CHINA - A possibilidade de o vírus causador da covid-19 ter vazado de um laboratório não deve ser descartada, afirmou à BBC News um ex-cientista que trabalhou no governo chinês.
Como chefe do Centro de Controle de Doenças (CDC) da China, o professor George Gao desempenhou um papel fundamental na resposta à pandemia e nos esforços para rastrear as origens do problema.
O governo da China rejeita qualquer sugestão de que a doença possa ter se originado em um laboratório na cidade de Wuhan.
Mas o professor Gao não descarta essa possibilidade. Em uma entrevista para o podcast Fever: The Hunt for Covid's Origin ("Febre: a Busca pela Origem da Covid", em tradução livre), da BBC Radio 4, o professor Gao disse: "Você sempre pode suspeitar de qualquer coisa. Isso é ciência. Não descarte nada."
Referência mundial em virologia e imunologia, o professor Gao é agora vice-presidente da Fundação Nacional de Ciências Naturais da China, depois de se aposentar do CDC no ano passado.
Em um possível sinal de que o governo chinês pode ter levado a teoria do vazamento de laboratório mais a sério do que as declarações oficiais sugerem, Gao também afirmou à BBC que algum tipo de investigação formal no Instituto de Virologia de Wuhan (IVW) foi realizada.
"O governo organizou algo", afirma o cientista, que acrescenta não estar envolvido nesse projeto.
A reportagem da BBC News pediu que ele esclarecesse se isso significava que outro ramo do governo realizou uma busca formal no IVW — um dos principais laboratórios nacionais da China, conhecido como referência em estudos sobre os coronavírus.
"Sim", ele respondeu. "Aquele laboratório foi verificado duas vezes pelos especialistas da área."
Esse é o primeiro reconhecimento de que algum tipo de investigação oficial ocorreu e, embora o professor Gao diga que não viu o resultado, ele afirma ter ouvido que o laboratório recebeu um atestado sanitário.
"Acho que a conclusão é que eles estão seguindo todos os protocolos. Eles não encontraram [nenhuma] irregularidade."
As origens na natureza
É quase consenso que o vírus causador da covid-19 se originou nos morcegos.
Mas como ele passou desses animais para os humanos ainda é uma questão muito controversa — e, desde o início, há duas possibilidades principais.
Uma delas é que o vírus se espalhou naturalmente de morcegos para humanos, talvez por meio de outros animais intermediários. Muitos cientistas dizem que o peso das evidências sugere que esse é o cenário mais provável.
Mas outros pesquisadores dizem que não há elementos suficientes para descartar a principal possibilidade alternativa — a de que o vírus infectou alguém envolvido em uma pesquisa projetada para entender melhor a ameaça de patógenos emergentes da natureza.
Essas duas opções agora se encontram no centro de um impasse geopolítico, uma massa de teorias da conspiração e um dos debates científicos mais politizados e tóxicos de nosso tempo.
O novo podcast da BBC tenta esclarecer essa questão difícil, mas de vital importância, por meio de entrevistas com alguns dos principais cientistas de todos os lados do debate — bem como reportagens em locais importantes para essa história, das ruas de Wuhan ao interior de um laboratório de alta segurança nos Estados Unidos.
Em janeiro de 2020, o cientista Wang Linfa estava visitando o Instituto de Virologia de Wuhan, onde é professor honorário, no momento em que o surto de coronavírus começou.
Ele disse à BBC que uma colega do IVW estava preocupada com a possibilidade de um vazamento no laboratório, mas ela conseguiu manejar esse risco.
Wang é professor de doenças infecciosas emergentes na Duke-NUS Medical School, em Singapura, e colabora regularmente com a professora Shi Zhengli, que estuda o mesmo assunto no IVW.
Amigos de longa data, ambos estão entre os maiores especialistas do mundo em coronavírus de morcego — e até ganharam os apelidos de Batman e Batwoman.
Segundo o relato de Wang, Shi disse a ele que "perdeu o sono por um dia ou dois" porque se preocupava com a possibilidade de existir "uma amostra em seu laboratório que ela não conhecia, mas com um vírus, que contaminou algo e saiu".
Wang acrescenta ter ouvido que Shi verificou as amostras e identificou que não continham evidências do vírus que causa a covid ou de qualquer outro patógeno parecido o suficiente para causar um surto.
