ARARAQUARA/SP - A Prefeitura Municipal de Araraquara deu início ao processo de revisão do Plano Diretor Municipal (Lei Complementar nº 850/2014 e alterações posteriores), instrumento central para orientar o desenvolvimento urbano e rural e organizar o crescimento da cidade nos próximos anos.
A revisão, prevista a cada dez anos, conforme o Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001), visa reavaliar os rumos do município diante das transformações sociais, econômicas e territoriais da última década.
O processo será conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e ampla participação popular, por meio de audiências e consultas públicas.
“Convido a população de Araraquara a participar desse importante momento, em que vamos decidir, democraticamente, o que desejamos para o futuro do nosso município”, disse o prefeito Dr. Lapena na reunião inicial da revisão.
Segundo ele, a iniciativa busca garantir um desenvolvimento justo, equilibrado e sustentável, assegurando qualidade de vida para toda a população.
Etapas da revisão
Os trabalhos técnicos incluem: leitura e análise de dados sobre o município, considerando aspectos urbanos, rurais, ambientais, econômicos e sociais; proposição de revisão do Plano Diretor, com atualização de diretrizes, instrumentos e estratégias de desenvolvimento; consolidação das propostas validadas em consultas e audiências públicas, com moradores, entidades e setores organizados.
A população poderá acompanhar a revisão e consultar todos os documentos produzidos no site: https://araraquara.sp.gov.br/plano-diretor-de-araraquara.
Resultado esperado
Ao final do processo, será elaborada uma minuta de projeto de lei do novo Plano Diretor de Araraquara, acompanhada de suas leis acessórias. O documento definirá os instrumentos de planejamento e as estratégias para orientar um desenvolvimento urbano sustentável e equilibrado, alinhado às necessidades atuais e futuras da cidade.
IBATÉ/SP - A Prefeitura de Ibaté, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Turismo, em parceria com o Parque do Ganso, promoveu na quarta-feira (19) um dia especial de lazer e diversão para diferentes públicos do município.
Durante a ação, os participantes tiveram acesso livre aos brinquedos e atrações do parque, proporcionando momentos de alegria e descontração.
Participaram da atividade idosos atendidos pelo Centro de Convivência da Melhor Idade e pela Casa do Idoso, além de crianças do Projeto Kahena Ibaté e frequentadores da ADEFI.
A iniciativa teve como objetivo promover lazer, convivência e integração, reunindo diferentes gerações em um ambiente de diversão e inclusão.
Para o secretário de Esporte, Cultura e Turismo, Giliardi Nishihara, a ação reforça o compromisso do município com o bem-estar da população. “Foi um dia muito especial, de inclusão, alegria e integração. Nosso objetivo é proporcionar momentos de lazer para todos, fortalecendo a convivência e garantindo que cada participante se sinta acolhido.”
Para a Prefeitura, ações como essa reforçam a importância de oferecer oportunidades de lazer e socialização, garantindo que crianças, idosos e pessoas com deficiência também possam desfrutar de momentos especiais de convivência e alegria.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação, por meio do Departamento de Educação Inclusiva, promoveu, na manhã da última quarta-feira (19/08), um encontro entre estudantes surdos do Programa Bilíngue e o escritor Filipe Macedo, autor do livro Família da Libras. A atividade foi realizada na EMEB Profª Dalila Galli e teve como objetivo aproximar os alunos da literatura, da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e de temas relacionados à identidade e à representatividade.
Durante o encontro, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer o autor, conversar sobre a obra e conhecer aspectos do processo de criação literária. A atividade também possibilitou a troca de experiências e a discussão de temas relacionados às vivências da comunidade surda.
A iniciativa foi organizada pelo Departamento de Educação Inclusiva como parte das ações voltadas ao fortalecimento da educação bilíngue na rede municipal. Para os estudantes, o contato direto com o escritor contribuiu para ampliar as possibilidades de aprendizagem e proporcionar uma experiência de identificação e representatividade por meio da literatura em Libras.
De acordo com o secretário de Educação, Roselei Françoso, atividades que valorizam a Libras e a cultura surda contribuem para a construção de práticas pedagógicas mais inclusivas, garantindo aos estudantes espaços de expressão, participação e desenvolvimento da identidade.
O encontro também integra o trabalho desenvolvido pelo Departamento de Educação Inclusiva para ampliar as experiências pedagógicas e promover diferentes formas de comunicação, expressão e aprendizagem no ambiente escolar.
