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Redação

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 Jornalista/Radialista

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IBATÉ/SP - Em meio à crescente de casos do novo Coronavírus, a Prefeitura de Ibaté abriu processo seletivo para contratação, em caráter temporário, de diversos cargos na área de saúde.

Elaine Sartorelli Breanza, secretária municipal da Saúde, ressalta que este processo se destina à suprir vagas indispensáveis ao andamento das unidades municipais de saúde. “Esses empregos terão prazo de seis meses, podendo ser prorrogado por igual período”, explica. 

As inscrições para o Processo Seletivo Simplificado nº 009/2021 podem ser realizadas, de forma gratuita, até o dia 20 de janeiro de 2022 (quinta-feira), das 9h às 17h, no Departamento de Recursos Humanos da Prefeitura de Ibaté, localizado na avenida São João, 1.771, Centro.

São 08 vagas no total para as vagas de auxiliar de enfermagem; técnico em gesso ortopédico; médico ortopedista; médico anestesista; médico pediatra; médico ginecologista; e médico clínico geral.

Os interessados nas vagas de auxiliar de enfermagem, com carga horário de 40 horas por semana e salário de R$1.210,57, devem possuir curso de atuação e registro no conselho competente. 

Para a vaga de técnico em gesso ortopédico, também com carga horária de 40 horas semanais e salário de R$ 2.462,00, os interessados devem possuir curso de atuação (imobilização ortopédica).

As vagas de médicos ortopedista, anestesista, pediatra, ginecologista e clínico geral, com carga horária de 20 horas semanais e salário de R$ 42,86 por hora, exigem do candidato curso superior completo em medicina com especialização na área e registro com regularidade no Conselho Regional de Classe (CRM/SP). “Além dos vencimentos, o candidato admitido terá direito ao prêmio assiduidade (cesta básica), previsto em Lei Municipal”, destacou a secretária da Saúde.

Elaine lembra que profissionais vão reforçar o quadro daqueles que já estão na linha de frente da pandemia do novo coronavírus em Ibaté.Segundo dados da Vigilância Epidemiológica e do Gabinete de Prevenção e Monitoramento do Coronavírus de Ibaté, divulgados nesta quarta-feira (12), o município tem 213 casos ativos, sendo todos em isolamento domiciliar. 

O edital completo, que traz toda a relação de documentos a serem apresentados,pode ser acessado no portal oficial da Prefeitura de Ibaté [https://www.ibate.sp.gov.br/].

EUA - A safra de soja dos Estados Unidos colhida em 2021 foi a maior já registrada, com rendimentos maiores do que os estimados anteriormente, disse o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ontem (12).

A visão de maior produção nos EUA ocorre à medida que a demanda global pela oleaginosa aumenta e as previsões para as colheitas da América do Sul são cortadas devido ao clima quente e seco nas principais áreas de cultivo.

Os futuros de soja passaram a subir brevemente em Chicago após os dados, apoiados por cortes nas expectativas de safra no Brasil e na Argentina.

O USDA fixou a safra de soja dos EUA em 4,435 bilhões de bushels, com base em um rendimento médio de 51,4 bushels por acre. O resultado veio acima das estimativas de dezembro, que indicavam colheita de 4,425 bilhões de bushels e rendimentos de 51,2 bushels por acre.

Analistas esperavam que o relatório mostrasse uma colheita de soja de 4,443 bilhões de bushels, com base em um rendimento médio de 51,3 bushels por acre, de acordo com a média das estimativas fornecidas em uma pesquisa da Reuters.

O USDA cortou sua previsão de produção no Brasil, o maior produtor de soja, em 5 milhões de toneladas para 139 milhões de toneladas, abaixo da previsão do governo brasileiro 3ª feira (11).

O departamento também reduziu as perspectivas para a colheita da Argentina para 46,50 milhões de toneladas, de 49,50 milhões. As novas estimativas ficaram abaixo das expectativas dos analistas.

