ARARAQUARA/SP - A atuação da Guarda Civil Municipal de Araraquara resultou na prisão de um homem acusado de atacar a ex-companheira com uma faca na noite desta sefunda-feira (6), em Araraquara.
Segundo informações, a vítima foi ferida no braço e ameaçada de morte pelo agressor, que deixou o local em um carro. Equipes foram acionadas e iniciaram patrulhamento, conseguindo localizar o suspeito pouco tempo depois, nas imediações da casa da mulher.
Ao ser abordado, o homem fugiu em alta velocidade, colocando outros motoristas em risco. Durante a fuga, perdeu o controle do veículo e provocou um acidente com outro automóvel.
Mesmo após a colisão, o suspeito resistiu à abordagem e apresentou comportamento agressivo, sendo necessário o uso de arma de incapacitação para contê-lo. Dentro do veículo, os agentes encontraram a faca utilizada no ataque.
O homem foi conduzido ao plantão policial e autuado por diversos crimes, incluindo tentativa de feminicídio e violência doméstica. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos realizou, na noite de ontem (30), no Teatro Municipal de São Carlos, a maior audiência pública de sua história. O encontro reuniu cerca de 450 pessoas e foi marcado pela ampla mobilização social e institucional em torno do enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher.
O tema ganha ainda mais relevância diante do cenário nacional. Dados recentes indicam que o Brasil registra, em média, mais de 1.400 casos de feminicídio por ano, além de milhares de ocorrências de violência doméstica e sexual. No Estado de São Paulo, os índices também seguem preocupantes, reforçando a necessidade de ações coordenadas entre o poder público e a sociedade civil.
Com forte adesão de diferentes segmentos, a audiência consolidou um ambiente plural e de escuta qualificada, reunindo autoridades, representantes do sistema de Justiça, lideranças religiosas, educadores e membros da sociedade civil organizada. Compuseram a mesa o presidente da Câmara, Lucão Fernandes, e o vereador Lineu Navarro, coautor da iniciativa; Roselei Françoso; Andrea Valdevite; o defensor público Jonas Zoli Segura; a dirigente regional de ensino Débora Gonzalez; e o promotor de Justiça Sérgio Domingos de Oliveira, além de lideranças comunitárias.
A diversidade religiosa também esteve representada, com a participação de Éder Garcia, padre Marcos Ghidelli, Antônio Almeida e da yalorixá Luciana. O juiz de direito Paulo César Scanavez integrou a programação com uma palestra voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, destacando a importância de ampliar o debate em ambientes educacionais e religiosos como forma de prevenção.
Durante a audiência, as manifestações das autoridades convergiram para o reconhecimento do protagonismo da Câmara Municipal de São Carlos na condução de pautas estratégicas, com ênfase na construção de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. As falas reforçaram a importância da atuação integrada entre poder público, instituições e sociedade civil.
Um dos momentos de maior impacto foi a exibição de vídeos de conscientização, que evidenciaram a realidade enfrentada por mulheres em situação de violência, sensibilizando o público e reforçando a urgência de ações permanentes.
Além do debate, o Legislativo anunciou medidas concretas, como a criação de um ícone “SOS Mulher” no site oficial da Câmara, facilitando o acesso a informações e canais de denúncia; a implantação de uma cartilha educativa no programa “Visite a Câmara”; e a formação de um comitê interdisciplinar voltado à elaboração e acompanhamento de políticas públicas.
Também foi destacado o fortalecimento da Procuradoria da Mulher e a continuidade de ações como palestras, campanhas educativas e ampliação de parcerias em nível municipal e regional. A presença de lideranças de cidades vizinhas, como a prefeita de Itirapina, Dona Graça, reforçou o caráter regional da mobilização.
O perfil do público presente — composto por líderes religiosos, educadores e representantes de instituições — foi apontado como estratégico para ampliar o alcance das ações, atuando como agentes multiplicadores da conscientização.
Para o presidente da Câmara, Lucão Fernandes, o momento representa um divisor de águas. “Essa audiência entra para a história de São Carlos não apenas pelo número expressivo de participantes, mas pela qualidade do debate e pelo compromisso coletivo firmado aqui. A Câmara assume, de forma ainda mais efetiva, o papel de protagonista na construção de políticas públicas que protejam as mulheres e promovam uma cultura de respeito”, afirmou.
