Método desenvolvido por pesquisadores brasileiros e europeus consegue identificar padrões visuais com alta precisão e menor necessidade de treinamento computacional
SÃO CARLOS/SP - Uma nova abordagem de inteligência artificial pode tornar os computadores mais eficientes na identificação de texturas presentes em imagens — capacidade importante para distinguir materiais, superfícies e padrões visuais mesmo quando existem mudanças de iluminação, posição, tamanho ou condições de captura da fotografia.
Batizada de “VORTEX”, a técnica foi apresentada por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) Universidade Estadual Paulista (UNESP) e do KTH Royal Institute of Technology (Suécia), um trabalho liderado pelo docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Odemir M. Bruno, e publicado recentemente na revista científica “Neurocomputing”.
O reconhecimento de texturas pode parecer uma tarefa simples para uma pessoa. Ao olhar uma fotografia, somos capazes de perceber diferenças entre tecido, madeira, metal, folhas, pedras ou outros materiais. Para um computador, entretanto, essa distinção pode ser bastante complicada, principalmente quando as imagens são produzidas em condições diferentes.
Mudanças na iluminação, no ângulo da câmera ou no tamanho dos elementos fotografados podem dificultar o reconhecimento. O desafio aumenta quando a fotografia apresenta vários objetos, fundos diferentes ou sobreposições. Para colocar o novo método à prova em situações variadas, os pesquisadores utilizaram nove conjuntos de imagens, desde fotografias mais simples e controladas até imagens obtidas em condições próximas das encontradas no mundo real.
Uma nova maneira de “olhar” para a imagem
Durante anos, uma das principais tecnologias utilizadas para esse tipo de tarefa foram as chamadas redes neurais convolucionais, sistemas de inteligência artificial especialmente desenvolvidos para trabalhar com imagens.
Mais recentemente, outra geração de sistemas ganhou espaço. Conhecidos como transformadores visuais, eles analisam diferentes partes de uma imagem e procuram estabelecer relações entre essas regiões. É justamente nessa tecnologia que o “VORTEX” se apoia.
Em termos simples, o método procura aproveitar informações obtidas em diferentes etapas da análise de uma fotografia. Em vez de considerar apenas o resultado final do processamento, ele reúne diferentes níveis de informação para construir uma descrição mais completa da textura observada.
Essa característica é particularmente importante porque reconhecer uma textura é diferente de reconhecer um objeto. Para identificar um carro, por exemplo, a posição de suas partes — rodas, faróis, portas — é importante. Em uma textura, por outro lado, o que interessa muitas vezes é a repetição de determinados padrões, independentemente do local exato onde aparecem na imagem.
O “VORTEX” foi desenvolvido justamente para valorizar essas características gerais da textura, reduzindo a importância da posição específica de cada detalhe.
Outro aspecto relevante é que o sistema pode aproveitar modelos de inteligência artificial que já foram previamente treinados, sem a necessidade de realizar um novo treinamento completo desses grandes modelos. A estratégia reduz a complexidade do processo e pode ser especialmente interessante quando existem poucas imagens disponíveis para ensinar o computador.
Testes com milhares de imagens
Os pesquisadores submeteram a técnica a nove bancos de imagens utilizados internacionalmente para avaliar sistemas de reconhecimento de texturas. Eles incluem desde superfícies fotografadas em condições controladas até imagens mais complexas, encontradas em situações cotidianas.
Os testes avaliaram, por exemplo, a capacidade de reconhecer texturas diante de alterações de iluminação, rotação da imagem e diferenças de escala, além de materiais fotografados em ambientes pouco controlados.
Os resultados mostram que o “VORTEX” conseguiu igualar ou superar métodos considerados referência na área em diferentes situações. Em alguns dos conjuntos de imagens mais desafiadores, o método estabeleceu novos resultados de referência.
