SÃO PAULO/SP - A ideia de que o Brasil é um país cheio de feriados atravessa gerações, é piada recorrente nas redes sociais e costuma reaparecer sempre que um descanso prolongado se aproxima. Mas até que ponto essa percepção corresponde aos fatos? Quando se olha para os dados e para a legislação, a resposta é menos simples — e bem mais interessante — do que parece à primeira vista.
Se a comparação for feita apenas com base no número de feriados nacionais, o Brasil está longe de ser um ponto fora da curva. “Se compararmos a quantidade de feriados nacionais com a de outros países, isso é um mito”, afirma a advogada Milian Loureiro, especialista em Direito Trabalhista. De acordo com a advogada, se pusermos o calendário brasileiro ao lado dos de outras nações, concluiremos que a ideia de excesso de dias de descanso é uma falácia, uma falsa impressão.
O calendário oficial do governo federal para 2026, por exemplo, lista dez feriados nacionais. Esse patamar é semelhante ao de países como Canadá, França, Itália e Suécia, que também têm cerca de 11 feriados nacionais. Os Estados Unidos contam com 10. A Alemanha varia entre 10 e 13, dependendo do estado. Em outros países, o número é ainda maior: Portugal, Romênia, Eslováquia e Suíça chegam a 15; Japão tem 16; Áustria, 18; e Índia soma mais de 40 feriados, considerando sua complexa organização religiosa e regional. Na América Latina, a Colômbia lidera, com 18 dias de descanso remunerado por lei, seguida por Argentina e Chile, com 15 cada. O México, em contraste, tem apenas 7.
Por esse critério, portanto, dizer que o Brasil tem feriado demais é um mito. O que ajuda a explicar, então, a sensação generalizada de feriados demais?
Organizando a agenda
A resposta está menos no número de feriados nacionais e mais na forma como o calendário brasileiro é organizado na prática. Além das datas definidas em âmbito federal, há os feriados estaduais — como as chamadas datas magnas —, os municipais, frequentemente ligados ao aniversário da cidade ou ao padroeiro local, e ainda o uso recorrente de pontos facultativos, sobretudo na administração pública.
O advogado Alessandro Vietri, especialista em Direito Civil e Trabalhista, ressalta que considerar se os feriados no Brasil são muitos ou poucos depende do critério usado na avaliação. “Existe uma combinação [feriados nacionais, estaduais, municipais e pontos facultativos] que aumenta essa percepção”, pondera.
Segundo o jurista Ivandick Cruzelles Rodrigues, professor de Direito do Trabalho e Seguridade Social na Universidade Presbiteriana Mackenzie, a ideia de excesso de feriados “é mais sensação social do que fato jurídico”. Afinal, a conta depende de como se observa o calendário. “Se eu olhar só para feriados nacionais, o Brasil tem um conjunto relativamente estável”, reforça.
As diversas modalidades de pausas somam-se à prática informal das chamadas emendas, que alongam o descanso de muita gente quando o feriado cai numa terça ou quinta-feira. O resultado é uma alteração significativa das rotinas urbana e econômica, especialmente nas capitais, o que reforça a impressão de um calendário excessivamente generoso.
À luz do Direito
Do ponto de vista jurídico, feriado é coisa séria. Trata-se de uma data definida por lei — federal, estadual ou municipal — destinada ao descanso do trabalhador, por motivo civil ou religioso.
A legislação brasileira trata do tema principalmente na Lei 605, de 1949, que regula o repouso semanal remunerado e os feriados, além de normas específicas, como a Lei 662, que lista os feriados nacionais, e a Lei 9.093, que autoriza Estados e municípios a instituírem feriados próprios dentro de certos limites.
