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EUA - Matt Miller pensava que ia ser promovido quando participou de uma reunião com o chefe na terça-feira. Em vez disso, foi demitido.

Os negócios na empresa do setor de arte da Pensilvânia (EUA), onde ele trabalhava, iam bem até alguns meses atrás. Mas, nos últimos tempos, os temores quanto a um crash no mercado de ações e uma possível recessão fez muitos clientes regulares acionarem os freios para novas aquisições.

“Nos últimos três meses, as vendas caíram 50%, depois 50% outra vez, até chegarem quase a zero”, disse Miller, 32 anos, que está preocupado com as perspectivas futuras de emprego. “A maioria dos nossos clientes era do setor de imóveis ou de tecnologia, e eles simplesmente desapareceram. Não querem gastar US$ 10 mil em um quadro quando estão preocupados com como as coisas vão estar daqui a alguns meses.”

O mercado de trabalho nos Estados Unidos, até agora um pilar da resiliência econômica, está mostrando rachaduras.

O crescimento no número de empregos está diminuindo, as solicitações de seguro-desemprego estão aumentando e várias grandes empresas, entre elas Apple e Meta, estão suspendendo os planos de novas contratações. Há sinais de que mais empresas estão reduzindo o quadro de funcionários em setores tão variados como tecnologia, publicidade, saúde, finanças e direito.

A rede de lojas de conveniência 7-Eleven demitiu 880 funcionários no Texas e em Ohio, após comprar uma rede rival, disse um porta-voz da empresa por e-mail. A Ford está planejando demitir 8 mil pessoas nas próximas semanas, informou a Bloomberg. Enquanto isso, a montadora de carros elétricos Rivian está cortando 700 postos de trabalho, a startup de entrega Gopuff está despedindo 1.500 e o credor hipotecário LoanDepot está cortando 4.800 funcionários de sua equipe este ano, de acordo com relatórios.

“As notícias sobre o mercado de trabalho que eram, sem exceção, positivas, não são tanto assim agora”, disse Liz Ann Sonders, diretora administrativa e estrategista-chefe de investimentos da Charles Schwab. “Os relatos de empresas demitindo trabalhadores, ou congelando contratações, ou limitando ofertas de emprego estão começando a aumentar.”

O número de vagas de emprego ativas em várias plataformas na internet diminuiu em todo os EUA durante cinco semanas consecutivas, de acordo com uma análise de Julia Pollak, economista trabalhista da ZipRecruiter.

Ao mesmo tempo, as primeiras solicitações de benefícios para desempregados aumentaram em 7.000 na semana passada, e estão 51% acima do registrado em meados de março, embora ainda estejam perto de mínimas históricas, mostram os dados do Departamento de Trabalho dos EUA.

O esfriamento do mercado de trabalho aquecido é, em vários aspectos, exatamente o que os formuladores de políticas vêm tentando criar. Na próxima semana, a expectativa é que o Federal Reserve eleve as taxas de juros pela quarta vez este ano, na esperança de desacelerar a economia o suficiente para controlar a inflação sem levar a perdas generalizadas de empregos ou à recessão. O Fed espera que a taxa de desemprego cresça de forma gradual de seu menor nível em quase 50 anos, de 3,6% para 4,1%, até 2024 – com a esperança de que a maior parte da desaceleração venha na forma de menos ofertas de emprego e contratações em vez de cortes de postos de trabalho e demissões.

Mas conquistar esse equilíbrio pode ser difícil. Economistas trabalhistas dizem que estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de o cenário azedar rapidamente.

“As coisas desaceleraram – em alguns lugares, de forma bastante brusca”, disse Guy Berger, economista-chefe do LinkedIn. “Não há nada agora que dê a sensação de estarmos passando por uma recessão, mas, em algum momento, podemos facilmente pender para o aumento das demissões e do desemprego. A variedade de relatos [de demissões] e de onde elas estão acontecendo está ficando maior.”

