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Radio Sanca Web TV - Quarta, 18 Fevereiro 2026

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos iniciou uma ação integrada entre as secretarias municipais de Educação e de Saúde para fortalecer a busca ativa de estudantes da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI). A iniciativa é voltada a pessoas que ainda não concluíram a escolarização básica e pretende ampliar o acesso à modalidade no município.

Coordenada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio da Seção de Educação de Jovens, Adultos e Idosos, a ação conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde e será desenvolvida nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A proposta é aproveitar os espaços de atendimento à população para identificar, orientar e convidar jovens, adultos e idosos a retomarem os estudos.

A estratégia, denominada “Telefone Humano da EJA”, consiste em uma dinâmica de mobilização e sensibilização direta, com abordagem personalizada e diálogo próximo com a comunidade. A intenção é levar informações sobre a oferta da EJA até os territórios onde as pessoas vivem e acessam serviços públicos, facilitando o ingresso e a permanência na escola.

De acordo com a chefe da Seção de EJA e articuladora do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo, professora doutora Maria Alice Zacharias, a articulação intersetorial é fundamental para ampliar o alcance da política pública e garantir o direito à educação ao longo da vida.

A iniciativa reforça o compromisso do município com a educação inclusiva e com a superação do analfabetismo, reconhecendo a EJA como uma política estratégica para o desenvolvimento social e econômico da cidade.

“A educação é um direito que não tem prazo de validade. Quando unimos forças com a Secretaria de Saúde, estamos dizendo à população que a escola está aberta e pronta para acolher todos aqueles que, por diferentes motivos, não puderam concluir seus estudos no tempo regular. Essa parceria amplia nossa capacidade de chegar até as pessoas, especialmente nos territórios onde elas já buscam atendimento e serviços. A busca ativa é um gesto de cuidado e de responsabilidade social. Queremos que cada jovem, adulto ou idoso saiba que sempre é tempo de aprender, de se qualificar e de transformar sua própria história por meio da educação”, concluiu o vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Roselei Françoso.

Publicado em Educação

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio do Departamento de Fiscalização da Secretaria de Gestão da Cidade e Infraestrutura, divulgou nesta quarta-feira (18/02), o balanço da Operação Carnaval 2026. As ações ocorreram entre os dias 14 e 17 em diferentes pontos da cidade, como Praça XV, Parque do Bicão, FESC, Aracy, além de clubes e estabelecimentos comerciais. A iniciativa foi conduzida pelo Departamento de Fiscalização com apoio da Guarda Municipal e, em momentos específicos, da Polícia Militar. O Ministério Público também acompanhou parte das atividades, representado pelo promotor Sérgio Domingos de Oliveira.

Durante a operação, foram realizados o cadastramento e sorteio de vagas para ambulantes, além da fiscalização do comércio informal. Apenas cinquenta trabalhadores previamente inscritos puderam atuar na Praça XV e no Parque do Bicão. Dois ambulantes de outras cidades foram retirados por não estarem autorizados. Nos estabelecimentos comerciais, equipes realizaram vistorias periódicas para verificar cumprimento de horários e restrições.

Segundo o diretor de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela, a presença reforçada da Polícia Militar e da Guarda Municipal nos locais de maior concentração de público garantiu tranquilidade aos foliões. Ele destacou que não houve registro de ocorrências graves em locais públicos ou particulares durante os dias de festa.

O balanço da operação aponta que 21 estabelecimentos comerciais foram vistoriados, quatro notificações foram aplicadas por irregularidades administrativas, seis locais particulares com atividades de carnaval receberam fiscalização, quatro vistorias ocorreram em espaços públicos, dois ambulantes de outras cidades foram retirados, onze orientações foram dadas a ambulantes credenciados e uma notificação foi aplicada por comércio de móveis não autorizado. Nenhum estabelecimento precisou ser interditado.

