SÃO PAULO/SP - No dia 4 de outubro, quando 34,1 milhões de eleitoras e eleitores forem às urnas no estado de São Paulo para o 1º turno das Eleições 2026, mais de 411 mil mesárias e mesários convocados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) estarão na linha de frente para assegurar que o direito ao voto aconteça de forma ágil e transparente. A força de trabalho encontrada nas seções eleitorais será majoritariamente feminina. São 303.023 mulheres nas mesas receptoras de voto, o equivalente a cerca de 74% do total, enquanto os homens somam 108.789 (26%).
Além da predominância feminina, a composição das mesas revela também um alto grau de participação espontânea. Do total de mesárias e mesários que atuarão no pleito, 282.795 são voluntários, representando aproximadamente 69% do total, enquanto 129.028 (31%) foram convocados diretamente pela Justiça Eleitoral. Os dados foram registrados até esta quinta (10) na página de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e podem ser atualizados à medida que sejam feitas novas convocações ou substituições de integrantes da mesa receptora.
Treinamento
Antes do dia da votação, as colaboradoras e os colaboradores da Justiça Eleitoral passam por um treinamento. A capacitação pode ser feita presencialmente ou pelo aplicativo Mesário, disponível para celulares e tablets com sistemas Android e IOS. O treinamento prepara as equipes para diversas funções, como o acionamento da urna eletrônica às 8h, a emissão da zerésima, a conferência de materiais, a identificação dos eleitores, a autorização do voto, além do encerramento da votação, às 17 horas.
Perfil a acessibilidade
Ainda segundo os dados do TSE, a faixa etária predominante entre os mesários é a de 40 a 44 anos (80.316), seguida pelas faixas de 45 a 49 anos (77.201) e de 35 a 39 anos (60.139). Quanto à escolaridade, mais da metade (52%, ou 216.677 pessoas) possui ensino superior completo. Outros 111.162 (27%) têm ensino médio completo, e 43.128 (10%) possuem ensino superior incompleto.
Há também 2.155 pessoas que declararam ter alguma deficiência, a maioria com limitações de locomoção ou deficiências visuais e auditivas. Além disso, 66 mesárias e mesários adotaram o nome social no registro eleitoral, garantindo a identificação pela qual são reconhecidos, conforme assegura a Resolução TSE nº 23.562/2018.
Dos 61.036 mesários que forneceram informações sobre cor e raça, 59% (36.166) se declararam brancos, 28% (17.529) pardos e 10% (6.582) pretos, somando-se ainda 694 mesários que se autodeclararam amarelos e 65, indígenas.
Além das mesas receptoras de voto
A atuação no dia da eleição vai além das mesas receptoras. Para assegurar a logística do pleito, outras 50.987 pessoas foram convocadas para funções de apoio, sendo 25.006 delas (49%) voluntárias. Esse grupo desempenha um papel fundamental na organização e no suporte à votação, atuando na coordenação de acessibilidade e na administração de prédios usados como local de votação, por exemplo.
Quem colabora com o pleito recebe benefícios pela contribuição ao processo eleitoral. Para cada dia trabalhado, são concedidos dois dias de folga, além de outros dois dias para cada dia de treinamento oficial concluído. Também é oferecido auxílio-alimentação de R$ 65 para o dia da votação, conforme a Portaria TSE nº 86/2025, além de certificado pelos serviços prestados.
A atuação como mesário pode ainda garantir preferência em caso de empate em concursos públicos, quando houver previsão no edital. Já para estudantes de graduação, as horas dedicadas à função podem ser aproveitadas como atividades complementares, de acordo com as regras de cada instituição de ensino.
Ordem de votação
Nas Eleições 2026, eleitoras e eleitores escolherão seis cargos, na seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual, senador (primeira vaga), senador (segunda vaga), governador e presidente da República.