Um dos destaques ocorreu no banco de imagens conhecido como DTD, considerado pelos pesquisadores um dos testes mais difíceis utilizados no estudo. Nessa avaliação, uma das configurações do “VORTEX” alcançou 87,6% de precisão, o melhor resultado relatado pelos autores para aquele conjunto de dados. A técnica também estabeleceu novos resultados de referência nos conjuntos FMD e GTOS-Mobile.
Os experimentos também revelaram que não existe necessariamente uma única tecnologia superior em todas as situações. Métodos anteriores continuaram apresentando resultados competitivos em alguns tipos de imagens mais controladas. O “VORTEX”, porém, mostrou vantagem principalmente em conjuntos de fotografias com maior diversidade e menor controle sobre as condições em que as imagens foram produzidas.
Menor necessidade de processamento
Além da precisão, os pesquisadores avaliaram o custo computacional do novo método.
Essa questão é importante porque sistemas modernos de inteligência artificial podem exigir computadores potentes, grandes quantidades de memória e longos períodos de treinamento. Quanto maior o modelo, maior pode ser também o consumo de recursos.
Uma das vantagens do “VORTEX” é justamente evitar um novo treinamento completo do sistema de análise de imagens. O método aproveita conhecimentos que já existem no modelo e concentra-se em extrair e organizar as informações necessárias para distinguir as texturas.
Em uma das comparações apresentadas no estudo, a configuração que alcançou o melhor resultado no conjunto DTD utilizou consideravelmente menos recursos computacionais que um dos principais métodos concorrentes. Os autores destacam que essa combinação entre desempenho e custo torna a abordagem interessante para diferentes condições de utilização.
Em um teste prático realizado pelos pesquisadores, uma versão do “VORTEX” processou as características de uma imagem de 224 por 224 pixels em cerca de 4,5 milésimos de segundo, utilizando um computador equipado com uma placa gráfica de alto desempenho.
Aplicações podem ir além das fotografias comuns
A capacidade de reconhecer texturas automaticamente possui aplicações em diferentes setores. Um sistema desse tipo pode auxiliar máquinas a distinguir materiais e superfícies ou identificar pequenas diferenças visuais difíceis de perceber em análises convencionais.
Os próprios pesquisadores apontam dois campos que poderão ser investigados no futuro: imagens médicas e sensoriamento remoto, como imagens obtidas por satélites ou outros sistemas de observação. Nessas áreas, padrões de textura podem fornecer informações importantes para diferenciar estruturas e regiões presentes nas imagens.
Os autores também pretendem investigar como o “VORTEX” se comporta quando existem poucas imagens previamente identificadas disponíveis para o aprendizado do sistema. Outra possibilidade é adaptar a técnica para trabalhar melhor com imagens de alta resolução e combinar diferentes tipos de inteligência artificial.
O estudo indica, portanto, uma mudança possível na maneira como computadores podem ser ensinados a interpretar detalhes visuais. Em vez de construir e treinar sistemas inteiramente novos para cada problema, a proposta é aproveitar grandes modelos já existentes e encontrar formas mais eficientes de extrair deles as informações necessárias.
Nesse cenário, o “VORTEX” funciona como uma espécie de novo olhar para uma inteligência artificial que já aprendeu a enxergar: reorganiza o que o sistema observa para que padrões, superfícies e texturas ganhem destaque.
Os resultados obtidos nos nove conjuntos de imagens mostram que essa estratégia pode competir com algumas das melhores técnicas disponíveis atualmente, ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de treinamento adicional.
Para os pesquisadores, o caminho abre novas possibilidades para o uso de modelos modernos de inteligência artificial em tarefas nas quais reconhecer não apenas o que aparece em uma imagem, mas também como é a sua superfície, pode fazer toda a diferença. Eles apontam alguns campos que poderão ser investigados no futuro, como imagens médicas, biotecnologia e sensoriamento remoto (imagens obtidas por satélites ou outros sistemas de observação.
