fbpx

Acesse sua conta de usuário

Nome de usuário *
Senha *
Lembrar de mim

SÃO CARLOS/SP - A Guarda Municipal capturou um homem procurado pela Justiça na manhã desta sexta-feira (6) no bairro Jardim Zavaglia, em São Carlos. A prisão ocorreu após uma solicitação feita por funcionários da Unidade de Saúde da Família da região.

Segundo informações da ocorrência, os trabalhadores da unidade acionaram a corporação ao perceberem que um homem estava causando transtornos dentro do local. Uma equipe foi enviada para atender a chamada.

No local, os agentes identificaram o suspeito e realizaram consulta em bancos de dados de segurança pública. O sistema indicou que havia um mandado de prisão ativo contra o homem, de 24 anos, por crime previsto no artigo 157 do Código Penal, referente a roubo.

Após a confirmação da ordem judicial, ele foi levado ao Centro de Polícia Judiciária de São Carlos, onde foi apresentado à autoridade policial e permaneceu detido.

SÃO CARLOS/SP - Pode parecer um tema distante do cotidiano, mas a forma como definimos a “incerteza de medição” influencia desde exames laboratoriais até a fabricação de peças de avião. Um novo artigo científico trouxe esse assunto para o centro de um debate internacional ao questionar uma mudança proposta para um dos principais guias de metrologia do mundo. 

O texto, assinado por pesquisadores da Itália, Reino Unido, Suécia, Bélgica e Brasil, foi publicado na revista Metrologia e discute como se deve entender a incerteza associada a qualquer resultado de medição — seja a temperatura de um paciente, a concentração de um medicamento ou a espessura de um componente industrial. 

Medir nunca é perfeito

Toda medição tem algum grau de dúvida. Nenhum instrumento é absolutamente exato, e o próprio objeto medido pode variar. É por isso que, junto com o valor medido, cientistas informam também a incerteza de medição — um indicador da qualidade e da confiabilidade daquele resultado.

Por décadas, o principal documento internacional sobre o tema, o Guia para a Expressão da Incerteza de Medição (GUM), tratou essa incerteza como algo que pode ser descrito por números e modelos matemáticos. Em termos simples, é uma forma de dizer: “o valor mais provável é este, mas ele pode variar dentro desta faixa”. 

Essa abordagem é prática e operacional. Ela permite comparar resultados entre laboratórios, verificar a qualidade de processos industriais e garantir que medições feitas em países diferentes sejam compatíveis.

A nova proposta muda o foco

A controvérsia surgiu porque uma publicação mais recente ligada ao GUM apresentou outra forma de definir a incerteza de medição. Nessa nova visão, a incerteza de medição passa a ser descrita como a dúvida que ainda existe sobre o valor verdadeiro daquilo que foi medido. 

À primeira vista, isso pode parecer apenas uma mudança de palavras. Mas os autores do artigo alertam que é uma mudança bem mais profunda.

Segundo eles, a definição tradicional tratava a incerteza de medição como uma entidade matemática — algo que pode ser calculado, modelado e comunicado de forma objetiva. Já a nova definição a aproxima de um estado de dúvida, algo mais ligado à interpretação humana do que a uma quantidade formal. 

Os cientistas argumentam que, na prática da metrologia, profissionais precisam de ferramentas quantitativas. Laboratórios constroem compilações de incerteza de medição, usam distribuições estatísticas e calculam intervalos numéricos. Transformar a incerteza de medição principalmente em “dúvida” pode enfraquecer essa base técnica.

Além disso, a nova definição coloca no centro a ideia de um “valor verdadeiro” da grandeza medida. O problema é que, em muitas situações reais, esse valor único e perfeitamente definido simplesmente não existe.

Por exemplo: ao medir a temperatura de uma sala, qual é o valor verdadeiro? Ele varia de ponto a ponto e de segundo a segundo. O próprio modo como definimos o que está sendo medido já traz uma variação embutida. Os autores lembram que esse tipo de situação é comum e faz parte da prática normal das medições. 

Se a incerteza de medição for vinculada apenas à dúvida sobre um único valor verdadeiro, ela pode deixar de representar bem esses casos mais complexos.