Para agilizar o processo, evitar erros e reduzir filas, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) recomenda que os eleitores levem a "colinha eleitoral" com os números dos candidatos organizados conforme a ordem de votação. Além disso, a Justiça Eleitoral disponibiliza um simulador de votação para quem deseja se familiarizar com a urna eletrônica antes do pleito.
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SÃO PAULO/SP - Mais de 30,2 milhões de eleitoras e eleitores paulistas já possuem biometria coletada pela Justiça Eleitoral, o equivalente a 88,8% do total do eleitorado do estado (34,1 milhões). A identificação por dados biométricos é um mecanismo extra de segurança durante as eleições, impedindo que uma pessoa tente votar no lugar de outra. No entanto, o cadastro biométrico não é um requisito obrigatório para votar. Desde que o título esteja em situação regular, a pessoa que comparecer à seção eleitoral com um documento oficial com foto poderá votar normalmente.
No dia da votação, o eleitor ou a eleitora confirmará sua identidade por meio da impressão digital, armazenada em banco de dados da Justiça Eleitoral, após coleta em cartório eleitoral. É possível fazer até quatro tentativas de reconhecimento no leitor biométrico. Caso a digital não possa ser lida, a pessoa será orientada a apresentar o documento oficial de identificação com foto e o mesário ou a mesária poderá fazer algumas perguntas para a confirmação da identidade. A pessoa será, então, liberada para prosseguir com o voto.
Biometria de órgãos parceiros
Mesmo quem não fez a coleta dos dados biométricos na Justiça Eleitoral ainda poderá ser habilitado por meio da digital. Isso ocorre porque a Justiça Eleitoral tem parceria com outros órgãos oficiais de identificação para importar a biometria para o sistema de votação, permitindo que esse grupo de pessoas vote com a identificação biométrica. No estado, aproximadamente 3,8 milhões (11,1% do total de votantes) ainda não possuem biometria na Justiça Eleitoral.
A importação dos dados biométricos de outras instituições ocorre por meio do Projeto de Importação de Biometria de Órgãos Externos (Bioex). O projeto acontece por meio de acordos de cooperação técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com órgãos públicos, como a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) — antigo Denatran e órgãos de identificação ligados a secretarias de segurança.
A biometria desses eleitores será validada no momento em que a impressão digital for utilizada com sucesso para liberar a urna para a votação. Com essa validação, não é necessário procurar novamente o cartório para realizar a coleta. O compartilhamento de dados de outros órgãos públicos está previsto na Resolução TSE 23.659/2021 e na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Como verificar a situação biométrica?
Para consultar sua situação eleitoral e verificar se já possui biometria coletada, basta acessar a página de Autoatendimento Eleitoral, ir até a aba “Consultas” e clicar em “Situação do título”. Após inserir o número de CPF ou do título de eleitor, o sistema exibirá a situação do documento e da identificação biométrica.
Também é possível confirmar se a biometria foi coletada por meio do e-Título, a via digital do título. O eleitor ou eleitora que teve a identificação biométrica realizada pela Justiça Eleitoral consegue visualizar a sua foto no aplicativo.
Em 2026, a coleta da biometria foi realizada até 6 de maio devido ao fechamento do cadastro eleitoral. O artigo 91 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) fixa como prazo para fechamento do cadastro eleitoral os 150 dias anteriores ao 1º turno. Nesse período, os cartórios não recebem solicitações de alistamento eleitoral, transferência de domicílio, revisão de dados ou biometria. Esse prazo existe para que as zonas eleitorais possam focar na organização do pleito.
Após a votação de outubro, o cadastro eleitoral reabre e os serviços eleitorais voltam a ser oferecidos normalmente. Em 2026, o cadastro eleitoral permanece fechado de 7 de maio a 2 de novembro, conforme a Resolução TSE nº 23.760/2026, que estabeleceu o calendário eleitoral vigente. Depois da reabertura do cadastro, em 3 de novembro, serão retomados os atendimentos para coleta da biometria.
