SÃO CARLOS/SP - Único hospital federal do interior de São Paulo, o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar) inaugura nesta segunda-feira (15) a UTI e Enfermaria Pediátrica com a presença do presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro.
A reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, o superintendente do HU-UFSCar, Fábio Neves, o ex-presidente da Ebserh e ex-prefeito de São Carlos, Newton Lima, que idealizou e deu início às obras de construção do hospital, entre outras autoridades, também participam da solenidade.
As obras do primeiro módulo do então Hospital-Escola Municipal “Dr. Horácio Carlos Panepucci” foram iniciadas em 31 de março de 2005 com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
“Inaugurar uma UTI e Enfermaria Pediátrica é fundamental para São Carlos e região e chega a emocionar todos nós que conhecemos a história deste hospital”, comemora Newton Lima. “Mais importante ainda é saber que com o governo do presidente Lula nós vamos retomar as obras do HU”, frisa. O hospital funciona parcialmente desde novembro de 2007.
O ex-prefeito recorda que a expectativa era entregar o hospital completo em sete anos. De 2009 a 2012 o ritmo das obras diminuiu em função do contingenciamento de recursos federais decorrente da crise financeira mundial provocada pelos bancos americanos. A partir de 2013, o novo o governo da cidade pretendeu sem sucesso transforma-lo em ambulatório médico de especialidades e as obras foram interrompidas até sua federalização em 2014, quando passou a ser gerenciado pela Ebserh, ligada ao Ministério da Educação. “A partir de 2016, com o golpe que afastou a presidenta Dilma, os investimentos em universidades e hospitais federais foram reduzidos drasticamente, atrasando ainda mais o cronograma de execução do HU”, relembra Newton Lima.
Apesar das limitações orçamentárias, o HU-UFSCar tem hoje 455 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos, 54 leitos e realiza por mês 193 internações, 105 cirurgias eletivas, 9,1 mil exames laboratoriais e 5,2 mil exames por imagem. “Inauguramos o primeiro módulo no dia 4 de novembro de 2007, aniversário de 150 anos de São Carlos, com pronto atendimento, exames de imagem e enfermaria. De lá para cá o HU salvou a vida de milhares de pessoas, em particular durante a pandemia de Covid 19”, destaca Newton.
Com a instalação da UTI provisória para atender os pacientes da pandemia, o HU provou sua excelência: a mortalidade hospitalar de Covid ficou entre 20 e 25%, equivalente a hospitais privados, enquanto que na rede pública a média foi de 50%.
Em 2022, a direção do HU-UFSCar redimensionou o cronograma de obras para 5 etapas a serem concluídas até 2027. De acordo com o superintendente Fábio Neves, se as etapas forem mantidas dentro do planejado, o HU-UFSCar entregará 30 novos leitos até dezembro deste ano, 47 até dezembro de 2024 e o total de 212 leitos no final de 2026. Segundo Neves, a conclusão total do HU-UFSCar ocorrerá com a entrada em funcionamento da Ressonância Magnética, prevista para dezembro de 2027.
Para Newton Lima, tais resultados contaram muito com o trabalho dos profissionais dos cursos de Saúde da UFSCar. “Lembro que, associado ao hospital, a UFSCar, na gestão do reitor Oswaldo Barba, aprovou e implantou com apoio do MEC o curso de Medicina, que já formou dezenas de profissionais”, ressalta o ex-prefeito.
“Tenho absoluta certeza que o governo do presidente Lula fará todos os esforços para concluir nosso hospital universitário, dotá-lo do que há de melhor em equipamentos e recursos humanos e garantir seu custeio para salvar vidas, além de servir às nossas universidades e institutos de pesquisa como uma vitrine em ciência e tecnologia aplicadas à saúde”, salienta. “O HU é a minha menina dos olhos e sei que, além de tudo, contribuirá ainda mais com o desenvolvimento econômico de São Carlos”, completa Newton Lima.
SÃO CARLOS/SP - Empregados(as) da Ebserh entraram em greve por tempo indeterminado desde quarta-feira, em todo o Brasil, inclusive em São Carlos. O movimento paredista foi decretado em cerca de 45 hospitais universitários de 20 estados. A greve acontece depois que os trabalhadores passaram mais de três anos tentando negociar o seu Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os serviços essenciais à população serão mantidos.
Na mesa de negociação, os(as) trabalhadores(as) da Ebserh apresentaram uma pauta que inclui a manutenção das cláusulas sociais do ACT vigente e uma reposição inflacionária linear de 22,30%, referente aos três anos de congelamento salarial. Além do reajuste linear, a categoria busca um aumento de R$ 600,00 aos assistentes administrativos, uma vez que eles recebem os menores salários pagos pela Ebserh e muitos não recebem insalubridade.
