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Radio Sanca Web TV - Sexta, 02 Dezembro 2022

Ação foi em apoio à PF e tinha como objetivo prender suspeito de integrar quadrilha que realiza mega assaltos a bancos

 

IBIUNA/SP - Policiais federais e policiais militares da 2ª Companhia do 14º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) cumpriram, nesta quinta-feira (1º), mandados de busca e apreensão na casa de um homem que estaria envolvido em mega assaltos a instituições financeiras, no bairro Portal Vista Linda, em Ibiúna (SP).

No imóvel, os agentes encontraram 17 munições de calibre .45, uma munição de calibre .556, três munições de calibre .50, 82 munições de calibre .762; emulsões explosivas acondicionadas em uma caixa de isopor; cordéis detonantes; quatro carregadores de fuzil calibre .762, carregados; um colete balístico de cerâmica; dois rádios comunicadores, um celular; um notebook e duas placas veiculares. O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi acionado para apreender todos os materiais explosivos.

Além das munições e explosivos, os policiais localizaram dois carros que haviam sido furtados e um que foi roubado. No local, também foram encontrados outros cinco automóveis que estavam sendo depenados. Os agentes ainda apreenderam duas carcaças de veículos não identificados.

O suspeito não foi encontrado na residência e diligências prosseguem em andamento para localização dele e a identificação de outros integrantes da quadrilha. O caso foi registrado na Polícia Federal.

Publicado em Outras Cidades

UCRÂNIA - O governo ucraniano redobrou nos últimos dias os seus apelos para um tribunal especial cuja principal tarefa seria julgar crimes cometidos com a Rússia, uma tarefa ambiciosa para a qual Kiev procura a ajuda dos seus principais aliados internacionais, enquanto se aguarda a definição de onde e como os julgamentos hipotéticos poderiam ser realizados.

O artigo 125 da Constituição da Ucrânia estabelece explicitamente que "não é permitido o estabelecimento de tribunais extraordinários e especiais", um legado do contexto pós-soviético em que se temia um sistema de justiça à la carte como na URSS.

No entanto, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, não hesita em apelar a um "tribunal especial" para julgar "todos os responsáveis por esta guerra criminosa", como salientou esta semana durante um discurso à nação em que apelou à cooperação de outros países europeus.

Os peritos não consideram esta exigência incompatível com o direito ucraniano, desde que o conceito de "internacional" seja acrescentado ao tribunal que Zelenski exige, de modo que, mesmo que pudesse ser constituído na Ucrânia, o faria dentro de um quadro fora do próprio sistema judicial ucraniano, nota o portal Just Security.

Zelenski recebeu um apoio chave da Presidente da Comissão Europeia Ursula Von der Leyen, que ao estabelecer uma série de medidas propôs a criação de um tribunal tão especial para que "os crimes horríveis da Rússia não fiquem impunes" e o regime de Vladimir Putin "pague" por eles.

Neste contexto, Bruxelas propõe que, "embora continuando a apoiar o Tribunal Penal Internacional", sejam feitos progressos no sentido da criação de um "tribunal especializado" apoiado pelas Nações Unidas para "investigar e julgar o crime de agressão da Rússia".

É precisamente neste crime de agressão que Zelenski também se concentra, consciente de que não é possível destacar Moscou para o início do próprio conflito sob a égide do TPI, um tribunal com o qual, no entanto, ele quer continuar a colaborar.

O Estatuto de Roma, que moldou o TPI, prevê a agressão como crime a ser processado, mas a sua definição não foi aprovada por todas as partes, o que a impede de exercer jurisdição sobre ela. Só seria possível se o país de origem do alegado agressor, neste caso a Rússia, aceitasse a jurisdição do tribunal.

O Gabinete do Procurador da República das TIC lançou a sua própria investigação sobre possíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade, e Kiev tem promovido ativamente estas investigações. Não surpreendentemente, o governo ucraniano já decidiu submeter-se à jurisdição do tribunal de Haia em 2014, quando o conflito eclodiu no leste do país e a Rússia absorveu a península da Crimeia.

Um hipotético julgamento de Putin por crimes que recaem sob a jurisdição do TPI está longe de estar concluído, em qualquer caso, uma vez que dependeria de, no caso de ser acusado de crimes de guerra ou de crimes contra a humanidade e de ter um mandado de captura pendente, viajar para um país que coopera com a Haia, onde poderia ser detido.