O efeito trabalhista é direto: se o empregado não trabalha no feriado, o dia é remunerado normalmente. Se trabalha, tem direito, como regra, a uma folga compensatória. Na ausência dessa compensação, a jurisprudência consolidada da Justiça do Trabalho garante o pagamento em dobro pelo dia trabalhado. Esse regime, no entanto, comporta ajustes por meio de acordos e convenções coletivas, que podem organizar escalas, bancos de horas e formas específicas de compensação, mas não eliminam o feriado em si.
Há exceções importantes. Atividades consideradas essenciais ou que funcionem por necessidade social — como saúde, transporte, segurança, comércio e alimentação — podem operar em feriados, desde que respeitem as regras legais, administrativas e coletivas aplicáveis. No comércio, em particular, o trabalho nos feriados costuma depender de autorização expressa em convenção coletiva e do cumprimento da legislação municipal.
A definição do que é ou não feriado segue uma lógica federativa. Cabe à União instituir feriados nacionais; aos Estados, fixar uma data magna; e aos municípios, criar feriados locais, inclusive religiosos, conforme a tradição da comunidade — limitados, em regra, a até quatro por cidade. Um exemplo recente é o dia 20 de novembro, declarado feriado nacional em 2023, em homenagem à Consciência Negra.
Nem toda folga é feriado
É nesse contexto que surgem confusões comuns, em especial entre feriado e ponto facultativo. Apesar de frequentemente tratados como sinônimos no discurso cotidiano, são institutos distintos. O feriado, previsto em lei, gera efeitos trabalhistas automáticos. Ponto facultativo é outra coisa. “Em geral, é um ato administrativo, muito comum no serviço público, em que o órgão dispensa o expediente”, ensina Vetri. Na iniciativa privada, cada caso é um caso. Empresas podem aderir, ignorar ou negociar essas datas, conforme políticas internas ou instrumentos coletivos.
A emenda de feriado tampouco existe como categoria jurídica autônoma. Trata-se de uma prática organizacional: o empregador, ou o Poder Público, decide conceder folga em um dia útil entre o feriado e o fim de semana — seja por liberalidade, seja mediante compensação de jornada ou previsão em norma coletiva.
Poucos temas ilustram tão bem essa confusão quanto o carnaval. Apesar da enorme relevância cultural, o evento não é feriado nacional. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já esclareceu isso oficialmente. O que existe, na maior parte do País, é ponto facultativo, especialmente na segunda e na terça-feira, além de acordos coletivos e políticas internas que liberam ou compensam o dia. “O que significa, na prática, que a liberação do trabalho nessa data depende da decisão de cada empregador ou órgão público”, pontua Loureiro.
Há exceções. Estados e municípios podem transformar dias de carnaval em feriado local, como ocorre no Rio de Janeiro, onde a terça-feira é feriado estadual por lei.
Em empresas que atuam em mais de um Estado ou município, outra dúvida frequente é sobre quais feriados devem ser considerados. A regra predominante no Direito do Trabalho é clara: valem os feriados do local da prestação dos serviços. Assim, um empregado que trabalhe numa cidade do Estado do Rio de Janeiro faz jus aos feriados nacionais, aos estaduais e aos municipais, ainda que a empresa tenha sede num município de outro Estado. No trabalho remoto, o mais seguro é vincular o calendário ao local de lotação contratual ou domicílio habitual do trabalhador.
Na prática, os maiores problemas surgem quando um ponto facultativo é tratado como se fosse feriado, ou quando se ignora um feriado local. Para evitar passivos trabalhistas, especialistas recomendam que as empresas mantenham calendários atualizados por localidade; diferenciem claramente feriado, ponto facultativo e folga compensada; e analisem com atenção as normas coletivas da categoria.
“Pontos facultativos são datas importantes, mas não estão inseridos no calendário oficial de feriados nacionais”, pontua Loureiro. “Isto é, são datas marcantes por algum motivo, mas não têm um grau de feriado. É o caso do Dia do Professor, quando apenas instituições de ensino ou relacionadas à educação não funcionam”, completa.
