A segunda edição da Operação Maria da Penha resultou em 12.855 prisões, 58,3 mil boletins de ocorrência e 41,6 mil medidas protetivas de urgência concedidas, requeridas ou expedidas
SÃO PAULO/SP - Criada para proteger e combater todos os tipos de violência contra as mulheres no país, a segunda edição da Operação Maria da Penha resultou em 12.855 prisões. A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e as secretarias de Segurança Pública estaduais, teve os resultados divulgados na sexta-feira (7).
A operação, iniciada no final de agosto, seguiu até o dia 27 de setembro. Além das prisões, registrou, ainda, 58,3 mil boletins de ocorrência e 41,6 mil medidas protetivas de urgência concedidas, requeridas ou expedidas.
A primeira fase da operação Maria da Penha foi realizada em 2021 e contou com 108,6 mil profissionais nos 26 estados e no Distrito Federal, que atenderam mais de 127 mil mulheres. Houve 14,1 mil prisões e 39,8 mil medidas protetivas requeridas ou expedidas.
Nas duas etapas, a iniciativa teve o apoio da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM) e da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), ambas do MMFDH.
Denuncie
A operação também chamou atenção para os canais de denúncias como o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). Sob a gestão do MMFDH, o serviço recebe denúncias de violência, além de compartilhar informações sobre a rede de atendimento e de orientar sobre direitos e legislação vigente.
O canal pode ser acionado por meio de ligação gratuita, site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), aplicativo Direitos Humanos, Telegram (digitar na busca “Direitoshumanosbrasil”) e WhatsApp (61-99656-5008). O atendimento está disponível 24h por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados.
Saiba onde mulheres em situação de violência podem encontrar ajuda
Números
Entre janeiro e junho deste ano, o painel de dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou 43,3 mil denúncias de violência contra a mulher e 217,8 mil violações de direitos humanos contra essa parcela da população.
Ciclo da violência
Titular do MMFDH, a ministra Cristiane Britto chama a atenção para os relacionamentos abusivos e o enfrentamento ao ciclo da violência – que consiste na forma como a agressão se manifesta em algumas das relações abusivas.
Ele é composto por três etapas – a fase da tensão, quando começam os momentos de raiva, os insultos e as ameaças, deixando o relacionamento instável; a fase da agressão, quando o agressor se descontrola e explode violentamente, liberando a tensão acumulada; e a fase da lua de mel, na qual o agressor pede perdão e tenta mostrar arrependimento, prometendo mudar o modo de agir.
“O feminicídio é o estágio final do ciclo da violência. Geralmente, tudo começa com algo considerado por muitos como simples, seja um empurrão ou agressão verbal, por exemplo, até chegar na situação irreversível. Por isso, nós, mulheres, precisamos estar atentas aos sinais que envolvam violência física, psicológica, moral, sexual, patrimonial e às situações de risco”, enfatiza a ministra.
Fatores de risco
Entre os fatores de risco para o feminicídio estão isolamento social, ausência de rede de serviços de saúde e de proteção social bem estruturada e integrada, pouca consciência de direitos, histórico de violência familiar, transtornos mentais, uso abusivo de álcool e de outras drogas, dependência afetiva e econômica, presença de padrões de comportamento muito rígidos, exclusão do mercado de trabalho, deficiências, vulnerabilidades relacionadas a faixas etárias e à escolaridade.
Legislação
Sancionada em 2015, a Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/15) definiu o crime como circunstância qualificadora do homicídio, além de incluí-lo no rol das práticas hediondas. Segundo o Código Penal brasileiro (CP), o feminicídio consiste no assassinato cometido em razão da condição do sexo feminino. Em resumo, é quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição da mulher.
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), que completou 16 anos em 2022, criou mecanismos para enfrentar e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A legislação criou, ainda, medidas de assistência e proteção.
O que é violência doméstica?
A violência doméstica e familiar é aquela que mata, agride ou lesa física, psicológica, sexual, moral ou financeiramente a mulher. É cometida por qualquer pessoa, inclusive mulheres, que tenha uma relação familiar ou afetiva com a vítima, ou seja, que resida na mesma casa – pai, mãe, tia, filho – ou tenha algum outro tipo de relacionamento. Nem sempre o autor da violência é o marido ou o companheiro.
