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Entidade alerta para impactos econômicos, fiscais e operacionais das mudanças em debate no Congresso Nacional e defende discussão baseada em estudos técnicos e diálogo institucional

 

SÃO CARLOS/SP - O Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio São Carlos) enviou ofício para os prefeitos das cidades de sua base territorial — São Carlos, Ibaté, Brotas, Guatapará e Tambaú — a apoiarem as manifestações e articulações institucionais relacionadas às propostas de redução da jornada de trabalho e restrições às escalas atualmente debatidas no Congresso Nacional, especialmente durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), entre os dias 18 e 21 de maio, em Brasília.

O encontro nacional, conhecido como “Marcha dos Prefeitos”, reúne gestores públicos de todo o País para discutir pautas prioritárias junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal. Na avaliação do Sincomercio São Carlos, o evento representa uma oportunidade importante para que os municípios manifestem preocupação com os potenciais impactos econômicos, fiscais e operacionais das propostas em tramitação, como a PEC nº 8/2025, a PEC nº 148/2015 e o PL nº 1.838/2026.

Segundo o presidente do Sincomercio São Carlos, Paulo Roberto Gullo, a entidade vem alertando prefeitos e lideranças regionais sobre os reflexos que as mudanças podem provocar tanto no setor produtivo quanto nas administrações municipais.

“Orientamos os prefeitos das cidades da nossa base territorial a acompanharem atentamente esse debate e apoiarem as manifestações contrárias às propostas de redução da jornada sem estudos aprofundados de impacto. Trata-se de um tema que afeta diretamente a sustentabilidade das empresas, especialmente as micro e pequenas, além de trazer reflexos importantes para as finanças e para a operação dos municípios”, destacou Gullo.

A entidade ressalta que a redução da jornada semanal sem diminuição proporcional de salários, somada a possíveis restrições adicionais nas escalas de trabalho — como limitações ao modelo 6x1 — tende a provocar aumento generalizado do custo da mão de obra. Entre os possíveis efeitos apontados estão a necessidade de novas contratações, elevação de despesas operacionais, redução de horários de funcionamento e pressão inflacionária.

O Sincomercio São Carlos também chama atenção para os impactos no setor público municipal. De acordo com a entidade, a eventual redução das jornadas poderá exigir ampliação de quadros de pessoal ou reorganização complexa de escalas em áreas essenciais como saúde, educação, assistência social e segurança urbana, aumentando a pressão sobre os orçamentos municipais e os limites previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outro ponto destacado pela Federação e pelo sindicato patronal é o possível reflexo negativo sobre a arrecadação municipal, decorrente da desaceleração da atividade econômica e da redução do nível de emprego formal.

“A realidade econômica brasileira é extremamente diversa e as escalas de trabalho existentes hoje são resultado de décadas de negociação entre trabalhadores e empregadores. Mudanças estruturais precisam ser debatidas com responsabilidade, baseadas em análises técnicas consistentes e respeitando a autonomia das negociações coletivas”, afirmou Paulo Roberto Gullo.

A FecomercioSP e o Sincomercio São Carlos reforçam a defesa do diálogo institucional entre setor produtivo, municípios, Congresso Nacional e sociedade civil, com o objetivo de evitar medidas que possam gerar impactos adversos sobre o emprego, a atividade econômica e a sustentabilidade fiscal das cidades.

SÃO CARLOS/SP - Em uma noite marcada pela exaltação de valores cívicos e reconhecimento público, o Teatro do Sesc São Carlos sediou a solenidade de entrega da Medalha MMDC, uma das mais altas honrarias do Estado de São Paulo. O evento, promovido pela Assembleia Legislativa (ALESP) por iniciativa do deputado estadual Capitão Telhada, contou com a participação de Paulo Gullo, vice-presidente da FecomercioSP, conselheiro do Sesc SP e presidente do Sincomercio São Carlos.

A cerimônia reuniu autoridades civis e militares para homenagear personalidades que se destacam por serviços relevantes à sociedade. Entre os mais de 50 agraciados, destacaram-se figuras da região como o secretário de Segurança Pública de Ibaté, Major Luiz Fumagale, e o professor doutor Plínio Gabriel João, superintendente da ETEC de Ibaté.

