SÃO CARLOS/SP - A Fundação Educacional São Carlos (FESC) informa que de 01/12 a 15/12/21 e de 04/01 a 31/01/22 as matrículas para os cursos da Universidade Aberta da Terceira Idade (UATI), da Universidade Aberta do Trabalhador (UNIT), do Programa de Inclusão Digital (PID) e do Centro Esportivo e Cultural estarão abertas.
As matrículas poderão ser feitas online no site da Fundação no www.fesc.com.br. Quem optar em fazer a matrícula presencialmente deverá agendar antecipadamente o horário também pelo site da FESC.
Pela UATI, entre outros cursos, serão oferecidos de Alongamento, Atividades Físicas (leve/moderada/preventiva), Consciência Corporal, Corpo e Dança, Dança Livre, Danças Circulares, Yoga, Pilates, FAST Alongamento, Treinamento Funcional, Bocha, Decoupage, Desenho, Língua Espanhola, Consciência Corporal: Coluna, Grupo Artística de Música, de Comunicação ou de Teatro, Iniciação Musical de Xilofones, Violão, Teclado, Roda de Samba, Canto e Expressão, Música e Dança na Infância, O Poder da Mente (meditação e relaxamento) e Artesanato. Para os cursos da UTI a mensalidade será de R$ 35,00.
Já a UNIT programou as seguintes capacitações: Assistente Administrativo, Introdução à Contabilidade, Corte e Costura (básico, intermediário, aperfeiçoamento), Feltro Fácil, Espanhol, Confecção de Boneca de Pano (iniciante e avançado) e Técnicas de Patchwork – Módulos 1, 2, 3 e 4. A mensalidade para qualquer um dos cursos da UNIT é de R$ 45,00.
O PID oferece muitos cursos para todas as idades começando com Introdução ao Design Gráfico e Edição de Vídeos, Mídias Sociais e Internet para a melhor Idade, Smartphone (Android), Smartphone (Android) para a Melhor Idade, Office para o Trabalho, Tecnologias para a Melhor Idade (Windows/Word/Internet) e Introdução Tecnologia para o Trabalho. A mensalidade para qualquer um dos cursos é de R$ 45,00.
O Centro Esportivo vai oferecer Hidroginástica (para maiores de 18 anos), Hidroginástica (para maiores de 40 anos), Natação Iniciante, Natação Avançado e Atividade Física Preventiva. Para os cursos aquáticos a mensalidade será de R$ 88,00.
“Para efetivar as matrículas será preciso, além dos documentos de praxe como CPF, RG, comprovante de endereço, atestado médico no caso de atividade física, o comprovante de vacinação contra a COVID-19. Quem não se vacinou, não poderá participar das atividades”, frisa Fernando Carvalho, diretor presidente da FESC.
A medida é válida a partir do dia 8 de novembro
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação, por meio da Portaria Nº 511, de 25 de outubro de 2021, que dispõe sobre a retomada integral das aulas e atividades presenciais nas 10 Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB’s) e na Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos (EMEJA), estabeleceu a retomada obrigatória de estudantes às atividades escolares presenciais a partir do próximo dia 8 de novembro
Porém, permanecem vigentes as demais recomendações sanitárias, como o uso correto de máscaras cobrindo boca e nariz por todos, lavagem de mãos, uso de álcool em gel 70%, medida de temperatura, e a limpeza e manutenção frequente das instalações, bem como o rastreamento de contato com pessoas infectadas por COVID-19 em combinação com isolamento e quarentena.
A única exceção do retorno compulsório é para estudantes com condição de saúde de maior fragilidade à COVID-19. A presença nas atividades escolares não será obrigatória quando o estudante estiver enquadrado somente nos seguintes itens: gestante ou puérpera; comorbidade com idade a partir de 12 anos que não tenham completado ciclo vacinal contra a COVID-19; menor de 12 anos pertencente ao grupo de risco para a doença, com comprovação médica. Nestes casos as unidades escolares irão disponibilizar atividades para esses estudantes.
“Nós da Secretaria Municipal de Educação estamos à disposição e realizando o acolhimento necessário dos nossos estudantes e suas famílias”, afirmou a secretária de Educação, Wanda Hoffmann.
