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Radio Sanca Web TV - Sábado, 24 Outubro 2026

SÃO CARLOS/SP - A cebola em conserva é uma opção prática para quem quer dar mais sabor às refeições sem precisar de muitos ingredientes. Preparada com cebolas pequenas, vinagre, azeite e temperos, a receita é uma boa pedida para acompanhar churrascos, saladas, lanches e outros pratos do dia a dia.

O segredo para evitar que a cebola fique amarga está no cozimento inicial em água quente com sal, açúcar, folhas de louro e pimenta-do-reino. O processo leva cerca de 15 minutos após a água voltar a ferver e ajuda a preparar as cebolas para receber os demais ingredientes.

Na segunda etapa, o preparo leva alho, pimentões verde e vermelho, cebola roxa, pimenta calabresa, azeite, vinagre, sal e cheiro-verde. Depois de misturar os ingredientes, a conserva deve ser distribuída em potes limpos, com tampa, e mantida na geladeira. A recomendação da receita é deixar descansar por aproximadamente três dias antes de servir, para que os sabores se incorporem.

A receita foi ensinada pelo canal Receitas de Pai, no YouTube, e pode ser uma alternativa para quem gosta de preparar acompanhamentos em casa. Com ingredientes simples e preparo dividido em duas etapas, a cebola em conserva pode deixar as refeições ainda mais saborosas.

Confira a receita completa: Receitas de Pai no YouTube

Ingredientes

Primeira etapa:

  • 1 kg de cebolas pequenas;

  • 2 folhas de louro;

  • 1 colher (sopa) de sal;

  • 1 colher (sopa) de açúcar;

  • Pimenta-do-reino a gosto.

Segunda etapa:

  • ½ pimentão verde;

  • ½ pimentão vermelho;

  • 1 cebola roxa;

  • 6 dentes de alho;

  • 150 ml de azeite de oliva;

  • 250 ml de vinagre;

  • 1 colher (chá) de pimenta calabresa;

  • Sal a gosto;

  • Cheiro-verde picado a gosto.

Modo de preparo

Em uma panela com água, coloque o sal, o açúcar, as folhas de louro e a pimenta-do-reino. Quando ferver, adicione as cebolas descascadas. Assim que a fervura recomeçar, conte 15 minutos. Depois, escorra as cebolas e reserve.

Em outra panela, refogue o alho picado, os pimentões e a cebola roxa com parte do azeite. Acrescente a pimenta calabresa e o sal. Misture esse refogado às cebolas cozidas, adicione o vinagre, o restante do azeite e o cheiro-verde. Distribua em potes limpos, tampe e leve à geladeira.

Dica: como a receita leva vegetais e ingredientes em uma conserva caseira, mantenha os potes refrigerados e utilize utensílios limpos. Não presuma que a conserva pode ser armazenada em temperatura ambiente por não ter passado por um processo validado de conservação.

Publicado em Culinária

Doação foi realizada por mulheres do Projeto Ervas Medicinais, desenvolvido no assentamento 

 

ARARAQUARA/SP - O Banco de Alimentos de Araraquara foi contemplado com a primeira colheita de hortelã do Projeto Ervas Medicinais, desenvolvido por dez mulheres da agricultura familiar da Associação Pé Vermelho, no Assentamento Bela Vista do Chibarro. 

O projeto, subsidiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e apoiado pela Prefeitura, busca unir os conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais aos conhecimentos técnicos e científicos. Além da hortelã, o grupo cultiva capim-limão, cúrcuma, gengibre, espinheira-santa, erva-cidreira e babosa, com o apoio de diversas instituições, pesquisadores e profissionais.

A doação marca os primeiros resultados da iniciativa e representa, para as agricultoras, uma forma de compartilhar com a comunidade os frutos de um trabalho construído coletivamente.

A primeira colheita também simboliza o início de uma trajetória de trabalho, aprendizado e valorização dos conhecimentos sobre plantas medicinais. A entrega ao Banco de Alimentos, que atende cerca de 60 entidades do município, também transforma esse resultado em uma ação de solidariedade, beneficiando a rede socioassistencial de Araraquara.

Ao realizar a doação, o grupo agradeceu ao secretário de Agricultura, João Henrique de Souza Freitas, e ao subsecretário de Promoção da Agricultura, Anderson Dassie Campos, pelo apoio prestado pela Prefeitura no início do projeto, que incluiu o transporte das mudas até o assentamento.

Entre os próximos objetivos das agricultoras estão a implantação de um espaço para desidratação das plantas e, futuramente, a extração de óleos essenciais, ampliando as possibilidades de aproveitamento da produção e de geração de renda.

Publicado em Araraquara

BRASÍLIA/DF - O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) surpreendeu analistas ao ficar abaixo das projeções do mercado financeiro em outubro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A inflação medida pelo indicador desacelerou a 0,32%, após marcar 0,7% em setembro. A queda dos preços da passagem aérea (-9,24%) e da energia elétrica (-0,89%) ajudou a conter a alta, enquanto a carestia do grupo alimentação e bebidas (0,88%) pressionou o resultado geral.