SÃO PAULO/SP - Eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que enfrentam dificuldades para chegar aos seus locais de votação têm até 14 de setembro para solicitar o transporte individual gratuito para o 1º turno das Eleições 2026. O pedido pode ser feito por meio deste formulário on-line, com acesso pelas credenciais da plataforma Gov.br. Até o momento, mais de 300 cidades vão fornecer o serviço, que depende da disponibilidade de veículos e da avaliação do grau de limitação dos solicitantes.
O transporte é oferecido pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mediante parceria com prefeituras municipais e o governo de São Paulo, por meio do Programa Ligado, serviço gratuito destinado a estudantes com deficiência ou mobilidade reduzida severa da rede estadual de ensino. A iniciativa integra o programa Seu Voto Importa, regulamentado pela Resolução nº 23.753/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A solicitação pode ser feita pelo próprio eleitor, por curador ou procurador. Também é possível fazer o pedido presencialmente nos cartórios eleitorais (confira endereços e telefones). Para requerer o transporte, basta fazer uma autodeclaração. São consideradas pessoas com mobilidade reduzida aquelas que apresentam dificuldade permanente ou temporária, para se movimentar, incluindo idosos, gestantes, lactantes, pessoas com criança de colo e pessoas obesas.
O pedido, no entanto, não garante automaticamente o fornecimento do transporte. A disponibilização depende da existência de veículos no município e leva em consideração fatores como o grau de limitação da pessoa, a ausência de transporte público acessível na localidade e a distância até o local de votação.
Informações necessárias no formulário
Ao preencher o formulário, a eleitora ou o eleitor deverá informar, além dos dados pessoais, o endereço onde deseja ser buscado e se há transporte público disponível no trajeto até o local de votação. Também será necessário indicar se haverá necessidade de acompanhante ou animal de assistência, o tipo de deficiência física, visual, auditiva, mental ou intelectual e o grau de dificuldade de locomoção, inclusive se há uso de cadeira de rodas.
É possível solicitar o serviço para o primeiro turno, para o segundo ou para ambos. Caso haja segundo turno, o prazo para fazer o pedido termina em 5 de outubro. O resultado será encaminhado ao e-mail informado no cadastro até 48 horas antes da eleição. Em caso de indeferimento, não será possível apresentar recurso.
Como funciona o transporte
O transporte especial gratuito garante o deslocamento de ida e volta entre o endereço informado no pedido e o respectivo local de votação oficial. O serviço é restrito ao território do próprio município, não sendo permitidos deslocamentos entre cidades diferentes. Além disso, o endereço informado como ponto de partida na ida deverá ser o mesmo utilizado como destino na volta.
Também não é possível solicitar o transporte pelo programa para quem tem título de outro estado e, nessa eleição, pediu a transferência temporária do voto para votar em São Paulo, pois a iniciativa atende exclusivamente ao deslocamento de eleitoras e eleitores com inscrição eleitoral no estado.
O transporte é destinado somente para o exercício do voto. Caso a eleitora ou o eleitor precise justificar à ausência na urna, é recomendado que faça isso no dia e horário da eleição (das 8 às 17 horas) por meio do aplicativo e-Título. Após o dia da eleição, o eleitor pode justificar sua ausência em até 60 dias também pelo aplicativo, pelo Autoatendimento Eleitoral no site do TSE ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral.
Dúvidas e contatos
Para informações gerais sobre o programa Seu Voto Importa, a eleitora ou o eleitor pode entrar em contato com a Central de Atendimento (número 148) ou procurar qualquer cartório eleitoral. Dúvidas sobre o resultado da solicitação devem ser encaminhadas pelo e-mail indicado na mensagem enviada sobre o deferimento ou indeferimento do pedido.
Já questões operacionais no dia da votação, como atraso do veículo ou problemas no embarque, devem ser tratadas diretamente pelo telefone de plantão informado no e-mail de deferimento.
Indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais
Com o objetivo de ampliar o acesso à votação e diminuir os obstáculos à participação democrática, o programa Seu Voto Importa disponibiliza ainda o transporte para moradoras e moradores de territórios indígenas, comunidades quilombolas e outras populações tradicionais, de acordo com as possibilidades de cada município.
Os pedidos podem ser encaminhados por e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou registrados diretamente no cartório eleitoral da região (consulte contatos e endereços).
BRASÍLIA/DF - O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, alcançou 11% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa BTG/Nexus desta segunda-feira (31). O escritor e psiquiatra avançou nove pontos percentuais em relação ao último levantamento, quando aparecia com 2%.
O instituto analisou dois cenários de primeiro turno na pesquisa anterior, divulgada na última segunda-feira (24), e nesta rodada: um que não considera a candidatura do influenciador Pablo Marçal (PRTB) e outro que o inclui. Cury tinha os mesmos índices -2% na semana passada e 11% nesta- em ambas as hipóteses.
Na simulação com Marçal (3% das intenções de voto), o presidente Lula (PT) tem 37%, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 31% -eles tinham no último levantamento, respectivamente, 40% e 34%. Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, marca 6%, ante 5% na semana passada.
Renan Santos (Missão) mantém 3% das intenções de voto, e Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, permanece com 2%. Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) têm 1% cada.
Brancos e nulos somam 3%, e 2% não souberam dizer ou não responderam. Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC) não pontuaram.
No cenário sem Marçal, Lula marca 39%, e Flávio, 33% -eles tinham, respectivamente, 41% e 37% na última pesquisa. Caiado permanece com 5% das intenções de voto, e Renan Santos mantém 3%. Zema oscilou dois pontos percentuais e, nesta rodada, aparece com 1%, mesmo percentual de Samara Martins.
Brancos e nulos somam 3%, e 3% não souberam dizer ou não responderam. Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Edmilson Costa, Clariana Barão e Veterinário Wilson Grassi não pontuaram nesta simulação.
A Nexus entrevistou por telefone 2.005 pessoas com 16 anos ou mais de todo o país entre sexta-feira (28) e domingo (30). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-08900/2026.
Com os mesmos percentuais da semana passada, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados com, respectivamente, 46% e 45% das intenções de voto no segundo turno. Há empate técnico também entre o presidente (45%) e Caiado (44%). O petista marca 46% contra Zema (41%) e 47% contra Renan Santos (38%).
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - O início da propaganda eleitoral sinaliza também o começo da fiscalização rigorosa pela Justiça Eleitoral dos conteúdos veiculados por agremiações, candidatas e candidatos. O papel de fiscal, no entanto, não pertence apenas às magistradas e aos magistrados eleitorais. Eleitoras e eleitores também podem apontar irregularidades e realizar denúncias, assim como candidatos e candidatas, partidos, federações, coligações, além dos demais órgãos do Judiciário. Para facilitar a participação social e agilizar esse procedimento, a Justiça Eleitoral disponibilizou o aplicativo Pardal, que recebe alertas de propaganda eleitoral irregular e pode ser baixado de forma gratuita na Play Store e na App Store.
A partir de 2026, o sistema de denúncias será dividido em três módulos: Pardal Móvel, o aplicativo para celulares, Pardal Web, plataforma com estatísticas de denúncias registradas, e Pardal ADM, de uso exclusivo da Justiça Eleitoral.
O responsável por gerenciar o aplicativo Pardal nas Eleições 2026 no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), além de coordenar e supervisionar os trabalhos de fiscalização da propaganda eleitoral, é o corregedor regional eleitoral, desembargador Roberto Maia Filho. De acordo com a Resolução TRE-SP nº 689/2026, a triagem das denúncias recebidas por meio do aplicativo Pardal é uma competência da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) de São Paulo.
Como acessar e fazer denúncia
Para começar a usar o aplicativo, é necessário fazer autenticação por meio do e-Título ou do Gov.br. Existe a garantia de que a identidade da pessoa denunciante será protegida por sigilo, mesmo utilizando a autenticação requerida.
