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BRASÍLIA/DF - Quase um quarto do território brasileiro pegou fogo, ao menos uma vez, no período entre 1985 e 2023. Foram 199,1 milhões de hectares, o equivalente a 23% da extensão territorial brasileira.

Da área atingida por incêndio, 68,4% eram vegetação nativa, enquanto 31,6% tinham presença da atividade humana, notadamente a agropecuária. O Cerrado e a Amazônia são os principais biomas vítimas da ação do fogo, seja de origem natural ou provocada pelo homem. Juntos, são 86% da área queimada.

Os dados obtidos por meio de comparação de imagens de satélite fazem parte de um estudo divulgado na terça-feira (18) pelo MapBiomas Fogo, rede que envolve universidades, organizações não governamentais (ONGs) e empresas de tecnologia.

Pelas imagens de satélite, os pesquisadores conseguem analisar o tamanho e o padrão histórico das áreas incendiadas, mas não é possível apontar com certeza o que iniciou o fogo.

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No entanto, a coordenadora do MapBiomas Fogo e diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, explicou à Agência Brasil que é possível chegar ao entendimento de que a maior parte das queimadas não tem origem natural, quando raios, principalmente, são iniciadores do fogo.

“A gente pode inferir que a grande maioria é incêndio causado ou iniciado pela atividade humana”, aponta a geógrafa.

O principal motivo para chegar à conclusão é o período em que acontece grande parte dos incêndios, que são concentrados em agosto e setembro.

“Onde queima mais, Cerrado, Amazônia, e, agora, infelizmente, no Pantanal, é período seco, período em que, provavelmente, é bastante difícil de acontecerem as descargas elétricas das tempestades”, detalha Ane Alencar.

A estação seca, entre julho e outubro, concentra 79% das ocorrências de área queimada no Brasil, sendo que setembro responde por um terço do total.

A coordenadora do MapBiomas afirma que a maior parte da vegetação nativa incendiada continua sem ocupação humana. "Um pequeno percentual das áreas que foram afetadas se torna, principalmente, área de pastagem."

Quase metade (46%) da área queimada está concentrada em três estados: Mato Grosso, Pará e Maranhão. De cada 100 hectares queimados, 60 são em territórios particulares. Os três municípios que mais queimaram entre 1985 e 2023 foram Corumbá (MS), no Pantanal, seguido por São Felix do Xingu (PA), na Amazônia, e Formosa do Rio Preto (BA), no Cerrado.

O levantamento do MapBiomas mostra ainda que cerca de 65% da área afetada pelo fogo foi queimada mais de uma vez entre 1985 e 2023. Nesse período, a cada ano, em média 18,3 milhões de hectares – equivalente a uma área pouco menor que o estado de Sergipe – são afetados pelo fogo.

Brasília (DF) 17/06/2024 - Um quarto do território brasileiro pegou fogo nos últimos 40 anos.
Arte EBC

 

Biomas

Do total da área queimada ao menos uma vez no país, 44% ficam no Cerrado. São 88,5 milhões de hectares – quase metade (44%) da extensão territorial do bioma. É quase o tamanho de Mato Grosso.

A pesquisadora Ane Alencar adverte que, embora o Cerrado seja uma vegetação mais preparada para a ocorrência de incêndios, a alta frequência com que o fogo afeta a região debilita o ecossistema, que apresenta características savânicas, com vegetação rasteira.

“É muito mais difícil debelar o fogo”, diz ela. “Na hora em que o fogo está mais forte, com muito vento, é impossível combater.”

Segundo bioma mais afetado, a Amazônia teve 82,7 milhões de hectares queimados ao menos uma vez. A extensão representa um quinto (19,6%) do bioma amazônico.

Nascida no Pará e especialista em região amazônica, Ane Alencar alerta para o grande perigo que incêndios oferecem a florestas.

“Formações florestais não são adaptadas ao fogo, elas são sensíveis”, avalia. “Uma vez queimadas, o processo de recuperação é muito lento e deixa essas áreas superinflamáveis para que haja um segundo incêndio. Leva a um processo de degradação”, explica.

O bioma que mais queimou proporcionalmente a sua área foi o Pantanal, com 9 milhões de hectares. Embora seja apenas 4,5% do total nacional, essa extensão representa 59,2% do bioma. Por mais que seja adaptado ao fogo, o Pantanal enfrenta incêndios intensos principalmente devido às secas prolongadas.