Em resposta a demanda da categoria, inicialmente a Ebserh ofereceu reajuste zero. Na última rodada de negociação, eles chegaram a um percentual de 20% para os assistentes administrativo e técnicos e de 13% para os cargos assistenciais, sem retroatividade. A proposta teve como principal objetivo dividir a categoria ao oferecer percentuais diferentes de reposição inflacionária dos salários, mas acabou surtindo um efeito contrário. A empresa também insiste em reduzir o adicional de insalubridade do salário-base para o salário mínimo, o que irá diminuir o salário de todos os trabalhadores.
Está prevista uma reunião em Brasília, de mediação convocada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), nessa quinta-feira, 29.
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP - A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto abriu inquérito para investigar um técnico de enfermagem suspeito de ter estuprado duas mulheres internadas no Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes na cidade.
O caso está sendo investigado como estupro de vulnerável, porque as mulheres estariam medicadas, sem condições de reagir ao abuso sexual.
Segundo a delegada do caso, Luciana Macini, as vítimas já ouvidas em depoimento afirmam que a violência sexual ocorreu no mês de agosto deste ano. "A denúncia chegou até a DDM e já ouvimos duas vítimas. Vamos ouvir outras mulheres que estavam internadas no mesmo quarto para saber se há mais pessoas que foram abusadas", explica a delegada.
Também entra para a lista de pessoas a serem ouvidas os funcionários do hospital que trabalhavam no dia em que teria ocorrido o estupro.
O técnico em enfermagem acusado do crime pediu demissão do hospital e será chamado para comparecer à DDM nos próximos dias para dar sua versão sobre o crime. Como não foi pego em flagrante, ele responde ao crime em liberdade.
Em nota, o advogado do hospital, Gustavo Zola Peres, afirma que a testemunha relatou à equipe de enfermagem e assistente social que havia presenciado o abuso contra outra paciente.
De imediato, o funcionário foi afastado e instaurado procedimento interno para apuração dos fatos. Foram ouvidos quatro pacientes que se encontraram nas dependências do quarto, funcionários e o próprio suspeito.
No dia 26 de agosto, a testemunha registrou boletim de ocorrência, noticiando uma tentativa de assédio sexual.
"O Hospital Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, não poupará esforços para esclarecer os fatos e combater atos que desrespeitem os direitos das mulheres ou de qualquer outro paciente", finaliza a nota.
INGLATERRA - Administradores de hospitais britânicos alertam para possíveis reduções no atendimento a pacientes para compensar a disparada nas contas de luz, prevista para o inverno, devido ao aumento das tarifas de energia elétrica.
A maioria dos hospitais do Reino Unido prevê que suas contas de energia dobrem durante o inverno, segundo uma pesquisa da revista médica BMJ.
A partir de outubro, o teto tarifário da energia aumentará 80% para as residências, deixando muitas famílias em uma situação precária. Mas as tarifas não residenciais não têm sequer um teto, deixando seus clientes ainda mais vulneráveis à disparada de preços.
Empresas de todos os setores afirmam que os enormes aumentos das tarifas poderiam obrigar muitas a fechar as portas se o governo não ajudá-las.
A NHS Confederation, que reúne entidades de saúde pública, alertou que sofreria um efeito dominó.
"O buraco de financiamento, resultante do aumento da inflação, terá que ser compensado com a contratação de menos pessoal, o prolongamento do tempo de espera ou cortes em outras áreas de atendimento ao paciente", declarou à BMJ Rory Deighton, dirigente da organização.
A inflação no Reino Unido está em seu ponto mais alto dos últimos 40 anos, em 10,1%, e a previsão para o ano que vem é que chegue a 18% ou mais.
Segundo a BMJ, o hospital infantil Great Ormond Street de Londres, por exemplo, prevê uma conta de energia de cerca de 650.000 libras (756.000 dólares) mensais em janeiro e fevereiro, frente a aproximadamente 350.000 libras no mesmo período de 2021.
O Hospital Pediátrico de Sheffield, no norte da Inglaterra, prevê um aumento de quase 130% em sua conta total para 2022-23.
E o Hospital Universitário de Nottingham, no centro do país, orçou um aumento de 214% para o gás e a eletricidade para este ano.
- Em seu "pior estado" -
Esta situação se soma à série crescente de problemas que o Serviço Nacional de Saúde (NHS) enfrenta.
Criado em 1948 para proporcionar assistência sanitária gratuita e paga com impostos, o NHS é uma instituição muito apreciada pelos britânicos.
Mas o sistema, cujo funcionamento custa 190 bilhões de libras ao ano e emprega 1,2 milhão de pessoas só na Inglaterra, há tempos sofre com um importante subfinanciamento.
Deighton urgiu o próximo primeiro-ministro, que tomará posse na semana que vem, sucedendo o demissionário Boris Johnhson, a agir imediatamente para compensar o aumento do custo de vida.
"O NHS precisa de pelo menos 3,4 bilhões de libras para compensar a inflação só durante este ano, e isso antes de que enfrentemos um inverno com preços de energia no atacado ainda maiores", afirmou.
A saúde britânica está "no pior estado de que se tem lembrança", afirmou esta semana ao jornal The Guardian Matthew Taylor, diretor-executivo da NHS Confederation.