Tipos de violências
Violência física é qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde do corpo, como bater ou espancar; empurrar, atirar objetos na direção da mulher; sacudir, chutar, apertar; queimar, cortar, ferir.
Já as violações sexuais consistem em qualquer ação que force a mulher a fazer, manter ou presenciar ato sexual sem que ela queira, por meio de força, ameaça ou constrangimento físico ou moral. Entre os exemplos estão obrigá-la a fazer sexo com outras pessoas; forçá-la a ver imagens pornográficas; induzi-la ou obrigá-la ao aborto, ao matrimônio ou à prostituição.
No que se refere à violência psicológica, conforme a Lei nº 13.772/18, é “qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima, prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação da intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir, ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação”.
As violações psicológicas incluem xingar; humilhar; ameaçar e amedrontar; tirar a liberdade de escolha ou a ação; controlar o que faz; vigiar e inspecionar celular e computador da mulher ou seus e-mails e redes sociais; isolar de amigos e de familiares; impedir que trabalhe, estude ou saia de casa; fazer com que acredite que está louca.
No âmbito patrimonial, a violência consiste em qualquer ação que envolva retirar o dinheiro conquistado pela mulher com seu próprio trabalho, assim como destruir qualquer patrimônio, bem pessoal ou instrumento profissional. Entre as ações, constam destruir material profissional para impedir que a mulher trabalhe; controlar o dinheiro gasto, obrigando-a a fazer prestação de contas, mesmo quando ela trabalha fora; queimar, rasgar fotos ou documentos pessoais.
A violência moral é caracterizada por qualquer ação que desonre a mulher diante da sociedade com mentiras ou ofensas. É também acusá-la publicamente de ter praticado crime. Os exemplos incluem xingar diante dos amigos; acusar de algo que não fez; falar coisas que não são verdadeiras sobre ela para os outros.
(Com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública)
SÃO PAULO/SP - A candidata a deputada federal por São Paulo Patrícia Zanella (Rede-SP) afirmou nesta quinta-feira (22) que o Brasil deve ter, por lei, um Congresso Nacional com paridade de gênero, refletindo o eleitorado do país. Disse também que a temática será objeto de seu primeiro projeto de Lei, caso eleita.
Zanella também afirmou que não basta lançar candidaturas femininas, sendo necessárias ações, pelos partidos, de formação política para mulheres, providenciando estrutura de campanha e cargos dentro da própria hierarquia das legendas.
A candidata, que concorre pela segunda vez ao cargo no Legislativo, disse também que foca a educação, a saúde e a temática ambiental como temas prioritários caso seja eleita, dizendo que seu eleitor pode ser qualquer brasileiro que acredita em um país justo e sustentável.
Perguntada sobre a possível revogação de reformas em um eventual governo do ex-presidente Lula (PT), Zanella diz que não é preciso revogar toda a reforma trabalhista, mas que se devem adicionar novas temáticas, como a possibilidade de ações afirmativas nas empresas. Ela declarou, porém, ser favorável à revogação da emenda constitucional que criou o teto de gastos.
Também declarou-se a favor da permanência do auxílio emergencial como um recurso permanente e diz ser necessário um aumento do valor para algo além dos R$600.
Sobre educação, disse que é muito difícil ser acadêmico no Brasil pelas dificuldades financeiras e pelos cortes de gastos em pesquisa e desenvolvimento. Assim, afirmou que possui como prioridade propor o aumento das bolsas providas pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o aumento do investimento na temática na totalidade.
Abordada sobre a mudança climática, Zanella ressaltou que as comunidades mais afastadas e mais vulneráveis socioeconomicamente sofrem mais com os eventos extremos do clima, e afirmou que o Congresso Nacional não tomou nenhuma ação na atual legislatura, mesmo com o que já era mapeado pelos acadêmicos.
Afirmou, portanto, ser necessário um suporte do Estado e especialmente do Poder Legislativo, a fim de mudar a legislação, frear o desmatamento e atuar mais eficientemente no tema, com maiores investimentos em saneamento básico. Também disse ser a favor de uma reforma agrária e a demarcação de terras indígenas.
