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MUNDO - O Santos venceu a LDU por 2 a 1 na noite desta terça-feira, no Estádio Casa Blanca, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores da América. Os gols foram marcados por Soteldo e Marinho. Os visitantes balançaram as redes com Jhojan Julio.

O Peixe superou os desfalques e a altitude de 2850 metros em Quito, no Equador. Depois de primeiro tempo com muitos espaços na marcação, o Alvinegro voltou melhor para a etapa final, quando desempatou e sofreu menos na defesa.

Como o gol fora de casa é qualificado na Libertadores, o Santos pode empatar ou até perder por 1 a 0 para avançar às quartas de final. A decisão ocorrerá na próxima terça, também às 19h15 (de Brasília), na Vila Belmiro. 2 a 1 levaria a eliminatória para os pênaltis.

Antes de receber a LDU, o Peixe enfrentará o Sport no sábado, também na Vila, às 17h. O Alvinegro pode poupar parte dos titulares.

O JOGO

O Santos suportou a pressão inicial da LDU e aproveitou a primeira chance criada. Pará fez bonita jogada individual e cruzou para Soteldo fazer o gol aos cinco minutos.

A partir daí, a LDU dominou o jogo. Com a posse de bola e melhor fisicamente, a equipe dona da casa empilhou chances. No minuto 27, Perlaza bateu para boa defesa de John. E nos acréscimos, veio o empate.

O Santos cedeu um contra-ataque no último lance da etapa inicial. Billy Arce avançou e bateu para ótima defesa do goleiro John. No rebote, Jhojan Julio subiu mais que Diego Pituca e Marinho e empurrou para as redes de cabeça.

SEGUNDO TEMPO

O Santos teve novamente a primeira chance. Dessa vez, porém, Gabbarini foi bem finalização forte de Marinho de fora da área aos dois minutos. Na sequência, Alcívar bateu forte e John segurou mais uma.

E quando o Peixe parecia longe do gol, Marinho apareceu. O atacante bagunçou a defesa da LDU e sofreu (e converteu) o pênalti. 2 a 1 em Quito para os brasileiros aos 13 jogados.

O Alvinegro ajustou a defesa e pouco sofreu. Quando a LDU assustou, o goleiro John defendeu. A saída de Jean Mota para a entrada de Wagner Leonardo foi decisiva para o resultado. John, Pará, Marinho e Soteldo foram os destaques da equipe de Marcelo Fernandes. Vantagem para a decisão na Vila Belmiro.

 

 

*Por: GAZETA ESPORTIVA

O muralista brasileiro finalizou no final de semana a obra "Coração Santista", em Santos, no estado de São Paulo. O grande homenageado do mural é Pelé, Edson Arantes do Nascimento, que completa 80 anos de vida no dia 23 de outubro.

         

SANTOS/SP - O conhecido artista urbano Eduardo Kobra homenageia Pelé em mural em Santos, no litoral sul do estado de São Paulo. “Coração Santista”, com 800 metros quadrados, foi finalizado no domingo, 18 de outubro, e liberado para o público. A obra está situada em uma parede de 800 metros quadrados, na ponta da praia, região que está sendo revitalizada. Está na fachada do CAT (Centro de Atividades Turísticas), em frente ao Mercado de Peixe (Pça Gago Coutinho s/n - Ponta da praia), recentemente inaugurado.

         No mural, há quatro cenas, todas situadas dentro dos arcos (ou círculos) das muretas de Santos, um dos mais conhecidos símbolos da cidade: Pelé, o Bonde, a Bolsa do Café e Um estivador no Porto de Santos.

 Veja a seguir, detalhes sobre cada uma das cenas:

            Pelé: “Fiz inspirado na imagem de Pelé jogando pela Seleção Brasileira, com o suor escorrendo pela camisa e formando um coração em seu peito, cena captada pelo fotógrafo Luiz Paulo Machado, quando trabalhava na revista Placar. O mérito é do fotógrafo. Procurei respeitar esse instante mágico e mantive até o efeito da luz nas mãos da foto original. Mas, claro, coloquei as cores e também muito preto e branco, dentro das características do meu trabalho. Parece que Pelé está projetado para fora do mural, como um 3D! Também imaginei que o suor tivesse formado a palavra ‘Santos’, como referência ao amor dele pela cidade e pelo clube”, revela o artista. 

            Porto de Santos:  um estivador acompanha o processo de retirada de um contêiner de um navio. É uma cena com muita cor, com o estivador em primeiro plano, o que mostra a importância, a força e a beleza do trabalho feito cotidianamente em Santos. “É uma homenagem às pessoas que trabalham e constroem as cidades. Não apenas em Santos, mas no Brasil e no mundo inteiro”, afirma.

            Bonde da Cidade – Kobra mostra um bonde, um dos símbolos da cidade, alguns ativos até hoje para turismo. Na imagem, vemos um condutor e o próprio bonde com reflexo na calçada icônica de Santos. “Essa cena tem uma conexão com meu trabalho e as memórias que tenho de arquiteturas, paisagens e personagens”, conta o muralista. O personagem que aparece na obra é o condutor Welcio Francilino da Costa, 45 (mesma idade de Kobra), nascido em Londrina, Paraná, e ainda servidor da CET Santos. Hoje, o condutor vende os tickets para o passeio de bonde em uma bilheteria situada dentro do Museu Pelé. No último sábado, ao saber que Kobra começava a retirar as telas e andaimes para finalizar a obra, Welcio, que vive há 25 e dez meses em Santos (25 anos e nove meses na CET, seu único emprego na cidade) foi até o mural e ficou emocionado e admirado com todo o trabalho. “Foi baseada em uma foto de cerca de 17 anos atrás. Não imaginava que seria tão monumental. É uma homenagem para mim, claro, mas também à cidade que me acolheu e que amo. Foi aqui que conheci minha esposa, Cláudia Helena Jorge, e que tive meu filho (Jonnathan). Enfim, foi a cidade onde formei minha família. Santos mora no meu coração. Adorei ver todas as cenas colocadas por você, especialmente o bonde. Sou apaixonado pelos bondes! Ninguém pode falar mal deles perto de mim; são meu xodó”, disse para Kobra.