Em sua página inicial, a plataforma oferece as opções de fazer uma nova denúncia ou consultar denúncias prévias. Para registrar uma ocorrência, será necessário descrever a irregularidade observada. A seguir, o caso exposto será categorizado como propaganda irregular na internet ou fora dela. Com o intuito de evitar denúncias equivocadas, o sistema apresentará ao usuário informações sobre quais condutas são permitidas ou proibidas por lei, de acordo com o tipo de denúncia.
Ainda que o sistema sugira uma classificação para a denúncia, o usuário ou usuária poderá alterar essa informação. Além de descrever o fato, será possível enviar provas do acontecimento por meio de fotos, vídeos, áudios e links de sites ou páginas virtuais.
Com a irregularidade registrada, o sistema exibirá um número de protocolo para acompanhamento da denúncia, que poderá ser consultado no aplicativo ou por meio de um link enviado ao e-mail informado. A Portaria TSE nº 451/2026 regulamentou o uso do sistema Pardal para as Eleições 2026, incluindo orientações sobre o acesso e o registro de novas denúncias.
Alertas de desinformação e comunicação de crime eleitoral
Viu uma situação que não faz parte das hipóteses de propaganda irregular, mas acredita que possa ser um caso de desinformação eleitoral com potencial lesivo? Neste caso, o aplicativo possui a opção “Alerta sobre desinformação”, que encaminha o interessado para o Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral (Siade), onde é possível denunciar conteúdos falsos, enganosos ou fora de contexto que afetem a integridade das eleições. Outra opção disponível no app é a comunicação de crimes e/ou ilícitos eleitorais, cujas denúncias serão recebidas e acompanhadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) do respectivo estado.
Juízes da propaganda e o poder de polícia
O poder de polícia sobre a propaganda eleitoral é exercido por juízas e juízes designados por cada Tribunal Regional Eleitoral. O poder de polícia pode ser descrito como a responsabilidade de tomar as providências necessárias para impedir práticas ilegais nesse contexto, não sendo permitida censura prévia sobre o teor de programas e matérias jornalísticas. Propagandas irregulares em ambiente físico ou que possua endereço delimitado territorialmente são de competência de juízes e juízas eleitorais de cada zona eleitoral.
Já o poder de polícia sobre propagandas veiculadas na internet e na divulgação de enquetes será exercido, exclusivamente, pelos magistrados auxiliares: desembargadora Claudia Lúcia Fonseca Fanucchi, juíza Maria Domitila Prado Manssur e juiz Ronnie Herbert Barros Soares. Os magistrados foram designados para a função em sessão administrativa do Pleno realizada em dezembro do ano passado.
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BRASÍLIA/DF - O presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira (26) não saber se o 8 de Janeiro foi tentativa de golpe no Brasil. O candidato disse que o caso "é questão de interpretação" e relativizou ações golpistas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem tem prometido uma anistia.
"Eu não sei. Eu não estava lá dentro. Eu não estava convivendo lá dentro", afirmou Caiado ao ser questionado por jornalistas se a tentativa de golpe de Estado ocorreu.
A fala se deu durante sabatina promovida pelo jornal O Globo, Valor e CBN como parte de série com os presidenciáveis nas eleições de 2026.
Perguntado mais uma vez, o político afirmou que classificar o ato como golpe ou não era "questão de interpretação". Ele também relativizou os atos ocorridos sob Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) entendeu que o ex-presidente liderou a trama golpista.
Caiado também colocou em dúvida a ação do governo Lula (PT) diante do 8 de Janeiro. Em movimento comum entre bolsonaristas, ele insinuou que o presidente teria demorado para agir diante dos ataques. O presidenciável pelo PSD também afirmou que vê golpe "com Forças Armadas" e citou ações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) para questionar se elas também não seriam atentados golpístas.
"Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar nesse assunto mais", afirmou na sabatina. O político também negou que o STF possa declarar uma eventual anistia dada por ele como inconstitucional, embora a corte possa fazê-lo, se provocada.
"Eu tenho autoridade popular de ter chegado e não ter omitido isso [que daria uma anistia]. Isso não faz parte de uma caixa preta de campanha", justificou.
Na sabatina, Caiado também falou que o presidenciável Flávio Bolsonaro não explicar gastos relacionados ao filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, é "desrespeitar a inteligência do povo brasileiro".
Ele disse ter dado a Flávio "direito de defesa" e não ter feito um pré-julgamento no caso sobre a negociação de dinheiro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Afirmou, entretanto, que Flávio não se explicou e falou em "página virada" sem dar detalhes.
"É desrespeitar a inteligência do povo brasileiro [dizer que caso Dark Horse é página virada]. Você não tem o direito de ser um candidato à Presidência da República e se negar a dar esclarecimentos nos quais você está envolvido nele. Você tem que esclarecer para o seu eleitor e para o cargo que você vai assumir", afirmou.
Ainda na sabatina, ele sinalizou que uma reforma da previdência não seria prioridade em seu governo. "A reforma da previdência será tratada no momento em que nós, primeiro, limparmos a casa. No primeiro momento, eu não vou penalizar aposentado nem trabalhador", disse.
O político tem afirmado que pretende reduzir as despesas públicas, atrelando-as, no máximo, a 50% do PIB (Produto Interno Bruto), corrigida a inflação. Questionado por jornalistas como pretende diminuir as despesas, o goiano não tem detalhado o plano.
Segundo ele, por não ter chegado ainda à Presidência, não consegue "examinar o paciente" para saber as medidas efetivas que vai tomar.
As sabatinas foram abertas na terça-feira (25) com o candidato do Novo, Romeu Zema. Na quinta-feira (27), recebe Renan Santos (Missão), seguido, na sexta-feira (28), por Augusto Cury (Avante). O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) também foram convidados, mas não aceitaram o convite, segundo os organizadores.
por Folhapress
Evento marcou oficialmente o início da campanha de Elton Carvalho a deputado estadual e reforçou parceria com o deputado federal Marcos Pereira em ações destinadas a São Carlos e região
SÃO CARLOS/SP - Aconteceu nesta quarta-feira o lançamento oficial da candidatura de Elton Carvalho a deputado estadual por São Paulo, que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O evento contou com a presença do deputado federal Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos e candidato à reeleição.
Durante o encontro, Marcos Pereira destacou a parceria construída com Elton Carvalho e os recursos destinados ao município de São Carlos ao longo dos últimos anos. Segundo o deputado, foram mais de R$ 4 milhões destinados ao município, principalmente para áreas como saúde, infraestrutura e promoção social.
Marcos Pereira destaca parceria com Elton Carvalho
Em sua fala, Marcos Pereira ressaltou que a atuação conjunta tem como objetivo transformar as demandas apresentadas pelo município em ações e investimentos concretos.
“Enviamos recursos para mais de 600 colonoscopias, ultrassons, aparelhos auditivos e óculos de grau, além de cirurgias gerais, como hérnias, vesícula e outros procedimentos. Minha parceria em Brasília é ouvir o Elton, entender as demandas e fazermos o melhor por São Carlos e região. Conte conosco sempre, Elton, e que sua campanha seja vitoriosa”, afirmou Marcos Pereira.
O deputado também reforçou a disposição de continuar trabalhando em Brasília em conjunto com Elton Carvalho, caso ambos sejam eleitos.
Elton Carvalho agradece apoio e destaca atuação em Brasília
Elton Carvalho agradeceu a presença e o apoio de Marcos Pereira, destacando a abertura do parlamentar para ouvir as demandas de São Carlos e buscar recursos para atender às necessidades da população.