MATHEUS TUPINA / FOLHA de S.PAULO
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos realizou na noite da última segunda-feira (28/03), no Teatro Municipal “Drº Alderico Vieira Perdigão”, uma sessão solene comemorativa ao Dia Internacional da Mulher.
O Poder Legislativo prestou homenagens oficiais a mulheres de destacada participação em diversos setores no município. A solenidade atende à Lei Municipal Nº 14.429/2008. As homenageadas receberam o “Prêmio Jurandyra Fehr”.
Na oportunidade foram homenageadas a primeira-dama Rosária Mazzini, as secretárias municipais Ana Beatriz Sodelli (Infância e Juventude) Danieli Favoretto Valenti (Trabalho, Emprego e Renda) e também Adriana Rocha, Ana Beatriz de Oliveira, Ana Rita de Araújo Nogueira, Dora Soares de Oliveira, Elisama Rodrigues dos Santos Barbosa, Gladys Marques Mancini, Juliana Aparecida Borges Barbosa, Juliana Regina Estrada Beltrame, Julieta Lui, Lucinei Tavoni, Luzia Fonseca Françoso, Priscila Vasconcelos Chiaradia, Rosemary Moreno, Sara Lúcia de Freitas Osório Bononi, Vanessa Rocheta Palermo e Vera Lúcia Derigi.
Rosária Mazzini ficou emocionada com a homenagem. “É um orgulho fazer parte desse grupo de mulheres com uma história de vida forte e de respeito”, agradeceu a primeira-dama de São Carlos.
SÃO CARLOS/SP - Na última segunda (21), a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres, em conjunto com o Conselho Municipal em Defesa dos Direitos da Mulher (CMDM), realizou uma etapa preparatória à 7ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, que ocorrerá no dia 31 deste mês.
A presidenta da Frente, a vereadora Raquel Auxiliadora, explicou que a iniciativa partiu da reunião de fevereiro da Frente Parlamentar. “No mês passado, nos propusemos, enquanto Frente, a analisar todas as deliberações das seis Conferências Municipais anteriores. Além de analisar nossas conquistas, nosso principal objetivo era estudar as reivindicações históricas do movimento de mulheres na cidade de São Carlos.”
Após apresentação organizada pelo CMDM, constatou-se a reivindicação de abertura do Centro de Referência da Mulher (CRM) em todas as Conferências, desde a primeira em 2004. Sobre isso, comenta Raquel, "o CRM é um equipamento público de acolhimento para mulheres em situação de risco, com atendimento e direcionamento personalizado.”
Raquel continua, “implantei o CRM em 2007 enquanto gestora de políticas públicas para mulheres no governo Newton Lima (PT). Em 2016, foi fechado pelo governo Altomani (PSDB) e desde então, sua reabertura é pauta prioritária do movimento de mulheres da cidade.”
E conclui, “em 2021, nosso mandato aprovou emenda à Lei Orgânica do Município para destinar verba à reabertura do CRM, articulação que só foi possível graças ao acúmulo da luta das mulheres são-carlenses.”
BRASÍLIA/DF - O Senado aprovou, na terça-feira (15), projeto de lei que incentiva ações de atendimento ao homem para prevenir casos de violência contra a mulher. O projeto visa prestar assistência ao homem, de forma a dar-lhe apoio para evitar possíveis episódios de violência doméstica. O texto prevê ainda serviço telefônico gratuito e rede de atenção psicossocial à saúde mental do homem. Agora, o projeto segue para a Câmara dos Deputados.

O objetivo do projeto é combater a cultura machista, na qual os gêneros são hierarquizados, com a mulher sendo submissa ao homem, e oferecer apoio emocional ao homem, para ajudá-lo a rejeitar comportamentos que reforcem tal comportamento.
“Muitos homens convivem com as pressões antagônicas do machismo arraigado, legado pela nossa cultura patriarcal, e do respeito aos direitos fundamentais das mulheres, que não são sua propriedade e não se sujeitam à sua tutela, como bem estabelecido na doutrina dos direitos humanos e da democracia”, afirmou a relatora do projeto, Leila Barros (Cidadania-DF).