Publicado em Comércio

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos realiza nesta sexta-feira (20), a partir das 9h, no auditório do Paço Municipal, a palestra “Inteligência Emocional na Segurança Pública”. A iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana e reúne profissionais da área de diferentes municípios da região.

A atividade será ministrada pela psicóloga Andrea Cristina Pereira do Val, profissional credenciada pela Polícia Federal. O público-alvo é composto por guardas municipais, policiais militares e agentes de trânsito. Além de São Carlos, participam representantes de Araraquara, Brotas, Ibaté e Ribeirão Preto.

A proposta é discutir a importância da inteligência emocional no cotidiano das forças de segurança. O conceito envolve a capacidade de reconhecer, compreender e administrar as próprias emoções, além de saber lidar de forma adequada com os sentimentos e reações de outras pessoas.

No contexto da segurança pública, a aplicação desse conhecimento pode contribuir para a prevenção de conflitos, a mediação de crises e a melhoria do atendimento à população.

Profissionais que atuam sob pressão constante e em situações de risco tendem a se beneficiar do desenvolvimento de habilidades emocionais, que favorecem decisões mais equilibradas e abordagens mais humanizadas.

O secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, destaca que o investimento na formação continuada dos agentes é fundamental para fortalecer o trabalho realizado no município e na região.

“Falar sobre inteligência emocional na segurança pública é reconhecer que, por trás da farda, existem pessoas que enfrentam diariamente situações de tensão, risco e grande responsabilidade. Investir nesse tema é investir na qualidade do serviço prestado à população. Quando o agente aprende a identificar e administrar suas emoções, ele ganha mais clareza para tomar decisões, evita a escalada de conflitos e fortalece o diálogo com a comunidade. Essa é uma iniciativa que valoriza o profissional e contribui para uma segurança pública mais humana, equilibrada e eficiente”, finaliza Fernando Napolitano, diretor do Departamento de Formação da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana.

Publicado em Outras Notícias

SÃO CARLOS/SP - A Guarda Municipal capturou um homem procurado pela Justiça na manhã desta quarta-feira (18), no Centro de São Carlos. A ocorrência foi registrada às 7h45, na Rua Nove de Julho.

Segundo a corporação, a equipe realizava patrulhamento preventivo em um prédio público municipal quando notou a presença de um indivíduo em atitude considerada suspeita nas proximidades. Durante a abordagem, os agentes realizaram consulta aos sistemas integrados de segurança.

A verificação apontou que o homem, de 33 anos, identificado como J.M.S., possuía mandado de prisão em aberto por furto, conforme previsto no artigo 155 do Código Penal. A ordem judicial foi confirmada por meio das plataformas Muralha Paulista e Escudo Sancarlense.

Após a constatação, ele foi encaminhado ao Centro de Polícia Judiciária (CPJ), onde teve a prisão formalizada e permaneceu à disposição da autoridade judicial competente.

Publicado em Policial

SÃO CARLOS/SP - O Carnaval 2026, promovido pela Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, reuniu cerca de 25 mil pessoas ao longo dos quatro dias de festa. A programação espalhou-se por diferentes pontos, como Praça da XV, Fundação Educacional São Carlos (FESC), Parque do Bicão, Flor de Maio e os distritos de Santa Eudóxia e Água Vermelha, sempre com enfoque na diversidade cultural e na segurança dos foliões.

O secretário de Cultura e Turismo, Leandro Severo, avaliou o resultado como extremamente positivo. “Foi um carnaval cheio de energia, de alegria e de criatividade. Tivemos muita fantasia, muita criança, muita família, e tudo isso em um ambiente seguro e tranquilo. Os músicos de São Carlos realmente fizeram uma grande apresentação”, afirmou.
Leandro Severo destacou especialmente o papel dos blocos carnavalescos, que superaram as expectativas e mobilizaram tanto grupos tradicionais quanto universitários. “Os blocos foram uma surpresa maravilhosa. Tivemos o Rochedo de Ouro, ligado ao maracatu, a Bateria da UFSCar e a Cajuteria, do Caaso. Essa integração dos universitários com a cidade foi impressionante. Muitos jovens que não são daqui ficaram em São Carlos para se apresentar, e isso trouxe uma energia nova para o carnaval”, disse.