Em seu pronunciamento, Paulo Gullo estabeleceu uma conexão entre a bravura histórica da Revolução Constitucionalista de 1932 e a atuação contemporânea do setor terciário. Para o líder empresarial, os ideais de 32 e o trabalho do comércio compartilham o mesmo objetivo: o bem comum.

"A medalha MMDC nos lembra de um episódio que nos diz respeito diretamente. São-carlenses lutaram e perderam a vida pela legalidade. Essa memória deve ser respeitada", afirmou Gullo. "Os princípios daquela época são os mesmos que justificam o trabalho diário do empresariado do comércio. Eles estão impressos neste espaço que nos acolhe, o Sesc São Carlos, local de convívio saudável e democrático."

Gullo também ressaltou a vocação acolhedora de São Carlos e a natureza do setor que representa, focado no relacionamento humano e na troca de experiências. "É típico da gente que vive do comércio a vontade de receber bem e compartilhar histórias. Esta noite é propícia para essas trocas, convidando-nos a aprender com o passado para sonhar futuros promissores", concluiu.

Sobre a Medalha MMDC
A honraria faz referência aos jovens Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, cujas mortes em 1932 foram o estopim para a Revolução Constitucionalista. A medalha reconhece o mérito de cidadãos que, com dedicação e compromisso, contribuem para o desenvolvimento e a ordem da sociedade paulista.

Entidade destaca necessidade de conciliar produtividade, direitos dos trabalhadores e sustentabilidade das empresas diante de mudanças no setor

 

SÃO CARLOS/SP - O Sincomercio São Carlos se posiciona de forma cautelosa e responsável diante das discussões atuais envolvendo a jornada de trabalho no país, reforçando a importância do diálogo entre empregadores, trabalhadores e o poder público para a construção de soluções equilibradas e sustentáveis.

De acordo com o presidente da entidade, Paulo Roberto Gullo, qualquer proposta de mudança na jornada deve considerar as especificidades do setor do comércio, que possui dinâmica própria, marcada por horários estendidos, sazonalidade e forte impacto das datas comemorativas.

“O comércio depende diretamente da flexibilidade das jornadas para atender à demanda da população. É fundamental que qualquer mudança preserve a competitividade das empresas, sem deixar de garantir os direitos dos trabalhadores”, destaca Gullo.

O Sincomercio ressalta ainda que o setor é um dos principais geradores de emprego e renda no município e na região, sendo essencial que medidas relacionadas à jornada de trabalho não comprometam a manutenção dos postos existentes, nem a capacidade de novas contratações.

A entidade defende que eventuais ajustes sejam amplamente debatidos, com base em dados técnicos e na realidade das empresas, evitando decisões que possam gerar insegurança jurídica ou aumento de custos operacionais.

“O caminho mais adequado é sempre o da negociação e do bom senso. Precisamos encontrar soluções que sejam viáveis tanto para quem emprega quanto para quem trabalha”, reforça o presidente.

O Sincomercio São Carlos segue acompanhando o tema e se coloca à disposição para contribuir com o debate, buscando sempre o fortalecimento do setor e o desenvolvimento econômico regional.

Calendário divulgado com apoio da ACISC informa funcionamento em datas específicas do mês e destaca que definição oficial é feita pelos sindicatos da categoria

 

SÃO CARLOS/SP - O comércio de São Carlos já tem definido o horário especial de funcionamento para o mês de abril, com datas específicas de abertura e fechamento para que consumidores e lojistas possam se programar com antecedência. A divulgação foi reforçada pela Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), que orienta a população a prestigiar o comércio local e aproveitar o período para organizar suas compras.

De acordo com o calendário divulgado, no dia 3 de abril, Sexta-feira Santa, o comércio permanecerá fechado. Já nos sábados dos dias 4 e 11 de abril, as lojas funcionarão em horário especial, das 9h às 17h. No dia 21 de abril, feriado de Tiradentes, uma terça-feira, o atendimento será das 9h às 13h.

A presidente da ACISC, Ivone Zanquim, destacou a importância de divulgar essas informações com clareza para facilitar a rotina dos consumidores e também dos empresários. “Esse calendário ajuda toda a população a se organizar melhor, além de valorizar o comércio local, que tem um papel muito importante na geração de empregos e no fortalecimento da economia de São Carlos”, afirmou.

