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Levantamento de Impacto Econômico revela extensão dos danos do dia 24 de julho; para 53,4%, linhas de crédito com juros reduzidos são principal demanda e associação tem mediado três opções para empresas locais

 

RIBEIRÃO PRETO/SP - Pesquisa de Impacto Econômico sobre o Temporal do dia 24 de julho, feita pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), revelou que 74,6% dos negócios da cidade interromperam as atividades após o episódio climático extremo, sendo que para 58,4%, a paralisação foi de pelo menos um dia. 
Além disso, 42,7% dos participantes do estudo declararam não dispor de seguro. O levantamento, elaborado de forma voluntária por meio de questionário on-line, ouviu 178 empresas entre os dias 27 de julho e 7 de agosto. 
Sandra Brandani Picinato, presidente da Acirp, diz que as mudanças climáticas tem gerado uma nova realidade para a qual a grande maioria não estava preparada. “Em outubro, com a chegada do Super El Niño, há possibilidade de novas ocorrências como a que tivemos. Precisamos ter estratégias para que a cidade não pare novamente como ocorreu”, disse Brandani. 
Para agosto, a entidade já organiza opções de financiamento subsidiados para os empresários locais. As propostas incluem  uma linha do governo estadual, outra com condições especiais via cooperativa de crédito e uma terceira por meio de uma organização não-governamental que atua com recursos empresariais nas regiões afetadas por desastres. 

Prejuízo em números
De acordo com os respondentes, 79,2% das empresas ficaram sem energia elétrica e 84,8% perderam a conectividade de internet após o vendaval. 
No conjunto, 47,3% era de representantes do comércio e 80,3% se declarou microempreendedor individual, micro ou pequena empresa. O prejuízo foi além da infraestrutura: 66,3% relataram queda no faturamento e 69,7% conseguiram estimar as perdas - a maior parte na faixa de até R$ 10 mil (41,6%), mas 7,3% houve prejuízos superiores a R$ 50 mil. 
Destelhamento (25,8%) e equipamentos danificados (23,6%) foram as ocorrências físicas mais registradas. Também foram mencionadas perdas de mercadorias/estoque (por 18,5% dos entrevistados); alagamento (15,2%); danos na fachada (14%); danos estruturais (11,2%); equipamentos queimados (10,7%); queda de árvores (10,1%)  e impossibilidade de acesso ao estabelecimento (7,9%).

Urgência de crédito barato
Diante da crise, a principal reivindicação dos empresários é a oferta de linhas de crédito com juros reduzidos (53,4%), seguida pelo restabelecimento prioritário da energia elétrica (29,2%). Nos relatos abertos, também há forte cobrança por manutenção preventiva da arborização e enterramento das redes. 
O Departamento Institucional da Acirp, responsável pela avaliação do cenário, destaca que a amostra é voluntária e não probabilística. Os resultados descrevem o perfil das participantes e não podem ser extrapolados para todo o município.
“A proposta foi justamente entender de forma rápida quais ações eram mais necessárias para que pudéssemos embasar solicitações de políticas públicas e parcerias”, afirma Larisa Eiras, gerente de Relações Institucionais da Acirp. 

Metodologia
Os dados foram coletados por meio de formulário eletrônico autopreenchido, com 24 perguntas. Foram identificadas 60 localizações diferentes e as respostas abertas foram classificadas por temas emergentes para compor a análise qualitativa. Todos os percentuais gerais têm como denominador fixo as 178 empresas, mas, nos cruzamentos internos por setor (comércio, serviços e indústria) ou por porte, os cálculos utilizam exclusivamente o total de cada subgrupo para evitar distorções interpretativas — garantindo que comparações internas não sejam confundidas com resultados da base total. 