Confira, no link, o original desta pesquisa - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/08/1-s2.0-S092523122601249X-main-ODEMIR-BRUNO.pdf
ALEMANHA - A Anthropic anunciou que passará a incluir identificadores em textos e imagens criados pelo Claude, sua ferramenta de inteligência artificial. A iniciativa faz parte da adaptação da empresa às novas exigências de transparência previstas no Regulamento Europeu da Inteligência Artificial, conhecido como AI Act.
A implementação não será imediata para todos os produtos já disponíveis. A companhia assumiu o compromisso de adotar o recurso dentro do prazo estabelecido pela União Europeia, enquanto os próximos modelos lançados para o Claude já deverão chegar com os mecanismos de identificação incorporados.
A legislação europeia entrou em vigor em 2 de agosto e prevê um período de quatro meses para que ferramentas de inteligência artificial já existentes se adequem às regras relacionadas à identificação de conteúdo gerado por IA.
Segundo informações divulgadas pela Anthropic, textos produzidos pelo Claude terão identificadores integrados ao próprio conteúdo. Já arquivos gerados pela ferramenta poderão incluir metadados de origem acompanhados de assinatura digital, desde que o formato utilizado seja compatível.
“O texto gerado [com Inteligência Artificial] conterá identificadores incorporados e os ficheiros gerados incluirão metadados de origem com assinatura digital, quando compatíveis”, informa a página de suporte do Claude.
A empresa explica ainda que o identificador poderá acompanhar o conteúdo mesmo quando o usuário copiar e colar o texto em outra plataforma. De acordo com a Anthropic, a marca também poderá permanecer detectável após determinados tipos de edição.
Anthropic prepara sistema para detectar conteúdo criado pelo Claude
Além de inserir os identificadores, a Anthropic trabalha em ferramentas que permitam aos próprios usuários e a terceiros verificar se determinado conteúdo foi produzido pelo Claude.
A empresa ainda não detalhou como esse sistema de detecção funcionará. As especificações técnicas deverão ser apresentadas futuramente em documentação própria.
A iniciativa acompanha as novas regras da União Europeia para ampliar a transparência sobre o uso de inteligência artificial e facilitar a identificação de conteúdos produzidos ou modificados por sistemas de IA.
por Notícias ao Minuto
Circuito Loja do Futuro reúne ferramentas para gestão, redes sociais, vitrine e comércio eletrônico
IBATÉ/SP - A Inteligência Artificial (IA) já pode ajudar empresas em tarefas que fazem parte da rotina, como produzir conteúdo para as redes sociais, melhorar a vitrine, conhecer o perfil dos clientes e encontrar novas oportunidades de venda. Para mostrar como utilizar essas ferramentas na prática, Sebrae-SP, Fecomércio SP e Sincomercio São Carlos realizam, no dia 18 de agosto, o Circuito Loja do Futuro – Destino: Lucro. O encontro será gratuito, das 18h30 às 20h30, na Prefeitura Municipal de Ibaté.
A programação foi pensada para empresários e profissionais das áreas de vendas e marketing que querem entender como a tecnologia pode ser aplicada no dia a dia, de forma simples e com foco em resultados.
“A Inteligência Artificial pode facilitar várias tarefas da rotina e ajudar a empresa a conhecer melhor seus clientes. Durante o encontro, vamos mostrar ferramentas que podem ser usadas de forma prática para melhorar o atendimento e apoiar as vendas”, afirma o analista de negócios do Sebrae-SP e ministrante do encontro, Maurício Piasentin Salvador.
Entre os conteúdos apresentados estão a criação de prompts para produzir materiais para as redes sociais e o uso da inteligência artificial para aprimorar o visual merchandising. A partir da análise de imagens de fachadas e vitrines, por exemplo, a tecnologia pode apontar possíveis melhorias na apresentação dos estabelecimentos.
