RÚSSIA - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, viajou nesta terça-feira (6) ao extremo leste do país para acompanhar a parte final dos exercícios militares com a participação de vários países aliados, incluindo a China, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
Putin chegou à base militar de Sergueievski, onde estava reunido com o ministro da Defesa Serguei Shoigu e o comandante do Estado-Maior, Valeri Guerassimov, informou Peskov.
Após a reunião, Putin observaria "a fase final dos exercícios", disse o porta-voz.
As manobras militares denominadas Vostok-2022 começaram no dia 1 de setembro e prosseguirão até quarta-feira, 7, em vários campos de treinamento do extremo leste russo e no mar da região.
Moscou informou que mais de 50.000 soldados e mais de 5.000 equipamentos militares, incluindo 140 aviões e 60 navios, participam nas manobras.
Entre os países participantes estão vários Estados com fronteira com a Rússia, além da Síria, Índia e da aliada crucial China.
A Rússia havia organizado exercícios do tipo pela última vez em 2018.
FRANÇA - Em um contexto de temor de uma crise energética na Europa, o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu, nesta segunda-feira (5), para os franceses a "se comprometerem com a sobriedade" a fim de evitar o racionamento de gás e de eletricidade neste inverno. Após uma videoconferência com o chanceler alemão, Olaf Scholz, Macron invocou a solidariedade entre os países europeus nesta luta, reiterando seu apoio a uma cobrança extra aos operadores de energia para contornar a crise.
"Não devemos brincar com o medo, não estamos nessa situação" de racionamento, assegurou o presidente durante uma entrevista coletiva dedicada à crise energética. “Temos o nosso destino nas mãos porque, desde fevereiro, fizemos muitas ações e porque conseguirmos impor a solidariedade e a sobriedade”, “a solução está nas nossas mãos”, insistiu.
"Todos temos de nos mexer!", continuou o presidente, apelando para uma "mudança de comportamentos", como "colocar o ar condicionado um pouco menos frio" e "o aquecimento um pouco menos forte do que o habitual" quando o inverno chegar, disse, citando a temperatura de 19 graus como exemplo.
“Se coletivamente soubermos nos comportar com mais sobriedade e economizar energia em todos os lugares, não haverá racionamento e não haverá cortes”, insistiu Macron, lembrando o objetivo de alcançar “10% de economia de energia”.
Conversa com Scholz
Três dias depois de presidir um Conselho de Defesa Energética, o presidente Macron se reuniu, na tarde desta segunda-feira, por videoconferência, com o chanceler alemão Olaf Scholz. Os dois líderes discutiram soluções para lidar com a possibilidade de uma paralisação total do fornecimento de gás russo.
Macron anunciou que a França estava comprometida em fornecer mais gás para a Alemanha que, em troca, poderia fornecer eletricidade, se a crise de energia assim exigir, neste inverno. "Vamos finalizar as ligações de gás para poder entregar gás à Alemanha (...), se houver necessidade de solidariedade", e esta "se colocará em condições de produzir mais eletricidade em situações de pico”, explicou.
Emmanuel Macron também se declarou "a favor de práticas comuns de compra de gás" na Europa, para comprar "mais barato", além de limitar o preço do gás russo entregue por gasoduto.
"Mecanismo de contribuição europeu"
Emmanuel Macron ainda se declarou a favor da União Europeia (UE) impor uma contribuição aos operadores de energia que, segundo ele, fariam "lucros indevidos" com o aumento dos preços atacadistas da eletricidade no continente. Uma posição em uníssono com a Alemanha.
"Estamos defendendo um mecanismo de contribuição europeu (...) que seria, portanto, solicitado aos operadores de energia", declarou Emmanuel Macron, enquanto a Comissão Europeia prepara um plano para conter a subida dos preços da eletricidade.
Em vez de um imposto nacional sobre os super lucros, a França apoia um mecanismo não fiscal, em nível europeu, que permitiria recuperar parte dos lucros obtidos pelos produtores de eletricidade, seja carvão, renovável ou nuclear, que hoje produzem energia a baixo custo, mas revendem a preços recordes.
Os preços europeus da eletricidade, independentemente do seu método de produção, estão de fato correlacionados com o preço do gás, que atingiu níveis históricos desde a guerra na Ucrânia. “Esta contribuição poderia ser reembolsada aos Estados para financiar as suas medidas nacionais orientadas” para famílias e empresas, como escudo tarifário, explicou. A Alemanha também defende esse tipo de mecanismo junto à Comissão.