Os autores não defendem que tudo permaneça como está. Eles reconhecem que o conceito tradicional pode ser ampliado para lidar melhor com situações modernas, como medições com muitos parâmetros ou métodos estatísticos mais avançados.

O ponto central, porém, é que a evolução deveria acontecer por ampliação e ajuste, e não por uma troca completa de base conceitual. Para eles, mudar a natureza da incerteza de medição — de algo matemático para algo principalmente psicológico — quebra uma continuidade de mais de 30 anos de prática científica internacional. 

Essa continuidade é importante porque a metrologia sustenta sistemas de qualidade, normas técnicas e acordos internacionais. Uma redefinição brusca pode gerar interpretações diferentes entre países e setores, afetando a comparabilidade de resultados.

Um debate com impacto no mundo real

Embora pareça filosófico, o debate tem consequências práticas. A definição de incerteza de medição influencia:

*Certificações de laboratórios;

*Controle de qualidade industrial;

*Regulamentações técnicas;

*Comércio internacional de produtos que dependem de medições confiáveis;

Se dois países entendem “incerteza de medição” de maneiras diferentes, podem surgir conflitos na aceitação de resultados e produtos.

No fundo, a discussão gira em torno de uma escolha conceitual importante: a incerteza de medição deve ser tratada principalmente como um número que descreve a variação possível de um resultado, ou como uma dúvida sobre um valor verdadeiro que nunca conhecemos completamente?

O artigo defende que a primeira visão — matemática, operacional e já amplamente usada — continua sendo a mais útil e inclusiva. A decisão final, porém, dependerá do debate dentro da comunidade internacional de metrologia nos próximos anos. 

Para o docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Daniel Varela Magalhães, um dos autores do artigo “O resultado do debate, no futuro, tende a ser refinado e, provavelmente, indicar possíveis nuances, a depender do tipo de medição ou verificação que está sendo realizada. A discussão atual gira em torno de uma definição a ser adotada pelo Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM), que tem como característica definições diretas, incisivas, não tendo muito espaço para uma discussão mais profunda de todas essas nuances”, sublinha o pesquisador.

Confira o original do artigo publicado na revista “Metrologia” - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/02/Mari_2025_Metrologia_62_062101.pdf

SÃO CARLOS/SP - Na última sessão ordinária da Câmara Municipal de São Carlos, o vereador Gustavo Pozzi destacou como está sendo o primeiro mês da Escola Estadual Arlindo Bittencourt como Cívico-Militar.

Professor da rede pública estadual de ensino desde 2012 e atuando nos últimos 2 anos na escola, o vereador destacou que já é notável a melhora no ambiente escolar, principalmente no comportamento dos alunos dentro da escola, assim como o tratamento com os professores, diretores e servidores da escola.

“É uma experiência, a princípio, que está sendo exitosa. Falo como professor, que já existe uma melhora no relacionamento dos alunos com os professores dentro da sala de aula. Estamos tendo um ganho muito importante no Estado de São Paulo com esse modelo de ensino que está sendo implantado em 100 escolas em todo o Estado.”, destacou o vereador.

O vereador ainda destacou que além da visível melhora dentro do ambiente escolar, é possível notar um aumento na segurança no entorno da escola, onde os agentes também estão atentos as movimentações ao redor da escola, durante a entrada e saída dos estudantes.

SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), através do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CePOF – CEPIx USP e INCT CNPq), realizou, entre os dias 2 e 13 de fevereiro, o Curso de Férias em Espectroscopia Óptica Avançada – Teoria e Prática”, iniciativa que reuniu, principalmente, alunos de graduação interessados em aprofundar os seus conhecimentos em uma das áreas centrais da pesquisa científica moderna.

Com mais de oitenta alunos inscritos, foram selecionados vinte jovens que participaram de atividades que ocorreram diariamente em dois períodos, pela manhã e à tarde, totalizando quatro horas de aulas e práticas laboratoriais por dia.

Durante o curso, os participantes revisaram conceitos fundamentais sobre a interação entre luz e matéria, abordando, entre outros temas, dos fundamentos clássicos aos aspectos quânticos, incluindo atividades práticas com técnicas consideradas essenciais na área, como absorção UV-Vis, emissão óptica e fluorescência molecular, além do uso de instrumentação avançada, como, por exemplo, monocromadores, espectrômetros e sistemas de aquisição em diferentes configurações experimentais.

