BRASÍLIA/DF - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se encontrou na terça-feira (11) com Flávio Bolsonaro (PL), presidenciável do partido, para gravar vídeos de propaganda eleitoral. Foi o primeiro encontro presencial entre os dois desde os gestos públicos de reconciliação após a crise familiar exposta no fim de junho.
Michelle afirmou que "uma pedra" foi colocada sobre o episódio e disse ter pedido votos para Flávio. Ao mesmo tempo, demonstrou que ainda existem incômodos relacionados às disputas dentro do clã Bolsonaro, especialmente envolvendo Carlos e Eduardo.
"Qual família não tem problema? Conversamos e nos unimos em prol de algo muito maior para nossa nação", disse a jornalistas, sem detalhar o teor da conversa com o filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL).
"Foi normal", resumiu. "É meu enteado há 19 anos, nos abraçamos."
Ao ser questionada sobre Carlos e Eduardo Bolsonaro, Michelle preferiu não comentar.
"Eu não vou polarizar. Um dia de cada vez. [...] Mas não guardo mágoa de ninguém. Até porque, se eu guardar mágoa, eu é que não vou conseguir viver. As coisas vão se ajustando aos poucos."
Flávio reuniu, da manhã até o fim da tarde, cerca de 30 candidatos ao Senado que contam com seu apoio, entre eles Michelle, que disputará uma vaga pelo Distrito Federal. O encontro ocorreu na sede de campanha do senador, em Brasília, e foi dedicado à gravação de materiais eleitorais e ao alinhamento de pautas.
Durante um breve discurso, Flávio destacou temas que pretende explorar na campanha, entre eles críticas à situação fiscal do governo Lula (PT).
O senador lançou 47 nomes ao Senado, a maioria favorável ao impeachment de Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Em entrevista a jornalistas, Flávio chamou o ministro de articulador político de Lula. Cercado pelos candidatos, ouviu o grupo gritar em coro que apoia o afastamento de Moraes.
Michelle chegou por volta das 13h50 e deixou o local depois das 15h30, após concluir as gravações. Na chegada, foi recebida pelos demais candidatos ao Senado e posou para fotos. Aos convidados, foram servidos churrasco e chope, este reservado para depois das gravações, segundo participantes.
A ex-primeira-dama também falou brevemente ao grupo e, de acordo com relatos, buscou transmitir uma mensagem de unidade. Em trecho publicado nas redes sociais, pediu liberdade aos presos pelos atos de 8 de Janeiro e a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe.
Questionada sobre a possibilidade de viajar pelo país para fazer campanha por Flávio, Michelle afirmou que seria difícil, já que é a principal responsável pelos cuidados com Bolsonaro, que passou por uma cirurgia no ombro e enfrenta crises de soluço. Segundo ela, líderes regionais do PL Mulher poderão ajudar na campanha do senador em seus estados.
Michelle, Flávio e os demais candidatos também participaram de uma oração conduzida por Alcides Fernandes (PL), pastor e candidato ao Senado pelo Ceará. A escolha de Fernandes pelo partido deixou de lado Priscila Costa, nome defendido pela ex-primeira-dama, e se tornou o principal ponto da crise entre Michelle e Flávio.
"Nos abraçamos, desejei boa sorte, oramos juntos e está tudo certo", disse Michelle sobre Fernandes.
Ela, porém, reiterou que continua "de forma visceral" contrária à aliança entre o PL e Ciro Gomes (PSDB), a quem responsabiliza pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro. O PDT, antigo partido de Ciro, ingressou com a ação na Justiça Eleitoral que resultou na punição do ex-presidente.
Michelle também retomou o histórico da crise interna. Disse que, ao assumir o PL Mulher, recebeu autonomia para estruturar os diretórios estaduais e trabalhar candidaturas. Quando foi contrariada no Ceará, tentou deixar o comando da ala feminina do partido, em novembro, mas a direção da legenda rejeitou sua saída e transformou o afastamento em licença.
"Foi um desgaste gerado muito grande, desnecessário. [...] E, querendo ou não, não fui tão respeitada no quesito de autonomia para trazer a mulher para a política", afirmou.
A ex-primeira-dama ainda comentou a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa de Flávio. O senador já havia dito em diversas ocasiões que gostaria de ter uma mulher no posto.
"É claro que eu, como representante das mulheres de bem do Brasil, gostaria que fosse uma mulher. Mas, se for um vice que vai ter um olhar especial para as mulheres, para as mães atípicas...", afirmou.