Os participantes também conhecerão o Alvo Certo, ferramenta do Sebrae-SP e do Google que utiliza dados para ajudar as empresas a compreender e segmentar seu mercado. O encontro ainda contará com orientações sobre marketing, criação de conteúdo, automação de tarefas e presença em marketplaces, mostrando como o uso consciente da tecnologia pode otimizar o tempo, melhorar a comunicação com o público e impulsionar as vendas.
“O comércio está passando por uma transformação sem precedentes, impulsionada pela tecnologia e pelo comportamento cada vez mais conectado dos consumidores. Desde 2024, o Sincomercio São Carlos apoia o projeto Loja do Futuro com o objetivo de aproximar os empresários das principais tendências e ferramentas capazes de tornar seus negócios mais competitivos. Em 2026, o Circuito Loja do Futuro – Destino: Lucro reforça esse compromisso ao apresentar, de forma prática e acessível, como a Inteligência Artificial pode ser utilizada para melhorar a gestão, fortalecer o marketing, otimizar processos e ampliar resultados. Nosso propósito é preparar os empreendedores para os desafios do presente e para as oportunidades do futuro”, destaca o presidente do Sincomercio São Carlos, Paulo Roberto Gullo.
A proposta é que os participantes não apenas conheçam as ferramentas, mas também consigam testá-las durante a programação. Por isso, a orientação é que os empresários levem integrantes das equipes de vendas e marketing para aplicar as ideias e avaliar como elas podem contribuir com a rotina da empresa. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas antecipadamente pela internet.
Serviço
Circuito Loja do Futuro – Destino: Lucro
Data: 18 de agosto
Horário: das 18h30 às 20h30
Local: Prefeitura Municipal de Ibaté
Endereço: Avenida São João, 1.771, Centro, Ibaté
Inscrições gratuitas: https://forms.office.com/r/bv7Z2TkLbA
EUA - A Meta lançou o Muse Code, uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida para executar tarefas complexas de programação com maior autonomia. O produto coloca a empresa na disputa com plataformas como Claude Code, da Anthropic, Codex, da OpenAI, GitHub Copilot, da Microsoft, e Cursor.
Apresentado nesta quarta-feira (5), o Muse Code funciona diretamente pelo terminal do computador e utiliza o novo modelo Muse Spark 1.2. A ferramenta está disponível inicialmente em versão beta.
O que é o Muse Code?
O Muse Code é um agente de inteligência artificial voltado ao desenvolvimento de software. Diferentemente de ferramentas que apenas sugerem pequenos trechos de código, o sistema foi projetado para acompanhar projetos longos e executar várias etapas sem exigir comandos constantes do usuário.
A IA pode analisar uma solicitação, organizar o projeto, dividir o trabalho em tarefas menores, escrever o código e verificar os resultados.
Mark Zuckerberg afirmou que o sistema também consegue distribuir partes de uma atividade complexa entre vários “subagentes”, que trabalham simultaneamente. Segundo o executivo, essa estrutura busca aumentar a velocidade e a qualidade das respostas.
Como funciona a IA de programação da Meta?
A Meta treinou o Muse Code e o Muse Spark 1.2 em conjunto para que a ferramenta e o modelo operassem de forma integrada.
O sistema é capaz de escrever e corrigir códigos, lidar com tarefas de desenvolvimento de longa duração e verificar se o resultado produzido funciona como esperado.
O agente também mantém um registro permanente das ações realizadas. Caso ocorra uma falha ou interrupção, ele pode retomar o trabalho do ponto em que parou, sem precisar reiniciar todo o projeto.
Quanto custa usar o Muse Code?
O acesso será cobrado de acordo com o consumo, e não por uma assinatura mensal fixa.
Na modalidade padrão, o preço anunciado é de US$ 1,25 por milhão de tokens de entrada, que correspondem às informações enviadas pelo usuário, e US$ 4,25 por milhão de tokens de saída, relacionados ao conteúdo produzido pela inteligência artificial.
A estratégia de preços coloca a Meta em uma disputa direta com empresas que já oferecem ferramentas voltadas a programadores e organizações de tecnologia.
