Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - O Departamento de Controle e Defesa Animal da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal realizou nesta quinta-feira (25/09) duas operações de resgate que resultaram na retirada de 18 animais em situação de risco. As ações ocorreram nos bairros Cidade Jardim e Vila Jacobucci.
No Cidade Jardim, a operação foi uma segunda diligência de uma ocorrência iniciada na última segunda-feira (23/9), após denúncia de possíveis maus-tratos a felinos em uma residência. Na primeira visita, seis animais foram recolhidos. Nesta quinta, outros oito foram resgatados, totalizando 14 felinos retirados do local. A entrada na residência foi autorizada pelo proprietário.
Segundo o Departamento, os animais foram encaminhados para avaliação médica veterinária, onde passarão por exames laboratoriais, microchipagem e castração.
Na segunda operação do dia, realizada na Vila Jacobucci, outros dez animais foram resgatados. Assim como no caso anterior, os procedimentos legais serão adotados após avaliação profissional, em razão da constatação de crime contra os animais.
O secretário adjunto de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal, Samir Gardini, comentou sobre as ações. “Esses resgates são resultado do trabalho contínuo de fiscalização e resposta às denúncias que recebemos. O Departamento atua com base na legislação e com apoio técnico para garantir que os animais sejam retirados de situações de risco e recebam os cuidados necessários”, disse.
O secretário de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal, Paraná Filho, também comentou a ação. “Estamos atuando para garantir que os casos de maus-tratos sejam apurados e que os animais tenham atendimento adequado. A proteção animal é uma responsabilidade que assumimos com seriedade”, concluiu.
SÃO CARLOS/SP - São Carlos conquistou novamente a certificação de integração ao Mapa do Turismo Brasileiro, edição 2025, concedida pelo Ministério do Turismo (MTur). O município foi classificado no nível máximo, como “Município Turístico – Nível 1”, reconhecimento que reforça o protagonismo da cidade no cenário nacional.
A avaliação é baseada em 70 indicadores técnicos previstos pela Lei Geral do Turismo e pelo Plano Nacional de Turismo 2024-2027. Com essa classificação, São Carlos passa a integrar o grupo de destinos que concentram o maior fluxo de visitantes e oferecem os principais atrativos e serviços turísticos do país.
O reconhecimento é resultado do trabalho conjunto da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, e do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), que também foi certificado e registrado no Sistema de Informações do MTur. Segundo o Ministério do Turismo, o Mapa é uma ferramenta estratégica que orienta investimentos e apoia os gestores municipais na formulação de políticas para ampliar a competitividade e diversificar a economia do setor.
Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Leandro Severo, a certificação confirma a seriedade das ações do município. “Estar mais uma vez presente neste Mapa é motivo de orgulho e demonstra a seriedade da gestão do prefeito Netto Donatto, que, ao criar a Secretaria de Cultura e Turismo, estabeleceu diretrizes para valorizar os atrativos culturais, históricos, gastronômicos, de negócios e eventos da cidade. Essa conquista consolida São Carlos como um destino cada vez mais acolhedor e fortalece a Capital da Tecnologia como protagonista do turismo no interior paulista”, destacou.
Severo ressalta ainda que a classificação máxima amplia as possibilidades de captação de recursos, fortalece setores como hospedagem, gastronomia e comércio, além de gerar novas oportunidades de emprego e renda. Localizada no centro do Estado, São Carlos integra a Região Turística Serra do Itaqueri, composta por outros 15 municípios, e faz parte da Rota do Caminho da Fé. Essa integração, segundo ele, potencializa a criação de roteiros conjuntos e projetos regionais, valorizando ainda mais os atrativos da região.
“A certificação no Mapa do Turismo Brasileiro é um reconhecimento do trabalho sério que São Carlos vem realizando para fortalecer o setor. Esse resultado mostra que estamos no caminho certo, valorizando nossos atrativos, gerando oportunidades”, finaliza o prefeito Netto Donato.
SÃO CARLOS/SP - A Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila São José iniciou a segunda semana de atendimento específico à população indígena. O serviço é realizado às quintas-feiras, das 7h às 12h, e tem como objetivo oferecer consultas médicas e acolhimento com atenção às práticas culturais dos pacientes.
A médica Karla Pankararu, responsável pelos atendimentos, afirma que a procura tem sido constante. “O pessoal está vindo, ocupamos as vagas do primeiro dia e desse segundo dia também. A tendência é que eles venham sempre, não só para consulta médica, mas também para acolhimento”, disse. Ela destaca que o atendimento considera os saberes tradicionais dos povos indígenas. “A gente tenta alinhar o que aprendi na universidade com os saberes que eles trazem para o diálogo”, informou.