BRASÍLIA/DF - A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, falou, em pronunciamento especial para o Dia da Mulher, sobre as ações conduzidas pela pasta para melhorar a vida das brasileiras. Segundo ela, só no ano passado, foram investidos cerca de R$ 236 bilhões em políticas voltadas às mulheres.
A ministra destacou que nos últimos três anos foram sancionadas cerca de 30 leis que beneficiam as mulheres. Elas também contaram com prioridade em vários programas como os de moradia e regularização fundiária, o Auxílio Emergencial e o Auxílio Brasil.
Em seu pronunciamento, Damares Alves deu especial destaque ao combate à violência contra a mulher. Segundo ela, serão investidos mais de R$ 600 milhões no Plano de Enfrentamento ao Feminicídio até 2023. O plano contará com atuação conjunta de cinco ministérios. Além disso, serão inauguradas 23 novas casas da mulher brasileira. A ministra também falou sobre a equipagem das polícias especializadas e do treinamento das delegacias comuns para atendimento às vítimas de violência. “Nenhuma mulher ficará para trás”, disse a ministra.
Assista na íntegra:
SÃO PAULO/SP - A Fórmula 4 Brasil, que terá início em maio, surge em meio à carência de competições de base no automobilismo nacional. O evento tem seis fins de semana previstos até novembro, com três provas em cada. Entre os 16 pilotos, que estão divididos em quatro equipes, Aurélia Nobels é a única garota. Não que seja um cenário estranho à jovem de apenas 15 anos, acostumada a ser minoria nos torneios que disputa.

"Há poucas meninas no esporte e é bem difícil, porque a gente sofre com os meninos, por ser um esporte bem machista. Mas meus pais sempre apoiaram muito, meus amigos também. Quando falei [que seria piloto], eles [amigos] ficaram até chocados, porque ver uma menina nesse esporte é difícil, mas estão sempre me apoiando, perguntando e ficam felizes com os resultados", contou Aurélia, à Agência Brasil.
O sobrenome da piloto, aliás, não deixa dúvidas da origem estrangeira. Aurélia nasceu em Boston (Estados Unidos) e tem pais belgas. A família vive no Brasil desde que a jovem tinha três anos, mas o carinho pelo país vem de antes, também motivada pelo automobilismo.
"Quando era pequeno, tinha uma bandeira brasileira no quarto, porque gostava do Ayrton Senna. Ele era meu ídolo. Sempre sonhei conhecer o Brasil, tive oportunidade profissional [para isso] e depois de mudar para cá. Toda a família mudou, gostou muito e aqui ficamos", recordou o pai de Aurélia, Kevin Nobels.
Dos quatro filhos de Kevin, dois seguiram o caminho do esporte a motor - o irmão mais novo de Aurélia, Ethan, também pilota. Ambos iniciaram no kart com Tuka Rocha, piloto com destaque na Stock Car, que faleceu em 2018 em um acidente aéreo. A jovem tinha dez anos quando conheceu a modalidade e participa de torneios desde 2017. Além de pistas brasileiras, ela já competiu na Europa e foi a única representante feminina na categoria OK Junior (12 a 14 anos) no Campeonato Mundial de Kart de 2020, em Portimão (Portugal).
"Eu achei bem diferente [competir na Europa], em relação ao kart e às pistas. Sobre machismo, eles veem menos diferenças entre meninos e meninas. Além disso, há mais meninas [pilotando] na Europa", descreveu Aurélia, que tem a paulistana Bia Figueiredo, ex-piloto de Stock Car e Fórmula Indy, entre as referências na modalidade - ao lado do monegasco Charles Leclerc e do britânico Lewis Hamilton, ambos da Fórmula 1.
"Eu a conheci [Bia] no começo da minha carreira. É uma pessoa incrível, muito gente boa. Ela até me mandou mensagem quando entrei na TMG [equipe de Aurélia na Fórmula 4], já trabalhou com Thiago [Meneghel, chefe da escuderia]", contou.
A temporada brasileira da Fórmula 4 será a primeira de Aurélia dirigindo um monoposto. Para se adaptar, a jovem fez testes na Europa - o carro da F4 de lá é o mesmo que será utilizado por aqui - e conheceu as pistas que terá pela frente em 2022, a bordo de um Fórmula 3.