Meta tenta transformar investimentos em IA em receita
A programação tornou-se um dos segmentos mais disputados da inteligência artificial generativa. Empresas e desenvolvedores já pagam por ferramentas capazes de criar funções, localizar erros, testar sistemas e executar tarefas de engenharia de software.
A entrada da Meta nesse mercado representa uma tentativa de gerar receita direta com seus modelos de IA. Atualmente, a maior parte do faturamento da companhia, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, ainda vem da publicidade.
O lançamento ocorre em um momento de pressão para que a empresa mostre retorno sobre os investimentos bilionários realizados em infraestrutura, centros de dados, modelos avançados e contratação de especialistas.
O que é o Muse Spark 1.2?
O Muse Spark 1.2 é a nova versão do modelo de inteligência artificial da Meta usado pelo Muse Code.
A geração anterior, Muse Spark 1.1, havia sido apresentada em julho como um modelo multimodal voltado a raciocínio, uso de ferramentas, programação e execução de tarefas por agentes autônomos.
Segundo a Meta, desafios complexos gerados e avaliados durante os testes da versão anterior ajudaram a aprimorar a capacidade do Muse Spark 1.2 de seguir instruções e executar projetos extensos.
Muse Code disputa mercado com OpenAI e Anthropic
A Meta chega a um setor que já reúne produtos consolidados. A Microsoft abriu espaço para esse tipo de tecnologia com o GitHub Copilot, enquanto OpenAI e Anthropic avançaram com agentes capazes de trabalhar de forma mais independente.
Ferramentas agênticas podem receber um objetivo mais amplo e encadear diferentes ações para alcançá-lo, como consultar arquivos, alterar códigos, executar testes, identificar falhas e apresentar uma solução final.
Com o Muse Code, a Meta busca competir nesse mercado oferecendo integração com seu próprio modelo, processamento de tarefas em paralelo e cobrança proporcional ao uso.
por Notícias ao Minuto
EUA - A Meta Platforms anunciou nesta segunda-feira (13) que ampliará para mais de US$ 50 bilhões o investimento em seu megacentro de dados em Richland Parish, na Louisiana, nos Estados Unidos. O valor praticamente dobra a estimativa inicial, de US$ 27 bilhões, em mais um movimento das grandes empresas de tecnologia para expandir a infraestrutura dedicada à inteligência artificial (IA).
A companhia também elevou para 5 gigawatts (GW) a capacidade computacional planejada, o que tornará o complexo seu maior data center e um dos maiores investimentos em infraestrutura de IA do mundo.
Segundo a Meta, a expansão do projeto reforçará a capacidade da empresa de atender à crescente demanda por processamento voltado ao desenvolvimento de tecnologias de IA. O complexo começou a ser construído em dezembro de 2024.
A empresa informou ainda que já destinou mais de US$ 1,6 bilhão em contratos a companhias da Louisiana desde o início das obras. Com a ampliação do projeto, mais de US$ 1 bilhão será investido em melhorias de infraestrutura na região, incluindo estradas, sistemas de abastecimento de água e de tratamento de esgoto.
Quando entrar em operação, o data center deverá sustentar mais de mil postos de trabalho.
A Meta destacou que continuará arcando integralmente com os custos de energia, água e demais infraestruturas utilizadas pelo empreendimento. Em março, a companhia fechou um acordo com a Entergy Louisiana para financiar a infraestrutura energética do projeto, incluindo novas usinas movidas a gás natural, baterias de armazenamento em larga escala e melhorias na rede elétrica.
Em comunicado, a vice-presidente de Data Centers da Meta, Rachel Peterson, afirmou que o projeto está gerando “impacto econômico real” na região, ao mesmo tempo que amplia a infraestrutura necessária para sustentar o avanço da IA.
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil poderia estar “muito melhor”, caso a população não tivesse sido influenciada, no período eleitoral, por mentiras contadas por políticos descompromissados com a população pobre.