Os participantes ainda tiveram contato com métodos modernos de análise, como medidas de tempo de vida, TCSPC, espectroscopia Raman e FTIR, espalhamento elástico e inelástico, técnicas de polarização e processos multifóton.

Preparando os estudantes para os desafios da ciência

Com o objetivo de proporcionar uma experiência próxima da realidade científica, preparando estudantes para aplicar as ferramentas aprendidas em projetos de iniciação científica e pesquisas em laboratórios especializados, a iniciativa reuniu não só alunos de graduação do próprio IFSC/USP, como também outros oriundos de outras unidades da USP São Carlos, da UNESP e UFSCar.

Pedro Kraus, oriundo de Campo Grande (MS) e aluno do último ano do Bacharelado em Física (IFSC/USP), não hesitou em se inscrever no curso. “Estou investindo muito em óptica e fotônica, inclusive estou a fazer iniciação científica nessa área, e estou trabalhando principalmente em espectroscopia. Dessa forma, entendi que participar deste curso seria muito útil, atendendo a que estou trabalhando a fundo na espectroscopia óptica durante este semestre. Em relação ao conteúdo do curso, está sendo diferente do que eu esperava, no sentido positivo, já que participei de inúmeros experimentos que para mim foram novidade, além de várias informações muito valiosas”, destaca o aluno.

Júlia Bernardes Coelho, oriunda de Araguari (MG) está cursando o 3º ano do Bacharelado em Física Biomolecular também no IFSC/USP. “Eu sempre vejo na minha iniciação científica os meus colegas trabalhando com espectroscopia e eu não entendia direito todo esse processo, nem entendia a importância que ela tinha como um método analítico para estudar as interações entre a matéria e a radiação. Quando eu soube que ia ter este curso e que a programação seria teórica e prática, achei que seria uma ótima oportunidade para ficar por dentro dessa área e tirar todas as dúvidas”, pontua a aluna.

Segundo o Prof. Sebastião Pratavieira, “Este foi o primeiro curso desse tipo que oferecemos, que acabou sendo um aprendizado também para nós, docentes — tanto na organização quanto em entender melhor o que funciona para os alunos quando juntamos teoria com prática de laboratório”, relata o docente, acrescentando que a espectroscopia óptica é uma área muito ampla, com muitas técnicas e aplicações diferentes.

“No IFSC/USP temos várias linhas de pesquisa, básicas e aplicadas, que dependem diretamente dessas ferramentas. Então faz bastante sentido criar um curso de férias que apresente esse “panorama” e, ao mesmo tempo, coloque os estudantes para medir, analisar e interpretar dados de verdade. Além disso, nossos laboratórios de ensino já contam com diversos experimentos e instrumentação que permitem esse tipo de atividade prática, e foi muito bom poder usar essa estrutura para aproximar os participantes do cotidiano de um laboratório de pesquisa”, conclui o professor.

A expectativa é que cada aluno tenha saído dessa iniciativa com algo realmente útil, com uma base mais sólida, mais segurança para lidar com instrumentação e, principalmente, uma visão mais clara de como essas técnicas entram na formação.

Ao final, os participantes receberam certificados emitidos pela USP, reconhecendo a formação complementar obtida durante este curso, que teve como professores: Sebastião Pratavieira, Euclydes Marega Junior, Vanderlei Salvador Bagnato e Francisco Eduardo Gontijo Guimarães.

SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, vereador Lucão Fernandes, realizou uma visita institucional à 30ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em São Carlos e Ibaté, onde foi recebido pela presidente da entidade, Andrea Valdevite. O encontro teve como foco principal o debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher e o avanço dos casos de feminicídio no país.

Durante a reunião, Lucão e a presidente da OAB discutiram dados recentes sobre feminicídio no Brasil, no estado de São Paulo e também em São Carlos, reforçando a preocupação com o aumento dos índices e a necessidade de mobilização institucional para ampliar ações de prevenção, conscientização e proteção às vítimas.