Confira as escolas da rede municipal de ensino que a partir do dia 8 de novembro retomam integralmente as aulas: EMEB’s Afonso Fioca Vitali, Alcyr Leopoldino, Angelina Dagnone de Melo, Antônio Stela Moruzzi, Arthur Natalino Deriggi, Carmine Botta, Dalila Galli, Janete Maria Martinelli Lia, Maria Ermantina Tarpani e Ulysses Ferreira Picolo e a EMEJA Austero Manjerona. No total são 6.900 estudantes matriculados.
BRASÍLIA/DF - Em todo o país, milhões de estudantes se preparam para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 nos dias 21 e 28 de novembro. As datas são importantes não apenas para eles, mas para todos os professores que estão diariamente preparando aulas, corrigindo redações, tentando tornar o conteúdo mais interessante para que os alunos aprendam o máximo possível. Hoje (15), no Dia do Professor, a Agência Brasil conversou com alguns desses profissionais.
Em Brasília, o professor de geografia e coordenador da Secretaria de Cursos do Colégio Sigma, Robson Lucas Caetano, junta todas as forças nessa reta final. “Está mais próximo de terminar do que de começar. A jornada está em um momento importante, mais para o fim do que para o começo”, reforça também para estimular os colegas professores.
O fôlego é necessário porque o Enem terá duas edições no mesmo ano. “No ano passado, a escola funcionou no auge da crise [de forma remota]. O Enem 2020 foi neste ano, na verdade. A preparação fez com que tivéssemos mudanças. Tivemos aulas em janeiro, com professores atuando na revisão”, diz.
O Enem de 2020, após adiamento por causa da pandemia, acabou sendo realizado no início deste ano. Ao todo, foram três rodadas de exame, o Enem regular, em papel, realizado em janeiro, o Enem digital, aplicado pela primeira vez na história do exame, em janeiro e fevereiro.
Houve ainda a reaplicação do Enem, em fevereiro. Essa aplicação ocorre todos os anos mas, nessa edição, ganhou outra dimensão devido ao agravamento da pandemia no estado do Amazonas e nas cidades Espigão D’Oeste e Rolim de Moura, ambos em Rondônia. Todos os estudantes dessas localidades tiveram as aplicações regulares canceladas e tiveram que prestar o exame na reaplicação.
No Sigma, as aulas presenciais foram retomadas recentemente, em um modelo híbrido, ainda mantendo aulas remotas e turmas reduzidas. Caetano diz que isso significa dar aulas, às vezes, para três grupos de uma mesma turma.
“Nossos alunos estão em frangalhos. Os alunos que chegam ao terceiro ano foram ceifados do amadurecimento que é necessário. Esse aluno do terceiro é o que estava no primeiro ano [antes da pandemia] e, de repente, se viu no terceiro. Com o afastamento da escola, ele não teve o amadurecimento necessário”.
A escola, que é particular, conta com ampla rede de apoio, que inclui ajuda na hora da escolha da carreira a ser seguida e até mesmo apoio emocional para os quais um grupo de professores recebeu formação específica. Apesar do impacto da pandemia, Caetano afirma que o rendimento dos estudantes nas provas do Enem manteve, no ano passado, o mesmo nível de anos anteriores.
Sem pausa
Em Goiânia, o professor universitário da Unialfa Augusto Narikawa também sente o cansaço do curso preparatório para duas edições do Enem em um mesmo ano.
“Para nós professores, está bem complicado. A nossa carga horária aumentou muito. Vários professores tiveram que aprender coisas que não sabiam, novidades para eles, que não dominavam. A partir disso, tiveram que desenvolver novas metodologias e se organizar para que pudessem entregar uma educação com qualidade”.
Narikawa percebeu que muitos estudantes, principalmente de escolas públicas, não estavam tendo acesso à formação que precisavam para o Enem. Foi assim que nasceu, no ano passado, o Curso Preparatório Solidário do Enem da Unialfa, gratuito. O curso seguiu o preparatório para a edição de 2021. Para esses alunos, Narikawa leciona língua portuguesa.
O cursinho praticamente não parou. “Estamos todos muito esgotados, a pandemia trouxe esgotamento mental muito grande”, acrescenta: “Os professores são heróis porque não pararam em tempo nenhum. Continuamos tentando fazer com que a educação seja levada da melhor maneira possível. A educação é a base de qualquer país”.