A declaração foi feita durante a entrega de 576 moradias do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Manaus, no Residencial Morar Melhor, localizado no bairro Tarumã-Açu. Com o investimento de R$ 92,16 milhões, o empreendimento deverá beneficiar 2 mil pessoas.
Segundo Lula, pessoas como as que estavam no público, beneficiadas pelo MCMV, são frequentemente tratadas como “invisíveis” por grande parte dos políticos.Partindo dessa premissa, o presidente defendeu que eleitores tenham “maturidade e seriedade”, distinguindo verdades de mentiras ao decidir o futuro do país. Nesse sentido, ele alertou sobre a disseminação de informações falsas usando inteligência artificial nas redes sociais.
“O Brasil é um país que já poderia estar muito melhor. Não fica porque, de vez em quando, a gente elege alguém que não tem nenhum compromisso com nada. São pessoas que exercem o mandato de presidente, pessoas que nunca conversaram com vocês, pessoas que nunca viram vocês e que tampouco ligam para o povo pobre”, discursou o presidente.
Na avaliação de Lula, o povo pobre só ganha importância para essa gente em época de eleições.
“É importante que vocês saibam que, na hora de decidir o destino desse país, dessa cidade, desse estado, vocês têm que se comportar com muita maturidade e com muita seriedade. Não dá para a gente continuar acreditando nas mentiras contadas 24 horas por dia no celular”, argumentou.
“Agora inventaram uma coisa chamada Inteligência Artificial, que é muito boa para a saúde, para a educação, para a ciência e a tecnologia. É muito boa para muita coisa. Mas eu acho que não presta para eleição, porque a inteligência artificial pode contar muita mentira através do telefone celular. Então vamos ter muita responsabilidade, porque esse país precisa de gente séria”, complementou.
por Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou, em votação inicial nesta segunda-feira (11), um parecer que estabelece diretrizes para o uso da IA (inteligência artificial) na educação básica e superior.
A proposta orienta escolas e redes a adotar a tecnologia como ferramenta de apoio, sob supervisão humana, e ainda depende de novas discussões antes de eventual homologação do MEC (Ministério da Educação).
O uso da IA passa a ser classificado por nível de risco. Ferramentas de apoio, como organização de materiais e acessibilidade, entram na categoria de baixo risco. Já sistemas de correção automatizada de avaliações, monitoramento biométrico e seleção de benefícios são considerados de alto risco e exigem supervisão contínua.
Aplicações como vigilância emocional, pontuação social e decisões totalmente automatizadas sobre aprovação, retenção ou desligamento de alunos ficam proibidas.
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Nível de risco - O que é - Exemplos - Regras e exigências
Baixo risco - Uso de apoio, sem impacto relevante sobre decisões acadêmicas ou direitos dos alunos - Organização de materiais; acessibilidade; revisão de texto sem avaliação; planejamento de aulas - Transparência básica, segurança da informação e responsabilidade da instituição
Risco moderado - Ferramentas com interação com alunos ou recomendações, sem decisão automática - Tutores virtuais; feedback formativo; assistentes institucionais; apoio à escrita - Informar uso; registrar sistemas; revisão humana obrigatória; monitoramento; restrição ao uso de dados
Alto risco - Sistemas que afetam diretamente a vida acadêmica ou direitos - Correção automática de provas; monitoramento biométrico; perfilização de alunos; seleção e certificação - Avaliação prévia de impacto; relatório de dados; supervisão contínua; auditoria; direito de contestação
Risco excessivo (proibido) - Aplicações incompatíveis com princípios educacionais - Pontuação social; vigilância emocional; perfilização para punição; decisões automáticas sobre aprovação ou expulsão - Uso vedado
As diretrizes estabelecem que decisões pedagógicas devem permanecer sob responsabilidade de professores. A tecnologia pode auxiliar na personalização do ensino, no acesso a conteúdos e no acompanhamento do desempenho, mas não substitui a mediação em sala de aula.
