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EUA - Estamos a menos de dez dias para setembro, o mês em que a linha iPhone 15 será lançada! A Apple está preparando uma nova leva de smartphones que virão com algumas novidades a seus usuários mais assíduos. E, é claro, uma das maiores preocupações é o valor de cada aparelho, que vez ou outra pode assustar os consumidores, principalmente os que não pagam em dólar. Confira logo a seguir o valor vazado de cada modelo da nova linha!

 

Valor do iPhone 15!

De acordo com os rumores, a Apple vai lançar o iPhone 15 (versão normal), um iPhone 15 Max (que é o normal, só que com a tela maior), um iPhone 15 Pro (mesmo tamanho do normal, mas com algumas especificações melhores que o modelo de entrada, como processador e câmeras) e por fim o iPhone 15 Pro Max (que seria a versão Pro, mas fisicamente do mesmo tamanho que a versão Max). Lembrando ainda que há outras especulações que o modelo “Pro Max” possa ter o seu nome alterado e começar a se chamar “Ultra“, mas aí só aguardando a nossa cobertura no mês que vem para confirmar.

Após o anúncio de uma nova linha de iPhones, sabemos quando eles serão lançados no exterior, e apenas algum tempo depois chegam oficialmente ao Brasil — e é bem possível que o feito se repita este ano. No ano passado a linha de iPhone 14 chegou ao Brasil no próprio site da Apple com os seguintes valores:

 

iPhone 14

  • 128 GB: R$ 7.599;
  • 256 GB: R$ 8.599;
  • 512 GB: R$ 10.599.

 

iPhone 14 Plus

  • 128 GB: R$ 8.599;
  • 256 GB: R$ 9.599;
  • 512 GB: R$ 11.599.

 

iPhone 14 Pro

  • 128 GB: R$ 9.499;
  • 256 GB: R$ 10.499;
  • 512 GB: R$ 12.499;
  • 1 TB: R$ 14.499.

 

iPhone 14 Pro Max

  • 128 GB: R$ 10.499;
  • 256 GB: R$ 11.499;
  • 512 GB: R$ 13.499;
  • 1 TB: R$ 15.499.

 

E para este ano, espera-se que os valores vistos no ano passado se mantenham ou sejam um pouco maiores. O preço da linha de iPhone 15 será a seguinte:

  • iPhone 15 Pro Max: US$ 1.299. Aproximadamente R$ 6.400 em conversão direta;
  • iPhone 15 Pro: US$ 1.099. Aproximadamente R$ 5.400 em conversão direta;
  • iPhone 15 Plus: US$ 899. Aproximadamente R$ 4.400 em conversão direta;
  • iPhone 15: US$ 799. Aproximadamente R$ 3.900 em conversão direta.

Infelizmente essa é só uma ideia de quanto ficarão os valores, uma vez que o preço altera de acordo com a quantidade de memória RAM e também conforme impostos e taxas necessários para a comercialização do produto em cada país.

 

O que esperar do iPhone 15?

Ao que tudo indica, a grande novidade nos modelos premium do iPhone 14 (Pro e Pro Max), a Ilha Dinâmica, se manterá nos novos aparelhos, com a diferença que não será um recurso exclusivo para os dois mais robustos, mas para toda a linha do iPhone 15. Em contrapartida, os modelos Pro e Pro Max ainda assim serão agraciados com um recurso exclusivo: o processador A17. Enquanto isso os dois modelos de entrada ficarão com a geração atual do processador, o A16.

Outra grande novidade fica por conta da remoção da entrada Lightning e aderência à entrada USB tipo C, tão aguardada por vários fãs da marca. Um dos principais motivos para a mudança foi a legislação europeia, que não permite mais aparelhos que são contenham essa entrada.

E além de tudo isso, ainda separamos algumas características que já são bastante esperadas para os modelos premium do iPhone 15. Dá só uma olhada:

 