            A Bolsa do Café – O artista mostra a magnífica porta principal desse prédio também icônico em Santos. “Em minha pesquisa, avaliei e estudei imagens de centenas de prédios da cidade. A Bolsa do Café é sensacional, excepcional com uma quantidade incrível de detalhes. É linda por dentro e por fora. Entre os detalhes, quis valorizar a porta de entrada, as colunas principais e as esculturas que ficam no topo”, conta Kobra, que também revela uma ligação afetiva com Santos. “Nos meus primeiros anos de vida, eu ia para Santos com meus pais, porque meus avôs tinham um apartamento na cidade. Tenho lembranças vagas, mas sinto-me desde sempre ligado afetivamente à cidade. Por isso, fazer esse mural é uma honra, um privilégio e uma emoção para mim”, diz Eduardo Kobra.

Pelé é, ao lado de Ayrton Senna, a grande referência esportiva de Kobra. Fazer um mural em Santos é um sonho antigo do artista urbano. “É um gênio, considerado o maior atleta do século 20. É o maior jogador de todos os tempos, mas também um ícone pop, pintado por Andy Warhol. Tornou-se o maior símbolo de brasilidade no mundo. Em todos cerca de 35 países onde pintei, a primeira coisa que dizem quando sabem que sou brasileiro é ‘Pelé’. Muitas vezes também dizem ‘Carnaval’, mas sempre tem Pelé. Fico impressionado. Afinal, ele parou de jogar há 43 anos e segue como o brasileiro mais famoso no mundo”, diz Kobra.

            Bastidores do trabalho

Kobra, junto com mais quatro pessoas de sua equipe, passou cerca de 45 dias em Santos, trabalhando com a proteção de telas para que a surpresa para Pelé e a cidade de Santos não fossem reveladas. As telas e os andaimes que utilizou para o trabalho começaram a ser retirados às 7h da manhã do último sábado, dia 17 de outubro. Por volta das 11h, Kobra e demais artistas da equipe iniciaram a finalização do trabalho: primeiro taparam os buracos provocados pelo andaime e depois Kobra retocou vários detalhes da obra. Ontem, domingo, Kobra voltou ao local para mais alguns retoques e para assinar a obra, sobre os aplausos de admiradores e curiosos.  Segundo o artista, foram utilizados de 300 a 350 latas de spray. “Trabalhamos durante 45 dias, das 8h às 18h, para que o mural ficasse pronto para o aniversário de Pelé, no dia 23 de outubro”, diz Kobra, que acrescenta: “um tempo ainda maior, de 60 dias – dois meses – utilizei na pesquisa e projeto da arte. Fiz pesquisas históricas, iconográficas e, como disse, regatei memórias afetivas. Para o chegar ao resultado final, fiz mais de 30 desenhos, buscando o equilíbrio certo entre as cenas, o uso correto de cores e preto e branco e o respeito e valorização da cultura e da história de Santos”, afirma.

A obra contou com o patrocínio da BTP (Brasil Terminal Portuário) e da Comgás e com o apoio do Grupo Mendes. Teve a produção de Dila Spinola, Alexandre Spinola e Luli Hunt  e a curadoria de Fábio Magalhães.

             “Coração Santista” é a segunda obra do muralista na Baixada Santista. Em 2014, Kobra levou sua arte a dois imensos tanques (14 metros de altura por 17 de diâmetro), da empresa Linde Gases, na rodovia Cônego Domênico Rangoni, no trecho do sistema Anchieta-Imigrantes, que liga Cubatão ao Guarujá. Na época, contrapôs o ambiente pesado das grandes indústrias com o uso de cores alegres e desenhos de crianças, balões e cata-ventos.

Ao Líbano com carinho - O artista brasileiro Eduardo Kobra lançou um painel sobre o Líbano, país marcado pela recente tragédia ocorrida em Beirute. A tela será leiloada até o dia 22 de outubro, através da plataforma 32Auctions (link: https://www.32auctions.com/2020Beirut). O lance inicial para a obra é de 27 mil dólares (cerca de 150 mil reais).  Além do leilão do painel, cinco serigrafias da obra serão sorteadas entre todas as pessoas que fizerem doações – de qualquer valor – para a campanha. De acordo com Kobra, 100% do valor arrecadado será destinado ao país do Oriente Médio. No próximo ano, o conhecido muralista irá pintar a obra “Ao Líbano, com carinho”, em algum prédio da capital daquele país.

O leilão do painel de 1,90m por 1,90m e a possibilidade de doações estarão vigentes na plataforma até o dia 22. Segundo Kobra, o propósito desse trabalho é ajudar às famílias que foram vítimas da explosão. “A obra mostra duas mãos, que simbolizam as mãos da humanidade, levantando o cedro do Líbano, que é um símbolo de paz, de fraternidade, de união e respeito”, diz o artista, que utilizou a bandeira do Líbano como a base para a pintura. “O vermelho representa o sangue derramado pelas pessoas que se feriram ou morreram nas lutas para livrar o país das forças externas;  o branco representa a permanente busca pela paz e a beleza das montanhas cobertas pela neve;  e o cedro, árvore presente em boa parte do país, é um símbolo de força e eternidade”, explica Kobra.

Eduardo Kobra e a Fundação Tamari, criada por Abdallah W. Tamari (fundador da Sucafina, multinacional do ramo de agronegócios de café) e sua esposa, Samia Tamari, se uniram para dar esse apoio às pessoas afetadas.

O valor arrecadado com o leilão e doações será utilizado para a compra de alimentos, equipamentos médicos e materiais de construção para aqueles cujas casas foram destruídas. “Conto com o apoio de todos nessa Corrente do Bem e mais uma vez fazer a diferença na vida de tantas pessoas que estão hoje necessitadas e precisam do nosso apoio”, diz Kobra, que recentemente utilizou seu talento para uma campanha que ajudava famílias desassistidas, com situação de vulnerabilidade ainda mais agravada pela pandemia do Covid-19.

Kobra fez o painel “Coexistência”, onde mostrava crianças de cinco religiões – budismo, cristianismo, islamismo judaísmo e hinduísmo – em oração e vestindo máscaras. Uma Serigrafia da obra foi sorteada entre as pessoas que fizeram doações. Com o valor arrecadado foram produzidos e distribuídos 16.620 kits. “Agora, estamos ao lado do povo libanês neste momento de necessidade. Quem não quer ou não pode participar do leilão, mas deseja ajudar o povo libanês, pode doar qualquer valor através do link, e, ao final da campanha, concorrer para ganhar no sorteio uma das serigrafias deste trabalho. Qualquer doação pode fazer a diferença. Agora, mais do que nunca, os libaneses, que tanto contribuíram e seguem contribuindo para o nosso país, precisam do nosso apoio”, reforça o artista.

             Segundo Kobra, ele já foi convidado pela Sucafina para no próximo ano transformar em mural o painel “Ao Líbano, com carinho”, em algum prédio de Beirute.

