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ISRAEL - Horas após o anúncio do cessar-fogo na guerra contra o Irã, Israel ignorou parte da trégua e direcionou esforços militares ao Líbano. Segundo o premiê Binyamin Netanyahu, Tel Aviv lançou a maior ofensiva contra o país vizinho desde o início do conflito. O saldo, segundo o governo local, é de dezenas de mortos e feridos. Teerã, por sua vez, ameaça abandonar o acordo da véspera caso os ataques ao território libanês não sejam interrompidos.

O Líbano foi arrastado para o conflito após o grupo Hezbollah, aliado de Teerã, ter atacado o Estado judeu dias depois do início da guerra, em 28 de fevereiro. Israel revidou e hoje ocupa militarmente o sul do território.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que espera que o país seja incluído na trégua. Nas negociações, Teerã condicionou sua adesão ao fim dos ataques contra seus aliados na região. Inclusive, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que costurou o plano, afirmou que as partes haviam aceitado um cessar-fogo "em todos os lugares" onde há conflito. Donald Trump, por sua vez, disse que Beirute não faz parte do acordo.

O Exército de Israel disse que realizou uma ofensiva contra cerca de cem alvos do Hezbollah em diversas regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute, o Vale do Beqaa, no leste, e o território ao sul, descrevendo a operação como o "maior ataque" à infraestrutura do grupo desde o início da guerra.

O Ministério da Saúde do Líbano afirmou que 89 pessoas foram mortas, incluindo 12 profissionais e saúde, e que 700 ficaram feridas. A Presidência escreveu, em comunicado, que Israel cometeu um massacre. Já o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, pediu que países aliados ponham fim aos ataques israelenses.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ligou para o comandante do Exército do Paquistão para denunciar o que considerou uma violação do acordo por parte de Israel.

Mais cedo nesta quarta, o embaixador do Irã nas Nações Unidas afirmou que Tel Aviv deveria respeitar o acordo e que qualquer ataque teria consequências. As Forças Armadas da República Islâmica também afirmaram que irão apoiar "as frentes de resistência" no Líbano, no Iêmen e no Iraque.

O Hezbollah af irmou que tem o direito de retaliar e solicitou que os moradores deslocados devido ao conflito evitem voltar para suas casas antes que um acordo de cessar-fogo com o Líbano seja anunciado.

O mesmo pedido foi feito pelo Exército do Líbano. O número de deslocamentos forçados ultrapassou a marca de um milhão de pessoas nesta semana, agravando o cenário de catástrofe humanitária no país.

A maioria dos ataques desta quarta ocorreu em áreas civis, segundo Tel Aviv. Horas antes da ofensiva, o Exército emitiu alertas para algumas áreas do sul de Beirute e do sul do Líbano. Nenhum aviso foi dado para o centro da capital, que também foi atingido.

O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Avichay Adraee, afirmou que o Hezbollah teria se deslocado de seu reduto no sul de Beirute para regiões mais mistas da cidade. Imagens verificadas pela agência de notícias Reuters mostram explosões em prédios em áreas residenciais, além de edifícios em chamas.

Os bombardeios desta quarta ainda atingiram um prédio na região de Tiro, no sul do país, pouco depois da emissão de uma nova ordem de retirada de civis naquela área.

Diante da incerteza sobre a situação, alguns países europeus se manifestaram. Espanha e França pediram que a trégua inclua o Líbano. O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, disse em uma entrevista a uma rádio que é "inaceitável" que Israel mantenha os ataques contra o país vizinho.

Trump recuou novamente e aceitou na terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo do conflito. Antes de aceitar o acordo, o americano ameaçou obliterar a infraestrutura civil do Irã e disse que "uma civilização inteira" morreria naquela noite.

Em postagem na rede Truth Social, Trump disse que sua decisão se baseou no compromisso de que o Irã reabra o estreito de Hormuz durante a trégua -Teerã disse que o fará por duas semanas "em coordenação com as Forças Armadas" iranianas.