No fim das contas, o Brasil não tem, propriamente, feriado demais. O que existe é um mosaico complexo de datas, competências legais e práticas administrativas que moldam a experiência cotidiana do descanso. A sensação de excesso nasce menos da lei e mais da soma — nem sempre bem compreendida — de feriados, pontos facultativos e emendas que fazem parte da vida brasileira.
FECOMERCIO SP
RIO DE JANEIRO/RJ - Vinte anos antes de a Acadêmicos de Niterói entrar na Sapucaí com um enredo em homenagem ao presidente Lula (PT), o PT entrava na Justiça para tentar impedir o desfile em São Paulo com homenagem a pré-candidatos do PSDB à Presidência. A ação era similar à movida no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por partidos de oposição, que prometem novas medidas judiciais para contestar a legalidade do desfile.
Em fevereiro de 2006, o então líder da bancada dos vereadores do PT em São Paulo, Arselino Tatto, apresentou ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) uma ação popular com um pedido de liminar. O objetivo era impedir que a escola de samba Leandro de Itaquera, da zona leste da cidade, desfilasse com um carro que homenagearia o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que à época era governador de São Paulo pelo PSDB, e o tucano José Serra, que era o prefeito da capital. Ambos eram possíveis candidatos do PSDB à presidência na eleição de 2006.
Bonecos gigantes dos dois políticos iriam compor um dos carros alegóricos da agremiação cujo presidente, Leandro Alves Martins, já havia sido candidato derrotado do PSDB a vereador em 2004.
O enredo abordaria uma das principais vitrines eleitorais de Alckmin –as obras de rebaixamento da calha do Tietê. O rio já havia sido tema da Leandro nos anos 1990, mas a escola resolveu fazer uma repetição com "roupagem" diferenciada.
Em sua ação judicial, Tatto alegou que a homenagem configuraria "promoção pessoal de políticos e autoridades".
O pedido de liminar foi negado pela juíza Márcia Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública. A magistrada argumentou que a alegação estava amparada em presunções e não poderia "se sobrepor ao princípio de liberdade de expressão artística".
No dia do desfile, os bonecos gigantes de Alckmin e Serra vieram logo atrás de um carro que representava a parada do orgulho gay. A Leandro de Itaquera foi rebaixada naquele ano.
O desfile voltou a ser alvo do PT meses depois após a Folha revelar que o banco estadual Nossa Caixa havia pago R$ 1,5 milhão à Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, a título de patrocínio. Esse gasto havia superado o investimento de R$ 1,2 milhão com a campanha publicitária para divulgar os resultados do banco em 2005.
Cem funcionários da Nossa Caixa teriam desfilado no Carnaval com fantasias doadas pela Leandro de Itaquera. Na passarela, eles ajudaram a engrossar o coro do samba-enredo sobre as obras do rio Tietê realizadas por Alckmin.
Procurado pela Folha, o ex-vereador Arselino Tatto afirmou que as situações de 2006 e deste ano são diferentes. Segundo ele, no caso da Leandro de Itaquera ocorreu o envolvimento direto de tucanos nas escolhas da escola de samba, enquanto no caso da Acadêmicos de Niterói não houve qualquer interferência do governo federal ou de Lula nas decisões da agremiação.
"O Lula procurou a CGU [Controladoria-Geral da União], foi perguntar, se informou direitinho. O partido estava discutindo os prós e contras, e a partir do momento em que tivemos uma garantia jurídica de que estava tudo bem, ok, e foi bonito", disse Tatto.
por Folhapress
BELO HORIZONTE/MG - Pesquisadores descobriram uma nova espécie de perereca que habita exclusivamente o Cerrado do noroeste de Minas Gerais. Batizado de Ololygon paracatu, o anfíbio tem distribuição extremamente restrita e foi registrado apenas em duas localidades próximas no município de Paracatu.
A pesquisa envolve instituições como a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Museo Argentino de Ciencias Naturales. O resultado do estudo foi publicado na revista científica Zootaxa.
