SÃO CARLOS/SP - Um trabalhador foi assaltado por um vagabundo na última quarta-feira, 05, em plena luz do dia.
Segundo informações, o trabalhador estava vendendo verduras em sua Kombi na Rua Antônio Fischer dos Santos, quando um sujeito apareceu como quem não queria nada e anunciou o assalto, levando todo dinheiro do trabalhador e o aparelho celular.
Após o crime, o meliante vai embora “de boa”.
Veja o vídeo.
SÃO CARLOS/SP - Um carro capotou na madrugada desta sexta-feira, 07, na rua Rua Alberto Francisco Miceli, no bairro Cidade Aracy, em São Carlos.
Segundo informações, o veículo vinha em alta velocidade e o motorista perdeu o controle colidindo em uma árvore e em seguida contra o portão de uma residência. Ainda segundo informações, o motorista teria confessado que ingeriu bebida alcoólica.
O motorista de 23 anos não se feriu. A Polícia Militar esteve no local e registrou a ocorrência.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), fará três novos mutirões de avaliação pré-cirúrgica neste sábado (08/10). No total, serão 102 munícipes atendidos no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Taquaritinga e de São Carlos, em mais uma parceria da Prefeitura com o Governo do Estado.
No caso das cirurgias de hérnia inguinal, 50 são-carlenses serão contemplados nesta etapa. Estas pessoas já foram contatadas pela Secretaria Municipal de Saúde e farão a retirada de seus encaminhamentos nesta sexta-feira (07/10), recebendo também as orientações dos servidores da pasta quanto aos trâmites operacionais e o fluxograma para realização do procedimento, que ainda contará, antes da marcação da cirurgia, com a execução de exames pré-operatórios.
Na mesma data, também serão assistidos outros 29 pacientes que aguardam por cirurgia oftalmológica de catarata. Estas pessoas, por sua vez, já foram uma vez para o AME Taquaritinga e agora retornam para passar com o anestesista, preparando-as em definitivo para a realização da cirurgia.
É importante destacar que, em ambos os casos, a Prefeitura de São Carlos disponibiliza transporte aos munícipes, implementando uma operação logística com um ônibus e três vans. Os pacientes com menos de 18 e mais de 60 anos têm direito a acompanhante, bem como aqueles que, porventura, apresentarem justificativa médica.
Além disso, mais 23 pessoas passarão por avaliação pré-operatória de cirurgia de varizes no AME São Carlos. Uma vez avaliados, estes pacientes serão encaminhados posteriormente para realizar a cirurgia na Santa Casa de Misericórdia de São Carlos.
Para a secretária municipal de Saúde, Jôra Porfírio, as articulações com o governo do Estado têm auxiliado a reduzir a fila de cirurgias eletivas e, diretamente, gerado efeitos positivos na vida da população que aguarda pela realização destes procedimentos.
“Quando assumimos a Secretaria Municipal de Saúde, no final de junho, o prefeito Airton Garcia nos pediu atenção à questão das cirurgias eletivas e temos, dentro das nossas possibilidades, tentado reduzir esta fila. Somente nas parcerias com o governo do Estado, já encaminhamos quase 500 pessoas para avaliações pré-cirúrgicas fora do município e algumas delas já foram operadas, além de outros procedimentos realizados na Santa Casa de São Carlos e no Hospital Universitário conforme contratualizado. Sabemos que ainda não é o ideal, mas, aos poucos, temos conseguido reduzir algumas destas filas que se concentraram no município nos dois últimos anos em função da pandemia da COVID-19”, ressalta a secretária.
SÃO CARLOS/SP - A Liga São-carlense de Futebol, com apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, dá início no próximo sábado (08/10), no campo Zuzão, localizado na Vila Costa do Sol, ao Campeonato Cinquentinha 2022 – Boleiros de Ouro que esse ano vai homenagear o esportista Samuel Pereira de Souza.
Os cinquentões dos times do Grupo “A” abrem a primeira rodada, a partir das 13h40, no Zuzão, quando o Pinhal enfrentará os Mercenários. Ainda por esse grupo se enfrentam Paulistinha X Aliança, jogo que será disputado no campo de Água Vermelha, e o Jardim Munique pega o Delta, no campo da Vila Izabel. Todos os jogos desse grupo acontecem às 13h40.
