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MUNDO - O grupo eletrônico japonês Sony registrou no primeiro trimestre um lucro líquido de 233,25 bilhões de ienes (2,2 bilhões de dólares), uma alta de 53,3%, mas advertiu que o lucro anual deve registrar queda de dois dígitos.

No período de abril a junho, a Sony registrou "aumentos significativos" nos segmentos de serviços de jogos e redes e serviços financeiros, destaca um comunicado da empresa.

O lucro operacional, no entanto, caiu e o grupo prevê para o ano fiscal que termina em março um lucro de 510 bilhões de ienes, uma queda de 12,4%.

Embora a demanda por jogos tenha disparado quando as pessoas foram obrigadas a permanecer em suas casas, a pandemia provocou efeitos negativos como a queda no faturamento, cancelamentos de eventos musicais e fechamentos de cinemas.

"O confinamento afetou as linhas de produção e as vendas de produtos eletrônicos, assim como a estreia de filmes nos cinemas", declarou à AFP Hideki Yasuda, analista do Ace Research Institute de Tóquio. 

"Foi um trimestre muito difícil. A Sony ainda espera se recuperar gradualmente no restante do ano fiscal, mas desde que não aconteça uma segunda onda da pandemia", completou.

O analista advertiu que o lucro líquido anual até março deve cair 12,4%, a 510 bilhões de ienes, com um lucro operacional anual de 26,7% a 620 bilhões de ienes. 

Com a próxima versão do Playstation, os analistas consideram que o preço das ações da empresa permanecerá estável.

No segundo trimestre, o segmento principal de jogos da empresa cresceu 32%, consequência de uma sólida demanda de títulos e serviços relacionados, e as vendas anuais do segmento devem aumentar 26%.

Os resultados do próximo ano dependem muito de como vai funcionar o Play Station 5, disse Yasuda à AFP.

 

 

*Por: AFP

SÃO PAULO/SP - O Itaú Unibanco divulgou na noite desta segunda-feira, 4, um lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre, cifra 43,1% inferior ao resultado do mesmo período do ano passado, quando os ganhos somaram quase R$ 6,9 bilhões. Quando se levam em conta os dados do quarto trimestre de 2019, a queda foi ainda maior, de 46,4%.

A retração do lucro do maior banco da América Latina ocorreu em meio aos maiores gastos com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, refletindo a piora sensível do cenário econômico. O Banco Mundial agora prevê uma queda de 5% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020. No início do ano, esperava-se uma expansão de 2% a 3%. Isso, claro, antes da pandemia do novo coronavírus bagunçar a economia global, a partir de março.

As reservas para eventuais calotes foram reforçadas em cerca de R$ 7 bilhões. Como consequência, o custo de crédito da instituição atingiu R$ 10,1 bilhões no primeiro trimestre, salto de 73,6% quando comparado ao quarto trimestre de 2019. A rentabilidade do banco também foi afetada pela atual crise econômica, saindo do patamar de 23%, no quarto trimestre, para 12,8%, ao fim de março.

O presidente do Itaú, Candido Bracher, destacou que o banco está com seus esforços voltados para apoiar os clientes na crise e no “longo período de recuperação que virá”. Por isso, precisou se proteger com provisões. “É fundamental manter um balanço forte e é com este objetivo que incrementamos significativamente nosso nível de provisões”, disse o executivo, em comunicado.

A pandemia de covid-19 também fez o Itaú abandonar as projeções de desempenho inicialmente divulgadas para 2020. Por enquanto, o banco vê muitas incertezas no cenário. “A administração entende ser prudente não divulgar novas projeções neste momento, até ser possível ter uma maior precisão sobre os impactos e extensão da situação atual em nossas operações”, informa a instituição financeira, em relatório que acompanhou seu balanço.

Crédito

A carteira de crédito total do Itaú somava R$ 769,2 bilhões ao fim de março, elevação de 8,9% na comparação com dezembro, como reflexo da maior demanda por crédito em meio à crise causada pelo novo coronavírus. Em um ano, os empréstimos tiveram incremento de 18,9%.

O aumento do crédito foi impulsionado pelas solicitações de grandes empresas, que se apressaram em reforçar liquidez diante da pandemia. Segundo o banco, a busca por crédito por grandes negócios dobrou em março, na comparação com o mês de fevereiro.

Renegociação de dívidas

O Itaú informou que o saldo de renegociações de empréstimos cresceu 12,9% no primeiro trimestre em comparação com o fechamento de dezembro de 2019, em parte influenciado pela prorrogação do pagamento de parcelas de empréstimos em dia para atender clientes com necessidade de alongamento. De acordo com a demonstração de resultado do banco, no trimestre, o saldo de créditos renegociados foi para R$ 31,7 bilhões, de R$ 28,1 bilhões ao final de dezembro.

Entre outros impactos da pandemia nos números, o Itaú cita redução de 38,9% na margem financeira com o mercado, decorrente do impacto da volatilidade na precificação de instrumentos financeiros. O banco diz ainda que o custo do crédito aumentou 165,2% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2019, devido principalmente ao aumento na despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa.

 

 

*Por: Aline Bronzati e Cynthia Decloedt / ESTADÃO

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