“Agradeço imensamente ao presidente Marcos Pereira por tudo o que tem feito por São Carlos. É um deputado que sempre nos ouve, entende nossas necessidades e trabalha para que os recursos cheguem efetivamente à ponta, beneficiando diretamente a população. Essa parceria tem produzido resultados concretos e queremos continuar trabalhando dessa forma. Conte conosco sempre, Marcos”, declarou Elton.
O lançamento marcou o início oficial da caminhada eleitoral de Elton Carvalho rumo à ALESP e reforçou a proposta de ampliar a articulação entre o município, a Assembleia Legislativa e o Congresso Nacional em busca de investimentos para São Carlos e região.
SÃO PAULO/SP - O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira, 25, a necessidade de uma reforma administrativa e de um corte de gastos no âmbito federal. Segundo Zema, se não houver um corte de gastos, o "Brasil não se viabiliza". As declarações foram dadas durante participação em sabatina do Grupo Globo.
Com uma camiseta preta com a frase "Chega de bets", o ex-governador de Minas Gerais iniciou a entrevista defendendo um ajuste nas contas públicas. Segundo Zema, o elevado gasto público tem provocado altas taxas de juros, que levam ao alto endividamento do consumidor e causam pedidos de recuperação judicial por parte de grandes companhias.
"Temos taxa de juros real a 8% ,9%, que é a maior do mundo. Isso está fazendo com que brasileiros fiquem cada vez mais endividados. Oito a cada dez brasileiros na hora de comprar, moto, celular, ou qualquer bem de maior valor fazem isso financiado. Se juro está alto, significa prestações nas alturas", declarou.
O candidato afirmou ser "especialista em fazer ajustes" e disse que o Brasil "nunca teve presidente que deu bom exemplo" na área. Ele também defendeu a necessidade de enfrentar fraudes em programas sociais, mas declarou que as políticas são "essenciais a serem mantidas."
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - Após faltar no primeiro debate eleitoral com candidatos à Presidência de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes em parceria com o Estadão neste domingo, 23, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou vídeo nas redes sociais em que criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista teve uma entrevista concedida à Record transmitida no mesmo horário do encontro entre os candidatos.
"Eu quero debater, mas quero debater com quem está destruindo o Brasil e piorando a sua vida", disse Flávio na publicação. O candidato ainda citou as investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, investigado por suspeitas de tráfico de influência.
A ausência dos dois líderes das pesquisas no primeiro confronto de ideias entre os presidenciáveis foi criticada pelos adversários e por analistas políticos. Romeu Zema (Novo) também cancelou a participação na manhã deste domingo.
No vídeo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou propostas, como redução de impostos, defendeu tratar facções criminosas como "organizações terroristas", medida que foi adotada pelo governo dos Estados Unidos. Também falou sobre a necessidade de fazer cortes em decretos e portarias que criam "burocracias", o que chamou de "tesouraço".
Flávio afirmou que os candidatos que compareceram neste domingo - Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) - "não são seus adversários". "Eu respeito todos eles, mas eles definitivamente não são meus adversários. O meu adversário é quem está no poder."
por Estadao Conteudo
SÃO CARLOS/SP - Seis votos na urna eletrônica e alguns minutos para escolher os representantes que ocuparão cargos nos poderes Legislativo e Executivo pelos próximos anos. Nas Eleições 2026, uma preparação simples antes de sair de casa pode fazer toda a diferença no momento do pleito. Levar a colinha eleitoral com o número dos candidatos organizados na ordem de votação ajuda a evitar erros, agiliza o processo e ainda contribui para reduzir as filas nas seções eleitorais.
Candidatas e candidatos já começaram a divulgar suas propostas, bem como os números com os quais concorrem ao pleito na propaganda eleitoral que teve início no domingo (16). Em 4 de outubro (1º turno), mais de 158 milhões de pessoas, sendo 34 milhões somente no estado de São Paulo, votarão para seis cargos nesta ordem: deputado federal, deputado estadual, senador (primeira vaga), senador (segunda vaga), governador e presidente da República. A série “Cargos em disputa” do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) explica a função de cada um desses cargos.
