BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil poderia estar “muito melhor”, caso a população não tivesse sido influenciada, no período eleitoral, por mentiras contadas por políticos descompromissados com a população pobre.
A declaração foi feita durante a entrega de 576 moradias do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Manaus, no Residencial Morar Melhor, localizado no bairro Tarumã-Açu. Com o investimento de R$ 92,16 milhões, o empreendimento deverá beneficiar 2 mil pessoas.
Segundo Lula, pessoas como as que estavam no público, beneficiadas pelo MCMV, são frequentemente tratadas como “invisíveis” por grande parte dos políticos.Partindo dessa premissa, o presidente defendeu que eleitores tenham “maturidade e seriedade”, distinguindo verdades de mentiras ao decidir o futuro do país. Nesse sentido, ele alertou sobre a disseminação de informações falsas usando inteligência artificial nas redes sociais.
“O Brasil é um país que já poderia estar muito melhor. Não fica porque, de vez em quando, a gente elege alguém que não tem nenhum compromisso com nada. São pessoas que exercem o mandato de presidente, pessoas que nunca conversaram com vocês, pessoas que nunca viram vocês e que tampouco ligam para o povo pobre”, discursou o presidente.
Na avaliação de Lula, o povo pobre só ganha importância para essa gente em época de eleições.
“É importante que vocês saibam que, na hora de decidir o destino desse país, dessa cidade, desse estado, vocês têm que se comportar com muita maturidade e com muita seriedade. Não dá para a gente continuar acreditando nas mentiras contadas 24 horas por dia no celular”, argumentou.
“Agora inventaram uma coisa chamada Inteligência Artificial, que é muito boa para a saúde, para a educação, para a ciência e a tecnologia. É muito boa para muita coisa. Mas eu acho que não presta para eleição, porque a inteligência artificial pode contar muita mentira através do telefone celular. Então vamos ter muita responsabilidade, porque esse país precisa de gente séria”, complementou.
por Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou, em votação inicial nesta segunda-feira (11), um parecer que estabelece diretrizes para o uso da IA (inteligência artificial) na educação básica e superior.
A proposta orienta escolas e redes a adotar a tecnologia como ferramenta de apoio, sob supervisão humana, e ainda depende de novas discussões antes de eventual homologação do MEC (Ministério da Educação).
O uso da IA passa a ser classificado por nível de risco. Ferramentas de apoio, como organização de materiais e acessibilidade, entram na categoria de baixo risco. Já sistemas de correção automatizada de avaliações, monitoramento biométrico e seleção de benefícios são considerados de alto risco e exigem supervisão contínua.
Aplicações como vigilância emocional, pontuação social e decisões totalmente automatizadas sobre aprovação, retenção ou desligamento de alunos ficam proibidas.
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Nível de risco - O que é - Exemplos - Regras e exigências
Baixo risco - Uso de apoio, sem impacto relevante sobre decisões acadêmicas ou direitos dos alunos - Organização de materiais; acessibilidade; revisão de texto sem avaliação; planejamento de aulas - Transparência básica, segurança da informação e responsabilidade da instituição
Risco moderado - Ferramentas com interação com alunos ou recomendações, sem decisão automática - Tutores virtuais; feedback formativo; assistentes institucionais; apoio à escrita - Informar uso; registrar sistemas; revisão humana obrigatória; monitoramento; restrição ao uso de dados
Alto risco - Sistemas que afetam diretamente a vida acadêmica ou direitos - Correção automática de provas; monitoramento biométrico; perfilização de alunos; seleção e certificação - Avaliação prévia de impacto; relatório de dados; supervisão contínua; auditoria; direito de contestação
Risco excessivo (proibido) - Aplicações incompatíveis com princípios educacionais - Pontuação social; vigilância emocional; perfilização para punição; decisões automáticas sobre aprovação ou expulsão - Uso vedado
As diretrizes estabelecem que decisões pedagógicas devem permanecer sob responsabilidade de professores. A tecnologia pode auxiliar na personalização do ensino, no acesso a conteúdos e no acompanhamento do desempenho, mas não substitui a mediação em sala de aula.
Também há regras de transparência e governança. Escolas e universidades deverão informar quando sistemas automatizados estiverem em uso, documentar decisões de adoção e garantir revisão humana de conteúdos e resultados, para evitar erros e vieses.
