Jornalista/Radialista
EUA - O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta semana uma proposta que deve pôr fim à paralisação do governo federal, conhecida como shutdown, após 40 dias de impasse político. A votação, realizada em sessão extraordinária, garantiu o avanço de um pacote emergencial de financiamento para as agências federais, abrindo caminho para a reabertura completa da máquina pública.
O projeto, aprovado por 60 votos a 40, contou com o apoio de oito senadores democratas, número mínimo necessário para avançar a tramitação. A medida garante recursos para a maior parte das repartições públicas até janeiro e inclui dispositivos que impedem novas demissões em massa e asseguram o pagamento retroativo de salários aos servidores que ficaram sem receber.
A proposta ainda precisa passar por nova votação no Senado, ser aprovada na Câmara dos Representantes e, por fim, sancionada pelo presidente Donald Trump. O acordo é resultado de intensas negociações entre parlamentares moderados dos dois partidos, que buscavam uma saída para o impasse orçamentário.
Entre os pontos do pacote estão a destinação de verbas para programas agrícolas, construção militar e manutenção de agências legislativas até 2026. O texto também preserva o orçamento de órgãos como o Escritório de Responsabilidade Governamental (GAO), responsável por fiscalizar os gastos da Casa Branca, e restabelece fundos para programas humanitários como o Alimentos para a Paz, que havia sido cortado na proposta orçamentária original do governo.
Mesmo sem atender a todas as exigências dos democratas, especialmente a prorrogação dos subsídios do seguro saúde, o acordo foi visto como um passo essencial para encerrar a crise que deixou milhares de servidores sem salário, afetou o funcionamento de aeroportos e paralisou serviços públicos essenciais.
por Notícias ao Minuto
EUA - O ATP Finals é um torneio de prestígio no circuito masculino, reunindo os melhores tenistas da temporada, e a edição de 2025 chegou com um atrativo a mais: a premiação. Em Turim, na Itália, a competição, disputada entre 9 e 16 de novembro, distribui um total de 15,5 milhões de dólares – cerca de R$ 81,7 milhões na cotação atual –, valor recorde para o evento. Caso o campeão de simples vença todas as partidas, embolsará 5 milhões de dólares (quase R$ 27 milhões), mais do que em qualquer outro ano.
Só por se classificarem para o ATP Finals, os simplistas recebem 331 mil dólares (R$ 1,7 milhão). A exceção é Lorenzo Musetti, que não tinha ficado entre os oito melhores tenistas de 2025, mas herdou uma vaga após a desistência de Novak Djokovic. O italiano ganha o mesmo valor dos demais a cada vitória no Finals, mas embolsa menos pela participação no torneio: 155 mil dólares – cerca de de R$ 817 mil.
Veja a premiação detalhada da chave de simples do Finals
| Premiações | Valores em dólares | Valores em reais (cotação de 12 de novembro) |
| Participação de Musetti (como substituto) | 155.000,00 | 819.624,50 |
| Participação dos demais | 331.000,00 | 1.750.294,90 |
| Vitória na fase de grupos | 396.500,00 | 2.096.652,35 |
| Vitória na semifinal | 1.183.500,00 | 6.258.229,65 |
| Vitória na final | 2.367.000,00 | 12.516.459,30 |
| Total acumulado por um campeão invicto | 5.071.000,00 | 26.814.940,90 |
Fonte: ATP
Os oito competidores de simples do ATP Finals estão divididos em dois grupos. Na primeira fase, há enfrentamentos dentro da mesma chave, e os dois melhores colocados de cada lado avançarão às semifinais, que ocorrerão no sábado (15).
Confira os grupos:
Grupo Jimmy Connors: Carlos Alcaraz (ESP), Taylor Fritz (EUA), Alex de Minaur (AUS) e Lorenzo Musetti (ITA);
Grupo Bjorn Borg: Jannik Sinner (ITA), Alexander Zverev (ALE), Ben Shelton (EUA) e Felix Auger-Aliassime (CAN).
Como ficam as duplas?
Além dos jogos de simples, o ATP Finals recebe as oito melhores duplas da temporada, mas destina premiações menores a elas. Eventuais campeões invictos, por exemplo, receberão 959 mil dólares, pouco mais de R$ 5 milhões.
Veja a premiação detalhada da chave de duplas do ATP Finals
| Premiações | Valores em dólares | Valores em reais (cotação de 12 de novembro) |
| Participação como substitutos | 51.700,00 | 273.384,43 |
| Participação | 134.200,00 | 709.636,18 |
| Vitória na fase de grupos | 96.600,00 | 510.811,14 |
| Vitória na semifinal | 178.500,00 | 943.890,15 |
| Vitória na final | 356.800,00 | 1.886.722,72 |
| Total acumulado por campeões invictos | 959.300,00 | 5.072.682,47 |
Fonte: ATP
Confira os grupos:
Grupo Peter Fleming: Julian Cash (GBR)/Lloyd Glasspool (GBR), Marcel Granollers (ESP)/Horacio Zeballos (ARG), Kevin Krawietz (ALE)/Tim Puetz (ALE) e Simone Bolelli (ITA)/Andrea Vavassori (ITA);
Grupo John McEnroe: Harri Heliovaara (FIN)/Henry Patten (GBR), Marcelo Arevalo (ESA)/Mate Pavic (CRO), Joe Salisbury (GBR)/Neal Skupski (GBR) e Christian Harrison (EUA)/Even King (EUA).