"[O monoposto] É bem diferente do kart, que é a base de tudo. O carro é mais pesado e mais rápido e o freio é mais duro. Tem de trabalhar bastante o físico para aguentar o carro e fazer bastante simulador para conhecer as pistas, saber onde é a primeira curva, onde frear", disse a piloto.
Aurélia sonha com a Fórmula 1, que não tem uma piloto mulher desde a italiana Giovanna Amati, que participou dos treinos oficiais de classificação em três etapas da temporada 1992. Já a última a disputar uma prova foi a compatriota Leila Lombardi, que esteve em 12 corridas, entre 1974 e 1976. De lá para cá, as britânicas Susie Wolff - atualmente a chefe-executiva da equipe Venturi, na Fórmula E (monopostos elétricos) - e Katherine Legge são as que mais chegaram perto de competir na principal categoria do automobilismo.
"É muito difícil, poucas pessoas conseguem, mas espero que dê certo e eu consiga chegar lá um dia", afirmou a jovem, que, a partir de 2023, com 16 anos, fica apta a participar das seletivas para a W Series, categoria internacional voltada somente a mulheres e que teve a catarinense Bruna Tomaselli na temporada passada.
E quanto à bandeira que defenderá? Em 2020, no Mundial de kart, Aurélia e o irmão competiram pela Bélgica. Apesar do sangue meio norte-americano, meio europeu, Aurélia quer representar o país onde cresceu e no qual a família decidiu viver.
"Vim para cá muito cedo, moro há 12 anos, então me considero brasileira. Prefiro representar o Brasil", concluiu a piloto, que tem as bandeiras dos três países estampada no capacete.
O primeiro fim de semana da Fórmula 4 Brasil será o de 14 e 15 de maio, em Mogi Guaçu (SP). Nos dias 30 e 31 de julho, as provas serão em Brasília. A categoria volta para Mogi Guaçu nos dias 25 e 26 de setembro. A quarta etapa está marcada para Goiânia, em 22 e 23 de outubro. A temporada chega ao fim nos dias 19 e 20 de novembro, outra vez em Brasília.
“A vida e feita de lutas e não de flores” será o tema deste ano
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Cidadania e Assistência Social e com apoio do Fundo Social de Solidariedade e da Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda realiza nesta terça-feira (08/03), a partir das 9h, no auditório do Paço Municipal, um ato solene para comemorar o Dia Internacional da Mulher, que esse ano tem como tema “ A vida e feita de lutas e não de flores”.
Todas as representantes mulheres da atual administração vão falar sobre a importância das políticas públicas voltadas para as mulheres e dos serviços disponíveis em São Carlos no caso de violência doméstica.
Participam as secretárias de Cidadania e Assistência Social, Vanessa Soriano; de Trabalho, Emprego e Renda, Danieli Favoretto Valenti; de Infância e Juventude, Ana Beatriz Sodelli; de Educação, Wanda Hoffmann; de Gestão de Pessoas, Helena Antunes; a secretária da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Amariluz Garcia; a diretora do PROCON São Carlos, Juliana Cortes e a presidente da Fundação Pró-Memória, Maria Isabel Alves Lima. As vereadoras, Cidinha do Oncológico, Raquel Auxiliadora e Professora Neusa também confirmaram presença.
Durante o evento serão homenageadas três mulheres que se destacaram em 2021: Angela Lopes de Almeida, advogada e primeira mulher a conseguir mudança de prenome e gênero no município de São Carlos, Denise Gobbi Szakal, Delegada da Delegacia de Defesa da Mulher e dona Cecilia Ferreira dos Santos, de 106 anos, mulher que sempre lutou contra a discriminação racial e a desigualdade social.
A secretária Vanessa Soriano vai apresentar as atividades programadas para o mês março. “Vamos ter rodas de conversas, palestras, a Conferência da Mulher, além de serviços gratuitos de manicure e corte de cabelo”, revela a secretária.
No mês de março também será apresentado o Programa 1000 Mulheres, em parceria com o Sebrae e com a participação da OAB, ACISC, CIESP, Promotoras legais e a Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda.