Os jogos do Grupo “B” também acontecem nesse sábado (08/10), a partir das 15h30. O Bandeirantes enfrenta o Sintufscar/Cruzeiro, no Zuzão. O Vasquinho pega a equipe do Inter, no campo de Água Vermelha e o Encanto Ibaté disputa com São João Batista, no campo da Vila Izabel.
A segunda rodada acontece no dia 15 de outubro também nos campos do Zuzão, de Água Vermelha e da Vila Izabel. Confira a tabelas de jogos:
Dia 15/10 – 2ª Rodada -13h40
Zuzão – São João Batista X Vasquinho
Água Vermelha – Sintufscar/Cruzeiro X Inter
Vila Izabel – Encanto Ibaté X Bandeirantes
Dia 15/10 – 2ª Rodada -15h30
Zuzão – Delta X Paulistinha
Água Vermelha – Mercenários X Aliança
Vila Izabel – Jardim Munique X Pinhal
Dia 22/10 – 3ª Rodada - 13h40
Zuzão – Aliança X Jardim Munique
Água Vermelha – Pinhal X Delta
Vila Izabel – Paulistinha X Mercenários
Dia 22/10 – 3ª Rodada - 15h30
Zuzão – Inter X Encanto Ibaté
Água Vermelha – Bandeirantes X São João Batista
Vila Izabel – Vasquinho X Sintufscar/Cruzeiro
Dia 29/10 – 4ª Rodada - 13h40
Zuzão – São João Batista X Sintufscar/Cruzeiro
Água Vermelha – Vasquinho X Encanto Ibaté
Vila Izabel – Inter X Bandeirantes
Dia 29/10 – 4ª Rodada - 15h30
Zuzão – Delta X Mercenários
Água Vermelha – Paulistinha X Jardim Munique
Vila Izabel – Aliança X Pinhal
Dia 12/11 – 5ª Rodada - 13h40
Zuzão – Pinhal Paulistinha
Água Vermelha – Mercenários X Jardim Munique
Vila Izabel – Aliança X Delta
Dia 12/11 – 5ª Rodada - 15h30
Zuzão – Bandeirantes X Vasquinho
Água Vermelha – Sintufscar/Cruzeiro X Encanto Ibaté
Vila Izabel – Inter X São João Batista
As quartas de final serão disputadas no dia 19 de novembro. As semifinais acontecem em 03 de dezembro e a grande final no dia 10 de dezembro.
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos iniciou uma parceria com o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) para exibir o conteúdo audiovisual de caráter educativo, institucional, jornalístico e informativo na TV Câmara São Carlos.
O presidente da Câmara de São Carlos, vereador Roselei Françoso, assinou o termo de cooperação nesta quarta-feira (5), em São Paulo, em cerimônia coordenada pelo conselheiro Dimas Ramalho, atual presidente do TCE. Outras 107 Câmaras Municipais também firmaram a parceria.
O Legislativo de São Carlos passa a integrar a Rede TCESP, que proporcionará mais transparência e publicidade aos assuntos relacionados às atividades de controle externo e à fiscalização dos gastos do poder público do Estado e dos municípios paulistas.
Dimas Ramalho, presidente do TCE, falou sobre a importância da união dos esforços da Corte de Contas paulista e das Câmaras Municipais para aumentar o alcance da comunicação com a sociedade. “Nossa aposta tem sido na produção de conteúdo audiovisual digital para chegar à casa das pessoas pela televisão e pelos dispositivos móveis”, explicou o conselheiro.
“As Câmaras Municipais serão um novo canal para que a população receba informação sobre a forma como fiscalizamos o uso do dinheiro público”, completou o presidente do TCE.
“Tenho a honra de dizer que fui o presidente que conseguiu dotar nossa Câmara de um canal aberto, ampliando a transparência e o acesso das ações legislativas junto à população”, contou Roselei Françoso. Destacou ainda que “já temos parceria com a USP São Carlos, com a Prefeitura, estamos viabilizando com a UFSCar e agora com o TCE”.
Entre os conteúdos compartilhados com as TVs Legislativas estão programas produzidos em parceria com a TV Cultura e a Rede Alesp, TV da Assembleia Legislativa, além de reportagens, entrevistas, boletins e documentários especiais feitos pela equipe de Comunicação Social do Tribunal de Contas.