  • Chip A17: acredita-se que essa nova versão do processador da Apple esteja disponível apenas nos modelos iPhone 15 Pro. Se confirmado, esse seria o segundo ano consecutivo que apenas os modelos Pro teriam o chip mais recente da empresa. De acordo com relatórios da Nikkei Asia, os novos chips serão fabricados no processo conhecido como N3E, que promove melhor desempenho e eficiência de enérgica em comparação aos anteriores;
  • Armação de titânio: segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, semelhante à linha da Apple Watch Ultra, a armação dos modelos Pro do novo iPhone serão em titânio ao invés de aço inoxidável do restante dos outros modelos da linha. Essa alteração no projeto foca o fato de o titânio possuir uma maior dureza que o aço inoxidável tornando o aparelho mais resistente a arranhões e deformações;
  • Molduras curvas ultrafinas: seguindo a tendência do Apple Watch, a tela do novo iPhone 15 Pro sera plana com molduras curvas ultrafinas, segundo um leaker chamado “ShrimpApplePro“. Segundo ele, as bordas traseiras do iPhone 15 serão arredondas semelhantes às bordas inferiores dos modelos MackBook Pro de 14 e 16 polegadas. Não vemos um modelo com bordas curvas desde o iPhone 11;
  • Porta USB-C mais rápidas: a série de iPhone 15 terá uma porta USB-C limitada a velocidade USB 2.0, porem os modelos Pro terão suporte para no mínimo USB 3.2 ou Thunderbolt 3, de acordo com Ming-Chi Kuo, analista conhecido por prever de tecnologias. Enquanto as portas USB 2.0 são limitadas a 480 Mb/s, as portas USB 3.2 suportam uma velocidade de até 20 GB/s, já as Thunderbolt 3 alcançam a velocidade de até 40 GB/s;
  • Wi-Fi 6E: conforme o esquema vazado do projeto, seguindo as linhas de Macs e iPad Pro mais recentes, o iPhone 15 Pro terá suporte para Wi-Fi 6E que consegue alcançar velocidades maiores em conexões sem fio. Publicado pelo leaker “Unknownz21” o modelo padrão do iPhone 15 virá com o Wi-Fi 6, sistema capaz de reconhecer bandas de 2,4 e 5 GHz, diferente do Wi-Fi 6E que reconhece, além dessas bandas, a de 6GHz e tem cobertura para um maior fluxo de dados;
  • Aumento de RAM: segundo pesquisas da taiwanesa TrendForce, enquanto os modelos iPhone 15 e iPhone 15 Plus terão penas 6 GB de RAM, o modelo Pro possuirá 8 GB de RAM, o que permitirá que mais aplicativos sejam mantidos abertos simultaneamente, no aparelho. Essa mudança reflete mais claramente em aplicativos como o Safari, que conseguirá manter mais páginas abertas em segundo, plano sem que o aplicativo recarregue o conteúdo quando reaberto;
  • Botões de estado solido: de acordo com um analista, semelhante ao botão HOME presentes no mais recente iPhone SE ou ao trackpad nos MacBooks mais recentes. O iPhone 15 Pro terá dois botões Taptic Engines que fornecem uma sensação tátil de pressionar botões sem se moverem fisicamente. Seriam os botões de volume e energia, um em cada lado do aparelho, acredita-se que a mudança para botões de estado solido melhoram a resistência a água e ocupam menos espaço;
  • Aumento do zoom óptico para o iPhone 15 Pro Max: segundo o mesmo analista citado anteriormente, o modelo iPhone 15 Pro Max contará também com uma lente periscópio, fazendo com que o modelo tenha um zoom óptico de pelo menos 6x. O sistema periscópio faz com que a luz que entra na lente seja refletida por um espelho inclinado até o sensor que permite um maior alcance de zoom sem qualquer sinal de desfoque na fotografia.

E você, acha que o valor esperado do iPhone 15 vale a pena? Está ansioso pelo seu? Conta pra gente nos comentários!

 

 

por Lucas Gomes / SHOWMETECH

ITÁLIA - Desequilíbrio é a palavra que descreve o setor vitivinícolo da Europa em 2023. Por um lado, houve uma redução do consumo devido à atual inflação dos preços da alimentação e bebidas. Por outro, uma boa colheita em 2022 fez com que a produção aumentasse em relação ao ano anterior. Como resultado, há um acumulo de estoque, e agora a União Europeia tenta reverter esse cenário adotando medidas excepcionais para os produtores.

Segundo a Comissão Europeia, a produção de vinho na região aumentou 4% este ano em comparação a 2022, enquanto os estoques iniciais foram superiores em 2% em comparação com a média dos últimos cinco anos. Já a queda no consumo em curso está estimada em 7% na Itália, 10% na Espanha, 15% na França, 22% na Alemanha e 34% em Portugal. Paralelamente, as exportações no período de janeiro a abril de 2023 foram 8,5% inferiores ao ano anterior, contribuindo para aumentar ainda mais os estoques.