O regime iraniano, por sua vez, confirmou que as negociações com os EUA acontecerão na capital paquistanesa, Islamabad, a partir da próxima sexta-feira (10). O país persa reforçou que as negociações não significam o fim imediato da guerra e que este acordo somente será aceito quando os detalhes do plano de dez pontos forem finalizados.

 

 

por Folhapress

IRÃ - Israel, Kuwait e Bahrein registraram novos ataques aéreos atribuídos ao Irã, poucas horas depois de Teerã informar que bombardeios dos Estados Unidos deixaram ao menos oito mortos no norte do país.

As Forças de Defesa de Israel informaram que o território israelense voltou a ser alvo de mísseis iranianos. Segundo o porta-voz do serviço de emergência, um homem de 22 anos ficou gravemente ferido na cidade de Harish, no centro do país, e foi levado ao hospital.

Em comunicado, os militares afirmaram que os sistemas de defesa seguem ativos. “Os sistemas permanecem operacionais para interceptar a ameaça”, disseram, após “identificarem mísseis lançados a partir do Irã”.

Na quinta-feira, o Irã lançou cerca de 30 mísseis contra Israel, coincidindo com o início das celebrações do Pessach. De acordo com os militares israelenses, três eram de fragmentação, cerca de dez caíram em áreas abertas e os demais foram interceptados.

A escalada ocorre após declarações do presidente americano Donald Trump, que afirmou que pretende levar o Irã de volta à “Idade da Pedra”. Em resposta, militares iranianos prometeram ações “mais enérgicas e destrutivas”.

Pouco depois das declarações, a imprensa local relatou “uma nova onda de ataques com mísseis iranianos” contra Israel.

O Kuwait também informou ter sido alvo de ataques. “As defesas aéreas do Kuwait estão repelindo ataques hostis de mísseis e drones”, declarou o Estado-Maior do Exército, acrescentando que “as explosões ouvidas foram resultado da interceptação” dos disparos.

Do lado iraniano, a imprensa estatal informou que bombardeios americanos atingiram a província de Alborz, deixando ao menos oito mortos e 95 feridos. Segundo autoridades locais, citadas pela agência Tasnim, as vítimas participavam das celebrações do Dia da Natureza.

O Crescente Vermelho iraniano informou que mobilizou equipes de resgate. “Desdobramos equipes para as áreas atingidas”, disse a entidade, acrescentando que “os ataques dos EUA e de Israel se concentraram em regiões próximas ao distrito de Azimiyeh, em Karaj. A ponte B1, a mais longa do Oriente Médio, foi um dos alvos”.

As forças israelenses também anunciaram a morte de um comandante de uma unidade de mísseis balísticos na região de Kermanshah, além de outro ligado ao comando petrolífero iraniano.

O conflito se intensificou desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeios contra o Irã, alegando impasse nas negociações sobre o programa nuclear do país, que Teerã afirma ter fins pacíficos.

Desde então, o Irã tem retaliado com ataques a alvos israelenses e interesses americanos na região, além de bloquear o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

A guerra já deixou mais de três mil mortos, principalmente no Irã e no Líbano, que entrou no conflito após ações do grupo Hezbollah contra Israel.

 

por Notícias ao Minuto

ISRAEL - O governo de Israel anunciou nesta terça-feira a morte de dois importantes nomes do regime iraniano após ataques aéreos realizados durante a noite no Irã. Segundo as autoridades israelenses, foram mortos Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij.

A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que afirmou ter recebido o relatório do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

O Exército israelense já havia informado anteriormente a morte de Soleimani, responsável pela Basij, força paramilitar ligada à Guarda Revolucionária do Irã e considerada um dos principais instrumentos de repressão interna do país.

Katz afirmou que as operações militares continuarão com intensidade, com foco na destruição de estruturas estratégicas e na redução da capacidade iraniana de lançar mísseis.

