INGLATERRA - O West Ham (Inglaterra) anunciou que firmou um acordo de contratação do zagueiro brasileiro Luizão, de 20 anos, que defendia o São Paulo. O anúncio do reforço foi feito no domingo (18), na conta oficial do West Ham no Twitter. Os valores da negociação não foram revelados. De acordo com a agência de notícias Reuters, o contrato de Luizão com o clube da Premier League - primeira divisão do Campeonato Inglês - irá até meados de 2026, sujeito à obtenção de licença de trabalho.
"Todos no West Ham United gostariam de dar as boas-vindas a Luizão ao clube e desejar a ele todo o sucesso em sua carreira em claret e azul", publicou o clube da primeira divisão do futebol inglês.
We are pleased to confirm that a deal has been agreed to sign the promising Brazilian defender Luizão ???
— West Ham United (@WestHam) December 18, 2022
Na última quarta (14), o defensor já havia se despedido dos são-paulinos em publicação no Instagram. O contrato com o Tricolor terminaria no final de janeiro de 2023.
Revelado pela categoria de base do São Paulo, subiu para o elenco profissional nesta temporada e chegou a ser escalado pelo técnico Rogério Ceni nas partidas finais do Campeonato Brasileiro.
Carlinhos Brown, Léo Santana, Antônio Nobrega, Bloco Agrade Gregos, União da Ilha, Claudia Leitte, Ferrugem e outros artistas comandam a festa
SÃO PAULO/SP - É tempo de carnaval e para dar o ponta pé inicial, São Paulo receberá pela primeira vez o festival Carnavais que abrirá os caminhos para todas as comemorações do Brasil. Reunindo um mix de culturas brasileiras, o projeto visa conectar em um só lugar todos os ritmos encontrados em cada ponta do país. O festival acontecerá no Novo Anhangabaú, nos dias 11 e 12 de fevereiro de 2023 de 12h as 23h.
Maracatu, Frevo, Samba, Música baiana e Pagode serão representados em dois setores diferentes da festa, no sábado, o palco será comandado por shows de Ferrugem, Vânia Abreu e Marcelo Quintanilha, no trio Léo Santana cantará seus maiores sucesso, no cortejo o público pulará carnaval ao som da União da Ilha, Orquestra de Frevo e Bloco Agrada Gregos. No domingo, Carlinhos Brown, Banda Eva e Antonio Nóbrega, estarão no palco, já o trio contará com a presença de Claudia Leitte, fechando a festa a bateria da Tom Maior, Maracatu e Cordão da Bola Preta estarão no cortejo.
O evento contará com uma infraestrutura capaz de receber 24 mil pessoas, no espaço folia os ingressos terão preço promocional de R$ 40,00 com o intuito de atender diferentes públicos e faixas etárias para até 20 mil pessoas. No espaço lounge, os ingressos custarão R$ 400,00 com direito ao serviço de open bar e visão privilegiada no front stage para 4 mil pessoas.
A abertura de todos os carnavais, oferecerá ao público uma viagem imersa em experiências pelos principais polos e ritmos de carnaval, são eles: Te encontro no Farol (Bahia), Te encontro nos Quatro Cantos (Pernambuco), Te encontro no Sambódromo (Rio e São Paulo), em todas as áreas os visitantes encontrarão um espaço instagramável além de culinária local.
O projeto Carnavais é uma iniciativa da Salvador Produções que chega a São Paulo sob o comando de Marcelo Britto, que está na área de entretenimento há mais de 20 anos e é responsável pela administração, gerenciamento de carreira e comunicação dos maiores artistas da Bahia.
“Queremos trazer para São Paulo a mistura de gêneros musicais e culturas. Em dois dias de festa, reuniremos os marcos principais do carnaval brasileiro. A idéia é proporcionar ao público a experiência de vivenciar a abertura de todos os carnavais com muita música, enaltecendo a cultura brasileira com alegria e diversidade para toda familia com um preço popular para que todos tenham a oportunidade de imergir em um evento que com certeza vai mexer com o coração de quem é apaixonado por carnaval”, comenta Marcelo Britto.
