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Redação

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 Jornalista/Radialista

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ARARAQUARA/SP - O que parecia ser apenas um caso de dano ao patrimônio público se revelou uma situação mais complexa em Araraquara. A Guarda Municipal foi acionada após a denúncia de que um ônibus verde da empresa Paraty teria colidido contra um semáforo na Avenida 7 de Setembro e fugido em seguida.

Ao chegar ao cruzamento com a Rua João Gurgel, a equipe confirmou a destruição parcial do equipamento e registrou imagens para o COI. A partir daí, a ocorrência tomou outro rumo: ao buscar informações no pátio da empresa, os guardas foram informados pelo operador de tráfego que o veículo havia sido furtado horas antes no Terminal de Integração.

Utilizando o rastreamento por GPS, os agentes descobriram que o ônibus circulava pelo Jardim Yolanda Ópice. A partir dessa pista, iniciou-se um patrulhamento intensivo pela região. Pouco depois, no Jardim Residencial Água Branca, o veículo foi localizado na Avenida Alberto Santos Dumont.

Dentro do ônibus estavam dois homens: D.D.S.M., de 45 anos, e R.V.D.S., de 33. Após consultas aos sistemas policiais, nada constava contra eles. No entanto, um dos indivíduos admitiu ter furtado o ônibus e ter sido o responsável pela colisão que danificou o semáforo.

A dupla foi conduzida ao Plantão Policial. Diante dos fatos, o delegado de plantão decidiu pela prisão em flagrante por furto e dano ao patrimônio público. Os dois foram encaminhados à Cadeia Pública de Santa Ernestina, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A ocorrência reforça a importância do sistema de monitoramento, da integração entre órgãos e da rápida resposta da Guarda Municipal, fatores determinantes para a localização do veículo e detenção dos suspeitos.

IBATÉ/SP - O patrulhamento preventivo realizado pela Guarda Municipal de Ibaté resultou, na noite de quinta-feira, em uma apreensão significativa de drogas no CDHU. A operação aconteceu por volta das 19h40, quando a equipe, que já atua com frequência na região devido a denúncias e histórico de tráfico, encontrou um grupo de cerca de sete pessoas reunidas em uma esquina conhecida pela movimentação suspeita.

Assim que a viatura estacionou na Rua Armando Prado, cruzamento com a Rua Caetano Ramos de Macedo, os indivíduos correram em diferentes direções. Entre eles, estavam dois jovens já identificados em ocorrências anteriores relacionadas ao comércio de entorpecentes.

Os guardas iniciaram então uma busca minuciosa no entorno. A experiência dos agentes falou mais alto: dentro de um cano instalado na fachada de uma residência, foram encontradas drogas prontas para venda. O material apreendido — 27 porções semelhantes à maconha, 12 eppendorfs de cocaína e 24 pedras de crack — reforça, segundo a corporação, a suspeita de que o local era utilizado como ponto de armazenamento.

A apreensão foi encaminhada para a Central de Polícia Judiciária de São Carlos. Embora ninguém tenha sido detido no momento da ação, a polícia afirma que o material será analisado e poderá contribuir para futuras investigações e identificação de envolvidos no tráfico na região.

FRANÇA - Um tribunal no sul da França determinou que Rémi, um gato laranja da cidade de Agde, está proibido de sair de casa. A decisão veio depois que um vizinho processou a tutora do animal, alegando que o felino invadia repetidamente seu jardim e atrapalhava o uso do espaço.

Segundo informações da AFP, a dona de Rémi, Dominique Valdès, foi condenada a pagar 1.250 euros (cerca de R$ 7,6 mil) em indenização e custos do processo. Valdès não recorreu o processo devido aos custos e afirmou considera a condenação injusta.

O vizinho acusa Rémi de impedi-lo de desfrutar da área externa e causar danos no jardim. Dominique contesta o exagero, mas acabou se rendendo às ordens da Justiça e hoje mantém o animal trancado em casa, mesmo contra a natureza exploradora do bichano. "Um gato sobe com facilidade no muro, salta muito alto", disse ela à agência francesa.

A decisão também acendeu o alerta entre entidades de proteção animal. A Sociedade Protetora dos Animais lembra que o Código Rural francês garante aos gatos o direito de circular num raio de até 1 km de sua casa e teme que o caso crie um precedente para forçar tutores a manterem os bichos presos para evitar processos.

 

 

por Folhapress

EUA - O ímpeto do presidente Donald Trump, que queria ver um acordo final para um cessar-fogo na Guerra da Ucrânia fechado até quinta-feira (27), perdeu força. O americano diz agora que o "prazo final é quando acabar".