Em uma tentativa de conter esse excesso, o governo anunciou na sexta-feira, 23, medidas temporárias, que se estendem até 15 de outubro. Uma delas é a destilação de crise. Os produtores poderão retirar do mercado o vinho mais afetado pela instabilidade e destilá-lo para álcool – que poderá ser utilizado somente para fins não alimentares.

Também foi concedida maleabilidade na implementação dos programas de apoio ao vinho, permitindo mais flexibilidade para as vindimas verdes durante o verão europeu deste ano e aumentando a taxa de cofinanciamento da UE para medidas relacionadas com a reestruturação, vindimas verdes, fomento e investimentos.

“Foi necessário adotar medidas temporárias de mercado para evitar que o vinho não vendido pese em todo o mercado interno e impeça os produtores de encontrar capacidade de armazenamento suficiente para a nova safra.”, disse a Comissão Europeia em comunicado.

 

 

ESTADÃO

ITÁLIA - Na Itália, o macarrão foi parar na mesa da Autoridade Nacional da Concorrência, um órgão que regula os preços das mercadorias – mas não foi para uma refeição. O preço do alimento preferido dos italianos aumentou quase 18% em apenas um ano, duas vezes mais que a inflação, atualmente em 8,3%. Em Roma, o governo convocou representantes do setor para tentar esclarecer o fenômeno.

Associações de consumidores acusam as marcas de serem as responsáveis pelo aumento do preço do macarrão. No entanto, as fabricantes alegam que o fenômeno se deve a uma conjunção de fatores – incluindo a alta dos valores da energia elétrica, perturbações na cadeia de fornecimento e a inflação.

A reunião de crise realizada pelo governo italiano na quinta-feira (11) terminou com uma promessa de que os preços do macarrão irão baixar em breve. As autoridades afirmam que continuarão monitorando os valores para "proteger os consumidores".

Em média, na Itália, o pacote de macarrão custa cerca de € 2 (cerca de R$ 11), um valor relativamente acessível. Em Roma, muitas pessoas dizem ter outros problemas. "Os produtos que mais sofreram aumento foram as frutas e os legumes. Mas o que custa mais caro, obviamente, são as contas de luz, que se tornaram impossíveis", diz uma moradora da capital italiana à RFI.

"Para ser sincera, eu não percebi que o preço do macarrão havia aumentado. Tudo ficou mais caro e é preciso se adaptar. Não entendo por que tudo tem que virar uma briga", comenta uma outra italiana à reportagem.

Nas redes sociais, no entanto, a questão virou motivo de piada. "Isso me fez rir. Eu sei que não deveria, mas é algo hilário o preço do macarrão ser a definição de uma crise no governo italiano", disse um usuário do Twitter.

A questão é mais complexa do que pode parecer, diz Fabio Parasecoli, professor de estudos sobre alimentação da Universidade de New York. Segundo ele, a reação do governo italiano mostra "o valor simbólico, emocional e cultural que o macarrão tem para os italianos", afirmou, em entrevista ao jornal The Washington Post.

 

Grande diferença de preços

A disparidade dos valores também choca os consumidores: a diferença de preços entre a cidade mais cara e a mais em conta chega a 64,8%. Associações suspeitam que produtores estejam recorrendo à especulação para lucrar.

Já os agricultores não podem ser responsabilizados porque o preço do trigo baixou cerca de 30% desde o ano passado. Os distribuidores também afirmam ter diminuído as margens de lucro, em respeito às famílias.

Após a reunião de quinta-feira, o governo exige que as marcas provem que não aproveitaram os efeitos da guerra na Ucrânia na economia italiana para criar uma falsa crise. Qualquer que seja o desfecho do episódio, ele será positivo aos consumidores, garante o ministro italiano das Empresas, Adolfo Urso. Várias companhias já anunciaram que o aumento foi temporário e os preços devem começar a cair nos próximos dias.

O macarrão é um alimento básico na alimentação dos italianos, indispensável para boa parte da população. No país, um adulto consome, em média, 23 quilos de massa por ano.

 

 

Com informações de Anne Treca, correspondente da RFI

ROMA – O índice de preços mundiais da agência de alimentos das Nações Unidas subiu em abril pela primeira vez em um ano, mas ainda está cerca de 20% abaixo do recorde atingido em março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O índice de preços da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), que acompanha as commodities alimentares mais negociadas globalmente, teve média de 127,2 pontos no mês passado, contra 126,5 em março, informou a agência na sexta-feira. A leitura de março havia sido originalmente dada como 126,9.