O Flor de Maio também foi lembrado pelo secretário como um espaço de grande relevância cultural. “As duas noites no Flor de Maio foram muito movimentadas e alegres. Foi uma iniciativa que partiu da própria comunidade negra e da diretoria do clube, e agora volta para o calendário oficial do município. É uma retomada importante da tradição do Carnaval de clubes”, ressaltou.

A FESC e a Praça XV mantiveram sua força como pontos tradicionais da festa, com shows de bandas conhecidas e atividades voltadas para famílias. “A FESC e a Praça XV superaram as expectativas. Foram apresentações muito boas, com animação e segurança, e que mostraram o quanto o povo de São Carlos valoriza o Carnaval”, comentou Severo.

O secretário também destacou o papel dos distritos e dos espaços alternativos. “Em Santa Eudóxia e Água Vermelha tivemos atividades que ampliaram o alcance da festa. O Bicão recebeu o Baile de Máscaras, e os distritos mostraram que o carnaval não está restrito ao centro da cidade. Isso fortalece a ideia de um evento democrático e inclusivo”, disse.

A presença dos blocos na Avenida São Carlos foi outro momento marcante. “Os blocos trouxeram de volta para a cidade essa coisa do asfalto, da rua, da criatividade ao vivo. Tivemos sol, tivemos até um pedacinho de chuva, mas o público não arredou o pé. Foi uma atividade que surpreendeu pela mobilização, pela beleza e pela criatividade. Teve super-heróis, Smurfs e personagens de quadrinhos. Foi muito divertido”, relatou Severo. O secretário lembrou que o Sesi e o Sesc, integrantes do Sistema S, tiveram presença ativa na programação e reforçaram o peso cultural do carnaval em São Carlos.

No balanço final, o secretário resumiu o espírito da festa. “O que fica é que nós, brasileiros, e o povo de São Carlos também, adoramos o carnaval, adoramos o samba e adoramos nos divertir. E fizemos isso com muito respeito e energia positiva. Foi um carnaval que mostrou a força da nossa cultura e da nossa comunidade”, concluiu.

Publicado em Outras Notícias
Quinta, 19 Fevereiro 2026 03:23

É verdade que o Brasil tem muito feriado?

SÃO PAULO/SP - A ideia de que o Brasil é um país cheio de feriados atravessa gerações, é piada recorrente nas redes sociais e costuma reaparecer sempre que um descanso prolongado se aproxima. Mas até que ponto essa percepção corresponde aos fatos? Quando se olha para os dados e para a legislação, a resposta é menos simples — e bem mais interessante — do que parece à primeira vista.

Se a comparação for feita apenas com base no número de feriados nacionais, o Brasil está longe de ser um ponto fora da curva. “Se compararmos a quantidade de feriados nacionais com a de outros países, isso é um mito”, afirma a advogada Milian Loureiro, especialista em Direito Trabalhista. De acordo com a advogada, se pusermos o calendário brasileiro ao lado dos de outras nações, concluiremos que a ideia de excesso de dias de descanso é uma falácia, uma falsa impressão.

O calendário oficial do governo federal para 2026, por exemplo, lista dez feriados nacionais. Esse patamar é semelhante ao de países como Canadá, França, Itália e Suécia, que também têm cerca de 11 feriados nacionais. Os Estados Unidos contam com 10. A Alemanha varia entre 10 e 13, dependendo do estado. Em outros países, o número é ainda maior: Portugal, Romênia, Eslováquia e Suíça chegam a 15; Japão tem 16; Áustria, 18; e Índia soma mais de 40 feriados, considerando sua complexa organização religiosa e regional. Na América Latina, a Colômbia lidera, com 18 dias de descanso remunerado por lei, seguida por Argentina e Chile, com 15 cada. O México, em contraste, tem apenas 7.