Além disso, o USDA disse que a colheita de milho mais recente dos EUA foi a segunda maior de todos os tempos, com 15,115 bilhões de bushels. Acima da estimativa de dezembro do governo de 15,062 bilhões de bushels e acima da média das previsões de mercado.

O governo também disse que os agricultores dos EUA semearam 34,397 milhões de acres de trigo de inverno, o maior em seis anos, enviando os futuros do trigo para as mínimas da sessão.

 

 

Reuters

FORBES

BRUXELAS - A Rússia começou a delinear suas exigências por garantias de Segurança na Europa para os 30 aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na quarta-feira, mas insistiu que não eram ultimatos, após negociações intensas com os Estados Unidos em Genebra que não conseguiram quebrar o impasse.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, recebeu o vice-ministro russo de Relações Exteriores, Alexander Grushko, na sede da aliança para tentar desescalar o ponto mais alto de tensão entre Ocidente e a Rússia desde a Guerra Fria devido ao acúmulo de tropas russas perto da fronteira com a Ucrânia.

Moscou negou as preocupações expressas pelos Estados Unidos de que possa estar planejando invadir seu vizinho, e o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os exercícios na fronteira com a Ucrânia na terça-feira não estão ligados às negociações com a Otan.

"Não estamos negociando a partir de uma posição de força; não há, nem pode haver, qualquer lugar para ultimatos aqui", disse ele em Moscou, durante as negociações em Bruxelas.

Aliados da Otan dizem que as negociações, que são a tentativa no mais alto escalão para tentar transformar um potencial conflito militar sobre a Ucrânia em um processo político e diplomático, estão ocorrendo por causa da agressão russa, e não o contrário.

"Vamos ser claros: as ações da Rússia precipitaram essa crise. Estamos comprometidos a utilizar a diplomacia para desescalar a situação", afirmou a embaixadora dos EUA na Otan, Julianne Smith, a jornalistas na noite de terça-feira.

"Queremos ver a Rússia recuando suas forças ", disse ela sobre os 100 mil militares estacionados próximos à Ucrânia.

 

 

Por Robin Emmott / REUTERS

BRASÍLIA/DF - O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na quarta-feira (12) que eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) significaria "reconduzir criminoso à cena do crime", e que projeto de poder dos adversários seria "roubar a liberdade".

"Querem reconduzir à cena do crime o criminoso, juntamente com Geraldo Alckmin? É isso que queremos para o nosso Brasil?", questionou Bolsonaro, dizendo que chega a três anos de governo, com dois "em mar revolto", por conta da pandemia.

O chefe do Executivo cita a virtual aliança entre ex-tucano e petista, sem mencionar Lula diretamente.

A declaração ocorreu durante evento de lançamento de linhas de crédito para Aquicultura e Pesca no Palácio do Planalto.

Bolsonaro está pressionado por chegar no ano de sua reeleição ainda em cenário de pandemia, com rejeição alta e economia patinando.

Pesquisa Datafolha divulgada em dezembro mostra que, num cenário de primeiro turno, o ex-presidente tem 48% de intenção de votos no 1º turno, seguido de Bolsonaro (22%), Sergio Moro (9%) e Ciro Gomes (7%).

O presidente disse não ter provas, mas voltou a falar que o ex-presidente está oferecendo ministérios em troca de apoios. "Não tenho provas, mas vou falar. Como é que aquele cidadão está conseguindo apoios, apesar de uma vida pregressa imunda? Já loteando ministérios."

Em entrevista recente, Bolsonaro disse que o comando da Caixa Econômica estaria em negociação pelo adversário e líder nas pesquisas.

Ainda que demonstre incômodo com suposto loteamento de ministérios, o presidente teve de abrigar aliados na Esplanada no último ano para contornar crise política.

Com mais de cem pedidos de impeachment no Congresso, o presidente se aliou a partidos do centrão que outrora foram seu principal alvo: PL, PP e Republicanos.

No final do ano passado, escolheu para concorrer à reeleição o partido de Valdemar Costa Neto, ex-aliado de Lula, condenado e preso no mensalão.

