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Radio Sanca Web TV - Terça, 25 Agosto 2026
Quarta, 26 Agosto 2026 00:32

Cantora Dolly Parton morre aos 80 anos

EUA - Morreu a lendária cantora de música country Dolly Parton, aos 80 anos. A estrela, nascida em Pittman Center, Tennessee, nos Estados Unidos, ficou conhecida pelos hits 'Jolene' e 'I Will Always Love You', que chegou a ser regravada por Whitney Houston.

A notícia da morte foi compartilhada pelo seu sobrinho através de um vídeo no Instagram.

Recentemente, no último dia 21 de agosto, a artista tinha compartilhado com os fãs atualizações sobre o seu estado, referindo que sentia um declínio da sua saúde após a morte do seu marido, Carl Dean, em março de 2025.Aprender Novas Línguas Com Cursos Online

A causa da morte da cantora ainda não foi divulgada. Também não há informações sobre o velório e enterro da artista.

 

 

por Rafael Damas

Publicado em Celebridades

IBATÉ/SP - A Prefeitura de Ibaté, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou a entrega de novos brinquedos e recursos pedagógicos destinados ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) das unidades escolares da rede municipal de ensino.

Mais do que brinquedos, os materiais representam importantes ferramentas para promover a aprendizagem, a autonomia, a interação e o desenvolvimento dos estudantes público-alvo da Educação Especial.

No AEE, os recursos são utilizados de forma planejada pelos profissionais da Educação Especial, levando em consideração as necessidades, potencialidades e características individuais de cada estudante. 

Brincar, explorar, criar e interagir também são importantes formas de aprender.

A utilização de materiais diversificados contribui para o desenvolvimento de diferentes habilidades, entre elas:

  • coordenação motora e percepção sensorial;
  • comunicação e linguagem;
  • atenção, concentração e raciocínio;
  • interação social e participação;
  • autonomia e resolução de problemas;
  • expressão de sentimentos e criatividade.

A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Ibaté e da Secretaria Municipal de Educação com a Educação Inclusiva, garantindo recursos e condições para que todos os estudantes tenham oportunidades de aprender, se desenvolver e participar plenamente da vida escolar.

Investir no Atendimento Educacional Especializado é investir em uma escola mais inclusiva, acessível e preparada para acolher e valorizar as potencialidades de cada estudante.

Publicado em Ibaté

Ação acontece após anos de notificações sem resposta dos responsáveis; pessoas em situação de rua que se abrigavam no local foram encaminhadas aos serviços de assistência social


ARARAQUARA/SP - A Prefeitura de Araraquara realizou na manhã desta terça-feira (25) uma ação conjunta de demolição de imóveis localizados na Avenida Rui Barbosa, na Vila Xavier. Os trabalhos tiveram início às 8h, no trecho entre as avenidas Paulo da Silveira Ferraz e Valeriano Alvarez, em atuação integrada das secretarias de Obras e Serviços Públicos, Segurança e Mobilidade Urbana, Meio Ambiente, Saúde, Comunicação e Desenvolvimento Social, e apoio das equipes de abordagem social, do Centro Pop e da Guarda Civil municipal. 

Os proprietários dos imóveis vinham sendo notificados pela Prefeitura há pelo menos dois anos para que tomassem as providências necessárias, que incluíam limpeza de quintal, terreno e calçada, e remoção de inservíveis e resíduos. Durante esse período, também foram aplicadas multas e adotadas as demais medidas previstas na legislação, sem que houvesse cumprimento por parte dos responsáveis. Após processo administrativo, no último dia 19 foi decretada a encampação e a arrecadação dos imóveis por presunção de abandono. Todo o procedimento teve o respaldo jurídico da Procuradoria do município.

A vice-prefeita de Araraquara, Meire Laurindo, acompanhou ativamente a execução do trabalho, destacando que se trata de uma demanda antiga dos moradores vizinhos aos imóveis demolidos. O local servia como abrigo irregular e temporário para pessoas em situação de rua, incluindo dependentes químicos, o que contribuía para o acúmulo de resíduos e a degradação dos imóveis e do entorno. "As residências estavam em situação de abandono, onde residiam pessoas em condições totalmente insalubres para a saúde, colocando-os em risco e os expondo a doenças", explica.