Se a União Europeia não adotar uma contribuição especial para os fornecedores de energia, então "voltaremos aos debates nacionais", completou o presidente francês, que de momento exclui a criação de um imposto especial francês sobre as empresas do setor energético.
"Para reduzir a volatilidade dos preços, acreditamos que é essencial termos medidas para combater as práticas especulativas", acrescentou Macron, referindo-se às variações de preços muito acentuadas nas últimas semanas na Europa. "O nosso desejo é que possam existir mecanismos de controle destas operações especulativas em nível europeu", disse o presidente.
Macron também declarou que não vê "evidências" da "necessidade" de um novo gasoduto entre a França e a Espanha, o projeto Midcat, apoiado por Madri e Berlim, mas visto com desconfiança por Paris. Na Europa, “precisamos de mais interligação elétrica”, mas “não estou convencido de que precisemos de mais interligação de gás, cujas consequências, em particular no ambiente e nos ecossistemas, são grandes”, explicou.
Alemanha vai estender a vida útil de nucleares
O governo da Alemanha decidiu estender o período de funcionamento de duas de suas três usinas nucleares até o mês de abril, conforme recomendado pelos gerentes de rede de transporte de energia. O anúncio também foi feito nesta segunda-feira, quando Olaf Sholz discutiu a crise energética com o seu colega francês.
As últimas três usinas nucleares alemãs deveriam encerrar suas atividades no final do ano, de acordo com o calendário adotado pelo governo da ex-chanceler Angela Merkel. Uma decisão tomada após o desastre de Fukushima, no Japão, em 2011.
As duas centrais, localizadas no sul do país – onde pressões sobre a infraestrutura energética são particularmente grandes – permaneceriam abertas até abril de 2023 para lidar com possíveis desabastecimentos de energia no inverno que vai chegar.
O ministro da Economia alemão, Robert Habeck, explicou que esta decisão foi tomada devido à redução do fornecimento de gás russo, enfatizando, no entanto, que isso não põe em causa a decisão do país de abandonar a energia nuclear.
(Com informações da AFP)
BUENOS AIRES - O banco central da Argentina deve aumentar a taxa básica de juros do país ainda nesta semana, disse uma fonte, depois de o Ministério da Economia estabelecer uma taxa de câmbio preferencial para produtores de soja apelidada de "dólar da soja", em uma tentativa de promover as exportações.
O governo anunciou no domingo o incentivo cambial para acelerar as estagnadas vendas do grão, permitindo que os produtores de soja convertam seus lucros para a moeda local a 200 pesos por dólar, muito acima da taxa oficial, de 140 pesos.
A Argentina é o maior exportador mundial de óleo de soja processado e farelo de soja e o terceiro exportador da commodity em estado bruto.
Uma fonte com conhecimento direto da decisão afirmou que a instituição elevaria a taxa básica nesta semana, já em alta acentuada nos últimos meses, para apertar a liquidez dada a entrada esperada de recursos da nova medida cambial.
"O 'dólar de soja' é uma medida excepcional acertada com exportadores, o banco central e o Ministério da Economia, mas a necessidade de ter pesos para comprar esses dólares faz com que seja necessário absorver mais liquidez urgentemente", disse à Reuters um assessor do banco central, que pediu para não ser identificado.
O banco central se recusou a comentar. A diretoria do banco normalmente se reúne às quintas-feiras para tomar decisões de política monetária, embora a expectativa fosse de que a instituição esperasse até o fim deste mês, quando os dados de inflação de agosto devem ser divulgados, antes de subir a taxa básica.
Por Jorge Otaola / REUTERS
LIMA - A natação brasileira se despediu do Campeonato Mundial Júnior da modalidade, disputado em Lima (Peru), com o melhor desempenho do país na história do evento, igualando a edição de 2006, no Rio de Janeiro. Foram cinco medalhas, sendo uma de ouro, três de prata e uma de bronze. Nas sete edições anteriores, o Brasil havia conquistado 14 pódios ao todo.

QUE DUPLA MARAVILHOSA!
— Time Brasil (@timebrasil) September 5, 2022
??♂️@StephanSteverin ??(400m livre e 400m medley)
??♀️Beatriz Bezerra ??? (50m e 100m ? e 4x100m livre)
Foram 5 medalhas conquistadas por esta dupla no Mundial Júnior de Natação, em Lima ??
Melhor campanha do ?? na história do evento! pic.twitter.com/hIqSoANwfX
A quinta medalha veio no domingo (4), último dia da competição, com Beatriz Bezerra. A jovem de 16 anos levou a prata nos 100 metros (m) nado borboleta com 59s69, atrás apenas da japonesa Mizuki Hirai (59s53). A sul-coreana Hajung Yang completou o pódio.
