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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - A Polícia Militar e a Guarda Municipal, em parceria com as secretarias de Gestão da Cidade e Infraestrutura, por meio do Departamento de Fiscalização, e de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, promoveram, na noite desta quinta-feira (05/03), uma operação integrada para combater o excesso de ruídos provocados por motocicletas.

A ação ocorreu em dois pontos estratégicos: na Avenida Trabalhador São-carlense, próximo à região da USP, e na Avenida São Carlos, nas imediações do cruzamento com a Rua Raimundo Corrêa. O foco principal foi a fiscalização de escapamentos irregulares e outras infrações de trânsito. Durante a operação, 78 motocicletas foram abordadas, resultando em 15 autuações e cinco apreensões por diferentes irregularidades.

O secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, destacou que a alteração das características originais dos veículos constitui infração grave. Segundo ele, operações frequentes como essa são fundamentais para conscientizar os condutores, aumentar a segurança viária e reduzir acidentes.

Já o diretor de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela, ressaltou que a ação foi coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal e tem como objetivo diminuir ilícitos de trânsito. “A operação também busca coibir a perturbação do sossego público, atendendo a uma determinação do promotor de Justiça, Sérgio Domingos de Oliveira”, afirmou.

SÃO CARLOS/SP - A Guarda Municipal capturou um homem procurado pela Justiça na manhã desta sexta-feira (6) no bairro Jardim Zavaglia, em São Carlos. A prisão ocorreu após uma solicitação feita por funcionários da Unidade de Saúde da Família da região.

Segundo informações da ocorrência, os trabalhadores da unidade acionaram a corporação ao perceberem que um homem estava causando transtornos dentro do local. Uma equipe foi enviada para atender a chamada.

No local, os agentes identificaram o suspeito e realizaram consulta em bancos de dados de segurança pública. O sistema indicou que havia um mandado de prisão ativo contra o homem, de 24 anos, por crime previsto no artigo 157 do Código Penal, referente a roubo.

Após a confirmação da ordem judicial, ele foi levado ao Centro de Polícia Judiciária de São Carlos, onde foi apresentado à autoridade policial e permaneceu detido.

TRAILER OFICIAL | CARTAZ | STILLS

SÃO PAULO/SP - A Universal Pictures abrirá a pré-venda para o novo “Super Mario Galaxy: O Filme” (The Super Mario Galaxy Movie) na próxima terça-feira, 10 de março. Com trailer lançado no mês passado, o filme é a sequência do aclamado “Super Mario Bros: O Filme”, que levou 6.6 milhões de brasileiros às salas de cinema em 2023. Dirigido por Aaron Horvath e Michael Jelenic, o filme levará os fãs dos irmãos Mario e Luigi a uma viagem incrível e fantástica pela galáxia, a partir de 1º de abril, no Brasil. 

Com produção assinada pela Illumination e Nintendo e roteiro escrito por Matthew Fogel, “Super Mario Galaxy: O Filme” mantém a equipe criativa do primeiro filme para trazer uma narrativa ainda mais emocionante. No elenco de vozes, retornam Chris Pratt como Mario, Anya Taylor-Joy como Princesa Peach, Charlie Day como Luigi, Jack Black como Bowser, Keegan-Michael Key como Toad e Kevin Michael Richardson como Kamek. 

“Super Mario Galaxy: O Filme” leva o público a uma missão de tirar o fôlego. Depois de salvar o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos enfrentam uma nova ameaça cósmica que coloca toda a galáxia em perigo. O filme promete momentos divertidos, cenas repletas de ação e, claro, a estreia triunfante de Yoshi em sua jornada cinematográfica. 

A produção será exibida em todo o país, também em versões acessíveis. Os fãs poderão adquirir seus ingressos a partir do dia 10 de março em sua rede exibidora de preferência. 

Agência de PR | Weber Shandwick Brasil 

SÃO CARLOS/SP - Pode parecer um tema distante do cotidiano, mas a forma como definimos a “incerteza de medição” influencia desde exames laboratoriais até a fabricação de peças de avião. Um novo artigo científico trouxe esse assunto para o centro de um debate internacional ao questionar uma mudança proposta para um dos principais guias de metrologia do mundo. 

O texto, assinado por pesquisadores da Itália, Reino Unido, Suécia, Bélgica e Brasil, foi publicado na revista Metrologia e discute como se deve entender a incerteza associada a qualquer resultado de medição — seja a temperatura de um paciente, a concentração de um medicamento ou a espessura de um componente industrial. 