A FAO, sediada em Roma, disse que o aumento de abril refletiu preços mais altos de açúcar, carne e arroz, que compensaram quedas nos índices de preços de cereais, laticínios e óleos vegetais.

“À medida que as economias se recuperam de desacelerações significativas, a demanda aumentará, exercendo pressão de alta sobre os preços dos alimentos”, disse o economista-chefe da FAO, Maximo Torero.

O índice de preços do açúcar subiu 17,6% em relação a março, atingindo seu nível mais alto desde outubro de 2011. A FAO disse que o aumento está relacionado a preocupações com a oferta mais restrita após revisões para baixo nas previsões de produção para Índia e China, juntamente com produções abaixo do esperado anteriormente na Tailândia e na União Europeia.

O índice da carne subiu 1,3% em relação ao mês anterior, enquanto os preços dos laticínios caíram 1,7%, os dos óleos vegetais recuaram 1,3% e os dos cereais retraíam 1,7%, com um declínio nos preços mundiais de todos os principais grãos superando a alta do arroz.

“O aumento dos preços do arroz é extremamente preocupante e é essencial que a iniciativa do Mar Negro seja renovada para evitar outros picos de trigo e milho”, disse Torero, referindo-se a um acordo para permitir a exportação de grãos ucranianos via Mar Negro.

Em um relatório separado sobre oferta e demanda de cereais, a FAO previu a produção mundial de trigo em 2023 de 785 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos níveis de 2022, mas ainda assim a segunda maior produção já registrada.

“(As) perspectivas 2023/24 para a produção de arroz ao longo e ao sul do equador são mistas, em grande parte devido ao impacto regionalmente variado do evento La Niña”, disse a FAO.

A FAO elevou sua previsão para a produção mundial de cereais em 2022 para 2,785 bilhões de toneladas, ante 2,777 bilhões anteriores, apenas 1,0% abaixo do ano anterior.

A utilização mundial de cereais no período 2022/23 foi estimada em 2,780 bilhões de toneladas, disse a FAO, uma queda de 0,7% em relação a 2021/22. Espera-se que os estoques mundiais de cereais até o final da temporada 2022/2023 diminuam 0,2% em relação aos níveis iniciais, para 855 milhões de toneladas.

 

 

REUTERS

ARARAQUARA/SP - O Procon Araraquara realizou uma pesquisa de preços de produtos para a Páscoa na cidade. O objetivo do levantamento foi demonstrar ao consumidor que realizar a comparação entre os fornecedores é fundamental para garantir preços e condições mais vantajosas na hora da compra. Foram pesquisados 54 itens de marcas disponíveis para compras em cinco lojas físicas do município.

A pesquisa encontrou algumas diferenças de preços entre os mesmos produtos, chegando a R$ 18,69 a maior diferença de valores e 51,96% a maior porcentagem. A pesquisa envolveu uma comparação referente ao preço cobrado, considerando-se apenas o valor do chocolate, maior e menor valor encontrado. Nessa comparação é possível identificar o valor cobrado por 100g de chocolate vendidos de três formas diferentes: barra grande, barra pequena e no formato de ovo de páscoa.

Quando considerado apenas o chocolate, verificou-se que um ovo de páscoa de 185g poderia ser vendido por valores bem menores do que aqueles encontrados, o que demonstra ao consumidor a diferença destes valores quando o produto é vendido em formato de ovo de páscoa.

Rodrigo Martins, coordenador do Procon Araraquara, falou sobre os detalhes constatados na pesquisa. “Fizemos uma comparação dos valores, encontramos diferença entre os preços, mas o que mais chamou a atenção foi que temos poucos ovos nos estabelecimentos e os que têm, estão mais caros. Outra comparação foi relativa aos preços do chocolate. Quando comparamos o ovo com a barra, vimos que um ovo de 185g deveria custar menos de R$ 10 e eles são vendidos por mais de R$ 30. O consumidor que focar no chocolate tem como opção muito mais acessível as barras, grandes ou pequenas”, comentou.

Novamente, segundo enfatizou o coordenador do Procon, fica claro que a pesquisa de preços pode garantir boas compras. O Procon orienta que o consumidor faça uma lista de compras, que realize a pesquisa de preços nos estabelecimentos antes de comprar e que fique atento para não ser induzido ao erro na hora da compra.