 

O PAPEL DA ONU

Fontes da UE reconhecem que, para que as reivindicações de Von der Leyen sejam satisfeitas, o tribunal necessitará do "apoio político, financeiro e administrativo" das Nações Unidas, uma organização que, por outro lado, tem uma mão atada atrás das costas devido ao poder de veto da Rússia no Conselho de Segurança, o principal órgão executivo.

Seria possível questionar o Secretário-Geral da ONU António Guterres e procurar legitimação na Assembleia Geral, onde todos os Estados membros estão representados e nenhum país tem o direito de veto. Nos últimos meses, a Ucrânia já obteve vários apoios diplomáticos sob a forma de resoluções na Assembleia.

O escritório de Guterres, por enquanto, prefere permanecer à margem. "Qualquer decisão para estabelecer este tribunal, com ou sem o envolvimento da ONU, cabe aos estados membros", disse o porta-voz principal Stéphane Dujarric numa conferência de imprensa esta semana.

O ICC também evita entrar no debate e um porta-voz consultado pela Europa Press afirmou que o órgão "está concentrado no cumprimento do seu próprio mandato". Contudo, acrescentou: "Saudamos qualquer esforço que traga mais justiça às vítimas, onde quer que seja.

A ONU já tem um precedente na criação de tribunais especiais, tal como o exigido pela Serra Leoa em 2000, com um pedido direto ao Secretário-Geral na altura, Kofi Annan, que levou a uma resolução do Conselho de Segurança que apelava a negociações para a criação deste mecanismo.

Três anos antes, o Camboja também pediu ajuda à ONU para julgar os líderes dos Khmers Vermelhos. Neste caso, a colaboração levou à criação de um tribunal cambojano com participação estrangeira e normas internacionais.

 

INÍCIO DOS CONTATOS

O governo ucraniano redobrou a sua ronda de contatos internacionais em busca do tribunal que procura, com reuniões nos principais países europeus e também em Washington. À frente deste grupo está Andriy Yermak, uma figura chave na presidência e um dos conselheiros de maior confiança de Zelenski.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros Dimitro Kuleba também levou a questão a reuniões da OTAN e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), das quais a Rússia continua a ser membro.

O governo francês, que já se declarou a favor da iniciativa e confirmou contatos com outros parceiros, espera "obter o mais amplo consenso possível no seio da comunidade internacional" no caso da Ucrânia, embora pareça claro que já foram estabelecidas posições.

As sucessivas resoluções da ONU nos últimos meses deixaram claro quais os aliados que a Rússia tem, quer através de apoio explícito, quer através de equidistância como a adoptada pela China, outro dos cinco países com poder de veto no Conselho de Segurança.

Moscou deixa claro que não respeitará qualquer tribunal "ad hoc" criado para rever o que continua a definir como uma "operação especial", que continua a justificar com base em alegados riscos de segurança nacional. Tais esforços "não terão legitimidade, não os aceitaremos e condenamo-los", disse na quinta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

 

 

por Pedro Santos / NEWS 360

Publicado em Guerra na Ucrânia

BRASÍLIA/DF - A partir de 2 de janeiro, o Pix não terá mais limite por transação, anunciou no dia 1º de dezembro o Banco Central (BC). Os limites de valor serão mantidos apenas por período: diurno (6h às 20h) ou noturno (20h às 6h).

Com a mudança, o cliente poderá transferir todo o limite de um período (diurno ou noturno) em apenas uma transação Pix ou fazê-lo em diversas vezes, ficando a critério do correntista.

O BC também elevou o limite para as retiradas de dinheiro por meio das modalidades Pix Saque e Pix Troco. O valor máximo passou de R$ 500 para R$ 3 mil durante o dia e de R$ 100 para R$ 1 mil no período noturno.

As regras para o cliente personalizar os limites do Pix não mudaram. As instituições financeiras terão de 24 a 48 horas para acatar a ampliação dos limites e deverão aceitar imediatamente os pedidos de redução.