Ivone também ressaltou que a entidade atua como parceira na comunicação dessas informações, sempre buscando manter lojistas e clientes bem informados. “A ACISC faz esse trabalho de divulgação para contribuir com o comércio da cidade e orientar a população, especialmente em períodos que têm datas diferenciadas de funcionamento”, acrescentou.

A entidade reforça, no entanto, que o horário do comércio de São Carlos é determinado pelos sindicatos da categoria, por meio de Convenção Coletiva. Dessa forma, a ACISC auxilia na divulgação do calendário, mas não interfere nas decisões relacionadas aos horários estabelecidos.

Segundo Ivone Zanquim, é importante que essa atribuição fique clara para evitar dúvidas. “Nosso papel é colaborar com a divulgação e incentivar o fortalecimento do comércio local, mas a definição oficial dos horários cabe aos sindicatos representativos da categoria, dentro do que está previsto na convenção coletiva”, explicou.

Para dúvidas, sugestões ou demais apontamentos sobre o calendário do comércio, os contatos devem ser feitos diretamente com os sindicatos responsáveis. O Sincomercio atende pelo telefone (16) 3372-5760, enquanto o Sincomerciários pode ser contatado pelo número (16) 3362-1257.

Com o calendário de abril já estabelecido, a orientação é para que consumidores se programem com antecedência e aproveitem para realizar suas compras no comércio de São Carlos, contribuindo para o fortalecimento das empresas locais e da economia do município.

SÃO CARLOS/SP - O Vereador Moisés Lazarine esteve nesta segunda-feira (05/01) na Unidade do SEBRAE de São Carlos, onde participou de uma reunião considerada altamente produtiva, voltada ao fortalecimento do comércio local e à valorização do Centro da cidade.

Também participaram do encontro o Sr. Paulo Gullo, Presidente do Sincomércio de São Carlos; a Sra. Ariane Teixeira Lima Canellas, Gerente do Escritório Regional do SEBRAE São Carlos; e Ágata Fernanda de Souza, Diretora do Departamento de Desenvolvimento do Comércio Local do município.

Na ocasião, a gerente regional do SEBRAE, Ariane Canellas, apresentou o projeto “Centro Vivo: Comércio, Cultura e História”, uma iniciativa que busca promover a revitalização do Centro Comercial de São Carlos, com foco especial na baixada do Mercado Municipal, integrando ações de capacitação, estímulo ao empreendedorismo e valorização cultural e histórica da região.

Durante a reunião, o Vereador Moisés Lazarine destacou a importância da união entre os Poderes Executivo e Legislativo, além do envolvimento direto de entidades representativas como o Sincomércio, para que o projeto avance de forma concreta e gere resultados reais para comerciantes e população.

“O Centro da nossa cidade precisa voltar a pulsar. Precisamos de ações planejadas, parcerias sólidas e, principalmente, ouvir quem está no dia a dia do comércio. Esse projeto apresentado pelo SEBRAE é extremamente positivo, pois une desenvolvimento econômico, qualificação profissional e valorização da história de São Carlos”, afirmou o vereador.

Moisés Lazarine reforçou ainda que o Legislativo está à disposição para apoiar iniciativas que promovam crescimento econômico sustentável e geração de oportunidades.

“Nosso mandato tem como prioridade apoiar projetos que fortaleçam o comércio local, gerem emprego e renda e tragam mais vida ao Centro. Quando Executivo, Legislativo e entidades caminham juntos, quem ganha é a cidade”, completou.

O projeto Centro Vivo prevê parcerias estratégicas para treinamentos de comerciantes, ações de revitalização urbana e incentivo à ocupação qualificada dos espaços centrais, fortalecendo a identidade cultural e econômica de São Carlos.

A reunião reforçou o compromisso conjunto entre SEBRAE, Sincomércio, Poder Público e Legislativo em buscar soluções práticas para o desenvolvimento do comércio local e a revitalização do coração da cidade.

SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos aprovou, por iniciativa do vereador Moisés Lazarine e com apoio unânime dos demais parlamentares, uma Moção de Congratulação em reconhecimento aos 80 anos de fundação do Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio). A homenagem, apresentada na Sessão Ordinária do dia 2 de dezembro de 2025, destaca a trajetória histórica da entidade, seu papel no desenvolvimento econômico local e sua contribuição para o fortalecimento do comércio varejista.