Andrea Valdevite destacou que a advocacia exerce papel essencial na defesa dos direitos fundamentais e na promoção de uma sociedade mais justa e igualitária. Ressaltou ainda que a OAB São Carlos e Ibaté, por meio de suas comissões temáticas, desenvolve iniciativas permanentes de orientação jurídica, debates públicos e ações institucionais voltadas à proteção das mulheres e meninas, ao fortalecimento da cidadania e ao enfrentamento de todas as formas de violência, incluindo o combate ao assédio moral, ao assédio sexual e à discriminação em diferentes ambientes da sociedade.

“Esse é um tema que exige união de esforços e responsabilidade coletiva. A advocacia tem compromisso histórico com a defesa da dignidade humana e dos direitos fundamentais. A OAB permanece aberta ao diálogo institucional e à construção de iniciativas que ampliem a conscientização e fortaleçam a rede de proteção às mulheres”, afirmou a presidente.

A dirigente também confirmou presença nas atividades que estão sendo organizadas pela Câmara Municipal voltadas à conscientização e ao combate à violência contra a mulher, destacando a importância de ampliar o debate junto à sociedade. Na oportunidade, também foi feito o convite para que a Comissão de Combate à Violência contra a Mulher e a Comissão de Combate ao Assédio e à Discriminação da OAB São Carlos e Ibaté participem do ato público São Carlos por Elas, que será realizado no próximo dia 8, às 9h, na Praça Coronel Salles.

O presidente da Câmara ressaltou que a proposta das ações não se limita apenas à mobilização institucional, mas também à construção de uma mudança cultural a longo prazo, especialmente por meio da educação.

“É exatamente essa a ideia: que possamos trabalhar com as crianças e os jovens para que, no futuro, não tenhamos mais agressores. A educação e a cultura precisam ser trabalhadas desde cedo nas escolas. Esse é um dos objetivos da Câmara Municipal, estimular a formação de uma sociedade mais consciente e respeitosa”, destacou Lucão Fernandes.

A visita reforça o movimento de articulação que a Câmara Municipal de São Carlos vem realizando com diferentes instituições da cidade, buscando ampliar o debate público e fortalecer ações concretas de prevenção à violência contra as mulheres. A expectativa é que novas parcerias com entidades da sociedade civil e do meio jurídico contribuam para consolidar políticas de conscientização e proteção às mulheres no município.

Mostra reúne réplicas de animais pré-históricos com detalhes sobre altura, espécie, habitat e curiosidades, de 5 a 29 de março

 

SÃO CARLOS/SP - Desde o dia 5 de março, o Shopping São Carlos, administrado pelo Grupo AD, recebe a exposição “Gigantes da Era do Gelo”, uma experiência inédita e imersiva que promete transportar o público para um dos períodos mais fascinantes da história do planeta.

A mostra ficará aberta até o dia 29 de março, com ambientação especial instalada na Praça de Eventos e também na Rotatória da Democrata, proporcionando uma jornada visual e interativa para crianças, jovens e adultos.

Inspirada no universo pré-histórico, a exposição apresenta 25 réplicas de animais que marcaram a Era Glacial. Entre os destaques estão peças em tamanho impressionante, como o Gigantopitecus com 5 metros de altura, o mamute de 4 metros, o tigre-dente-de-sabre com 3 metros, o rinoceronte-lanudo de 4 metros e até um tatu gigante de 2,5 metros. As estruturas chamam atenção pelo realismo e pelos detalhes que permitem ao visitante conhecer mais sobre cada espécie.

Além do impacto visual, o público poderá conferir informações educativas sobre os animais, incluindo dados sobre espécie, habitat e curiosidades. O ambiente cenográfico convida os visitantes a explorarem o espaço, registrarem fotos e vivenciarem uma experiência lúdica, interativa e enriquecedora.

Com proposta voltada ao entretenimento familiar, a atração combina aprendizado e diversão, despertando a curiosidade sobre a vida na pré-história de forma acessível e envolvente. “A exposição ‘Gigantes da Era do Gelo’ foi pensada para encantar e surpreender. É uma oportunidade para que as famílias vivenciem juntas uma experiência divertida, educativa e cheia de descobertas”, destaca Fábio Maria, gerente geral do empreendimento.