Ele também diz que há "chance zero" de que a professora Shi ou qualquer pessoa da equipe dela esteja escondendo o fato de ter encontrado evidências de um vazamento no laboratório porque eles estavam se comportando como se nada tivesse acontecido, incluindo sair para jantar e planejar uma sessão de karaokê.
Os relatórios de inteligência dos Estados Unidos, que foram tornados públicos recentemente, sugerem que vários pesquisadores do IVW ficaram doentes no outono de 2019 com sintomas "consistentes com a covid-19 e outras doenças sazonais comuns".
Mas o professor Wang diz à BBC que sugeriu à professora Shi coletar amostras de sangue da equipe para ver se eles tinham anticorpos contra a covid em janeiro de 2020.
Ele diz que Shi seguiu o conselho e todos os testes deram negativo — um sinal de que a equipe não estava infectada com o coronavírus à época.
O professor Wang faz parte de um grupo de cientistas que acredita nas evidências de que o vírus passou para humanos em um mercado de Wuhan.
O Mercado de Frutos do Mar de Huanan — que vendia muito mais do que o nome sugere, incluindo mamíferos selvagens — está relacionado a muitos dos primeiros casos, que afetaram pessoas que trabalhavam ou faziam compras lá.
Embora a China tenha mostrado uma falta de transparência, esses cientistas dizem que agora há informações suficientes, como os dados sobre os primeiros casos e a amostragem ambiental naquele mercado, para descartar a hipótese de vazamento do laboratório.
Na verdade, tais afirmações existem desde o início, principalmente em um artigo publicado em março de 2020 que se tornou uma das publicações científicas mais lidas e controversas da era da Internet.
Intitulada The Proximal Origin of Sars-Cov-2 ("A Origem Proximal do Sars-Cov-2", em tradução livre), foi escrita por alguns dos cientistas mais eminentes no campo da virologia e concluiu: "Não acreditamos que qualquer tipo de cenário baseado em vazamento de laboratório seja plausível."
O texto ajudou a reforçar a ideia — que rapidamente se tornou predominante em grande parte da cobertura da mídia — de que o vazamento do laboratório era uma teoria da conspiração.
Mas um dos autores do artigo disse ao podcast que agora tem dúvidas sobre a força dessa conclusão anterior.
Ian Lipkin, professor de epidemiologia na Universidade de Columbia, nos EUA, tem uma longa experiência no rastreamento de doenças em todo o mundo, inclusive na China, onde estabeleceu fortes contatos.
Ele também foi o consultor científico do filme Contágio, um blockbuster de Hollywood.
O professor Lipkin agora considera que descartar qualquer cenário baseado em vazamento de laboratório no artigo foi algo muito forte.
Embora ele continue a acreditar que o mercado segue como a explicação mais plausível para a origem da covid e não acredite que o vírus foi deliberadamente projetado, ele não sente que todos os cenários possam ser excluídos.
E ele oferece uma teoria própria, apontando para outro laboratório de Wuhan —administrado pelo Centro de Controle de Doenças da cidade — localizado a apenas algumas centenas de metros do Mercado de Frutos do Mar de Huanan.
Sabia-se que o local estava envolvido na coleta de milhares de amostras de sangue e fezes de morcegos selvagens, um tipo de pesquisa que às vezes era feita sem o uso de equipamento de proteção adequado, segundo reportagens da imprensa chinesa — o que representa um claro risco de infecção.
“As pessoas que trabalham lá podem ter sido infectadas enquanto estavam em uma caverna coletando morcegos”, sugere o professor Lipkin, acrescentando que não conhecia o trabalho deste laboratório quando coescreveu aquele artigo em março de 2020.
Para Lipkin, uma análise mais aprofundada que aponta para o Mercado de Frutos do Mar de Huanan como a origem do vírus — incluindo pesquisas recentes focadas em evidências da presença de cães-guaxinim no mercado — não resolve a questão da origem da pandemia.
O vírus, segundo ele, pode “ter se originado fora do mercado e se amplificado ali”.
Controvérsias e repercussões
Superficialmente, os comentários do professor Gao sobre não descartar um vazamento de laboratório parecem seriamente em desacordo com a posição oficial da China.