Fundado em 23 de dezembro de 1945, sob a liderança de seu primeiro presidente, Leôncio Zambel, o Sincomercio consolidou-se como representante essencial do setor varejista, atuando ao longo de oito décadas na defesa de melhores condições de trabalho, equilíbrio tributário, incentivo ao empreendedorismo e políticas que impulsionam a economia de São Carlos e região.

A moção também ressalta o papel do Sincomercio na chegada de importantes instituições de formação e cultura ao município, como o SENAC, em 1951, e o SESC, em 1956 — ambas mantidas pelo sistema Fecomercio/SP, ao qual o sindicato é vinculado. Entre as conquistas institucionais reconhecidas pela Câmara estão a aquisição da sede própria em 1986, a instalação do Posto Regional Oficial da Jucesp em 1998 e a expansão da atuação regional a partir de 2009 para Ibaté, Guatapará, Brotas e Tambaú.
Reconhecimento do Legislativo

Ao apresentar a proposta, o vereador Moisés Lazarine destacou a relevância da entidade para o desenvolvimento socioeconômico do município:

“O Sincomercio faz parte da história de São Carlos. Sua atuação, ao longo de oito décadas, demonstra compromisso, seriedade e contribuição efetiva para o crescimento do nosso comércio e para a geração de oportunidades. Esta moção é o reconhecimento público desta Casa aos que construíram e continuam construindo essa trajetória exemplar.”
Agradecimento do Sincomercio

O presidente do sindicato, Paulo Roberto Gullo, agradeceu a homenagem e reforçou o papel institucional do Sincomercio. “Receber esta moção da Câmara Municipal é motivo de orgulho para todos que integram o Sincomercio. Este reconhecimento valoriza a história construída desde 1945 e reforça nossa responsabilidade com o futuro do varejo e com o desenvolvimento sustentável da nossa região. Seguimos comprometidos com o diálogo, a inovação e a defesa dos interesses de milhares de empreendedores que acreditam no comércio como motor da economia.”
Compromisso com o futuro

Ao completar 80 anos, o Sincomercio reafirma seus valores de transparência, representatividade e proximidade com os empresários do comércio varejista. A entidade permanece referência no interior paulista, atuando para fortalecer o setor, ampliar serviços e promover ações que contribuam para o desenvolvimento econômico e social de São Carlos e região.

SÃO CARLOS/SP - No contexto da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o Brasil abriu as portas para um mundo em metamorfose, no qual a globalização intensiva já não é mais a palavra de ordem — desse processo de integração mundial, restam apenas as imagens refletidas no espelho retrovisor. Caminhamos aceleradamente para um mundo menos disposto aos debates ambiental e de governança, mas que volta total atenção e recursos para o ESG 2.0: a própria economia, a segurança e a geopolítica. Essa é a leitura de Marcos Troyjo, economista, cientista político e diplomata.

Há alguns reflexos bastante altivos disso no planeta. Um deles é o fenômeno que Troyjo batizou de “trumpulência” — uma combinação de turbulência, opulência e incoerência que molda a política econômica norte-americana e, por consequência, altera o comportamento das empresas, dos fluxos globais de capital e das cadeias produtivas, o economista advertiu, durante palestra na última reunião plenária deste ano das diretorias da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e do Centro do Comércio do Estado de São Paulo (Cecomercio), realizada na última segunda-feira (1º), no Sesc Vila Mariana.

A plenária também contou com a presença do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio), Paulo Roberto Gullo, que participou das discussões representando o setor varejista regional. Sua presença reforçou o engajamento do comércio do interior paulista nas pautas estratégicas debatidas, especialmente aquelas relacionadas aos impactos da geopolítica e da economia global sobre o ambiente de negócios no Brasil.

A questão é que nenhum país no mundo conta com tantas empresas transnacionais como os Estados Unidos, companhias que passaram a última década investindo na sua independência em relação à China. “Se, de repente, por causa das novas políticas comerciais de Trump, essas empresas precisarem remontar todas as cadeias produtivas verticalmente nos Estados Unidos, precisarão pegar uma força de trabalho no limite do pleno emprego e que não quer mais fabricar calças e tênis. Eu acredito que não vai dar certo. Será uma atitude mais maléfica do que benéfica à economia do país”, complementou.