 

 

Sobre Eduardo Kobra

Eduardo Kobra, 45 anos, é um expoente da neo-vanguarda paulistana. Começou como pichador, tornou-se grafiteiro e hoje se define como muralista. Seu talento brota por volta de 1987, no bairro do Campo Limpo com o pixo e o graffiti, caros ao movimento Hip Hop, e se espalha pela cidade e pelo mundo. Com os desdobramentos que a arte urbana ganhou em São Paulo, ele derivou - com o Studio Kobra, criado em 95 - para um muralismo original - inspirado em muitos artistas, especialmente os pintores mexicanos e norte-americanos, beneficiando-se das características de artista experimentador, bom desenhista e hábil pintor realista. Suas criações são ricas em detalhes, que mesclam realidade e um certo "transformismo" grafiteiro.

      Muitos críticos afirmam que a característica mais marcante de Kobra é o domínio do desenho e das cores. Mas o que é mais fundamental para o artista é o olhar. Kobra foi desde cedo apresentado às adversidades da vida. Viu amigos sucumbirem às drogas e à criminalidade. Alguns foram presos. Outros tantos perderam a vida. Foi o olhar que o salvou.

      Kobra é autor de projetos como "Muro das Memórias", em que busca transformar a paisagem urbana através da arte e resgatar a memória da cidade; Greenpincel, onde mostra (ou denuncia) imagens fortes de matança de animais e destruição da natureza; e “Olhares da Paz”, onde pinta figuras icônicas que se destacaram na temática da paz e na produção artística, como Nelson Mandela, Anne Frank, Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, John Lennon, Malala Yousafzai, Maya Plisetskaya, Salvador Dali e Frida Kahlo.  

       Em meio ao caos urbano, buscou resgatar o patrimônio histórico que se perdeu. Em um contexto repleto de desigualdade social e injustiças, buscou se inspirar em personagens e cenas que servem de exemplo para um mundo melhor. 

      Hoje, os murais de Kobra estão em cerca de 35 países e em diversas cidades e estados brasileiros – como “Etnias – Todos Somos Um”, no Rio de Janeiro, “Oscar Niemeyer”, em São Paulo; “The Times They Are A-Changin” (sobre Bob Dylan), em Minneapolis; “Let me be Myself” (sobre Anne Frank), em Amsterdã; “A Bailarina” (Maya Plisetskaia), em Moscou; “Fight For Street Art” Basquiat e Andy Warhol), em Nova York; e “David”, nas montanhas de Carrara. Em todos os trabalhos, o artista paulistano busca democratizar a arte e transformar as ruas, avenidas, estradas e até montanhas em galerias a céu aberto.  Inquieto, estudioso e autodidata, também faz pesquisas com materiais reciclados e novas tecnologias, como a pintura em 3D sobre pavimentos. Em 2018, pintou 20 murais nos Estados Unidos, 18 deles em Nova York.

Cada vez mais conhecido, Kobra fica, é claro, orgulhoso quando vê uma multidão que observa um de seus murais, mas costuma dizer que o que o comove de verdade é descobrir alguém que para no meio da correria da cidade para observar, mesmo que por um minuto, os detalhes dessa obra. Apesar dos murais monumentais, Eduardo Kobra faz sua arte para despertar a consciência e a sensibilidade de cada um de nós.  (Airton Gontow)

 

A seguir, uma síntese das linhas de trabalho de Eduardo Kobra

Muro das Memórias – projeto mais antigo e constante de Eduardo Kobra, que pinta São Paulo antiga. Há cerca de 40 trabalhos em São Paulo. Cria um contraste entre o antigo e o contemporâneo. No antigo mural, agora já apagado, de mil metros quadrados na av. 23 de maio, as pessoas passavam em seus carros, como máquinas, a toda velocidade. O lado humano da avenida estava justamente nos rostos pintados no muro. O artista desenvolveu trabalhos do Muro das Memórias em outras cidades. Fez, por exemplo, lindas criações em Belém (PA), Rio de Janeiro e Santa Maria (RS), além de cidades em diversos países, como Estados Unidos, Suécia, França, Inglaterra, Rússia, Polônia, México, Japão, Emirados Árabes e Taiti.

3D – Kobra é pioneiro nesta arte. Surpreendeu São Paulo fazendo um carro em 3d na Praça do Patriarca. A obra tinha cerca de 30 metros de largura por oito de comprimento. De 98% das posições o espectador via uma mancha no chão. De dois por cento via um carro, “real”, na frente. Fez um Pelé na av. Paulista; um Michael Jackson no Rio de Janeiro (junto com o artista plástico Romero Brito); uma piscina no Rio (homenagem às Olimpíadas); monumentos de Brasília na Esplanada dos Ministérios e um canyon com elementos brasileiros e sul-africanos na Praça do Patriarca, em São Paulo, durante a Copa do Mundo de 2010. Ao total, fez cerca de 20 trabalhos em 3D no Brasil. Kobra participou de diversas edições do Sarasota Chalk Festival, maior evento de 3D do mundo (ler em trabalhos internacionais, ao final do release). Também participou de quatro edições do “Dubai Canvas at City Walk”, nos Emirados Árabes Unidos. 

Galeria de Céu Aberto – O artista começou a colocar seus quadros em muros e outros espaços da cidade de São Paulo. Quer mostrar para as pessoas que a arte é acessível, que todos podem entrar em galerias. “Muita gente pensa que não gosta de arte simplesmente porque nunca entrou em museus e galerias”, afirma Eduardo Kobra.