Pela manhã, Flávio defendeu Gaspar e classificou como falsa a acusação de estupro de vulnerável contra o deputado.
"Foi exatamente no momento em que ele estava defendendo os aposentados roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo a prisão do Lulinha. [Ele é] uma pessoa do bem, preparada, da área da segurança pública, que tem a nossa confiança", declarou.
Flávio também afirmou que pretende eleger uma maioria no Senado para aprovar medidas mais duras na área de segurança pública, como a redução da maioridade penal. Segundo ele, os candidatos também serão pressionados pela população a defender o impeachment de ministros do STF.
Durante o encontro, perguntou aos apoiadores se queriam a saída de Moraes e recebeu gritos de "sim".
"Eu lamento. Você vê [que] Alexandre de Moraes hoje virou o grande articulador político do Lula, promovendo encontro dentro da casa dele com outros políticos. Mas o Alexandre de Moraes veio para a seara política, então todos os políticos estão autorizados a responder dentro da política também", afirmou.
Flávio fazia referência à reunião entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), realizada na casa de Moraes e com a participação do ministro Cristiano Zanin. O encontro, ocorrido na semana passada, buscou reaproximar os chefes do Executivo e do Senado, que estavam rompidos desde a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, em abril.
"Não adianta querer dar canetada, ameaçar, inventar operações contra nós, os pré-candidatos", acrescentou.
Também participaram do encontro nomes como Guilherme Derrite (PP-SP), Bia Kicis (PL-DF), Marcelo Queiroga (PL-PB), Carlos Jordy (PL-RJ) e Filipe Barros (PL-PR), entre outros.
por Folhapress
MÉXICO - O avanço da mosca-varejeira-do-Novo-Mundo (Cochliomyia hominivorax) voltou a colocar autoridades sanitárias em alerta no México. Mais de 500 pessoas já foram infectadas no país desde o reaparecimento do parasita, cuja larva invade feridas e se alimenta de tecido vivo.
A evolução recente dos casos humanos foi analisada em um estudo publicado na revista científica Emerging Infectious Diseases. Os pesquisadores avaliaram 202 diagnósticos confirmados de miíase registrados entre abril de 2025 e março de 2026 e identificaram uma aceleração das ocorrências.
Durante 2025, a média ficou próxima de três novos casos por semana. Em 2026, o ritmo ultrapassou nove registros semanais.
Dos pacientes incluídos na pesquisa, seis morreram. A infestação foi apontada como causa direta de uma das mortes. Nos outros cinco casos, havia doenças ou complicações graves associadas, entre elas câncer, encefalite, insuficiência respiratória e choque séptico.
Como ocorre a infestação
A miíase começa quando a fêmea da mosca deposita centenas de ovos em ferimentos, áreas inflamadas, mucosas ou orifícios naturais de animais de sangue quente, inclusive seres humanos.
A eclosão pode ocorrer em aproximadamente 24 horas. A partir daí, as larvas passam a consumir tecido vivo e ampliam progressivamente a lesão.
Quando não há tratamento, a invasão pode alcançar estruturas mais profundas, como músculos, cartilagens e ossos. Dependendo da localização da ferida, até o crânio pode ser atingido. Infecções secundárias, sepse e sequelas permanentes estão entre as possíveis complicações.
A retirada das larvas e o atendimento médico precoce são fundamentais para impedir a progressão do quadro.
Homens e idosos concentram os casos
O perfil dos 202 pacientes estudados mostrou predominância masculina. Foram 145 homens, o equivalente a 72% do total.
As idades variaram de 12 a 93 anos, com média de 61 anos. Cerca de 77% das pessoas diagnosticadas tinham pelo menos uma condição de saúde preexistente. Diabetes, alcoolismo, câncer e doenças dermatológicas estavam entre as mais frequentes.
Pernas e pés concentraram 55% das infestações. Também houve registros na cabeça e no pescoço, inclusive em nariz, boca e olhos, além de braços, tronco, orelhas, órgãos genitais e cavidade abdominal.
Ainda não há uma explicação definitiva para a maior proporção de homens entre os infectados. Os pesquisadores consideram fatores como exposição profissional, atividades realizadas ao ar livre, contato com animais, presença de feridas sem tratamento e demora na procura por assistência médica.