Por esse critério, portanto, dizer que o Brasil tem feriado demais é um mito. O que ajuda a explicar, então, a sensação generalizada de feriados demais?

Organizando a agenda

A resposta está menos no número de feriados nacionais e mais na forma como o calendário brasileiro é organizado na prática. Além das datas definidas em âmbito federal, há os feriados estaduais — como as chamadas datas magnas —, os municipais, frequentemente ligados ao aniversário da cidade ou ao padroeiro local, e ainda o uso recorrente de pontos facultativos, sobretudo na administração pública.

O advogado Alessandro Vietri, especialista em Direito Civil e Trabalhista, ressalta que considerar se os feriados no Brasil são muitos ou poucos depende do critério usado na avaliação. “Existe uma combinação [feriados nacionais, estaduais, municipais e pontos facultativos] que aumenta essa percepção”, pondera.

Segundo o jurista Ivandick Cruzelles Rodrigues, professor de Direito do Trabalho e Seguridade Social na Universidade Presbiteriana Mackenzie, a ideia de excesso de feriados “é mais sensação social do que fato jurídico”. Afinal, a conta depende de como se observa o calendário. “Se eu olhar só para feriados nacionais, o Brasil tem um conjunto relativamente estável”, reforça.

As diversas modalidades de pausas somam-se à prática informal das chamadas emendas, que alongam o descanso de muita gente quando o feriado cai numa terça ou quinta-feira. O resultado é uma alteração significativa das rotinas urbana e econômica, especialmente nas capitais, o que reforça a impressão de um calendário excessivamente generoso.

À luz do Direito

Do ponto de vista jurídico, feriado é coisa séria. Trata-se de uma data definida por lei — federal, estadual ou municipal — destinada ao descanso do trabalhador, por motivo civil ou religioso.

A legislação brasileira trata do tema principalmente na Lei 605, de 1949, que regula o repouso semanal remunerado e os feriados, além de normas específicas, como a Lei 662, que lista os feriados nacionais, e a Lei 9.093, que autoriza Estados e municípios a instituírem feriados próprios dentro de certos limites.

O efeito trabalhista é direto: se o empregado não trabalha no feriado, o dia é remunerado normalmente. Se trabalha, tem direito, como regra, a uma folga compensatória. Na ausência dessa compensação, a jurisprudência consolidada da Justiça do Trabalho garante o pagamento em dobro pelo dia trabalhado. Esse regime, no entanto, comporta ajustes por meio de acordos e convenções coletivas, que podem organizar escalas, bancos de horas e formas específicas de compensação, mas não eliminam o feriado em si.

Há exceções importantes. Atividades consideradas essenciais ou que funcionem por necessidade social — como saúde, transporte, segurança, comércio e alimentação — podem operar em feriados, desde que respeitem as regras legais, administrativas e coletivas aplicáveis. No comércio, em particular, o trabalho nos feriados costuma depender de autorização expressa em convenção coletiva e do cumprimento da legislação municipal.

A definição do que é ou não feriado segue uma lógica federativa. Cabe à União instituir feriados nacionais; aos Estados, fixar uma data magna; e aos municípios, criar feriados locais, inclusive religiosos, conforme a tradição da comunidade — limitados, em regra, a até quatro por cidade. Um exemplo recente é o dia 20 de novembro, declarado feriado nacional em 2023, em homenagem à Consciência Negra.

Nem toda folga é feriado

É nesse contexto que surgem confusões comuns, em especial entre feriado e ponto facultativo. Apesar de frequentemente tratados como sinônimos no discurso cotidiano, são institutos distintos. O feriado, previsto em lei, gera efeitos trabalhistas automáticos. Ponto facultativo é outra coisa. “Em geral, é um ato administrativo, muito comum no serviço público, em que o órgão dispensa o expediente”, ensina Vetri. Na iniciativa privada, cada caso é um caso. Empresas podem aderir, ignorar ou negociar essas datas, conforme políticas internas ou instrumentos coletivos.

