Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - O presidente Lula (PT) sinalizou a integrantes da cúpula de seu partido a disposição de que a reforma ministerial tenha como alvo pastas hoje de ministros sem padrinhos políticos e representantes de PSB e PT.
Além do espaço ocupado pelo PT na Esplanada, a avaliação é que o tamanho do PSB partido do vice Geraldo Alckmin também não corresponde à bancada da sigla no Congresso. Com 15 deputados federais, o PSB conta atualmente com três ministérios.
Na nova configuração em discussão, o partido perderia um ministério. Esse novo desenho exigiria, no entanto, uma conversa entre Lula e Alckmin. O vice dá claros sinais de resistir à mudança.
Até por isso, segundo aliados, a reunião com o comando petista foi inconclusa para decepção dos articuladores do governo e irritação dos parlamentares do centrão.
A conversa de Lula com petistas se desenrolou na noite de quarta-feira (2) no Palácio da Alvorada, onde Lula recebeu os parlamentares.
Estiveram com Lula os líderes do governo no Senado e na Câmara, Jaques Wagner (PT-BA) e José Guimarães (PT-CE), respectivamente, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.
Segundo a Folha de S.Paulo apurou, Lula fez projeções de como pode ficar a Esplanada na dança das cadeiras que deve ocorrer nas próximas semanas, para acomodar aliados do PP e do Republicanos e, com isso, conseguir uma base ampliada no Congresso Nacional.
Nem mesmo Ana Moser (Esportes) estaria imune à reforma. Também não está descartada a recriação do ministério das Micro e Pequenas Empresas com o intuito de ampliar o número de cadeiras no governo.
O PT hoje tem 11 dos 37 ministérios: Educação, Mulheres, Gestão e Inovação, Fazenda, Trabalho, Secretaria-Geral, Secretaria de Relações Institucionais, Comunicação Social, Desenvolvimento Agrário, Casa Civil e Desenvolvimento Social.
O petista não pretende mexer, neste primeiro momento, nos ministérios palacianos Casa Civil, Secretaria-Geral, Relações Institucionais e Comunicação Social nem abrir mão daqueles considerados "corações do governo", como Fazenda, Educação e Saúde.
A pasta da Saúde foi uma das mais cobiçadas pelos partidos do centrão, mas Lula rapidamente afastou a possibilidade de troca.
"Tem ministros que não são trocáveis. Tem pessoas e tem funções que são uma coisa da escolha pessoal do presidente da República. Eu já disse publicamente: a [ministra] Nísia [Trindade] não é ministra do Brasil, ela é minha ministra", afirmou recentemente.
O Desenvolvimento Social, pasta responsável pelo Bolsa Família, também é um dos que estão na mira dos partidos. Wellington Dias está sob pressão, sobretudo porque sua gestão vem enfrentando críticas inclusive de dentro do governo, a começar pelo próprio presidente.
O senador Jaques Wagner disse nesta semana a jornalistas que "tende a zero" a chance de o ministério parar nas mãos do centrão.
Integrantes do centrão têm se queixado de que, se não tiverem o comando do Desenvolvimento Social, querem uma pasta da mesma robustez ou orçamento. A equação, portanto, ainda não fecha.
Do lado do PSB, o partido do vice-presidente conta com Flávio Dino na Justiça e Márcio França em Portos e Aeroportos, além do próprio Alckmin em Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Dos três titulares, só França é apontado como representante da bancada do PSB, já que Dino e Alckmin são novatos no partido.
O ministério do vice-presidente costuma ser cortejado também por integrantes do centrão. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, comandou a pasta durante a gestão de Michel Temer (MDB).
Mas há um obstáculo para a troca do comando da pasta: Alckmin, apesar de muito disciplinado e alinhado com as diretrizes do presidente, tem feito um trabalho bem avaliado por palacianos e gosta do ministério.