Retorno da mosca acompanha surto entre animais
O México havia declarado a erradicação da mosca-varejeira-do-Novo-Mundo em 2003. O Panamá anunciou o mesmo resultado em 2006 e manteve durante anos uma barreira biológica na região de Darién, próxima à fronteira com a Colômbia.
Essa contenção foi rompida em 2022. Dois anos depois, o México voltou a identificar o parasita em animais.
Desde então, a disseminação se intensificou. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam mais de 36 mil infestações em animais no território mexicano. Em 5 de agosto, quase 2 mil casos permaneciam ativos.
Considerando também outros países da América Central, estimativas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam cerca de 2.360 infecções humanas.
Os locais onde surgem casos em pessoas coincidem, em grande parte, com as áreas onde animais também estão sendo afetados. Para os autores do estudo, essa relação reforça a necessidade de ações integradas entre os setores responsáveis pela saúde humana, veterinária, agricultura e vida selvagem.
“A coordenação entre os setores de saúde humana, saúde animal, vida selvagem e agricultura será essencial para orientar as medidas de prevenção e controle”, afirmam os pesquisadores.
Entre as medidas defendidas estão a ampliação da vigilância, a capacitação dos serviços de saúde para identificar rapidamente a doença, o controle do transporte de animais e ações contra a proliferação da mosca antes que novas regiões sejam atingidas.
Estados Unidos registram casos em animais
A expansão recente também chegou aos Estados Unidos. Em junho de 2026, o Texas registrou os primeiros casos em animais relacionados à atual onda de disseminação. Desde então, o USDA contabilizou 45 ocorrências no país.
Até agora, não há registro de transmissão humana nos Estados Unidos relacionada diretamente a esse ressurgimento. Casos de miíase já foram identificados, porém, em pessoas que viajaram para a América Central e outras regiões onde a mosca continua presente.
por Notícias ao Minuto
EUA - Em menos de um ano, o Los Angeles Lakers passou por duas negociações que movimentaram bilhões de dólares. Mark Walter comprou o time por US$ 10 bilhões no fim de outubro do ano passado, mas, segundo a ESPN americana, a equipe californiana está prestes a ser revendida por maior valor já pago por uma franquia esportiva na América do Norte. Josh Kushner e Bob Iger fizeram oferta de cerca de US$ 12,5 bilhões, aproximadamente R$ 64,7 bilhões, e devem virar os novos donos do time.
- Como torcedores de NBA a vida inteira, estamos profundamente honrados com a oportunidade de nos tornarmos guardiões do Los Angeles Lakers - disseram os compradores em comunicado.
Segundo apuração da ESPN, Josh e Bob não estavam atrás dos Lakers, os dois disputavam o direito de criar uma franquia do zero, mas acabaram propondo uma oferta à franquia. Pelo valor recorde de mais de US$ 12 bilhões, a equipe californiana deve ser vendida para os americanos. Mark Walter é o proprietário majoritário dos Lakers desde outubro passado, quando sua proposta foi aprovada por unanimidade pela NBA.
- Ser dono do Los Angeles Lakers foi uma das maiores honras da minha vida, um investimento extraordinário, mas o que levarei comigo é a comunidade, os torcedores e uma cidade que trata este time como família. Sou grato a Jeanie Buss, à família Buss, aos jogadores e à equipe por me acolherem neste capítulo. Os Lakers pertencem a Los Angeles, e tenho plena confiança de que o melhor ainda está por vir - disse Walter em um comunicado.
Apesar de as conversas já estarem avançadas, nada está concluído ainda, já que a venda de uma franquia depende da aprovação do Conselho de Governadores da NBA. O processo do próprio Mark Walter levou cerca de quatro meses entre o acordo e o fechamento. Também não foi divulgado o percentual exato que mudará de mãos. Não está claro se Mark deixará completamente a franquia ou manterá alguma participação.
Quem são os novos compradores?
Bob Iger comandou a Disney por quase duas décadas e voltou ao cargo de CEO em 2022, período marcado pela aquisição de empresas como Pixar, Marvel, Lucasfilm e Fox e pela transição da ESPN para o streaming. Josh Kushner é fundador da Thrive Capital, gestora de investimentos em tecnologia de Nova York.
Por Redação do ge
ALEMANHA - A Anthropic anunciou que passará a incluir identificadores em textos e imagens criados pelo Claude, sua ferramenta de inteligência artificial. A iniciativa faz parte da adaptação da empresa às novas exigências de transparência previstas no Regulamento Europeu da Inteligência Artificial, conhecido como AI Act.