Greenpincel - O projeto, que o artista desenvolve desde março de 2011, busca alertar e combater as agressões do homem aos animais e ao planeta como um todo. Kobra entregou vários murais para a cidade de São Paulo, dentro do projeto. Fez em julho um chocante mural de “boas-vindas”, chamado “Welcome to Amazônia”, na av. Rebouças, 167, com cerca de 7mX5m. O cenário mostra um ambiente arrasado. Pouco antes, concluiu o mural “CO2”, na rua Alvarenga, 2.400, com cerca de 10mX5m, também parte do seu projeto Greenpincel, iniciado com o mural “Navio Baleeiro” (obra crua e forte, baseada em uma cena da caça de uma baleia pelo navio Yushin Maru), realizado em março na rua Domingos de Morais, na Vila Mariana. Kobra pintou o mural “Sem Rodeios”, na av. Brigadeiro Faria Lima, depois de ficar chocado com as imagens nos jornais e sites do bezerro abatido pelo peão César Brosco durante a 56ª. Festa do Peão de Barretos. Fez na rua Cayowaa, em Perdizes, o mural “Mar da Vergonha”, onde critica o massacre de centenas de golfinhos no início de setembro, na pequena cidade de Taiji, na costa meridional da ilha japonesa de Honshu. Em outubro do ano passado fez o mural Alta Mira, onde critica a construção da usina, trabalho que atingiu grande repercussão de público e mídia. Segundo Kobra, o Greenpincel denuncia e combate artisticamente as várias formas de agressão do Homem à natureza. “Todas as tragédias naturais que têm acontecido em nosso planeta mostram que proteger os animais e a natureza como um todo é também uma forma de protegermos o ser humano. Particularmente, sou um apaixonado por plantas e animais. São temas que namoro há muito tempo e, por isso, decidi que já era hora de colocá-los também dentro do meu trabalho como artista”, diz. O Greenpincel marca uma nova etapa nas obras de rua do artista, que buscam basicamente preservar a memória e trazer beleza aos paulistanos, em meio à correria do dia-a-dia. “Gosto muito de resgatar a história e levar beleza às ruas das cidades, o que faço principalmente no projeto ‘Muro das Memórias’, mas há situações em que devemos denunciar, mostrando artisticamente as agressões feitas contra o nosso Planeta”, afirma.

Olhares da Paz – Série inspirada em personalidades importantes da história do Brasil, como o arquiteto Oscar Niemeyer e os compositores Chico Buarque e Adoniran Barbosa além de nomes que contribuíram a para paz, a liberdade, a arte e o humanismo, como Nelson Mandela, Martin Luther King Malala Yousafzai, Dalai Lama, Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá e John Lennon.

Mosaicos –Usa aspectos coloridos e figuras geométricas sobrepostas nas cenas. Esta técnica dá profundidade e cor aos trabalhos. Alguns exemplos desta fase são os já citados murais “O Beijo está no Ar”, em Nova York; e “A Bailarina”, em Moscou. Às vezes a técnica pode se mesclar a outros estilos ou linhas de trabalho do artista. A homenagem a Oscar Niemeyer pertence à fase Personalidades e também à fase Mosaicos.

Trabalhos Internacionais – Eduardo Kobra fez intervenções em países como Estados Unidos, Rússia, França, Itália, Inglaterra, Suécia, Polônia, Japão, Taiti, Emirados Árabes, México e Grécia. Em 2018, pintou 20 murais nos Estados Unidos, 18 murais em Nova York. 

 

 

Veja algumas das obras de Kobra no Brasil e no Exterior

 Exterior:  1 - O Beijo, na High Line, em Nova York, EUA

2 - Arthur Rubinstein, em Lodz, na Polônia

3 - Artistas, em Wynwood, Miami, Flórida, EUA

4 - A Bailarina (Maya Plisetskaya), em Moscou, Rússia

5 - Malala, em Roma, Itália

6 - Olhar a Paz, em Los Angeles, Califórnia, EUA

7 - Sarasota Antiga, em Sarasota, Flórida, EUA

8 - Abraham Lincoln, em Lexington, Kentucky, EUA

9 – Fight for Street Art (releitura da cena clássica de Andy Warhol e Jean Michael Basquiat), em Williamsburg, Brooklyn, EUA

10 – Alfred Nobel, na cidade de Boras, Suécia

11 – MariArte, em San Miguel de Allende, México

12 – Ritmos do Brasil, em Tóquio, Japão

13 – O Beduíno, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos

14 – Mural ainda sem nome, Papeete, Taiti

15 - Bob Dylan, The Times They Are a-Changin. Minneapolis, Minnesota, EUA

16 – Hamlet, West Palm Beach, Florida, EUA

17 – Einstein vai à Praia, West Palm Beach, Flórida, EUA

18 – Give Peace a Chance, Wynwood, Miami, Flórida, EUA

19 – Stop Wars, Wynwood, Miami, Flórida, EUA

20 – The Fallen Angel (O Anjo Caído), Wynwood, Miami, Flórida, EUA

21 – Muddy Waters, Chicago, Illinois, EUA.

22 – Rio, Tóquio, Japão

23 – Armstrong (nome não definitivo), Cincinnati, Ohio, EUA 

24 – Dante Alighieri, Ravenna, Itália

25 – Let me be myself, Amsterdã, Holanda

26 - Ziggy Stardust (sobre David Bowie), Jersey City, New Jersey, EUA.

27 – Sonho de um Menino, Dubai, Emirados Árabes Unidos.

28 – Mandela (ainda sem nome definitivo), em Blantyre, Malawi

29 – Desmond Tutu (ainda sem nome definitivo), em Blantyre, Malawi 

30 – Dalí, em Múrcia, Espanha

31 – Davi, em Carrara, Itália32 – Cacique Raoni (ainda em nome definitivo), em Lisboa, Portugal.

33 – Etnias – Todos Somos Um (talvez ainda receba um novo nome), em Sandefjord, Noruega.

34 – Locomotiva, em Londres, Reino Unido

35 – Família Monet (dois murais que conversam entre si), em Boulogne-sur-Mer (Bolonha-sobre-o-Mar), na França.

36 – Imagine, em Bristol, Inglaterra.

37 – Em 2018 o artista fez 20 murais nos EUA, 18 deles em Nova York.  

 

Brasil

 

1 – Oscar Niemeyer, Praça Oswaldo Cruz, av. Paulista, em São Paulo, São Paulo

2 - A Arte do Gol (projeto Muro das Memórias), av. Hélio Pellegrino com av. Santo Amaro, em São Paulo, São Paulo

3 - Belém Antigo, esquina da rua Castilhos França com a rua Portugal, em Belém, Pará

4 - Candango, no Complexo Bancário, em Brasília.

5 - Chico e Ariano, na avenida Pedroso de Morais, Pinheiros, em São Paulo, São Paulo.

6 - Novos Ventos, nos tanques da Linde Gases, na rodovia Cônego Domênico Rangoni, no trecho do sistema Anchieta-Imigrantes, que liga Cubatão a Guarujá, São Paulo.

- Mural da 23 de Maio (projeto Muro das Memórias), av. 23 de Maio (próximo ao viaduto Tutóia), em São Paulo, São Paulo.

8 - Murais do Parque do Ibirapuera, ao lado do MAM, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, São Paulo.

9 - Pensador, Senac Tatuapé, em São Paulo, São Paulo.

10 – Muro das Memórias Caixa d’água, Senac Santo Amaro, em São Paulo, São Paulo.

11 – AltaMira (projeto Greenpincel), rua Maria Antônia, São Paulo, São Paulo.

12 - Muro das Memórias, Senac Tiradentes, em São Paulo, São Paulo.