Interlocutores do vice-presidente rechaçam a possibilidade de mudança e ressaltam, por exemplo, o trabalho que ele fez no programa de carros populares.
Elogiada pelo presidente, a proposta surgiu em pesquisa de consumo interno encomendada pelo governo como um fator que aumentou sua popularidade com a classe média.
Mas se Lula optar por tirar Alckmin da pasta, a Vice-Presidência poderia ser fortalecida com programas. Ele ainda poderia migrar para a Defesa no lugar de José Múcio Monteiro. O vice-presidente é bem avaliado entre fardados.
Por outro lado, aliados de Múcio apontam que o momento ainda é delicado para uma eventual saída do ministério. No início do ano, os militares protagonizaram uma crise no governo e Lula demitiu o então comandante do Exército após menos de um mês de governo.
Múcio entrou para o governo com a missão de apaziguar e despolitizar as Forças, após quatro anos de governo Jair Bolsonaro (PL). Apesar de amigo de Lula e próximo de congressistas, ele integra uma ala de independentes e "sem padrinhos" no primeiro escalão.
Também fazem parte desta ala os ministros Silvio Almeida (Direitos Humanos) e Ana Moser.
Silvio, apesar de não ter com orçamento e tamanho que chame aos olhos do centrão, pode entrar numa triangulação: acomodar alguém que já seja ministro, mas que perdeu o cargo para os partidos do centrão.
A pasta do Esporte, por sua vez, está na mira do Republicanos. O partido já tem até mesmo nome para indicar: o deputado Silvio Costa Filho (PE). O PP também já tem seu ministeriável, André Fufuca, ainda que não esteja definida para qual cadeira na Esplanada ele deve ir.
Em 11 de julho, há quase um mês, havia expectativa de demissão de Ana Moser. Mas a atleta teve reunião com Lula, e o tema nem sequer entrou na pauta. Uma ala do governo interpreta como um mau sinal para a ministra que esperava ouvir de Lula a garantia de que permanecerá no cargo.
A ex-jogadora de vôlei ganhou sobrevida e embarcou para Austrália e Nova Zelândia, onde foi representar o Brasil e acompanhar a Copa do Mundo feminina.
Caso Lula opte por tirar a ministra, enfrentará dificuldades no seu discurso com a esquerda, uma vez que reduzirá a participação feminina no primeiro escalão. Com isso, ele perderá o recorde de ministras chegando a 10 dos 37, mesmo número de Dilma Rousseff (PT).
A demissão da presidente da Caixa, Rita Serrano, também já é dada como certa. Hoje a principal cotada para a pasta é a ex-deputada e advogada próxima a Arthur Lira (PP-AL), Margarete Coelho.
A indefinição de Lula ameaça abalar sua relação com o Congresso Nacional. A expectativa era que Lula implementasse essas mudanças na volta do recesso parlamentar, o que não se concretizou.
Para aliados do presidente, a prestigiada posse no Turismo de Celso Sabino (União Brasil) nesta quinta-feira (3) serviu para distensionar o ambiente.
por CATIA SEABRA E MARIANNA HOLANDA / FOLHA de S.PAULO
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SÃO CARLOS/SP - O vereador Gustavo Pozzi apresentou na Câmara Municipal de São Carlos uma moção de congratulação ao governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pela intenção de manter o programa de escolas cívico-militares na rede pública estadual. Conforme destacou o parlamentar, esse programa apresentou vários benefícios para os alunos matriculados nas escolas com essa modalidade de ensino.
O governo federal encerrará o programa nacional, criado em 2019, que implementa o modelo de Escola Cívico-Militar em escolas públicas de ensino regular que possuem baixo resultado no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e que atendem estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com o objetivo de reduzir a evasão e a violência nas escolas, explicou Gustavo Pozzi. O governador Tarcísio de Freitas afirmou que vai criar um programa próprio de escolas cívico-militares e ampliará o número de unidades no estado.