Segundo ele, o objetivo é enfraquecer o regime iraniano por meio da eliminação de lideranças e de recursos militares.

Os ataques fazem parte da escalada de tensão iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, que resultou na morte do então líder supremo Ali Khamenei.

Em resposta, o Irã fechou o estreito de Ormuz e passou a realizar ataques contra alvos israelenses, bases militares dos Estados Unidos e instalações estratégicas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

 

 

por Notícias ao Minuto

ISRAEL - Israel lançou uma grande onda de ataques contra Teerã na quinta-feira (5), visando o que disse ser infraestrutura pertencente às autoridades iranianas. Os mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correr para abrigos antiaéreos.

À medida que a guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã entra em seu sexto dia, o conflito se alastra para além dos Estados do Golfo e chega à Ásia, causando convulsão nos mercados globais e levando milhares de turistas e moradores retidos a tentar fugir do Oriente Médio.

O ministro das Relações Exteriores do Irã chamou de "atrocidade no mar" o naufrágio de um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka nessa quarta-feira, que matou pelo menos 80 pessoas.Ele disse que a fragata iraniana Dena, convidada da Marinha indiana com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida sem aviso prévio em águas internacionais e alertou que Washington “se arrependerá amargamente” do precedente que estabeleceu.

“Decidimos combater os norte-americanos onde quer que estejam”, disse o general Kioumars Heydari, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, à TV estatal, acrescentando que o Irã não se importa com a duração da guerra.
Hoje, a Guarda Revolucionária afirmou que havia atingido um petroleiro norte-americano na parte norte do Golfo e que o navio estava em chamas. Em comunicado divulgado pela mídia estatal, acrescentou que, em tempo de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz estaria sob o controle da República Islâmica.

As defesas aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) destruíram um míssil balístico iraniano disparado ontem contra a Turquia, marcando a primeira vez que o membro da aliança que faz fronteira com a Ásia foi envolvido no conflito do Oriente Médio e aumentando a possibilidade de grande expansão envolvendo seus aliados do bloco.

O Estado-Maior das Forças Armadas iranianas negou ter disparado mísseis contra a Turquia, afirmando que a República Islâmica respeita a soberania da “amiga” Turquia, de acordo com comunicado divulgado pela mídia iraniana.

Em Washington, na noite de ontem, senadores republicanos bloquearam uma moção que visava interromper a campanha aérea dos EUA contra o Irã e exigir que a ação militar fosse autorizada pelo Congresso. Essa rejeição deixa o poder do presidente Donald Trump, de dirigir a guerra, amplamente irrestrito, conforme o conflito continua a se alastrar pelo Oriente Médio e além.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse ao seu homólogo israelense, Israel Katz, por telefone: “Continue até o fim — estamos com vocês”, de acordo com nota divulgada pelo Ministério da Defesa de Israel.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

EUA - Donald Trump recebeu o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, nesta segunda-feira (29), na Flórida. Após o encontro, o americano afirmou que o indulto pedido pelo israelense ao seu presidente, Isaac Herzog, estaria "a caminho" e, em paralelo, disse que atacaria novamente o Irã caso o país persa retome o programa nuclear bombardeado pelos EUA em junho.

Netanyahu solicitou um perdão oficial a Herzog, em novembro deste ano, em um processo que investiga suposto esquema de corrupção. Após a fala de Trump sobre a possível concessão do indulto, no entanto, o gabinete do presidente israelense negou que ele tenha tido uma conversa com o americano desde o pedido do premiê.

Este foi o quinto encontro do ano entre Netanyahu e Trump nos EUA e, desta vez na residência de Trump em Mar-a-Lago, ocorreu a pedido do israelense, segundo o republicano. Depois da reunião, o americano afirmou que os EUA poderiam atacar novamente instalações iranianas caso Teerã retomasse o programa nuclear, que já fora alvo de bombardeios em junho.