O estudo combinou análises genéticas, comparações morfológicas e gravações de vocalizações. Parte essencial desse processo envolveu o uso de coleções biológicas.
De pequeno porte, a espécie apresenta diferenças morfológicas, acústicas e moleculares em relação a outras pererecas do mesmo gênero. Os machos medem entre 20,4 e 28,2 milímetros, enquanto as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 milímetros.
Assim como outras espécies do gênero Ololygon, o animal vive nas chamadas matas de galeria, vegetação florestal associadas a rios de pequeno porte, córregos de águas rápidas e leito rochoso. A nova espécie é a oitava do gênero Ololygon descrita no Cerrado, ampliando a lista de anfíbios endêmicos do bioma.
O nome da nova espécie faz referência ao Rio Paracatu, um dos principais afluentes do Rio São Francisco. A escolha carrega também um alerta ambiental. Durante o trabalho de campo, os pesquisadores observaram sinais de degradação em parte dos riachos analisados, como assoreamento.
“A conservação dos córregos e riachos onde essa nova espécie vive é essencial não apenas para sua sobrevivência, mas para a manutenção do próprio Rio Paracatu e seus afluentes”, alerta Daniele Carvalho, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN-ICMBio) e primeira autora do estudo.
“Descrever uma espécie é dar um nome a ela; é torná-la visível para a ciência e para a sociedade. Esperamos que esse nome ajude a chamar a atenção para a crise hídrica e ambiental que assola essa importante bacia hidrográfica e que ameaça não apenas aos anfíbios, mas toda sociedade”, afirma Daniele.
“A pesquisa é fruto de anos de esmero e dedicação ao estudo dos anfíbios do Cerrado, um bioma incrivelmente rico, porém severamente subestimado e ameaçado”, complementa Reuber Brandão, professor da UnB e membro da RECN, iniciativa da Fundação Grupo Boticário.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O Palmeiras se reapresentou nesta quarta-feira, após dois dias de folga no carnaval, para iniciar a preparação para as quartas de final do Paulista. O Alviverde recebe o Capivariano às 20h30 do sábado, na Arena Crefisa Barueri.
A novidade na movimentação foi o atacante Jhon Arias, que participou em tempo integral do primeiro treino com o grupo alviverde. Ele havia ido ao campo no sábado, no dia seguinte à chegada ao Brasil, mas na ocasião fez somente um trabalho individual com a preparação física.
O meia-atacante está regularizado no BID, inscrito no Paulista e pode estrear pelo Palmeiras.
O elenco fez nesta quarta-feira uma ativação muscular, treino de dinâmicas táticas e simulações de jogo, além de um trabalho técnico em dimensões reduzidas com dois times.
O Palmeiras ainda terá dois dias de treino completo para definir o time que entra em campo no sábado.
Ganhou nas últimas partidas, aliás, os reforços de Lucas Evangelista e Felipe Anderson, que voltaram a atuar pós recuperação de lesão e dão opções ao time.
Na área técnica, Abel Ferreira volta após cumprir suspensão contra o Guarani, por conta da expulsão no clássico com o Corinthians. E os desfalques a princípio são os mesmos da última partida: o atacante Paulinho, avançando na recuperação da cirurgia na perna direita, e o meia Figueiredo, que está na transição física.
Por Redação do ge
BRASÍLIA/DF - Agora todos os receituários para prescrição de medicamentos controlados podem ser impressos em gráficas pelos próprios profissionais prescritores e pelas instituições de saúde. A norma foi aprovada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim do ano passado.
Até então, alguns desses receituários — como os de cor amarela — eram impressos exclusivamente pela autoridade sanitária local. Com a publicação da resolução, a impressão de todos os modelos pode ser feita pelos próprios prescritores e pelas instituições.
Em nota, a Anvisa informou que a medida integra um conjunto de ações de desburocratização e simplificação do acesso da população brasileira a medicamentos e reforçou que a norma não elimina a exigência de impressão nem a obrigatoriedade de numeração fornecida pela autoridade sanitária local.