13 – Gonzagão, Recife, Pernambuco.

14 - Viver, Reviver e Ousar, Igreja do Calvário, em Pinheiros, São Paulo, São Paulo.

15 - Brasil!, muro da usina termelétrica de Macaé, Rio de Janeiro.

16 – Sem Rodeio (Projeto Greenpincel), av. Faria Lima, em São Paulo, São Paulo.

17 – Muro das Memórias Senac Tiradentes, av. Tiradentes, em São Paulo, São Paulo.

18 – Racionais MC’s, Capão Redondo, São Paulo, São Paulo

19 – Genial é Andar de Bike, Oscar Freire, São Paulo, São Paulo

20 – A Lenda do Brasil, rua da Consolação, São Paulo

21 – Etnias – Todos Somos Um, Boulevard Olímpico, Porto Maravilha, Rio de Janeiro, RJ

22 – Sobre Bike e mobilidade (nome ainda indefinido), rua Tavares Cabral, 62, Pinheiros, São Paulo, São Paulo.

23 – Mural do Chocolate (nome indefinido), km 35 da rod..Castelo Branco, em Itapevi, São Paulo;

24 – Escadão das Bailarinas, em Pinheiro, São Paulo, São Paulo

25 – Mario Quintana, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

26 – Ayrton Senna – Superação, em Interlagos, São Paulo.

27 – Escola Professor Raul Brasil (ainda sem nome definitivo), em Suzano, São Paulo.

SANTOS/SP - Seis dias após anunciar a contratação de Robinho, o Santos anunciou no início da noite desta última sexta (16) que suspendeu a validade do contrato com o atacante, “para que o jogador possa se concentrar exclusivamente na sua defesa no processo que corre na Itália”.

 

O processo em questão é do ano de 2017, quando Robinho foi condenado pela Justiça italiana a nove anos de prisão. Ele é acusado de crime de violência sexual contra uma mulher de origem albanesa, ao lado de outros cinco homens, que teria sido cometido em 2013. Na ocasião, o atacante defendia o Milan.

Logo após o anúncio, o atacante se pronunciou em suas redes sociais: “Com muita tristeza no coração, venho falar para vocês que tomei a decisão, junto do presidente [Orlando Rollo], de suspender meu contrato [...]. Meu objetivo sempre foi ajudar o Santos. Se de alguma forma estou atrapalhando, é melhor que saia e foque nas minhas coisas”.

 

Quarta passagem

O atacante de 36 anos foi anunciado no último sábado (10) como novo reforço do Peixe. O atleta faria a sua quarta passagem pelo clube que o revelou. A última passagem foi entre 2014 e 2015. Em agosto, ele deixou o Istambul Basaksehir (Turquia).

Destaque santista nas conquistas dos títulos brasileiros de 2002 e 2004, Robinho tem 246 partidas e 109 gols pelo clube. Em 2005, ele foi negociado com o Real Madrid (Espanha), voltando em 2010, emprestado pelo Manchester City (Inglaterra). Na ocasião, integrou a equipe campeã paulista e da Copa do Brasil em 2010, ao lado do meia Paulo Henrique Ganso e do atacante Neymar. A passagem mais recente, entre 2014 e 2015, quando foi cedido pelo Milan, da Itália, teve como ápice o título paulista de 2015.

 

 

*Por Agência Brasil

SANTOS/SP - Robinho está de volta ao Santos. O atacante de 36 anos foi anunciado neste sábado (10) à noite como o novo reforço do Peixe para a sequência da Série A do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. O atleta retorna pela terceira vez ao clube que o revelou. A última passagem foi entre 2014 e 2015. Em agosto, ele deixou o Istambul Basaksehir, da Turquia.

"Aqui sempre foi a minha casa. Meu objetivo é ajudar dentro e fora de campo, e fazer o Santos voltar ao lugar mais alto, que é de onde nunca deveria ter saído. Sensação maravilhosa de poder voltar ao clube que me projetou para o futebol. Foi aqui onde eu cresci. Sempre sonhei em ser jogador e foi o Santos que tornou tudo isso possível", disse Robinho, em nota oficial divulgada pelo Alvinegro.

O jogador esteve no Centro de Treinamento Rei Pelé, do Santos, no período da tarde, onde acertou os detalhes do contrato. O vínculo tem validade de cinco meses e, segundo o clube, ele receberá um valor considerado simbólico, de R$ 1,5 mil por mês. Ainda conforme o Peixe, a contratação teve aval do Conselho Fiscal e do Conselho Deliberativo.

"O Santos vive um momento difícil financeiramente. Então essa é a hora de quem pode fazer alguma coisa. O Santos fez muito por mim e essa retribuição ainda é pouco. Vou jogar por um salário mínimo, mas o mais importante é estar aqui. Estou bem fisicamente e mentalmente, obviamente ainda falta um pouco de ritmo, mas isso com o tempo a gente vai evoluindo aos poucos", afirmou o atacante.

Destaque santista nas conquistas dos títulos brasileiros de 2002 e 2004, Robinho tem 246 partidas e 109 gols pelo clube. Em 2005, ele foi negociado com o Real Madrid, da Espanha, voltando em 2010, emprestado pelo Manchester City, da Inglaterra. Na ocasião, integrou a equipe campeã paulista e da Copa do Brasil em 2010, ao lado do meia Paulo Henrique Ganso e do atacante Neymar. A passagem mais recente, entre 2014 e 2015, quando foi cedido pelo Milan, da Itália, teve como ápice o título paulista de 2015.

 

Condenação

Em 2017, Robinho foi condenado pela Justiça italiana a nove anos de prisão. Ele é acusado de um suposto crime de violência sexual contra uma mulher de origem albanesa, ao lado de outros cinco homens, que teria sido cometido em 2013. Na ocasião, o atacante defendia o Milan. A defesa do atleta, que garante não ter "qualquer participação no episódio mencionado", conforme nota divulgada em 2014, entrou com recurso.

 

Contra o tempo

O clube tem até segunda-feira (12) para registrar o atleta no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A partir de terça-feira (13), entra em vigor uma punição imposta pela Fifa pelo não pagamento de uma dívida com o Huachipato, do Chile, pela contratação do atacante Yeferson Soteldo, em 2019. Enquanto não quitá-la, o Alvinegro não será autorizado a registar novos jogadores.

Na sexta-feira (9), o Santos foi liberado de uma punição semelhante ao se acertar com o Hamburgo, da Alemanha. A equipe paulista devia 4,5 milhões de euros (quase R$ 29,5 milhões, na cotação atual) da contratação do zagueiro Cleber Reis, em 2017. Os alemães aceitaram receber 3,1 milhões de euros (pouco mais de R$ 20 milhões). Dois milhões de euros já foram pagos, segundo o clube. O restante ainda será empenhado.

