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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - São Carlos será novamente uma das sedes da 56ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em janeiro de 2026. O município receberá quatro equipes: Santos Futebol Clube, Real Brasília (DF), Cacoalense (RO) e o anfitrião, o Grêmio Desportivo São-carlense. A confirmação da presença do Santos, atual campeão paulista sub-20 e tradicional formador de craques, coloca São Carlos em evidência e aumenta a expectativa de grandes jogos no estádio municipal Professor Luís Augusto de Oliveira, o Luisão.

O secretário de Esportes, Fernando Carvalho, ressaltou a responsabilidade de receber um dos clubes mais tradicionais do país. “Na hora do sorteio tivemos a grata surpresa de receber o Santos, que vem com um time muito competitivo. Isso aumenta nossa responsabilidade, mas também traz visibilidade para São Carlos. Estamos correndo contra o tempo para preparar toda a estrutura, com o Luisão e as demais praças esportivas. A média de público deve ser de 5 a 6 mil pessoas por jogo, o que movimenta a rede hoteleira e o comércio. Alinhamos a paixão pelo futebol com o desenvolvimento econômico da cidade”, destacou.

O prefeito Netto Donato também reafirmou a importância da presença do Santos para o município. “Muito feliz porque nós teremos novamente a Copinha aqui em São Carlos. Em 2026 teremos uma atração ainda maior, porque o Santos, uma equipe de ponta do Brasil, está vindo para cá. Há muitos anos não recebíamos um clube desse porte e isso mexe com o brilho da cidade. Neste ano também teremos a participação do Grêmio Desportivo São-carlense, o que fortalece ainda mais a tradição da cidade na Copinha”, disse.

A preparação da infraestrutura já está em andamento, com atenção especial ao gramado do Luizão, considerado um dos melhores da competição, além dos campos de apoio La Salle e Zuzão. A expectativa é de que cada partida em São Carlos receba milhares de torcedores, movimentando não apenas o esporte, mas também a economia local. Com 128 clubes distribuídos em 32 sedes de 30 cidades, a Copa São Paulo de Futebol Júnior é o maior torneio de base do Brasil.

SÃO CARLOS/SP - O Departamento de Fiscalização da Secretaria Municipal de Gestão da Cidade e Infraestrutura dará início, na próxima sexta-feira (28/11), à Operação Natal, que reforçará o trabalho de fiscalização no centro e nos principais corredores comerciais dos bairros. A ação se estenderá durante toda a semana, acompanhando o horário especial do comércio neste período de festas.

O objetivo é coibir o comércio ambulante irregular e verificar a documentação obrigatória dos estabelecimentos, como o Alvará de Funcionamento e o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o chefe de Fiscalização de Posturas, Marcelo Celenza, a iniciativa busca garantir segurança e qualidade para os consumidores. “Estamos defendendo o direito do consumidor de adquirir produtos com procedência comprovada e, ao mesmo tempo, assegurando a saúde e a segurança pública”.

A presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), Ivone Zanquim, ressaltou a importância da operação para o comércio local. “A fiscalização é fundamental para coibir práticas irregulares e preservar a confiança no comércio, especialmente neste período de festas, quando o fluxo de pessoas aumenta. Essa ação protege tanto o consumidor, que pode realizar suas compras com mais tranquilidade, quanto os comerciantes regularizados, que têm seus direitos resguardados”.

Segundo o diretor de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela, os agentes também estão orientando comerciantes que utilizam aparelhos sonoros e carros de som a manterem os níveis de ruído dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Ele destacou ainda que as vistorias contarão com o apoio da Guarda Municipal e, em ações específicas, da Polícia Militar e do Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do promotor de Justiça Sérgio Domingos de Oliveira.

Informativo Econômico destaca melhora na confiança do consumidor, expansão do emprego formal e fortalecimento do mercado local; especialistas da ACISC avaliam impactos no fim de ano

 

SÃO CARLOS/SP - O Informativo Econômico ACISC, divulgado nesta quarta-feira (26), apresenta um panorama preliminar do comportamento do consumo em São Carlos no fechamento de 2025. O levantamento aponta sinais positivos para o comércio local, impulsionados pela ampliação do emprego formal, pela melhora da renda e pelo aumento da confiança do consumidor.

Com base no modelo econômico tradicional — no qual a demanda agregada é composta por consumo, investimento, gasto público e saldo externo — o relatório destaca que o consumo e o gasto público permanecem variáveis estáveis, influenciando de maneira mais previsível a atividade econômica local nos meses de novembro e dezembro. Neste período, o consumo das famílias se torna o principal motor da economia.

As importações do município, conforme ressalta o informativo, são majoritariamente de insumos e componentes utilizados pela indústria local, o que reflete o dinamismo do parque produtivo e seu impacto na geração de negócios. Já do lado do consumidor, fatores como sensação de segurança, mobilidade urbana e ambiente comercial amigável são decisivos para estimular a circulação e o consumo.