A emenda de feriado tampouco existe como categoria jurídica autônoma. Trata-se de uma prática organizacional: o empregador, ou o Poder Público, decide conceder folga em um dia útil entre o feriado e o fim de semana — seja por liberalidade, seja mediante compensação de jornada ou previsão em norma coletiva.

Poucos temas ilustram tão bem essa confusão quanto o carnaval. Apesar da enorme relevância cultural, o evento não é feriado nacional. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já esclareceu isso oficialmente. O que existe, na maior parte do País, é ponto facultativo, especialmente na segunda e na terça-feira, além de acordos coletivos e políticas internas que liberam ou compensam o dia. “O que significa, na prática, que a liberação do trabalho nessa data depende da decisão de cada empregador ou órgão público”, pontua Loureiro.

Há exceções. Estados e municípios podem transformar dias de carnaval em feriado local, como ocorre no Rio de Janeiro, onde a terça-feira é feriado estadual por lei.

Em empresas que atuam em mais de um Estado ou município, outra dúvida frequente é sobre quais feriados devem ser considerados. A regra predominante no Direito do Trabalho é clara: valem os feriados do local da prestação dos serviços. Assim, um empregado que trabalhe numa cidade do Estado do Rio de Janeiro faz jus aos feriados nacionais, aos estaduais e aos municipais, ainda que a empresa tenha sede num município de outro Estado. No trabalho remoto, o mais seguro é vincular o calendário ao local de lotação contratual ou domicílio habitual do trabalhador.

Na prática, os maiores problemas surgem quando um ponto facultativo é tratado como se fosse feriado, ou quando se ignora um feriado local. Para evitar passivos trabalhistas, especialistas recomendam que as empresas mantenham calendários atualizados por localidade; diferenciem claramente feriado, ponto facultativo e folga compensada; e analisem com atenção as normas coletivas da categoria.

“Pontos facultativos são datas importantes, mas não estão inseridos no calendário oficial de feriados nacionais”, pontua Loureiro. “Isto é, são datas marcantes por algum motivo, mas não têm um grau de feriado. É o caso do Dia do Professor, quando apenas instituições de ensino ou relacionadas à educação não funcionam”, completa.

No fim das contas, o Brasil não tem, propriamente, feriado demais. O que existe é um mosaico complexo de datas, competências legais e práticas administrativas que moldam a experiência cotidiana do descanso. A sensação de excesso nasce menos da lei e mais da soma — nem sempre bem compreendida — de feriados, pontos facultativos e emendas que fazem parte da vida brasileira.

 

 

FECOMERCIO SP

Publicado em Economia

RIO DE JANEIRO/RJ - Vinte anos antes de a Acadêmicos de Niterói entrar na Sapucaí com um enredo em homenagem ao presidente Lula (PT), o PT entrava na Justiça para tentar impedir o desfile em São Paulo com homenagem a pré-candidatos do PSDB à Presidência. A ação era similar à movida no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por partidos de oposição, que prometem novas medidas judiciais para contestar a legalidade do desfile.

Em fevereiro de 2006, o então líder da bancada dos vereadores do PT em São Paulo, Arselino Tatto, apresentou ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) uma ação popular com um pedido de liminar. O objetivo era impedir que a escola de samba Leandro de Itaquera, da zona leste da cidade, desfilasse com um carro que homenagearia o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que à época era governador de São Paulo pelo PSDB, e o tucano José Serra, que era o prefeito da capital. Ambos eram possíveis candidatos do PSDB à presidência na eleição de 2006.

Bonecos gigantes dos dois políticos iriam compor um dos carros alegóricos da agremiação cujo presidente, Leandro Alves Martins, já havia sido candidato derrotado do PSDB a vereador em 2004.