Os problemas incluem escassez crônica de pessoal, serviços de emergência saturados, atrasos das ambulâncias e longas listas de espera para atendimento.
Especialistas em saúde afirmam que a crise está sendo gestada há anos, mas foi agravada pelas medidas de austeridade nos últimos 12 anos de governo conservador, pelo Brexit e pela pandemia do coronavírus.
Enfermeiros e médicos mais jovens são convocados a fazer greve em um contexto de protestos generalizados no país pela perda de poder aquisitivo diante de uma inflação fora de controle.
Os trabalhadores de saúde do NHS foram aclamados como heróis durante a pandemia, mas agora, em uma demonstração do tamanho da crise, alguns hospitais estão criando bancos de alimentos para seu pessoal, que sofre com o alto custo de vida.
Um diretor do NHS assegurou na terça-feira à rádio privada LBC que planejava transformar o espaço livre no hospital em "quartos quentes" para os funcionários que não puderem pagar pela calefação em suas casas durante o inverno.
IBATÉ/SP - O Hospital e Maternidade Municipal de Ibaté, que presta atendimento 100% SUS (Sistema Único de Saúde) à população ibateense, apresentou nesta quarta-feira, 25 de maio, um balanço dos atendimentos realizados pela unidade de saúde.
Em quase três meses [março-abril-maio] foram realizados 20.428[vinte mil, quatrocentos e vinte e oito] atendimentos somente no pronto-atendimento do Hospital, onde o paciente passa por uma triagem para verificar sinais vitais (temperatura, oxigenação, pressão arterial, peso, estatura e principais queixas). Após esse pré-atendimento, ele é encaminhado ao consultório médico, sempre priorizando os casos mais graves, idosos, crianças e gestantes.
Vale destacar que a unidade está em pleno funcionamento 24 horas, 7 dias por semana, ininterruptamente, com atendimentos de urgência e emergência para toda a comunidade, inclusive, com internações e cirurgias de pequena e média complexidade.
Nestas últimas semanas, os casos de Dengue no município cresceram bastante e, nos últimos dias, pacientes com sintomas gripas [Covid-19] também aumentaram a fila de atendimento médico hospitalar. “Esses últimos meses têm sido de intenso trabalho e desafios”, contou a secretária municipal da Saúde, Elaine Sartorelli Breanza.
Elaineressalta que o Hospital de Ibaté possui uma equipe especializada composta por 4 médicos (que trabalham em dupla em plantão de 12h), 11 enfermeiros, 35 auxiliares de enfermagem, 8 recepcionistas, 1 nutricionista, 1 farmacêutico, 2 auxiliares de farmácia, 5 técnicos de raio-x, 1 técnico de gesso, 14 na equipe de limpeza, e a vice-prefeita Ivani Almeida da Silva vai completar essa equipe para procurar a excelência no atendimento.
“Todos têm se dedicado ao máximo por cada cidadão que busca atendimento hospitalar. Infelizmente, uma certa parcela da população prefere utilizardas redes sociais para criticar o atendimento do nosso hospital, que é realizado por esses profissionais, ou seja, por pessoas. Sabemos que falhas acontecem, mas sempre que a gente toma conhecimento, procuramos apurar e saber o que de fato aconteceu e tomar todas as medidas cabíveis”, destacou Elaine. “O que não podemos é generalizar, afinal, todos os cidadãos que procuram por atendimento no hospital, são atendidos e ninguém fica sem ser medicado”, completou.
Elaine lembra que quando ocorre demora no atendimento é por conta de casos mais graves que estão sendo atendidos pelos profissionais. “Até em hospitais de excelência, esses de planos privados, esses fatos acontecem. As unidades de urgência e emergência são obrigadas a priorizarem casos mais graves. Recentemente, vimos hospital particular de São Carlos, com mais de 3:30 horas de espera por atendimento médico. Com a crescente no atendimento, isso é normal nos dias de hoje”, afirmou.
O prefeito de Ibaté, José Luiz Parella, ressalta que a prefeitura sempre investiu mais do que o dobro daquilo que a lei exige que seja investido na área da Saúde. “Sempre priorizamos a Saúde. Cada cidadão pode entrar no Portal da Transparência e ver que Ibaté investe quase 40% na saúde”, afirmou.
O prefeito destaca que, atualmente,o cidadão ibateense conta com a Ouvidoria Pública Municipal, criada para facilitar a comunicação entre o Poder Público e a população, recebendo denúncias, reclamações, solicitações de providência por parte da Administração Municipal e representações sobre atos irregulares ou que violem os direitos individuais ou coletivos, praticados por servidores da Administração Pública Municipal Direta e Indireta. “Se não está sendo bem tratado, reclame no telefone 3343-9800, ramal 2099, por e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo site da prefeitura [www.ibate.sp.gov.br/ouvidoria]. Só ficar postando nas redes sociais não adianta. A população pode entrar em contato com a nossa Ouvidoria Municipal e nos ajudar a seguir melhorado o atendimento da saúde em nossa cidade”, finalizou.
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