Este acerto de contas mais recente acontece após dois anos de crescimento intenso na geração de empregos, sinalizando a recuperação mais rápida do mercado de trabalho na história. Quase todos os 20 milhões de empregos perdidos nas primeiras semanas da pandemia foram recuperados. Os empregadores dos EUA criaram mais de 6 milhões de postos de trabalho somente no ano passado, e as vagas de emprego continuaram excedendo o número de candidatos em aproximadamente dois para um em maio.

No entanto, uma desaceleração mais ampla em outras áreas da economia do país está começando a provocar um efeito cascata no mercado de trabalho.

O esfriamento mais evidente, disse Berger, tem acontecido no setor de tecnologia, que passou por um crescimento rápido durante a pandemia. A contratação no setor caiu 9,1%, no mês passado, em comparação com a queda de 5,4% na contratação em todos os setores, de acordo com dados do LinkedIn.

O número de empresas de tecnologia e startups demitindo trabalhadores cresceu nas últimas semanas. Netflix, Tesla e Coinbase anunciaram reduções nas equipes ou congelamento de contratações. A Vimeo, plataforma de vídeo online e outrora queridinha do setor, anunciou esta semana que estava demitindo 6% do quadro de funcionários.

“Estamos tomando essa decisão para garantir que saiamos dessa desaceleração econômica como uma empresa mais forte”, disse Anjali Sud, CEO da empresa, em um memorando aos funcionários. “A realidade é que as condições econômicas desafiadoras ao nosso redor impactaram nossos negócios. Devemos partir do princípio que essas condições permanecerão assim no futuro próximo e que não estamos imunes.”

Os temores quanto a uma recessão podem ser autorrealizáveis: se as famílias e as empresas começarem a recuar porque estão apreensivas com seus futuros financeiros, isso pode ser suficiente para desencadear uma retração econômica. Até agora, os americanos continuaram a gastar bastante, sobretudo com serviços, assim como com alimentos, combustível e outras necessidades, mesmo enquanto os preços subiam. Mas economistas alertam que isso pode mudar depressa se as perdas de emprego aumentarem – ou os americanos começarem a cortar gastos, pois temem ser demitidos.

Neal Kemmerer perdeu o emprego em uma empresa de robótica em Lafayette, Indiana, há quatro semanas. Desde então, ele se candidatou a pelo menos 300 vagas de emprego – e conseguiu uma entrevista.

Com uma frequência bem maior, ele é avisado de que os postos de trabalho para os quais se candidatou foram suspensos ou extintos, disse ele. Bem diferente de janeiro, quando pôde escolher entre quatro ofertas de emprego.

“Sou pai solo de dois filhos, então tenho me candidatado desesperadamente para cerca de 75 a 100 vagas de emprego por semana”, disse Kemmerer, 38 anos. “Porém não há mais nada por aqui.”

Ele ganhava US$ 48 mil por ano como chefe do site da Starship Technologies, que fabrica robôs para a entrega de alimentos. No entanto, a maioria das vagas que está encontrando hoje são para fábricas de empresas como a Subaru e a Caterpillar, e os salários máximos são de US$ 19 por hora, ou menos de US$ 40 mil por ano, disse Kemmerer.

Durante a pandemia, muitos trabalhadores viram seus salários aumentarem pela primeira vez em anos. Entretanto, o crescimento salarial está começando a perder força, principalmente levando em conta o aumento da inflação. O valor médio pago por hora subiu mais de 9% nos últimos dois anos, enquanto os preços aumentaram cerca de 15% no mesmo período.

“A situação está quase estável agora, mas há um pouco de agitação por vir”, disse Nick Bunker, diretor de pesquisa econômica do laboratório de contratação do Indeed. “O Fed ainda está elevando as taxas de juros. Não está claro o quanto de instabilidade pode haver.”

Katherine Loanzon, recrutadora jurídica em Nova York, diz que houve uma desaceleração visível no número de contratações, de modo especial entre as empresas especializadas em direito societário. As fusões e aquisições caíram, assim como as ofertas públicas iniciais.