A Câmara Municipal de São Carlos registrou ainda agradecimento institucional aos veículos de imprensa pela ampla cobertura, bem como às instituições, escolas, entidades religiosas, órgãos públicos e representantes da sociedade civil que contribuíram para o êxito da audiência.
A iniciativa supera as expectativas de participação e se consolida como um marco histórico em São Carlos, estabelecendo um novo patamar de articulação institucional e engajamento social no enfrentamento à violência contra a mulher.
SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lucão Fernandes, participou de uma reunião com diretores de escolas da rede pública estadual na sede da Unidade Regional de Ensino de São Carlos. O encontro ocorreu a convite da dirigente regional de ensino, Débora Gonzalez Costa Blanco, para participar da formação do Conviva e teve como foco principal a discussão sobre o enfrentamento ao feminicídio e a importância da atuação das escolas nesse contexto.
Durante a reunião, Lucão apresentou aos educadores detalhes da audiência pública de conscientização sobre o feminicídio, destacando a relevância do tema dentro do ambiente escolar. Em sua fala, o presidente ressaltou que professores, diretores e coordenadores pedagógicos convivem diariamente com situações que, muitas vezes, acabam sendo relativizadas, mas que exigem atenção e enfrentamento firme.
“O que muitas vezes é tratado como algo normal precisa ser combatido com responsabilidade e conscientização. A escola tem um papel fundamental nesse processo de transformação social”, pontuou.
Ao longo do encontro, também foi enfatizado que o trabalho desenvolvido nas unidades escolares é essencial para a formação de uma sociedade mais justa, onde haja respeito pleno às mulheres e tolerância zero à violência. A audiência pública foi apresentada como mais um instrumento de mobilização e diálogo com a comunidade.
A dirigente regional, Débora Gonzalez Costa Blanco, confirmou presença no evento e destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher também é uma pauta prioritária do Governo do Estado. Segundo ela, já estão em estudo medidas e estratégias de prevenção dentro do ambiente escolar. Débora ainda relembrou um caso recente de feminicídio ocorrido em São Carlos, ressaltando a atuação fundamental de uma diretora presente na reunião, que acompanhou de perto crianças e adolescentes impactados pela situação.
O encontro contou ainda com a participação do secretário municipal de Infância e Juventude, Emerson Leandro de Morais, que parabenizou a iniciativa da Câmara Municipal em promover o debate sobre um tema tão sensível e necessário. Ele também colocou a secretaria à disposição para colaborar com as ações da campanha São Carlos por Elas.
Ao final, o convite para a audiência pública foi estendido a todos os diretores, coordenadores e professores da rede estadual, reforçando a importância da participação coletiva no enfrentamento à violência contra a mulher e na construção de políticas públicas eficazes.
TORRINHA/SP - Uma mulher foi vítima de tentativa de feminicídio na noite desta madrugada de quarta feira (04), no bairro Jardim Nova Torrinha, em Torrinha. O suspeito do crime foi preso horas depois pela Polícia Militar.
A ocorrência foi atendida pela equipe da viatura RP 17-625, composta pelos policiais SD PM Merlin e SD PM Vatzech, com apoio da equipe CGP II (2º Sgt PM Cláudio e Sd PM Schroeder).
Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada via COPOM após informações de que uma mulher havia sido esfaqueada dentro de um estabelecimento comercial conhecido como “Bar do Valter”. Durante o deslocamento, os policiais foram informados de que a vítima já havia sido socorrida e estava recebendo atendimento no hospital da cidade.
No hospital, a vítima relatou que o agressor, seu companheiro, teria desferido dois golpes de faca, motivado por ciúmes, fugindo logo após o ataque.
O médico plantonista informou que a vítima sofreu uma perfuração na coxa direita e outra no abdômen, sendo necessária transferência urgente para um hospital em Jaú para procedimento cirúrgico.
Com as características do suspeito, os policiais iniciaram patrulhamento e apos várias diligências, localizaram um indivíduo com as mesmas características pela Estrada Municipal Santa Eliza. Durante a abordagem, foi encontrada uma faca semelhante à utilizada no crime.
