Jornalista/Radialista
Disputa da Liga Nacional de Rodeio reuniu competidores de quatro estados brasileiros nesta sexta-feira, dia 8, e terá a grande final hoje
RIBIERÃO PRETO/SP - A arena do Ribeirão Rodeo Music 2026 recebeu nesta sexta-feira, dia 8, as semifinais das montarias em touros válidas pela Liga Nacional de Rodeio (LNR). A disputa colocou frente a frente competidores de quatro estados brasileiros no Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto.
A prova foi organizada em quatro equipes, representando São Paulo, Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul. Cada delegação contou com cinco atletas.
Após o primeiro round da noite, os dois atletas com as melhores notas de cada estado garantiram vaga na grande final, que será realizada hoje, dia 9, na arena do RRM.
“Quando saiu o sorteio, já comecei a estudar o boi, fiz um belo trabalho e consegui o melhor tempo. Agora, é me preparar para conquistar o título no Ribeirão Rodeo Music”, destacou Luigi Moscão de Souza, de Serra Negra (SP), que conquistou a melhor nota da noite, 87.75 pontos, montando no touro Alterado, da Companhia Monte Cristo.
Final das montarias e do Team Penning
Na decisão das montarias em touros, o competidor com a maior soma acumulada de notas representará seu estado na disputa pelo título. Depois, quem tiver a maior pontuação total será o campeão do RRM e ainda conquista vaga na final da Liga Nacional de Rodeio, em Barretos.
Já o Team Penning realizou nesta sexta-feira as primeiras eliminatórias no CT Allan Archanjo (Velho Texas Ranch). Neste sábado, as últimas classificatórias acontecem durante o dia no mesmo local, enquanto a arena do evento recebe a final da modalidade à noite, quando será definido o trio vencedor.
SÃO CARLOS/SP - O Centro de Referência do Idoso “Vera Lúcia Pilla” celebrou o Dia das Mães com uma tarde especial de homenagens e apresentações, realizada nesta sexta-feira, dia 8. O encontro foi marcado por emoção, descontração e integração entre as participantes, reforçando o papel do espaço como ambiente de convivência e acolhimento.
A programação contou com apresentações de dança, poemas e versos preparados pelas próprias alunas do Centro, que compartilharam mensagens de carinho e gratidão dedicadas às mães presentes. Um dos momentos mais divertidos foi a dinâmica “Bolsa de mãe tem tudo”, que trouxe diversão e lembranças do cotidiano materno, fortalecendo vínculos em um clima leve e afetuoso.
Para a secretária municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, Gisele Santucci, a celebração foi também uma oportunidade de valorizar histórias e memórias. “Celebrar o Dia das Mães no CRI é também valorizar histórias de vida, memórias, afetos e os vínculos construídos ao longo do tempo. Ficamos muito felizes em ver as próprias participantes preparando apresentações, homenagens e contribuindo para tornar esse encontro tão especial. São momentos assim que fortalecem a convivência, o sentimento de pertencimento e a autoestima das nossas idosas”.
O encerramento da comemoração contou com a entrega de lembranças confeccionadas voluntariamente pelas alunas, gesto que simbolizou o carinho e a dedicação envolvida na atividade.
O Centro “Vera Lúcia Pilla” está localizado na Rua Joaquim Inácio de Moraes, nº 370, Vila Irene, e atende pelo telefone 16 3368-2970.
Por Ayane Martins - Jornalista do SAAE São Carlos
SÃO CARLOS/SP - Ser mãe vai muito além de gerar uma vida. É acolher, cuidar, ensinar, proteger e amar de forma incondicional. A maternidade se manifesta de diferentes formas: nas mães biológicas, adotivas, mães de coração e em todas aquelas que exercem diariamente o cuidado, a dedicação e o amor. Neste Dia das Mães, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) homenageia mulheres que, dentro e fora da autarquia, vivem a maternidade em suas mais diversas formas, conciliando a rotina profissional com os desafios, renúncias, aprendizados e alegrias de cuidar de alguém.
Entre jornadas de trabalho, responsabilidades familiares e histórias de superação, servidoras do SAAE compartilham relatos emocionantes sobre o amor materno, a descoberta da maternidade, o cuidado com a família e os recomeços da vida. São histórias que revelam a força, a sensibilidade e a importância das mulheres que diariamente acolhem, orientam e transformam vidas, mostrando que ser mãe é, acima de tudo, um ato contínuo de amor e dedicação.