Alguns grandes escritórios de advocacia, disse ela, congelaram as contratações, apesar de continuarem a publicá-las em seus sites. Outros estão adiando aumentos salariais e demorando muito mais para contratar advogados.

“As pessoas estão bem mais cautelosas do que [durante] o frenesi de contratações de 2021?, disse Katherine, diretora da Kinney Recruiting. “Ainda não vimos demissões, mas esse costuma ser o próximo passo.”

Alguns dos próprios trabalhadores que foram cortejados e contratados com festa em 2021 estão entre aqueles sendo demitidos agora.

Pete Basgen estava empregado e contente em uma empresa de tecnologia no segundo semestre de 2021, quando foi abordado por recrutadores de uma empresa de software de transmissão ao vivo com a oferta de um salário 40% maior e a promessa de construir sua própria equipe de estratégia criativa. Ele assumiu o cargo em novembro e conseguiu contratar um grupo de funcionários antes de ele – assim como a maioria de sua equipe – ser demitido no mês passado. Os executivos de São Francisco estavam preocupados que a empresa chegasse ao fim rapidamente se houvesse uma recessão, foi o que lhe falaram.

“Eles me roubaram do meu antigo emprego, me ofereceram um salário enorme e um monte de ações, e depois me demitiram”, disse ele, acrescentando que não ficou na empresa por tempo suficiente para receber os benefícios dos títulos.

Segundo Basgen, muitas das empresas com as quais ele conversa hoje querem contratar consultores ou trabalhadores para serviços temporários, mas estão receosos em empregar profissionais com salário fixo.

“Parece uma economia muito diferente da que existia em novembro”, disse o homem de 37 anos.

Ethan Engel foi demitido de seu emprego de análise de dados em Phoenix este mês, depois que a seguradora internacional para a qual ele trabalhava cancelou um contrato de 18 meses na metade do período previsto. Todas as 60 pessoas no projeto de digitalização de dados perderam seus empregos.

“Pelo que ouvimos, foi porque a empresa percebeu essa recessão a caminho e, por isso, deram fim ao projeto”, disse Engel, 24 anos. “Não havia mesmo muito trabalho novo chegando.”

Engel passou as últimas três semanas se candidatando a dezenas de vagas de empregos nas áreas de análise de dados, defesa, aeroespacial, bancos e seguros, mas, até agora, não conseguiu uma única entrevista.

Na terça-feira, ele fez o cadastro para se tornar um motorista que faz entregas para a Amazon. Caso consiga o emprego, receberá 30% a menos do que costumava ganhar.

“Eu finalmente tive que dizer: ‘certo, preciso encontrar qualquer tipo de trabalho’”, afirmou. “Preciso que entre algum dinheiro.” / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

 

 

Abha Bhattarai e Lauren Kaori Gurley / ESTADÃO

EUA - Os dias de glória dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) podem ter ficados definitivamente para trás. Dado que a Rússia não é mais um mercado que os ocidentais podem acessar após a invasão da Ucrânia, talvez seja hora de os investidores pararem de agrupar todos os mercados emergentes.

Diversas sanções econômicas promovidas pelos Estados Unidos, e seguido por outros países, fizeram grandes fornecedores de índices removeram as ações russas dos índices a um preço de “zero” ou “efetivamente zero”.

“A ideia de que um país tão grande quanto a Rússia possa ser removido dos índices é um grande negócio”, disse Winograd. Parece provável que a Rússia não seja incluída nos principais fundos de mercados emergentes tão cedo. Mesmo para os ocidentais ainda dispostos a investir em ativos russos, não está claro o que vem a seguir.

Para os investidores que desejam obter exposição aos mercados emergentes, disse Winograd, cada país deve ser analisado individualmente.

“O nome do jogo será a diferenciação. Não invista em mercados emergentes com base em uma sigla”, disse Winograd. “É sempre estranho dizer que Argentina e Coreia do Sul são a mesma coisa, por exemplo. Não são.”