"Ouvi dizer que o Irã está tentando se reconstruir, e se estiver mesmo, temos que acabar com isso", disse ele. "Vamos acabar com eles de vez." O republicano reiterou que continua aberto a negociar um acordo, que ele chamou de uma saída "muito mais inteligente".

A expectativa para a reunião era de que os líderes anunciassem os próximos passos para a trégua em Gaza. Ao receber o premiê, Trump afirmou que "a reconstrução de Gaza começará em breve" e que espera chegar à segunda fase do plano de cessar-fogo no território palestino "muito rapidamente".

Funcionários da Casa Branca temem que tanto Israel como o Hamas estejam protelando a segunda fase do cessar-fogo enquanto o presidente americano está ansioso para anunciar um governo tecnocrático palestino para Gaza e a mobilização de uma força internacional de estabilização.

Trump disse ter conversado com Netanyahu sobre o Hamas e que o grupo terrorista "terá pouco tempo para se desarmar". Segundo ele, "haverá consequências" caso a facção não cumpra esse requisito do acordo de trégua.

A porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian já havia adiantado que Netanyahu pretendia abordar a segunda fase do acordo, que implica garantir que "o Hamas seja desarmado, e Gaza, desmilitarizada".

Também afirmou, no entanto, que o premiê tentaria mudar o foco do encontro para o Irã e pressionar por mais ataques americanos contra o programa nuclear de Teerã. Segundo ela, o israelense usaria a reunião para evidenciar "o perigo que o Irã representa não apenas para o Oriente Médio, mas também para os EUA".

O cessar-fogo em Gaza anunciado em outubro é uma das principais conquistas do primeiro ano de Trump na Casa Branca desde seu retorno ao poder, em janeiro, e sua gestão e os mediadores regionais pretendem manter este ímpeto.

O enviado do presidente para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do republicano, Jared Kushner, receberam funcionários de alto escalão dos países mediadores -Qatar, Egito e Turquia- em Miami no início do mês.

Agora, o momento da reunião com Netanyahu é "muito significativo", disse Gershon Baskin, copresidente da comissão de construção da paz "Alliance for Two States", que participou de negociações secretas com o Hamas. "A fase dois precisa começar", afirmou à agência de notícias AFP. "Os americanos percebem que já é tarde porque o Hamas teve tempo demais para restabelecer sua presença."

A primeira fase do acordo de trégua exigia que o Hamas libertasse os reféns que permaneciam em cativeiro, vivos e mortos, desde o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que deu início à guerra. O grupo terrorista devolveu todos, exceto o corpo de um refém -Trump afirmou estar "fazendo todo o possível" para conseguí-lo. As duas partes denunciam frequentes violações do cessar-fogo.

Na segunda etapa, tratada nesta segunda, Israel deve retirar as tropas de suas posições em Gaza e o Hamas deve entregar as armas, o que é um ponto de divergência importante. Além disso, uma autoridade interina deve governar o território palestino e uma força internacional de estabilização (ISF, na sigla em inglês) será mobilizada.

O site americano Axios informou na sexta-feira (26) que Trump queria convocar a primeira reunião de um novo "Conselho de Paz" para Gaza, que ele presidiria, no Fórum de Davos, na Suíça, em janeiro. Mas a publicação apontou que funcionários da Casa Branca estavam cada vez mais exasperados por considerarem que Netanyahu se esforça para travar o processo de paz.

"Há cada vez mais sinais de que o governo americano está se frustrando com Netanyahu", disse Yossi Mekelberg, analista para o Oriente Médio do centro de estudos Chatham House, com sede em Londres. "A pergunta é o que vai fazer a respeito, porque a fase dois, neste momento, não avança."

Mekelberg observou que Netanyahu poderia tentar desviar a atenção do encontro de Gaza para o Irã justamente quando Israel entra em um ano eleitoral. "Tudo está relacionado com permanecer no poder", afirmou sobre o veterano primeiro-ministro israelense.