"A maioria de vocês que trabalham comigo poderiam estar muito bem aí fora, mas estão aqui dando sua cota de sacrifício, ajudando esse Brasil aqui realmente vencer a crise que se encontra no momento e fazendo com que não volte para a mão de bandidos, canalhas, que ocupavam esse espaço aqui para assaltar o país, por um projeto de poder, cujo ato final seria roubar nossa liberdade", disse ainda o presidente.

Mais cedo, em entrevista ao site Gazeta do Brasil, Bolsonaro acusou os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de ameaçar e cassar "liberdade democráticas" com o objetivo, segundo Bolsonaro, de beneficiar a candidatura de Lula.

"Quem esses dois pensam que são? Que vão tomar medidas drásticas dessa forma, ameaçando, cassando liberdades democráticas nossas, a liberdade de expressão porque eles não querem assim, porque eles têm um candidato. Os dois, sabemos, são defensores do Lula, querem o Lula presidente", declarou.

As falas do presidente em ataque ao seu adversário também ocorrem no momento em que o ex-presidente apareceu na sua frente, termos de popularidade digital, ao final de 2021, segundo o IPD (Índice de Popularidade Digital), medido pela consultoria Quaest.

Entretanto, na maior parte do ano passado, Bolsonaro liderou o índice de redes sociais, principal arena de embate político do presidente.

Nos primeiros dias de 2022, ele perdeu pontos nas redes com as folgas em Santa Catarina, mas recuperou posições a partir da internação hospitalar em São Paulo.

Durante o evento do Palácio do Planalto nesta quarta-feira, Bolsonaro também negou ter brigado com o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, e disse apenas ter questionado o almirante sobre "um assunto".

"Não briguei com o presidente da Anvisa, questionei sobre um assunto que era, que tinha que ser questionado, só eu e ele, mais ninguém. De repente, está na imprensa essa questão", disse.

"Como eu tenho tido conversas as vezes ríspidas com os ministros e fica entre nós dois num campo, onde tem liberdade também de colocar o seu ponto de vista, para nós buscarmos o melhor para o nosso Brasil", completou.

Bolsonaro não citou o questionamento, mas ele tem tido embate público com a agência por conta da vacinação infantil. Crítico à imunização (ele próprio diz não ter se vacinado), Bolsonaro já chegou a dizer que divulgaria os nomes dos técnicos que aprovaram a medida.

As ameaças aos técnicos e diretores da Anvisa foram tantas, que a Polícia Federal passou a investigá-las.

Mais recentemente, o presidente sugeriu ainda que a agência teria interesses escusos na aprovação do imunizante da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos.

"E você vai vacinar teu filho contra algo que o jovem por si só uma vez pegando o vírus, a possibilidade de ele morrer é quase zero? O que que está por trás disso? Qual o interesse da Anvisa por trás disso aí? Qual interesse daquelas pessoas taradas por vacina? É pela sua vida? É pela saúde? Se fosse, estariam preocupados com outras doenças no Brasil e não estão", disse no último dia 6.

A declaração do presidente levou a uma reação do presidente da Anvisa, que divulgou uma carta, em tom de desabafo, rebatendo as insinuações. Ele cobrou de Bolsonaro a determinação de investigação, caso tenha informações a esse respeito, ou retratação.

"Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, senhor presidente. Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa. Aliás, sobre qualquer um que trabalhe hoje na Anvisa, que com orgulho eu tenho o privilégio de integrar", escreveu o diretor-presidente da agência.

Depois de dois dias em silêncio, Bolsonaro disse, na segunda-feira (10) ter sido pego de surpresa com o que chamou de "carta agressiva". Ele ainda disse que, se tivesse convivido com o almirante, talvez não o tivesse indicado o para o cargo.

"Me surpreendi com a carta dele, carta agressiva, não tinha motivo para aquilo. Eu falei: 'o que está por trás do que a Anvisa vem fazendo?' Ninguém acusou ninguém de corrupto. Por enquanto, não tenho o que fazer no tocante a isso aí", comentou o presidente em entrevista à TV Jovem Pan.

 

 

 

 MARIANNA HOLANDA / FOLHA

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