“Assim, prescritores e instituições devem continuar solicitando previamente essa numeração junto à autoridade sanitária competente e, a partir de 13 de fevereiro, poderão providenciar a impressão dos receituários em gráfica”, destacou a agência no comunicado.
A Anvisa ressaltou ainda que a resolução não altera outras regras estabelecidas por autoridades sanitárias locais. Em caso de dúvidas sobre exigências complementares relacionadas ao procedimento de impressão, a orientação é consultar a autoridade sanitária da respectiva localidade.
De acordo com a agência, os modelos de receituários anteriormente publicados nos anexos da Portaria nº 344/1998 deixam de ser válidos para novas impressões a partir desta sexta-feira. Os novos modelos a serem utilizados podem ser consultados na página do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR).
Receituários impressos até 12 de fevereiro de 2026 continuam válidos por tempo indeterminado.
A norma prevê ainda que, até junho, a Anvisa disponibilize uma ferramenta no SNCR que permite a emissão eletrônica de todos os receituários de medicamentos controlados.
“Até a disponibilização dessa funcionalidade, não há mudanças quanto à emissão eletrônica”.
“Para a emissão de notificações de receita em formato eletrônico, será necessário aguardar a implementação da ferramenta”, informou a agência.
AGÊNCIA BRASIL
AGUAÍ/SP - As obras da nova escola estadual em Aguaí, na região de Campinas, atingiram 70,1% de execução. A unidade, construída no residencial Monte Líbano, tem previsão de entrega para a segunda quinzena de março de 2026 e será a primeira escola a ser concluída no âmbito da Parceria Público-Privada (PPP) Novas Escolas do Governo de São Paulo.
A escola terá 5.688,44 m² de área total, distribuídos em três pavimentos. O projeto prevê 21 salas de aula, com capacidade para atender até 780 alunos, além de refeitório e duas quadras poliesportivas, sendo uma coberta. A obra será entregue três meses antes da previsão inicial, que seria em junho.
“É uma estrutura moderna, ampla e que vai beneficiar muito o aprendizado dos estudantes”, afirmou o engenheiro responsável pela obra, Pedro Gomes de Azevedo. “A escola terá um grande impacto na região, pois alunos que estudam longe de casa agora vão poder estudar perto de casa, numa escola com infraestrutura completa e salas climatizadas.”
A PPP Novas Escolas prevê a construção de 33 novas escolas em 29 municípios paulistas. A iniciativa vai criar quase 35 mil novas vagas em período integral para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio da rede estadual. O investimento total estimado é de R$ 2,1 bilhões ao longo dos 25 anos de concessão, com metade das escolas programadas para entrega em 2026 e as demais até 2027.
As demais obras do Lote Leste da PPP seguem em ritmo acelerado em São João da Boa Vista (53,2%), Salto de Pirapora (50,1%), Leme (50%), Atibaia (49,2%), Limeira (48,8%), Itapetininga (48,7%) e São José dos Campos (47,1%). Também estão em andamento obras Lote Oeste: Ribeirão Preto I e II (48,3% e 48,8%, respectivamente), São José do Rio Preto (48%), Araras (47,6%), Lins (47,1%), Sertãozinho (47%), Olímpia (46,8%) e Jardinópolis (46,7%). O total do avanço de obras, considerando todas unidades, do Lote Oeste é de 47,5%.
A parceria é voltada exclusivamente à infraestrutura e aos serviços de apoio, incluindo construção, manutenção, conservação e operação das atividades não pedagógicas, sem interferência no conteúdo educacional. Os serviços pedagógicos, como planejamento escolar, direção da unidade e definição de material didático, permanecem sob responsabilidade da Secretaria de Educação de São Paulo, assim como a gestão do corpo docente, composto por professores do quadro da Secretaria.