A Secretaria Municipal de Educação agradeceu ao escritor Filipe Macedo pela participação e pela contribuição para a realização da atividade.
RIO DE JANEIRO/RJ - O Complexo do Alemão parou para receber Natanzinho Lima. Em uma tarde marcada por música, emoção e muita simbologia, o cantor sergipano reuniu milhares de pessoas no Campo do Sargento para a gravação de “Favela Ao Vivo”, novo projeto audiovisual que nasceu com a proposta de aproximar ainda mais o artista do público e transformar um encontro musical em uma experiência para a população.
Com entrada 100% gratuita, o evento levou Natanzinho para um cenário simples, sem grandes estruturas ou superproduções, colocando a música e a conexão com o público no centro de tudo. Gravada durante o entardecer, a apresentação ganhou ainda mais força tendo o Complexo do Alemão e a cidade do Rio de Janeiro como parte do cenário.
No repertório, o cantor apresentou regravações que conversam diretamente com a identidade musical do Rio de Janeiro, criando uma atmosfera especial entre artista, cidade e público. A escolha do local e do formato reforçou a essência do projeto: estar perto das pessoas e levar música para espaços onde o encontro acontece de maneira verdadeira e espontânea.
Mas a gravação do audiovisual foi apenas o começo. Depois de registrar o “Favela Ao Vivo”, Natanzinho permaneceu no palco e realizou um show completo de mais de quatro horas para toda a população presente. Durante a apresentação, seus grandes sucessos foram cantados em coro por milhares de fãs, que acompanharam o cantor do início ao fim. A energia do público tomou conta do Campo do Sargento e fez com que o artista deixasse o local aclamado, depois de uma noite que se transformou em um dos momentos mais marcantes de sua trajetória.
“Eu sempre sonhei em viver um momento assim. Estar no meio de tanta gente, cantar olhando para as pessoas, sentir todo mundo junto comigo é uma coisa que não dá para explicar. E o mais bonito foi poder fazer isso para o povo, em um lugar tão especial. O Rio sempre me acolheu de um jeito muito especial, então viver isso aqui tem um significado enorme para mim. É um sonho realizado. Eu quero levar essa experiência para outros lugares também. Não precisa de um palco gigante, de uma superprodução. Às vezes, o que a gente precisa é só de música, de gente e de vontade de estar perto”, afirma Natanzinho Lima.
A experiência vivida no Complexo do Alemão também reforçou um desejo do cantor para os próximos passos de sua trajetória: estar cada vez mais próximo do público e levar sua música para diferentes lugares do Brasil de uma maneira mais simples, democrática e acessível. A ideia é promover apresentações em diferentes regiões, ocupando espaços e criando encontros reais com as pessoas, sem depender de grandes estruturas ou superproduções.
O “Favela Ao Vivo”, portanto, registra uma experiência que vai além de uma gravação. No Complexo do Alemão, Natanzinho encontrou uma forma de fazer aquilo que mais gosta: cantar perto das pessoas, em um cenário real, tendo a música como principal protagonista. E o Rio de Janeiro, cidade que sempre recebeu o artista com carinho, foi o lugar escolhido para transformar esse desejo em realidade.
Sistema de Esgotamento Sanitário, no âmbito do Programa IntegraTietê, terá 41.918 novas ligações; obras devem começar em janeiro de 2027
MOGI DAS CRUZES/SP - O Governo de São Paulo assinou, nesta quarta-feira (19), o convênio para a implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Mogi das Cruzes, no âmbito do Programa IntegraTietê da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Com investimento de R$ 178,5 milhões, a iniciativa será executada pela SP Águas, Agência de Águas de São Paulo e vinculada à Semil. A formalização ocorreu na sede da Prefeitura de Mogi das Cruzes, com a participação da secretária da Semil, Natália Resende, da diretora-presidente da SP Águas, Camila Viana, e da prefeita Mara Bertaiolli. Os recursos são provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Tesouro Estadual. O início das obras está previsto para janeiro de 2027.
O projeto prevê a implantação de aproximadamente 24,2 quilômetros de coletores-tronco e 16,5 quilômetros de redes coletoras de esgoto, além da qualificação de 11,8 quilômetros de redes antigas. Também serão executadas 41.918 novas ligações de esgoto, beneficiando diretamente 134,6 mil pessoas, além de ligações domiciliares e interligações com a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Suzano. Também serão implantadas soluções para a captação e o tratamento de águas pluviais contaminadas por poluição difusa, além de ações de monitoramento qualitativo e quantitativo da água.