A implementação não será imediata para todos os produtos já disponíveis. A companhia assumiu o compromisso de adotar o recurso dentro do prazo estabelecido pela União Europeia, enquanto os próximos modelos lançados para o Claude já deverão chegar com os mecanismos de identificação incorporados.
A legislação europeia entrou em vigor em 2 de agosto e prevê um período de quatro meses para que ferramentas de inteligência artificial já existentes se adequem às regras relacionadas à identificação de conteúdo gerado por IA.
Segundo informações divulgadas pela Anthropic, textos produzidos pelo Claude terão identificadores integrados ao próprio conteúdo. Já arquivos gerados pela ferramenta poderão incluir metadados de origem acompanhados de assinatura digital, desde que o formato utilizado seja compatível.
“O texto gerado [com Inteligência Artificial] conterá identificadores incorporados e os ficheiros gerados incluirão metadados de origem com assinatura digital, quando compatíveis”, informa a página de suporte do Claude.
A empresa explica ainda que o identificador poderá acompanhar o conteúdo mesmo quando o usuário copiar e colar o texto em outra plataforma. De acordo com a Anthropic, a marca também poderá permanecer detectável após determinados tipos de edição.
Anthropic prepara sistema para detectar conteúdo criado pelo Claude
Além de inserir os identificadores, a Anthropic trabalha em ferramentas que permitam aos próprios usuários e a terceiros verificar se determinado conteúdo foi produzido pelo Claude.
A empresa ainda não detalhou como esse sistema de detecção funcionará. As especificações técnicas deverão ser apresentadas futuramente em documentação própria.
A iniciativa acompanha as novas regras da União Europeia para ampliar a transparência sobre o uso de inteligência artificial e facilitar a identificação de conteúdos produzidos ou modificados por sistemas de IA.
por Notícias ao Minuto
BANCOC - Um adolescente tailandês matou pelo menos seis pessoas e cometeu suicídio em uma escola nos arredores de Bancoc após matar a tiros seus avós, informou a polícia local. Este foi o pior massacre ocorrido na nação do Sudeste Asiático desde 2022.
A escola fica na região de Nonthaburi, vizinha à capital. Entre os mortos estão três alunos e três professores, além dos dois avós. A polícia ainda informou que ao menos 23 pessoas ficaram feridas no incidente.
O autor do tiroteio foi identificado como um aluno adolescente de 14 anos que estuava da instituição. Ele matou os próprios avós antes de seguir para a escola, onde ele teria disparado pelo menos 26 vezes com uma arma que pertencia ao seu avô. Outras 34 munições foram encontradas no local, segundo a polícia.
"É um incidente terrível. Nunca deveria ter acontecido. Como isso pôde acontecer em nosso país?", declarou o primeiro-ministro Anutin Charnvirakul a jornalistas na sede do governo, em Bancoc. "Sinto tristeza por aqueles que morreram e por ver algo assim acontecer em nosso país."
Após a tragédia, os pais correram até o local para buscar os filhos, enquanto alunos e funcionários consolavam uns aos outros do lado de fora.
"Ouvi muitos tiros, muito altos, porque parecia que o atirador estava no andar logo acima. Eu conseguia até ouvir os cartuchos atingindo o chão e o barulho do metal", declarou a estudante Pawarisa Maylissa. "Não conheço o suspeito, mas sei que ele é um pouco mais novo do que eu. Não consigo acreditar que um garoto como ele tenha tido acesso a uma arma."
A Tailândia tem uma das maiores taxas de posse de armas de fogo da região, com uma estimativa de cerca de 10 milhões de armas em circulação, ou seja, uma para cada sete habitantes. Promessas anteriores de endurecer as leis sobre armas não impediram que tiroteios continuassem ocorrendo com frequência.
Este é o segundo ataque a tiros em escolas na Tailândia este ano; em fevereiro, um professor morreu e dois alunos ficaram feridos em um incidente no sul do país. Naquele caso, a polícia tailandesa baleou e deteve o adolescente, que usou a arma de um policial no tiroteio.
Anos antes, em 2022, um ex-policial armado com uma pistola e uma faca invadiu uma creche no norte do país e matou 24 crianças e 12 adultos, em um dos massacres mais terríveis da Tailândia.