Para ficar com as siglas, o fechamento do mercado de ações russo essencialmente transformou o BRICS no BICS – e isso pode ser uma mudança permanente, disse Rahul Sen Sharma, sócio-gerente da Indxx, um fornecedor global de índices. “Os investidores vão abraçar a Rússia novamente? Se não houver liquidez, é um ponto discutível. Mas também é difícil acreditar que as pessoas vão correr para a Rússia tão cedo”, disse Sen Sharma.

Sharma disse que alguns investidores podem começar a olhar para outros mercados emergentes para substituir a Rússia, como Taiwan e Coreia do Sul. Ele acrescentou que a Polônia, a Turquia e o México são intrigantes, assim como as Filipinas e a Indonésia.

RÚSSIA - O banco central da Rússia disse neste sábado que decidiu não reabrir as operações do mercado de ações na Bolsa de Moscou de 14 a 18 de março, com exceção de algumas transações que não são de mercado aberto e transações usando o sistema de pagamento SPFI.

SÃO PAULO/SP - O mercado imobiliário nacional teve alta de lançamentos e vendas no ano passado, mas entrou em trajetória de queda nos últimos meses de 2021, de acordo com pesquisa divulgada na segunda-feira, 21, pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Os lançamentos avançaram 25,9% em 2021 em relação ao ano anterior, chegando a 265.678 unidades. No mesmo período, as vendas cresceram 12,8%, para 261.443 unidades.

Já no quarto trimestre de 2021, houve uma deterioração de cenário. Os lançamentos tiveram uma leve alta de 1,9% em relação ao mesmo intervalo de 2020, para 85.011 unidades. Já as vendas encolheram 9,7%, para 65.232 unidades.

O estoque de imóveis residenciais novos (na planta, em obras e recém-construídos) aumentaram 3,8% em 2021 ante 2020, para 232.566 unidades.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, explicou que os custos de produção, especialmente de materiais de construção, subiram muito, forçando as empresas a aumentar os preços de vendas das casas e apartamentos. O problema é que os novos preços já não cabem mais no bolso dos compradores.

"Há um ano e meio, já vínhamos alertando sobre o aumento absurdo no preço dos insumos. Hoje nós deixamos de vender porque as pessoas não têm capacidade de comprar", afirmou.

 

Aumento de juros

Segundo a pesquisa da CBIC, o preço médio dos imóveis residenciais subiu 10,38% em 2021, ficando abaixo do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), de 13,85%.

Martins mencionou que o mercado cresceu no acumulado de 2021 ajudado pelos juros baixos dos financiamentos imobiliários e porque ainda não havia tanta pressão de custos até o começo do último ano.

Mas ao longo do segundo semestre, a situação virou: houve aumento dos juros e necessidade de repasse dos custos dos insumos para o valor final dos imóveis. Por consequência, houve uma mudança na curva de vendas, que se estabilizou e depois entrou em declínio.

Martins comentou que o mercado ainda está aquecido, porque há muitas obras em andamento. No setor, as obras começam entre seis a oito meses após os lançamentos. Com isso, tem faltado mão de obra neste momento, disse o presidente da CBIC.

Já se a situação de vendas e lançamentos seguir em declínio, a tendência é de o setor desaquecer ao longo dos próximos trimestres, apontou. "O PIB é gerado nos meses seguintes aos lançamentos e vendas, durante a fase da construção. O emprego de amanhã está prejudicado por causa da queda nas vendas de hoje."

 

Programa Casa Verde e Amarela

O Casa Verde e Amarela (CVA) perdeu participação de mercado no ano passado. Os lançamentos e as vendas do programa habitacional foram de 41% e 45%, respectivamente, no quarto trimestre de 2021. Já um ano antes, estavam em 47% e 49%.

Em termos de unidades, o CVA teve baixa de 11,1% nos lançamentos entre outubro e dezembro, caindo para 34.863 imóveis. As vendas caíram 16,6%, chegando a 29.410 unidades.

O encolhimento do programa ocorreu porque a população de baixa renda é quem mais sente no bolso o peso da inflação corroendo o orçamento familiar, bem como o aumento nos preços dos imóveis.