Em nota, o BC informou que a atualização das regras simplificará o Pix, além de aprimorar a experiência dos usuários, “ao efetuar a gestão de limites por meio de aplicativos, mantendo o atual nível de segurança”. Quanto ao Pix Saque e ao Pix Troco, o órgão informou que as mudanças pretendem igualar o Pix ao saque tradicional nos caixas eletrônicos.

A sugestão para abolir o limite por operação foi feita no Fórum Pix de setembro, grupo de trabalho coordenado pelo órgão e secretariado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que reúne as instituições participantes do Pix. Segundo o grupo, o valor máximo por transação era pouco efetivo porque o usuário pode fazer diversas operações pelo valor do limite desde que respeite a quantia fixada para o período diurno ou noturno.

Aposentadorias e pensões

O BC também alterou a regulamentação para o pagamento de salários e benefícios previdenciários pelo governo. O Tesouro Nacional poderá pagar salários ao funcionalismo, aposentadorias e pensões por meio do Pix. O BC também facilitará o recebimento de recursos por correspondentes bancários pela modalidade.

Outras regulamentações foram atualizadas. Ficará a critério de cada instituição financeira definir os limites para transações em que os usuários finais sejam empresas. A personalização do horário noturno diferenciado passará a ser facultativa. Além disso, as instituições financeiras passarão a considerar os limites da transferência eletrônica disponível (TED) para definir os limites das operações Pix com finalidade de compra. Até agora, os valores máximos eram definidos com base no cartão de débito.

A maioria das regras valerá a partir de 2 de janeiro. No entanto, os ajustes relacionados à gestão dos limites para os clientes por meio do aplicativo ou do canal digital da instituição valem a partir de 3 de julho de 2023.

Desde o lançamento, em novembro de 2020, o Pix tornou-se o meio de pagamento mais usado no Brasil. Com o pagamento da primeira parcela do 13º salário ontem (30), o sistema bateu um novo recorde diário de transações. Segundo o BC, foram realizadas 99,4 milhões operações Pix em apenas um dia.

 

 

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Publicado em Economia

BRASÍLIA/DF – O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou na sexta-feira que a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva precisa ser aceita e que o petista vai exercer suas tarefas como chefe do Executivo.

Mourão, que em 2023 ocupará uma cadeira no Senado, não deixou de criticar o presidente eleito que, para ele, não poderia sequer ter participado das eleições.

“Está chegada a hora das pessoas compreenderem que ele foi eleito e que agora ele tem que governar”, disse o vice-presidente em entrevista à Gazeta do Sul.

“A partir do momento que a gente aceitou participar do jogo com esse jogador, que não poderia participar, tudo poderia acontecer, inclusive que ele vencesse, conforme venceu.”

O vice-presidente disse ainda que pelas primeiras medidas já divulgadas pela equipe de transição para o próximo governo, “anuncia-se mais um desastre para o nosso pais, lamentavelmente”.

A declaração de Mourão ocorre em contraste com o silêncio do presidente Jair Bolsonaro, que além de ter feito pouquíssimas aparições públicas e de ter reduzido drasticamente sua participação em redes sociais desde a derrota nas eleições, ainda não reconheceu explicitamente o resultado das urnas.

A falta de um posicionamento de Bolsonaro tem servido de combustível para manifestantes que ocupam áreas próximas de quartéis generais, na esperança de que as Forças Armadas intervenham no desfecho decretado pelas urnas.

Em outra frente de manifestações, apoiadores de Bolsonaro bloquearam rodovias, impedindo a passagem de pessoas e mercadorias em vários pontos do país.

 

 

 

Reportagem de Maria Carolina Marcello / REUTERS

Publicado em Política

PARIS – A França pode enfrentar “alguns dias” de fornecimento insuficiente de eletricidade neste inverno, o que pode significar cortes de energia, disse o chefe do regulador de energia francês RTE nesta quinta-feira, enquanto o governo informa as autoridades locais sobre como gerenciar possíveis interrupções.

“A situação envolve riscos, mas não se deve pensar que os cortes de energia são inevitáveis”, disse Xavier Piechaczyk à rádio France Info.

Piechaczyk manteve a última previsão de oferta do órgão regulador, que destacou os riscos de escassez em janeiro.

“Hoje temos 35 gigawatts de energia nuclear disponível em 1º de dezembro, a meta é chegar entre 40 e 41 em 1º de janeiro e fechar o mês em torno de 43, ante uma capacidade total de 61”.