Além de danificar a cobertura vegetal que, entre outras consequências, altera o equilíbrio ambiental, as queimadas são importantes fontes contribuidoras para o efeito estufa, uma vez que liberam o carbono armazenado na biomassa para a atmosfera na forma de gás carbônico (CO²).

Cicatrizes

O levantamento do MapBiomas revela a extensão de “cicatrizes” na natureza, um conceito que passou a ser usado pela geógrafa Ane Alencar a partir da década de 1990. Cicatriz é como se chamam as grandes áreas afetadas por um único incêndio.

O bioma com maiores cicatrizes é o Pantanal. Cerca de 25% das áreas afetadas têm danos na vegetação que variam entre 10 mil e 50 mil hectares. Para efeito de comparação, cada hectare é pouco maior que um campo de futebol.

Em seguida, figura o Cerrado, onde predominam queimadas em áreas entre mil e 5 mil hectares, que respondem por 20% do total.

Alastramento

Segundo a coordenadora do MapBiomas, muitas queimadas são atividades ilegais que se seguem a desmatamentos.

“Fogo é a ferramenta mais barata de transformação dessa biomassa [resultante de desmatamento] em nutrientes para o solo. Muitas vezes as pessoas vão queimar aquela área desmatada, não prestam atenção e não controlam o fogo, então a queimada escapa para floresta, campo nativo ou área de Cerrado e gera incêndios”, diz Ane Alencar.

A pesquisadora lembra, no entanto, que o uso do fogo é permitido por produtores rurais, mas que é preciso cuidado para que a queimada seja controlada e não se alastre.

“O uso do fogo para queima de pastagens é permitido, mas tem que ter licença, a licença é importante”, observa.

“Você vai receber orientação do tipo ‘não coloque fogo em determinado horário’. ‘Se tem muitos vizinhos colocando fogo no mesmo dia, faça no outro dia’. Quando você pede licença previamente, os bombeiros podem ficar em alerta”, aconselha.

Tendência

A pesquisadora do MapBiomas avalia que, a partir da primeira década dos anos 2000, incentivos para melhor gestão ambiental ajudaram a controlar as queimadas. “Foi diminuindo o desmatamento e também a área queimada.”

No entanto, adverte ela, a partir de 2019, “houve um aumento expressivo no desmatamento e da área queimada”.

Ela acrescenta que, em 2023, continuou o aumento de queimadas, porém, por causa de mudanças climáticas, que causaram secas severas, o que contribuiu para que terrenos ficassem mais sensíveis a alastramento de incêndios.

“O que aconteceu em 2023, principalmente na Amazônia, é que, na região onde houve a redução do desmatamento, houve uma redução do fogo em geral, das queimadas e incêndios.”

Padrão histórico

A pesquisadora considera que o estudo apresenta informações relevantes, como o padrão histórico dos incêndios, que podem ajudar as autoridades na elaboração de estratégias de prevenção, controle e combate a queimadas.

“Esses dados podem ajudar muito a entender áreas que estão sob maior risco de incêndios, ser utilizados em processos de responsabilização, para monitorar se a questão climática está realmente impactando o aumento de incêndios”, exemplifica.

“São vários usos, desde o mapeamento de ações de prevenção, melhoria dos planejamentos e investimentos para melhor uso da terra”, completa.

Sala de crise

O estudo foi divulgado poucos dias depois de o governo federal instalar uma sala de crise para monitorar e enfrentar problemas de queimadas e secas no país, especialmente no Pantanal e na Amazônia. A medida foi anunciada na sexta-feira (14), e a primeira reunião foi na segunda-feira (17).

Na avaliação da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, há um agravamento dos problemas de natureza climática, e as consequências chegarão mais cedo este ano, com repercussão ambiental “muito grave”.

“Em função disso, já estamos agindo na lógica da gestão do risco e não apenas do desastre”, disse Marina.

Em outra ação, o governo lançou no começo de abril o programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia. A iniciativa prevê investimentos de R$ 730 milhões para promover o desenvolvimento sustentável e combater o desmatamento e incêndios florestais em 70 municípios prioritários na Amazônia. Os municípios aptos a participar da iniciativa foram responsáveis por cerca de 78% do desmatamento no bioma no ano de 2022.