“Parcerias como esta junto ao TCE consolidam cada vez mais a TV Câmara São Carlos, além de fortalecer o vínculo com a sociedade são-carlense”, observou o responsável pela instalação da TV Câmara São Carlos, Luiz Francisco Francelin.
A TV Câmara São Carlos entrou no ar no dia 22 de fevereiro deste ano, como resultado do acordo firmado entre a Câmara São Carlos, a Câmara Federal e a Alesp, que disponibiliza a programação em canal digital e aberto pelo 49,3, na NET pelo canal 20, e no C-Lig Telecom/Desktop pelo canal 31. A parceria viabilizou ainda em canal aberto a TV Câmara Federal (49.1), TV Alesp (49.2), TV Câmara São Carlos (49.3), TV Senado (49.4) e Rádio Câmara - Brasília (49.5).
BRASÍLIA/DF - A Caixa Econômica Federal lançou, nesta quinta-feira (6), a Campanha Você no Azul, que disponibiliza descontos de até 90% para regularização de dívidas de créditos comerciais de pessoas físicas e jurídicas.

Estão contempladas na ação contratos de 4 milhões de clientes pessoa física e 396 mil na pessoa jurídica. Mais de 80% podem liquidar seus débitos por até R$ 1000.
"Temos buscado aprofundar cada vez mais a nossa atuação para que o brasileiro tenha o nome limpo. Esta é uma campanha importante que ajuda no recomeço, as pessoas às vezes tem dificuldade. A gente dá esse impulso, que tradicionalmente acontece todos os anos. Desde 2017 a Caixa faz a campanha de recuperação de crédito, estimulando aqueles que quiserem quitar à vista qualquer tipo de modalidade de crédito, exceto habitação e agro”, afirmou a presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, durante coletiva de lançamento, em São Paulo.
A novidade desta edição é a ampliação da oferta de renegociação de dívidas em seus canais digitais. Cerca de 70% das propostas da campanha Você no Azul 2022 estão habilitadas para efetivação por meio do site da Caixa, do aplicativo e WhatsApp Caixa (0800 104 0104).
“A Campanha Você no Azul deste ano vai levar um atendimento mais digital e mais 70% dos contratos dos 7 milhões de contratos são passíveis de serem renegociados diretamente pelo site da Caixa ou pelos nossos aplicativos, ou seja, o canal digital vai simplificar muito esse atendimento, tirando boa parte desse público que iria até uma agência da Caixa para poder fazer uma transação normal de renegociação”, destacou o vice-presidente rede de varejo Júlio Volpi.
Os contratos negociados serão retirados dos cadastros restritivos de crédito em até cinco dias úteis após a efetivação do acordo por meio do pagamento do boleto.
“A partir do momento em que a dívida é paga, em até cinco dias úteis será retirada dos cadastro. São 4 milhões na pessoa físicas e aproximadamente 400 mil clientes na pessoa jurídica que atendem aos requisitos da campanha”, disse Volpi.
A campanha Você no Azul 2022 continua até 29 de dezembro em todo território nacional.
SÃO PAULO/SP - O Planalto listou, um a um, os senadores antigos e novos que são alinhados ao governo, ou ao bolsonarismo, e avisa a quem interessar possa que não se sabe quem será o futuro presidente do Senado, mas não será Rodrigo Pacheco (PSD-MG). E avança: é melhor os 11 ministros do Supremo botarem as barbas de molho, porque qualquer pedido de impeachment de um deles irá adiante. Uma espada de Dâmocles sobre a cabeça deles.
Se o presidente Jair Bolsonaro já era majoritário e fazia o que queria na Câmara, ele deixará de enfrentar o anteparo do Senado e terá o controle total do Congresso, caso reeleito. Mas isso vale também para a vitória do ex-presidente Lula (que mantém a dianteira no segundo turno), que enfrentará um Congresso hostil se vitorioso. Ou seja, o início de 2023 e do novo governo será tenso, agitado.
No Senado, os bolsonaristas terão 41 das 81 cadeiras. Na Câmara, foram eleitos 99 deputados do PL, partido do presidente, 47 do PP, do chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e 41 do Republicanos, do candidato mais forte ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A bancada bolsonarista tem, portanto, 187 dos 513 deputados federais.