No caso desta sexta, o socorrista Kiatikhun Verapongpradith, 47, descreveu ter chegado ao local enquanto o ataque ainda ocorria. Segundo ele, sua equipe atendeu alunos com ferimentos nas costas, no peito e nos braços. Eles encontraram um professor morto em um andar superior da escola e, em outra sala, uma professora com ferimentos no peito e no braço.
Ele relatou ter sido chamado para atender o adolescente atirador após ouvir um último disparo. "Corremos para o local e descobrimos que o autor havia atirado na própria cabeça, do lado direito, e caído. Ao chegarmos, verificamos o pulso dele; ainda havia batimentos, então iniciamos a RCP."
No ano letivo de 2025, a escola contava com cerca de 3.100 alunos e 147 professores, segundo autoridades do distrito.
por Folhapress
EUA - Donald Trump indicou que, neste momento, prefere manter o Irã sob forte pressão econômica a ordenar uma nova rodada de ataques militares. A sinalização marca uma mudança de tom em relação à semana anterior, quando o presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar Teerã diante do impasse sobre o Estreito de Ormuz.
Em entrevista por telefone ao site Axios, Trump afirmou que Washington está reduzindo o ritmo da escalada direta e observando os efeitos do isolamento econômico sobre o país. Segundo ele, a situação financeira iraniana é grave, com inflação elevada e perda de capacidade econômica. O republicano não apresentou novas ameaças militares durante a conversa.
A estratégia americana, portanto, passa a combinar negociação limitada com manutenção do cerco econômico e militar. O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos continua em vigor e é tratado por integrantes da administração Trump como uma das principais formas de pressionar Teerã sem ampliar imediatamente os combates.
Irã impõe condições para reabrir o Estreito de Ormuz
O principal obstáculo para um acordo permanece no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O governo iraniano apresentou novas exigências a Washington e afirmou que a passagem continuará fechada enquanto os Estados Unidos não alterarem sua política em relação ao país.
Mohammad Bagher Zolghadr, então secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, exigiu o fim do bloqueio marítimo, a retirada de forças navais e aéreas americanas da região, a suspensão das sanções e a liberação de ativos iranianos congelados. Teerã também reivindica compensação integral pelos danos provocados pelas guerras contra o país.
"O Estreito de Ormuz não será aberto até que os Estados Unidos corrijam seu comportamento", afirmou Zolghadr em comunicado divulgado pela agência estatal IRNA.
As condições apresentadas complicam as negociações conduzidas com participação de Omã. Um entendimento para regulamentar o tráfego marítimo na região vinha sendo discutido entre iranianos, americanos e omanenses, mas ainda não havia sido implementado.
Trump havia considerado retomar operações militares
A decisão de dar mais tempo à pressão econômica ocorre poucos dias depois de uma nova possibilidade de escalada militar. Segundo autoridades americanas ouvidas pelo Axios, Trump chegou a considerar o retorno a operações de grande porte contra o Irã, mas acabou convencido a reduzir a ofensiva no curto prazo.
O presidente já havia adotado movimento semelhante no fim de julho, quando suspendeu ataques americanos contra posições iranianas na região do Estreito de Ormuz após recomendações de comandantes militares dos Estados Unidos. À época, avaliações internas apontavam que os bombardeios estavam perdendo eficácia e aumentavam os riscos para as forças americanas e seus aliados.
Apesar da mudança de postura, Washington mantém disponíveis instrumentos diplomáticos, econômicos e militares. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que a disputa com o Irã ainda está em uma fase intermediária e que o governo continuará utilizando diferentes formas de pressão para obter um acordo considerado favorável aos interesses americanos.
Estreito de Ormuz segue no centro da disputa entre EUA e Irã
A crise voltou a se intensificar depois que o Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz em julho. A passagem marítima é uma das rotas energéticas mais importantes do mundo e sua interrupção tem impacto direto sobre o transporte internacional de petróleo e sobre os preços da commodity.
O novo fechamento também comprometeu o memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã em 17 de junho. O documento previa o fim das hostilidades, a reabertura segura de Ormuz e a suspensão do bloqueio naval americano durante um período de negociações para um acordo definitivo.
Com o acordo ainda paralisado, Trump aposta agora no enfraquecimento econômico de Teerã para tentar destravar as negociações. O governo iraniano, no entanto, indica que não pretende reabrir a rota enquanto suas exigências sobre sanções, bloqueio naval, ativos congelados e reparações não forem atendidas.
por Notícias ao Minuto
EUA - Uma gata de pelagem cinza, mas coberta por manchas de tinta vermelha, chamou a atenção de moradores de League City, no Texas, Estados Unidos. A presença do animal pela cidade levou as autoridades locais a fazerem um alerta: a população não deve tentar capturá-la nem oferecer comida enquanto as equipes trabalham para resgatá-la com segurança.