No fim de março, o governo federal firmou um pacto com governadores dos estados do Cerrado para combater o desmatamento. O acordo inclui propostas como a criação de força-tarefa para implementação de ações conjuntas. Estiveram presentes representantes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, do Tocantins, da Bahia e do Distrito Federal. A articulação com é prevista no Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado (PPCerrado), lançado em novembro de 2023.

 

 

Por Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

Concessionária destaca a importância de atitudes

responsáveis para evitar queimadas e garantir a segurança viária

 

            SÃO CARLOS/SP - Durante o inverno, a estiagem atinge seu pico e, com isso, os riscos de incêndio nas margens das rodovias aumentam consideravelmente. Entre maio de 2023 e abril de 2024, a EcoNoroeste registrou 194 focos. Destes, 106 ocorreram durante os meses de seca.

            As queimadas no trecho da concessionária são monitoradas pelo Centro de Controle de Operações (CCO), ao qual estão integradas 443 novas câmeras de alta tecnologia capazes de captar qualquer intercorrência. “Quando identificamos foco de incêndio ou fumaça, direcionamos todos os recursos necessários para controlá-los”, explica Rodrigo de Oliveira Silva, coordenador de Tráfego da EcoNoroeste.

            As ocorrências são atendidas por três caminhões-pipa, além de viaturas de Inspeção de Tráfego e guinchos com abafadores, capazes de auxiliar no controle de focos menores. Para minimizar esse cenário, a concessionária mantém um cronograma de roçadas manuais e mecanizadas às margens das rodovias, o que melhora a visibilidade para os condutores e reduz riscos. Outro trabalho importante são os “firebreaks”, também conhecidos como aceiros. Trata-se da remoção da vegetação próxima ao limite da faixa de domínio para evitar a propagação de fogo.

            Entretanto, os usuários precisam agir de maneira consciente e não jogar bitucas de cigarro ou lixo nas rodovias, por exemplo. A concessionária também mantém contato permanente com o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) e usinas da região. Os Painéis de Mensagem Variável (PMVs) reforçam as mensagens de alerta sobre os riscos de queimadas.

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O que fazer em caso de queimadas ou incêndio

            Ao encontrar focos de incêndio, é importante adotar medidas de segurança. “Os usuários devem fechar os vidros do veículo, trafegar com farol baixo aceso, não se aproximar do incêndio, jamais parar na faixa de rolamento, manter distância segura do veículo à frente, evitar frear bruscamente, não ligar o pisca-alerta quando em movimento, respeitar os limites de velocidade e, se necessário, procurar um lugar seguro para parar, caso a fumaça seja muito densa”, orienta Silva.

            É importante contatar a concessionária pelo 0800-3263-663. Ao informar a ocorrência, forneça detalhes, como a localização da ocorrência, para que a equipe de combate ao fogo chegue ao local mais rapidamente.

 

“Operação SP Sem Fogo”

            A EcoNoroeste compõe a “Operação SP Sem Fogo”, iniciativa do Governo do Estado, entre 7 de junho e 30 de setembro, que incentiva a prevenção e o combate a incêndios florestais e queimadas em áreas verdes próximas à zona rural ou ao meio urbano. Durante toda a campanha, a concessionária veiculará frases em seus PMVs para orientar e alertar sobre perigos das queimadas nas rodovias: “SP Sem Fogo - Não jogue bitucas de cigarros nas rodovias”, “SP Sem Fogo - Soltar balões é crime!” e “SP Sem Fogo - Não acenda fogueiras na mata”.

            Além do problema ambiental, nas rodovias as queimadas podem trazer sérios riscos à segurança viária, principalmente pelo comprometimento da visibilidade do motorista. O movimento é uma parceria entre a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), Defesa Civil do Estado e as secretarias de Meio Ambiente, de Infraestrutura e Logística (Semil) e de Segurança Pública (SSP). Conta também com ações e investimentos do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Fundação Florestal (FF) e Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

            “A ARTESP entende que é muito importante estar presente para alertar e orientar seus usuários. Isso ajuda a prevenir os altos índices de queimadas. É importante reforçar que iniciativas simples, como não jogar bituca de cigarro pela janela do carro e não soltar balões, podem ser formas de não iniciar um incêndio”, explica Milton Persoli, diretor geral da ARTESP.