SÃO PAULO/SP - A partir de segunda-feira, todos os alunos do Estado, de escolas públicas e particulares, terão de voltar obrigatoriamente às aulas presenciais, segundo determinação do governo estadual. O governador João Doria vai anunciar hoje, em coletiva à imprensa, que a presença deixa de ser facultativa. Além disso, a partir do dia 3 não será mais necessário o distanciamento de 1 metro entre estudantes, o que atualmente acaba levando ao revezamento de dias presenciais por falta de espaço nas salas.
“A regra é: criança na escola todos os dias e não alguns dias. A sociedade já voltou, as pessoas estão tendo convivência mais aberta e é preciso priorizar a educação, senão não vamos recuperar a aprendizagem”, disse ao Estadão o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares. Apenas crianças e adolescentes com atestado médico que impeça a presença poderão ficar em casa.
Apesar de a maioria dos alunos nas escolas particulares estar presencialmente todos os dias, o mesmo não ocorre na rede pública. Na estadual, cerca de 70% voltaram, mesmo com o retorno autorizado desde fevereiro. Há casos de pais com medo, mas também adolescentes que preferem ficar no ensino online porque precisaram trabalhar para ajudar as famílias ou pela comodidade.
Os prefeitos têm ainda autonomia para decidir apenas se as redes municipais vão acompanhar as medidas, mas a estadual e a privada (com exceção das que têm só educação infantil) são reguladas pelo Estado. A capital tem acompanhado o governo nas últimas decisões sobre volta às aulas. Mas há municípios que nem permitiram abertura das escolas e podem questionar as decisões do Estado.
A frequência escolar é exigida por lei no Brasil, mas foi flexibilizada por pareceres dos conselhos de educação por causa da pandemia. Rossieli diz que agora serão feitas adaptações nessas regras e as escolas poderão voltar a acionar o Conselho Tutelar para informar quem não está indo presencialmente.
Outra questão é a capacidade das escolas para receber todos os alunos, já que até agora o governo exigia um distanciamento de 1 metro entre os alunos. Dessa forma, a maioria das turmas na rede pública foi dividida em grupos menores, com revezamento de dias no presencial. Um levantamento da Secretaria da Educação indica que 26% das 5,1 mil escolas da rede estadual têm capacidade física para receber todos os alunos, com distanciamento. Por isso, segundo governo, a decisão agora de acabar com a exigência. O restante do protocolo, como uso de máscaras e álcool em gel, continua a ser exigido.
Sem rotina
“Parece que as crianças das escolas públicas estão paradas, na espera. Isso não tem mais sentido”, diz Natália Espejo, de 32 anos, mãe de Sofia, de 9. A menina estuda em uma escola estadual e tem ido presencialmente apenas duas vezes por semana. Natália, por outro lado, é professora da rede particular e dá aulas todos os dias há alguns meses. “Ela não tem nenhuma rotina e a professora também não consegue acompanhar o desenvolvimento dela.” A desigualdade educacional tem sido uma das maiores preocupações de especialistas.
Segundo Rossieli, a volta total agora vai ajudar também a organizar o ano que vem. Ele diz que “não está sendo nem cogitado” retirar o uso de máscaras e as medidas foram aprovadas pelo comitê que assessora o Estado. “Estamos acompanhando tudo com a área médica. A pandemia ainda não acabou, mas não podemos continuar com a hipocrisia de que a covid só circula nas escolas. Isso não verdade.”
A decisão do retorno obrigatório havia sido adiantada pelo Estadão em julho. O secretário tinha dito que esperava apenas uma análise do comportamento da variante delta no Estado para exigir a obrigatoriedade. O número de casos e de mortes pela covid-19 registrados por dia em São Paulo tem baixado. Ontem, segundo o boletim estadual, foram 37 mortes, ante mais de 1.300 em abril. No total, mais de 150 mil pessoas já morreram no Estado vítimas do coronavírus. O Imperial College de Londres anunciou ontem que a taxa de transmissão da covid no Brasil é a menor desde abril do ano passado.
O governo também levou em conta o fato de todos os professores da educação básica já terem tomado as duas doses da vacina contra a covid. E ainda que 90% dos adolescentes de 12 a 17 anos tenham recebido a primeira dose em São Paulo.
Avaliações mostram que os alunos da rede estadual paulista devem demorar 11 anos para recuperar a aprendizagem de Matemática perdida durante a pandemia. E atualmente um aluno de 10 anos tem desempenho pior do que ele mesmo tinha aos 8 anos.