O enredo abordaria uma das principais vitrines eleitorais de Alckmin –as obras de rebaixamento da calha do Tietê. O rio já havia sido tema da Leandro nos anos 1990, mas a escola resolveu fazer uma repetição com "roupagem" diferenciada.

Em sua ação judicial, Tatto alegou que a homenagem configuraria "promoção pessoal de políticos e autoridades".

O pedido de liminar foi negado pela juíza Márcia Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública. A magistrada argumentou que a alegação estava amparada em presunções e não poderia "se sobrepor ao princípio de liberdade de expressão artística".

No dia do desfile, os bonecos gigantes de Alckmin e Serra vieram logo atrás de um carro que representava a parada do orgulho gay. A Leandro de Itaquera foi rebaixada naquele ano.

O desfile voltou a ser alvo do PT meses depois após a Folha revelar que o banco estadual Nossa Caixa havia pago R$ 1,5 milhão à Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, a título de patrocínio. Esse gasto havia superado o investimento de R$ 1,2 milhão com a campanha publicitária para divulgar os resultados do banco em 2005.

Cem funcionários da Nossa Caixa teriam desfilado no Carnaval com fantasias doadas pela Leandro de Itaquera. Na passarela, eles ajudaram a engrossar o coro do samba-enredo sobre as obras do rio Tietê realizadas por Alckmin.

Procurado pela Folha, o ex-vereador Arselino Tatto afirmou que as situações de 2006 e deste ano são diferentes. Segundo ele, no caso da Leandro de Itaquera ocorreu o envolvimento direto de tucanos nas escolhas da escola de samba, enquanto no caso da Acadêmicos de Niterói não houve qualquer interferência do governo federal ou de Lula nas decisões da agremiação.

"O Lula procurou a CGU [Controladoria-Geral da União], foi perguntar, se informou direitinho. O partido estava discutindo os prós e contras, e a partir do momento em que tivemos uma garantia jurídica de que estava tudo bem, ok, e foi bonito", disse Tatto.

 

 

por Folhapress

Publicado em Política

BELO HORIZONTE/MG - Pesquisadores descobriram uma nova espécie de perereca que habita exclusivamente o Cerrado do noroeste de Minas Gerais. Batizado de Ololygon paracatu, o anfíbio tem distribuição extremamente restrita e foi registrado apenas em duas localidades próximas no município de Paracatu.

A pesquisa envolve instituições como a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Museo Argentino de Ciencias Naturales. O resultado do estudo foi publicado na revista científica Zootaxa.

O estudo combinou análises genéticas, comparações morfológicas e gravações de vocalizações. Parte essencial desse processo envolveu o uso de coleções biológicas.

De pequeno porte, a espécie apresenta diferenças morfológicas, acústicas e moleculares em relação a outras pererecas do mesmo gênero. Os machos medem entre 20,4 e 28,2 milímetros, enquanto as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 milímetros.

Assim como outras espécies do gênero Ololygon, o animal vive nas chamadas matas de galeria, vegetação florestal associadas a rios de pequeno porte, córregos de águas rápidas e leito rochoso. A nova espécie é a oitava do gênero Ololygon descrita no Cerrado, ampliando a lista de anfíbios endêmicos do bioma.

Homenagem

O nome da nova espécie faz referência ao Rio Paracatu, um dos principais afluentes do Rio São Francisco. A escolha carrega também um alerta ambiental. Durante o trabalho de campo, os pesquisadores observaram sinais de degradação em parte dos riachos analisados, como assoreamento.

“A conservação dos córregos e riachos onde essa nova espécie vive é essencial não apenas para sua sobrevivência, mas para a manutenção do próprio Rio Paracatu e seus afluentes”, alerta Daniele Carvalho, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN-ICMBio) e primeira autora do estudo.

“Descrever uma espécie é dar um nome a ela; é torná-la visível para a ciência e para a sociedade. Esperamos que esse nome ajude a chamar a atenção para a crise hídrica e ambiental que assola essa importante bacia hidrográfica e que ameaça não apenas aos anfíbios, mas toda sociedade”, afirma Daniele.