A origem da coloração vermelha ainda é desconhecida. O animal foi visto circulando pela comunidade com a tinta emaranhada nos pelos, o que mobilizou equipes de resgate. Segundo as autoridades, novas tentativas de aproximação por parte dos moradores podem dificultar o trabalho de captura.
“Estamos cientes da gata que tem sido vista na comunidade com tinta vermelha no pelo e queremos que todos saibam que ela não foi esquecida”, informou o League City Animal Care em um comunicado. A equipe afirmou ainda que está atuando para capturar o animal com segurança e levá-lo para receber os cuidados necessários.
Em uma atualização divulgada na segunda-feira, os responsáveis pelo resgate disseram que os trabalhos continuavam e que contavam com o auxílio de cuidadores de animais da região onde a gata costuma aparecer.
As imagens do felino com o pelo parcialmente vermelho também provocaram especulações entre internautas. Algumas pessoas levantaram a possibilidade de que o caso pudesse ter alguma relação com rinhas ilegais de cães.
“Posso estar enganada, mas animais ‘pintados’ não costumam estar associados a rinhas de cães ilegais? Será que ela escapou de uma situação dessas e talvez seja preciso investigar possíveis rinhas na nossa região?”, questionou uma internauta.
Outra pessoa defendeu que as autoridades deveriam descobrir quem pintou o animal. “Espero que a polícia esteja envolvida para pegar quem fez isso. Com certeza alguém tem um vídeo do momento em que isso foi feito”, escreveu.
Até o momento, porém, as autoridades locais não informaram a abertura de uma investigação sobre o caso. Também não foram anunciadas possíveis acusações relacionadas a maus-tratos contra animais, segundo a emissora KTRK.
Enquanto a gata continua sendo procurada, as equipes responsáveis pelo resgate reforçam o pedido para que os moradores não tentem interferir na captura. A orientação é deixar o trabalho nas mãos dos profissionais que estão acompanhando o animal e buscando levá-lo para um local onde possa receber os cuidados necessários.
por Guilherme Bernardo
RÚSSIA - Ataques realizados por Rússia e Ucrânia deixaram ao menos quatro mortos nas últimas horas, entre eles uma criança de 8 anos. As ofensivas atingiram diferentes regiões dos dois países e envolveram centenas de drones, segundo informações divulgadas pelas autoridades nesta quarta-feira.
Na Rússia, duas pessoas morreram na região de Krasnodar. Uma das vítimas foi a criança de 8 anos, atingida durante um ataque ucraniano com drones contra Novorossiysk, cidade portuária às margens do mar Negro, segundo o governador regional, Veniamin Kondratyev.
Outras oito pessoas ficaram feridas em Novorossiysk, incluindo um menor de idade. Kondratyev afirmou que destroços de drones atingiram prédios residenciais e comerciais. Cerca de 90 moradores precisaram ser encaminhados para centros de acolhimento temporário.
Imagens divulgadas pela imprensa russa mostram danos na fachada de um edifício residencial, parcialmente atingida pelo impacto. A autenticidade do material não foi verificada de forma independente pela agência France-Presse.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou um ataque contra a base naval de Novorossiysk, localizada a mais de 300 quilômetros da linha de frente. Ele classificou o local como o "último grande bastião da frota russa no mar Negro".
Segundo Zelensky, posições de defesa aérea e estruturas portuárias foram atingidas pelas Forças Armadas ucranianas.
Outro ataque com drones deixou uma pessoa morta na aldeia de Volna, também na região de Krasnodar e próxima à península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. Quatro pessoas ficaram feridas em outras ofensivas registradas nas cidades de Anapa e Gelendzhik.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter derrubado 502 drones ucranianos sobre o território russo e o mar Negro durante a noite.
Ataques russos deixam mortos na Ucrânia
Na Ucrânia, duas pessoas morreram em ataques russos com drones contra Kherson, importante cidade do sul do país localizada próxima à linha de frente. Outras pessoas ficaram feridas, segundo as autoridades locais.
Na região de Zaporizhzhia, um drone atingiu um ônibus e deixou uma pessoa ferida, informou o governador Ivan Fedorov.