Os ingressos estão disponibilizados para venda neste link
SÃO PAULO/SP - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, discutiu na noite de sexta (2) a crise instalada na área de segurança de São Paulo com o governador eleito do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Moraes é o inimigo público número 1 do bolsonarismo, e o encontro no apartamento do ministro nos Jardins, área nobre da capital paulista, já está sendo criticado nas redes de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Como a Folha mostrou na sexta pela manhã, a indicação do deputado bolsonarista Capitão Derrite (PL-SP) para ocupar a Secretaria da Segurança de São Paulo gerou a primeira grande crise da transição comandada por Tarcísio.
Delegados, integrantes do Ministério Público e do Judiciário questionaram a escolha, apontando diversos problemas nela. Para começar, Derrite é um ex-PM que busca, a exemplo do que Bolsonaro fez com o Exército, fundir sua imagem pública à da corporação.
Além disso, ele defendeu como deputado poder de investigação para policiais militares, tirando a exclusividade da Polícia Civil. Como a Segurança paulista sempre viveu um equilíbrio precário entre o poder da PM, a maior força (93 mil policiais), e a Civil (27 mil integrantes), o pêndulo se moveria de forma inédita para o lado militarizado.
Por fim, Derrite esposa pensamentos bolsonaristas que vão do ideário do astrólogo Olavo de Carvalho, já falecido guru da turma, à crítica ao bem-sucedido programa de emprego de câmeras em uniformes de policiais --que ajudou a derrubar a letalidade policial onde foi aplicado. O padrinho de sua indicação é o deputado e filho presidencial Eduardo Bolsonaro (PL).
A questão se torna nacional porque Moraes mantém grande influência em setores da Polícia Civil desde que foi secretário de Segurança do governo Geraldo Alckmin (então PSDB, hoje vice-presidente eleito pelo PSB), de 2015 a 2016.
Além disso, ele mantém uma rede de aliados no Judiciário paulista, que se uniram na crítica a Derrite. Até aqui, o secretário indicado não se pronunciou sobre o caso. Na quinta (30), após o anúncio da escolha, Tarcísio tergiversou quando questionado acerca do apoio de Derrite na internet à campanha golpista de Bolsonaro que coloca em dúvida a lisura das eleições.
O teor da conversa entre ele e Moraes ainda não transpareceu. Aliados do governador eleito sugerem algum tipo de armistício no caso de Tarcísio insistir no nome de Derrite, que na ativa da PM foi apenas um tenente --ele virou capitão depois, indo à reserva no Corpo de Bombeiros em 2018 para entrar na política.
Moraes gera temor reverencial entre aliados do presidente, dada sua dura campanha contra as intentonas golpistas do grupo. O lance mais recente foi rejeitar o parecer mambembe contra as urnas eletrônicas do PL e ainda aplicar uma multa de R$ 23 milhões ao partido por litigância de má-fé.
Este é um ponto criticado inclusive por policiais militares com tendências bolsonaristas, que são bastante influentes na tropa, já que teriam de prestar continência a um subalterno mais jovem, de 38 anos. Na corporação, o topo da carreira é a patente de coronel.
Para Tarcísio, é um jogo complexo. Ele precisa agradar o bolsonarismo que o ajudou a chegar ao poder de forma meteórica, saindo do Ministério da Infraestrutura para a chefia do principal estado do país, mas trabalha também com uma ala técnica, com aliados como Gilberto Kassab (PSD), um dos fiadores de sua candidatura, e também com parte da máquina existente após quase 30 anos de PSDB no poder local.
Ele ofertou um agrado à Polícia Civil sugerindo o nome do atual delegado-geral, Osvaldo Nico Gonçalves, para ser o adjunto de Derrite. Nico não deu uma resposta, embora seus aliados digam que ele irá aceitar, e o tema será debatido em reunião na semana que vem no Conselho da corporação.
A articulação inclui colocar um aliado de Nico, Arthur Dian, como delegado-geral. Toda essa arquitetura tem a bênção do deputado estadual paulista Delegado Olin (PP), que participou de reunião com os dois policiais e Tarcísio na quinta.
por IGOR GIELOW / FOLHA de S.PAULO
SÃO PAULO/SP - Calleri encerrou a temporada como um dos poucos grandes destaques do São Paulo no ano. Após somar ótimos números em sua primeira passagem, nesta segunda, não vem sendo diferente: até o momento, são 32 gols e 6 assistências nos 83 jogos em que disputou.
O argentino, inclusive, mesmo quando esteve no futebol europeu, nunca escondeu seu carinho pelo Tricolor, afirmando, várias vezes, que não jogaria em outro clube brasileiro.