Israel também continua atacando alvos do Hamas em Gaza e do Hezbollah no Líbano, apesar do cessar-fogo no país. A Síria também esteve na pauta das conversas. Netanyahu disse que Israel está empenhado em garantir uma fronteira pacífica com o país, e Trump afirmou que os líderes de ambos se entenderão. "Tenho certeza de que Israel e ele [o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa] se darão bem. Tentarei fazer com que isso aconteça."

 

 

por Folhapress

ISRAEL - O Exército de Israel afirmou neste domingo (23) ter atacado um dos chefes do grupo libanês Hezbollah, alinhado ao Irã. O gabinete do premiê Binyamin Netanyahu confirmou que a ação "no coração de Beirute", teve como alvo "o chefe do Estado-Maior do Hezbollah", Haytham Ali Tabatabai.

O ataque atingiu uma via de carros, onde moradores disseram à agência de notícias Reuters ter ouvido o barulho de aviões de guerra antes da explosão. Moradores saíram correndo de seus prédios com medo de novos ataques, relatou um repórter da agência na região.
Pelo menos duas dezenas de pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região, segundo fontes médicas. Não houve comentários imediatos do Hezbollah ou do Ministério da Saúde do Líbano.

Antes do ataque, o primeiro-ministro israelense disse a seu gabinete que Israel continuaria a combater o "terrorismo" em várias frentes. "Continuaremos a fazer tudo o que for necessário para impedir que o Hezbollah restabeleça sua capacidade de nos ameaçar", afirmou.

Em novembro, Israel intensificou os ataques aéreos no sul do Líbano, dando continuidade a uma campanha de ataques quase diários que, segundo o Tel Aviv, visa impedir o ressurgimento militar do Hezbollah na região fronteiriça.
Israel acusa o Hezbollah de tentar se rearmar desde o cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos no ano passado. O grupo afirma ter cumprido as exigências para encerrar sua presença militar na região fronteiriça próxima a Israel e para que o exército libanês se mobilizasse para lá.

Um funcionário americano de alto escalão ouvido pelo portal Axios afirmou que Israel não notificou os EUA com antecedência sobre o ataque deste domingo. A pessoa disse que o governo de Donald Trump -aliado de Netanyahu- foi informado imediatamente após o ataque, e um segundo funcionário americano afirmou que os EUA sabiam há dias que Israel planejava intensificar os ataques no Líbano, de acordo com a publicação.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou após o ataque que o país seguirá com operações do tipo. "Continuaremos a agir com firmeza para evitar qualquer ameaça aos residentes do norte e ao Estado de Israel", disse em comunicado. "Quem levantar a mão contra Israel, terá a mão cortada", disse ele, ao acrescentar que, junto de Netanyahu, está "determinado a continuar a política de aplicação máxima da lei no Líbano e em todos os outros lugares".

 

 

por Folhapress

ISRAEL - O governo de Israel retirou a indicação para ter um novo embaixador em Brasília, após um impasse provocado pela decisão do governo Lula (PT) de segurar o aval ao nome do diplomata Gali Dagan para o posto. Com isso, o país fica sem representação desse nível no Brasil, o que indica a intenção de manter o relacionamento em um nível diplomático inferior.

A decisão foi noticiada pelo jornal Times of Israel e confirmada por um funcionário do governo brasileiro que acompanha o tema. A medida representa um novo episódio no desgaste na relação entre os dois países e ocorre após meses de impasse em torno de um pedido não respondido de agrément -a aprovação formal concedida pelo Itamaraty para a nomeação de embaixadores estrangeiros.

A chancelaria israelense recuou do envio de Dagan para chefiar a missão diplomática em Brasília porque o governo brasileiro se recusou a conceder o aval.

"O pedido foi inexplicavelmente ignorado", disse o Ministério de Relações Exteriores israelense em comunicado noticiado pelo Times of Israel. Ainda de acordo com a nota, a decisão implica que as relações com o Brasil passam a ser conduzidas "em um nível mais baixo".