Já está em andamento o curso “Trabalho em Equipe” para pessoas em situação e rua e vulnerabilidades, entre elas, mulheres vítimas de violência. O curso é uma parceria entre as secretarias de Cidadania e Assistência Social e de Trabalho, Emprego e Renda.
CASA DE APOIO FEMININA - A secretária de Cidadania e Assistência Social também vai anunciar a criação da Casa de Apoio Feminina que deve ser inaugurada no próximo dia 18 de março. Será um serviço de acolhimento diferenciado para a situação de rua, vulnerabilidade social e violências. As vagas poderão ser acessadas através do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), do Centro POP (Centro de Referência para População em Situação de Rua) e da Casa de Passagem (Albergue).
Com propósito distinto da Casa Abrigo “Gravelina Terezinha Leme”, serviço institucional que atende mulheres vítimas de violência e abuso sexual, a Casa Apoio Feminina oferecerá acolhimento provisório para mulheres a partir dos 18 anos, com ou sem filhos, em situação de rua, outras vulnerabilidades sociais e violência.
A Casa Apoio Feminina contará com a estrutura de um espaço com privacidade, com acolhida e acomodação para mulheres e seus filhos, ofertando condições de repouso, propiciando condições de cuidados em higiene pessoal, vestuário e alimentação.
Por motivos de segurança, a localização da Casa Apoio Feminina também será sigilosa. O período de permanência na casa ficará a critério da equipe interdisciplinar da Assistência Social.
As ações serão realizadas em parceria com o Conselho da Mulher Empreendedora
SÃO CARLOS/SP - A ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos), através do Conselho da Mulher Empreendedora (CME), está preparando uma programação especial para este mês de março, em razão do Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março. A data é uma homenagem às conquistas sociais, políticas e culturais das mulheres.
Na terça-feira (08), será realizada a palestra: “Conversando com o espelho”, que será ministrada por Cleo Buzinari. A palestrante vai abordar temas sobre as ferramentas mais poderosas para provocar nas mulheres reflexões sobre si mesmas e trazer-lhes mais uma forma de autoconhecimento.
No decorrer desse mês especial e do ano serão realizados treinamentos em parceria com o Sebrae, por meio de mentorias e cases de empreendedoras de sucesso. “O conselho apoia todas as empresárias que queiram contar as suas trajetórias e dividir experiências. Estamos cada dia mais unidas em uma mesma causa”, explicou a presidente do conselho, Juliana Tomase.
Neste ano também serão realizadas novas edições das premiações: Empreendedoras homenageadas de 2022; Mulher Empreendedora do Ano; Mulher Empreendedora homenageada e Mulher Empreendedora Emérita do Ano. “Os eventos visam dar destaque ao público feminino, levantando questões sociais relevantes, tais como: a prevenção à violência doméstica, a importância da mulher na sociedade e sua conquista no mercado de trabalho, além de temas do cotidiano contemporâneo”, completou Juliana.
O conselho realiza reuniões todas às primeiras segundas-feiras do mês. Empresárias que tiverem interesse em participar do CME podem entrar em contato com a ACISC pelo telefone (16) 3362-1900.
Encontro Musical “É preciso ter gana, sempre!” será transmitido nesta terça-feira (14), às 19h30
SÃO CARLOS/SP - Em comemoração aos 20 anos do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher em São Carlos, acontece nesta terça-feira (14), às 19h30, pelo Facebook do ConselhoDireitosdaMulherSC e pelo canal do CICBEU Idiomas no YouTube, a live Encontro Musical “É preciso ter gana, sempre!”. A apresentação será transmitida ao vivo e faz parte das comemorações que começam no dia 13 de dezembro, com sessão solene na Câmara Municipal de São Carlos.
O evento é uma realização do Centro Binacional CICBEU e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de São Carlos, SP, com correalização do Instituto Angelim e do Instituto Mário de Andrade (IMA) / Projeto Contribuinte da Cultura e apoio da embaixada dos Estados Unidos no Brasil por meio do programa American Spaces.