SÃO CARLOS/SP - A manhã desta sexta-feira, 14 de junho, começou literalmente pegando fogo na rodovia Thales de Lorena Peixoto Jr. (SP-318), em São Carlos.

De acordo com informações, o motorista de um Ford Fiesta estava pela rodovia sentido Varjão quando, nas proximidades da fábrica de papelão, o motorista escutou um barulho estranho no veículo e começou a visualizar uma fumaça saindo do motor.

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Imediatamente, o motorista estacionou no acostamento da rodovia e, em questão de segundos, o carro foi consumido pelas chamas.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e debelou as chamas. O motorista não se feriu.

ARAÇATUBA/SP - Um jovem de 28 anos foi preso depois de atear fogo na mãe, na cidade de Araçatuba, durante uma discussão. O crime aconteceu no domingo (12), Dia das Mães, após a mulher não deixar o filho sair com o carro da família.

Segundo a Polícia Militar, a mulher teve queimaduras em 60% do corpo. As chamas atingiram pernas, pés, um dos braços e também a cabeça. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada até a Santa Casa de Araçatuba.

O ataque aconteceu depois que a mãe negou que o filho saísse com o carro da família. Ainda de acordo com o registro policial, o suspeito é mecânico e recentemente tinha consertado o veículo. Diante disso, se sentiu no direito de utilizá-lo, mas foi impedido pelos pais.

Ainda conforme a polícia, houve uma discussão e ele teria jogado álcool no veículo e no corpo da mãe, em seguida, usou um isqueiro para atear fogo. A mãe tentava evitar que o filho incendiasse o automóvel quando foi ferida pelas chamas.

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Os policiais foram até o local e não encontraram o suspeito. O pai informou à polícia que ele estaria no condomínio de ranchos onde aconteceu o crime.

O rapaz foi encontrado próximo do local e confessou o ataque. Ele foi preso em flagrante por tentativa de homicídio.

A Santa Casa informou que a vítima teve queimaduras de 2º e 3º grau. Ela passou por atendimento intensivo e está na fila aguardando vaga em um hospital especializado em queimaduras. O quadro clínico dela é estável.

Ao tentar evitar que a mulher ficasse ferida, o pai e a esposa do homem também ficaram com queimaduras.

 

 

Por g1

SÃO CARLOS/SP - O período de estiagem concentra a maior parte dos focos de incêndios e exige atenção. Devido à baixa umidade relativa do ar e período de poucas chuvas, o Departamento de Fiscalização da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano e o Ministério Público do Estado de São Paulo, fazem um alerta sobre as queimadas, principalmente em terrenos particulares.
A Lei Municipal nº 21825/2023 (Art.8) estipula que é proibido o emprego de fogo como forma de limpeza de vegetação, lixo ou de qualquer detrito e objeto, nos imóveis edificados e não edificados.
 A Lei pune os proprietários dos terrenos que forem denunciados por incêndio. A multa para flagrante é de R$ 10,48 por metro quadrado. A pessoa autuada tem prazo de 15 dias para recorrer. Passando esse prazo o valor da multa vai para dívida ativa do município. Desde o início do ano já foram registradas 10 autuações em relação a ocorrências de fogo em terrenos particulares.
Sem controle e com incidência sobre qualquer forma de vegetação, os incêndios, em terrenos, matas ou florestas, prejudicam a vegetação, causam a morte de animais silvestres, aumentam a poluição do ar, diminuem a fertilidade do solo, além de oferecer risco de queimaduras, acidentes com vítimas e causar problemas de saúde na população.

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Segundo o diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Rodolfo Tibério Penela, a atenção e cuidados devem ser redobrados. “A população deve denunciar os incêndios em terrenos. O fiscal vai até o local para analisar a situação. A intenção não é multar, mas alertar os proprietários para que mantenham seus terrenos limpos, evitando problemas”, afirmou.
O Promotor de Justiça, Flávio Okamoto, ressalta a importância da participação da população na prevenção de incêndios. “Contamos com o apoio da população são-carlense para manter seus terrenos devidamente roçados, para não descartar resíduos em terrenos e para denunciar à fiscalização da Prefeitura os locais em que há lixo ou mato alto. Os incêndios em área urbana quase sempre começam por causa de lixo ou capim alto”.
As denúncias de incêndios podem ser feitas pelo link https://cidadao.saocarlos.sp.gov.br/servicos/ouvidoria/municipe/ ou pelos telefones 3362-1080 ou 0800-770-1552.