Números dos candidatos e barra de progresso
Cada cargo é identificado por uma sequência numérica. Para votar em deputado federal, eleitoras e eleitores devem teclar 4 dígitos na urna eletrônica. Para deputado estadual, são 5 números. Para senadores, 3 dígitos. Já para governador e presidente da República, são 2 dígitos. Após escolher o candidato ou candidata, o eleitor deve conferir as informações exibidas na tela e pressionar a tecla “Confirma” para cada cargo a fim de registrar o voto.
Para orientar o eleitor, a urna eletrônica exibirá uma barra de progresso na parte superior da tela, mostrando quais cargos já receberam voto e quais ainda serão apresentados. O recurso permitirá identificar as etapas da votação. O TRE-SP ainda preparou um modelo de cola eleitoral que pode ser preenchido antes do encontro com as urnas. Disponível para download e impressão, o material permite registrar os números dos candidatos na mesma sequência em que os cargos aparecerão na urna, tornando a consulta mais prática no dia da eleição.
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Dois votos para senador
A atenção deve ser redobrada no voto para senador. Como há duas vagas em disputa, o eleitor deve votar obrigatoriamente em dois candidatos diferentes. Caso digite o mesmo número nas duas opções, o segundo voto será automaticamente anulado pela urna eletrônica. Isso ocorre porque a eleição para o Senado segue o sistema majoritário: são eleitos diretamente os dois candidatos mais votados em cada estado, sem a realização de segundo turno.
Este ano, o eleitor vai decidir a renovação de dois terços do Senado. Isso ocorre porque a eleição de 2026 renova dois terços da Casa, o equivalente a 54 das 81 cadeiras. A regra está relacionada ao mandato de oito anos dos senadores, que difere da periodicidade de quatro anos dos mandatos dos outros cargos eletivos.
Além disso, a votação para senadores é estadual, o que significa que cada eleitor só pode votar em candidatos que concorrem pelo seu estado de domicílio eleitoral. Ou seja: eleitoras e eleitores de São Paulo só poderão votar em candidaturas ao Senado registradas no estado. Votos eventualmente digitados para candidatos de outras unidades da Federação não serão computados.
Simulador permite treinar a ordem de votação
Quem quiser se familiarizar com a urna eletrônica antes das Eleições 2026 pode ainda usar o simulador de votação disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ferramenta pode ser acessada pelo celular ou pela internet e reproduz a ordem de votação, com candidatos fictícios. Além disso, o sistema permite que o usuário informe se necessita de recursos de acessibilidade, como acontece nas seções eleitorais.
Durante a simulação, o eleitor passa pelas seis etapas da votação e pode usar a cola eleitoral com os números de candidatos fictícios apresentados. Assim, é possível treinar a sequência dos cargos e se adaptar com o funcionamento da máquina antes de 4 de outubro.
Proibição de celular na cabina de votação
Apesar de ser permitida e amplamente incentivada, a cola eleitoral deve ser feita em papel para poder ser levada pelo eleitor até a cabine de votação. O uso de celulares, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro equipamento eletrônico permanece proibido na cabina de votação para não comprometer o sigilo do voto. A restrição está no artigo 23 da Resolução TSE nº 23.759/2026, que dispõe sobre a participação das eleitoras e dos eleitores no processo eleitoral.
O celular pode ser utilizado apenas para a identificação da eleitora ou do eleitor por meio do aplicativo e-Título (desde que mostre a foto do eleitor) ou pela apresentação de outros documentos oficiais em formato digital, exibidos em seus respectivos aplicativos oficiais, como a CNH Digital e o RG Digital. Após a conferência dos dados pelos mesários, o aparelho deve ser deixado no local indicado pela mesa receptora, sendo devolvido após a votação ser concluída.
Mais informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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