O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido ao Plantão Policial de Rio Claro, onde a autoridade policial registrou a ocorrência como tentativa de feminicídio, mantendo o suspeito preso à disposição da Justiça.
BRASÍLIA/DF - Ao assinar o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na quarta-feira (4) que o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra a mulher deve ser responsabilidade da sociedade, mas sobretudo dos homens.
“Não basta não ser um agressor. É também preciso lutar para que não haja mais agressões. Cada homem desse país tem uma missão a cumprir”, disse, durante cerimônia no Palácio do Planalto.
O pacto prevê atuações coordenadas e permanentes entre os Três Poderes, com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil. A novidade, segundo Lula, é que, pela primeira vez, estão assumido que a responsabilidade na luta pela defesa da mulher não é só da mulher.
“Para o movimento sindical brasileiro, estamos dizendo que este é um tema de porta de fábrica e de assembleia de trabalhadores. O que estamos dizendo para deputados e deputadas é que esse é um tema para todos os seus discursos.”
“Estamos tentando conscientizar crianças, porque é dever dos nossos professores e professoras porque é um tema que vai da creche à universidade. Esta é a possibilidade de criarmos uma nova civilização. Uma civilização na qual não é o sexo o que faz a diferença, mas o comportamento o respeito”, completou.
Em sua fala, o presidente lembrou que o ambiente doméstico é palco constante de violência contra mulheres e de feminicídio. “[Elas] Morrem pelas mãos de atuais ou ex-maridos e ex-namorados, mas também pelas mãos de desconhecidos que cruzam o seu caminho”.
“Morrem por causa de homens que não aceitam ser chefiados por mulheres. Para esses, é preciso dizer em alto e bom som: as mulheres estão conquistando cada vez mais espaços de liderança no mercado de trabalho e vão conquistar ainda mais. Por justiça e por merecimento. Lugar da mulher é onde ela quiser estar”, concluiu.
A cerimônia foi aberta pela primeira dama Janja da Silva. Ela leu uma história narrada por uma mulher vítima da agressão de um namorado, espancada em público, mas que não conseguiu a ajuda de pessoas que testemunharam a agressão.
"Essa história poderia ser minha ou de qualquer mulher aqui presente", disse a primeira dama ao pedir que os homens também fiquem ao lado das mulheres vítimas de agressão, quando se depararem com esse tipo de situação.
"Temos todos o compromisso de tornar uma sociedade em que as mulheres podem viver em paz. Queremos vocês, homens, nessa luta, ao nosso lado", acrescentou.
Na sequência, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou que essa é uma pauta prioritária para o governo, em diferentes áreas. Sobre a campanha estratégica lançada durante o evento, a ministra destacou que ela será de utilidade pública para a sociedade, e que o Conselho da Federação servirá para “engajar e ter a adesão de estados e municípios nesta causa”.
O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu que as mudanças não fiquem limitadas à letra fria da lei. “É preciso agir em várias frentes para prevenir, responsabilizar e proteger [as mulheres]”, disse.
“A mudança na lei é importante, mas não é suficiente. A mudança na lei deve estar acompanhada de uma mudança de mentes e corações no Estado, na sociedade, e o mais importante: nas famílias. Essa mudança começa quando começamos a agir”, acrescentou.
Segundo Fachin, o Poder Judiciário assinou este pacto “com senso de urgência e sentimento de esperança, se comprometendo integralmente com a iniciativa”. “A verdadeira paz não nasce do medo e do silêncio, mas floresce quando há proteção, liberdade e dignidade”, concluiu.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, lembrou que o Brasil fechou o ano de 2025 com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia.
“É inconcebível que nós permitamos que esses números continuem a acontecer. Essa ação [prevista pelo pacto] é inadiável”, disse ele ao afirmar que o Legislativo atuará visando o endurecimento das leis, no sentido de punir “quem agir dessa forma, seja na violência contra mulher”.
