Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Em parceria com a iniciativa privada, por meio de contrapartidas urbanísticas, a Prefeitura de São Carlos, através da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, anunciou a liberação do sistema viário e a implantação da nova plataforma viária na região da USP 2. A obra marca um avanço relevante na reestruturação urbana da região do Grande Santa Felícia.
A intervenção contempla a ampliação das faixas de rolamento da via, promovendo maior capacidade operacional, fluidez do tráfego e segurança viária. O projeto abrange aproximadamente 2 km de obras de pavimentação, drenagem, implantação de guias e sarjetas, além da execução de ciclovias e calçamentos, conectando os bairros Jardim do Porto, Faber 5, Jardim Ipanema e as regiões Norte e Noroeste do município.
O investimento total é da ordem de R$ 5,2 milhões e vai além das melhorias viárias. A obra inclui também a interligação de adutoras entre os poços artesianos do Jardim Ipanema até o Faber 3, fortalecendo a infraestrutura de abastecimento da região. A ciclovia encontra-se em fase de construção, com previsão de conclusão e início de operação em fevereiro de 2026, assim como os passeios públicos.
A nova rota estratégica amplia significativamente a capacidade de circulação e passa a oferecer uma alternativa eficiente de deslocamento urbano, interligando a Avenida Miguel Petroni, a Avenida Bruno Ruggiero Filho, a Avenida José Antônio Santilli e a região do Shopping, redistribuindo fluxos e melhorando a mobilidade regional.
O secretário adjunto de Mobilidade Urbana, Sebastião Batista, explicou que a via já está em funcionamento e trará impactos positivos imediatos. “Essa via de 34 metros de largura, com leitos carroçáveis de 9 metros, faz a interligação do sistema viário da região da USP, Jardim do Porto e Jardim Ipanema. Com isso, conseguimos dividir o fluxo da Miguel Petroni e reduzir a demanda sobre os corredores mais congestionados da cidade”.
O secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, reforçou que o projeto integra o plano de mobilidade urbana. “Essas vias são abertas para facilitar a mobilidade das pessoas que moram nas regiões de bairro e precisam acessar o centro ou outros pontos da cidade. É um grande investimento em uma região que é vetor de crescimento, realizado como contrapartida da JPV Empreendimentos. Ainda temos a ciclovia para ser entregue, o que vai melhorar ainda mais a vida dos moradores”.
O vice-prefeito Roselei Françoso destacou o caráter planejado da intervenção. “Aqui é um exemplo de planejamento e organização do trânsito, que garante fluidez e segurança não só para os motoristas, mas também para quem utiliza bicicleta. É uma obra estruturada, com ciclovia, pavimentação, iluminação pública e sinalização completa, ligando bairros importantes e criando conexões com as principais rodovias da região. Além disso, mostra a importância das parcerias com empreendedores, que contribuem com contrapartidas para o desenvolvimento da cidade”.
O prefeito Netto Donato ressaltou que a obra faz parte de um planejamento maior. “Esse é o grande anel viário que estamos construindo em São Carlos, previsto dentro do Plano Diretor e do Plano de Mobilidade. A nova avenida já permite que moradores da região oeste cheguem com mais rapidez à rotatória do Cristo, ao Shopping e à USP 2. É um trabalho que facilita a vida de cada são-carlense. Importante destacar que tudo isso é fruto de cooperação: as empresas realizam as obras como contrapartida, sob vistoria da Prefeitura, e depois a estrutura passa a ser responsabilidade do município”.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura Municipal de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Gestão de Cidade e Infraestrutura, concluiu a primeira fase da Revisão do Plano Diretor Estratégico do município, finalizada na quarta-feira (17/12). Desde março deste ano, a administração organizou uma série de eventos participativos, incluindo a Pré-Conferência da Cidade, a Conferência da Cidade e oito audiências públicas realizadas nas regiões norte, sul, leste, oeste, centro, além dos distritos de Água Vermelha e Santa Eudóxia. Os temas abordados foram definidos durante a Conferência da Cidade.
A Prefeitura investiu em assessoria especializada para garantir a aplicação das melhores práticas na revisão do Plano Diretor, incorporando o uso de Inteligência Artificial para otimizar a organização e promover um debate abrangente com a sociedade. Além disso, foi realizada uma ampla campanha de mídia para alcançar todos os cantos do município, incentivando a participação popular e informando sobre cada etapa do processo.
Na primeira fase, foram realizadas oito audiências públicas, totalizando 32 horas de diálogo com a comunidade. A média de participação foi de 180 pessoas por audiência, somando mais de 1.500 participantes. Aproximadamente 100 cidadãos fizeram uso da palavra durante as reuniões. Também foram realizadas mais de 40 horas de reuniões internas de preparação da Secretaria, além da publicação de 96 matérias nas redes sociais da Prefeitura e 19 entrevistas concedidas em rádios locais para divulgar as audiências.
O governo municipal trouxe cinco especialistas renomados para palestras sobre temas relacionados à revisão do Plano Diretor. A estrutura dos eventos foi cuidadosamente planejada, com locação de cadeiras, som e painéis de LED, além de distribuição de panfletos e utilização de carros de som para convidar a população. Durante as audiências, cerca de 400 questionários foram preenchidos, permitindo que os participantes expressassem suas expectativas em relação ao novo Plano Diretor.
Pela primeira vez, as comunidades de Água Vermelha e Santa Eudóxia foram ouvidas sobre a revisão do Plano Diretor. Entre os temas mais discutidos, destacaram-se soluções baseadas na natureza, reformulação do transporte, zoneamento do Santa Mônica, melhoria da mobilidade urbana e ajustes nos zoneamentos.