As intervenções contemplam as bacias dos rios Jundiaí, Oropó, Ipiranga e Negro, com o objetivo de eliminar o lançamento direto de esgoto nos corpos hídricos urbanos de Mogi das Cruzes. “Esse investimento representa um avanço importante para Mogi das Cruzes e para toda a recuperação ambiental do Alto Tietê. Estamos ampliando a infraestrutura de coleta e tratamento de esgoto e, ao mesmo tempo, reduzindo a carga de poluição que chega aos nossos rios. É uma ação que combina saneamento, recuperação ambiental e melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou Natália Resende.
A expectativa é que as intervenções reduzam em 2.652 toneladas por ano a carga de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) lançada atualmente nos corpos hídricos urbanos, uma redução estimada de 66%. A medida deve contribuir diretamente para a melhoria da qualidade da água e para a recuperação dos rios da região.
A integração do sistema à ETE Suzano também permitirá ampliar a eficiência do tratamento dos esgotos coletados, fortalecendo a infraestrutura de saneamento do município e contribuindo para os objetivos do Programa IntegraTietê, que reúne ações voltadas à recuperação ambiental e à melhoria da qualidade dos recursos hídricos da bacia do rio Tietê.
Investimentos em Mogi das Cruzes
Além dos R$ 178,5 milhões destinados ao novo Sistema de Esgotamento Sanitário, o Governo de São Paulo, por meio da Semil, mantém outras ações de saneamento, recuperação ambiental e gestão dos recursos hídricos em Mogi das Cruzes.
Entre as intervenções em andamento está o desassoreamento do Rio Tietê, com investimento de R$ 35,6 milhões, em um trecho de aproximadamente 13,3 quilômetros entre Suzano e Mogi das Cruzes. Também estão em andamento projetos financiados pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) da Semil, que somam R$ 32,3 milhões e contemplam ações de gestão dos recursos hídricos, saneamento básico, resíduos sólidos, capacitação e comunicação social.
Entre as ações já concluídas está o programa Rios Vivos, conduzido pela SP Águas, que recebeu R$ 4,3 milhões e retirou 44.204,18 m³ de sedimentos em cinco intervenções. Também foram concluídos projetos financiados pelo Fehidro, que somam R$ 49,6 milhões em investimentos nas áreas de proteção e qualidade das águas, gestão de recursos hídricos, saneamento básico, drenagem e controle de cheias, gestão de demanda e resíduos sólidos.
IntegraTietê
As intervenções fazem parte do Programa IntegraTietê, iniciativa do Governo do Estado voltada à ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, à recuperação ambiental e à melhoria da qualidade das águas na bacia do Rio Tietê.
Desde 2023, já foram retirados mais de 6,4 milhões de m³ de sedimentos da bacia do Tietê. Os investimentos nessa frente somam R$ 1,13 bilhão até julho de 2026. Outra importante frente do programa é a atuação da Sabesp para eliminar ligações irregulares de esgoto na bacia. Desde 2023, a companhia já conectou mais de 1,5 milhão de domicílios à rede de esgoto, beneficiando 4 milhões de pessoas, principalmente municípios da Região Metropolitana de São Paulo e do Alto Tietê.
Mobilização realizada durante a 23ª edição do festival beneficiará famílias, organizações sociais e moradores afetados pelo recente temporal na cidade
RIBEIRÃO PRETO/SP - O João Rock entregou, nesta terça-feira, 18 de agosto, 28 toneladas de alimentos ao Fundo Social de Solidariedade de Ribeirão Preto. As doações foram reunidas durante a 23ª edição do festival, realizada no dia 1º de agosto, e representam o maior volume já registrado pelo evento. Os alimentos serão repassados a famílias atendidas pela entidade, pessoas em situação de vulnerabilidade, organizações sociais e moradores afetados pelo recente temporal que atingiu a cidade.
A entrega se soma às arrecadações realizadas pelo Fundo Social. Em 2025, a entidade recebeu 27 toneladas de alimentos em doações. Na edição deste ano, o João Rock reuniu 28 toneladas destinadas à instituição.
“Grandes eventos têm uma capacidade muito forte de mobilizar pessoas, e acreditamos que essa força também pode contribuir com a cidade. Fizemos um chamado ao público e a resposta superou nossas expectativas. É um resultado construído coletivamente e que mostra o que podemos alcançar quando reunimos tantas pessoas também em torno de uma causa”, destaca Luit Marques, um dos organizadores do João Rock.