Bia foi responsável por três dos pódios brasileiros em Lima. Além da prata de domingo, ela também ficou em segundo lugar nos 50 m borboleta na última sexta-feira (2) e ainda integrou o revezamento 4x100 m livre, que conquistou o bronze no sábado (3), ao lado de Celine Bispo, Sophia Coleta e Rafaela Sumida.
A terceira prata do Brasil no Mundial foi obtida por Stephan Steverink, nos 400 m medley, na sexta. O nadador de 18 anos já havia disputado a prova no Mundial de Esportes Aquáticos de Budapeste (Hungria), há dois meses. Além disso, foi dele a primeira medalha do país no evento júnior deste ano: ouro nos 400 m livre, na terça-feira passada (30).
No quadro de medalhas, o Brasil ficou na nona colocação. Japão, Hungria e Polônia terminaram o Mundial no topo, com sete ouros, mas os asiáticos acabaram em primeiro por terem mais pratas (oito), seguidos por húngaros (sete) e poloneses (uma).
O desempenho brasileiro em Lima supera, de longe, o alcançado na edição anterior do Mundial, há três anos, em Budapeste. Na ocasião, o país foi ao pódio somente uma vez, com Murilo Sartori, bronze nos 200 m livre.
RECIFE/PE - O Brasil encerrou a primeira fase da AmeriCup, a Copa América de basquete masculino, que é disputada na Arena Geraldão, em Recife, com 100% de aproveitamento. Na segunda-feira (5), os brasileiros venceram o Uruguai por 76 a 66, de virada, pela terceira e última rodada do Grupo A.

O armador uruguaio Luciano Parodi, com 17 pontos, foi o cestinha da partida. O pivô brasileiro Cristiano Felício, com 14 pontos e nove rebotes, por sua vez, acabou escolhido como melhor em quadra.
Os brasileiros concluíram a participação no Grupo A com três vitórias em três jogos e 59 pontos marcados de saldo. A seleção da casa espera a definição dos grupos B e C para saber quem enfrentará nas quartas de final na quinta-feira (8), às 20h10 (horário de Brasília). A campanha mais positiva na primeira fase terá pela frente a classificada de desempenho mais fraco, a segunda melhor pega a segunda pior e assim por diante.
O técnico Gustavo de Conti escalou o Brasil com duas novidades em relação à equipe que venceu a Colômbia no sábado (3), com o pivô Lucas Mariano e o ala/pivô Rafael Mineiro nos lugares de Augusto Lima e Lucas Dias, respectivamente. A defesa verde e amarela, que vinha se destacando nas partidas anteriores, foi mal no primeiro quarto, cedendo 26 pontos aos uruguaios, sendo 12 em bolas de três. Com nove pontos, Parodi foi o destaque dos dez minutos iniciais.
Com as entradas de Felício, do ala/armador Georginho, do armador Yago e do ala Didi, no desenrolar do primeiro tempo, os brasileiros esboçaram reação no segundo período, mas o baixo aproveitamento nos arremessos (seis cravadas em 17 tentativas, sendo 11 de três pontos, com somente dois acertos) pouco impactou a vantagem do rival. O Uruguai foi para o intervalo vencendo por 43 a 35, ainda liderado por Parodi.
O cenário mudou no segundo tempo, com Felício dominando o garrafão e Lucas Mariano, de volta a quadra e afiado nos arremessos. A defesa também se ajustou, permitindo apenas 13 pontos ao Uruguai. Restando três minutos para o fim do terceiro quarto, Yago acertou uma bola de três e colocou o Brasil na frente pela primeira vez. A seleção de Gustavinho foi para os dez minutos finais ganhando por 58 a 57, anotando 22 pontos no período.
A vantagem tranquilizou o Brasil. Desgastado e bem marcado, o Uruguai e acertou apenas quatro dos 12 arremessos que tentou, enquanto os anfitriões tiveram aproveitamento quase perfeito no garrafão, com cinco chutes certos e apenas um erro. Os brasileiros administraram o resultado e ainda ampliaram a vantagem, fazendo 19 a 10 no período e fazendo a festa da torcida no Geraldão.
Tetracampeão, o Brasil não conquista o torneio desde 2009, quando venceu o anfitrião Porto Rico na final. Na edição anterior, em 2017, disputada em Argentina, Colômbia e Uruguai, a décima posição (entre 12 seleções) custou aos brasileiros um lugar nos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru), dois anos depois.
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