Calleri entra na mira do Racing
Porém, isso não impede a procura por parte de outros clubes da América do Sul. Isso porque, segundo a TNT Sports, da Argentina, o Racing Club quer contar com o futebol do jogar para a disputa da próxima Libertadores.
A contratação seria um pedido especial do técnico da equipe, o ex-meio-campista Fernando Gago. Calleri atuou no futebol argentino por pouco tempo tendo, de 2012 a 2015, defendido as cores de All Boys e Boca Juniors.
E, ao que parece, o jogador também não deve voltar tão cedo pra lá. Jorge Nicola aponta que o São Paulo não trabalha com a possibilidade de vender o jogador neste momento.
Leandro Vieira / SOMOS FANÁTICOS BRASIL
SÃO PAULO/SP - O Internacional derrotou o São Paulo por 1 a 0, na noite desta terça-feira (8) no estádio do Morumbi, e se manteve firme na luta para assegurar a segunda posição do Campeonato Brasileiro, que já tem o Palmeiras como campeão antecipado.
#SAOxINT | ⏱️ | 2T | 51' - VEEEEEENCE O CLUBE DO POVO! VENCE A ACADEMIA DO POVO! Na bola e na raça, Inter vence o São Paulo por 1 a 0, gol de Mauricio, chega aos 70 pontos no @Brasileirao e segue isolado na vice-liderança! ??
— Sport Club Internacional (@SCInternacional) November 9, 2022
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Na partida que abriu a 37ª rodada da competição, o Colorado triunfou para alcançar 70 pontos, seis a mais do que o Fluminense (que pega o Goiás na quarta) e o Corinthians (que mede forças com o Coritiba na rodada). A luta pela segunda posição do Brasileiro é motivada pela premiação, que fica maior quanto melhor a colocação da equipe.
Já o Tricolor vê diminuírem muito as chances de obter uma vaga na próxima edição da Libertadores. Agora a equipe do técnico Rogério Ceni permanece com 51 pontos, na 9ª posição.
Em um jogo muito disputado, o Internacional garantiu a vitória aos 20 minutos do primeiro tempo, quando Maurício recebeu dentro da área, após boa troca de passes do Colorado, e bateu com liberdade para superar Felipe Alves.
As equipes voltam a entrar em campo no próximo domingo, quando o São Paulo visita o Goiás na Serrinha e o Internacional recebe o campeão Palmeiras no Beira Rio.
Após quatro quedas consecutivas, Índice de Estoque cresce, segundo levantamento da FecomercioSP
SÃO PAULO/SP - Apesar do cenário ainda incerto, a melhora do consumo das famílias e as quedas da inflação e do desemprego têm deixado os comerciantes da cidade de São Paulo mais otimistas em relação à conjuntura econômica. É o que constatou os indicadores da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Os índices analisados no levantamento são referentes à confiança, à intenção de expandir os negócios e à situação dos estoques, em outubro. O estudo mostra, ainda, que as preocupações presentes entre os empresários quanto aos negócios diminuíram. Segundo informações da Federação, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) avançou 3,5%, passou de 118,3 pontos, em setembro, para 122,4 pontos, em outubro. Na comparação com o mesmo mês de 2021, o indicador subiu 7,5%.
Dentre as variáveis que compõem o indicador, a que avalia as condições atuais (ICAEC) foi a que registrou a maior alta, (7,4%), chegou a 106,1 pontos em outubro, ante os 98,7 pontos em setembro. Consequentemente, voltou para a área de otimismo do indicador. O IEEC, que mensura as expectativas futuras, avançou 3% (de 148,4 para 152,9 pontos). A variável que avalia o índice de investimentos (IIEC) foi a que apresentou variação mais tímida, subiu 0,5% – de 107,8 para 108,3 pontos. Na base de comparação anual, os três indicadores avançaram 17%, 3,1% e 5,5%, respectivamente.
A intenção dos comerciantes em expandir os negócios, avaliada pelo Índice de Expansão do Comércio (IEC), cresceu 3% e encerrou o mês com 122,4 pontos. Na comparação com outubro do ano passado, o indicador obteve alta de 8,6%. Por outro lado, o índice que mede as Expectativas para Contratação de Funcionários apresentou queda de 9,3%, atingiu122,3 pontos. Contudo, o Nível de Investimentos das Empresas avançou 24,1%, de 102,9 pontos, em setembro, para 127,7, em outubro. Na comparação interanual, ambos os quesitos registraram resultados assimétricos: 10,5% e 43,8%, respectivamente.