Já do lado chinês, após cinco décadas de avanço mais íngreme no Produto Interno Bruto (PIB) do que nos salários, o fenômeno se inverteu de 2013 para cá, com as remunerações crescendo muito mais do que a economia. E sob a liderança de Xi Jinping, um país historicamente voltado para o exterior, agora, se concentra no mercado interno. “Em 2006, a relação entre exportação e importação era de 67%. Hoje, é de 35%. A China ainda é a maior nação comerciante do mundo, mas, comparativamente, o comércio internacional ficou menos importante para eles”, reforçou.

O efeito colateral dessa política se traduz em menos competitividade chinesa em itens de produção em que a remuneração da força de trabalho ainda é determinante — por exemplo, no comércio de calças, tênis e gorros. As grandes empresas estão movendo seus parques produtivos para Vietnã, Bangladesh, Índia, Marrocos, entre outros. Novamente, esteja Trump certo ou errado em sua política, a hipótese de que as grandes companhias dos Estados Unidos tenham de mover suas fábricas terá um impacto profundo no mundo, o diplomata salientou.

Do lado europeu, é fato que os países que formam o continente ainda são os mais ricos em seu conjunto, detendo ainda 60% do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Mas quando se desloca o foco para as fontes de crescimento da economia mundial, 80% da expansão vêm dos emergentes. “Os europeus querem ter um pé nesse mundo com investimentos em infraestrutura, desenvolvimento sustentável e novas tecnologias, para além da fronteira da União Europeia. Mas não se trata apenas de uma questão econômica; é bastante geopolítica. Eles estão sendo 'ensanduichados' pela economia dos Estados Unidos e a da China, que totalizam algo em torno de US$ 50 trilhões”, ponderou.

Atenção a três grandes questões macropolíticas

Troyjo ainda salientou que, dos 193 países representados na Organização das Nações Unidas (ONU), há uma característica em comum em 184 deles: a queda da natalidade e a redução populacional nos próximos 25 anos — na Europa, na América Latina, nos Tigres Asiáticos, na Rússia, entre outros. Somente em nove haverá um aumento brutal de pessoas no próximo quarto de século, o que fará a população mundial saltar dos 8 bilhões para 10 bilhões até 2050.  

Soma-se a esse dado demográfico a segunda questão macro geopolítica: o próximo grande impulso de crescimento global não virá do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos), mas das sete maiores economias emergentes do mundo, como China, Índia e Indonésia. Com os países pobres e suas baixas rendas per capita crescendo absurdamente, haverá mais consumo de comida e de energia. Como consequência, isso acarretará o deslocamento estrutural no mapa da demanda por água, por alimento, por insumos energéticos e minerais críticos ao século 21.  

O terceiro efeito macropolítico são os vetores da nova economia — robótica, Inteligência Artificial (IA), química fina (de alto valor agregado) e computação quântica. Novamente, isso aponta para uma demanda abundante por água, energia e minerais críticos. Toda a economia deste século vai depender disso. E o Brasil assume uma posição altamente estratégica.

Primeiro, na alimentação. “Quando olhamos para os grandes produtores de alimentos no mundo, só o Brasil tem teto retrátil para produção sustentável, com 'rios voadores' que dão a noção de circularidade à nossa economia”, ponderou. “Em 2001, em valores presentes, o comércio bilateral Brasil–China girava em torno de US$ 1 bilhão por ano. Hoje, é de US$ 1 bilhão a cada 50 horas. Pense em 1,5 bilhão de indianos; nos quase 300 milhões de indonésios com mais recursos para consumir; na China, que continuará a crescer. Além dos Estados Unidos e da Europa, que também necessitam de segurança alimentar. Esse é um dado geopolítico da maior importância para nós, brasileiros”, acrescentou Troyjo.  

Em seguida, os minerais críticos. “Não importa qualquer compêndio que se faça sobre onde se encontram, geograficamente, as reservas de terras raras e minerais críticos, sempre em primeiro lugar aparece a China. O Brasil, em segundo, com reservas conhecidas que representam um montante maior do que a soma dos outros seis países subsequentes que dispõem dessas terras fundamentais para este século”, frisou o economista. E acrescentou: “A questão fundamental a partir disso é em que medida conseguimos fazer essa leitura e desenhar as estratégias corretas para que — por meio dessas características de um mundo que precisa de mais seguranças alimentar e energética e de minerais críticos — transformemos a nossa economia, fazendo do Brasil um dos países mais dinâmicos do século 21”, questionou.  