O uso da tecnologia deverá respeitar a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), além de princípios de segurança da informação e transparência algorítmica.
Outro eixo é a redução de desigualdades. A recomendação é ampliar políticas de inclusão digital e acesso equitativo, para evitar que a adoção da IA aprofunde diferenças entre redes de ensino.
As diretrizes preveem ainda a inclusão progressiva de conteúdos sobre IA nos currículos. A proposta é que estudantes aprendam não apenas a usar ferramentas, mas a compreender como funcionam, seus limites e riscos, com foco no desenvolvimento do pensamento crítico.
Na educação básica, a implementação deve ser gradual e considerar o desenvolvimento dos alunos, com foco em autonomia e uso equilibrado da tecnologia. No ensino superior, o foco recai sobre a preparação profissional e o uso da IA em contextos complexos, com respeito à integridade acadêmica.
Como a Folha de S.Paulo mostrou, três das principais universidades do país (USP, Unicamp e Unesp) estão criando protocolos para o uso da IA cuja principal regra é a transparência. A utilização deve ser combinada entre professores e alunos e declarada nas pesquisas e nos demais trabalhos acadêmicos.
No parecer do CNE, a formação de professores aparece como condição para a implementação, com incentivo à capacitação contínua e ao desenvolvimento de competências digitais.
O conselho reconhece que a adoção ocorre em um momento de desigualdades estruturais e orienta que redes de ensino adaptem a implementação às suas condições, em regime de cooperação federativa.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - A utilização de inteligência artificial (IA) no setor da saúde já atinge 18% dos estabelecimentos brasileiros de atendimento – 11% dos públicos e 25% dos privados.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (12), referem-se a 2025, e são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que entrevistou 3.270 gestores de estabelecimentos de saúde no país.
O levantamento é organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) – departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
"Nos últimos anos, observamos uma rápida disseminação das tecnologias de Inteligência Artificial. Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde", explica o gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), Alexandre Barbosa.
Segundo a pesquisa, as principais aplicações de IA no setor de saúde brasileiro são:
De acordo com o levantamento, a adoção de IA no país ainda enfrenta obstáculos significativos. Nos hospitais com mais de 50 leitos, por exemplo, os gestores apontam custos elevados (63%), falta de priorização institucional (56%) e limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) para a adoção da nova tecnologia.
"O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável. Além disso, a consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é fundamental para sustentar a adoção ética da IA em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente no cuidado com os pacientes", destaca a coordenadora de projetos de pesquisas do Cetic.br, Luciana Portilho.
O levantamento mostra ainda que 9% dos estabelecimentos utilizam internet das coisas; e 5%, tecnologia robótica com uso de internet.
Serviços online disponibilizados aos pacientes, como a visualização de resultados de exames, foram oferecidos por 39% dos estabelecimentos; o agendamento de consultas, por 34%; e o de exames, por 32%.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A Associação Médica Brasileira (AMB) lançou este mês uma cartilha com o objetivo de orientar médicos e instituições de saúde sobre a aplicação da inteligência artificial (IA) na prática clínica, com base na Resolução nº 2.454/2026 do Conselho Federal de Medicina (CFM).
O material aborda os principais pontos da primeira legislação brasileira dedicada exclusivamente ao uso da IA no exercício da medicina, publicada em fevereiro de 2026. A norma do CFM estabelece prazo de 180 dias para adequação, com entrada em vigor prevista para agosto.
Em nota, a AMB avalia que um dos pilares da resolução, destacado na cartilha, é o entendimento de que a IA deve ser utilizada exclusivamente como ferramenta de apoio.
“A decisão clínica permanece sob responsabilidade do médico, que mantém autonomia técnica e ética em todas as etapas do cuidado ao paciente”, diz.
“A publicação reforça que, embora a tecnologia amplie a capacidade diagnóstica e operacional, o julgamento humano é insubstituível e deve prevalecer em qualquer circunstância”, destacou o comunicado.
A cartilha detalha direitos dos médicos, como o uso livre de IA como suporte à decisão, além da possibilidade de recusar sistemas sem validação científica ou que apresentem riscos éticos.
