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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Os flagrantes aconteceram nos municípios de Avaí e Marília

 

MARÍLIA/SP - A Polícia Militar apreendeu, na última quinta-feira (26), mais de 3,2 toneladas de maconha, durante dois flagrantes realizados nas cidades de Avaí e Marília. Dois homens e uma mulher envolvidos no transporte do entorpecente foram presos em flagrante.

Na primeira ação, uma equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), do 2º Batalhão de Polícia Rodoviário (BPRv), estava em patrulhamento próximo ao km 367 da Rodovia Marechal Rondon, na zona rural de Avaí, quando se deparou com um caminhão e resolveu abordá-lo.

O condutor afirmou que saiu de Campo Grande (MS) e teria como destino a cidade de São Paulo e que estava levando uma carga de paletes. Contudo, durante vistoria no baú, os militares localizaram 3.112 tabletes de maconha, que somaram 2.833 quilos.

Além da droga, ainda foram apreendidos um celular, documentos e R$ 939. A maconha e o veículo foram encaminhados para perícia. O suspeito foi preso em flagrante e conduzido à delegacia do município, onde foi indiciado por tráfico e encaminhado à Cadeia Pública de Avaí.

Mais de meia tonelada de droga apreendida em Marília

Mais tarde, militares do mesmo batalhão especializados estavam em patrulhamento pela Rodovia Rachid Rayes, em Marília, quando se depararam com um veículo GM/Spin, ocupado por um casal que aparentou nervosismo ao perceber a aproximação da viatura.

Foi dada ordem de parada, mas o motorista fugiu. Após breve acompanhamento, foi realizada abordagem próximo ao km 345 da via, sendo que durante vistoria no carro foram encontrados 609 tabletes de maconha, que estavam escondidos sobre os bancos traseiros e portas malas.

Os tijolos, que somaram 447,8 quilos, foram apreendidos para perícia. Além da droga, ainda foram recolhidos quatro celulares e R$ 964. Os dois suspeitos foram presos em flagrante e conduzidos ao plantão policial do município, onde foram indiciados e permaneceram à disposição da Justiça.

SOROCABA/SP - Neste segundo semestre de 2021, o Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH-So), da UFSCar-Sorocaba, promove o curso de extensão intitulado "Corpos Negros e a Cidade", como parte das comemorações de 30 anos do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) da Universidade. A iniciativa, em parceria com o Observatório Quilombo Evamario, também da UFSCar, é coordenada pelas professoras Lourdes de Fátima Bezerra Carril, do DGTH-So, e Maria Patrícia Cândido Hetti, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).

O objetivo do curso é contemplar valores materiais, simbólicos e subjetivos afro-brasileiros na produção urbana brasileira, refletindo sobre a segregação socioespacial urbana e as separações dos negros em relação ao patrimônio construído.

"Apesar da atuação dos movimentos negros e de inúmeros trabalhos realizados no âmbito da academia terem descortinado o tema étnico-racial no País, quando se trata dos livros didáticos e da sala de aula, continuamos a tratar dos temas da cultura afro-brasileira, territórios quilombolas e indígenas como pertinentes à história do passado. Analisar a metropolização como um movimento síntese de processos históricos que, desde a abolição, expressa a exclusão e o apagamento dos territórios negros, significando apropriação e cidadania, também faz parte da proposta", descrevem as coordenadoras.

O curso será realizado virtualmente, às quintas-feiras, de 9 de setembro a 2 de dezembro, das 19 às 21h30, pela plataforma Google Meet. A iniciativa é aberta ao público e especialmente voltada a professores da rede pública de ensino e das universidades, representantes de movimentos sociais, movimentos negros e LGBTQIA+, educadores, gestores e trabalhadores da Educação e estudantes de graduação e pós-graduação.

Serão disponibilizadas 100 vagas e as inscrições devem ser realizadas com o preenchimento deste formulário eletrônico (https://bit.ly/2XAbAt3), até o dia 31 de agosto. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

EUA - O grupo A.P. Moller-Maersk acaba de anunciar que, no primeiro trimestre de 2024, apresentará o primeiro de uma série inovadora de oito grandes navios porta-contêineres capazes de operar com metanol neutro em carbono.

A novidade substituirá as embarcações mais antigas, gerando uma economia anual de emissões de CO2 de cerca de 1 milhão de toneladas, além de promover um transporte verdadeiramente neutro em carbono em escala em alto mar.

Os novos navios serão construídos pela Hyundai Heavy Industries (HHI) e terão capacidade nominal de, aproximadamente, 16 mil contêineres. O acordo com a companhia sul-coreana inclui, ainda, uma opção para quatro embarcações adicionais em 2025.

As embarcações contarão com uma configuração de motor bicombustível. O gasto de capital adicional (CAPEX) para a capacidade de combustível duplo, que permite a operação com metanol, bem como combustível convencional com baixo teor de enxofre, estará na faixa de 10% a 15% do preço total. Isso permitirá que a companhia dê um salto significativo em seu compromisso para dimensionar soluções neutras em carbono e liderar a descarbonização da logística de contêineres.

Segundo o CEO da Maersk, Soren Skou, a iniciativa pretende endereçar um dos desafios climáticos do setor de transporte marítimo. “É uma prova de que soluções neutras em carbono estão disponíveis em todos os segmentos de navios porta-contêineres e que estamos comprometidos com o número crescente de clientes que buscam descarbonizar suas cadeias de suprimentos”, diz o executivo dinamarquês. “Além disso, este é um sinal firme para os produtores de combustível de que a demanda pelos combustíveis verdes do futuro está surgindo rapidamente”, completa.