A Folha revelou em março que o governo brasileiro segurava a concessão do agrément, o que ampliava o risco de aprofundar a crise com o premiê Binyamin Netanyahu. O Itamaraty não rejeitou formalmente o pedido, mas o deixou sem resposta -o que, na diplomacia, equivale a um sinal de que o governo tem restrições ou não aceita a indicação.

O episódio é parte de uma sequência de episódios de tensão na relação bilateral. Em 2024, Lula foi declarado "persona non grata" após comparar ações militares israelenses na Faixa de Gaza à perseguição de judeus no Holocausto.

O contato entre os dois governos tem sido marcado por atritos e gestos de distanciamento. O Brasil chamou de volta seu embaixador em Tel Aviv no ano passado, depois que o diplomata Frederico Meyer, que ocupava o posto, foi chamado ao Museu do Holocausto e exposto a uma reprimenda pública pelo então chanceler israelense, Israel Katz. O Brasil até hoje não enviou um substituto.

Em julho, o governo Lula deixou a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, a IHRA, organização internacional criada para combate ao antissemitismo e memória do massacre dos judeus. Segundo diplomatas, a decisão de retirar o Brasil da aliança foi tomada porque a adesão foi feita de maneira inadequada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Em paralelo, o Brasil também ingressou formalmente na ação que a África do Sul move contra Israel na Corte Internacional de Justiça da ONU, acusando Tel Aviv de cometer genocídio em Gaza.

A chancelaria israelense afirmou que a decisão brasileira é "mais um sinal da postura crítica e hostil" adotada pelo Palácio do Planalto desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas em território israelense e desencadeou a ofensiva militar em Gaza.

 

 

por Folhapress

JERUSALÉM - O Irã iniciou um ataque contra Israel no começo da noite de terça-feira (1º), horas após os EUA alertarem que a ofensiva era iminente. Ao menos cem mísseis foram lançados contra o Estado judeu em resposta aos ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano, segundo a imprensa local.

Do portão de Jaffa, na Cidade Velha, a Folha presenciou várias explosões no céu de Jerusalém, algo não muito comum ao longo da guerra. Os estrondos são de mísseis interceptados pelo sistema de defesa antiaérea de Israel, o Domo de Ferro.

Há relatos semelhantes em várias partes do país. Explosões foram ouvidas também no vale do Rio Jordão, e jornalistas da agência de notícias Reuters viram mísseis sendo interceptados no espaço aéreo da vizinha Jordânia. Mais cedo, o Exército havia anunciado que qualquer ataque do Irã provavelmente seria generalizado e instruiu o público a se abrigar em salas seguras em caso de ataque.

O presidente dos EUA, Joe Biden, falou sobre o assunto na rede social X após uma reunião realizada com a vice-presidente e candidata democrata, Kamala Harris, e a equipe de segurança nacional da Casa Branca. "Discutimos como os EUA estão preparados para ajudar Israel a se defender contra esses ataques e proteger funcionários americanos na região", afirmou.

Em abril, Teerã revidou a um ataque israelense contra a embaixada iraniana em Damasco lançando pela primeira vez na história uma ação militar contra o Estado judeu. Só que os 330 projéteis que voaram rumo a Tel Aviv e outros pontos foram quase todos abatidos.

"Já lidamos com isso no passado", disse Hagari. Moradores da região central de Israel foram orientados a permanecer perto de abrigos antiaéreos.

A agência Reuters, por sua vez, citou também a Casa Branca de forma anônima, dizendo que ainda não há certeza de quando a operação ocorrerá -e se Teerã já lhe deu luz verde. A autoridade lembrou que o Irã sofrerá "severas consequências", relato semelhante ao da Associated Press.

O ataque poderia envolver mísseis balísticos, que viajam muitas vezes acima da velocidade do som, para dificultar sua interceptação: eles chegariam aos alvos em pouco mais de dez minutos. Na ação de abril, foram empregados mais drones e modelos de cruzeiros, todos subsônicos.