 

 

*Por Lincoln Chaves - Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional

*AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - Corinthians e Santos ficaram no empate por 1 a 1, nesta quarta-feira, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena. O Timão acumulou, com isso, quatro partidas seguidas sem vencer, enquanto o Peixe aumentou a série de invencibilidade para 11 jogos.

Tabela de classificação

Com a igualdade, o Corinthians chega aos 15 pontos, ainda muito perto da zona de rebaixamento, na 14ª colocação, que ainda pode mudar até o fim da rodada. Já o Santos é o quinto colocado, com 21 pontos, e também pode cair na tabela.

1º tempo

Fora de casa, sem seus principais jogadores e com o desfalque até de Cuca no banco de reservas. Nada disso foi problema para o Santos no primeiro tempo. O domínio amplo a partir do apito inicial foi coroado com um gol logo aos 10 minutos. Jean Mota cruzou da esquerda e Madson venceu Piton já dentro da pequena área.

O Corinthians, espaçado em campo, perdido, com a sexta escalação diferente em seis jogos sob o comando de Dyego Coelho, se mostrava preza fácil naquele momento.

Inexplicavelmente, o Peixe não soube aproveitar o momento e preferiu diminuir o ritmo. Assim, mesmo com enorme dificuldade, o Timão passou a ocupar mais o campo de ataque.

O castigo aos santistas veio no último lance agudo antes do intervalo. Gil ganhou de Luiz Felipe no alto, depois de cobrança de escanteio, e o goleiro João Paulo perdeu para Danilo Avelar no alto. Um gol bizarro, que gerou muita reclamação dos visitantes, consulta do VAR, mas, no fim, foi validado.

2º tempo

Na etapa final, o resultado de substituições dos técnicos foi favorável ao Corinthians, que apresentou evolução pelo que vinha fazendo em campo. O Santos se manteve organizado, mas passou a ficar mais tempo no campo de defesa, com dificuldade em chegar ao gol de Cássio.

A partida teve uma nova polêmica por causa de uma falta marcada pelo juiz em cima de Gustavo Mosquito. A princípio, a dúvida era se a infração tinha ocorrido dentro ou fora da área. O árbitro, porém, voltou atrás e não deu a falta após consultar o replay. Em tese, o VAR não pode ser usado para este fim.

A partir disso, o jogo não apresentou mais grandes emoções. Mateus Vital, nos acréscimos, exigiu uma linda defesa de João Paulo. E foi só.

O que vem pela frente

Agora, o Corinthians vai ao Castelão, em Fortaleza, enfrentar o Ceará no próximo domingo, às 20h30 (horário de Brasília). O Peixe, às 16h do mesmo domingo, vai receber o Grêmio na Vila Belmiro.

 

 

*Por: GAZETA ESPORTIVA

MUNDO - O Santos venceu o Olimpia por 3 a 2 na noite desta quinta-feira, em calor de quase 40º em Assunção, no Paraguai, e se classificou para as oitavas de final da Libertadores da América como primeiro colocado do Grupo G, com 13 pontos.

Os gols do Peixe foram marcados por Carlos Sánchez, Marinho e Kaio Jorge. A vitória garante a vaga do Alvinegro com uma rodada de antecedência. Os santistas fecham a fase de grupos diante do Defensa y Justicia (ARG), na Vila Belmiro. O Olimpia pode ser eliminado se o Defensa vencer o Delfin, no Equador, na madrugada de sexta.

O resultado positivo do Santos contou com o fim de um jejum duplo. Carlos Sánchez e Kaio Jorge não marcavam há 23 e 15 jogos, respectivamente. O goleiro João Paulo fez defesas decisivas.

Classificado na Libertadores, o Peixe voltará a campo para enfrentar o Goiás no domingo, na Serrinha, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O JOGO

O Olimpia foi melhor durante a maior parte dos primeiros 45 minutos, mas o Santos se mostrou efetivo a cada oportunidade no ataque.

Depois de uma pressão inicial do Olimpia, o Peixe abriu o placar aos 14 minutos. Felipe Jonatan cruzou, Madson se antecipou e sofreu pênalti de Recalde (guarde esse nome). Carlos Sánchez converteu e acabou com jejum de 23 partidas.

O Olimpia seguiu em cima do Alvinegro e empatou com… Recalde. Madson, importante no gol do Santos, vacilou na marcação pelo alto aos 21 minutos.

Aos 33, Recalde apareceu de novo. O paraguaio aproveitou espaço deixado em bote de Jobson, recebeu entre Pará e Madson e girou para bater no canto de João Paulo e virar.

O técnico Cuca mudou o esquema tático e abdicou da linha de cinco defensiva – Madson foi para a zaga e Jobson para o meio. Dessa forma, os santistas melhoraram. E o empate veio com Marinho, sempre ele, aos 38 jogados. O camisa 11 bateu falta na área, a bola passou por todo mundo e entrou.

SEGUNDO TEMPO

A primeira chance da etapa final foi do Olimpia. Pitta finalizou bem e o goleiro João Paulo salvou com o pé aos seis minutos. Aos 8, Soteldo, sim, Soteldo, cabeceou bem e Azcona defendeu no canto.

E no minuto 12, o Santos virou. Marinho cruzou, Carlos Sánchez recebeu sozinho e rolou para Kaio Jorge. O Menino da Vila driblou o goleiro e marcou após 15 partidas.

Quando o placar marcava 24′, o goleiro João Paulo fez outra grande defesa em uma espécie de bicicleta de Leguizamón depois de cobrança de escanteio.

O Olimpia insistiu e João salvou novamente aos 33, quando Montenegro ganhou no alto de Alison e cabeceou forte. O goleiro santista buscou de mão trocada. No minuto 40, Recalde teve um gol anulado. Seria o terceiro dele.

Nos minutos finais, o Santos se segurou como deu e conseguiu a vitória e a classificação antecipada na Libertadores da América.

 

 

*Por: Lucas Musetti Perazolli / GAZETA ESPORTIVA

SANTOS/SP - Neste sábado, Santos e São Paulo fizeram um clássico muito movimentado e empataram por 2 a 2, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. Muito criticado pela torcida nos últimos jogos, Gabriel Sara marcou os dois gols do Tricolor, enquanto Madson e Marinho, de falta, balançaram as redes para Peixe.