SÃO CARLOS/SP - O Corpo de Bombeiros foi acionado na madrugada desta segunda-feira, após uma casa pegar fogo no bairro Santa Angelina, em São Carlos.

Ao chegar no local, os Militares salvaram mãe e filho. A mãe teve as mãos queimadas e precisou ser socorrida à UPA Santa Felícia. O filho é o suspeito de ter ateado fogo no imóvel.

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Além dos Bombeiros, o Samu e a Polícia Militar também estiveram no local e auxiliaram na ocorrência.

SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) informa que o Ecoponto do São Carlos VIII, que está em fase final de reforma, foi, mais uma vez, atingido pela ação de vândalos por volta das 23h50 desta quarta-feira, 20/03.

Foi ateado fogo em parte de suas dependências, uma porta nova que havia acabado de ser colocada no banheiro foi quebrada, a pia e o vaso sanitário foram parcialmente danificados e resíduos espalhados na frente da unidade que estava quase pronta para ser entregue à população.

O SAAE lamenta episódios dessa natureza porque, afinal, há dinheiro público investido neste espaço que é de todos os moradores de São Carlos.

SÃO CARLOS/SP - Na manhã desta 3ª feira, uma casa pegou fogo no cruzamento entre as Ruas São Joaquim e José Rodrigues Sampaio, nas proximidades da Discasa, em São Carlos.

Segundo informações preliminares, não havia ninguém na casa, portanto sem feridos, mas vizinhos e curiosos que estavam pelo local não souberam informar as causas do incêndio.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para debelar as chamas.

SÃO CARLOS/SP - O período de estiagem concentra a maior parte dos focos de incêndios e exige atenção. Devido à baixa umidade relativa do ar e período de poucas chuvas, O Departamento de Fiscalização da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano faz um alerta sobre as queimadas, principalmente em terrenos particulares.
O Artigo 9 da Lei Municipal nº 15.751/11 estipula que é proibido o emprego de fogo como forma de limpeza de vegetação, lixo ou qualquer distritos e objetos, nos imóveis edificados e não edificados.
A Lei Municipal nº 15.751/11 pune os proprietários dos terrenos que forem denunciados por incêndio. A multa para flagrante é de R$ 5,89 por metro quadrado. A pessoa autuada tem prazo de 10 dias para recorrer.  Passando esse prazo o valor da multa vai para dívida ativa do município.
Neste ano foram registradas até o final de julho apenas 7 autuações em relação a ocorrências de fogo e 2.331 notificações para limpeza em terrenos particulares. Sem controle e com incidência sobre qualquer forma de vegetação, os incêndios, em terrenos, matas ou florestas prejudicam a vegetação, causam a morte de animais silvestres, aumentam a poluição do ar, diminuem a fertilidade do solo, além de oferecer risco de queimaduras, acidentes com vítimas e causar problemas de saúde na população.
 Segundo o diretor do Departamento de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela, a atenção e cuidados devem ser redobrados. “A população deve denunciar os incêndios em terrenos. O fiscal vai até o local para analisar a situação. A intenção não é multar, mas alertar os proprietários para que mantenham seus terrenos limpos, evitando problemas”, afirmou.
As denúncias podem ser feitas na Defesa Civil (199), na Guarda Municipal (153), no Corpo de Bombeiros (193) e durante o horário comercial na Ouvidoria pelo 156 ou 3362-1080. A Ouvidoria também recebe denúncias pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 
Campanha Queimadas – Ausência de chuvas favorece ocorrência de fogo em matas e florestas. Pequenos cuidados e atitudes simples podem prevenir os incêndios:
- Não jogue cigarros ou fósforos acesos nas rodovias;
- Não faça fogueira ou queimada perto da rede elétrica, em dias quentes ou com ventos fortes;
- Soltar, fabricar ou vender balões é crime e pode causar muitos acidentes;
- Soltar fogos de artifícios é proibido em São Carlos e as fagulhas podem dar início a incêndios;
 - Na área rural esse é o período para fazer os aceiros, faixas ao longo das cercas onde a vegetação é completamente eliminada da superfície do solo. A finalidade é prevenir a passagem do fogo para área de vegetação, evitando-se assim queimadas ou incêndios.  Ele protege cercas, postes, balancins e arames.
 