“Conte com nossa prioridade nessa agenda, para mudarmos essa realidade, concluiu.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que as instituições brasileiras estão unidas em propósitos como este. “O feminicídio não é apenas uma estatística, mas uma chaga aberta na sociedade brasileira”, que precisa ser tratado como problema de Estado, e não de governo.
“[O feminicídio] é o lado mais cruel de uma violência que atravessa, todos os dias, a vida de milhares. E o pacto é, antes de tudo, um compromisso entre as instituições; e uma declaração de responsabilidade do Estado brasileiro, que reafirma um de seus deveres fundamentais, ao combater o feminicídio com o máximo rigor; com prioridade absoluta; e com ação permanente”, discursou.
Entre os objetivos do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio está acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade.
O acordo envolvendo Executivo, Legislativo e Judiciário reconhece que a violência contra mulheres no país figura como uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas.
O pacto também prevê a criação do Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República. O colegiado vai reunir representantes dos Três Poderes, com participação permanente de ministérios públicos e defensorias públicas, assegurando acompanhamento contínuo, articulação federativa e transparência.
AGÊNCIA BRASIL
Por Lucão Fernandes, presidente da Câmara Municipal de São Carlos, em nome do Legislativo são-carlense.
SÃO CARLOS/SP - Feminicídio não é um crime passional. É um crime de ódio. É o assassinato de mulheres por serem mulheres. E isso exige de todos nós, enquanto cidadãos e representantes públicos, responsabilidade, urgência e ação.
A noite de 28 de julho de 2025 ficará marcada, tristemente, na memória da cidade de São Carlos. Mais um ato de brutalidade calou uma mulher, Daiana, dentro de sua própria casa, em um crime cruel que foi registrado pelas autoridades como feminicídio. Ela morreu, segundo as informações, de forma violenta, deixando para trás filhos que agora estão sob os cuidados da rede de proteção a criança e adolescente. Esta tragédia, como tantas outras que insistem em se repetir em nosso país, não pode passar despercebida ou silenciada.
Como presidente da Câmara Municipal de São Carlos, expresso minha mais profunda indignação e tristeza diante deste crime que ceifou a vida de uma mulher, de uma cidadã, de uma filha , de uma mãe. E falo não apenas por mim, mas por todos os vereadores e vereadoras que compõem esta Casa Legislativa. Não é apenas pesar e desagravo. É um grito de basta!
As vereadoras Raquel Auxiliadora, Fernanda Castelano, Larissa Camargo e Cidinha do Oncológico, comprometidas historicamente com pautas de proteção às mulheres, têm sido incansáveis na luta contra a violência de gênero. Este crime, infelizmente, reforça a necessidade de se ampliar e fortalecer a rede de proteção, de políticas públicas e de mecanismos de acolhimento para mulheres em situação de risco. Não podemos normalizar a barbárie. O lar, espaço que deveria ser de segurança e afeto, não pode continuar sendo o lugar onde tantas mulheres têm sido mortas e violentadas.
Não podemos, como sociedade, seguir permitindo que a violência doméstica seja apenas uma estatística. A vida de Diana — assim como a de tantas outras — não pode se tornar um dado frio em uma planilha. É preciso responsabilização, sim, e também é preciso prevenção, educação e proteção. E isso passa por políticas públicas sérias, com orçamento, com vontade política e com atuação interinstitucional.
A Câmara Municipal se solidariza com os familiares, amigos e, especialmente, com os filhos da vítima. Reafirmamos nosso apoio ao trabalho do Conselho Tutelar e à rede de sistema de Garantia de direitos que agora tem a missão de cuidar dessas crianças marcadas por uma tragédia que jamais deveria ter acontecido.
Mas não nos calaremos. Continuaremos trabalhando para que São Carlos seja um território seguro para todas as mulheres. Reforçamos o compromisso de fortalecer o diálogo com os órgãos de segurança, os movimentos sociais, as instituições públicas e, principalmente, com as mulheres que vivem todos os dias com medo.
Todas as vidas importam, seus nomes não serão esquecidos.
Daiana, sua vida importa. Seu nome não será esquecido.
Lucão Fernandes
Presidente da Câmara Municipal de São Carlos
Cidinha do Oncológico
Fernanda Castelano
Larissa Camargo
Raquel Auxiliadora
ARARAQUARA/SP - Na noite do último sábado (8), a Polícia Militar foi acionada após moradores da rua Manoel Rodrigues Jacob encontrarem uma mulher andando pela via com a mão direita ensanguentada encoberta por um pano.