O clássico teve um primeiro tempo eletrizante. O Tricolor iniciou o jogo dominante, marcando com Gabriel Sara logo no início e criando chances para ampliar. No entanto, na primeira chegada do Santos, Madson marcou de cabeça e deixou tudo igual. Quando o Peixe crescia na partida, o São Paulo construiu boa jogada pela direita e Sara marcou seu segundo gol.

O segundo tempo foi menos animado, mas sem cair no marasmo. O Peixe voltou melhor e mais intenso do intervalo, conseguindo chegar ao gol de empate em cobrança de falta de Marinho, contando com a colaboração de Volpi. Pouco antes, a partida foi paralisada por conta de uma falha parcial no sistema de iluminação na Vila Belmiro.

Com o resultado, o Santos chegou aos 15 pontos, na sexta posição. O próximo compromisso da equipe será contra o Olimpia-PAR, na Vila Belmiro, às 21h30, pela competição continental. Enquanto isso, o São Paulo foi aos 18 pontos, na segunda colocação. Na próxima quinta-feira, o time enfrentará o River Plate, no Morumbi, às 19h, pela Libertadores.

O jogo - O São Paulo começou melhor em campo e levou perigo desde o início. Primeiro, Reinaldo avançou com liberdade e finalizou em cima de João Paulo. Logo em seguida, aos sete minutos, Luan Peres tentou sair jogando e foi desarmado por Gabriel Sara, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro para abrir o placar.

Mesmo com a vantagem no placar, o Tricolor continuou no campo de ataque, conseguindo recuperar diversas bolas na intermediária ofensiva. Além de chutes de Vitor Bueno e Hernanes facilmente defendidos por João Paulo, Igor Vinícius perdeu grande chance ao receber lançamento de Tchê Tchê dentro da área e chutar para fora.

Mesmo acuado na partida, o Santos conseguiu empatar aos 29 minutos da primeira etapa. Sánchez bateu escanteio com precisão pela direita e Madson subiu entre dois defensores para testar e balançar as redes. Pouco depois, quase a virada: após escanteio da esquerda, Gabriel Sara desviou contra a própria meta e exigiu boa defesa de Volpi.

O Santos voltou a ter grande chance com Soteldo, que fez fila na entrada da área, entortou Léo e finalizou rasteiro, exigindo boa defesa de Volpi. No entanto, aos 37, o Tricolor conseguiu uma boa escapada e voltou a marcar. Gabriel Sara fez belo lançamento para Igor Vinícius, que avançou pela direita e cruzou rasteiro para o meia que iniciou a jogada. Sara chegou batendo de primeira e fez seu segundo gol no jogo.

Cuca mexeu duas vezes no intervalo e o Santos voltou mais intenso, levando perigo logo no início. Diego saiu jogando errado pela direita, Soteldo roubou a bola e cruzou na medida para Sánchez que testou livre à esquerda da meta de Volpi. O jogo esfriou nos minutos seguintes e o Peixe só voltou a chegar nos 20, quando Lucas Lourenço arriscou chute perigoso de fora da área.

Como o sistema de iluminação da Vila Belmiro teve uma queda, a partida ficou paralisada por cerca de 15 minutos. Logo no retorno, Marinho sofreu uma falta na intermediária e ele mesmo bateu. Volpi decidiu inverter a barreira e, na finalização forte do atacante do Peixe, ficou sem reação no meio do gol, aceitando o chute. 2 a 2 no placar.

 

 

*Por: GAZETA ESPORTIVA

SANTOS/SP - O Santos venceu o Atlético-MG por 3 a 1 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. A partida marcou o reencontro do Peixe com Jorge Sampaoli.

Os gols do Alvinegro foram marcados por Arthur Gomes e Marinho (2). O Galo fez o dele com Franco. A expulsão do goleiro Rafael, aos 15 minutos do primeiro tempo, facilitou as coisas para o Santos, que teve 11 desfalques e Jobson improvisado como zagueiro.

Com a segunda vitória consecutiva, o Santos pula para a sexta colocação, com 14 pontos, um a menos que o Atlético-MG, o quarto na tabela.

O Peixe voltará a campo para o clássico contra o São Paulo, sábado, novamente na Vila Belmiro. O Atlético-MG receberá o Red Bull Bragantino no domingo, no Mineirão.

O JOGO

O primeiro tempo foi muito movimentado na Vila Belmiro. E o Atlético-MG dominou as primeiras ações e teve diversas chances para abrir o placar.

Aos 3, João Paulo salvou em finalização de Eduardo Sasha. No rebote, Felipe Jonatan evitou o gol de Savarino. No minuto 5, Marrony teve duas chances de chutar e foi travado.

Quando o placar marcava sete jogados, o Santos respondeu. Soteldo fez jogada individual e cruzou para Marinho. O atacante chutou travado e a bola passou perto da trave.

Aos 12, a melhor oportunidade do Galo. Savarino e Eduardo Sasha, quase na pequena área, chutaram para grandes defesas de João Paulo.

No minuto 15, tudo mudou. Mariano recuou mal, Rafael saiu desesperado do gol e foi expulso por falta dura em Marinho. Sem o goleiro, Jorge Sampaoli precisou tirar Marrony e recompor a defesa com Victor.

Sem ritmo de jogo, o goleiro reserva falhou. Arthur Gomes rabiscou e chutou fraco no meio. O experiente atleticano aceitou por baixo das pernas. 1 a 0 para o Peixe aos 21.

No minuto 25, Eduardo Sasha apareceu de novo. Ele aproveitou erro de Jobson e finalizou, mas o próprio volante (improvisado como zagueiro) consertou na linha.

Aos 28, nova polêmica com a arbitragem. Arthur Gomes tenta driblar Júnior Alonso, que intercepta com o braço. O juiz teve o auxílio do VAR e mandou seguir.

Com 34 jogados, o Atlético empatou. Jobson errou passe infantil, Sasha armou o contra-ataque e serviu Franco. A bola desviou em Alex e matou João Paulo. 1 a 1.

Mesmo com um a mais, o Santos não conseguiu controlar a partida, mas foi efetivo. A resposta veio rápido, aos 38, quando Sánchez lançou Madson. O lateral-direito cruzou para Marinho aparecer como um centroavante e desempatar. 2 a 1.

Ainda deu tempo para Madson ter gol bem anulado por impedimento e Eduardo Sasha ficar perto de novo empate em finalização cruzada nos acréscimos.

SEGUNDO TEMPO

A etapa final começou com muito menos intensidade (e chances claras de gol). O Santos melhorou a marcação e ofereceu menos espaços ao Atlético-MG.