A palavra da campanha de Lula é “pacificação”, mas a prioridade no QG do seu opositor é criar um novo personagem: o Bolsonaro “normal”, como depois do debate da Globo e na primeira manifestação no fim do primeiro turno. Isso, porém, pode valer para eleitor ver, mas não significa paz. A turma é da guerra.
O foco, assim, vai para os “partidos-pêndulo”, que nem são pró-PT e Lula, nem são pró-Bolsonaro em troca de nada: União Brasil, com 59 deputados, MDB (42), PSD (42), PSDB (13) e Podemos (12). Eles somam 168 votos na Câmara e todos liberaram seus liderados para irem para Lula ou Bolsonaro.
A nota do MDB, por exemplo, é em cima do muro, mas defende o voto popular, o sistema eleitoral, a Constituição e o estado democrático de direito, o que soa pró-Lula, e Simone Tebet manifestou apoio claro, firme, ao petista. O partido, porém, é dividido como o Brasil: do Nordeste ao Norte, lulista; do Sul ao Centro-Oeste, bolsonarista. O governador reeleito Helder Barbalho (PA), campeão de votos, é pró-Lula. Ibaneis Rocha (DF), pró-Bolsonaro.
Os apoios da elite e das lideranças não decantaram para o eleitor, mas, seja quem for o futuro presidente, vai precisar negociar, convencer ou provocar a traição desses partidos-pêndulos a favor de seus programas e projetos. E o Centrão está com Bolsonaro, mas continuará se ele perder? Lula e Bolsonaro conhecem o jogo, sabem jogar. Mensalão e orçamento secreto são prova disso.
Eliane Cantanhêde / ESTADÃO
EUA - Os Estados e as instituições devem agir diante do risco crescente de recessão no mundo, para prevenir "uma nova normalidade perigosa" de economias frágeis, advertiu na quinta-feira (6) a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.
É fundamental "estabilizar a economia mundial, abordando os desafios mais imediatos", entre eles, o combate à inflação, a proteção das populações mais vulneráveis e as dificuldades da dívida, disse Georgieva em um discurso em Washington, no qual lançou as reuniões anuais do Fundo e do Banco Mundial que acontecem na capital americana na próxima semana.
No entanto, esse processo pode ser doloroso e, se os bancos centrais agirem muito agressivamente sobre suas taxas de juros, poderiam "afundar muitas economias em uma recessão prolongada", advertiu.
Os ministros das Finanças e titulares de bancos centrais de mais de 180 países participarão, entre os dias 10 e 16 de outubro, da primeira reunião totalmente presencial do Fundo e do Banco Mundial desde 2019, antes da pandemia de covid-19.
O FMI publicará na terça-feira suas previsões para 2022 e 2023, que, segundo a diretora-gerente, preveem uma queda do crescimento.
- Inflação, o alvo principal -
A epidemia de covid-19 provocou uma "mudança fundamental na economia global", disse Georgieva, ao passar de "um mundo de relativa previsibilidade" para outro sujeito a maior incerteza.
Como resultado, o FMI prevê que um número significativo de países terá ao menos dois trimestres consecutivos de queda do PIB, um sinal de recessão, entre o fim deste ano e 2023.
É um risco que paira sobre "cerca de um terço da economia mundial" e ainda pode ser pior: "A incerteza é muito grande, em um contexto de guerra e pandemia. Pode haver outros choques econômicos", afirmou a titular do FMI.
Por isso, o objetivo principal deve ser reduzir a inflação, para impedir que esta crie raízes e evitar "taxas [de juros] ainda mais altas e persistentes, o que prejudicaria ainda mais o crescimento e o emprego", acrescentou.
- Crise da dívida -
Georgieva, no entanto, reconhece que reduzir a inflação "não será fácil".
"2022 está sendo difícil e 2023 será ainda mais. Mas o principal é evitar causar ainda mais danos e em um período mais longo", ressaltou.
Não obstante, a titular do FMI adverte que um ajuste "muito forte e muito rápido" das taxas de juros, sobretudo sem coordenação, poderia "afundar muitas economias em uma recessão prolongada".
Além dos juros mais altos, há o fortalecimento do dólar precisamente pelos aumentos das taxas implementados pelo Fed, o banco central dos Estados Unidos, o que dificulta o acesso de muitos países ao crédito.
A pandemia fez com que muitos Estados se endividassem ainda mais, e agora eles enfrentam o risco de sobre-endividamento em um contexto de aumento dos juros em todo o mundo.
