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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - A Polícia Militar recuperou na quarta-feira (11) um VW/Gol ano 1996, furtado na última semana, que estava escondido em uma casa no bairro Antenor Garcia, em São Carlos.

A ação teve início após denúncia recebida pelo Copom indicando que um carro prata, sem placas, estaria guardado em uma residência na Rua José Geraldo Machado. Ao chegarem ao endereço, os policiais visualizaram o automóvel pelo portão parcialmente aberto e conferiram a numeração visível no vidro, que coincidia com dados de um veículo furtado.

Com a constatação, os agentes entraram no imóvel e localizaram L. S. da C., que declarou ter aceitado guardar o carro a pedido de um terceiro.

Durante a checagem dos sinais identificadores, foi confirmado pelo chassi que o veículo era o Gol de placas CCT0H53, furtado em 6 de fevereiro.

O morador foi conduzido ao CPJ, onde a autoridade policial formalizou o flagrante por receptação. O automóvel foi apreendido e deverá ser devolvido ao proprietário.

SÃO CARLOS/SP - Um homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas na quarta-feira (11), em São Carlos, após ação da Polícia Militar na região da Avenida João Dagnone com a Rua Gaudêncio Zaninette.

Durante patrulhamento, os policiais notaram que um indivíduo apresentava volume suspeito na região da cintura, o que motivou a abordagem. Identificado como P., ele estava com porções de entorpecentes. Questionado, confessou que atuava no abastecimento de um ponto de venda de drogas conhecido como “biqueira da torre” e indicou um imóvel utilizado como depósito.

No endereço informado, uma casa nos fundos da Rua Gaudêncio Zaninette, os policiais encontraram o portão aberto e, durante vistoria, localizaram sob um sofá uma sacola contendo grande quantidade de drogas e materiais usados para fracionamento e embalagem.

Ao todo, foram apreendidos 383 porções de maconha (1,101 kg), 252 pedras de crack (0,121 kg), 183 pinos de cocaína (0,149 kg), além de um celular e apetrechos para embalo.

O suspeito, que possui antecedentes por tráfico (artigo 33) e receptação (artigo 180), foi conduzido ao Centro de Polícia Judiciária (CPJ) e posteriormente encaminhado ao Centro de Triagem, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Podem participar idosos de São Carlos e Ibaté; iniciativa propõe plano individual com apoio contínuo

 

SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições para o Programa Multidimensional e Assistencial de Gestão de Quedas para Pessoas Idosas com Histórico de Quedas (Magic 2), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A iniciativa é totalmente gratuita, voltada a pessoas idosas (60 anos ou mais) residentes em São Carlos ou Ibaté que tenham sofrido uma ou mais quedas nos últimos 12 meses.

Com duração de 16 semanas, o Programa tem como objetivo identificar e reduzir os riscos de cair, por meio de uma intervenção estruturada e personalizada. A proposta envolve atuação conjunta de docentes e estudantes dos cursos de graduação em Gerontologia e Fisioterapia da UFSCar, e combina avaliação individual, plano de intervenção específico, atividades físicas regulares e, quando necessário, estimulação cognitiva.

Segundo Karina Say, docente do Departamento de Gerontologia (DGero) da Universidade e uma das coordenadoras do Programa, a prevenção é essencial diante da alta prevalência de quedas na velhice. "As quedas acidentais são muito prevalentes na população idosa. Esse tipo de acidente pode ter desfechos negativos para o bem-estar e a saúde da pessoa idosa, com impactos na saúde mental (como medo de cair e depressão), na capacidade funcional (com redução da mobilidade e da independência) e na dimensão social (isolamento e falta de suporte para recuperação). Só em 2024, foram registradas 179.922 autorizações de internação hospitalar por quedas, com gasto aproximado de R$ 328 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS)", situa. 