Entre os serviços previstos na PPP estão manutenção predial, segurança, limpeza, jardinagem, preparo da merenda e outras atividades de suporte ao funcionamento das unidades, que já são executadas por empresas privadas. A PPP Novas Escolas reúne em um único contrato diversos serviços hoje contratados separadamente pelas escolas, com o objetivo de agilizar e simplificar a gestão dessas atividades.
Agência SP Por Dentro da Obra
O avanço nas obras da escola de Aguaí da PPP Novas Escolas está registrado em mais um episódio da série “Agência SP: Por Dentro da Obra”, iniciativa da Agência SP que mostra em vídeos detalhes e curiosidades de grandes projetos em andamento no estado. Confira mais episódios nas redes sociais e na página do Governo de São Paulo no Youtube.
SÃO PAULO/SP - A terça-feira de Carnaval, dia 17 de fevereiro, entrou para a história do bloco Solteiro Não Trai. Comandado por Gustavo Mioto, o evento reuniu mais de 800 mil pessoas no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, consolidando a terceira edição como a maior já realizada desde a criação do projeto.
Em um trio elétrico que percorreu o trajeto por quase quatro horas, o cantor entregou um repertório vibrante e diverso, levando ao público seus maiores sucessos em versões especiais para o Carnaval, além de homenagens a hits de outros artistas. Axé, pagode, e outros ritmos carnavalescos deram o tom da festa, que manteve o público animado do início ao fim.
Sob muito sol e energia contagiante, Gustavo Mioto demonstrou entusiasmo durante todo o percurso, interagindo constantemente com os foliões e celebrando o crescimento do bloco, que já se consolidou como um dos destaques da folia paulistana.
A edição de 2026 marca um novo patamar para o Solteiro Não Trai, reafirmando a força do projeto e o carinho do público, que transformou o Parque do Ibirapuera em uma verdadeira celebração coletiva da música e do Carnaval, além de confirmar mais uma edição da festa para 2027.
Programação reuniu aproximadamente 39 mil pessoas nas ruas, praças e na Avenida Bento de Abreu, consolidando um modelo de carnaval gratuito, familiar e seguro
ARARAQUARA/SP - Quatro dias intensos de festa, cultura popular e ocupação dos espaços públicos marcaram o “Carnaval 2026 – Tradição da Alegria”, realizado pela Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundart e com o apoio das demais secretarias.
A programação, de 14 e 17 de fevereiro, reuniu aproximadamente 39 mil pessoas de pessoas nas ruas, praças e na Avenida Bento de Abreu, consolidando um modelo de carnaval gratuito, familiar e seguro. Do sábado à terça-feira, blocos tradicionais e novos coletivos mostraram a força criativa da cidade. O público compareceu em peso, com foliões de todas as idades, famílias inteiras, grupos de amigos e visitantes da região, confirmando que o carnaval de Araraquara se firma como referência no interior paulista.
O impacto também foi econômico. Ambulantes, trabalhadores da economia criativa, técnicos de som, produtores, músicos e comerciantes registraram forte movimentação. Barracas de alimentação e bebidas tiveram vendas expressivas, enquanto o comércio do entorno foi beneficiado pelo fluxo contínuo de público. O carnaval demonstrou, na prática, sua capacidade de gerar renda e fortalecer cadeias produtivas locais.
O sucesso do “Carnaval 2026 – Tradição da Alegria” também se deve ao empenho da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundart, que coordenaram editais, infraestrutura, logística e articulação com outras áreas da Prefeitura. A integração com equipes de segurança, saúde, trânsito e limpeza garantiu organização, atendimento e rápida manutenção dos espaços após os eventos. Ao longo de toda a programação, não houve registro de incidentes, resultado do planejamento integrado entre Cultura, Segurança, Trânsito, Saúde e demais áreas envolvidas.