O Casa Verde e Amarela até elevou o limite máximo de preço das casas e apartamentos no passado, ajudando as construtoras a manterem projetos dentro do programa mesmo com o aumento nos preços. Mas a medida foi insuficiente para sustentar a demanda.

"Por mais que tenham adequado os preços do CVA, tivemos mais lançamentos, porém menos vendas. Consequentemente, houve um aumento da oferta final (estoque)", apontou o presidente da Comissão Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Celso Petrucci.

 

Subsídios do FGTS

O CVA deve ter um ajuste na curva de subsídios oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nas próximas semanas, segundo representantes da CBIC.

Segundo Martins, da CBIC, sobraram em torno de 10% a 15% de recursos do FGTS não concedidos em subsídios porque as vendas não aconteceram no ritmo esperado.

Com isso, a expectativa dos empresários é que o modelo de concessão de subsídios do FGTS seja revista, passando a considerar elementos mais específicos, como renda do comprador, local e tipologia dos imóveis. Também há expectativa de liberação de mais recursos para os subsídios, segundo Martins.

Os temas farão parte da pauta de duas reuniões do conselho curador do FGTS, sendo uma delas nesta semana (dia 25, disse Martins) e outra no mês que vem (dia 10).

Se confirmados os ajustes, a expectativa é de uma recuperação relevante dos lançamentos e vendas do CVA em 2022, após a perda de fôlego vista nos últimos meses de 2021.

 

 

 

Circe Bonatelli / ESTADÃO

CHILE - Juan Andrés Fontaine e José De Gregorio têm sido os guardiões da economia de livre mercado do Chile por mais de três décadas, no banco central, como ministros da Economia e professores.

Então, como muitos veteranos em Santiago, observaram com apreensão os protestos de rua generalizados que provocaram um ataque contra o sistema de fundos de pensão do Chile, a redação de uma nova Constituição e a possível eleição no fim deste mês do primeiro presidente da esquerda “dura” do país desde Salvador Allende, na década de 1970. A economia mais rica da América Latina, diz Fontaine, “atravessa um campo minado; para onde quer que se olhe, existe a possibilidade de uma explosão perigosa”.

Apesar de tudo, o que lhes dá esperança é que o modelo econômico chileno é tão aberto e tão orientado ao mercado que deveria servir de salvaguarda. Qualquer mudança radical, na opinião deles, pode desencadear uma reação tão negativa nos mercados que os custos obrigarão o governo a moderar as políticas.

“Uma economia aberta, tanto no comercial quanto no financeiro, castiga muito rapidamente as aventuras nas quais alguns políticos queiram embarcar”, diz Fontaine. O mercado, quando agitado, “chuta muito forte”.

Sinais disso já se tornam evidentes. O peso chileno está entre as moedas com pior desempenho do mundo este ano. Embora o mercado de títulos doméstico tenha se saído melhor nas últimas semanas, os rendimentos de referência ainda registram alta de 120 pontos-base nos últimos três meses. As taxas de swap subiram para uma máxima em nove anos em outubro.

Os dois vêm de campos políticos diferentes - um do lado conservador e o outro um pouco mais à esquerda. Fontaine, que trabalhou no governo de centro-direita do presidente Sebastián Piñera e como diretor de pesquisa do banco central, e De Gregorio, ministro da Economia do ex-presidente socialista Ricardo Lagos e ex-presidente do banco central, conversaram com repórteres da Bloomberg News por Zoom para falar sobre as perspectivas para o Chile.

Eles não concordam em tudo, mas uma visão comum é que as queixas que reverberam nos bairros da classe trabalhadora do país têm certa base. Embora o marco estabelecido pelo ex-ditador Augusto Pinochet e pelo grupo de economistas conhecidos como “Chicago Boys” nas décadas de 1970 e 1980 (que incluía Fontaine) tenha colocado o Chile em um caminho de crescimento e progresso extraordinários, os políticos não conseguiram fazer pequenos ajustes ao longo dos anos que poderiam ter solidificado a rede de segurança social. Esse fracasso político é o culpado pelos protestos e descontentamento da população, disseram.