Ao ser abordada, a mulher suplicou por ajuda e relatou que fugiu de casa após o ex-marido, ao qual ela já possuía uma medida protetiva, adentrou à residência com os seus três filhos e desferiu facadas contra ela na rua Benedito Barbosa, no Vale do Sol em Araraquara.
Ao chegar ao endereço mencionado, os policiais não encontraram o homem na casa.
Após patrulhamento pelo bairro, as autoridades localizaram o homem andando com as crianças e um carrinho de bebê pela rua além de estar portando uma faca na cintura. Arma utilizada no esfaqueamento.
Aos policiais, o homem contou que foi visitar os filhos e descobriu que a ex-mulher tinha um outro namorado. Enfurecido, o rapaz desferiu golpes de faca contra a vítima.
A mulher foi levada à UPA Central onde foi atendida e teve os ferimentos suturados.
Os filhos foram entregues à mulher e o homem após diligências foi preso por tentativa de feminicídio e descumprimento de medida protetiva.
IBATÉ/SP - Uma mulher de 24 anos sofreu uma tentativa de feminicídio na noite de terça-feira, 16, em uma pizzaria localizada no Jardim Mariana, em Ibaté.
Conforme o boletim de ocorrência, o casal teria discutido na saída de um bar e a jovem, ao ser ameaçada, correu para uma pizzaria nas proximidades. Quando o namorado, em posse de uma faca, teria golpeado a moça no braço, abdômen e no tórax. Após a ação criminosa, o companheiro fugiu, mas foi localizado por munícipes e detido até a chegada da Polícia Militar.
O acusado foi preso e conduzido à Central de Polícia Judiciária de São Carlos, onde viu o sol nascer quadrado.
IBITINGA/SP - Um homem de 35 anos foi preso em flagrante depois de ser autuado por tentativa de feminicídio e por outros motivos que foram se desenrolando durante a ocorrência, na cidade de Ibitinga.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, ele teria tentado matar a companheira na madrugada de sábado (2), na residência localizada no Jardim Ypê.
A Polícia Militar foi chamada logo após o ocorrido e encontrou a vítima, que deu sua versão dos fatos.
Ela disse que discutiu com o marido pela madrugada e logo após a discussão e em posse de uma arma de fogo, o homem a agrediu com puxões de cabelo.
Em seguida, ele efetuou um disparo com a arma, mas que felizmente não a atingiu. Depois de efetuar o disparo, ele fugiu da residência. A mulher apresentou 4 munições intactas que estavam no veículo do casal, que foram apreendidas.
De posse das características do marido, buscas foram realizadas pela cidade e o homem foi encontrado. Ele carregava uma trouxa de roupas em suas mãos e ao avistar a viatura, tentou adentrar uma residência, mas foi alcançado pelos policiais.
Ele resistiu à prisão, entrando em luta corporal com os agentes, que precisaram utilizar de força física para contê-lo.
Durante a luta, a arma que estava no meio da trouxa de roubas caiu no chão e foi apreendida. A arma se tratava de uma pistola 765 com a numeração suprimida.
Foi necessário o uso de algemas nos pulsos e nos pés do indivíduo, que se mostrava bastante agressivo. De acordo ainda com os policiais, ele tentou por várias vezes quebrar o vidro traseiro da viatura com chutes, quando já estava em seu interior.
Ele foi levado para a delegacia e, durante a apresentação da ocorrência ao delegado, o indivíduo proferiu ameaças, dizendo que “acertaria as contas” com a equipe da PM assim que saísse da cadeia.
Um detalhe que também chamou a atenção na ocorrência é que a vítima, depois de passar toda a versão detalhada dos fatos ao delegado, relutou em assinar o termo de depoimento, pois temia por sua vida.
O homem acabou preso em flagrante e indiciado por tentativa de feminicídio, porte ilegal de arma de fogo, resistência e desacato.
Ed Junior / PORTAL MORADA
BRASÍLIA/DF - O Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no encerramento da Marcha das Margaridas 2023, em Brasília, na quarta-feira (16), 
atende ao terceiro dos 13 eixos da pauta de reivindicações políticas das mulheres participantes da mobilização. 
O de Vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo.
O Ministério das Mulheres vai coordenar as ações governamentais com o objetivo de prevenir as mortes violentas de mulheres, em razão da desigualdade de gênero e da violência doméstica. O novo pacto ainda terá a missão de garantir os direitos e o acesso à justiça às mulheres vítimas da violência e aos seus familiares. 