Conforme afirmou o vereador, uma matéria publicada no site do governo federal apontou que, nessas escolas, a violência física foi reduzida em 82%, a violência verbal diminuída em 75% e a violência patrimonial em 82%. A mesma notícia diz que a evasão e abandono escolar diminuíram em quase 80%.
Em uma pesquisa realizada na comunidade escolar com aproximadamente 25 mil pessoas, citou Gustavo Pozzi, cerca de 85% responderam satisfatoriamente ao ambiente escolar após a mudança para o modelo Programa de Escola Cívico-Militar.
A moção, votada nesta terça-feira (1º) em sessão da Câmara, teve apenas um voto contrário, que foi da vereadora Raquel Auxiliadora, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), mesmo partido do presidente Lula, apontou o parlamentar.
Em sua fala, Gustavo Pozzi afirmou: "Como professor da rede pública estadual, diante do sucesso dessa modalidade de ensino, gostaria muito de ser professor de uma Escola Cívico-Militar".
O Sesc São Carlos preparou uma programação para este mês que conta com espetáculo de circo, exibição de documentário, curso, oficina e intervenção artística para celebrar a diversidade cultural, a presença e a atualidade dos povos indígenas no país
SÃO CARLOS/SP - "A área 'Povos Indígenas' do Programa Diversidade Cultural do Sesc SP tem como missão valorizar e difundir a riqueza e diversidade cultural dos povos indígenas no Brasil. Nosso objetivo é criar espaços de protagonismo para os indígenas, provenientes tanto de aldeias, comunidades e Terras Indígenas, quanto de contextos urbanos, para que suas vozes sejam ouvidas e suas tradições apreciadas.
Com o intuito de fortalecer nossas ações e proporcionar maior visibilidade para o conjunto de atividades no regional, lançamos em 2019 a ação em rede 'Abril Indígena'. No entanto, considerando a crescente importância mundial do 'Dia Internacional dos Povos Indígenas' (09 de agosto), data estabelecida pela ONU desde 1995 e cada vez mais referenciada pelo movimento indígena no Brasil, decidimos ampliar nossos esforços em desenvolver, neste ano, o evento em rede 'Agosto Indígena'. Este ocorrerá ao longo de todo o mês de agosto, com a realização de diversas atividades em diferentes formatos e linguagens nas Unidades do Sesc São Paulo.
O tema disparador desta edição será 'Brasil Terra Indígena'. A abordagem do 'Agosto Indígena' visa realçar a importância das Terras Indígenas na preservação cultural e ambiental, reconhecendo os direitos dos povos indígenas sobre suas terras ancestrais. Destaca-se o papel fundamental dos indígenas na defesa do meio ambiente e das florestas, conscientizando a sociedade sobre a valorização da diversidade étnica e cultural do Brasil. Promove a convivência harmoniosa, a valorização das tradições e conhecimentos indígenas, e reforça a contribuição inestimável desses povos para a história e a cultura do país.
O 'Agosto Indígena' busca fortalecer o entendimento mútuo e estreitar os laços de solidariedade entre os indígenas e a sociedade em geral, promovendo um futuro mais inclusivo e sustentável para todos.
Programação do Sesc São Carlos
Circo
espetáculo
Povo Parrir e a Salamandra: uma brincadeira-cerimônia
Com indígenas do povo Guarani Mbya (Tekoa Itakupe - TI Jaraguá)
Uma brincadeira-cerimônia que mistura palhaças, indígenas do Povo Guarani Mbya e uma Salamandra. Para brincar, cantar e dançar para celebrar a terra.
Dia 5/8, sábado, às 16h
Área de convivência interna
Grátis. Lugares Limitados.