Nível de adequação de estoque cresce
A queda da inflação e o restabelecimento das cadeias de produção contribuíram para a melhora na adequação dos estoques em outubro. Após quatro quedas consecutivas, o Índice de Estoque (IE) voltou a subir, apresentou alta de 2,3% – de 111,6 pontos, no mês passado, para 114,2 pontos, neste mês. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador subiu 1,8%.
A proporção dos empresários que consideram a situação dos estoques adequada apontou alta de 1,4% (de 55,4% para 56,85%). Os que declararam situação inadequada para cima do desejado (quando a percepção de vendas é pior do que previsto) sofreu queda de 4% (de 29,2% para 28,8%).
A porcentagem dos empresários que consideram os estoques inadequados para baixo do desejado (quando há necessidade de reposição) também teve queda de 0,8% (de 14,7% para 13,8%). Por fim, os empresários que relataram os estoques adequados segue acima do que os que alegaram inadequação: 56,4%, contra 42,6%, respectivamente.
Frente ao cenário de endividamento das famílias, recomenda-se cautela nas ações e decisões do setor empresarial do comércio. É importante evitar novas dívidas e manter o fluxo de caixa sob controle. E, para melhor aproveitar a sazonalidade da Black Friday, a orientação da FecomercioSP é que planos e estratégicas sejam traçados.
Notas metodológicas
ICEC
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla a percepção do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas feitas em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que, por sua vez, pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, contudo sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.
IEC
O Índice de Expansão do Comércio (IEC) é apurado todo o mês pela FecomercioSP desde junho de 2011, com dados de cerca de 600 empresários. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, desinteresse e interesse absolutos em expansão de seus negócios. A análise dos dados identifica a perspectiva dos empresários do comércio em relação a contratações, compra de máquinas ou equipamentos e abertura de novas lojas. Apesar desta pesquisa também se referir ao município de São Paulo, sua base amostral abarca a região metropolitana.
IE
O Índice de Estoque (IE) é apurado todo o mês pela FecomercioSP desde junho de 2011 com dados de cerca de 600 empresários do comércio no município de São Paulo. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total. Em análise interna dos números do índice, é possível identificar a percepção dos pesquisados relacionada à inadequação de estoques: “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e “abaixo” (em casos de os empresários avaliarem falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo). Como nos dois índices anteriores, a pesquisa se concentra no município de São Paulo, entretanto sendo a sua base amostral considera a região metropolitana.
SÃO PAULO/SP - No maior comércio popular de São Paulo, a região da 25 de março, os comerciantes dizem que as vendas de itens para a Copa do Mundo do Qatar ainda estão fracas, mas a expectativa é que aumentem nos próximos dias. A Copa de 2022 terá início no dia 20 de novembro.
Proprietário de uma loja especializada em artigos esportivos, João Abdala afirmou que não vê muita movimentação para a compra de artigos para o Mundial.
“A nossa expectativa é que as vendas comecem a engrenar a partir do final dessa semana, passando esse feriado, acredito que o assunto comece a ser um pouco mais falado, junto com a convocação [da seleção] na semana que vem. Esperamos que as pessoas voltem a comprar como compravam nas últimas Copas”, disse.
Para ele, as eleições podem ter atrasado as vendas. “Este ano está um pouco mais, vamos dizer, atrasado. Está muito próxima a Copa e ainda não teve tanta movimentação, provavelmente devido às eleições, mas agora, as eleições passando, a gente espera que as vendas se intensifiquem bastante”.
Com a proximidade do Mundial, Abdala vende, principalmente, bandeiras e camisas oficiais licenciadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que custam, em média, R$ 300.
“Esperamos vender cerca de 80% do que vendemos na última Copa, já é menor a expectativa, porque essa alocação do evento para o fim do ano mexeu com o que as pessoas já estavam acostumadas. Sendo realista, não vai ser tão bom quanto as últimas, mas vamos trabalhar muito para superar.”
O comerciante José Valdecir também espera que o fim das eleições alavanque as vendas.
“Acredito que agora vai chegar uma média de 80 a 90% a mais. A ‘política’ terminou, então, a gente espera que o comércio volte ao normal. Agora vai concentrar a retomada da venda da camisa do Brasil. Há uns dois meses, o pessoal tinha receio de comprar uma camisa amarela, agora está voltando. O povo tinha medo de vestir essas camisas, por causa do receio da política que estava ficando como fosse uma guerra. Espero que isso termine em paz, o povo quer trabalhar”.