Também há regras de transparência e governança. Escolas e universidades deverão informar quando sistemas automatizados estiverem em uso, documentar decisões de adoção e garantir revisão humana de conteúdos e resultados, para evitar erros e vieses.
O uso da tecnologia deverá respeitar a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), além de princípios de segurança da informação e transparência algorítmica.
Outro eixo é a redução de desigualdades. A recomendação é ampliar políticas de inclusão digital e acesso equitativo, para evitar que a adoção da IA aprofunde diferenças entre redes de ensino.
As diretrizes preveem ainda a inclusão progressiva de conteúdos sobre IA nos currículos. A proposta é que estudantes aprendam não apenas a usar ferramentas, mas a compreender como funcionam, seus limites e riscos, com foco no desenvolvimento do pensamento crítico.
Na educação básica, a implementação deve ser gradual e considerar o desenvolvimento dos alunos, com foco em autonomia e uso equilibrado da tecnologia. No ensino superior, o foco recai sobre a preparação profissional e o uso da IA em contextos complexos, com respeito à integridade acadêmica.
Como a Folha de S.Paulo mostrou, três das principais universidades do país (USP, Unicamp e Unesp) estão criando protocolos para o uso da IA cuja principal regra é a transparência. A utilização deve ser combinada entre professores e alunos e declarada nas pesquisas e nos demais trabalhos acadêmicos.
No parecer do CNE, a formação de professores aparece como condição para a implementação, com incentivo à capacitação contínua e ao desenvolvimento de competências digitais.
O conselho reconhece que a adoção ocorre em um momento de desigualdades estruturais e orienta que redes de ensino adaptem a implementação às suas condições, em regime de cooperação federativa.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - A utilização de inteligência artificial (IA) no setor da saúde já atinge 18% dos estabelecimentos brasileiros de atendimento – 11% dos públicos e 25% dos privados.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (12), referem-se a 2025, e são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que entrevistou 3.270 gestores de estabelecimentos de saúde no país.
O levantamento é organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) – departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
"Nos últimos anos, observamos uma rápida disseminação das tecnologias de Inteligência Artificial. Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde", explica o gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), Alexandre Barbosa.
Segundo a pesquisa, as principais aplicações de IA no setor de saúde brasileiro são:
De acordo com o levantamento, a adoção de IA no país ainda enfrenta obstáculos significativos. Nos hospitais com mais de 50 leitos, por exemplo, os gestores apontam custos elevados (63%), falta de priorização institucional (56%) e limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) para a adoção da nova tecnologia.
"O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável. Além disso, a consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é fundamental para sustentar a adoção ética da IA em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente no cuidado com os pacientes", destaca a coordenadora de projetos de pesquisas do Cetic.br, Luciana Portilho.
O levantamento mostra ainda que 9% dos estabelecimentos utilizam internet das coisas; e 5%, tecnologia robótica com uso de internet.
Serviços online disponibilizados aos pacientes, como a visualização de resultados de exames, foram oferecidos por 39% dos estabelecimentos; o agendamento de consultas, por 34%; e o de exames, por 32%.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A Associação Médica Brasileira (AMB) lançou este mês uma cartilha com o objetivo de orientar médicos e instituições de saúde sobre a aplicação da inteligência artificial (IA) na prática clínica, com base na Resolução nº 2.454/2026 do Conselho Federal de Medicina (CFM).
O material aborda os principais pontos da primeira legislação brasileira dedicada exclusivamente ao uso da IA no exercício da medicina, publicada em fevereiro de 2026. A norma do CFM estabelece prazo de 180 dias para adequação, com entrada em vigor prevista para agosto.
Em nota, a AMB avalia que um dos pilares da resolução, destacado na cartilha, é o entendimento de que a IA deve ser utilizada exclusivamente como ferramenta de apoio.
“A decisão clínica permanece sob responsabilidade do médico, que mantém autonomia técnica e ética em todas as etapas do cuidado ao paciente”, diz.