O índice ficou abaixo tanto da mediana quanto do piso das previsões do mercado, que eram de 0,45% e 0,33%, conforme a agência Bloomberg. Economistas dizem que a queda da passagem aérea foi a principal surpresa.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 acelerou a 4,62% até outubro, após marcar 4,47% até setembro. Assim, superou o teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central).

A aceleração está associada ao fato de que o IPCA-15 havia subido menos em outubro do ano passado (0,18%). A troca dessa leitura mais baixa pela atual aumentou o acumulado.

O índice de referência para a meta de inflação e a política de juros do BC é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também calculado pelo IBGE.

O IPCA-15, por ser divulgado antes, dá uma sinalização para o IPCA. Uma das diferenças entre os dois é o período da coleta dos preços.

A apuração do IPCA-15 se estendeu de 16 de setembro a 14 de outubro. O IPCA, por sua vez, está concentrado no mês de referência. Logo, o resultado do índice oficial de outubro ainda não está fechado. Será publicado em 12 de novembro.

A trégua mensal do IPCA-15 não eliminou a preocupação de parte dos analistas com o quadro inflacionário. Um dos alertas é relativo aos preços dos serviços.

"Nos serviços subjacentes, que excluem itens mais voláteis, como passagens aéreas, os preços acumulam alta de 5,5% em 12 meses, mesmo diante da desaceleração da economia. Isso reforça a leitura de que trazer a inflação de volta para a meta não será uma tarefa simples", disse Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

ALIMENTOS EM ALTA, LUZ E PASSAGEM AÉREA EM BAIXA

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 8 tiveram aumento no IPCA-15 de outubro.

O ramo de alimentação e bebidas mostrou a maior variação (0,88%) e o principal impacto (0,19 ponto percentual) do lado das altas.

A taxa de 0,88% é a mais intensa para outubro em cinco anos, desde 2021. O resultado reflete, em parte, a carestia da alimentação no domicílio, que subiu 1,01%.

Um dos produtos que ficaram mais caros foi o tomate: 24,54%. O alimento exerceu a maior pressão individual sobre o IPCA-15 (0,06 ponto percentual).

O arroz (5,8%), a cebola (13,63%) e a batata-inglesa (10,96%) também se destacaram. Entre as quedas, o IBGE citou a cenoura (-10,67%), as frutas (-1,37%) e o café moído (-1,16%).

A alimentação fora do domicílio, em locais como bares e restaurantes, subiu 0,56%.

A inflação dos alimentos costuma acelerar na reta final do ano devido ao clima mais adverso para a produção. Em 2026, o quadro é potencializado pelo El Niño, conforme analistas.

Claudia Moreno, do C6 Bank, diz que a alimentação no domicílio subiu mais do que o habitual para esta época do ano em razão de fortes chuvas.

Ao mesmo tempo, segundo ela, as precipitações ajudaram a aliviar os preços da energia elétrica (-0,89%). A bandeira tarifária mudou de amarela em setembro para verde em outubro, sem cobrança adicional para os consumidores.

O aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste estabilizou o nível dos reservatórios de usinas hidrelétricas, conforme a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Isso possibilitou a redução no uso de fontes mais caras, como as usinas termelétricas.

O único grupo do IPCA-15 que mostrou baixa em outubro foi habitação (-0,1%), sob influência da conta de luz. A energia elétrica teve o segundo maior impacto individual do lado das quedas no índice (-0,04 ponto percentual).

Só a passagem aérea gerou uma contribuição mais intensa para baixo (-0,08 ponto percentual).

INFLAÇÃO E ELEIÇÕES

A divulgação dos dados ocorre às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o governo Lula (PT) chegou ao primeiro turno com a menor alta acumulada pelo IPCA em um mandato presidencial desde o início do Plano Real.

Mesmo assim, o petista largou em desvantagem na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Para analistas, um dos fatores que atrapalham Lula é o mal-estar de parte da população com o nível dos preços de itens básicos, como os alimentos.

Os produtos subiram menos no terceiro governo do petista, na comparação com o mandato de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio. A inflação, contudo, incidiu sobre um patamar de preços que já pesava no orçamento familiar desde a pandemia.

PROJEÇÕES E JUROS

Na mediana, o mercado financeiro espera IPCA de 5,22% para os 12 meses de 2026, conforme o boletim Focus, do BC. A estimativa está acima do teto de 4,5% da meta de inflação.

Para controlar os preços, o Copom (Comitê de Política Monetária), ligado ao BC, tem como arma a taxa básica de juros (Selic), que segue em nível elevado. A Selic está em 13,75% ao ano desde setembro.

O Copom terá mais duas reuniões neste ano -em 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro. Conforme o boletim Focus, o mercado financeiro vê espaço para redução da Selic a 13,25% até o fim de 2026.

Para Roberto Troster, coordenador do Cefeb/Fipe (Centro de Estudos Fipe do Endividamento das Empresas Brasileiras), o IPCA-15 mostrou que não houve alívio disseminado dos preços e que a maior pressão veio dos alimentos, sobre os quais os juros têm menor influência direta.

Segundo o economista, o resultado favorece novo corte da Selic em novembro, mas não assegura a continuidade das reduções.

"Isso dependerá do comportamento dos preços nos próximos meses. A desaceleração mensal é bem-vinda, mas ainda não demonstra uma trajetória consistente de queda da inflação."

 

 

por Folhapress

Publicado em Economia

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