O documento também estabelece deveres classificados pela AMB como fundamentais, incluindo a necessidade de capacitação contínua, o uso crítico das ferramentas e o registro obrigatório em prontuário sempre que a IA for utilizada.
“Entre as proibições expressas estão a delegação de diagnósticos à IA, o uso de sistemas sem segurança de dados e a omissão da informação ao paciente quando a tecnologia tiver papel relevante no atendimento.”
Outro destaque da cartilha é a classificação dos sistemas de IA por níveis de risco — baixo, médio, alto e inaceitável —, com exigências proporcionais de governança para cada categoria.
“Sistemas de maior impacto clínico demandam estruturas mais robustas de controle, monitoramento e validação”, avaliou a associação.
A cartilha orienta que o registro do uso da IA em prontuário é condição essencial para garantir proteção jurídica ao médico e recomenda a adoção de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) específico para o uso da tecnologia, assegurando transparência ao paciente.
“A adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também é tratada como obrigatória, uma vez que informações de saúde são consideradas dados sensíveis”, ressaltou a AMB.
Com linguagem acessível, a cartilha apresenta um passo a passo para a conformidade com a resolução do CFM, incluindo inventário de sistemas, classificação de risco, validação científica, criação de protocolos internos e capacitação das equipes.
O material traz um checklist institucional e um glossário com os principais conceitos relacionados à inteligência artificial na saúde, como IA generativa, modelos de linguagem e vieses algorítmicos.
“Para a AMB, a iniciativa busca apoiar os médicos brasileiros na incorporação segura e ética da inteligência artificial, promovendo inovação sem abrir mão da qualidade assistencial e da autonomia profissional.”
AGÊNCIA BRASIL
EUA - A OpenAI confirmou a aquisição de uma nova startup. Trata-se da Hiro Finance, uma empresa dedicada ao desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial voltadas ao planejamento financeiro.
A notícia foi inicialmente divulgada pelo fundador da Hiro, Ethan Bloch, na rede social LinkedIn e posteriormente confirmada oficialmente pela OpenAI ao site TechCrunch. No entanto, não foram revelados detalhes sobre o negócio, e os termos financeiros da aquisição da empresa responsável pelo ChatGPT seguem desconhecidos.
As informações confirmadas até agora aparecem na publicação de Bloch, na qual o cofundador afirma que a Hiro deixou de aceitar novas inscrições e que a plataforma será descontinuada a partir do dia 20 de abril. Além disso, todos os dados serão apagados dos servidores da Hiro no dia 13 de maio.
“A todos os que usaram a Hiro: obrigado. Obrigado por acreditaram em nós no começo”, escreveu Bloch. “Obrigado por nos confiarem o vosso tempo, feedback e finanças. Desenvolver para vocês foi um privilégio. Lamento que a jornada da Hiro termine aqui, mas espero ter conquistar a oportunidade de vos servir novamente através do que estamos a desenvolver a seguir na OpenAI”.
O fundador da Hiro também dedicou algumas palavras à equipe da startup, agradecendo pela “dedicação e urgência” com que trabalharam e destacando que esse vínculo continuará agora dentro da OpenAI. “Estou entusiasmado por continuar a nossa missão em conjunto numa escala ainda maior na OpenAI”, afirmou Bloch.
Ainda não se sabe de que forma a OpenAI pretende integrar as ferramentas de finanças pessoais da Hiro aos seus serviços, mas é bastante provável que novidades nessa área sejam incorporadas ao ChatGPT nos próximos meses.
por Notícias ao Minuto
EUA - O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, participou recentemente da conferência BlackRock Infrastructure Summit, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, onde apresentou sua visão sobre o futuro da inteligência artificial.
Segundo Altman, a tendência é que a tecnologia passe a ser tratada como um serviço essencial, semelhante à eletricidade ou à água, com cobrança baseada no consumo. “Vemos um futuro em que a Inteligência Artificial é um serviço como eletricidade ou água, e as pessoas compram de nós por meio de um medidor e utilizam como quiserem”, afirmou, de acordo com o Business Insider.
Ele explicou que esse modelo de cobrança será baseado em “tokens”, unidades que medem a quantidade de dados processados sempre que um usuário interage com ferramentas como o ChatGPT.