“A publicação reforça que, embora a tecnologia amplie a capacidade diagnóstica e operacional, o julgamento humano é insubstituível e deve prevalecer em qualquer circunstância”, destacou o comunicado.
A cartilha detalha direitos dos médicos, como o uso livre de IA como suporte à decisão, além da possibilidade de recusar sistemas sem validação científica ou que apresentem riscos éticos.
O documento também estabelece deveres classificados pela AMB como fundamentais, incluindo a necessidade de capacitação contínua, o uso crítico das ferramentas e o registro obrigatório em prontuário sempre que a IA for utilizada.
“Entre as proibições expressas estão a delegação de diagnósticos à IA, o uso de sistemas sem segurança de dados e a omissão da informação ao paciente quando a tecnologia tiver papel relevante no atendimento.”
Outro destaque da cartilha é a classificação dos sistemas de IA por níveis de risco — baixo, médio, alto e inaceitável —, com exigências proporcionais de governança para cada categoria.
“Sistemas de maior impacto clínico demandam estruturas mais robustas de controle, monitoramento e validação”, avaliou a associação.
A cartilha orienta que o registro do uso da IA em prontuário é condição essencial para garantir proteção jurídica ao médico e recomenda a adoção de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) específico para o uso da tecnologia, assegurando transparência ao paciente.
“A adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também é tratada como obrigatória, uma vez que informações de saúde são consideradas dados sensíveis”, ressaltou a AMB.
Com linguagem acessível, a cartilha apresenta um passo a passo para a conformidade com a resolução do CFM, incluindo inventário de sistemas, classificação de risco, validação científica, criação de protocolos internos e capacitação das equipes.
O material traz um checklist institucional e um glossário com os principais conceitos relacionados à inteligência artificial na saúde, como IA generativa, modelos de linguagem e vieses algorítmicos.
“Para a AMB, a iniciativa busca apoiar os médicos brasileiros na incorporação segura e ética da inteligência artificial, promovendo inovação sem abrir mão da qualidade assistencial e da autonomia profissional.”
AGÊNCIA BRASIL
EUA - A OpenAI confirmou a aquisição de uma nova startup. Trata-se da Hiro Finance, uma empresa dedicada ao desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial voltadas ao planejamento financeiro.
A notícia foi inicialmente divulgada pelo fundador da Hiro, Ethan Bloch, na rede social LinkedIn e posteriormente confirmada oficialmente pela OpenAI ao site TechCrunch. No entanto, não foram revelados detalhes sobre o negócio, e os termos financeiros da aquisição da empresa responsável pelo ChatGPT seguem desconhecidos.
As informações confirmadas até agora aparecem na publicação de Bloch, na qual o cofundador afirma que a Hiro deixou de aceitar novas inscrições e que a plataforma será descontinuada a partir do dia 20 de abril. Além disso, todos os dados serão apagados dos servidores da Hiro no dia 13 de maio.
“A todos os que usaram a Hiro: obrigado. Obrigado por acreditaram em nós no começo”, escreveu Bloch. “Obrigado por nos confiarem o vosso tempo, feedback e finanças. Desenvolver para vocês foi um privilégio. Lamento que a jornada da Hiro termine aqui, mas espero ter conquistar a oportunidade de vos servir novamente através do que estamos a desenvolver a seguir na OpenAI”.
O fundador da Hiro também dedicou algumas palavras à equipe da startup, agradecendo pela “dedicação e urgência” com que trabalharam e destacando que esse vínculo continuará agora dentro da OpenAI. “Estou entusiasmado por continuar a nossa missão em conjunto numa escala ainda maior na OpenAI”, afirmou Bloch.
Ainda não se sabe de que forma a OpenAI pretende integrar as ferramentas de finanças pessoais da Hiro aos seus serviços, mas é bastante provável que novidades nessa área sejam incorporadas ao ChatGPT nos próximos meses.
por Notícias ao Minuto
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