Capital para recomeçar
O governo do Estado, por meio do Programa Desenvolve SP, disponibilizou para empresários urbanos de Ribeirão Preto crédito emergencial após o vendaval com até 3 anos de carência e 10 anos para pagar. O foco são micro, pequenas e médias empresas paulistas com taxas de juros a partir de IPCA + 5% ao ano. 
É possível pedir valores para capital de giro (com 6 meses de carência e 36 meses para pagar); equipamentos (12 meses de carência e 60 meses para pagar) e investimento/obra (36 meses de carência e 120 meses para pagar).
A Desenvolve SP vai analisar caso a caso e a empresa precisa comprovar que o valor solicitado está relacionado aos danos provocados pelo vendaval - reúna   notas fiscais dos prejuízos/compras;  fotos dos danos; documentos que demonstrem as perdas e para análise de crédito. A solicitação deve ser feita pelo portal da Desenvolve SP. 
Para produtores rurais, os recursos contemplam crédito via Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) de até R$ 150 mil e taxas de 3%. 
Em âmbito federal, o governo do Brasil autorizou para a cidade a liberação do saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela Caixa Econômica Federal.
A cooperativa Sicoob também disponibilizou condições especiais para recuperação das empresas com taxa de 1,49% ao mês, 6 meses de carência e até 60 meses para pagar. O Fundo de Impacto “Estímulo”, que ajudou na recuperação de empresas no Rio Grande do Sul, também deve oferecer crédito com carência de 6 meses e taxas de 1,46% a 1,99% com 36 meses para pagar para micro, pequenas e médias empresas de Ribeirão Preto e região. 
A organização não-governamental conta com financiamento de grandes empresários locais de áreas atingidas para fazer os aportes, além de parceria com Sebrae por meio de crédito do Fundo de Aval das Médias e Pequenas Empresas (Fampe) - o pacote inclui também capacitação e consultoria dos atingidos. 

Veja o relatório completo e informações sobre as linhas de crédito emergencial para Ribeirão Preto e região em: https://www.acirp.com.br/noticias/noticia/temporal-em-ribeirao764-das-empresas-pararam-e-427-nao-tem-seguro

ARARAQUARA/SP - Uma forte chuva caiu sobre a cidade de Araraquara, no final da tarde de quarta-feira (16) e o grande volume de água causou alagamentos momentâneos e engarrafamentos. Na via expressa, um veículo chegou a ser arrastado pela força das águas.

Por volta de 17h, em pouco mais de meia hora de chuva, a Defesa Civil relatou que cerca de 52 milímetros de chuva caíram sobre a cidade. O órgão precisou interditar trechos da Via Expressa e também a Avenida Padre José de Anchieta, fato comunicado em nota nas redes sociais da Prefeitura Municipal.

Na Via Expressa, no cruzamento com a Avenida Domingos Zanin, um veículo GM/Kadett chegou a ser arrastado pela força das águas.

PETRÓPOLIS/RJ - O número de mortos em Petrópolis após a tempestade de terça (15) chegou a 104 até as 23h30 desta quarta-feira (16) – ao menos 8 vítimas são crianças. Segundo a Secretaria Estadual de Defesa Civil, 24 pessoas foram resgatadas com vida.

O governador Cláudio Castro (PL) está na cidade da Região Serrana, onde concedeu uma coletiva ao lado do prefeito Rubens Bomtempo e do secretário de Estado de Defesa Civil, Leandro Monteiro.

"Foi a pior chuva desde 1932. Realmente, foram 240 milímetros em coisa de duas horas. Foi uma chuva altamente extraordinária", atualizou o governador.

Segundo Castro, o temporal em Petrópolis uniu 'tragédia histórica' e 'déficit que realmente existe'.

O Corpo de Bombeiros ainda não sabe o número de desaparecidos, mas o cadastro do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), feito até o início desta noite, indica que ao menos 35 pessoas são procuradas (veja os nomes mais abaixo).

Pelo menos 54 casas foram destruídas pelas chuvas que atingiram a região e mais de 370 pessoas foram acolhidas em abrigos improvisados.

Cerca de 400 bombeiros trabalham nas buscas aos desaparecidos. A Polícia Civil do RJ também montou uma força-tarefa na cidade. São cerca de 200 policiais, peritos legistas e criminais, papiloscopistas, técnicos e auxiliares de necropsia, servidores de cartório e de diversas delegacias da Região Serrana.

A Prefeitura decretou estado de calamidade pública e informou que as equipes dos hospitais foram reforçadas para o atendimento às vítimas. Quem tiver parentes desaparecidos deve procurar a delegacia.

ARARAQUARA/SP - No sábado (02), uma chuva forte atingiu a cidade de Araraquara e provocou queda de árvores e vários pontos de alagamento.

O Corpo de Bombeiros recebeu diversas notificações de moradores por problemas provocados pelo temporal. Muitos registraram imagens de locais tomados pela água que assustou moradores.

Na Vila Xavier, foi registrada chuva de granizo. Houve quedas de árvore em diversos locais, entre eles na Rua Uchoa, no Jardim América, no cruzamento da Avenida Vaz Filho com a Alameda Paulista, e na Avenida Manoel de Abreu, que liga Araraquara a Américo Brasiliense, trecho que precisou ser interditado em um dos sentidos.

Apesar dos transtornos, não houve registro de feridos.

 

 

*Por: Marcelo Bonholi / PORTAL MORADA

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