O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que, no ano passado, houve crescimento de todas as formas de violência contra a mulher. Especificamente sobre os feminicídios, em 2022, 1.437 mulheres mortas, simplesmente, por serem o que são: mulheres. O número representa alta de 6,1% no número de casos, em relação ao ano anterior. 

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- Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilA coordenadora da 7ª Marcha das Margaridas, e secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), a piauiense Mazé Morais, ao comentar sobre as pautas políticas do movimento, agradeceu ao presidente da República pelo diálogo feito com os ministérios, nos últimos meses. “A marcha de 2023 - 
diferentemente da marcha de 2019, que foi a marcha da resistência - 
é, agora, a marcha da reconstrução do Brasil e do bem viver”, disse 
a coordenadora. 

“Quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede”,
afirma a coordenadora da 7ª Marcha das Margaridas”,
Mazé Morais.

feminicídiosDe acordo com o Ministério das Mulheres, como ação inicial do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídio, serão entregues 270 unidades móveis para realizar o atendimento direto de acolhimento e orientação às mulheres, além de 10 carros, em que a metade servirá para locomoção das equipes e a outra parte para transportar os equipamentos de atendimento às usuárias. 

Nas localidades onde é necessário o serviço fluvial para o atendimento das mulheres das florestas, das águas e do Pantanal, o Ministério das Mulheres vai encaminhar barcos e lanchas. 

Além do 
Ministério das Mulheres, o comitê gestor do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios 
é composto pelos ministérios da Igualdade Racial; Povos Indígenas; dos Direitos Humanos e da Cidadania; da Justiça e Segurança Pública; da Saúde; da Educação; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; de Gestão e Inovação em Serviços Públicos; do Planejamento e Orçamento, e Casa Civil da Presidência da República. 

Durante o ato, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, destacou que o governo federal quer ficar mais próximo da população. “Essa marcha está em Brasília, mas, a partir de agora, são o governo e o Ministério das Mulheres quem vão marchar até vocês, para que nós possamos, de fato, garantir resultados e efetividade das políticas públicas para as mulheres 
brasileiras”. 

"O presidente Luiz Inácio Lula da
Lula da Silva já disse não quer ministro em Brasília. Ele quer ministros nos lugares onde tiver o problema. Por isso, nós, os ministros, estaremos com vocês, para que nós possamos resolver”,
declarou a
ministra das Mulheres, Cida Gonçalves.


Outras medidas voltadas para as mulheres, 
que são o público da Marcha das Margaridas, foram anunciadas pelo ministério. Uma delas é a criação do Fórum Nacional Permanente de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Campo, da Floresta e das Águas, com o objetivo de elaborar, propor, avaliar e monitorar políticas de prevenção e de enfrentamento à violência contra as mulheres. 

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Para estimular a autonomia econômica, inclusão produtiva, trabalho e renda das mulheres, o governo federal instituiu o Fórum para a Promoção de Estratégias de Fortalecimento de políticas públicas de autonomia econômica e cuidado com mulheres da pesca, aquicultura artesanal, marisqueiras e outras trabalhadoras das águas. 



O governo quer ouvir de perto as mulheres, nas localidades onde vivem. Conhecendo melhor a realidade delas, o Ministério das Mulheres acredita que poderá garantir a proteção de direitos e acertar mais na construção de políticas públicas adequadas à realidade vivida. 

O programa “Oi, Mulheres!”, que é a Ouvidoria Itinerante do ministério, vai levar profissionais da pasta para escutar as mulheres diretamente nos espaços que elas moram. Serão beneficiadas pelo serviço aquelas 
em situação de vulnerabilidade e submetidas a violações de direitos; mulheres indígenas, ribeirinhas, pescadoras, quilombolas, de terreiro, em situação de rua, catadoras de materiais recicláveis, pescadoras, trabalhadoras do campo, privadas de liberdade, vítimas da violência policial, além de mulheres que vivem em situações de riscos, desastres, deslocamentos forçados e outras crises. 


O Ministério das Mulheres também firmou uma parceria com os Correios para garantir que as mulheres possam enviar cartas à Ouvidoria Mulheres sem custo de remessa. A medida estabelece um canal de denúncia de violações de direitos, especialmente, para mulheres em situação de vulnerabilidade, invisibilizadas ou excluídas digitais.
Por Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil
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