Estimativas de organismos internacionais, como Banco Mundial e a Unesco, falam em décadas de retrocesso na educação em países como o Brasil, por causa das escolas fechadas. O País foi uma das nações que mais demoraram para voltar ao ensino presencial. O primeiro Estado a determinar a volta obrigatória dos estudantes foi o Espírito Santo, no fim de julho, mas com presença apenas em dias alternados. A partir desta semana, o governo também acabou com o revezamento nas escolas e passou a exigir presença diária de todos os alunos. Lá, segundo o secretário Vitor De Angelo, mais de 90% dos estudantes voltaram ao presencial depois das medidas. O retorno às escolas ainda é lento em boa parte do País, principalmente em Estados do Norte e do Nordeste.
SÃO PAULO/SP - A Universidade de São Paulo (USP) retoma, a partir de hoje (4), as aulas presencias para todos os professores e alunos que estiverem imunizados contra a covid-19. Devido à pandemia de covid-19, a instituição havia suspendido as atividades presenciais, restringindo a entrada nos campi e implementado um sistema de aulas online desde março de 2020.
Segundo a portaria, publicada em agosto no Diário Oficial, são consideradas imunizadas as pessoas que receberam as duas doses da vacina há pelo menos 14 dias.
O semestre letivo da graduação foi iniciado de forma remota em agosto. Nessa etapa de retomada das atividades presenciais, a reitoria recomenda que sejam privilegiadas as atividades de laboratório ou de campo. As aulas teóricas podem continuar de forma remota.
A USP investiu, desde junho, R$ 150 milhões para reforma dos ambientes de ensino e na melhor da infraestrutura para o ensino remoto. Foram reformadas salas de aula, laboratórios e bibliotecas para atender às novas exigências sanitárias.
Além da exigência de vacinação, serão mantidos os protocolos de segurança sanitária, como uso de máscaras e distanciamento social de pelo menos um metro.
Ao justificar o retorno ao ensino e atividades presenciais, a portaria do reitor Vahan Agopyan citou diversos prejuízos causados pelo prolongamento das atividades de forma remota. Segundo o texto, o afastamento dos alunos, em vigor desde março de 2020, pode causar prejuízos à formação e prejudicar especialmente aqueles que necessitam de apoio da instituição.
A reitoria argumentou ainda que a situação tem causado a interrupção das atividades de laboratório e práticas, importantes para a formação dos estudantes.
Por Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
SÃO CARLOS/SP - Por decisão da Vara da Fazenda Pública de São Carlos a rede municipal de ensino poderá permanecer com a retomada das aulas presenciais nas escolas de ensino fundamental e da educação infantil.
Segundo a decisão da juíza Gabriela Muller Carioba Attanasio foi concedida, em parte, a tutela provisória de urgência, condicionando a reabertura das Escolas CEMEI’s Bruno Panhoca e Ruth Bloem Souto, com suas aulas presenciais, à comprovação, pelo Poder Público, da adoção de todas as medidas apontadas pela Vigilância Sanitária. “...Quanto às demais escolas, determinar a manutenção do cronograma de retorno gradual das aulas presenciais, resguardando-se os protocolos de biossegurança, determinar a intimação do Corpo de Bombeiros desta cidade, para que, no prazo de 30 dias, informe nos autos quais escolas municipais possuem alvará de funcionamento ou possuem procedimento/pedido de renovação em andamento, bem como se foi realizada alguma vistoria em algumas das unidades escolares municipais e, ainda, se o Município de São Carlos está dentro do prazo para renovação dos AVCBs, e determinar a intimação da Vigilância Sanitária Municipal (VISAM) para que, no prazo de 30 dias, informe nos autos se o requerido adotou as recomendações de ordem sanitária necessárias ao retorno presencial das unidades escolares, informando detalhadamente eventuais inadequações ou omissões encontradas em alguma unidade escolar, se o caso. Em vista das especificidades da causa, se mostra infrutífera a designação de audiência de tentativa de conciliação. Assim, de modo a adequar o rito processual às necessidades do conflito, deixo para momento oportuno a análise da conveniência da audiência de conciliação...”.