Aline Barreto de Almeida Nordi, professora da UFSCar e tutora do Programa de Educação Tutorial Indígena, explica que o projeto atende a uma demanda antiga. “A presença indígena na universidade não é recente, mas o número atual tornou visível a necessidade de um atendimento específico. O objetivo é atender estudantes e seus familiares que vivem na cidade”, afirmou.
O estudante Jonas Barbosa soube do serviço por meio das redes sociais da Prefeitura. “Facilitou bastante minha rotina e me senti bem acolhido. A equipe me orientou sobre os exames e o atendimento exclusivo tornou tudo mais fácil”, relatou.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, afirma que o serviço está sendo estruturado para funcionar com regularidade. “Estamos organizando o atendimento para que ele seja contínuo e respeite as especificidades da população indígena”, explicou.
O prefeito Netto Donato reforça que o município pretende manter e ampliar a iniciativa. “Esse atendimento é uma forma de reconhecer a diversidade da cidade e garantir que todos tenham acesso ao sistema de saúde”, concluiu.
De acordo com o Censo do IBGE de 2022, São Carlos possui 351 indígenas residentes. A maioria é composta por estudantes da UFSCar que permanecem na cidade mesmo após a conclusão da graduação. Muitos vivem acompanhados por familiares, incluindo crianças e bebês nascidos no município, o que reforça a necessidade de políticas públicas específicas voltadas a esse grupo.
SÃO CARLOS/SP - A segunda audiência pública de revisão do Plano Diretor Estratégico de São Carlos, realizada na última quarta-feira (24/09) na Escola Estadual Professor Aduar Kemell Dibo, no Jardim dos Coqueiros, reuniu moradores, autoridades e especialistas para debater os rumos do urbanismo e da habitação social na cidade. O evento, promovido pela Prefeitura, integra uma série de encontros temáticos que visam atualizar o plano de 2016, respeitando os princípios de participação popular e sustentabilidade.
Abrindo a audiência, Gil Scatena, da Secretaria Estadual do Verde e Meio Ambiente, trouxe reflexões sobre os desafios climáticos enfrentados pelas cidades médias. “Não há como revisar o Plano Diretor em 2025 sem pensar em uma cidade sustentável. Ondas de calor, escassez hídrica e eventos extremos são realidades que exigem planejamento urbano resiliente”, afirmou.
Scatena defendeu que São Carlos invista em reservação de água, tanto em sistemas públicos quanto em soluções domiciliares, além de ampliar a arborização e a biodiversidade urbana. Ele também abordou o crescimento populacional da cidade, que se aproxima dos 300 mil habitantes. “São Carlos precisa equilibrar o que há de melhor no interior com os benefícios de uma metrópole, como indústria, agronegócio e universidades. O desafio é acolher essa população mantendo qualidade de vida e inclusão”, concluiu.
Pilar democrático - O promotor público Sérgio Domingos de Oliveira reforçou a importância da participação cidadã na elaboração do plano. “O plano é da sociedade, não apenas do governo. O executivo propõe, mas quem decide é a população”, destacou. Para ele, a ausência de envolvimento popular compromete a legitimidade do processo.
Sérgio incentivou a organização coletiva dos cidadãos, por meio de associações de bairro e grupos temáticos. “Quando o cidadão se reúne através dessas entidades, ele se torna mais forte, mais representativo. São Carlos é um celeiro de competências, com especialistas em todas as áreas. Não podemos perder essa oportunidade de construir um plano sólido e legítimo”, completou.
O promotor também defendeu que o governo municipal disponibilize todos os documentos e propostas no site da Prefeitura, garantindo transparência e acesso às informações. “A participação tem que ser clara, eficaz e contínua. O Ministério Público estará acompanhando todo o processo para assegurar que isso aconteça”, afirmou.
Encerrando as falas, o assessor do prefeito Netto Donato, João Muller, destacou o caráter democrático da audiência. “Vinte pessoas usaram a palavra, representando os mais variados segmentos da sociedade. A nossa intenção é justamente ouvir a população e colher propostas que orientem a revisão do Plano Diretor, que vai planejar o crescimento urbano da cidade pelos próximos dez anos”, disse.
Muller ressaltou que o processo está apenas começando, com coleta de dados e sugestões que serão aprofundadas em oficinas e encontros futuros. “Estamos atendendo integralmente o que determina a legislação, especialmente o Estatuto da Cidade, com discussões por eixos e regiões. A sociedade vai participar plenamente das decisões”, concluiu.
A audiência da Zona Leste contou com a presença dos vereadores Larissa Camargo, Dé Alvim, Thiago de Jesus e Paulo Vieira, além da assessoria do vereador Júlio César.
A próxima audiência do Plano Diretor discutirá Cidades Inteligentes, no dia 8 de outubro, no CDCC, à rua Nove de Julho, 1227, Centro, a partir das 18h.
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