O PRIMEIRO DIA DAS MÃES E A REALIZAÇÃO DE UM SONHO - Para a servidora Lucimara Zambon Brinhano, 44 anos, este Dia das Mães terá um significado ainda mais especial. Grávida de quatro meses do pequeno Heitor, ela viverá pela primeira vez a data não apenas como filha, mas também como mãe. Lucimara conta que o sonho da maternidade sempre esteve presente, mas acabou sendo adiado pela rotina profissional e familiar. “Eu sempre gostei muito de crianças e sempre quis ser mãe. Mas, por questões familiares e de trabalho, fomos deixando esse sonho um pouco de lado. No último ano, eu percebi que realmente faltava alguma coisa para completar a família. Então decidimos tentar”.
A descoberta da gravidez veio acompanhada de emoção e surpresa. “Eu até tinha feito um teste antes da hora e deu negativo. Achei que não era naquele mês. Quando fiz novamente e confirmei, demorei a acreditar. Aos poucos ainda está caindo a ficha, mas sempre foi um sonho ser mãe”, conta emocionada.
Vivendo a maternidade pela primeira vez, Lucimara afirma que já percebe mudanças profundas, principalmente na relação com a própria mãe. “Os laços com a minha mãe sempre foram muito fortes, mas, depois que descobri a gravidez, parece que eu entendi ainda mais todo o cuidado dela. Hoje eu compreendo muito mais aquela frase que as pessoas falam: ‘quando você for mãe, vai entender’. Nossa relação ficou ainda mais próxima”, destaca.
Ela também ressalta o apoio recebido da família, dos amigos e dos colegas do SAAE durante a gestação. “Percebi que essa experiência transforma não só a família, mas também as pessoas ao redor. Desde o primeiro momento me senti muito acolhida aqui no trabalho. Parece que os amigos e as pessoas próximas sentem um pouco desse amor diferente que é gerar um filho”, afirma.
Ao homenagear a mãe, Lucimara se emociona ao falar sobre a principal inspiração de sua vida. “Se eu for 1% do que ela foi para mim e para os meus irmãos, minha vida já estará completa. Ela é uma mulher guerreira, ativa e um exemplo para toda a nossa família. Quero desejar um feliz Dia das Mães para todas: mães biológicas, adotivas e até mães de pet, porque existe um amor muito especial em cuidar”.
A MATERNIDADE EM MEIO À DOR E À ESPERANÇA - A gravidez da servidora Michele Carolina Leopoldino de Araújo, 37 anos, foi acompanhada de desafios emocionais. Mãe da pequena Melissa, hoje com quatro anos, ela viveu simultaneamente a descoberta da gravidez e o diagnóstico de uma doença grave da própria mãe.
Michele conta que a gravidez aconteceu em um período delicado, em meio à pandemia da Covid-19 e ao início do tratamento de saúde da mãe. “Foi muito difícil lidar com a realização do sonho de ser mãe e, ao mesmo tempo, com o medo de perder a minha mãe. É um misto de sentimentos impossível de explicar. Você tenta não pensar muito porque sabe que tudo interfere na gravidez, mas a cabeça não para. Ninguém está preparado para perder a mãe”, relata.
Ela explica que, devido às restrições médicas da época, não pôde acompanhar parte do tratamento hospitalar da mãe. Ainda assim, destaca que a chegada da filha trouxe esperança e força para toda a família. “A Melissa foi um verdadeiro milagre. Ela não deixou que meus pais entrassem em depressão em um momento tão delicado. Ela trouxe alegria, trouxe vida nova e ajudou todos nós a seguirmos em frente. Minha mãe ganhou forças para enfrentar o tratamento porque queria viver tudo aquilo ao lado da neta”.
Hoje, Michele celebra a recuperação da mãe e o crescimento da família. “A Melissa foi a primeira neta e, no mesmo ano, meu sobrinho nasceu. Em 2025, meus pais foram promovidos a avós de quatro netos, com a chegada das minhas sobrinhas gêmeas”.
Ao falar sobre maternidade, Michele afirma que passou a compreender ainda mais os sacrifícios feitos pela própria mãe ao longo da vida. “Depois que você vira mãe, começa a entender muitas escolhas e renúncias que antes não percebia. Hoje eu entendo quando minha mãe se preocupava comigo. Você começa a dar valor para coisas simples, como um abraço, um café junto ou uma mensagem perguntando se você chegou bem. A maternidade transformou completamente a minha forma de enxergar a vida. Ser mãe é uma bênção. É algo que muda a forma como você vê a família, o amor e até os pequenos momentos do dia a dia”, finaliza.