A dissuasão pela presenças de dois grupos de porta-aviões dos EUA e vários outros reforços no Oriente Médio tem sido central para que Israel aja de forma quase livre em sua campanha militar atual.

Ela é um desdobramento do ataque do Hamas, assim como o Hezbollah integrante do consórcio rival de Tel Aviv e Washington na região, ao Israel há quase um ano. Além da guerra em Gaza, que era governada desde 2007 pelos terroristas palestinos, Israel voltou suas baterias nas duas últimas semanas contra os libaneses.

Matou seu líder, Hassan Nasrallah, e dezenas de outros comandantes. Na noite de segunda (30), iniciou incursões terrestres visando limpar o terreno do sul do Líbano da presença do Hezbollah perto de suas fronteiras, o que forçou 60 mil pessoas para fora de casa neste ano.

As Forças de Defesa de Israel, comentando as reportagens sobre o assunto, disseram não ter identificado ainda ameaças objetivas. Já o premiê Binyamin Netanyahu havia divulgado mais cedo que a situação no país é delicada e que os moradores deveriam obedecer as orientações do comando de defesa doméstica.

Nesta terça, ele incluiu Tel Aviv e Jerusalém no rol de cidade com restrições parciais de reunião e com o veto a trabalho presencial em locais sem abrigos próximos.

Para o Irã, um ataque enseja riscos grandes, como o de ver uma retaliação maciça, particularmente voltada às instalações de seu programa nuclear -na sua tréplica de abril, Israel demonstrou com um ataque inócuo ter capacidade de atingir a região que concentra laboratórios e instalações atômicas.

Por outro lado, deixar um aliado exposto aos elementos em momento de crise reduz a influência do Irã na região, o que presumivelmente está elevando a pressão da linha-dura do regime por alguma ação, mesmo que sem buscar uma escalada total.

Outra opção na mesa é uma coordenação com os houthis do Iêmen, grupo rebelde também bancado pelo Irã que tem lançado ataques pontuais ao Estado judeu.

 

 

POR FOLHAPRESS

ISRAEL - As forças de Israel promoveram na terça (24) o segundo dia de grandes ataques militares contra posições do Hezbollah no Líbano. O grupo fundamentalista aliado do Hamas na guerra contra o Estado judeu, por sua vez, lançou dezenas de foguetes contra o norte do rival.

Segundo as IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês), em 24 horas foram atingidos 1.500 alvos do Hezbollah, com o emprego de 2.000 bombas e mísseis lançados por aviões. Em Beirute, pela terceira vez desde a escalada da crise, um esconderijo de lideranças do grupo foi alvejado.

A ação ocorreu em um subúrbio no sul da capital libanesa. Segundo informações extraoficiais, morreu no ataque oo chefe da unidade de mísseis do Hezbollah, Ibrahim Qubaisi. Com estimados 160 mil unidades desses armamentos, o grupo é a mais poderosa força não estatal do mundo no campo.

O governo libanês, que coabita com o poderio militar superior do Hezbollah, que é também um partido político, diz que ao menos 6 pessoas morreram e 15, ficaram feridas no bombardeio.

"Nós temos três tarefas no Líbano. Afastar terroristas da fronteira, degradar a capacidade de lançamento de armas do Hezbollah e acaba com sua infraestrutura na região, permitindo que os 60 mil civis israelenses que tiveram de sair de casa voltem", disse à Folha o porta-voz militar Rafael Rozenshein.

Na segunda, Tel Aviv havia lançado o mais mortífero ataque em solo libanês desde a guerra civil do país árabe (1975-1990), matando 558 pessoas segundo as autoridades de saúde do vizinho. Ainda não há um balanço amplo sobre o que ocorreu nesta terça.