A Maersk vai operar as embarcações com e-metanol neutro em carbono ou bio-metanol sustentável o mais rápido possível. Por outro lado, a companhia também reconhece que fornecer uma quantidade adequada de metanol neutro em carbono desde o primeiro dia de serviço será um desafio, pois requer um aumento significativo da produção deste composto.

Para viabilizar a produção de combustíveis verdes para o seu primeiro navio movido a metanol neutro em carbono, a Maersk firmou, recentemente, uma parceria com a REIntegrate, subsidiária da empresa dinamarquesa de energia renovável European Energy.

As duas companhias unirão seus esforços para estabelecer uma instalação capaz de produzir, aproximadamente, 10 mil toneladas de e-metanol, quantidade que o novo navio da Maersk consumirá anualmente. A instalação usará energia renovável e CO2 biogênico para produzir o e-metanol, e seu início está previsto para 2023.

“Suprir os combustíveis do futuro é um desafio significativo e precisamos conseguir dimensionar a produção a tempo. Este acordo com a European Energy e a REintegrate nos coloca no caminho certo para cumprir nossa ambição de ter o primeiro navio de contêineres do mundo neutro em carbono até 2023”, declara Henriette Hallberg Thygesen, CEO da divisão Fleet & Strategic Brands da Maersk.

 

 

*Por: FORBES

BRASÍLIA/DF - O aumento de casos de sequestros relâmpago e de roubos relacionados ao Pix fez o Banco Central (BC) introduzir medidas de segurança no sistema instantâneo de pagamentos. As alterações divulgadas ontem (27) também afetam outras modalidades de pagamento eletrônico, como a Transferência Eletrônica Disponível (TED), cartões de débito e transferências entre contas de um mesmo banco.

Na mudança mais importante, o limite de transferências entre pessoas físicas, inclusive microempreendedores individuais (MEI), cairá para R$ 1 mil entre 20h e 6h. O novo limite vale tanto para o Pix como para a liquidação de TEDs, para cartões de débito e para transferências intrabancárias.

Em outra mudança, o BC decidiu impedir o aumento instantâneo de limites de transações com meios de pagamento por meios eletrônicos. Agora, as instituições terão prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para efetivarem o pedido do correntista se feito por canal digital. A medida abrange tanto o Pix, como a TED, o Documento de Ordem de Crédito (DOC), as transferências intrabancárias, cartões de débito e boletos.

As instituições financeiras passarão a oferecer aos clientes a possibilidade de definir limites distintos de movimentação no Pix durante o dia e a noite, permitindo limites mais baixos no período noturno. Elas também passarão a permitir o cadastramento prévio de contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos, mantendo os limites baixos para as demais transações.

 

Outras medidas

•        permitir que os participantes do Pix retenham uma transação por 30 minutos durante o dia ou por 60 minutos durante a noite para a análise de risco da operação, informando ao usuário sobre a retenção;

•        tornar obrigatório o mecanismo, já existente e hoje facultativo, de marcação no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) de contas com indícios de utilização em fraudes no Pix, inclusive no caso de transações realizadas entre contas do mesmo participante;

•        permitir consultas ao DICT para alimentar os sistemas de prevenção à fraude das instituições, de forma a coibir crimes envolvendo a mesma conta em outros meios de pagamento e com outros serviços bancários;

•        exigir que os participantes do Pix adotem controles adicionais em relação a transações envolvendo contas marcadas no DICT, inclusive para fins de eventual recusa a seu processamento, combatendo assim a utilização de contas de aluguel ou os chamados laranjas;

•        determinar que os participantes de arranjos de pagamentos eletrônicos compartilhem, tempestivamente, com autoridades de segurança pública, as informações sobre transações suspeitas de envolvimento com atividades criminosas;

•        exigir das instituições reguladas controles adicionais sobre fraudes, com reporte para o Comitê de Auditoria e para o Conselho de Administração ou, na sua ausência, à Diretoria Executiva, bem como manter à disposição do Banco Central tais informações;

•        exigir histórico comportamental e de crédito para que empresas possam antecipar recebíveis de cartões com pagamento no mesmo dia, reduzindo a ocorrência de fraudes.

 

Prevenção de crimes

Em nota, o BC informou que as medidas ajudarão a prevenir crimes ligados aos meios eletrônicos de pagamento. “Em conjunto, essas medidas, bem como a possibilidade de os clientes colocarem os limites de suas transações em zero, aumentam a proteção dos usuários e contribuem para reduzir o incentivo ao cometimento de crimes contra a pessoa utilizando meios de pagamento, visto que os baixos valores a serem eventualmente obtidos em tais ações tendem a não compensar os riscos”, informou o órgão em comunicado.

Para o BC, os mecanismos de segurança presentes no Pix e nos demais meios de pagamento não são capazes de eliminar por completo a exposição de seus usuários a riscos. No entanto, o trabalho conjunto do Banco Central, das instituições reguladas, das forças de segurança pública e dos próprios usuários permitirá reduzir a ocorrência de prejuízos.

 

Pedido

O Banco Central atendeu à reivindicação dos bancos. Nesta semana, diversas instituições financeiras pediram ao órgão o endurecimento de regras do Pix para dificultar a ação de criminosos. Desde março, os limites do Pix estavam igualados aos das transferências eletrônicas. Em abril, os usuários passaram a poder personalizar os limites no aplicativo das instituições financeiras.

Apesar da praticidade, as mudanças aumentaram os casos de fraudes, de roubos e de sequestros relâmpago relacionados ao Pix. Criminosos aproveitavam da rapidez das transferências instantâneas para aplicarem golpes ou forçarem vítimas a transferir elevadas quantias durante a noite para a conta de laranjas. O dinheiro era, em seguida, pulverizado para outras contas, dificultando o rastreamento pelas instituições financeiras e pelas forças de segurança.

 

 

*Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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