Se nas duas últimas vezes em que isso ocorreu o alvo do ultimato era Vladimir Putin, desta vez foi Volodimir Zelenski, a quem foi apresentado um plano russo-americano favorável à visão do Kremlin sobre o fim do conflito: perdas territoriais, neutralidade e limitações militares a Kiev.

Como reagiu com apoio de aliados europeus e modificou o rascunho para algo mais próximo das suas demandas, retirando termos draconianos e deixando discussões de mérito sobre reconhecimento de fronteiras para o futuro, Zelenski disse na terça (25) que estava pronto para finalizar o acordo no prazo.

Os russos descartaram as mudanças, o que foi reafirmado nesta quarta (26) pelo vice-chanceler Serguei Riabkov. "Não há possibilidade de qualquer concessão ou abandono de nossas abordagens aos pontos principais", afirmou em Moscou.

Voando para passar o feriado do Dia de Ação de Graças na Flórida, Trump disse a repórteres que não tinha um prazo final e que espera resultado das negociações de seu enviado para o conflito, Steve Witkoff. O Kremlin anunciou nesta quarta que ele deverá ser recebido por Putin só na semana que vem.

Witkoff entrou no centro das intrigas em torno do vaivém sobre o plano de paz, que foi elaborado em junho pelos russos e discutido com os americanos, que adotaram a maior parte de seus pontos, em outubro.

A agência Bloomberg divulgou na noite de quarta a transcrição de uma conversa de 14 de outubro entre Witkoff e o assessor presidencial russo Iuri Uchakov, um dos homens de Putin na negociação.

Nela, o americano sugere que a paz pode ser alcançada se Kiev entregassem a região de Donetsk e os russos topassem deixar algumas áreas já conquistadas. Além disso, ele aconselha o Kremlin a adular Trump, elogiando sua iniciativa pelo cessar-fogo na guerra em Gaza como modelos para um acordo.

O presidente americano deu de ombros ao vazamento, cujo conteúdo não foi negado por nenhum dos lados. "Ele tem de vende isso para a Ucrânia, ele tem de vende Ucrânia para a Rússia. Isso é o que um negociador faz", afirmou no Air Force One.

Uchakov demonstrou irritação, falando à TV estatal russa, com o vazamento, dizendo que ele visou atrapalhar as negociações. Uma segunda conversa, entre ele e o negociador russo Kirill Dmitriev, foi negada pelo último.

Nela, ambos discutem a conveniência acerca da paternidade do acordo de paz ser assumida pelos EUA, que poderiam mudar a proposta russa. Ao fim, foi o que ocorreu, com o secretário de Estado, Marco Rubio dizendo que o texto era americano apesar de sua origem em Moscou.

A fumaça, usada em Moscou para criticar o Ocidente, tende a se dispersar, mas ajuda a elevar a desconfiança de lado a lado. Uchakov disse que ligaria para Witkoff para cobrar o que vê como um vazamento americano devido a divergências internas.

Mas há resistência internas na linha-dura do Kremlin, liderada pelas Forças Armadas e serviços de segurança, contra um acordo -o que torna a hipótese de um grampo russo também factível.

Como a Folha de S.Paulo mostrou, essa ala convenceu Putin de que a Rússia pode ganhar a guerra no campo de batalha, e a protelação de quaisquer acordos apenas favorece o Kremlin.

A versão revisada após um encontro entre americanos e ucranianos em Genebra, no domingo (23), já está segundo Uchakov em Moscou. "Há aspectos que podem ser positivos", disse.

Mas ela não foi analisada a fundo, afirmou o assessor, que também negou que isso tenha ocorrido nos nebulosos encontros de segunda (24) e terça em Abu Dhabi. Segundo sua versão, russos e ucranianos se reuniram, e só depois houve encontros separados com Dan Driscoll, o secretário do Exército que é o nome do vice J. D. Vance na negociação.

Na véspera, havia relatos desencontrados sobre o que ocorreu, mas o substrato parece ser apenas a extensão do prazo para a negociação e a continuidade dos combates.

Uchakov também criticou os líderes europeus "por se meterem" na negociação. Nesta quarta, a União Europeia promoveu uma reunião em que reafirmou o apoio a Kiev e à soberania do país invadido em 2022.

A chefe do braço executivo do bloco, Ursula von der Leyen, disse que Moscou ainda pensa como "em Ialta", em referência à cidade da Crimeia em que as potências que venceriam a Segunda Guerra Mundial dividiam suas esferas de influência em 1945.

 

 

por Folhapress

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