Há um ano, depois de perder um outro negócio durante a pandemia, Valdecir montou uma loja especializada em camisas de times de futebol em uma galeria da 25 de março. As camisetas custam de R$ 45 a R$ 180. “A gente espera que o comércio melhore, a gente está passando um momento muito difícil nesse pós-pandemia, agora que está engatando. Estamos esperando uma reagida para poder pagar as contas”.
Já Clodoaldo Mateus Santos de Souza, dono de um comércio informal na Ladeira Porto Geral, na região da 25 de Março, espera vender 90% a mais com os artigos da Copa, como camisas, bonés, faixas e até roupas para animais de estimação. Souza vende camisetas a partir de R$ 30, sendo a mais cara R$ 90.
“Não estão ruins as vendas, mas também não está aquilo que a gente está acostumado na Copa dos anos anteriores. E também o público estava com esse negócio de amarelo é de um partido e, na realidade, nossas camisetas, as tradicionais verde e amarela, são as cores do nosso país.”
Prejuízo
Apesar do otimismo dos comerciantes ouvidos pela reportagem, o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Ulisses Ruiz de Gamboa, lembra que, o evento não costuma ser bom para o varejo. “A Copa do Mundo é um evento que, de maneira geral, é ruim para o varejo como um todo, pois, principalmente nos dias de jogos do Brasil, os estabelecimentos fecham no horário das partidas e reabrem após o fim do jogo.
Gamboa recordou que, na Copa de 2018, segundo um levantamento realizado pela Cielo, o comércio teve prejuízo de 25% no faturamento, durante a primeira fase do torneio. “Resultado similar também aconteceu na Copa de 2014, mesmo tendo sido realizada no Brasil, o que atraiu importante fluxo de turistas”.
Neste ano, o Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) estimou uma perda de faturamento de 50% a 70% para os estabelecimentos comerciais. “Evidentemente, setores do varejo como eletroeletrônicos, principalmente TVs, além dos artigos esportivos e bares/restaurantes poderão registrar elevação nas vendas, mas trata-se de fenômeno pontual”, destacou o economista.
Com a proximidade da Black Friday, data comercial com promoções e descontos, as vendas podem compensar os dias fechados, afirma Gamboa. “O fato de a Copa do Mundo começar a menos de uma semana da Black Friday deverá provocar uma antecipação das ofertas e promoções que seriam oferecidas para esses produtos, o que poderia reduzir as perdas do comércio”, finalizou.
Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil
SÃO PAULO/SP - O São Paulo arrancou uma vitória de 2 a 1 sobre o Atlético-GO, na noite desta quinta-feira (27) no estádio do Morumbi pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, e se aproximou da zona de classificação à Copa Libertadores.
TRICOLOOOOOOR ??❤️ pic.twitter.com/Yfhdqnxpfj
— São Paulo FC (@SaoPauloFC) October 28, 2022
Com esta vitória o Tricolor alcançou os 50 pontos, na 8ª posição da classificação. Já para o Dragão o revés representou a permanência na zona do rebaixamento da competição, com 33 pontos na 17ª posição.
Contando com o faro de gol de Calleri, o São Paulo abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo, quando Patrick avançou pela esquerda e cruzou para o argentino chegar batendo de primeira.
O Atlético-GO chegou a empatar aos 26 minutos da etapa final, com um golaço de Baralhas, mas o Tricolor garantiu o triunfo final já nos acréscimos do confronto com um chute da entrada da área do volante Luan.
SÃO PAULO/SP - O calendário das principais provas para ingressar no ensino superior se aproxima e os jovens intensificam seus estudos. Aqueles que não conseguem pagar por um curso pré-vestibular procuram os cursinhos organizados pelos alunos da Universidade de São Paulo (USP). Um deles é o cursinho popular da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo - USP Leste (EACH-USP).
Para quem vai tentar vaga na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a primeira fase do vestibular será daqui a 15 dias, em 6 de novembro. A primeira fase da Universidade Estadual Paulista (Unesp) ocorre dia 15 de novembro, USP), no dia 4 de dezembro. As provas da Fuvest, fundação de direito privado ligada à Universidade de São Paulo
Já quem vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem compromisso nos dias 13 e 20 de novembro. As notas do Enem dão acesso ao ensino superior em universidades públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni).