A sede do Procon fica na Rua Prof. Dorival de Oliveira, 164, Vila Ferroviária, com atendimento das 8h30 às 9h e das 14h às 16h. O consumidor também pode tirar suas dúvidas através do telefone (16) 3301-3131, do Whatsapp (16) 99701-0120 ou através do Facebook, no mesmo horário do atendimento presencial. O contato com o órgão também pode ser feito através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

Luís Antonio / PORTAL MORADA

SÃO PAULO/SP - O índice de preços de medicamentos no ecommerce medido pela Precifica apontou queda em janeiro na comparação mensal, com recuo nos antigripais (-7,8%), relaxantes musculares (-7,7%), antiparasitas (-6,8%), anticoncepcionais (-4,8%) e analgésicos (-0,6%).

A maior queda foi registrada no grupo de remédios antidiabéticos, com variação negativa de quase 16%, segundo a pesquisa da empresa de estratégias de preços.

As altas se concentraram nos anti-hipertensivos, que ficaram 3,4% mais caros, antissépticos (1,8%) e anti-histamínicos (0,08%).

 

 

por JOANA CUNHA / FOLHA de S.PAULO

COLÔMBIA - O Presidente colombiano Gustavo Petro delineou uma série de medidas urgentes necessárias para fazer face ao elevado custo de vida no país, depois de se ter referido às realizações da sua administração nos primeiros 100 dias de governo.

Petro lamentou os elevados preços dos alimentos e serviços no país, apesar de ter apresentado a redução das tarifas energéticas como uma das realizações da sua administração. Mesmo assim, ele assegurou que não compreende como os colombianos continuam a pagar contas elevadas.

"É incompreensível como, com todos os reservatórios cheios e cheios, estamos a pagar 400 pesos (0,08 euros) por quilowatt por hora, como se não tivéssemos água para gerar energia. O diferencial, quando deveríamos ter energia mais barata hoje do que em muitos anos de história colombiana, é a especulação e acredito que devemos agir", disse o líder colombiano.

Nesta linha, propôs a revitalização dos matadouros municipais a fim de refrear o aumento do preço da carne.

"A Colômbia não pode ser deixada nas mãos de um monopólio de matadouros de gado bovino, chegou a este ponto porque o Invima pôs fim ao matadouro municipal, temos de voltar atrás", disse Petro em declarações relatadas pelo canal Caracol.

Na terça-feira, o centésimo dia desde que Petro tomou o poder, os seus apoiantes manifestaram-se nas principais cidades do país para mostrar o seu apoio a ele.

 

 

Pedro Santos / NEWS 360

CHINA - Autoridades chinesas lançarão o quinto lote de carne suína ao mercado a partir de reservas centrais para garantir a oferta e manter a estabilidade dos preços, disse o mais alto planejador econômico do país neste domingo.

O preço de suínos tem estado em um nível relativamente alto recentemente, de acordo com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR).

A CNDR disse que a capacidade de produção doméstica de suínos é amplamente razoável e abundante, portanto, o preço dos suínos não tem base para aumentos contínuos.

Até 14h do sábado, o preço médio por atacado da carne suína subiu 2,5% em relação à última sexta-feira, para 32,81 yuans (US$ 4,62) por kg, segundo dados do Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais.

A CNDR disse que acompanhará de perto a oferta e a demanda de suínos, bem como a tendência de preços, continuará a liberar reservas de carne suína e aumentará as liberações de carne suína, caso seja necessário.

 

 

Zhou Qianxian,An Bei,unreguser / Xinhua_PT

BRUXELAS - Os governos da zona do euro não podem proteger totalmente suas economias do aumento dos preços da energia e se concentrarão em proteger os mais vulneráveis por meio de medidas de renda excepcionais, direcionadas e temporárias, de acordo com o esboço de comunicado dos ministros das Finanças da zona do euro.

O esboço, preparado para discussões dos ministros dos 19 países que compartilham o euro em Luxemburgo nesta segunda-feira, disse que medidas nacionais serão coordenadas para proteger a concorrência na União Europeia.

"É nossa responsabilidade mitigar o impacto adverso desse choque externo em nossas economias", disse o esboço do comunicado, visto pela Reuters.