Rodovias - As queimadas comprometem a segurança do motorista, já que a fumaça reduz a visibilidade, o que pode levar a acidentes, principalmente colisões traseiras. No caso do motorista se deparar com alguma queimada na rodovia, além de avisar os órgãos competentes, ele pode tomar algumas precauções para prevenir acidentes como fechar os vidros do veículo; manter distância segura do veículo da frente; trafegar com farol baixo aceso; não ligar o pisca alerta com o veículo em movimento e não parar na faixa de rolamento.

PARIS - Todos os anos, os incêndios florestais na Europa são mais violentos e se estendem por um período mais longo, como na ilha grega de Rodes, onde desencadearam uma operação de evacuação de turistas sem precedentes.

Em 2018, 117.356 hectares, mais de dez vezes a área de Paris, viraram fumaça na União Europeia. Em 2019 foram 295.835, em 2020 chegaram a 339.824 e em 2021 subiram para 470.359.

No ano passado, em 2022, mais de 785 mil hectares foram destruídos, segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Effis) e do programa europeu de mudanças climáticas Copernicus.

O ano de 2017, no entanto, continua sendo o mais devastador na UE desde a criação do Effis (no ano 2000), com 988.087 hectares de vegetação destruídos. Estes são os maiores incêndios recentes:

 

- 2023: Incêndios na região de Estremadura, Espanha -

No final de maio, quando o verão ainda não havia chegado, uma área de quase 12 mil hectares (mais que a de Barcelona) já estava reduzida a cinzas na região da Estremadura, no oeste da Espanha.

Além da acentuada falta de chuvas, a temperatura atingiu um recorde absoluto para o mês de abril na Espanha continental (38,8 ºC).

 

- 2022, pinheiros queimados em Gironde (França) -

Grandes incêndios devoraram 30 mil hectares de florestas em La Teste-de-Buch e na região de Landiras e Hostens, no sudoeste da França, no verão. No total, houve cerca de 600 incêndios e 48.000 pessoas tiveram que ser retiradas.

A Espanha foi afetada no ano por quase 500 incêndios e mais de 300.000 hectares queimados (mais do que a área do Luxemburgo), segundo o Effis.

 

- 2021, incêndios na Grécia e Itália -

No início de agosto, a Grécia registrou temperaturas escaldantes. Em duas semanas, mais de 46.000 hectares de florestas viraram fumaça na ilha de Evia, 80 quilômetros a leste de Atenas.

Juntamente com os incêndios no Peloponeso e nos arredores da capital, um total de mais de 100.000 hectares queimou durante um verão. Centenas de casas, florestas de pinheiros e olivais foram queimados, assim como centenas de animais.

Paralelamente, uma onda de calor causada pelo anticiclone "Lúcifer" afetou toda a Itália. Na Calábria e na Sicília houve centenas de incêndios. Mais de 150.000 hectares foram destruídos na península ao longo do ano.

 

- 2017, ano sombrio em Portugal -

No dia 17 de junho, em meio a uma intensa onda de calor, ocorreu um gigantesco incêndio florestal em Pedrógão Grande, na região de Leiria, no centro de Portugal. As chamas, alimentadas por ventos muito fortes, arrasaram cerca de 24.000 hectares de serras de pinheiros e eucaliptos durante cinco dias.

Foi o incêndio mais mortal da história de Portugal, com 63 mortos, a maioria pessoas que ficaram presas em seus veículos quando tentaram fugir.

Após uma nova onda de incêndios em meados de outubro, o número de mortos em incêndios florestais subiu para um total de 117 naquele ano.

 

- 2010, incêndios em Moscou -

Em julho e agosto, mais de um milhão de hectares foram devastados por incêndios na região de Ryazan (200 km a sudeste de Moscou), na própria Moscou e em Nizhny Novgorod, além da república da Mordóvia.

A capital russa estava coberta de fumaça. No total, cerca de 60 pessoas morreram e quase 200 cidades foram destruídas.

 

 

AFP

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