“Durante anos, os políticos seguiram a tese do ‘if it ain’t broke, why fix it?’, que foi grande erro”, disse De Gregorio, que agora é reitor da Faculdade de Economia da Universidade do Chile. A estratégia nos levou “a uma grande polarização, com prevalecimento dos populistas”, disse.

A popularidade do sistema será testada nas eleições presidenciais marcadas para 21 de novembro. Os dois favoritos, o esquerdista Gabriel Boric e o conservador José Antonio Kast, estão em extremos opostos do espectro político. Kast promete cortes nos impostos corporativos e patrimoniais, bem como políticas de migração mais rígidas. Boric promete enterrar o modelo “neoliberal” do Chile.

Enquanto Fontaine e De Gregorio contemplam o que o futuro reserva, adivinhar o país latino-americano com o qual o Chile será mais parecido dentro de alguns anos se tornou uma prática popular no país.

De Gregorio diz que é mais provável que o Chile - depois de algumas reformas para aliviar a pressão sobre o novo governo - possa acabar se parecendo com o Peru, onde a intervenção estatal produziu uma economia em geral estável com um crescimento consistentemente fraco.

Para Fontaine, sua visão mais otimista seria que o Chile acabasse como o México, onde o governo tem uma presença maior na economia, mas a estrutura é sustentada por pilares do livre mercado.

 

 

Valentina Fuentes e Eduardo Thomson /  Bloomberg L.P.

EUA - Desde o ano passado, analistas do mercado de ações têm afirmado que a Apple poderá atingir um valor de US$ 3 trilhões por conta do aumento da demanda pelos produtos da marca. O valor agregado dos itens da companhia também é citado como um das justificativas para a valorização.

De acordo com matéria do The Wistle, a previsão de que a Apple vai adicionar mais produtos ao seu portfólio nos próximos anos é outro ponto que tem aumentado o valor de mercado da companhia.

Entre os novos produtos da Apple, o mercado está particularmente ansioso pelo lançamento do carro autônomo em 2024. A previsão é que o “Apple Car” se torne uma sólida fonte de receita de hardware para a Apple, possivelmente gerando US$ 50 bilhões até 2030.

 

 

*Por: ISTOÉ DINHEIRO

ÍNDIA - A Índia está planejando a introdução de nova legislação para proibir a negociação de qualquer moeda digital no país, em favor de uma criptomoeda própria.

A notícia, revelada pelo Tech Crunch, indica que a câmara baixa do parlamento indiano está preparando a medida, que vai incluir “todas as criptomoedas privadas” e definir um “quadro facilitador” para a criação de um formato oficial de dinheiro digital, emitido através do Banco Central da Índia. Não foi revelada uma data para a apresentação da proposta, mas deve acontecer durante a atual sessão legislativa.

O percurso das criptomoedas da Índia tem sido conturbado e em 2018 o Governo já tinha tentado travar a circulação de dinheiro digital no país. Naquela época, recomendou que a Bitcoin e restantes criptomoedas fossem proibidas no país, com o Banco Central argumentando a ilegalidade do dinheiro digital, por não ter cunhagem física. As autoridades do país propuseram ainda um quadro de sanções para os infratores, que previa pena de prisão até 10 anos para quem não respeitasse a lei.

O caso chegou aos tribunais, que acabaram por travar as pretensões do Governo. Em 2020, as moedas digitais voltaram a ter luz verde no país, por decisão do Supremo que não encontrou base legal para justificar as restrições, uma decisão que pode não durar muito.

A Índia não é o primeiro país do mundo a querer ter a sua própria moeda digital. A China está em fase de testes na implementação do yuan digital, que já pode ser usado para pagar compras em algumas lojas físicas. O Japão está preparando a sua e países como a Venezuela também já anunciaram a intenção de criar uma moeda digital nacional.

 

 

*Por: ISTOÉ DINHEIRO

MUNDO - A Apple ganhou 4,3% em valor de mercado, cerca de US$ 88 bilhões, na terça-feira (14). As ações estão sendo negociadas em seu ponto mais alto desde o início de setembro. O movimento aconteceu após a divulgação de um relatório da Nikkei Asia sobre o aumento de produção do iPhone no ano que vem.