Piechaczyk disse que a previsão foi modelada no cronograma da EDF de manutenção nuclear, com alguns atrasos adicionais já previstos.

A EDF enfrentou um número sem precedentes de interrupções em sua frota de reatores nucleares, reduzindo a produção nuclear ao nível mais baixo em 30 anos, enquanto a Europa sofre para substituir o fornecimento de gás russo, que Moscou cortou em retaliação às sanções da União Europeia impostas pela invasão da Ucrânia.

No cenário da RTE, existe o risco de “alguns dias neste inverno” em que o aplicativo de monitoramento de eletricidade do país, Ecowatt, exibirá um sinal vermelho, disse Piechaczyk. Isso desencadeará a necessidade de fornecer energia parcialmente aos usuários da rede elétrica.

Ecowatt é um aplicativo projetado para permitir que consumidores e empresas monitorem a situação de energia em tempo real para que possam reduzir o consumo e evitar cortes de energia se o regulador der um sinal de alerta.

Analistas disseram à Reuters que o tempo frio pode levar a cortes iniciais de energia já na segunda-feira.

Separadamente, o porta-voz do governo francês Olivier Veran disse à televisão BFM que, se janeiro for um mês particularmente frio, os cortes de energia não podem ser descartados. “(Mas) não estamos anunciando ao povo francês que haverá cortes de energia”, acrescentou.

 

 

 

Reportagem de Dominique Vidalon, Elizabeth Pineau, Forrest Crellin e Benjamin Mallet / REUTERS

Publicado em Economia

UCRÂNIA - O Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia impôs sanções contra pelo menos dez membros da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou, após a realização de uma reunião sobre as atividades das organizações religiosas, enquanto prosseguem as buscas nas dioceses de todo o país.
Entre os sancionados estão Pavlo Lebed, governador do Mosteiro das Grutas de Kiev, Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), bem como o antigo deputado ucraniano Vadim Novinski, informou a agência noticiosa UNIAN.

O Conselho de Segurança Nacional tinha exortado o governo a apresentar um projeto de lei para proibir as atividades das organizações religiosas com alegadas ligações russas. O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky assinou um decreto que valida esta decisão.

O governo ucraniano tem agora dois meses para submeter a iniciativa ao Parlamento com "fundamentos jurídicos" suficientes ao abrigo do direito internacional, de acordo com a agência noticiosa Ukrinform.

Em paralelo, as buscas da Igreja Ortodoxa continuaram na sexta-feira nas regiões de Yitomir, Rivne e Transcarpathia. O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) disse que estas medidas foram levadas a cabo para "proteger a população de provocações e atos terroristas".

De acordo com a SBU no seu perfil Telegrama, entre os objetos encontrados estavam "textos de oração" do Patriarca Kirill, o chefe da Igreja Ortodoxa na Rússia, bem como dinheiro, símbolos nazis e panfletos de propaganda pedindo para se juntar ao exército russo.

Os serviços secretos ucranianos também relataram que o arcebispo metropolitano da diocese de Kirovohrad é suspeito de organizar "atividades subversivas contra a Ucrânia". "O bispo fazia parte do círculo interior de Kirill, com quem coordenava a propagação das visões pró-Kremlin na região", disse o bispo.

A 25 de Novembro, vários mosteiros em várias cidades, incluindo Kiev, foram também revistados. A SBU informou que, depois de inspecionar os edifícios, encontrou manuais religiosos de Moscou, documentos em russo e literatura "pró-Kremlin".

A Ucrânia, que tem vindo a realizar buscas de organizações religiosas há várias semanas, afirma que todas estas medidas estão a ser realizadas para garantir a segurança nacional e porque a Igreja Ortodoxa espalha propaganda russa e promove o recrutamento, entre outras ações "subversivas".

 

 

por Pedro Santos / NEWS 360

Publicado em Política

CATAR - O Brasil acabou superado por 1 a 0, na tarde desta sexta-feira (2) no Estádio de Lusail, pela terceira rodada do Grupo G da Copa do Catar. Porém, mesmo com este revés a seleção brasileira garantiu a liderança da chave, e medirá forças com a Coreia do Sul nas oitavas de final.