A próxima etapa da revisão ocorrerá no dia 28 de janeiro de 2026, com uma reunião na ACISC voltada para empresários, empreendedores e representantes de entidades como CIESP, ACISC, CREA, SINDUSCON e Sindicato Rural. No dia 4 de fevereiro, será a vez de ouvir acadêmicos, pesquisadores, cientistas e startups. Já no dia 25 de fevereiro, a comissão ouvirá entidades dedicadas à defesa do meio ambiente. Em março, haverá novas audiências de retorno, nas mesmas regiões, com a apresentação de propostas em formato de oficinas para discussão.
Após essas etapas, as comissões nomeadas pelo prefeito deliberarão sobre as propostas e as apresentarão ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de São Carlos (COMDUSC) e Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA). O novo texto da Revisão do Plano Diretor será então elaborado. O envio à Câmara Municipal está previsto para maio, com expectativa de deliberação até agosto. O assessor do prefeito, João Muller, destacou o caráter participativo do processo. “O prefeito Netto determinou que a revisão do Plano Diretor fosse realizada com a mais ampla participação da sociedade, incluindo membros do Ministério Público, da Câmara Municipal e do Governo. Ele nomeou o coordenador Agnaldo Spaziani, que tem conduzido o processo com seriedade e bom senso. As alterações no Plano serão pontuais, com atualização de legislações específicas, garantindo um ambiente de negócios favorável à iniciativa privada e respeitando o desenvolvimento sustentável”.
O prefeito Netto Donato reforçou a importância da revisão para o futuro da cidade. “Estamos construindo um Plano Diretor moderno, que respeita a história de São Carlos e ao mesmo tempo projeta o município para o futuro. A participação da população tem sido fundamental e continuará sendo em todas as etapas. Queremos um Plano que seja fruto do diálogo e que prepare São Carlos para crescer de forma sustentável, equilibrando desenvolvimento econômico e qualidade de vida”.
SÃO CARLOS/SP - Entrou em operação nesta sexta-feira (19/12) o novo conjunto semafórico instalado no cruzamento da Avenida Comendador Alfredo Maffei com a Rua Rui Barbosa. A informação é da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana.
O equipamento passa a ordenar o fluxo de veículos e pedestres em um dos pontos considerados mais críticos da malha viária do município, marcado pelo alto volume de tráfego e por frequentes conflitos de circulação. A implantação do semáforo tem como objetivo principal ampliar a segurança viária, organizar os movimentos no cruzamento e melhorar a fluidez do trânsito, contribuindo para a redução de situações de risco.
Nas primeiras horas de funcionamento, equipes técnicas da secretaria acompanham a operação do sistema para realizar eventuais ajustes nos tempos e nas fases semafóricas, de forma a adequá-las às condições reais do tráfego. A orientação é para que motoristas e pedestres redobrem a atenção à nova sinalização e respeitem as indicações do semáforo.
A instalação do equipamento integra um conjunto de ações voltadas à melhoria da mobilidade urbana, com foco na previsibilidade, na segurança viária e na eficiência do sistema de circulação.
SÃO PAULO/SP - Vinte e cinco municípios representaram 34,2% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de bens e serviços produzidos no Brasil, em 2023, aponta a publicação PIB dos Municípios 2022-2023, divulgada na sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo foi feito em parceria com os órgãos estaduais de estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
As três primeiras cidades no topo da lista são São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. De acordo com o analista do IBGE, Luiz Antonio do Nascimento de Sá, essas três cidades se mantêm nas primeiras posições desde o início da série histórica, em 2002, mas vêm perdendo participação gradativamente ao longo dos anos.
O ranking ainda inclui 11 capitais, nove municípios paulistas, quatro fluminenses e um mineiro. Segundo o estudo, cem municípios concentram 52,9% do PIB do Brasil.
Em 2023, as capitais, incluindo Brasília, representavam 28,3% do PIB brasileiro e as não capitais, 71,7%.
O bom desempenho do setor de serviços impulsionou as capitais a aumentar participação no PIB em 2023: São Paulo teve o maior ganho de participação (0,4 ponto percentual-p.p), chegando a 9,7% do PIB nacional, seguido por Brasília, Porto Alegre e Rio de Janeiro, com aumentos de 0,1 p.p., cada. Belo Horizonte variou próximo a 0,1 p.p. e permaneceu entre as capitais com maior peso.
Das 30 cidades que mais perderam participação no PIB, sete tiveram perda relacionada à extração do petróleo, incluindo os cinco primeiros da lista: Maricá (RJ), Niterói (RJ), Saquarema (RJ), Ilhabela (SP) e Campos (RJ). Nove municípios com a atividade principal de indústria de transformação também tiveram perda de participação no PIB.
As seis cidades com maior PIB per capita estão vinculadas à extração e refino do petróleo.
“É curioso observar que os municípios no topo dessa lista estão ligados ao petróleo mesmo num contexto desfavorável a essa commodity. Mas alguns campos de petróleo entraram em produção. Embora nacionalmente essa atividade extrativa tenha perdido participação, alguns campos começaram a operação em 2023 beneficiando algumas cidades”, disse o analista do IBGE.
Saquarema (RJ) liderou o PIB per capita de 2023, com R$ 722,4 mil por habitante. Entre as capitais, o maior foi Brasília (DF), com R$ 129,8 mil, que é 2,41 vezes maior que a média nacional (R$ 53,9 mil).
O município que apresentou o menor PIB per capita do país foi Manari (PE), com R$ 7.201,70. Quatro dos cinco menores estavam no Maranhão: Nina Rodrigues, com R$ 7.701,32; Matões do Norte, com R$ 7.722,89; Cajapió, com R$ 8.079,74; e São João Batista, com R$ 8.246,12.
por Agência Brasil
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