A Força Aérea da Ucrânia afirmou que a Rússia lançou mísseis e 138 drones durante a noite. Segundo os militares ucranianos, 112 desses drones foram derrubados ou interceptados. O comunicado não informou a interceptação de mísseis.
Os ataques dos dois lados têm se intensificado após mais de quatro anos de guerra. A invasão russa em larga escala começou em fevereiro de 2022 e provocou milhares de mortes, além da destruição de infraestrutura e do deslocamento de milhões de pessoas.
A Ucrânia recebe apoio financeiro e militar de países ocidentais desde o início do conflito.
O presidente russo, Vladimir Putin, exige o reconhecimento do controle de Moscou sobre territórios ucranianos e garantias de que a Ucrânia não ingressará na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Zelensky rejeita essas condições e exige a retirada das tropas russas e o restabelecimento das fronteiras reconhecidas internacionalmente em 1991, o que inclui a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
por Notícias ao Minuto
BRASÍLIA/DF - Estão abertas as inscrições para o concurso público da Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. São 281 vagas imediatas e 3.890 para cadastro de reserva. e o concurso é organizado pela Fundação Cesgranrio.
O salário inicial varia de R$ 5.464 a R$ 15.034,81, além de benefícios como previdência complementar, benefício educacional e plano de saúde.
As oportunidades são para cargos de níveis médio, técnico e superior, distribuídos em quatro editais específicos: quadro de mar (oficiais), quadro de mar (suboficiais e guarnição), quadro de terra (nível médio) e quadro de terra (nível superior).
As inscrições vão até 14 de setembro, no site da Cesgranrio, que também disponibiliza os editais do processo seletivo. Os dois editais do quadro mar terão 180 vagas; e o terra, 101.
Os locais de trabalho no quadro terra se distribuem entre os polos Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Sul. Para o quadro de mar, as oportunidades têm abrangência nacional.
As provas estão marcadas para 29 de novembro e serão aplicadas em todas as capitais, independentemente do polo de trabalho escolhido pelo candidato.
Estão reservadas 30% das vagas para pessoas pretas e pardas (25%), indígenas (3%) e quilombolas (2%). Para pessoas com deficiência (PCD), a Transpetro reservou 10% das vagas e do cadastro reserva.
De acordo com o edital, a taxa de inscrição varia de R$ 81,50 (cargos de mar como auxiliar de saúde, cozinheiro, moços e condutores e carreiras de terra de nível médio/técnico) a R$ 117 (cargos de mar para oficiais e carreiras de terra de nível superior).
Os editais preveem isenção do valor para candidatos que sejam de família de baixa renda inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) ou que sejam doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde.
O concurso tem validade de 1,5 ano e pode ser prorrogado por igual período.
A Transpetro é a maior empresa de logística multimodal de petróleo, derivados, gás natural e biocombustíveis do país. A empresa tem cerca de 5,7 mil empregados.
AGÊNCIA BRASIL
IBATÉ/SP - Uma ação da Guarda Civil Municipal terminou com dois homens detidos na madrugada de quarta-feira (12), em Ibaté, durante uma ocorrência envolvendo uma possível tentativa de furto de cabos de telefonia.
Os suspeitos, de 23 e 25 anos e moradores de São Carlos, foram localizados na região do Jardim Mariana. Segundo a GCM, eles saíam das proximidades de uma passagem subterrânea destinada à instalação de cabos quando foram abordados pelos agentes.
A vistoria revelou sinais de uma possível ação criminosa. A tampa da passagem estava aberta e havia um cabo já cortado e amarrado a uma cinta. A forma como o material estava disposto chamou a atenção dos guardas, que levantaram a hipótese de que os cabos seriam retirados posteriormente por um veículo.
Uma faca e um pé de cabra também foram encontrados nas proximidades. Os objetos foram apreendidos e serão considerados na investigação sobre a ocorrência.
A empresa responsável pela rede foi acionada e constatou que havia outro trecho de cabo danificado em um ponto diferente da região.
A possibilidade de participação de uma terceira pessoa ou do apoio de um veículo também foi considerada durante a ocorrência, mas as equipes não localizaram outros suspeitos.
A perícia foi solicitada para analisar o local e os vestígios encontrados. Os dois homens foram levados à Delegacia de Polícia Civil de Ibaté e permaneceram detidos após o registro da ocorrência, ficando à disposição da Justiça.
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