A estudante Evelyn Soares Dias de Souza, de 18 anos, está se preparando no Cursinho Popular EACH-USP. Ela conta que vai tentar uma das vagas para o curso de jornalismo da USP e também pelo Enem.
No momento, Evelyn se dedica totalmente aos estudos e tenta corrigir a defasagem que sofreu nos dois últimos anos da pandemia. “O cursinho está me ajudando demais. Muitas coisas nas quais eu não conseguia prestar atenção em casa, aqui, no cursinho, temos os professores para ajudar, podemos tirar as dúvidas e, enfim, está funcionando muito bem para mim”.
“Fui extremamente prejudicada porque tentar prestar atenção na aula foi difícil, e tem ainda a qualidade, porque, convenhamos, a escola pública, comparada com a escola particular, na pandemia, a qualidade foi muito mais prejudicada”, lamenta a estudante. Apesar disso, as expectativas dela são animadoras. “A minha expectativa é que eu faça bem a prova, e espero que consiga entrar na USP para fazer o curso que eu tanto quero.”
Evelyn é uma das estudantes do cursinho popular da USP Leste, um pré-vestibular 100% gratuito, sem qualquer mensalidade, taxa de inscrição ou custo de material. A entidade surgiu em 2015, pela iniciativa de estudantes do campus da universidade.
“Atendemos, gratuitamente, 120 alunos: 60 à tarde e 60 à noite. Nossa ligação com a USP vem do empréstimo da sala e da infraestrutura da universidade. Nossos professores e corpo administrativo são voluntários e não recebem nada para contribuir com o propósito”, informa a diretora geral do curso, Thayná Augusta Leandro Machado.
Colega de sala de Evelyn, o estudante Wendel Henrique Lima de Souza, de 21 anos, também vai prestar o Enem e a Fuvest, para fazer o curso de design. Ele está no cursinho popular desde o começo do ano. “Eu já tinha feito outro antes, mas comecei na metade do ano e não continuei até o final. E também trabalhei ano passado. Este ano eu tirei somente para estudar mesmo”.
O estudante afirma que o cursinho dá uma ótima preparação. “É uma oportunidade muito legal de atender pessoas que não conseguem pagar um cursinho realmente, como eu. E os professores são muito bons, eles conseguem ajudar bastante os alunos que precisam, principalmente porque estudar em casa é muito difícil. Já fiz várias vezes o vestibular e este é o ano em que estou mais confiante e que está dando mais certo pra mim.”
Para a coordenadora do cursinho, os alunos deste ano percorreram bem o caminho de estudos. “Acredito que as turmas são sementes, sementes da volta ao presencial. Ainda que o resultado não chegue, só de pensar que os ajudamos a percorrer um pouco mais dessa estrada já me deixa feliz e satisfeita”.
É o que está fazendo o estudante Rafael Santos da Silva, de 18 anos. Candidato ao curso de biomedicina na Fuvest, na Unicamp e no Enem, ele disse que vai fazer os exames, mas está se preparando mesmo é para o próximo ano. “Este ano não estou com muita expectativa, porque a nota de corte é muito alta, e é muita coisa para estudar em um ano só. Mas estou adquirindo uma base grande para me preparar mais para o ano que vem”.
Ele também terminou o ensino médio em escola pública e acredita que o cursinho tem dado suporte na aprendizagem. “O cursinho foi uma ponte bem grande para mim, me deu uma base muito boa de tudo e um suporte que eu não tive por causa da pandemia. Além de estudar em escola pública, a pandemia dificultou muito a aprendizagem e, ainda, o vestibular, porque a escola pública não prepara tanto. Então foi bem difícil no ano passado.”
A diretora do cursinho afirmou que os alunos recebem, no início do aluno, um reforço para compensar a defasagem. “No início do ano, temos um período de ciclo básico, onde tentamos repassar as disciplinas mais básicas e comuns. Porém, infelizmente, fica difícil, com o tempo que temos, restabelecer o aprendizado que deveria vir do ensino regular”.
O estudante Pedro Guilherme Araújo de Souza, de 18 anos, tem que conciliar os estudos com trabalho à noite. Ele é candidato a uma das vagas do vestibular de história da USP e também vai prestar o Enem.