"O chamado 'vazamento de laboratório' é uma mentira criada pelas forças anti-China. Ela tem motivação política e não possui base científica", diz um comunicado fornecido pela embaixada chinesa no Reino Unido.
Na propaganda, o governo chinês tem promovido uma estranha e infundada terceira teoria própria.
O vírus, diz a comunicação oficial do país, não veio do laboratório ou do mercado, mas pode ter sido trazido em embalagens de alimentos congelados.
A China diz que exclui tanto as hipóteses do laboratório quanto do mercado — e os comentários do professor Gao podem ser vistos simplesmente como a versão mais científica dessa posição, porque ele não descarta nenhuma das duas hipóteses. Afinal, ambas são baseadas na ideia da falta de evidências.
"Realmente não sabemos de onde veio o vírus... A questão ainda está aberta", afirma o professor Gao à BBC.
Alguns cientistas contestam — às vezes, com amargor — se a questão da origem da covid realmente ainda está em aberto.
Mas, pelo menos fora da China, há um amplo consenso sobre uma coisa: o país asiático não fez o suficiente para procurar evidências ou compartilhá-las com a comunidade internacional.
Embora possa parecer uma pergunta simples, ela é bastante complexa: de onde veio a covid?
Para cada vida perdida, para todos os que sofreram, e para aqueles que continuam a sofrer, essa resposta é muito importante.
História por John Sudworth e Simon Maybin - Da BBC News
SÃO PAULO/SP - Duas mortes por febre amarela neste ano foram confirmadas pelo governo de São Paulo. No total, quatro pessoas foram infectadas. Uma das mortes ocorreu no estado, mas a vítima era residente de Minas Gerais. São Paulo não tinha casos da doença desde 2020, quando um registro foi confirmado.
De janeiro a março de 2023, a cobertura vacinal para febre amarela ficou em 82%. Em 2022, esse percentual era de 64,4%. A Secretaria Estadual de Saúde lembra que a vacinação contra a doença faz parte do calendário de imunização e está disponível em todos os postos de saúde.
A primeira dose deve ser aplicada aos 9 meses de idade e a segunda aos 4 anos. A partir dos 5 anos, para aqueles que não estão com a vacina em dia, é recomendada apenas uma dose única.
A secretaria aponta que, desde o primeiro caso, tem reforçado a vacinação, além de fazer a investigação epidemiológica e a sensibilização da rede de saúde para detectar precocemente situações suspeitas.
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de rápida evolução e elevada letalidade nas suas formas mais graves. Apresenta sintomas como febre súbita, calafrios, dor de cabeça, dor no corpo, náuseas, vômitos e fraqueza. Tem padrão sazonal, com a maior parte dos casos entre os meses de dezembro e maio. A prevenção é a vacina.
A infecção se dá por meio de mosquitos silvestres, que vivem em zona de mata e não habitam o ambiente urbano das cidades.
Após aproximadamente meio século de silêncio epidemiológico, o vírus da febre amarela voltou a ser detectado no ano 2000, no estado de São Paulo. Desde a sua reintrodução, foram reportados quatro surtos, com mais de 600 casos confirmados. Eventos epidêmicos da doença também foram registrados, a partir de 2014, em Goiás e Tocantins, e seguiram no sentido dos estados do Sudeste e Sul.
SÃO PAULO/SP - A cantora Simony, 46 anos, tem passado por dias difíceis. Isso porque a cantora, que já estava curada de um câncer no intestino, teve que voltar a lutar contra a doença. Na última segunda-feira (01/05), a famosa revelou que será internada hoje, terça-feira (02/05) em São Paulo.
Simony será internada
Nas redes sociais, Simony atualizou os fãs: “Passando pra avisar que amanhã me interno cedinho. Conto com as orações amor e carinho que sempre recebo de vocês. Deus está comigo o tempo todo e ele é bom o tempo todo. Vou dando notícias.“, escreveu ao publicar uma foto.
Já na manhã de hoje, a cantora publicou fotos com o noivo, Felipe Rodriguez, no carro, a caminho do hospital: “Em busca da cura.“, legendou a artista nas imagens postadas nos Stories do Instagram.