DEPOIS DE DEDICAR A VIDA AOS FILHOS, A CORAGEM DE RECOMEÇAR - A maternidade também marcou profundamente a trajetória da servidora Aline Petrucelli Araújo, 50 anos. Além do amor pelos filhos, a experiência também trouxe aprendizados sobre renúncia, amadurecimento, resiliência e recomeços. Em relato emocionante, ela compartilha os desafios de ter deixado a carreira profissional para se dedicar integralmente à família e, anos depois, reencontrar seu espaço no mercado de trabalho.
Mãe de Pedro, de 20 anos, e João, de 17, ela conta que decidiu interromper a carreira em 2006, quando se mudou para Araraquara com o marido. Sem rede de apoio para cuidar dos filhos pequenos, optou por dedicar-se integralmente à maternidade. “Foi uma escolha. Eu tive essa opção, enquanto muitas mães não têm. E dentro da maternidade você assume inúmeros papéis ao mesmo tempo. Você é psicóloga, enfermeira, professora, motorista, líder da casa. Precisa organizar a rotina, resolver conflitos, incentivar, acolher e, ao mesmo tempo, manter tudo funcionando”, relata.
Apesar da dedicação à família, ela conta que enfrentou julgamentos sociais por não estar inserida no mercado de trabalho. “As pessoas falavam: ‘você só fica em casa’. Mas a maternidade e o trabalho doméstico são trabalhos invisíveis e pouco valorizados. Muitas vezes, as pessoas acham que ficar em casa é ter tempo livre, mas ser mãe exige uma rotina intensa e um trabalho que nunca para”, desabafa.
Após retornar a São Carlos, Aline decidiu recomeçar. Voltou a estudar, prestou concursos públicos e, com muita dedicação, conseguiu novas aprovações. “Eu abri mão de finais de semana, feriados e horas de descanso para estudar. E, em 2025, recebi meu maior presente, a aprovação no concurso do SAAE, justamente onde tive meu primeiro emprego, em 1994”, relembra.
Hoje, ela celebra o retorno ao trabalho e afirma que a experiência da maternidade contribui diretamente para sua atuação profissional. “A maternidade me ensinou liderança, organização, empatia, responsabilidade e iniciativa. Tudo isso eu levo para o ambiente de trabalho. Hoje eu vejo que a maturidade também é uma força e que sempre é possível recomeçar”.
Aline também faz questão de homenagear a mãe, hoje com 83 anos, que considera sua principal referência de vida. “Minha mãe sempre foi muito firme nos valores e princípios, mas também extremamente acolhedora. Hoje sou eu quem cuida dela. É uma forma de devolver tudo o que ela fez por mim. Ela sempre foi meu colo, meu amparo e minha referência”, conta emocionada.
Ao final, ela deixa uma mensagem especial para todas as mães. “Nós somos a base da família. Somos nós que ensinamos respeito, empatia, persistência e responsabilidade. E também quero dizer para todas as mães que sempre é tempo de recomeçar. O primeiro passo, por menor que seja, pode transformar toda uma trajetória”, finaliza.
AÇÃO “AS MELHORES MÃES DO MUNDO” - O SAAE possui atualmente 108 servidoras, das quais 55 são mães. Como forma de homenagear não apenas as servidoras mães, mas todas as mães que fazem parte da história e da vida dos colaboradores da autarquia, foi realizada a ação interna “As Melhores Mães do Mundo”.
A iniciativa contou com um mural físico e virtual, criado para celebrar o Dia das Mães e reforçar que, para cada pessoa, a sua mãe é única e especial. Todas as servidoras mães foram convidadas a enviar fotos com seus filhos, enquanto os demais servidores puderam participar enviando registros ao lado de suas mães. As fotos foram reveladas, expostas no mural e, posteriormente, serão entregues aos participantes como forma de lembrança e homenagem.
Segundo o presidente do SAAE, Derike Contri, é um ato de amor e generosidade. “Ser mãe é um dos maiores exemplos de amor, dedicação e generosidade que existem. É cuidar, acolher, ensinar e estar presente mesmo diante dos desafios da vida. Neste Dia das Mães, quero homenagear todas as mães que, diariamente, transformam vidas com sua força, sensibilidade e capacidade de amar de forma incondicional”, destacou Derike Contri.