Mas a boa notícia, de acordo com a docente, é que são eventos evitáveis. "Diante disso, o Programa Magic oferece à população uma proposta preventiva, com avaliação e intervenção individualizada nos fatores de risco modificáveis, alinhada às diretrizes internacionais de prevenção de quedas", afirma Say.

A iniciativa avalia cada pessoa de forma individual, para que a equipe entenda os fatores que aumentam seu risco de quedas. A partir disso, constrói um plano de cuidado. Há também gestão de casos, com ligações semanais e acompanhamento contínuo. Ao longo de um ano, os participantes passam por avaliações periódicas, com apoio de uma equipe especializada, incluindo exames laboratoriais e de cognição.

Ao final do acompanhamento, uma nova avaliação é realizada, possibilitando medir os avanços obtidos. Espera-se que, ao longo do processo, os participantes desenvolvam maior resistência física, além de se sentirem mais preparados para lidar com situações que envolvem risco de quedas, promovendo, assim, mais autonomia e segurança no cotidiano.

Há apenas 30 vagas disponíveis e as inscrições podem ser feitas em bit.ly/programa-magic2. O preenchimento do formulário online servirá para a equipe entrar em contato posteriormente para a confirmação dos critérios de participação no projeto. 

Mais informações estão disponíveis no Instagram @programamagic, no cartaz de divulgação, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo WhatsApp (16) 99762-5538. A equipe também se coloca à disposição para explicar o projeto por telefone, em horário combinado.

SÃO CARLOS/SP - Durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, na sessão do dia 10 de fevereiro de 2026, a vereadora Larissa Camargo se posicionou de forma contundente contra a privatização da merenda escolar, afirmando que a proposta representa um retrocesso nas políticas públicas de educação, saúde e segurança alimentar do município.

Em sua fala, a parlamentar destacou que a transferência da gestão da merenda para a iniciativa privada não se trata de modernização, mas de um processo de precarização, no qual o direito à alimentação é substituído pela lógica do lucro. Segundo Larissa, toda privatização carrega em si o risco de perda de qualidade, transparência e controle social.

A vereadora também enfatizou o papel central da agricultura familiar, responsável por garantir alimento saudável na mesa das famílias e nas escolas. Para ela, a proposta em debate fragiliza essa relação no âmbito municipal e enfraquece a economia local. “Quem coloca alimento na boca das famílias é a agricultura familiar, não o agro”, afirmou durante o pronunciamento.

Outro ponto central da crítica foi a ausência de diálogo e participação popular. De acordo com Larissa Camargo, as merendeiras — principais trabalhadoras afetadas pela medida — não foram consultadas, assim como os sindicatos e a sociedade civil. Para a parlamentar, tomar uma decisão dessa magnitude sem ouvir quem executa a política pública diariamente fere os princípios democráticos.

A vereadora também questionou o aumento expressivo do orçamento destinado à merenda escolar, que pode saltar de R$ 9 milhões para R$ 23 milhões, sem a apresentação de informações claras sobre contratos, modelo de gestão, compra de alimentos e garantias de qualidade. Segundo ela, trata-se de um repasse de recursos públicos sem a devida transparência.

Larissa Camargo denunciou ainda dificuldades enfrentadas pelos parlamentares para acessar o processo administrativo, mesmo com respaldo na Lei Orgânica do Município. “Não é possível votar o que não se conhece. Transparência é um princípio básico da gestão pública”, destacou.

Ao final do pronunciamento, a vereadora reforçou que a alimentação escolar é uma política estruturante, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante universalidade e equidade dentro das escolas públicas. Para ela, investir recursos públicos para fortalecer um serviço já existente seria o caminho correto, em vez de transferir a gestão para empresas privadas.

Larissa concluiu afirmando que se posicionar contra a privatização da merenda é defender o direito das crianças, das trabalhadoras da educação e das famílias que dependem da escola pública para garantir segurança alimentar. “É uma decisão política, e precisa ser assumida com responsabilidade diante da população”, afirmou.

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