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A cantora foi diagnosticada com a doença no em 2022 e tinha terminado as sessões de quimio em janeiro, mas precisou retornar ao tratamento juntamente da imunoterapia: “Não é fácil, é um novo tratamento, claro que eu queria não ter que passar por isso de novo, mas não é uma escolha minha. (…)“, desabafou na semana passada.
RIO DE JANEIRO/RJ - Priscila Fantin revela que foi diagnosticada com doença grave durante participação no Dança dos Famosos, na Globo.
Neste último domingo (02/04), Priscila Fantin, 40 anos, revelou, durante uma entrevista concedida à resvista “Contigo”, que viveu momentos conturbados na primeira semana de sua participação no quadro “Dança dos Famosos”, do “Caldeirão com Huck” (Globo). É que, segundo a atriz, ela foi diagnosticada com uma doença grave, mas se apresentou mesmo em meio às dificuldades.
Priscila Fantin expõe diagnostico de doença grave durante participação no “Dança dos famosos”
Fantin declarou que está com paniculite mesentérica, doença inflamatória que atinge o intestino delgado. De acordo com a artista, os primeiros sintomas foram notados após ela sentir dores abdominais, enjoo e dificuldades para se alimentar: “Entre um programa e outro tiveram ensaios, então esse período foi muito complicado para mim, me abalou bastante.“, contou logo a princípio. “Eu me forçava a comer, mas tudo o que eu comia doía. Ficar sem comer doía, beber água doía. Parece que tinha uma perfuração no meu estômago. Era uma dor muito louca que eu nunca tinha experimentado.“, continuou.
“Me consumindo emocionalmente”, desabafa Fantin
Os sintomas da doença dificultaram o progresso de Priscila nos ensaios. Ela relatou que, devido aos incômodos causados pela doença, não conseguia se conectar à energia necessária para a coreografia: “Isso me deixava muito triste.“, disse. “(…) estava me consumindo emocionalmente.“, desabafou na sequência.
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Conforme a atriz também declarou, a causa da enfermidade ainda é desconhecida. Deste modo, ela está passando por um tratamento feito apenas com anti-inflamatório e remédios para a dor.
Lívia Coutinho - PaiPee
SÃO CARLOS/SP - São Carlos registrou mais dois óbitos pela doença no município, totalizando 639 mortes por COVID-19 no município.
Os óbitos registrados são de duas mulheres com comorbidades e vacinadas: uma de 85 anos, internada em UTI desde 15/03/23 e óbito registrado em 25/03/23 e outra de 82 anos, internada em UTI desde 25/03/23 com óbito registrado em 29/03/23.
Foram registrados de 24/03 a 30/03/23 mais 308 exames positivos e 1.637 negativos para COVID-19.
Nenhum paciente está em leito de estabilização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) neste momento.
SANTIAGO – O Chile detectou seu primeiro caso de gripe aviária em um ser humano, informou o Ministério da Saúde do país na quarta-feira, 29.
O caso foi detectado em um homem de 53 anos que apresentava sintomas graves de gripe, de acordo com comunicado divulgado pelo ministério, mas a condição do paciente era estável.
O governo também está investigando a fonte de contágio, bem como outras pessoas que estiveram em contato com o paciente.
O Chile registrou casos de gripe aviária H5N1 em animais silvestres desde o final do ano passado.
Casos recentes em fazendas industriais levaram o governo a interromper as exportações de aves. Casos industriais também foram detectados na Argentina, mas o Brasil, maior exportador mundial de aves, continua livre do contágio.
Reportagem de Fabian Cambero e Alexander Villegas / REUTERS
SÃO CARLOS/SP - Em 2023 já foram registradas 377 notificações para Dengue, com 66 casos positivos, sendo 47 autóctones e 19 importados. Para Chikungunya foram registradas 14 notificações, com 09 casos descartados, 04 aguardando resultado de exame e 01 positivo (importado). Para Zika foram registradas 07 notificações, com 07 casos descartados. Para Febre Amarela ainda não foi registrada notificação até o momento.
2022 - Em 2022 foram registradas 6.007 notificações, com 2.274 casos positivos de Dengue, sendo 2.147 autóctones e 127 importados com 1 morte registrada. Para Chikungunya foram registradas 56 notificações, com 56 casos descartados. Para Febre Amarela foram registradas 2 notificações com 2 resultados negativos. Para Zika foram registradas 23 notificações, com 23 casos descartados.