"A ação foi bem planejada, com o auxílio de todos os setores envolvidos. Não tivemos nenhuma intercorrência, e as pessoas ali abrigadas não apresentaram nenhum tipo de resistência para desocupar o local. Eles foram encaminhados para a Casa de Acolhida e receberam toda a assistência necessária". De acordo com a vice-prefeita, essas pessoas serão acompanhadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social e poderão realizar cadastro no setor de Habitação para obter moradia por meio do aluguel social. "Nosso objetivo é melhorar a vida dessas pessoas, e também contribuir com a melhora no bairro e na região, inclusive na questão da segurança, pois existia ali até mesmo o problema do tráfico", afirma Meire.

O procurador municipal Vinicius Manaia Nunes informa que o parecer jurídico analisou o processo administrativo para a declaração de abandono e arrecadação do imóvel, baseado na Lei Municipal nº 7.733/2012. "Após vistorias e notificações realizadas entre maio e outubro de 2024, que constataram o abandono e a deterioração, a Procuradoria avaliou a regularidade do procedimento e sua conformidade com a função social da propriedade prevista na Constituição Federal", completa.

As áreas dos imóveis permanecerão sob a guarda e a posse do município de Araraquara. Decorrido o prazo de três anos da arrecadação sem que haja manifestação dos proprietários e pagamento das dívidas, os bens passarão em definitivo ao domínio do município, nos termos do § 2º do art. 1.276 da Lei Federal nº 10.406, de 2002. Ainda de acordo com a legislação, fica assegurado aos proprietários e herdeiros o direito ao contraditório e à ampla defesa, que poderá ser exercido no prazo legal, a partir da data da publicação do ato de encampação.

Publicado em Araraquara

BRASÍLIA/DF - O salário mínimo deve subir de R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, segundo confirmação feita nesta segunda-feira (24/8) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A previsão será encaminhada ao Congresso no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) do próximo ano e representa um aumento de R$ 24 em relação à estimativa apresentada em abril, de R$ 1.717. O novo valor está previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027, mas ainda poderá sofrer alterações até a definição final.

A projeção representa uma alta de 7,4% sobre o piso atual. Durigan anunciou o novo valor depois de participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros ministros da área econômica, no Palácio do Planalto, para discutir os números do Orçamento de 2027.

Durante o anúncio, o ministro também destacou a diferença entre a atual política de valorização do salário mínimo e os reajustes adotados durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, consideravam apenas a inflação.

Durigan afirmou que o Orçamento está encaminhado e voltou a criticar propostas defendidas durante a gestão anterior, citando o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, que teria defendido a desvinculação do salário mínimo da Previdência.

Segundo o ministro, a proposta orçamentária será apresentada "sem armadilha", em referência ao projeto enviado em 2022 para o Orçamento de 2023. O desenho inicial previa cortes em gastos sociais diante da falta de espaço no teto de gastos. Após a eleição, Lula conseguiu autorização do Congresso para ampliar o teto em até R$ 168 bilhões no primeiro ano de mandato.

Consultar Serviços Da Administração Pública

Durigan também declarou que o PLOA prevê um resultado positivo para o país. Em abril, ao apresentar o PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, o governo havia estimado superávit efetivo de R$ 8 bilhões, valor que ainda pode mudar.

Meta fiscal e reforma tributária

A meta fiscal proposta para 2027 é de superávit de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do PIB. Em abril, a previsão era de R$ 73,6 bilhões. O resultado final, porém, seria menor devido à exclusão de R$ 65,7 bilhões em despesas, incluindo parte dos precatórios e investimentos nas áreas de Defesa, Saúde e Educação.

O ministro informou ainda que o PLOA incorporará o novo modelo da reforma tributária, que entrará plenamente em vigor a partir do próximo ano. O governo deverá indicar a arrecadação total dos novos tributos sobre o consumo, mas ainda não foi informado quando serão divulgadas as alíquotas cobradas dos consumidores.

Também permanece pendente a definição da alíquota do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". O tributo substituirá parte do atual IPI e será aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, incluindo cigarros, bebidas, automóveis e apostas. Durigan afirmou que o tema será tratado posteriormente.