A secretária municipal de Cultura, Euzânia Andrade, aponta que o Carnaval 2026 foi construído com muito planejamento, diálogo e responsabilidade de várias secretarias do município. “Entendemos que não se trata apenas de festa, mas de organização, geração de renda, valorização dos artistas locais e ocupação democrática dos espaços públicos. Cada bloco, cada show e cada ação envolveu uma equipe comprometida, que trabalhou com seriedade para garantir segurança, estrutura e respeito às normas legais. Sabemos dos desafios que um evento dessa dimensão apresenta e, juntos, enfrentamos todas as dificuldades com seriedade dos organizadores e a transparência e compromisso com a cidade.”
Para Euzânia, o Carnaval é cultura, é encontro, é economia criativa, é pertencimento. “Tudo isso só acontece porque há trabalho sério por trás. Seguimos firmes, com responsabilidade e dedicação, para que a cidade celebre com alegria, mas também com organização e respeito.”
Programação animada Abrindo a programação dos blocos, no sábado, o “Ai! Que Preguiça!”, organizado pelo Coletivo Tocaya, levou irreverência e referências literárias à Rua Carlos Gomes, atrás da Pista de Atletismo. Inspirado em Macunaíma, de Mário de Andrade, obra escrita em Araraquara, o bloco celebrou o centenário do livro com fantasias, intervenções artísticas e mistura de ritmos.
O público respondeu com entusiasmo à proposta que une memória e festa. Jovens, artistas e famílias ocuparam a via com criatividade e espírito lúdico, reafirmando a cidade como território simbólico da literatura brasileira. O clima foi de brincadeira, colagem cultural e pertencimento.
No domingo, o “Cordão da Luz Divina” tomou as ruas centrais com seu tradicional cortejo que este ano partiu da Praça da Independência e seguiu até o Parque Infantil. Celebrando dez anos de trajetória, o bloco mostrou mais uma vez sua vocação comunitária, inclusiva e intergeracional.
Marchinhas, sambas e clássicos do carnaval embalaram foliões fantasiados, crianças, idosos e grupos diversos. O Cordão reafirmou pautas de respeito, combate ao racismo e valorização da comunidade LGBTQIAP+, provando que é possível aliar música, alegria e consciência cidadã.
A segunda-feira foi marcada pela grandiosidade do “3 é Amor”, na Praça Scalamandré Sobrinho. Considerado o maior bloco do carnaval de rua de Araraquara, o 3 é Amor reuniu dezenas de milhares de foliões ao longo da tarde e da noite, em uma celebração que uniu diversidade, convivência e ocupação cultural do espaço público.
Neste ano o bloco somou forças com a festa Black Sauce, ampliando a programação musical com apresentações de Ceci Tunes, Xandão, Maziss, Sol, Nago, Seduty e Lelee. A praça se transformou em um grande encontro popular, com estrutura organizada, palco, equipes de apoio e serviços.
Na terça-feira, o bloco “Maraca Eu, Maracatu” também celebrou dez anos da presença do Maracatu de Baque Virado no carnaval araraquarense. O desfile na Avenida Bento de Abreu levou ritmo, ancestralidade e força percussiva ao público, reafirmando a cultura de matriz afro-brasileira como parte viva da identidade local.
O grupo, que ao longo de janeiro e fevereiro realizou ensaios abertos e gratuitos, mostrou que o carnaval também é processo formativo e construção comunitária. O público acompanhou o cortejo com entusiasmo, ampliando o contato com saberes e tradições do Brasil.
Ainda na terça-feira, o tradicional “Carnaval na Bento” reuniu grande público das 17h às 21h30. Três bandas selecionadas por edital e um bloco animaram a avenida em clima de confraternização.
O Sambalaxo abriu a programação com repertório que transitou entre pagode romântico e samba raiz. Em seguida, o Nosso Pagode celebrou sua trajetória iniciada em 1999, mostrando maturidade musical e forte conexão com o público. O bloco “Biquíni de Bolinha Amarelinha”, da Secretaria Municipal de Esportes, trouxe mensagem leve sobre saúde e valorização da beleza interior. Encerrando a noite, o grupo Flor de Abóbora levantou a multidão com axé, frevo, samba e sucessos atuais.