De acordo com Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente em exercício da FecomercioSP, as pessoas estão habituadas a um mundo onde a interdependência moldou a forma de produzir, consumir e competir. Contudo, isso vem se transformando rapidamente em um ambiente que está cada vez mais marcado por fortes disputas tecnológica e comercial, com crises simultâneas — política, econômica, jurídica e climática. 

“Essa interdependência está sendo pressionada pela geopolítica, inserindo a economia mundial em uma espécie de 'Guerra Fria 2.0', com fortes disputas tecnológica e comercial, além do avanço do protecionismo norte-americano e do enfraquecimento de organismos multilaterais. Diante de tudo isso, o Brasil tem vantagens estratégicas: matriz energética limpa, biodiversidade, forte base agroindustrial e um grande mercado consumidor. Por outro lado, amargamos carências que limitam o nosso alcance, como insegurança jurídica, burocracia, baixa produtividade e desigualdades. É o nosso paradoxo”, concluiu.

SÃO CARLOS/SP - São Carlos, cidade conhecida como “Cidade da Ciência”, completa nesta terça-feira, 4 de novembro, 168 anos de história. Fundada em 1857, a cidade se consolidou ao longo do tempo como polo educacional, tecnológico e cultural do interior paulista, reunindo universidades, indústrias e um comércio diversificado que impulsiona a economia regional. O aniversário é celebrado com orgulho por seus moradores, que reconhecem a trajetória de crescimento urbano e social construída ao longo de mais de um século e meio.

Ao longo de sua história, São Carlos registrou importantes conquistas, como a instalação do campus da USP, a vinda de grandes indústrias, a ampliação da rede educacional e a presença de instituições culturais e científicas. A cidade também se destaca pelo comércio forte, que se mantém como um dos pilares econômicos do município. Em comemoração aos 168 anos, diversas atividades culturais, passeatas e eventos esportivos movimentam as ruas do centro e dos bairros, reforçando o espírito comunitário da cidade.

O presidente do Sincomercio São Carlos, Paulo Gullo, destacou o papel do comércio local no desenvolvimento da cidade. “O aniversário de São Carlos é também a celebração do trabalho de todos os comerciantes e empreendedores que, diariamente, contribuem para o crescimento econômico e social da cidade. O Sincomercio e a Rádio Sanca têm orgulho de registrar e divulgar cada conquista, fortalecendo o diálogo com a população e apoiando iniciativas que valorizem o comércio local”, afirmou. Segundo Gullo, a parceria com os meios de comunicação é fundamental para aproximar o comércio da sociedade e tornar visíveis ações que promovam emprego, renda e oportunidades.

Para a população, São Carlos representa uma cidade em constante evolução, com forte vocação educacional, tecnológica e cultural, sem perder suas tradições e identidade. O aniversário de 168 anos é celebrado como um momento de união, reconhecimento da história e incentivo ao futuro. Entre as homenagens, jornais, rádios e instituições locais reforçam a importância da cidade, e iniciativas de valorização do comércio, da educação e da cultura permanecem no centro das atenções. A Rádio Sanca, ao lado do Sincomercio São Carlos, reforça seu compromisso em informar, registrar e celebrar os feitos da cidade, consolidando a parceria histórica entre imprensa, comércio e comunidade.

SÃO CARLOS/SP - O clima foi de reconhecimento e otimismo durante o encontro entre o presidente do Sincomércio São Carlos, Paulo Gullo, e importantes lideranças públicas e empresariais da região. A reunião, realizada na terça-feira (21), contou com a presença do prefeito Netto Donato, do diretor técnico do Sebrae-SP, Marco Vinholi, e do professor Sylvio Goulart Rosa, diretor-presidente da Fundação Parque Tecnológico de São Carlos (ParqTec).

O encontro marcou um momento simbólico para o Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos, que completa 80 anos de fundação, sendo reconhecido como uma das entidades mais tradicionais e atuantes do setor no interior paulista.

Durante a reunião, o prefeito Netto Donato destacou a importância do Sincomércio como parceiro estratégico da administração pública.