SÃO CARLOS/SP - O retorno presencial das aulas nas escolas municipais de São Carlos será tema de uma audiência pública promovida pela Câmara Municipal nesta sexta-feira (17) às 18h, conforme solicitação da Comissão de Educação,Cultura, Ciência e Tecnologia presidida pelo vereador Azuaite Martins de França e integrada pelos vereadores Bruno Zancheta (secretário) e André Rebello (membro).
Em função da pandemia, o evento será realizado no formato híbrido – virtual e presencial – e será transmitido ao vivo pelo Canal 8 da Net, pela rádio São Carlos AM 1450, online via Facebook e canal Youtube, por meio da página oficial da Câmara Municipal de São Carlos.
Também é possível ter acesso ao evento pela plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/
PROTOCOLOS SANITÁRIOS – No requerimento em que propôs a audência, a Comissão observa que o Ministério Público do Estado de São Paulo manifestou-se recentemente para que a reabertura das escolas da rede municipal de Educação aconteça “somente após a Prefeitura Municipal adotar todas as medidas necessárias para o cumprimento dos protocolos sanitários”
Também aponta que o Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais (Sindispam) propôs ação civil ao MPSP após verificar as condições das unidades escolares e diversos vereadores visitaram as unidades e receberam em seus gabinetes pais, professores e pessoas ligadas à Educação, que expressaram preocupação quanto ao cumprimento dos protocolos sanitários em relação à Covid-19.
SÃO CARLOS/SP - O Ministério Público de São Paulo manifestou-se pela suspensão das atividades escolares em São Carlos. O processo judicial é movido pelo Sindicado dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos (Sindspam). A Justiça deve definir ainda se acolherá ou não o pedido da Promotoria.
Em manifestação datada do último dia 8, o promotor de justiça Luciano Garcia Ribeiro apoiou a concessão de liminar para "determinar a reabertura das escolas somente após o Poder Público comprovar a adoção de todas as medidas necessárias para a pronta retomada das atividades presenciais, com decorrente cumprimento de protocolos sanitários estabelecidos pela própria Secretaria da Educação".
Em ofício, o Ministério Público ainda pede o detalhamento das reformas realizadas, das melhorias realizadas nos ambientes escolares, disponibilização de equipamento de proteção individual (EPI), concessão de materiais de higiene e sanitização dos locais. Há ainda solicitação de apresentação de licenças expedidas pelo Corpo de Bombeiros.
"Em decorrência da necessidade de análise prévia para o fim da perfeita compreensão da adoção de medidas pelo Poder Público, notadamente para a garantia da presente educação, com padrão de qualidade, acredita-se que a suspensão das atividades escolares presenciais deverá ser tomada como medida excepcional, até a comprovação pelo Poder Público no que se refere a adoção de todos os protocolos de biossegurança, em razão de efetiva observância dos princípios de precaução e prevenção", afirma.
Na ação, o Sindspam elencou justificativas e provas de que a retomada das aulas presenciais em São Carlos não seria segura para professores, funcionários e alunos. Entre os documentos estão fotografias das escolas e relatórios expedidos pela Vigilância Sanitária Municipal (Visam).
Com transmissão aérea e por via respiratória, o novo coronavírus paralisou as atividades escolares em março do ano passado. Desde então, municípios e estados têm buscado formas de uma retomada segura das atividades.
A manifestação do Ministério Público é um passo do processo que corre na Vara da Fazenda Pública de São Carlos. A Prefeitura também foi instada pela juíza Gabriela Muller Carioba Attanazio. A suspensão ou não das aulas na cidade ainda depende da decisão do Judiciário.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de São Carlos afirmou que se manifestará após o Departamento Jurídico analisar integralmente uma decisão do Judiciário.
As aulas foram retomadas em São Carlos na virada do mês de setembro para 6,5 mil alunos do ensino fundamental do 1º ao 9º ano.
Na mesma semana, todavia, a Secretaria Municipal de Educação confirmou um caso positivo de Covid-19 em uma aluna do 5º ano da EMEB "Maria Ermantina Carvalho Tarpani".
O programa de retomada às aulas de São Carlos é feito de forma escalonada. No dia 27 de setembro está marcado o retorno de mais de 8,7 mil crianças de 3 a 6 anos dos 35 Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis). Já a volta dos mais de 3,8 mil bebês e crianças até 3 anos de 25 Cemeis está previsto para 18 de outubro.