A emoção só voltou ao jogo no minuto 26. Marinho recebeu sozinho, avançou e fez o gol. A arbitragem marcou o impedimento e confirmou a decisão depois de demora no VAR.

Uma discussão na área técnica fez Arzul, preparador de goleiros do Santos, e Pablo Fernández, preparador físico do Atlético-MG, serem expulsos. Jorge Sampaoli levou o cartão amarelo e está suspenso para a partida contra o Red Bull Bragantino.

Nos minutos finais, o Santos conseguiu administrar a partida e confirmou a vitória com gol de pênalti de Marinho, nos acréscimos após auxílio do VAR. O Peixe terminou o jogo com cinco da base: João Paulo, Derick, Wagner Leonardo, Ivonei e Arthur Gomes.

 

 

*POR: Lucas Musetti Perazolli / GAZETA ESPORTIVA

SANTOS/SP - O Santos empatou em 2 a 2 com o Vasco na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols do Peixe foram de Lucas Veríssimo e Marinho. O Cruzmaltino empatou com Fellipe Bastos e Cano.

O Alvinegro sofreu novamente com o VAR – contra o Flamengo, dois gols foram anulados. O gol de Fellipe Bastos foi invalidado corretamente por impedimento. A consulta ao vídeo fez o lance ser validado após cinco minutos.

No segundo tempo, os visitantes empataram com pênalti convertido por Cano. O juiz não havia marcado a penalidade. Ao olhar a tela, apontou toque no braço de Alison – a bola bateu antes na cabeça do volante.

Com mais um tropeço em casa, o Santos vai para a 11ª colocação, com oito pontos. O Vasco é o terceiro, com 11 somados na tabela.

O Peixe voltará a campo para enfrentar o Ceará, sábado, no Castelão. O Vasco receberá Athletico no domingo, em São Januário.

O JOGO

O Vasco criou a primeira chance do jogo. E com menos de um minuto! Felipe Jonatan errou na saída de bola, Cano invadiu a área e acertou o travessão.

O Santos só teve uma oportunidade de gol quando abriu o placar. Soteldo recebeu uma sobra de escanteio, entortou a marcação e cruzou na cabeça de Lucas Veríssimo aos 20 minutos. 1 a 0.

O jogo estava truncado e com pouco espaço nas defesas. Até que o Cruzmaltino aproveitou bem a bola parada. Fellipe Bastos recebeu no segundo pau e marcou. A princípio, a arbitragem marcou impedimento. Cinco minutos depois, o VAR confirmou o empate dos visitantes.

Soteldo domina bola na entrada da área, pelo lado esquerdo, e dança na frente do marcador. Vai para lá, vem para cá e cruza na área. Lucas Veríssimo cabeceia muito bem e abre o placar.

Defesa do Santos erra a saída e deixa Cano em boas condições. Centroavante do Vasco acerta o travessão do gol defendido por João Paulo.

SEGUNDO TEMPO

O Santos voltou para a etapa final com Luan Peres na vaga de Jobson. Cuca “corrigiu” a escalação após entrar com Alison como zagueiro.

O Peixe teve um início melhor. Aos dois minutos, Pará bateu de fora da área com perigo. No minuto 4, Soteldo cobrou falta e Fernando Miguel fez boa defesa.

Aos 13 minutos, o Santos desempatou. Marinho cobrou falta com perfeição. O goleiro Fernando Miguel nem se mexeu. 2 a 1 na Vila.

Quando o placar marcava 22, Alison afastou cobrança de escanteio com toque na braço (antes ele tocou com a cabeça). Após nova consulta no VAR, a arbitragem marcou pênalti. Cano converteu aos 17. 2 a 2.

Pilhado com os gols sofridos e bem marcado, o Santos não criou nenhuma chance clara até o apito final. O Vasco administrou o empate e quase virou no fim, com Carlinhos.

 

 

*Por:Lucas Musetti Perazolli /  GAZETA ESPORTIVA

SANTOS/SP - O Santos foi derrotado pelo Flamengo por 1 a 0, neste domingo (30), na Vila Belmiro, em jogo válido pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Os santistas reclamaram bastante da arbitragem em razão da anulação de dois gols, após análise do VAR, e viram o ex-ídolo da própria torcida Gabigol ser o carrasco do time ao marcar o gol da equipe rubro-negra.

A vitória coloca o Flamengo na nona posição do Brasileirão, agora com 8 pontos — a equipe se mantinha incomodamente na parte debaixo da tabela. Já o Santos permanece com 7 pontos, em 10º lugar.

 

VAR polêmico

Logo aos 3 minutos, o latera Pará recebe de Marinho na direita e cruza para o atacante Raniel, livre de marcação, tocar para as redes. O santista estava um pouco à frente da linha da bola e o lance foi impugnado.

Porém, a jogada mais polêmica ocorreu aos 15 minutos. Em cobrança de falta pelo lado direito do ataque, Marinho cruzou na área, a bola passou por todos e entrou no gol de Diego Alves sem tocar em ninguém.

Porém, o árbitro Wilton Pereira Sampaio foi acionado pelo VAR e entendeu que o volante Jobson, que estava impedido, subiu em direção à bola e, portanto, tentou participar da jogada. A revisão provocou a paralisação do jogo por cerca de quatro minutos.

Aos 50 minutos, Felipe Jonatan perdeu a bola no ataque e proporcionou um contra-golpe fulminante do Flamengo, que resultou no gol de Gabriel Barbosa, ex-jogador do Santos e aniversariante do dia. A comemoração do atacante causou muita confusão e reclamação por parte dos santistas.

Na segunda etapa, o Santos teve o domínio da bola, mas não conseguiu reverter a superioridade em gols. Já o time carioca perdeu o goleiro Diego Alves (contundido) — que fazia grande partida — e procurou explorar os contra-ataques.

O técnico Domènec Torrent colocou o reserva Cesar no gol e também fez alterações para manter o ritmo da equipe. Mas a intenção era mesmo suportar a pressão santista e garantir uma vitória que aliviaria o ambiente na Gávea.

Mesmo assim, o Flamengo teve a melhor chance do segundo tempo, novamente com Gabigol. O centroavante perdeu um gol incrível após cruzamento da direita. O goleiro João Paulo já estava batido, mas o atacante errou a finalização praticamente dentro da pequena área.

 

Próximos jogos

O Santos voltará a campo na próxima quarta-feira (2), novamente na Vila Belmiro, às 21h30, contra o Vasco. No mesmo dia, às 20h30, o Flamengo visitará o Bahia, no estádio de Pituaçu, em Salvador.

 

 

*Por: Cesar Sacheto, do R7

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