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BRASÍLIA/DF - Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) sobre o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil mostra que, para 51% dos entrevistados, a responsabilidade pela medida é do senador e pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.

A pergunta feita pelo instituto era com quem os entrevistados mais concordavam: com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acusa Flávio de ter incentivado o tarifaço, ou com o senador, que afirma ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não adotasse a medida. Na pesquisa, 51% disseram concordar com Lula, ante 47% no levantamento de junho, enquanto 30% concordaram com Flávio Bolsonaro, abaixo dos 35% registrados anteriormente.

De acordo com o levantamento, 42% dos entrevistados afirmaram que o novo tarifaço aumenta a vontade de votar em Lula nas eleições presidenciais, enquanto 27% disseram o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro.

A pesquisa também mostra que 62% dos brasileiros afirmaram estar cientes das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, enquanto 38% disseram não conhecer a medida. Para 63%, as tarifas vão prejudicar a vida dos brasileiros; outros 31% avaliam que não.

O levantamento indica ainda que 57% dos entrevistados disseram não saber da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, onde o senador afirmou ter pedido a Trump que não tarifasse produtos brasileiros e defendeu o Pix. Entre os que tinham conhecimento da agenda, 58% disseram acreditar que ele não tem influência para convencer Trump a rever o tarifaço, enquanto 34% afirmaram confiar na capacidade do parlamentar de influenciar a decisão.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho, antes do anúncio oficial do novo tarifaço pelos Estados Unidos. Foram ouvidas 2.004 pessoas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - As parcerias do Brasil com novos mercados consumidores ajudaram o país a amenizar significativamente os impactos do tarifaço norte-americano no país. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, isso foi reflexo de um trabalho preventivo e, também, das políticas públicas do governo federal voltadas a ajudar empresas e a manter empregos.

Ele lembrou que, desde o início da atual gestão, o “feeling do presidente Lula” foi o da abertura de novos mercados, visando um portfólio maior – o que garantiu, ao Brasil, redirecionar parte da produção que, em função da tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros, deixou de ser exportada aos EUA.

“Buscamos a reconexão do Brasil. Abrimos 437 novos mercados nesses dois anos e nove meses. Um recorde absoluto. Nunca tivemos tantas opções”, disse o ministro ao ressaltar que os esforços do governo continuam, na tentativa de rever a situação com os EUA.

Impacto menor

“Isso fez com que o tarifaço dos EUA impactasse muito menos [do que era esperado]. Graças ao trabalho feito preventivamente, e intensificado agora, de aberturas de mercados; da procura e do restabelecimento de novas relações multilaterais”, acrescentou Fávaro que participou do programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (17). 

Ele destacou alguns dos “vários acordos bilaterais” assinados recentemente com outros países; e os que estão para serem assinados, com o intuito de abrir outros grandes mercados. É o caso do acordo entre o Mercosul e a União Europeia que, segundo o ministro, está “na iminência de criar o maior bloco econômico do mundo”.

Fávaro citou, também entre as medidas que ajudam o Brasil a diversificar seus mercados, a intensificação das relações com os demais países que compõem o Brics; e o fortalecimento das relações com o Oriente médio e com o sudeste asiático.

Diálogo sempre aberto

O ministro lembrou que a estratégia do governo, de estar sempre aberto ao diálogo, vale tanto para o ambiente externo como o interno, no qual ouve reiteradamente empresários e sociedade civil, na busca por medidas e políticas públicas mais eficientes.

Fávaro explica que empresas muito dependentes do mercado norte-americano já recebem “tratamento diferenciado e especial” do governo.

“Estamos atentos para garantir a sobrevivência das empresas e dos empregos também”, disse.

“Isso tudo minimizou os impactos [do tarifaço no Brasil], mas eles existem. Criamos grandes alternativas, como a linha de financiamento de R$ 30 bilhões para as empresas mais afetadas, com juros bastante acessíveis. Teve o Reintegra especial, o ressarcimento de valores tributários pagos na exportação. E teve, ainda, as compras públicas, que foram ativadas. A União está comprando produtos que deixaram de ser exportados”, resumiu.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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