Por Redação do ge
PAQUISTÃO - Um ataque feito por um homem-bomba na frente de um tribunal de Islamabad, capital do Paquistão, matou ao menos 12 pessoas nesta terça-feira (11), segundo o ministro do Interior, Mohsin Naqvi.
O autor do atentado detonou o explosivo do lado de fora do edifício da corte, próximo a um veículo policial, após esperar no local por 10 a 15 minutos, segundo Naqvi. A explosão também feriu ao menos outras 27 pessoas.
A polícia isolou a área, que abriga vários escritórios do governo.
"Estamos investigando este incidente sob diferentes ângulos. Não é apenas mais um atentado. Aconteceu bem aqui, em Islamabad", afirmou o ministro a jornalistas.
O advogado Rustam Malik, que estava no local na hora do ataque, afirmou à agência AFP que presenciou um "caos total" após a explosão. "Quando estacionei o meu carro e entrei no pédio, ouvi uma explosão na porta", contou.
"Foi um caos total. Os advogados e as pessoas corriam. Vi dois corpos caídos na porta e vários veículos em chamas."
Até agora, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo atentado.
Em fevereiro deste ano, um outro ataque feito por um homem-bomba matou seis fiéis durante as orações em um seminário islâmico no noroeste do Paquistão -edifício conhecido como um local de treinamento para o Talibã afegão.
FOLHAPRESS
PERU - Um dos sítios arqueológicos mais enigmáticos dos Andes pode ter sido um antigo mercado a céu aberto. É o que sugere uma nova pesquisa da Universidade de Sydney sobre o Monte Sierpe, conhecido como "faixa de buracos" e localizado no Vale de Pisco, no sul do Peru. O local abriga mais de 5.000 cavidades escavadas de forma precisa nas encostas andinas.
Pesquisadores tentam resolver um mistério de décadas. O Monte Sierpe intriga arqueólogos desde os anos 1930, quando suas primeiras imagens aéreas foram publicadas pela revista National Geographic. Apesar de inúmeras teorias -de funções agrícolas a propósitos defensivos-, a utilidade original continua envolta em mistério.
Novas evidências apontam para trocas comerciais. Segundo o arqueólogo digital Jacob Bongers, da Universidade de Sydney e do Australian Museum Research Institute, a equipe encontrou indícios que reforçam a hipótese de que o local funcionava como um centro de trocas. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (10) na revista científica Antiquity.
"Talvez este fosse um mercado pré-incaico, como uma feira. Sabemos que a população pré-hispânica aqui era de cerca de 100 mil pessoas. Talvez comerciantes nômades, agricultores e pescadores se reunissem para trocar produtos como milho e algodão", disse Jacob Bongers.
Tecnologia de drones revelou padrões numéricos. Os pesquisadores mapearam o sítio com drones e identificaram padrões na disposição dos buracos. Para surpresa da equipe, o arranjo se assemelha ao de um khipu (antigo sistema inca de contabilidade feito com cordas e nós) encontrado no mesmo vale. "Esta é uma descoberta extraordinária que amplia nossa compreensão sobre as origens e a diversidade das práticas indígenas de contabilidade", disse Bongers.
Análises de solo reforçam a hipótese comercial. A equipe também analisou amostras de sedimentos das cavidades e identificou grãos de pólen de milho, um dos principais cultivos dos Andes, e vestígios de junco, planta usada há milênios na confecção de cestos. Segundo os cientistas, isso indica que plantas eram depositadas nos buracos, possivelmente em cestos ou feixes usados para transporte.
Localização estratégica reforça a teoria. O Monte Sierpe está situado entre dois antigos centros administrativos incas e perto da interseção de uma rede de estradas pré-hispânicas. A área fica em uma zona ecológica de transição entre os Andes e a planície costeira, ponto ideal para encontros e trocas entre comunidades do interior e do litoral.
Sítio pode ter evoluído sob domínio inca. Combinando as descobertas botânicas e aéreas, os pesquisadores sugerem que o Monte Sierpe foi inicialmente construído pelo reino Chincha, anterior ao império inca, para trocas reguladas e depois transformado em um sistema de contabilidade em larga escala pelos incas. "Vejo esses buracos como uma tecnologia social que aproximava pessoas e, mais tarde, se tornou um sistema de registro", afirmou Bongers.
por Folhapress
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