De acordo com matéria do Business Insider, a gigante da tecnologia pretende produzir 96 milhões de iPhones no primeiro semestre de 2021. O estudo aponta que o número é um aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, sinalizando que a demanda por sua linha do iPhone 12, com tecnologia 5G, é forte.

A Apple pediu para os fornecedores aumentarem a produção do iPhone 12, dos modelos mais antigos do iPhone 11 e do iPhone SE. Segundo a consultoria Nikkei, as projeções iniciais para 2021 mostram a produção de 230 milhões de iPhones, alta de 20% em relação ao total de 2019.

Já analistas da Wedbush projetam que a Apple venderá mais de 240 milhões de telefones no próximo ano, à medida que mais clientes existentes atualizem para os modelos mais novos. A Apple também planeja aumentar a produção de seus computadores mais caros, incluindo o MacBook Pro e o iMac.

 

 

*Por: ISTOÉ DINHEIRO

SÃO PAULO/SP - O Carrefour Brasil perdeu R$ 1,75 bilhão em valor de mercado na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) desde o assassinato de João Alberto Freitas, conhecido como Beto. No meio da última semana, chegou a perder mais: R$ 2,46 bilhões na 4ª feira (25). Recuperou parte das perdas (R$ 710 milhões)

O homem negro foi espancado até a morte na 5ª feira (19.nov.2020) em uma das unidades da empresa em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Naquela data, a empresa valia R$ 40,28 bilhões pela cotação do mercado. Caiu para R$ 38,58 bilhões nesta 6ª. O valor das ações passaram de R$ 20,29 para R$ 19,41 no mesmo período.

Durante esta 6ª feira (27), a empresa não utilizou o termo “Black Friday” em suas promoções.

As ações da empresa caíram em momento de euforia do Ibovespa. Desde a morte de Beto, na 5ª feira (19.nov), recuou 4,34%. No mesmo período, o principal índice da B3 subiu 3,7%.

Num 1º momento, o mercado não reagiu negativamente à morte do homem negro, tanto que o CRFB3 (ações do Carrefour na B3) subiu 0,49% na 6ª feira da semana passada (20.nov). A repercussão negativa foi registrada depois do fim de semana, quando o caso ganhou peso nas redes sociais e no noticiário.

O Carrefour Brasil passou por outras polêmicas nos últimos anos. Em 2018, um cachorro foi morto em uma loja em São Bernardo do Campo. Em agosto deste ano, funcionários de uma loja no Recife (PE) cobriram com guarda-sóis o corpo de 1 promotor de vendas (funcionário de empresa terceirizada) que havia morrido em serviço por conta de 1 infarto.

No Rio de Janeiro, a funcionária de 1 hipermercado da rede foi demitida depois de reportar aos seus superiores ter sido vítima de racismo e de intolerância religiosa em seu local de trabalho, na zona oeste da capital fluminense.

A morte de Beto reacendeu a irritação dos internautas contra a varejista de origem francesa. O caso tomou proporções internacionais: Washington Post, Le Monde e El País publicaram matérias sobre o assassinato.

O valor das ações no mercado internacional caíram US$ 330 milhões desde o fato. Considerando o dólar de R$ 5,33 (fechamento de 6ª feira), o valor perdido foi similar: R$ 1,8 bilhão.

A empresa se comprometeu a adotar políticas conscientizadoras contra o racismo depois do episódio.

 

 

*Por: HAMILTON FERRARI / PODER360

Contudo, índice ainda é menor do que no mesmo mês de 2019, registrando queda de 25,5% no comparativo

 


SÃO PAULO/SP - O Índice de Confiança do Empresário (ICEC) registrou alta recorde para o mês de setembro, avançando 14,9% – 74,8 pontos em agosto para os atuais 85,9 pontos. O Índice de Expansão do Comércio (IEC) acompanhou a elevação e registrou a segunda alta consecutiva (16,2%), ao passar de 65,3 para 75,8. O Índice de Estoques (IE) voltou a subir depois de quatro quedas consecutivas, indicando alta de 4,3%.
 