“A pesquisa é fruto de anos de esmero e dedicação ao estudo dos anfíbios do Cerrado, um bioma incrivelmente rico, porém severamente subestimado e ameaçado”, complementa Reuber Brandão, professor da UnB e membro da RECN, iniciativa da Fundação Grupo Boticário.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Natureza

SÃO PAULO/SP - O Palmeiras se reapresentou nesta quarta-feira, após dois dias de folga no carnaval, para iniciar a preparação para as quartas de final do Paulista. O Alviverde recebe o Capivariano às 20h30 do sábado, na Arena Crefisa Barueri.

A novidade na movimentação foi o atacante Jhon Arias, que participou em tempo integral do primeiro treino com o grupo alviverde. Ele havia ido ao campo no sábado, no dia seguinte à chegada ao Brasil, mas na ocasião fez somente um trabalho individual com a preparação física.

O meia-atacante está regularizado no BID, inscrito no Paulista e pode estrear pelo Palmeiras.

O elenco fez nesta quarta-feira uma ativação muscular, treino de dinâmicas táticas e simulações de jogo, além de um trabalho técnico em dimensões reduzidas com dois times.

O Palmeiras ainda terá dois dias de treino completo para definir o time que entra em campo no sábado.

Ganhou nas últimas partidas, aliás, os reforços de Lucas Evangelista e Felipe Anderson, que voltaram a atuar pós recuperação de lesão e dão opções ao time.

Na área técnica, Abel Ferreira volta após cumprir suspensão contra o Guarani, por conta da expulsão no clássico com o Corinthians. E os desfalques a princípio são os mesmos da última partida: o atacante Paulinho, avançando na recuperação da cirurgia na perna direita, e o meia Figueiredo, que está na transição física.

 

 

Por Redação do ge

Publicado em Esportes

BRASÍLIA/DF - Agora todos os receituários para prescrição de medicamentos controlados podem ser impressos em gráficas pelos próprios profissionais prescritores e pelas instituições de saúde. A norma foi aprovada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim do ano passado.

Até então, alguns desses receituários — como os de cor amarela — eram impressos exclusivamente pela autoridade sanitária local. Com a publicação da resolução, a impressão de todos os modelos pode ser feita pelos próprios prescritores e pelas instituições.

Em nota, a Anvisa informou que a medida integra um conjunto de ações de desburocratização e simplificação do acesso da população brasileira a medicamentos e reforçou que a norma não elimina a exigência de impressão nem a obrigatoriedade de numeração fornecida pela autoridade sanitária local.

“Assim, prescritores e instituições devem continuar solicitando previamente essa numeração junto à autoridade sanitária competente e, a partir de 13 de fevereiro, poderão providenciar a impressão dos receituários em gráfica”, destacou a agência no comunicado.

A Anvisa ressaltou ainda que a resolução não altera outras regras estabelecidas por autoridades sanitárias locais. Em caso de dúvidas sobre exigências complementares relacionadas ao procedimento de impressão, a orientação é consultar a autoridade sanitária da respectiva localidade.

De acordo com a agência, os modelos de receituários anteriormente publicados nos anexos da Portaria nº 344/1998 deixam de ser válidos para novas impressões a partir desta sexta-feira. Os novos modelos a serem utilizados podem ser consultados na página do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR).

Receituários impressos até 12 de fevereiro de 2026 continuam válidos por tempo indeterminado.

A norma prevê ainda que, até junho, a Anvisa disponibilize uma ferramenta no SNCR que permite a emissão eletrônica de todos os receituários de medicamentos controlados.

“Até a disponibilização dessa funcionalidade, não há mudanças quanto à emissão eletrônica”.

“Para a emissão de notificações de receita em formato eletrônico, será necessário aguardar a implementação da ferramenta”, informou a agência.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Ciência & Saúde

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