Altman também comentou sobre o debate em torno do consumo de energia pela inteligência artificial, durante participação em um evento realizado em Nova Délhi, na Índia. Para ele, é legítima a preocupação com o gasto energético, mas o tema precisa ser analisado de forma mais ampla. “É justo estar preocupado com o consumo de energia dos modelos de Inteligência Artificial”, disse, defendendo que o mundo acelere a transição para fontes como energia nuclear, eólica e solar.
No entanto, o executivo criticou o que considera uma visão desequilibrada sobre o tema. “Também é necessária muita energia para treinar um humano”, afirmou. “Leva cerca de 20 anos de vida e toda a comida que você consome nesse período antes de se tornar inteligente. E não só isso, foi necessária a evolução de cerca de 100 bilhões de pessoas que já viveram, que aprenderam a não serem devoradas por predadores e a entender ciência e muitas outras coisas, para que você se tornasse quem é hoje”, completou.
por Notícias ao Minuto
EUA - A OpenAI anunciou oficialmente o lançamento de um novo modelo para a ferramenta de criação de imagens do ChatGPT. Batizado de GPT Image 1.5, o recurso foi apresentado com a promessa de avanços significativos na geração e na edição de imagens.
Segundo a OpenAI, o GPT Image 1.5 é mais eficiente para seguir instruções detalhadas dos usuários, tanto na criação de imagens do zero quanto na edição precisa de fotografias já existentes. A empresa afirma ainda que o novo modelo consegue realizar ajustes até quatro vezes mais rápido do que a versão anterior.
Outro destaque, de acordo com a companhia, é a maior fidelidade aos pedidos feitos pelos usuários. O GPT Image 1.5 teria resultados mais alinhados à intenção original de quem cria ou edita a imagem, preservando detalhes que tornam o conteúdo visual mais próximo do que foi imaginado.
O novo modelo está sendo disponibilizado globalmente para todos os usuários do ChatGPT que têm acesso à ferramenta de geração de imagens.
O lançamento ocorre em meio a uma disputa cada vez mais acirrada no setor de inteligência artificial. Nos bastidores, a iniciativa é vista como uma resposta direta aos avanços recentes do Google, que apresentou uma nova versão do modelo Gemini e uma ferramenta própria de criação de imagens.
De acordo com informações do The Wall Street Journal, o crescimento da concorrência levou o CEO da OpenAI, Sam Altman, a declarar um estado interno de alerta para acelerar o desenvolvimento do ChatGPT. A medida teria resultado na reorganização de equipes e na priorização de recursos voltados exclusivamente para tornar a plataforma mais rápida, confiável e personalizável.
Desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, a OpenAI se consolidou como uma das principais referências globais em inteligência artificial. No entanto, o avanço de rivais como o Google mostra que a corrida tecnológica segue intensa, com lançamentos frequentes e disputas diretas por inovação e liderança no setor.
por Notícias ao Minuto
CHINA - A China se encontra desenvolvendo novas restrições para bots de conversação de Inteligência Artificial de forma a limitar a capacidade desta tecnologia de influenciar as emoções dos seres humanos que interagem com ela.
Segundo a CNBC, a proposta que está sendo elaborada pela Administração do Ciberespaço poderá exigir que os menores sejam obrigados a obter a permissão dos responsáveis para interagir com estes bots de conversação de Inteligência Artificial.
Mais ainda, a proposta poderá ainda impedir que estas ferramentas de Inteligência Artificial gerem conteúdo violento, obsceno ou de jogos de azar ou que tenham conversas sobre suicídio ou outros tópicos que possam prejudicar a saúde mental dos usuários.
A proposta ainda se encontra sendo trabalhada mas, como nota a publicação, já é considerada por muitos especialistas como os primeiros meios para controlar o impacto de ferramentas de Inteligência Artificial nos seres humanos.
Sendo aprovada, a proposta deverá aplicar-se a todos os bots de conversação e ferramentas de Inteligência Artificial que “simulam uma personalidade humana e interagem com os utilizadores de forma emocional através de texto, imagens, áudio ou vídeo” que estejam disponíveis na China.
© Shutterstock
EUA - O Google anunciou, durante o evento The Android Show: XR Edition, que está desenvolvendo dois modelos de óculos com Inteligência Artificial, com previsão de lançamento de um deles já em 2026.