Entrar classificado para o último jogo da primeira fase deu ao técnico Tite a oportunidade de colocar todo time reserva contra Camarões. A estratégia já tinha sido utilizada nesta Copa por França e Portugal, ambos com resultados desastrosos. Um aviso que a comissão técnica nacional não levou a sério. No caso da seleção brasileira, mudar dez jogadores (apenas Fred foi mantido dos titulares da última partida), não alterou o domínio das ações e a maior posse de bola, mas, no fim das contas, o resultado foi o mesmo das outras grandes equipes: derrota vexatória com gol nos acréscimos.

Apesar da derrota, o time até que começou melhor. Aos 13 minutos, cruzamento na área, Martinelli subiu sozinho e cabeceou alto, mas o goleiro Epassy deu um toquinho para córner. Foi o primeiro lance de perigo do Brasil no jogo. Aos 19 minutos, foi a vez de Camarões chegar com perigo, em um cruzamento para a área que o goleiro Éderson afastou de soco.

Apenas aos 37 minutos a seleção voltou a atacar. Antony tentou chutar colocado, mas facilitou a vida de Epassy, que encaixou firme. Aos 45 minutos Martinelli resolveu fazer tudo sozinho, passou pela defesa e encheu o pé, mas o goleiro desviou para córner no melhor lance do Brasil.

Aos 47, foi a vez de Éderson salvar o Brasil numa cabeçada precisa de Mbeumo. Uma defesa importantíssima.

Com pouca movimentação, apostando nas bolas alçadas na área, o Brasil facilitou a vida da defesa camaronesa, que conseguia cortar as investidas. Assim, com Rodrygo partindo em velocidade sozinho, com Fabinho apelando para lances duros e Gabriel Jesus inoperante na frente, a seleção se acomodou com o empate em 0 a 0 durante os primeiros 45 minutos. Aliás, uma tônica da equipe de Tite nesta Copa do Mundo. O 1º tempo é sempre desperdiçado em estudos e poucas oportunidades de gols. O que sempre vem funcionando é a recuperação de bola, evitando qualquer contra-ataque de Camarões.

O Brasil voltou sem objetividade na etapa final, com Antony muito individualista. E logo aos 5 minutos Aboubakar teve uma grande chance, chutando cruzado para fora do gol de Éderson. Ao mesmo tempo, com a contusão do lateral-esquerdo Alex Telles ocorria algo incrível com a seleção: dos quatro laterais que foram para a Copa, três já tinham se machucado. Apenas o veterano Daniel Alves, de 39 anos, permanecia inteiro.

Aos 10 minutos, na primeira chegada, Martinelli arriscou de curva e mais uma vez o goleiro Epassy espalmou para córner, evitando o gol brasileiro. Na cobrança, Éder Militão teve uma ótima chance, mas Epassy defendeu em dois tempos. A posse de bola continuava sendo brasileira, mas as conclusões passaram a rarear. Os reservas que entraram (Éverton Ribeiro, Bruno Guimarães e Pedro) não conseguiram ter entrosamento, nem encaixaram boas jogadas.

Aos 32 minutos, Camarões se soltou e o reserva Ntcham arriscou rasteiro de fora da área, mas o goleiro Éderson encaixou. E, enfim, aos 47 minutos, num cruzamento para a área, o experiente Aboubakar, atacante do Al Nassr (Arábia Saudita), testou certo, no canto da meta de Éderson, que nem se mexeu. Foi o gol da vitória de Camarões. O camisa 10 da seleção africana acabou expulso ao levar o segundo amarelo ao comemorar o gol tirando a camisa, mas foi o tiro de misericórdia numa seleção que em momento algum mostrou que poderia vencer a partida e levou uma mordida dos Leões Indomáveis.

Na classificação final do Grupo G, o Brasil ainda assim terminou em primeiro lugar, com 6 pontos e 2 gols de saldo. A Suíça também fez 6 pontos e apenas um gol de saldo. Com isso, a seleção de Tite enfrentará a Coreia do Sul, a partir das 16h (horário de Brasília) da próxima segunda-feira. Os suíços pegarão os portugueses na terça-feira, também às 16h.

 

 

Por Carlos Molinari - TV Brasil

AGÊNCIA BRASIL

 

Publicado em Esportes

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