“Cada alimento arrecadado representa cuidado e apoio a quem mais precisa. Em nome do Fundo Social e de todas as pessoas que serão beneficiadas, nosso muito obrigado ao João Rock e a todos que contribuíram. Essa união mostra a importância da participação de todos em iniciativas que podem fazer a diferença para muitas pessoas”, comenta Carol Silva, presidente do Fundo Social de Solidariedade de Ribeirão Preto.
KIEV - Um novo ataque russo contra Kiev deixou ao menos 12 mortos e 33 feridos entre a noite de quarta-feira (19) e a madrugada desta quinta-feira (20), segundo autoridades ucranianas. O bombardeio atingiu diferentes pontos da capital e provocou danos em prédios residenciais e outras estruturas.
O alerta aéreo permaneceu ativo durante boa parte da madrugada. Os ataques alcançaram os distritos de Darnytskyi, Sviatoshynskyi e Solomianskyi, onde equipes de emergência trabalharam no resgate de moradores presos entre os escombros.
Em Solomianskyi, os dois últimos andares de um prédio residencial de nove pavimentos foram destruídos. Incêndios também atingiram outros pontos do edifício. Uma escola e instalações médicas estão entre os locais danificados durante a ofensiva.
A Rússia tem intensificado o uso de mísseis balísticos contra Kiev em meio às dificuldades enfrentadas pela Ucrânia para manter seus sistemas de defesa antiaérea abastecidos.
O país dispõe de um número limitado de equipamentos capazes de interceptar esse tipo de armamento. Entre eles estão os sistemas Patriot, de fabricação norte-americana, cuja disponibilidade de mísseis interceptadores tem sido apontada como um dos principais gargalos da defesa ucraniana.
Enquanto Moscou amplia os ataques contra a capital e outras regiões da Ucrânia, Kiev também mantém uma campanha de longo alcance contra alvos dentro do território russo.
As forças ucranianas têm direcionado ofensivas contra depósitos de armamentos, instalações militares e estruturas logísticas com o objetivo de reduzir a capacidade da Rússia de sustentar os ataques contra cidades ucranianas.
O Ministério da Defesa russo afirmou que a ofensiva desta quinta-feira teve como alvos instalações ligadas à produção de componentes de drones, além de um depósito militar e um centro logístico na região de Kiev.
NOTÍCIAS AO MINUTO
As atividades fazem parte do cronograma de ações da autarquia para deixar o local e seu entorno em melhores condições para moradores e frequentadores do Parque.
SÃO CARLOS/SP - Em prosseguimento às atividades já executadas pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE), a Gerência de Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais (GDMAP), e a Gerência de Obras e Saneamento (GOS), realizaram, em conjunto, durante a tarde desta quinta-feira, 20 de agosto, novos serviços de limpeza e desobstrução de redes de esgoto e bocas de lobo em vias das imediações do Parque do Bicão. Vale lembrar que os trabalhos de forma mais intensa e permanente do SAAE na região começaram há duas semanas, no último dia 6 de agosto.
FOCO: ESGOTO E DRENAGEM - As ações realizadas nesta quinta-feira, 20/08, expandem o trabalho já desenvolvido pelo SAAE na região, que envolve diferentes áreas técnicas da autarquia, dentro da proposta de verificação, manutenção e melhorias de dois sistemas fundamentais para a qualidade de vida: esgotamento sanitário e drenagem urbana.
“O SAAE não tem medido esforços para contribuir com o cuidado desse importante espaço público de São Carlos. Começamos há 14 dias as intervenções, que são de responsabilidade da autarquia, e elas se estenderão também pela próxima semana, a partir de segunda-feira, dia 24 de agosto. O prefeito Netto Donato pediu-nos uma atenção e um olhar especiais para este ambiente, e é exatamente o que temos feito com um conjunto extraordinário de servidores”, disse o presidente do SAAE, Derike Contri.
MONGÓLIA - Indígenas de diferentes partes do mundo protestaram na quinta-feira (20) para serem incluídos nas negociações oficiais da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que está sendo realizada em Ulaanbaatar, capital da Mongólia.
Eles consideram que o espaço específico criado este ano para se reunirem dentro do evento, chamado de Caucus Indígena e de Comunidades Tradicionais, é insuficiente, por ser “meramente simbólico” e não permitir uma participação “significativa, plena e efetiva”.
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A líder da Associação das Mulheres Indígenas Peules do Chade (AFPAT, na sigla em francês), Oumarou Ibrahim Hindou, cobrou que os líderes dos governos presentes na conferência tenham mais respeito pelos povos tradicionais.