“O Sincomércio é uma entidade que busca excelência, sempre muito presente e colaborativa. Temos trabalhado, junto com o Paulo Gullo, para estreitar ainda mais os laços e trazer benefícios concretos para a população de São Carlos. Sozinho, o poder público não faz nada. É com parcerias como essa que conseguimos avançar”, afirmou o prefeito.

Já o diretor do Sebrae-SP, Marco Vinholi, ressaltou a relevância histórica e o protagonismo do sindicato no fortalecimento do comércio local.

“O Sincomércio de São Carlos é um dos mais tradicionais do país. Sob a liderança de Paulo Gullo, tem alcançado resultados impressionantes. São Carlos é uma cidade que cresce com base em parcerias sólidas, e o sindicato tem um papel essencial nisso. A comemoração dos 80 anos será também um marco de projeção para o futuro”, disse.

O professor Sylvio Goulart Rosa, do ParqTec, também enalteceu o papel da entidade na integração entre os setores público, privado e acadêmico.

“Ter um sindicato com 80 anos de bons serviços prestados é motivo de orgulho. Essa longevidade mostra maturidade institucional e compromisso com o desenvolvimento. O comércio é vital para o crescimento da cidade, e o Sincomércio tem sido um exemplo de liderança lúcida e comprometida com o futuro de São Carlos”, afirmou.

Emocionado com as homenagens, Paulo Gullo agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso da entidade com a modernização e o fortalecimento do setor.

“É uma honra enorme receber o prefeito, o Sebrae e o ParqTec neste momento tão importante. São 80 anos de trabalho, dedicação e parcerias. Essa comemoração simboliza o reconhecimento da cidade ao nosso esforço coletivo. E o mais importante: mostra que estamos preparados para olhar para o futuro com confiança, união e muito trabalho”, declarou o presidente.

As comemorações dos 80 anos do Sincomércio São Carlos seguirão ao longo deste e do próximo ano, com ações voltadas ao fortalecimento do comércio local e ao fomento do empreendedorismo. Segundo Gullo, “vem muita novidade por aí”, com projetos que prometem estreitar ainda mais a relação entre o setor produtivo, o poder público e a comunidade.

O Sincomércio São Carlos chega aos 80 anos reafirmando sua missão: representar, proteger e impulsionar o comércio varejista da cidade, com visão de futuro e compromisso com o desenvolvimento sustentável da região.

BROTAS/SP - O Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio São Carlos) concluiu a negociação coletiva junto ao Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaú e Região (Sincomerciários Jaú), culminando com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026 do setor para Brotas/SP.

O documento foi assinado na última semana pelos presidentes Paulo Roberto Gullo, do Sincomercio São Carlos, e Luiz Carlos da Silva e Souza, do Sincomerciários Jaú, estabelecendo as condições de trabalho, reajustes salariais e benefícios que passam a vigorar para o setor de comércio varejista de Brotas.

Entre os municípios representados pelo Sincomercio São Carlos está Brotas, importante polo turístico do interior paulista, reconhecido nacionalmente por suas belezas naturais, atividades de ecoturismo e turismo de aventura, que movimentam a economia local e impulsionam o comércio e os serviços. A cidade, conhecida como “Capital do Turismo de Aventura”, atrai milhares de visitantes anualmente, gerando oportunidades de emprego e renda para comerciantes, lojistas e prestadores de serviços.

Segundo Paulo Roberto Gullo, presidente do Sincomercio São Carlos, a assinatura da nova Convenção fortalece o setor e reforça o compromisso das entidades com a segurança jurídica e a valorização das relações de trabalho.

“A Convenção Coletiva é um instrumento essencial para garantir equilíbrio nas relações entre empregadores e empregados, assegurando direitos e deveres de ambas as partes. Ela contribui para a estabilidade das empresas, a valorização dos trabalhadores e o fortalecimento do comércio varejista regional”, destaca Gullo.

Com a nova Convenção Coletiva em vigor, os empregadores e trabalhadores do comércio varejista de Brotas passam a contar com regras atualizadas e acordadas de forma conjunta, reforçando o diálogo e o entendimento entre as categorias.

A Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026 já está disponível para consulta no site do Sincomercio São Carlos: www.sincomerciosaocarlos.com.br.

 

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