A Avenida Bento de Abreu se transformou em um grande espaço de convivência, com famílias espalhadas ao longo do percurso, crianças brincando, idosos acompanhando os shows e jovens celebrando juntos.
Ao final dos quatro dias, evidenciou-se que o Carnaval de Araraquara vai além da festa, sendo o resultado desta política pública cultural, comemorado com: geração de renda, afirmação de identidade e, sobretudo, encontro. A cidade mostrou que tradição e alegria caminham juntas, com participação popular e diversidade.
SÃO CARLOS/SP - Tramita na Câmara Municipal de São Carlos um Projeto de Lei que visa banir o uso de equipamentos aversivos e métodos baseados em dor ou medo para o controle e adestramento de animais na cidade. A proposta proíbe dispositivos como coleiras de choque elétrico, enforcadores com garras ou pontas perfurantes e aparelhos que emitem descargas sonoras ou jatos de substâncias para punir o animal.
O texto estabelece que tanto tutores quanto profissionais de adestramento estarão sujeitos a sanções administrativas, que serão regulamentadas pela Prefeitura. O objetivo é alinhar a legislação municipal aos conceitos modernos de bem-estar animal e etologia veterinária, que comprovam que o uso desses métodos causa estresse severo, picos de cortisol e danos psicológicos permanentes aos pets.
Foco no Bem-Estar e na Ciência
De acordo com a justificativa do projeto, a medida se baseia na Constituição Federal, que veda práticas cruéis contra animais. Capitais como São Paulo e estados como Rio de Janeiro já adotaram restrições semelhantes, priorizando métodos de adestramento positivo em vez da punição física.
Para o vereador Elton Carvalho (Republicanos), autor da proposta, a lei é um passo fundamental para transformar a cultura de cuidado animal em São Carlos.
“Nosso objetivo é garantir que a população tenha acesso a serviços de qualidade e transparência nas ações do poder público, assegurando que o treinamento de animais seja feito com respeito e dignidade. Não podemos mais aceitar que o medo e a dor sejam ferramentas de controle em nossa cidade”, afirma o vereador.
O co-autor da matéria, vereador Bruno Zancheta (Republicanos), reforça a importância da atualização legislativa para a proteção dos direitos dos animais.
“Estamos legislando para proteger aqueles que não têm voz. Proibir métodos que causam sofrimento físico e emocional é um dever ético e um avanço necessário para o bem-estar animal em São Carlos”, destaca Zancheta.
Próximos Passos
O projeto será votado na Câmara Municipal em plenário nesta quinta feira (19) às 15:00h. Se aprovado e sancionado, o Poder Executivo deverá definir os órgãos fiscalizadores, o canal para denúncias e as penalidades para os tutores ou adestradores que descumprirem a norma.
SÃO CARLOS/SP - O cenário das arboviroses em São Carlos em 2026 aponta maior incidência de dengue em comparação às demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Conforme dados atualizados da Vigilância Epidemiológica, 98 casos da doença foram confirmados até agora.
Além das confirmações, 16 notificações seguem em análise laboratorial. Por outro lado, 410 casos suspeitos já foram descartados. Não há registro de mortes relacionadas à dengue neste ano no município.
Enquanto isso, as demais arboviroses apresentam números reduzidos. Foram registradas 26 notificações de chikungunya, mas todas foram descartadas após investigação. O mesmo ocorre com a zika, que contabilizou 20 notificações, igualmente descartadas. Para febre amarela, não houve registros de suspeitas ou confirmações em 2026.
A Vigilância Epidemiológica destaca que, apesar do número relativamente controlado de casos confirmados, o período exige atenção redobrada da população, especialmente durante os meses mais quentes e chuvosos, quando há maior proliferação do mosquito transmissor. A prevenção continua sendo a principal estratégia para evitar novos casos.
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