Livre - Autoclassificação
Ações para a Cidadania
oficina
Fitoterapia indígena - Iwyrá Mbaretê
Com Catarina Delfina dos Santos e integrantes da aldeia Tapirema
Uma vivência a partir dos conhecimentos ancestrais sobre as plantas medicinais utilizadas pelos povos indígenas Tupi Guarani para banhos de infusões, maceração, emulsões, tinturas, defumação, xarope e garrafada. É uma história de vida contada pela comunidade, tendo como base a experiência dos mais velhos sobre a mata e o envolvimento com a natureza.
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Localizada na TI Piaçaguera, no litoral de São Paulo, a aldeia Tapirema é liderada pelo cacique Awá Tenondegwá e pelos mais velhos, entre eles Catarina Delfina dos Santos. A comunidade tem fortalecido a sua presença no território por meio de diversas iniciativas culturais, como cursos e vivências que unem conhecimentos de permacultura com os saberes tradicionais indígenas.
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Dias 5 e 6/8, sábado e domingo, das 14h às 17h
Galpão
Grátis - Inscrições na Central de Relacionamento e no portal sescsp.org.br
A partir de 16 anos- Autoclassificação
Cinema e Vídeo
exibição
CineBê
Série documental Primeira Infância Indígena, com direção de Rita da Silva e Kurt Shaw
A série documental Primeira Infância Indígena, com direção de Rita da Silva e Kurt Shaw, foi realizada com os povos indígenas do Alto Rio Negro, na região amazônica. Os seis curtas-metragens trazem reflexões importantes sobre como os povos originários do Rio Negro pensam e atuam para o desenvolvimento da primeira infância.
A série começou a ser produzida em 2015, quando Rita e Kurt entrevistaram mulheres de aldeias do rio Içana, que tinham como tradição cantar cantigas de ninar para crianças. Em 2018 e 2019, já com a produção avançada, Rita, Kurt e uma equipe de produção e pesquisa indígena exibiram os filmes ainda não finalizados mais de 50 vezes em mostras em aldeias e espaços urbanos onde vivem famílias indígenas. O objetivo foi dialogar com os povos originários sobre as suas práticas de cuidados locais mais importantes e nesse processo, ampliar a contribuição deles na construção das narrativas.
"Os filmes cresceram por conta da participação das pessoas que assistiram. Acrescentamos novas ideias, novas entrevistas e novas imagens depois", conta Kurt.
No Alto Rio Negro vivem 27 etnias, que falam 22 línguas. Na série de documentários, cinco línguas estão presentes nas narrativas: baniwa, tukano, nheengatu, tuyuka e português. Todos os curtas são legendados em português.
O projeto da série de documentários venceu o edital Saving Brains, do Governo do Canadá, em 2017.
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De 22 a 24/8, terça a quinta, às 16h30
Espaço de brincar
Grátis - Retirada de senha no local da atividade, com 30 minutos de antecedência. Lugares limitados.
Livre - Autoclassificação
Artes Visuais
intervenção
Mirasawá em São Carlos
Por Moara Tupinambá
Um mural em lambe-lambe a partir da série Mirasawá, povo em nheengatu, com fotomontagens de retratos de indígenas de diversos cantos do Brasil.
Moara Tupinambá nasceu em Mairi - Belém do Pará, é artista visual e curadora ativista. Utiliza desenho, pintura, colagens, instalações, escrita, vídeo-entrevistas, fotografias, literatura. Sua poética percorre cartografias da memória, identidade, ancestralidade e reafirmação tupinambá na Amazônia. É vice-presidente da associação Wyka Kwara. É autora do livro "O sonho da Buya-wasú", da editora Miolo Mole.
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De 29 a 31/8, terça a quinta, das 13h às 22h
Quadra de tênis
Grátis. Lugares Limitados.
Livre - Autoclassificação
Serviço:
Data: agosto.
Ingressos: Grátis. Lugares Limitados.
Local: Unidade São Carlos – Av. Comendador Alfredo Maffei, 700 – Jd. Gibertoni – São Carlos – SP
Mais informações pelo telefone: 3373-2333
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