2021 - Foram registradas 670 notificações, com 136 casos positivos para a Dengue, sendo 102 autóctones e 34 importados. Para Chikungunya foram registradas 30 notificações, com 30 resultados negativos para a doença. Para Febre Amarela foi registrada 1 notificação, com 1 caso descartado. Para Zika foram registradas 12 notificações, com 12 casos descartados.
2020 - Foram registradas 1.638 notificações para Dengue com 640 casos positivos, 582 autóctones, 58 importados e 1 óbito confirmado. Para Febre Amarela foram registradas 6 notificações, com 6 resultados negativos para a doença. Para Zika foram registradas 7 notificações com 7 resultados negativos. Para Chikungunya foram notificados 2 casos positivos, sendo um importado.
RIO DE JANEIRO/RJ - Nesta última sexta-feira (17/03), José Mayer, 73 anos, voltou a ser internado na Casa de Saúde São José, em Humaitá, zona sul do Rio de Janeiro. O ator veterano apresentou uma piora em seu estado de saúde e deu entrada na unidade para realizar novos exames.
Surto psicótico
José foi diagnosticado com uma doença autoimune grave chamada Granulomatose de Wegener; a condição provoca a inflamação de vasos sanguíneos. Segundo informações divulgadas pelo colunista Léo Dias, do portal “Metrópoles”, ele foi internado com suspeita de um surto psicótico. Supostamente, o ator teria chegado desorientado no centro médico, falando coisas desconexas. Porém, até a publicação desta nota, nada foi confirmado.
Relembre
No início de fevereiro, o famoso foi encaminhado para o CTI (Centro de Tratamento Intensivo) com um sangramento alveolar no pulmão. Felizmente, ele recebeu alta após dez dias no centro hospitalar. E no dia 3 de março, o mesmo voltou ao hospital para realizar a última infusão no tratamento da doença.
Culpando a rede Globo
Em recente conversa com a apresentadora Sonia Abrão, no programa “A Tarde é Sua”, da Rede TV!, Mayer sugeriu que o problema de saúde foi causado pela denúncia de assédio movida contra ele nos bastidores da Globo, em 2017: “O que eu tive (…) doença autoimune que surgiu em mim por ocasião daqueles nefastos acontecimento de 2017.“, disparou.
Inclusive, na noite de quinta-feira (16/03), Zé se revoltou ao descobrir que Christiane Torloni foi cortada por Patrícia Poeta no programa “Encontro” ao tentar mandar um recado para ele durante o programa. O veterano se referiu à Globo como “empresa nefasta“.
Lívia Coutinho / PaiPee
BRASÍLIA/DF - Em média, 265 brasileiros são internados diariamente no Sistema Único de Saúde (SUS) por complicações graves relacionadas ao câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal. O número, identificado ao longo de 2022, atingiu o maior patamar da década, conforme levantamento da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
De acordo com as entidades, os registros de internação trazem números alarmantes: 768.663 hospitalizações só no SUS para o tratamento da doença entre 2013 e 2022. Já os dados de mortalidade decorrentes desse tipo de câncer indicam que, somente em 2021, foram registrados 19.924 óbitos. Os casos aumentam, em média, cerca de 5% a cada ano, sendo que houve crescimento de 40% em relação aos casos registrados em 2012 (14.270).
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) projeta em 45.630 o número de novos casos de câncer de intestino no Brasil para o triênio de 2023 a 2025. Se tais projeções se confirmarem, de acordo com as entidades, a doença alcançará contingente superior a 136 mil pessoas no país. Segundo o Inca, o risco estimado é de 21,10 casos por 100 mil habitantes, sendo 21.970 entre homens e 23.660 entre mulheres.
“Apesar de pouco discutida, a doença – que atinge o reto e intestino – já ocupa lugar de destaque entre as neoplasias mais letais para homens e mulheres no Brasil”, alertam as associações médicas. O diagnóstico de câncer colorretal, entretanto, não é sentença de morte Se não for bem tratado, pode, de fato, ter consequências sérias para o bem-estar do paciente. Mas, quanto mais cedo for descoberto, maior a possibilidade de intervenção e cura.