“Trabalho no período da noite, mas é um “bico” para poder custear minha passagem até aqui e algumas coisas do dia a dia. Dá para conciliar, porque trabalho em casa”. Ele também terminou o ensino médio em escola pública e tenta recuperar a aprendizagem.
“Eu me senti muito prejudicado, foi uma época bem atípica. No segundo ano, eu já tinha interesse em me preparar para o vestibular, mas quando chegou a pandemia eu me desfoquei total disso. Foi uma época tentando cuidar de mim mesmo, foi bem difícil o estudo, porque eu senti que fui muito deixado de lado no ensino, por conta da escola não ter dado suporte e o centro de mídias era uma plataforma muito ruim. Mas na metade do 3º ano, eu decidi que ia estudar. Entrei em sites de cursinho pré-vestibular e fui estudando, mas neste ano estou estudando para valer”.
A diretora do cursinho disse que entidade tem capacidade para atender 120 alunos. “Mas, no decorrer do ano, eles vão saindo por motivos diversos. Atualmente nosso número é menor. Desde o começo do ano houve desistência, porém, nosso nível de evasão no presencial é menor do que quando estávamos no modelo a distância”.
Ela afirma que algumas dificuldades levam à evasão dos estudantes. “Desmotivação dos alunos, problemas básicos de estrutura como dinheiro para passagem, para alimentos e para problemas de saúde mental”.
Apesar das dificuldades, Thainá afirma que o cursinho leva a uma boa taxa de aprovação dos alunos. “Juntos, nós aprovamos mais de 200 alunos em universidades públicas ou particulares com bolsa, nosso trabalho tem muitos impasses e muitas incertezas, mas juntos temos a missão de transformar em realidade o sonho de entrar na universidade!”.
Veja a lista dos cursinhos populares.
Por Ludmilla Souza - Repórter da Agência Brasil
Levantamento feito pela MGID que analisou artigos de sua base sobre as eleições para o governo paulista mostra que busca pelo tema dobrou com aproximação do segundo turno
SÃO PAULO/SP - Ao final do dia 30 de outubro os paulistas finalmente saberão quem governará o estado pelos próximos 4 anos, se será Fernando Haddad do Partido dos Trabalhadores ou Tarcísio Gomes de Freitas do Republicanos. Muitas são as incertezas nesta eleição particularmente polarizada, entretanto é quase uma unanimidade que quem vencer este segundo turno terá uma enorme tarefa pela frente.
Com 44,04 milhões de habitantes e 645 municípios, governar São Paulo, o estado mais rico e populoso do país, pode ser estratégico para um grupo político e também pode ser um palanque e tanto para o governante que deseja alçar voos maiores no futuro. Entretanto, o tamanho e a importância do estado cobram um peso alto, e, apesar da relevância no cenário político, São Paulo apresenta em uma mesma proporção questões bastante desafiadoras.
Devido ao tamanho e as diferentes características socioeconômicas de cada região do estado, muitas são as demandas e desejos dos que habitam São Paulo. Para o eleitor do estado, diversos setores precisam de atenção máxima do próximo governador, mas um deles, nos últimos tempos, tem ocupado um espaço maior: a segurança.
Conforme a base de dados da plataforma global de publicidade, MGID, que usa ferramentas de IA de processamento de linguagem natural para identificar os principais assuntos dos artigos de portais cadastrados na plataforma, o termo “segurança” relacionado aos dois candidatos recebeu mais de 29 mil acessos apenas no último mês. Já a "saúde" ocupou o segundo lugar em torno de 12 mil acessos. Com quase 11 mil acessos, a palavra “educação” foi o terceiro termo que mais gerou interesse.
Mesmo com a ida ao segundo turno e uma aparente crescente do debate político no país, um fenômeno curioso ocorreu entre os eleitores paulistas: o interesse da população sobre as propostas dos candidatos parece ter diminuído. Comparada aos meses anteriores, a busca por informações sobre candidatos mais que dobrou, porém caíram os acessos aos artigos que mencionam os assuntos relacionados a plataforma de governo de ambos. O tema educação, por exemplo, apresentou uma queda de quase 30% no interesse se comparado aos meses que antecederam o primeiro turno das eleições. Mesmo sendo o assunto de maior interesse, “segurança”, também apresentou queda de mais de 20% nos acessos. Somente o tema “saúde” gerou mais interesse à medida que o segundo turno se aproxima, dobrando buscas da população do estado.
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