Medir nunca é perfeito

Toda medição tem algum grau de dúvida. Nenhum instrumento é absolutamente exato, e o próprio objeto medido pode variar. É por isso que, junto com o valor medido, cientistas informam também a incerteza de medição — um indicador da qualidade e da confiabilidade daquele resultado.

Por décadas, o principal documento internacional sobre o tema, o Guia para a Expressão da Incerteza de Medição (GUM), tratou essa incerteza como algo que pode ser descrito por números e modelos matemáticos. Em termos simples, é uma forma de dizer: “o valor mais provável é este, mas ele pode variar dentro desta faixa”. 

Essa abordagem é prática e operacional. Ela permite comparar resultados entre laboratórios, verificar a qualidade de processos industriais e garantir que medições feitas em países diferentes sejam compatíveis.

A nova proposta muda o foco

A controvérsia surgiu porque uma publicação mais recente ligada ao GUM apresentou outra forma de definir a incerteza de medição. Nessa nova visão, a incerteza de medição passa a ser descrita como a dúvida que ainda existe sobre o valor verdadeiro daquilo que foi medido. 

À primeira vista, isso pode parecer apenas uma mudança de palavras. Mas os autores do artigo alertam que é uma mudança bem mais profunda.

Segundo eles, a definição tradicional tratava a incerteza de medição como uma entidade matemática — algo que pode ser calculado, modelado e comunicado de forma objetiva. Já a nova definição a aproxima de um estado de dúvida, algo mais ligado à interpretação humana do que a uma quantidade formal. 

Os cientistas argumentam que, na prática da metrologia, profissionais precisam de ferramentas quantitativas. Laboratórios constroem compilações de incerteza de medição, usam distribuições estatísticas e calculam intervalos numéricos. Transformar a incerteza de medição principalmente em “dúvida” pode enfraquecer essa base técnica.

Além disso, a nova definição coloca no centro a ideia de um “valor verdadeiro” da grandeza medida. O problema é que, em muitas situações reais, esse valor único e perfeitamente definido simplesmente não existe.

Por exemplo: ao medir a temperatura de uma sala, qual é o valor verdadeiro? Ele varia de ponto a ponto e de segundo a segundo. O próprio modo como definimos o que está sendo medido já traz uma variação embutida. Os autores lembram que esse tipo de situação é comum e faz parte da prática normal das medições. 

Se a incerteza de medição for vinculada apenas à dúvida sobre um único valor verdadeiro, ela pode deixar de representar bem esses casos mais complexos.

Os autores não defendem que tudo permaneça como está. Eles reconhecem que o conceito tradicional pode ser ampliado para lidar melhor com situações modernas, como medições com muitos parâmetros ou métodos estatísticos mais avançados.

O ponto central, porém, é que a evolução deveria acontecer por ampliação e ajuste, e não por uma troca completa de base conceitual. Para eles, mudar a natureza da incerteza de medição — de algo matemático para algo principalmente psicológico — quebra uma continuidade de mais de 30 anos de prática científica internacional. 

Essa continuidade é importante porque a metrologia sustenta sistemas de qualidade, normas técnicas e acordos internacionais. Uma redefinição brusca pode gerar interpretações diferentes entre países e setores, afetando a comparabilidade de resultados.

Um debate com impacto no mundo real

Embora pareça filosófico, o debate tem consequências práticas. A definição de incerteza de medição influencia:

*Certificações de laboratórios;

*Controle de qualidade industrial;

*Regulamentações técnicas;

*Comércio internacional de produtos que dependem de medições confiáveis;

Se dois países entendem “incerteza de medição” de maneiras diferentes, podem surgir conflitos na aceitação de resultados e produtos.

No fundo, a discussão gira em torno de uma escolha conceitual importante: a incerteza de medição deve ser tratada principalmente como um número que descreve a variação possível de um resultado, ou como uma dúvida sobre um valor verdadeiro que nunca conhecemos completamente?

O artigo defende que a primeira visão — matemática, operacional e já amplamente usada — continua sendo a mais útil e inclusiva. A decisão final, porém, dependerá do debate dentro da comunidade internacional de metrologia nos próximos anos. 

Para o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Daniel Varela Magalhães, um dos autores do artigo “O resultado do debate, no futuro, tende a ser refinado e, provavelmente, indicar possíveis nuances, a depender do tipo de medição ou verificação que está sendo realizada. A discussão atual gira em torno de uma definição a ser adotada pelo Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM), que tem como característica definições diretas, incisivas, não tendo muito espaço para uma discussão mais profunda de todas essas nuances”, sublinha o pesquisador.

Confira o original do artigo publicado na revista “Metrologia” - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/02/Mari_2025_Metrologia_62_062101.pdf

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