Influenciadas pelas políticas de transferência de renda, as atividades do comércio varejista seguem liderando a recuperação entre os setores, compensando a queda de renda dos consumidores e sustentando momentaneamente o consumo. O cenário se reflete na confiança dos empresários do comércio, que percebem uma recuperação da economia, com o recente aumento de suas receitas. Apesar ainda das incertezas instaladas na economia, o alívio nos fluxos de caixas das empresas tende a alavancar as expectativas no médio e no longo prazo. 
 
Apesar dos empreendedores estarem mais confiantes, o IE ainda mostra estoques inadequados, mesmo com a primeira alta registrada pós-quarentena mais restritiva, principalmente por causa do acúmulo de mercadorias. Aos poucos, o comércio deve ajustar os níveis de estocagem em relação a oferta e procura dos produtos.
 
Assim, a FecomercioSP recomenda aos empresários um planejamento baseado no giro do negócio. Para as pequenas empresas, que normalmente não possuem uma gestão eficiente de estoque, adotar estratégia de estoques reduzidos e inventários mensais para evitar eventuais perdas. Os empreendedores também devem continuar atentos com a variação do dólar. Para não ter surpresas de eventuais aumentos de custos é importante observar as operações atualizadas da empresa, ou seja, elaborar um fluxo de caixa diário a fim de compreender melhor a alocação dos recursos. 
 
Além disso, outras medidas importantes são: ajustar investimentos, vendas e compras junto aos fornecedores, adequando-os ao fluxo de caixa; diversificar seus portfólios em plataformas digitais e também investir no relacionamento com o cliente. Medidas que podem auxiliar os empresários a descobrirem áreas com potencial de crescimento e identificar mercados ainda não explorados pelos concorrentes.
 
ICEC
O Índice de Confiança do Empresário (ICEC) registrou elevação de 14,9% no comparativo mensal – de 74,8 pontos em agosto para os atuais 85,9 pontos. No entanto, na comparação com o mesmo período de 2019, houve queda de 25,5%.
 
Os três quesitos que compõem o indicador avançaram em setembro: o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio aumentou 44,9%; o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio registrou alta de 23,4% e o Índice de Investimento do Empresário do Comércio subiu 9,3%.
 
IEC
O Índice de Expansão do Comércio (IEC) obteve elevação, 16,2% – 75,8 pontos em setembro, ante os 65,3 pontos de agosto. Contudo, em relação ao mesmo período do ano passado, houve baixa de 28,2%.

IE
O Índice de Estoque (IE) avançou 4,3% – 90 pontos em agosto para 93,9 ponto em setembro. Em relação ao mesmo mês de 2019, sofreu queda de 22%.
 
Notas metodológicas
ICEC
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla as percepções do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas feitas em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que, por sua vez, pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, contudo sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.
 
IEC
O Índice de Expansão do Comércio (IEC) é apurado todo o mês pela FecomercioSP desde junho de 2011, com dados de cerca de 600 empresários. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, desinteresse e interesse absolutos em expansão de seus negócios. A análise dos dados identifica a perspectiva dos empresários do comércio em relação a contratações, compra de máquinas ou equipamentos e abertura de novas lojas. Apesar desta pesquisa também se referir ao município de São Paulo, sua base amostral abarca a região metropolitana.
 
IE
O Índice de Estoque (IE) é apurado todo o mês pela FecomercioSP desde junho de 2011 com dados de cerca de 600 empresários do comércio no município de São Paulo. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total. Em análise interna dos números do índice, é possível identificar a percepção dos pesquisados relacionada à inadequação de estoques: “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e “abaixo” (em casos de os empresários avaliarem falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo). Como nos dois índices anteriores, a pesquisa se concentra no município de São Paulo, entretanto sua base amostral considera a região metropolitana.
 
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do PIB brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.
 

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