A empresa explicou que os projetos são criados em parceria com Samsung, Gentle Monster e Warby Parker, com a proposta de oferecer óculos leves e com design para uso diário.
Em comunicado publicado no blog oficial, o Google detalhou os dois modelos em desenvolvimento:
“O primeiro é um par de óculos de IA sem tela, que usa alto-falantes, microfones e câmeras integradas para permitir conversar naturalmente com o Gemini, tirar fotos e pedir ajuda”.
“O segundo modelo traz um display nas lentes, oferecendo informações de forma discreta e imediata, como navegação ou tradução com legendas. Os primeiros óculos chegam no próximo ano”.
Mais detalhes técnicos ainda não foram divulgados. Porém, como o Google costuma realizar o seu evento anual I/O no fim da primavera do hemisfério norte, é provável que as próximas novidades apareçam nessa ocasião.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - São Carlos recebeu nesta semana representantes da Vetto, empresa que atua em parceria com alguns dos maiores laboratórios de inteligência artificial do mundo. A visita, liderada pela cofundadora Roberta Antunes, teve como objetivo conhecer de perto o ecossistema científico e tecnológico local e identificar talentos capazes de contribuir com o treinamento de modelos avançados de Inteligência Artificial (IA). No final da tarde desta quinta-feira (11/12), o grupo foi recepcionado, no Paço Municipal, pelo prefeito Netto Donato, pelo vice-prefeito Roselei Françoso, pelo secretário de Cidade Inteligente e Transparência, Mateus de Aquino, e pelo assessor Rafael Arôca.
Roberta explicou que a Vetto trabalha diretamente com empresas responsáveis por tecnologias de ponta, como Gemini e GPT, conectando especialistas brasileiros ao processo de desenvolvimento dessas inteligências artificiais. Segundo ela, o setor vive uma nova fase.
“Os modelos já foram treinados com tudo o que existia de dado público na internet, o chamado pre‑training. Agora estamos na fase do post‑training, que depende de pessoas reais, especialistas em áreas como finanças, física, química, matemática, robótica e desenvolvimento de software”.
A executiva destacou que essa etapa abre oportunidades concretas de trabalho e renda. “Ao invés de temer a inteligência artificial, o mundo precisa enxergar essa tecnologia como uma nova oportunidade de emprego. E São Carlos é uma mina de ouro de talento”.
Roberta afirmou estar impressionada com o ambiente acadêmico da cidade. “Estou encantada. As universidades respiram inovação e pesquisa o tempo todo. Com certeza volto, já estou programando a próxima viagem”.
Encontro positivo- O assessor do prefeito, Rafael Arôca, acompanhou a agenda e avaliou o encontro como extremamente positivo. “É muito significativo ver uma empresa de classe mundial, que trabalha no estado da arte da inteligência artificial, reconhecer São Carlos como parceira para encontrar talentos, pesquisadores e instituições capazes de contribuir com o treinamento desses modelos avançados.” Arôca lembrou que a cidade tem tradição consolidada na área. “Há uma busca intensa por talentos no mundo todo, e São Carlos tem muito a oferecer. Temos professores e pesquisadores de excelência no ICMC da USP, no Departamento de Computação da UFSCar e em outras instituições que fazem da cidade um polo de referência”.
O prefeito Netto Donato também comentou a visita e destacou o orgulho de ver empresas internacionais interessadas no capital humano formado na cidade. “É um motivo de orgulho. São Carlos produz talentos diariamente, e quando vemos empresas que vêm do Vale do Silício para buscá‑los aqui, percebemos que estamos no caminho certo.” Ele reforçou que a Prefeitura tem trabalhado para fortalecer esse ambiente. “Nosso papel é apoiar, investir em capacitação e oferecer estrutura para quem quer investir e morar em São Carlos. Isso cria uma base sólida para que as pessoas se especializem e prosperem”.
O prefeito também destacou que o movimento pode atrair novos investimentos. “O que parece uma simples busca por talentos, na verdade, envolve muito investimento. Empresas de tecnologia, inovação e ciência estão se instalando aqui, e isso mostra que São Carlos está no vetor de crescimento correto”, encerrou.
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