Fátima Camargo, presidente do IMA / Projeto Contribuinte da Cultura e curadora da apresentação, explicou que para o repertório foram escolhidas canções que mostram diferentes cenários, momentos históricos e atuações femininas. “Temos no elenco a representação da diversidade feminina da cidade, com quatro cantoras de estilos e personalidades variadas. Temos também um instrumentista que integrando o grupo representa a importância da participação masculina na defesa dos direitos da mulher”.
O elenco
A live terá a participação da cantora paulistana Vilma Fraggioli, que foi protagonista do espetáculo “Viva Dalva!”, projeto especial desenvolvido pelo Contribuinte da Cultura, que ficou em cartaz por seis anos em homenagem à cantora Dalva de Oliveira.
Também se apresentam: a cantora e compositora Mayra Aveliz, natural de Belo Horizonte (MG) e atualmente residente de São Carlos, onde apresenta projeto solo de clássicos do Blues e Soul e atua no trio vocal feminino “Clementines”; Nara Dom, cantora que se dedica à linguagem do Soul e do Samba moderno, feito com muita personalidade e diversas influências do R&B; a cantora Veridiana Nascimento, que tem uma vasta experiência na China, onde desenvolveu seu repertório, uma mistura de Jazz, Soul, Blues, Bossa Nova, Pop e Música Latina e o multi-instrumentista de Araraquara, Tinho Pereira, que também é cantor, compositor e arranjador.
Para Yúri Marmorato, diretor do CICBEU, fazer um evento artístico nesse contexto complementa a programação que já está sendo realizada. “Palestras e debates são importantes porque propõem uma visão racional sobre o tema. Porém, a mudança do comportamento também passa pelas emoções e a ideia desse evento é sensibilizar o público para combater a violência de gênero. Sensibilizar por meio de atividades culturais, educacionais e sociais faz parte da missão do CICBEU como um American Spaces parceiro da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil”.
O CICBEU é um Centro Binacional certificado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e desenvolve diversas ações culturais, sociais e educacionais voltadas à população de São Carlos em consonância com os objetivos da Missão Diplomática dos EUA como, por exemplo, redução das desigualdades, inclusão social, empoderamento feminino e questões ambientais. Essas ações são financiadas pela Embaixada por meio do programa American Spaces que apoia mais de 600 centros em todo o mundo.
São Carlos em defesa da mulher
A partir de alguns movimentos, realizados na década de 1980 e que buscavam os direitos das mulheres em torno da Associação das Mulheres de São Carlos – AMUSC - São Carlos foi o primeiro município do interior do estado a ter uma Delegacia de Defesa das Mulheres (DDM).
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher em São Carlos foi criado pela lei n° 12.930/2001, que sofreu algumas alterações e foi reeditado na lei municipal 14.439/2008 e é formado por representantes da sociedade civil, eleitas na Conferência de Direitos das Mulheres que ocorre a cada dois anos. Também é composto por entidades de direitos das mulheres, eleitas em conferência e por representantes indicadas da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social, da Secretaria Municipal de Educação, da Secretaria Municipal de Saúde, da Delegacia de Defesa da Mulher, de Instituição Pública de Ensino Superior de São Carlos (UFSCar) e da Defensoria Pública de São Carlos.
A atual presidente do Conselho em São Carlos, Mirlene Fátima Simões, também é a vice-presidente do Instituto Mário de Andrade (IMA) e presidente do Instituto Angelim, uma organização da sociedade civil, que promove ações através da educação, arte, cultura e cidadania para incentivar a equidade de gênero na economia produtiva do país. “Vinte anos do Conselho é uma data simbólica e um marco fundamental para a construção da igualdade de gênero e do respeito das mulheres na nossa sociedade. O Conselho em São Carlos teve atividades ininterruptas durante todo esse período e muitas mulheres, de diferentes classes, crenças e de diferentes posições políticas se uniram para preservar os direitos fundamentais das mulheres e proteger suas vidas. Estamos muito orgulhosas e eu especialmente feliz por estar Presidente do Conselho neste momento tão importante. Momento de relembrar todas as mulheres que já lutaram conosco e de projetar perspectivas para continuarmos defendendo e ampliando os direitos das mulheres com menos violência, mais vida, trabalho, dignidade e respeito”, concluiu Mirlene.
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