A troca de fogo começou cedo. Por volta das 3h (21h de segunda em Brasília), sirenes soaram em parte da região norte de Israel. Até as 15h (9h em Brasília), elas soaram mais 18 vezes. Ao menos 20 foguetes foram abatidos na primeira leva, segundo a Força Aérea israelense, e 60 no começo da tarde.

Segundo os fundamentalistas, uma base aérea israelense foi atingida por um de seus mais novos foguetes, o Fadi-3, que tem alcance superior aos 100 km de sua versão imediatamente anterior. As IDF não comentaram.

A rotina de terror segue dos dois lados da fronteira. O êxodo de civis do sul libanês, alertados a deixar casas próximas de posições do Hezbollah por meio de telefonemas automáticos e transmissões pirata de rádio por Israel, segue.

No Estado judeu, moradores da região de Haifa relataram que houve danos na queda de destroços de drones e foguetes, por sua vez.

Israel e o Hezbollah, grupo que é bancado pelo Irã assim como o Hamas, vivem em atrito desde o conflito de oito anos atrás. Mas o ataque terrorista do Hamas no 7 de outubro de 2023 levou os libaneses a escalar suas ações, lançando mísseis contra o Estado judeu já no dia seguinte à ação.

Ao longo dos meses, houve uma troca de fogo com momentos de maior tensão, como quando Israel matou o número 2 do grupo em Beirute, mas de forma geral houve comedimento: guerra aberta não interessa a ninguém, a começar os iranianos, em posição frágil.

 

Com a guerra em Gaza longe de acabar, mas também sem momentos tão agudos, o foco do governo de Binyamin Netanyahu foi ao norte. Críticos dizem que ele fez isso para manter o ritmo de conflito e afastar o risco de enfrentar uma eleição que poderia perder.

O governo nega, dizendo que incluiu como prioridade militar o retorno dos moradores, que alguns estimam em até 80 mil, à região norte do país porque a situação é insustentável. Nesta terça, o presidente israelense, Isaac Herzog, disse que Tel Aviv não tem interesse territorial no Líbano -país cujo sul já ocupou nos anos 1980.

Seja como for, Israel começou a pressionar o Hezbollah já na semana passada, com a temporada de pagers e walkie-talkies explosivos nas mãos de seus integrantes, seguido por um ataque que dizimou a cúpula a Força Radwan, unidade encarregada de infiltrações em Israel.

Isso foi seguido por um aumento da atividade do grupo fundamentalista e, na segunda e na terça, os golpes mais duros da aviação israelense.

A tensão leva ao temor óbvio de um conflito que se espalhe e envolva mais intensamente outros prepostos de Teerã na região, como a Síria ou os houthis do Iêmen, e a própria teocracia.

O tema dominou as falas da abertura da Assembleia-Geral da ONU nesta terça, com tanto o secretário-geral da entidade quanto o presidente iraniano dizendo que "o Líbano não pode virar uma outra Gaza".

 

 

POR FOLHAPRESS

ISRAEL - Na noite de domingo, o Hezbollah lançou cerca de 30 foguetes do Líbano em direção ao norte de Israel, conforme noticiado pela CNN Internacional.

O ataque de foguetes ocorreu após um bombardeio aéreo israelense no sul do Líbano ter deixado 12 pessoas feridas. Este episódio agrava ainda mais as tensões entre as duas regiões, que já estavam elevadas desde o assassinato de um dos líderes do Hamas no mês passado.

A organização terrorista apoiada pelo Irã alegou que o ataque foi em apoio ao povo palestino na Faixa de Gaza, devastada pela guerra, e como retaliação ao ataque israelense no sul do Líbano, segundo a CNN.

O bombardeio israelense que atingiu a cidade de Ma'aroub, no sul do Líbano, causou 12 feridos, incluindo seis crianças, de acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano.

Alguns dos foguetes lançados no domingo caíram em áreas abertas e não resultaram em feridos.

 

 

POR NOTÍCIAS AO MINUTO BRASIL

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