outra epidemia”
Para Gabriela Prado, o momento é de amparar os profissionais de saúde, tão expostos e ao mesmo tempo imprescindíveis para que o Brasil supere o difícil momento atual. “Como sociedade, precisamos cuidar dos médicos e todos os profissionais de saúde, para que eles possam continuar cuidando de nós. Isso envolve governos, entidades de classe, indústrias parceiras, sociedade civil, enfim, todos nós”, conclui a executiva.
Pandemia desanima, mas não impede brasileiro de planejar o futuro
O sentimento geral das pessoas com o momento da pandemia é de desânimo. Cerca de 3 em cada 4 (73%) se diz desanimado atualmente. Ao serem perguntados sobre o que mudou para pior ou para melhor do início da pandemia para cá, metade deles (49%) afirma que a vida mudou para pior no que diz respeito à vivência social e às oportunidades de lazer. Outros 37% sentiram piora no estado psicológico, em seu equilíbrio emocional. Em outro sentido, 41% observaram que melhorou seu engajamento em ações solidárias e 53% estão se relacionando melhor com suas famílias.
Muitos brasileiros fazem planos para quando a pandemia acabar e somam 70% os que pretendem viajar assim que possível. Outros planos muito presentes são rever familiares ou amigos (58% dos entrevistados) e retomar ou iniciar a prática de algum esporte (42%). Enquanto isso tudo não é possível, boa parte deles admite ter incorporado ou intensificado alguns maus hábitos. A ingestão de chocolates ou doces em geral brotou ou cresceu em nada menos do que 38% do público pesquisado. E o hábito de beber álcool agravou-se ou incorporou-se à rotina de 20% dos internautas brasileiros participantes da pesquisa.
RIBEIRÃO PRETO/SP - Lucas Pires Augusto, médico que participou da separação das gêmeas siamesas Maria Ysadora e Maria Ysabelle no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, morreu aos 32 anos neste sábado (8), em decorrência da Covid-19.
Antes de ser encaminhado para a UTI, devido o avanço da doença, o médico publicou uma carta nas redes sociais, onde agradece pelas orações e o trabalho: “Agradeço aos amigos pelas orações. Peguei essa doença fazendo o que amo, cuidando dos meus pacientes com amor e dedicação. Faria tudo outra vez.”, diz trecho do post publicado pelo médico.
Augusto deixa a esposa e dois filhos. Nas redes sociais, amigos prestam suas homenagens. “Queridos Benjamin e Isabela, o pai de vocês foi para outra dimensão hoje, ficar mais pertinho de Deus. Ele deixa o plano terreno como um herói. Nunca se esqueçam disso: por amor à profissão, ele perdeu a própria vida cuidando de outras vidas”, informou uma companheira de estudos, também médica.
Segundo caso
Lucas Augusto foi a segunda vítima fatal da doença na equipe que realizou a separação das gêmeas no HC. Em março, o médico estadunidense James Tait Goodrich faleceu em Nova Iorque aos 73 anos, também em decorrência da infecção do novo coronavírus.
Referência mundial neste tipo de procedimento, Goodrich foi convidado pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para auxiliar na cirurgia de separação das gêmeas, em 2018.
*Por: THATHI.com.br
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