Como o novo salário mínimo é calculado

A estimativa de R$ 1.741 segue a fórmula da política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior e a variação do PIB de dois anos antes, neste caso, 2025.

A Secretaria de  Política Econômica (SPE), ligada ao Ministério da Fazenda, projeta inflação de 4,93% no período de 12 meses até novembro. A previsão aumentou diante dos possíveis efeitos negativos do fenômeno El Niño sobre os preços dos alimentos.

O PIB de 2025, por sua vez, apresentou crescimento de 2,3%, conforme dados do IBGE.

O salário mínimo também serve como referência para diversas despesas obrigatórias do governo, entre elas aposentadorias do INSS e pagamentos do BPC. Por isso, qualquer alteração no piso impacta diretamente o Orçamento Federal.

Segundo estimativas do governo divulgadas em abril, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo representa R$ 413,2 milhões em despesas adicionais. Com a revisão prevista para 2027, o impacto extra nas despesas obrigatórias será de aproximadamente R$ 9,9 bilhões.

Apesar dessa pressão sobre as contas públicas, Durigan afirmou que o governo espera que as despesas obrigatórias cresçam em ritmo inferior ao crescimento total das despesas previstas no Orçamento do próximo ano.

 

 

por Guilherme Bernardo

Publicado em Economia

SÃO CARLOS/SP - As condições climáticas enfrentadas pelos principais parceiros comerciais de um país podem afetar seus preços de alimentos com mais intensidade do que o clima registrado em seu próprio território. Essa é uma das principais conclusões de uma pesquisa desenvolvida por Diego Ferreira, egresso do curso de Ciências Econômicas da UFSCar e atualmente professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com Andreza Palma, docente do Departamento de Economia (DEc-So) do Campus Sorocaba da UFSCar; Ana Kreter, da Hochschule Rhein-Waal University of Applied Sciences (HSRW); e Jefferson Staduto, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

O trabalho foi apresentado por Ferreira na conferência internacional Nature and the Macroeconomy, realizada em Santiago, no Chile. O evento anual é promovido pelo Centre for Economic Transition Expertise (CETEx), da London School of Economics and Political Science (LSE), e, nesta edição, foi organizado em conjunto com o Banco Central do Chile.

A pesquisa analisa como eventos climáticos ocorridos em países exportadores de produtos agrícolas são transmitidos aos preços dos alimentos nas economias importadoras. Para isso, os autores combinaram dados climáticos da base ERA5, ponderados pelas áreas cultivadas nos países exportadores, com participações bilaterais predeterminadas nas importações.

A análise reúne informações mensais de 49 economias importadoras entre 2005 e 2023. Os resultados identificam três efeitos distintos, associados a diferentes mecanismos agronômicos.

Temperaturas elevadas produzem impacto praticamente imediato sobre os preços, pois o mercado antecipa e precifica possíveis perdas nas safras antes mesmo que ocorram ajustes nos embarques. Os efeitos do frio aparecem cerca de três meses depois e constituem o resultado mais robusto encontrado no estudo. Já os impactos da seca levam aproximadamente 12 meses para chegar aos consumidores, refletindo o tempo necessário para que a redução da umidade do solo percorra a cadeia produtiva até alcançar as prateleiras. Para o excesso de chuva, não foi identificado efeito estatisticamente detectável.

Outro resultado importante é que os impactos permanecem concentrados nos preços dos alimentos. A pesquisa não encontrou efeitos significativos sobre o núcleo da inflação, o índice geral de preços ou, em média, sobre as taxas de juros.

Com base nas estimativas empíricas, os pesquisadores também calibraram um modelo dinâmico estocástico de equilíbrio geral - conhecido como modelo DSGE - para uma pequena economia aberta. Os resultados indicam que o coeficiente climático ideal em uma regra de Taylor ampliada fica próximo de zero.

A conclusão reforça a estratégia de look-through adotada por bancos centrais, segundo a qual choques climáticos temporários e restritos aos alimentos não devem provocar automaticamente uma resposta da política monetária. O estudo contribui, assim, para o debate internacional sobre mudanças climáticas, inflação de alimentos e atuação dos bancos centrais em economias integradas pelo comércio exterior.

Publicado em Educação

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