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Saúde promove capacitação para detecção precoce do câncer bucal

Saúde promove capacitação para detecção precoce do câncer bucal

Escrito por  Fev 24, 2026

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), realizou na última sexta-feira (20/02), no auditório do Paço Municipal, um curso de capacitação sobre detecção precoce do câncer bucal, voltado aos profissionais da rede municipal.

A iniciativa teve como objetivo qualificar e aprimorar as habilidades clínicas e técnicas das equipes, com foco na identificação precoce da doença e na melhoria da assistência prestada à população.

A formação foi ministrada pelo professor e cirurgião-dentista Juliano Pacheco, coordenador de pesquisa do Hospital do Câncer de Ribeirão Preto e membro da Câmara Técnica em Laser do CROSP, e pela professora Milena Rodrigues Vasconcelos, mestre e doutora pelo Programa de Oncologia Clínica, Células Tronco e Terapia Celular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).

De acordo com Milena Rodrigues Vasconcelos, a capacitação em diagnóstico precoce do câncer de boca é estratégica para a saúde pública. Segundo ela, a doença ainda é frequentemente diagnosticada em estágios avançados, o que reduz as chances de cura e aumenta a morbidade, os custos hospitalares e o impacto social.

“Quando capacitamos cirurgiões-dentistas e equipes da atenção básica para reconhecer lesões potencialmente malignas e sinais iniciais do carcinoma espinocelular, conseguimos identificar casos suspeitos mais cedo, reduzir a mortalidade, evitar tratamentos mutiladores e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, destacou.

O professor Juliano Pacheco ressaltou que o enfrentamento do câncer exige atuação preventiva e práticas baseadas em evidências científicas. Ele lembrou que, embora o Brasil esteja entre os países com maior número de faculdades de Odontologia, cerca de 80% dos casos de câncer de cabeça e pescoço ainda são diagnosticados tardiamente. “Esse cenário pode ser transformado com a qualificação permanente dos profissionais. Quando a doença é identificada na fase inicial, as taxas de cura podem chegar a 90%”, afirmou.

A diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), enfermeira Lindiamara Soares, ressaltou que a capacitação permitiu aos servidores esclarecer dúvidas e aprofundar conhecimentos sobre a identificação de lesões suspeitas em estágio inicial. Segundo ela, ações como essa fortalecem a rede de atenção básica, contribuem para a redução da mortalidade e evitam tratamentos mais agressivos, garantindo mais qualidade de vida aos pacientes.

Redação

 Jornalista/Radialista

Website.: https://www.radiosanca.com.br/equipe/ivan-lucas
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