*Por: BRUNO MORAES | ACIDADEON/SÃO CARLOS
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação (SME) já definiu o calendário oficial para a volta às aulas presenciais nas escolas públicas de São Carlos. A partir de 30 de agosto, professores e estudantes do Ensino Fundamental poderão estar em sala de aula como era antes da pandemia da COVID-19. A proposta é o retorno gradual com o ensino presencial combinado com o ensino não presencial. Nesse primeiro momento, está previsto o retorno de 6,5 mil estudantes do primeiro ao quinto ano (Ensino Fundamental I) e do sexto ao nono ano (Ensino Fundamental II), além dos matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Serão 10 EMEBs (Escolas Municipais de Educação Básica), e uma EMEJA (Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos) e seus polos.
Os pais e responsáveis também podem optar por manter os filhos ainda no modo remoto, uma vez que parte dos professores também estará em atividades pedagógicas virtuais e, assim como os servidores com mais de 60 anos e com comorbidades, estarão na fila para tomar a segunda dose da vacina para regressar aos locais de trabalho, respeitando o cronograma previsto no Decreto Municipal nº 308/2021 e legislações pertinentes ao combate à disseminação da COVID-19.
No segundo momento de volta às aulas presenciais, que acontece no dia 27 de setembro, poderão retornar presencialmente às escolas as mais de 8,7 mil crianças de 3 a 5 anos e 11 meses das fases 4, 5 e 6 dos 35 Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs).
De acordo com os protocolos sanitários, será possível uma ocupação de 35% a 50% por dia, a depender da especificidade de cada escola.
O retorno dos bebês e das crianças pequenas até 3 anos (fases 1, 2 e 3) dos 25 CEMEIs, com mais de 3,8 mil matriculados, está previsto para o dia 18 de outubro. O prazo de retorno mais amplo nessa faixa etária deve-se aos protocolos diferenciados por se tratar das creches.
As três datas que marcam o retorno presencial foram compartilhadas e divulgadas durante um encontro virtual da Secretária de Educação, professora Wanda Hoffmann, com os diretores das unidades escolares da rede municipal no dia 22 de julho. No dia anterior, todos os supervisores de ensino da SME foram informados sobre a proposta, como também a seguir todos os coordenadores pedagógicos.
“Estamos propondo um retorno gradual, atendendo às famílias, com a adaptação ao presencial, com a convivência diária na escola, dando tempo suficiente para que todos possam acolher os estudantes e alcançar a normalidade”, afirmou a secretária Wanda Hoffmann. “Sabemos que não será uma tarefa fácil, mas temos que começar”.
Diante do cenário pandêmico, a SME vai disponibilizar aos diretores das unidades escolares uma cartilha de procedimentos para atender aos protocolos sanitários e ao protocolo pedagógico, incluindo as ações de contingência, caso alguma pessoa da comunidade escolar esteja com suspeita de COVID-19.
A SME também está investindo recursos na compra de termômetros digitais, recipientes para oferta de álcool gel 70◦ no interior das escolas, assim como suportes de papel toalha, máscaras, luvas, aventais de TNT descaráveis, toucas e sapatilhas descartáveis, e material para higienização de espaços e equipamentos.
Graças a uma parceria com a Vigilância Sanitária que fez as orientações à SME, a partir de segunda-feira, dia 26 de julho, a equipe técnica da SME atuará presencialmente em cada região onde estão situadas as 10 EMEBs para orientar diretores e servidores sobre os protocolos sanitários e pedagógicos. A primeira unidade a receber a intervenção será a EMEB “Professor Afonso Fioca Vitali” (CAIC), na região do Cidade Aracy. A partir dela, todas os equipamentos públicos do ensino fundamental seguirão as mesma normas e regras.
A equipe técnica também fará a demarcação de piso para o distanciamento correto para a entrada e saída dos estudantes, isolamento de carteiras dentro das salas de aula, identificação de assentos nos refeitórios para posicionamento dos estudantes, proteção e intercalação de torneiras, entre outras ações, conforme os protocolos setoriais quanto às diretrizes a serem adotadas para funcionários e para estudantes no que se refere aos métodos de distanciamento social, higiene pessoal, limpeza e higienização de ambientes, comunicação, monitoramento das condições de saúde, respeitando o plano do Governo de São Paulo.
A expectativa, segundo a secretária Wanda Hoffmann, é ter um retorno tranquilo com acolhimento dos estudantes e com um ambiente o mais adequado possível.
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