BRASÍLIA/DF - Maior empresa de criptomoedas no mundo, a Tether cobra o Banco Master na Justiça paulista o pagamento de um empréstimo de US$ 300 milhões que fez a uma holding ligada à instituição financeira em março do ano passado.
A multinacional, conhecida por criar uma das versões do dólar digital, o USDT, cobra do Master R$ 1,64 bilhão (US$ 327,4 milhões), considerando os juros anuais e moratórios que somam 13,87%. O caso foi revelado pelo jornal o Estado de S.Paulo e confirmado pela Folha de S.Paulo.
A dívida venceria em março deste ano, mas teve seu prazo de pagamento antecipado por cláusulas contratuais acionadas quando o banco de Daniel Vorcaro teve sua nota de crédito rebaixada no ano passado. A Tether pede a penhora de uma conta que era destino do pagamento de empréstimos consignados para servidores públicos, usada como garantia do negócio, e a localização de demais bens do Master para liquidação do débito.
Procurada, a defesa de Daniel Vorcaro, presidente e controlador do Master na época do negócio, disse que não irá comentar o caso. A Tether afirma que o calote desde setembro não afeta a liquidez de suas criptomoedas, que são lastreadas em ativos reais como o dólar, o euro e ouro.
Documentos anexados aos autos mostram que o Master reconheceu a dívida em uma corte de arbitragem de Londres. A Tether alega ainda que não sabia das operações policiais que estavam em curso contra o banco, que foram anunciadas apenas em novembro.
Com o pedido, a Tether também tenta furar a fila de credores do Master, estabelecida desde a liquidação, que prioriza créditos trabalhistas e tributários. Uma estimativa recente do Fundo Garantidor de Créditos aponta que o Master consumiu cerca de R$ 50 bilhões.
O gigante das criptomoedas, sediado em El Salvador, alega que seu contrato de empréstimo foi firmado com uma empresa de fora do conglomerado bancário do Master, a Titan Holding, uma companhia que Vorcaro abriu nas Ilhas Cayman e depois repassou para outros diretores do Master. O trato envolveu ativos no Brasil como garantia, e a Tether pede que a Justiça desconsidere esses ativos como patrimônio do Master no cumprimento de dívidas com outras instituições.
O Master garantiu o empréstimo com a multinacional com cédulas de créditos bancários decorrentes de empréstimos consignados de servidores públicos da linha Credcesta, então operadas pelo próprio banco. Os valores caem mensalmente em uma conta no Master, segundo o contrato firmado com a Tether.
A Titan recebeu o empréstimo em duas parcelas: US$ 100 milhões em 28 de março de 2025 e US$ 200 milhões em 1º de abril do mesmo ano. Em agosto, suas empresas deixaram de pagar a rolagem mensal da dívida -o valor principal tampouco foi quitado.
O empréstimo deveria ser pago, com valor acrescido de juros anuais de 11,78%, no prazo de um ano, que se esgotaria em março. A multinacional argumenta, no entanto, que uma cláusula de vencimento antecipado foi acionada quando a agência de avaliação de risco Fitch rebaixou a nota do Master devido ao veto a compra do banco de Vorcaro pelo BRB (Banco de Brasília).
O contrato ainda determinava o vencimento antecipado da dívida em outras situações, como o não pagamento de qualquer valor no vencimento e eventos relacionados à situação do Banco Master, entre eles a suspensão de suas atividades, a perda da autorização do Banco Central para operar como instituição financeira, o descumprimento de requisitos regulatórios de capital ou sua liquidação extrajudicial. Todos os eventos aconteceram desde que a Polícia Federal anunciou investigações contra o Master em novembro.
O Master mantinha negócios com empresas de criptomoedas desde que Vorcaro assumiu o controle da instituição, ainda chamada de Banco Máxima, em 2019. A chegada do ex-banqueiro mineiro à instituição alavancou as operações de câmbio da instituição financeira, que, em geral, eram voltadas a operações com criptoativos.
A operação Colossus, da Polícia Federal, mostrou que o então Banco Máxima fez remessas de US$ 531 milhões, entre dezembro de 2018 e abril de 2021, para uma empresa investigada sob a suspeita de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC e o grupo terrorista Hezbollah.
por Folhapress
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