"Mais de um quarto dos países emergentes estão em situação de inadimplência ou em níveis difíceis, assim como mais de 60% dos países de baixa renda", o que "aumenta o risco de uma crise da dívida cada vez maior" e prejudicaria o crescimento global, advertiu Georgieva.
EUA - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que a ameaça russa de utilizar armas atômicas no conflito da Ucrânia coloca o mundo no maior risco de "Armagedom" nuclear desde a crise dos mísseis cubanos no auge da Guerra Fria.
"Não enfrentamos a perspectiva do Armagedom desde Kennedy e a crise dos mísseis cubanos", disse ele na quinta-feira (06/10), durante um evento de arrecadação de fundos do Partido Democrata.
O presidente americano alertou que Putin "não está brincando quando fala sobre o uso potencial de armas nucleares táticas ou armas biológicas ou químicas, porque suas forças armadas têm um desempenho significativamente abaixo do esperado".
Biden disse acreditar que o uso de uma arma tática de baixo rendimento pode sair do controle e levar à destruição global. "Não existe a capacidade de usar facilmente uma arma tática e não acabar em um Armagedom", alertou.
Há meses que autoridades americanas alertam para a possibilidade de a Rússia utilizar armas de destruição maciça na Ucrânia, após uma série de reveses estratégicos no campo de batalha. No entanto, ainda esta semana disseram não ter visto qualquer mudança nas forças nucleares russas que exigisse uma mudança na postura de alerta das forças nucleares dos EUA.
"Não vimos qualquer razão para ajustar a nossa própria postura nuclear estratégica, nem temos indicação de que a Rússia se está se preparando para utilizar iminentemente armas nucleares", disse na terça-feira a secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre.
Saída diplomática
O presidente americano também disse que Washington ainda busca uma saída diplomática. "Estamos tentando descobrir qual é a saída de Putin. Onde ele encontra uma saída? Onde ele se encontra em uma posição que não, não apenas perde prestígio, mas perde poder significativo na Rússia", acrescentou.
Putin aludiu repetidamente à utilização do vasto arsenal nuclear, incluindo no mês passado, quando anunciou os planos de mobilização parcial. "Quero lembrar que o nosso país também tem vários meios de destruição", ameaçou. "E quando a integridade territorial do nosso país for ameaçada, para proteger a Rússia e o nosso povo, usaremos certamente todos os meios à nossa disposição", disse Putin em 21 de setembro, acrescentando, com um olhar fixo na câmera: "Isto não é um blefe".
O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse na semana passada que os EUA têm sido "claros" para a Rússia sobre quais seriam as "consequências" da utilização de uma arma nuclear na Ucrânia.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse que Putin compreendeu que o "mundo nunca perdoará" um ataque nuclear russo. "Ele compreende que após o uso de armas nucleares não seria mais capaz de preservar, por assim dizer, a sua vida, e estou confiante nisso", afirmou.
Ucrânia segue recuperando terreno
Apesar das ameaças de Moscou, as tropas ucranianas mantêm sua contraofensiva, recuperando quase toda a região de Kharkiv e importantes centros logísticos como Izium, Kupiansk e Lyman no leste.
"Somente desde 1º de outubro e na região de Kherson, mais de 500 quilômetros quadrados de território e dezenas de cidades foram liberados", declarou na noite de quinta-feira o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.
Horas antes, Zelenski havia pedido aos líderes europeus reunidos em uma cúpula em Praga que continuem com a ajuda militar a Kiev para que "tanques russos não avancem sobre Varsóvia ou Praga".
Os fornecimentos de armas dos EUA e da Europa indignaram as autoridades russas, que convocaram o embaixador francês em Moscou na quinta-feira precisamente por causa da ajuda militar oferecida por Paris a Kiev.
Putin, por sua vez, assegurou que a situação militar iria se "estabilizar", apesar das derrotas e fracassos na mobilização de centenas de milhares de reservistas, o que fez com que muitos homens em idade de lutar fugissem. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, assegurou que os territórios perdidos serão "recuperados".
Dias antes, Putin assinou a anexação de quatro regiões da Ucrânia sob controle parcial de suas tropas, o que abriria caminho para o uso de armas nucleares pois a doutrina de Moscou permitiria a utilização desse arsenal para proteger território russo. A anexação viola o direito internacional e foi duramente criticada por vários países.
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