“Nossa participação não pode ser meramente simbólica. Estamos aqui para reivindicar nossa terra e nossos territórios. Queremos que nossos conhecimentos e nossos direitos sejam reconhecidos. Não haverá COP sem as pessoas da terra. Nós estamos prontos para lutar”, disse Oumarou.
Os manifestantes também exigiram que a agenda oficial da conferência volte a incluir temas sobre gênero e participação social. Ambos foram excluídos a pedido dos Estados Unidos. É preciso ter consenso entre as 197 partes da convenção para que o documento seja aprovado. Ele é estratégico por definir o que será negociado efetivamente pelos governos.
A líder quechua da nação Kuntur Wanka, da região de Junín, no Perú, Sonia Astuhuamán Pardavé, defende que os indígenas são os principais guardiões da natureza e não podem ser excluídos de decisões que terão impacto direto sobre a vida deles.
“Representamos comunidades inteiras e temos a chave para solucionar a crise da terra e a crise climática, porque nossos ancestrais também viveram tempos como estes e souberam encontrar soluções para construir uma vida em harmonia com a natureza”, disse Wanka.
“O que será do planeta se deixarmos que destruam tudo? Quando não tivermos mais água e a terra estiver seca, como vão viver nossas crianças plantas e animais?”, concluiu.
Também foi publicada nesta quinta-feira, em um evento paralelo, a Declaração de Ulaanbaatar: Apelo à Ação Global de Povos Pastoris e Indígenas. O documento destaca que estas comunidades são fundamentais para a conservação da biodiversidade, a segurança alimentar e a gestão sustentável de áreas de pastagem e rejeita a ideia de que o pastoreio seja uma atividade atrasada ou responsável pela desertificação.
Entre as principais reivindicações está o reconhecimento dos direitos territoriais e da mobilidade, considerada não apenas uma característica cultural e econômica, mas também uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas.
O documento afirma que essas populações estão entre as mais afetadas pelo aquecimento global, apesar de sua baixa contribuição para as emissões, e reivindica acesso direto a recursos para adaptação, preparação para secas e fortalecimento da resiliência.
A declaração pede que governos protejam corredores de circulação de pessoas e animais, inclusive entre fronteiras, e garantam o acesso sazonal a pastagens, água e mercados. Também alerta para a perda e fragmentação de áreas de pastagem provocadas por mineração, energia, infraestrutura, agricultura, turismo e outros grandes empreendimentos.
O texto ainda cobra mudanças no acesso a financiamento, com recursos diretos, flexíveis e sem intermediários quando as comunidades não os desejarem, além da criação de mecanismos específicos para iniciativas lideradas por povos pastoris. Entre as propostas estão fundos dedicados à restauração de pastagens, adaptação climática, conservação da biodiversidade, segurança alimentar, saúde e educação.
Ao final, os participantes pedem que a Declaração de Ulaanbaatar seja incorporada aos resultados oficiais da COP17 e anunciam a realização de um novo encontro global de povos pastoris e indígenas em 2030.
AGÊNCIA BRASIL
EUA - O Manchester City demonstrou interesse na contratação do atacante Allan, do Palmeiras. Os contatos estão ainda em estágio inicial e sem proposta formalizada ao clube.
A informação foi divulgada primeiramente pelo jornalista Santi Aouna e confirmada pelo ge.
O Palmeiras mantém a posição adotada no mercado de 2026: não pretende negociar seus principais atletas, incluindo o atacante, nesta janela. A ideia é de manter o elenco intacto, a fim de conquistar títulos.
A multa rescisória de Allan está estipulada em 100 milhões de euros, cerca de R$ 605 milhões na cotação atual.
Uma oferta considerada acima dos padrões, como no caso de outros atletas titulares, é o único cenário em que o clube estaria aberto a uma negociação.
Ainda nesta janela de transferências, o Palmeiras recusou negociar Allan com o Aston Villa, quando o time inglês cogitou investir 30 milhões de euros, sendo 25 milhões fixos e mais cinco milhões de bônus.
No caso do Manchester City, uma possível ida é vista pelo estafe de Allan como uma oportunidade única. O atacante, porém, é considerado um dos jogadores "intocáveis" do elenco.
Ele entrou na mira do City depois que o clube inglês encaminhou a venda de Savinho ao Tottenham, pelos mesmos 100 milhões de euros que compõem a multa rescisória do jogador do Palmeiras.
Por Cahê Mota, Camila Alves e Guilherme Xavier / ge
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