A orientação é que, a partir dos 45 anos, todos devem procurar um médico para avaliar a saúde do intestino. Cerca de 90% dos casos de câncer de intestino têm origem a partir de um pólipo, tipo de lesão na mucosa do intestino que pode se transformar em câncer. Em uma colonoscopia, por exemplo, esses pólipos podem ser retirados, prevenindo a doença. Em casos de histórico de família, é importante que a avaliação seja feita antes mesmo dos 45 anos.
Outro alerta é que pessoas com doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn, têm risco aumentado para o câncer de intestino. Parte desses pacientes pode não apresentar qualquer tipo de sintoma nas fases iniciais da doença – daí a importância dos exames diagnósticos.
Apesar da pandemia de covid-19 - período em que baixou o número de internações decorrentes de outras doenças - 2022 registrou aumento nas hospitalizações para tratamento de câncer de intestino em 21 estados brasileiros. O maior aumento proporcional aconteceu em Mato Grosso, onde a quantidade de internações passou de 917 em 2020 para 1.385 em 2022 – um salto de 51%.
Ao longo da série histórica, em valores absolutos São Paulo aparece como o estado com mais registros: 178.355 hospitalizações. Na segunda posição figura o Paraná, com 108.296 ocorrências. Logo depois, aparecem Minas Gerais (105.441 casos), Rio Grande do Sul (78.140 casos) e Santa Catarina (48.995 casos).
Ao logo de todo este mês, as associações médicas envolvidas no levantamento divulgam uma campanha nacional de conscientização e prevenção do câncer de intestino chamada Março Azul. Em 2023, com o slogan "Saúde é prevenção. Cuide de você, evite o câncer de intestino", os especialistas chamam a atenção dos brasileiros sobre a necessidade de conjugar prevenção, diagnóstico e tratamento precoces.
A proposta é investir em ações de prevenção e evitar que pacientes precisem ser internados. A campanha destaca que existem métodos diagnósticos de menor complexidade e que podem ser oferecidos de forma sistematizada pelo SUS para rastrear pacientes mais propensos a desenvolver a doença. Quando alterações no reto e no intestino são diagnosticadas em estágios iniciais, há possibilidade de intervir precocemente e prevenir uma evolução desfavorável.
Por apresentar poucos sinais em estágios iniciais, o câncer de intestino deve ser rastreado periodicamente em homens e mulheres, a partir dos 45 anos de idade. Essa investigação acontece, basicamente, por meio da realização de dois exames: a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia.
Como formas de prevenir o surgimento de novos casos, as entidades alertam para o combate ao tabagismo, ao alcoolismo, ao sedentarismo, ao consumo excessivo de carnes vermelhas e a dietas pobre em fibras. Todos os fatores são considerados de risco para o desenvolvimento do câncer colorretal. Mais informações podem ser obtidas no site da campanha .
Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
EUA - Mais de 300 pessoas foram atingidas por uma doença misteriosa em uma viagem de navio de cruzeiro do Texas, nos EUA, ao México e vice-versa, disseram os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças na quarta-feira,08.
Pelo menos 284 passageiros e 34 tripulantes adoeceram com vômitos e diarreia a bordo do Ruby Princess da Princess Cruises entre 26 de fevereiro e 5 de março, de acordo com o CDC, que está investigando o surto.
O CDC enviou uma equipe de epidemiologistas para investigar o possível vírus que se espalhou pelo navio depois que ele atracou em Galveston, Texas, em 5 de março, informou o Houston Chronicle.
Mas as autoridades de saúde ainda precisam determinar o que causou a doença em massa.
Funcionários de navios de cruzeiro tentaram lidar com o surto aumentando a limpeza e desinfecção e alterando os passageiros para o surto, de acordo com o CDC.
Eles também coletaram amostras de fezes de pessoas doentes e as enviaram ao CDC para tentar identificar a causa da doença.
Uma porta-voz da Princess Cruises disse que a doença provavelmente se deveu a um norovírus altamente contagioso, às vezes apelidado de “vírus do navio de cruzeiro ”, informou a CBS News .
Havia um total de 2.881 passageiros a bordo do navio e cerca de 10% estavam infectados.
Não ficou claro se alguém havia sido hospitalizado.
Diego Sousa / ISTOÉ DINHEIRO
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