"No entanto, tais medidas pesarão cada vez mais em nossos orçamentos nacionais e podem, em alguns casos, retardar o ajuste necessário da demanda de energia", afirmou.

 

 

 

Jan Strupczewski / REUTERS

INGLATERRA - A nova primeira-ministra britânica, Liz Truss, anunciou na quinta-feira (8) suas medidas contra a crise energética, que incluem congelamento de preços por dois anos para as famílias, o fim de uma moratória sobre fraturas hidráulicas e reexaminar os objetivos climáticos do Reino Unido.

O congelamento dos preços representará uma economia de cerca de 1.000 libras (1.150 dólares) por ano para uma família média, em comparação com o aumento de 80% no teto tarifário previsto para 1º de outubro, disse Truss no Parlamento dois dias após sua nomeação na substituição de Boris Johnson.

Empresas e instituições como escolas e hospitais receberão "um auxílio equivalente por seis meses", disse ela perante alguns deputados, que a interromperam diversas vezes durante o discurso.

"É hora de sermos ousados. Enfrentamos uma crise energética (...) e essas intervenções terão um custo", alertou, no entanto, depois de ter se esquivado no dia anterior das perguntas da oposição sobre como ela pensa em financiar políticas que devem aumentar a já muito alta dívida pública britânica.

O governo pagará às empresas de energia a diferença de preço, respondeu Truss, sem fornecer um número de quanto o Tesouro Público pode gastar: ela aguarda ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, apresentar um orçamento este mês.

 

- Trajetória para neutralidade do carbono -

Truss, uma ex-executiva da gigante do petróleo Shell, que durante sua campanha para se tornar a nova líder do Partido Conservador defendeu políticas ultraliberais, se declarou fortemente contra a aplicação de mais impostos às empresas de energia para ajudar as famílias.

As medidas anunciadas na quarta-feira também incluem suprimir temporariamente os impostos energéticos destinados a financiar a transição para a neutralidade de carbono, que o Reino Unido prometeu alcançar em 2050 com uma trajetória que Truss afirmou querer reexaminar.

Garantindo estar "totalmente comprometida" com a ideia de atingir zero emissões líquidas do CO2 nessa data, a nova primeira-ministra explicou que quer garantir que isso não envolva um ônus excessivo para empresas e consumidores.

Truss não especificou quanto custará o pacote total, que vários veículos da imprensa britânica estimam em 150 bilhões de libras.

Esse número é mais do que o dobro dos 70 bilhões de libras que foram gastos para pagar os salários dos funcionários que ficaram sem trabalho durante os confinamentos da pandemia.

Também representa uma mudança drástica em relação à campanha de Truss, que qualificou a ajuda pública como um "paliativo" inútil para resolver os problemas subjacentes.

Mas a situação ficou insustentável diante do aumento do custo de vida. Ambientalistas, ONGs e sindicatos alertaram para uma catástrofe humanitária se algo não fosse feito a respeito.

O Reino Unido é muito dependente do preço do gás, que se multiplicou por sete em um ano, principalmente devido a problemas de abastecimento com a guerra na Ucrânia.

Truss também anunciou a criação de um fundo de 40 bilhões de libras com o Banco da Inglaterra para garantir a liquidez dos fornecedores de energia diante da volatilidade do mercado global.

 

- Mais extração de hidrocarbonetos -

A chefe de Governo e o novo ministro das Finanças garantiram que, apesar de seu custo, a política terá "benefícios substanciais" para uma economia britânica à beira da recessão, com uma inflação já superior a 10% e que deve atingir 14% no final do ano.

Truss e Kwarteng disseram em comunicado que as novas medidas reduzirão a inflação entre quatro e cinco pontos percentuais.

Paul Dales, da Capital Economics, diz que isso deve "reduzir a inflação e limitar a extensão da recessão, mas fará com que as taxas de juros e a dívida do governo subam".

A primeira-ministra também anunciou um aumento nas licenças para a extração de petróleo e gás no Mar do Norte e o fim de uma moratória sobre fraturamento hidráulico, um método controverso de extração de combustível fóssil que até agora era proibido no Reino Unido.

A construção de usinas nucleares e a produção de energia renovável também serão promovidas.

"Décadas de pensamentos de curto prazo em questões de energia" e a incapacidade de garantir seu fornecimento tornaram o Reino Unido, que depende em grande parte da importação de gás para cobrir suas necessidades de energia, vulnerável a crises de preços, Truss denunciou.

 

 

AFP

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