Para Nancy Araujo, coordenadora de Marketing do shopping, iniciativas como essa reforçam o posicionamento do centro de compras. “Estamos sempre em busca de experiências que conectem entretenimento e educação. Acreditamos que é possível oferecer lazer de qualidade enquanto estimulamos a curiosidade, o conhecimento e momentos significativos em família”, afirma.

Com entrada gratuita, a mostra integra a programação especial do empreendimento para o mês de março.

 

SERVIÇO:

Exposição “Gigantes da Era do Gelo”

Local: Praça de Eventos e Rotatória da Democrata

Período: 05 a 29 de março

Entrada gratuita

SÃO CARLOS/SP - Nesta semana, o vereador Moisés Lazarine esteve visitando o CEMEI Homero Frei, no Santa Felícia. O vereador realizou a visita atendendo solicitações de munícipes preocupados com as infestações de escorpiões e outros insetos na unidade escolar. Durante a visita o vereador pode acompanhar o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias, do Controle de Zoonoses, que estavam auxiliando na limpeza da unidade.

O vereador Moisés Lazarine parabenizou a atuação dos agentes e também o trabalho realizado pelo diretor da unidade, Luis Alexandre Colodiana e professores. “Parabenizo o trabalho dedicado e incansável do Sr. Luis Alexandre Colodiana, que diariamente protege nossas crianças no combate a escorpiões e outros insetos peçonhentos. Ele faz um serviço impecável. Mas sozinho a luta é muito difícil. E os agentes da Zoonoses, Valeria Pellegrini e Nivaldo do Amaral, também realizaram um atendimento excelente”, declarou.

Moisés destacou que está sempre à disposição da população para cobrar e buscar as melhores soluções para o município junto a Prefeitura, e salientou a necessidade de reforçar as ações de controle, para garantir a segurança das crianças.

SÃO CARLOS/SP - O vereador Edson Ferraz (MDB) apresentou um requerimento na Câmara Municipal solicitando informações à Prefeitura de São Carlos sobre a situação de casas, terrenos e chácaras que ainda não possuem documentação regular, como escritura ou registro em cartório.

A solicitação foi encaminhada à Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano e busca levantar dados oficiais sobre o número de imóveis nessa condição no município, além de informações sobre políticas públicas de regularização fundiária e ações que possam garantir mais segurança jurídica às famílias.

No documento, o parlamentar pede que a Prefeitura informe se existe levantamento atualizado sobre imóveis sem documentação, sua distribuição por bairros ou regiões da cidade e se há programas ativos de regularização fundiária urbana.

Segundo o vereador, compreender a dimensão desse problema é fundamental para que o poder público possa desenvolver políticas públicas mais eficientes.

“Em São Carlos, muitas famílias vivem há anos em suas casas, mas ainda não possuem a escritura do imóvel. Isso gera insegurança jurídica e impede, por exemplo, o acesso a financiamentos, heranças regularizadas e até a valorização do patrimônio da família”, destacou Edson Ferraz.

O requerimento também questiona se o município possui programas de regularização fundiária baseados na Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu a Regularização Fundiária Urbana (REURB), instrumento que permite transformar imóveis irregulares em propriedades legalizadas.

Além disso, o vereador solicita informações sobre quantos imóveis já foram regularizados nos últimos anos, quantos processos estão em andamento e quais são os principais obstáculos para a regularização dessas áreas.

Outro ponto abordado no requerimento é a relação desse tema com a revisão do Plano Diretor Municipal, que atualmente está em debate. Para Edson Ferraz, a regularização fundiária precisa estar integrada ao planejamento urbano da cidade.

“A regularização fundiária não é apenas uma questão documental. Ela envolve dignidade para as famílias, organização da cidade e segurança jurídica para todos. Por isso é importante que o município tenha dados claros e políticas estruturadas para enfrentar essa realidade”, afirmou o vereador.

SÃO CARLOS/SP - Um amplo mapeamento genético de Streptococcus agalactiae — bactéria associada à mastite bovina — revelou alta diversidade de linhagens circulando em rebanhos leiteiros do Nordeste brasileiro, além da presença de genes ligados à resistência a antibióticos importantes na prática veterinária. Os dados reforçam o alerta para vigilância sanitária e uso mais criterioso de antimicrobianos na pecuária leiteira.