O índice de confiança, segundo dados do IPC Maps 2025, também reforça o cenário favorável. “As famílias brasileiras deverão gastar cerca de R$ 8,2 trilhões ao longo deste ano... representando um aumento real de 3,01% em relação a 2024”, aponta o estudo.

O relatório da ACISC destaca ainda que o emprego formal em São Carlos cresceu: o município passou de 89.067 vínculos em setembro de 2024 para 90.823 contratos formais em setembro de 2025, ampliando a massa salarial e fortalecendo o poder de compra da população. Os pedidos de seguro-desemprego tiveram leve alta de 5%, mas o percentual de beneficiários sobre o total de empregados se manteve estável, em 3%, indicando equilíbrio no mercado de trabalho.

Para a presidente da ACISC, Ivone Zanquim, o fechamento de 2025 é marcado por um ambiente favorável ao comércio local.
“O consumidor de São Carlos está mais confiante e voltando a circular com segurança. Esse clima positivo, somado ao aumento do emprego, cria condições ideais para um final de ano movimentado. O comércio já sente essa mudança e está preparado para atender essa demanda crescente”, afirmou.

O economista do Núcleo Econômico da ACISC, Elton Casagrande, reforça que os indicadores confirmam uma tendência de avanço gradual, porém consistente. “O crescimento do emprego formal e da massa salarial exerce impacto direto no consumo. Mesmo com pequenas oscilações no seguro-desemprego, o mercado de trabalho permanece sólido. Isso garante estabilidade e estimula as famílias a planejarem e retomarem seus gastos, especialmente no último bimestre do ano”, analisou.

Segundo o economista, o comportamento das importações e exportações do município também confirma o dinamismo industrial, que segue como um dos pilares da economia local.

Com um fim de ano economicamente mais robusto e consumidores mais confiantes, a expectativa da ACISC é de que o Natal e o início de 2026 consolidem o ciclo de retomada e crescimento nas vendas do comércio são-carlense.

SÃO PAULO/SP - O maior salário fixo pago a um profissional no Brasil é de R$ 100 mil por mês, apontou o levantamento Guia Salarial 2026 da consultoria de recursos humanos Michael Page. Cinco cargos pagam esse valor no Brasil, sendo quatro no setor da saúde e um no varejo.

No setor da saúde, ganha R$ 100 mil quem trabalha como superintendente/diretor médico em empresas de saúde; líder de unidade de negócios em empresas de dispositivos médicos; gerente geral em empresa de dispositivos médicos e líder de Unidade de Negócios em indústria farmacêutica.

Já o varejo oferece salário fixo equivalente a R$ 100 mil reais ao mês para o cargo de gerente geral de operações. Entre os dez primeiros cargos com melhores remunerações, aparecem também empregos em setores como vendas, bancário e tecnologia da informação.

O levantamento analisou 548 posições em 15 áreas e ouviu mais de 7 mil profissionais. O valor não inclui a análise de bônus e remuneração variável. Os setores avaliados foram agronegócio, bancos e serviços financeiros, construção civil, energia, engenharia e manufatura, finanças e impostos, jurídico, marketing, recursos humanos, saúde, seguros, supply chain, tecnologia, varejo e vendas.

Ano que vem

O estudo também questionou as empresas sobre as perspectivas para os salários 2026. A Michael Page apontou que as companhias devem ser cautelosas, com 45% não concedendo reajustes salariais além do obrigatório.

Há um descompasso entre as empresas e os trabalhadores: 59% dos profissionais não tiveram aumento no último ano e só 28% dizem ter acesso real a capacitação, enquanto 60% das organizações afirmam oferecer programas de desenvolvimento.

Para trabalhar a atração de talentos, além dos salários, as empresas precisam se preocupar também com flexibilidade e oportunidades para o desenvolvimento da carreira. 73% das empresas ouvidas declararam que estão enfrentando dificuldades na contratação por falta de profissionais qualificados.

"O desafio é construir pacotes de benefícios que realmente façam a diferença para os colaboradores, fortalecendo a competitividade para atrair e reter profissionais que farão a diferença", diz Ricardo Basaglia, CEO da Michael Page no Brasil e colunista do Estadão. Para 55% dos candidatos, saúde, alimentação e capacitação contam tanto quanto remuneração.

Os entrevistados apontam como grandes desafios na contratação de novos talentos a alta rotatividade ou falta de engajamento (61%), além de expectativas salariais acima do orçamento disponível (58%). No estudo, os autores avaliam que "os fatores estão interligados: profissionais com qualificações específicas têm maior poder de barganha, o que eleva o turnover e pressiona os salários".

Em relação ao regime de trabalho presencial, híbrido ou home office, os dados indicam que o modelo presencial integral permanece como o mais comum e voltou a crescer, sendo utilizado por 42% das corporações, contra 36% no estudo anterior. O formato híbrido, embora ainda bastante representativo, apresentou variações: sua adoção entre empresas caiu de 50% para 44%, enquanto entre profissionais cresceu de 37% para 40%, ambos com variações de escala.

 

 

por Estadao Conteudo

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