O estudo, liderado pela pesquisadora do IFSC/USP, Profª Ilana Lopes Baratella da Cunha Camargo, juntamente com sua equipe e outros colegas brasileiros e publicado na revista científica internacional “Pathogens”, analisou amostras de leite de vacas com mastite clínica e subclínica no estado da Paraíba.

A partir do sequenciamento genômico completo das bactérias isoladas, os pesquisadores identificaram diferentes tipos de sequência (STs), com destaque para linhagens já associadas a infecções em bovinos em outras partes do mundo. Essa variedade genética indica que a população bacteriana é mais complexa do que se imaginava e pode dificultar estratégias padronizadas de controle da doença.

Entre os achados que mais preocupam está a detecção de genes de resistência a antibióticos, incluindo aqueles relacionados à tetraciclina e aos macrolídeos. Essas classes de medicamentos são frequentemente utilizadas no tratamento de infecções em animais de produção. A presença desses genes sugere que parte das bactérias já possui mecanismos para sobreviver a terapias convencionais, o que pode levar a falhas de tratamento e à persistência da infecção nos rebanhos.

Os cientistas também investigaram fatores de virulência — características genéticas que aumentam a capacidade da bactéria de causar doença. Foram encontrados genes associados à adesão às células do hospedeiro e à evasão do sistema imune, elementos que ajudam a explicar por que Streptococcus agalactiae consegue estabelecer infecções crônicas na glândula mamária das vacas, impactando diretamente a produção e a qualidade do leite.

A mastite está entre as enfermidades mais onerosas da cadeia leiteira, causando redução da produção, descarte de leite e custos com medicamentos e manejo. Para os autores da pesquisa, o detalhamento genômico das cepas circulantes abre caminho para programas de controle mais direcionados, que considerem o perfil genético local das bactérias, em vez de depender apenas de protocolos generalizados.

Os resultados também dialogam com uma preocupação global: a resistência antimicrobiana. Embora o estudo tenha foco veterinário, microrganismos resistentes em animais podem representar risco indireto à saúde pública, seja por contato direto, seja pela cadeia alimentar. Por isso, os pesquisadores defendem integração entre vigilância animal e humana dentro do conceito de Saúde Única (One Health).

Na prática, o trabalho reforça a importância de medidas como diagnóstico laboratorial antes do tratamento, melhoria das condições de higiene na ordenha e monitoramento constante dos rebanhos.

Mais do que tratar, o desafio agora é prevenir a disseminação de linhagens resistentes que já estão presentes nas fazendas leiteiras da região.

Confira no link o original do estudo publicado na revista internacional “Pathogens”.

https://www.mdpi.com/2076-0817/15/2/128

SÃO CARLOS/SP - A Polícia Militar prendeu na tarde desta quinta-feira (5) o terceiro suspeito de participação em um assalto ocorrido pela manhã em Bauru, quando uma família foi rendida dentro de casa. Após o crime, os criminosos fugiram e acabaram perseguidos por equipes policiais até a região de São Carlos.

Durante a fuga, os suspeitos trocaram tiros com a polícia na rodovia Washington Luís (SP-310). Um dos envolvidos morreu no confronto. Os demais conseguiram escapar inicialmente e seguiram em direção à rodovia SP-215, onde abandonaram o veículo usado na fuga e correram para uma área de mata.

Horas depois, policiais localizaram um dos suspeitos escondido em uma área de vegetação próxima a um sítio no bairro Jardim Novo Horizonte, em São Carlos, onde ele acabou preso.

O terceiro integrante do grupo foi detido no período da tarde. Segundo a Polícia Militar, ele estava escondido dentro de um veículo Tracker que pertenceria à ex-companheira do segundo suspeito. A mulher teria saído de Porto Ferreira para buscá-lo.

O caso começou pela manhã, em Bauru, quando pelo menos três homens invadiram a casa de uma família, renderam as vítimas e roubaram diversos objetos, além de um carro. O veículo foi recuperado pela polícia durante a operação, junto com parte dos itens levados no assalto. A ocorrência foi registrada e segue sob investigação.

Nosso Facebook

Calendário de Notícias

« Abril 2026 »
Seg. Ter Qua Qui Sex Sáb. Dom
    1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30      
Aviso de Privacidade

Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.