SÃO CARLOS/SP - O docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Dr. Antonio Carlos Hernandes, foi eleito presidente da diretoria da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) para o próximo triênio, substituindo, no cargo, o Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo.
A ACIESP é uma das mais importantes entidades científicas do Brasil. Fundada em 8 de outubro de 1974, esta Academia é uma associação independente, não governamental e sem fins econômicos, criada para promover o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da educação no Estado de São Paulo, tendo como sua principal missão reunir cientistas de reconhecida excelência para atingir os seguintes objetivos:
*Promoção do avanço da ciência e da inovação;
*Defesa da liberdade da pesquisa científica e do ensino;
*Contribuição para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências;
*Estimular a educação científica e a divulgação do conhecimento;
*E fortalecimento do papel da ciência no desenvolvimento econômico, social e ambiental de São Paulo e do Brasil.
Satisfação em poder contribuir com a ACIESP
Sabendo-se que o cargo representa uma enorme responsabilidade, principalmente com o compromisso de fortalecer a Academia, promover a ciência, estimular o diálogo com a sociedade e defender o conhecimento científico, o novo presidente da ACIESP considera que é uma satisfação muito grande poder contribuir com Academia e avançar ainda mais naquilo que já foi feito até agora. “Nosso objetivo é fazer com que a ACIESP ganhe ainda mais visibilidade e que possa acolher, cada vez mais, pesquisadores que possam contribuir para a ciência do Estado de São Paulo. Temos algumas ideias de projetos a serem executados para os próximos três anos, só que primeiro existe a necessidade de se fazer uma discussão com a nova diretoria e com o conselho, assim que assumirem, para que possamos fazer uma ampla divulgação. Fico muito feliz em poder estar contribuindo com a Academia e, obviamente, representar o Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP)”, salientou o novo presidente da ACIESP.
Em sua mensagem, o presidente cessante, Prof. Dr. Adriano Defini Andricopulo, considerou. “Gostaria de dar os parabéns ao colega, Prof. Antonio Carlos Hernandes, do IFSC/USP, que acaba de ser eleito presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP) para o triênio 2026-2029, bem como a todos os integrantes da nova Diretoria e do novo Conselho Diretor. Podemos observar que temos uma equipe de excelência que reúne experiência, liderança e compromisso com a ciência. Desejo a esta nova gestão pleno êxito na missão de fortalecer ainda mais a ACIESP, ampliar a sua presença institucional e contribuir para o avanço da ciência, da tecnologia e da educação em São Paulo e no Brasil”.
A ACIESP congrega mais de 250 cientistas de diversas áreas do conhecimento, vinculados às principais universidades e centros de pesquisa do estado, como USP, Unicamp, Unesp, Instituto Butantan, IPEN, Embrapa e outras instituições de excelência. Os membros são eleitos pelos próprios acadêmicos, em reconhecimento às suas contribuições científicas, havendo duas categorias principais: Membros Titulares, de caráter permanente, e Membros Afiliados, destinados a pesquisadores mais jovens por período determinado.
Composição da Diretoria e do Conselho Diretor da ACIESP para o triênio 2026–2029.
Diretoria
*Presidente: Antonio Carlos Hernandes ;
*Vice-Presidente: Vanderlan da Silva Bolzani ;
*Diretor-Executivo: Paulo Cezar Vieira ;
*Diretora-Financeira: Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva ;
Conselho Diretor
*Ciências Matemáticas: Flavio Ulhoa Coelho (Titular);
*Ciências Físicas: Antonio Martins Figueiredo Neto (Titular);
* Ciências Químicas: Norberto Peporine Lopes (Titular) e Maurício da Silva Baptista (Suplente);
*Ciências da Terra: Paulo Artaxo (Titular) e Alexander Turra (Suplente);
*Ciências Biomédicas: Carlos Frederico Martins Menck (Titular) e Antonio Jose Lapa (Suplente);
*Ciências da Saúde: Josué de Moraes (Titular);
*Ciências Agrárias: Maria Lucia Carneiro Vieira (Titular);
*Ciências da Engenharia: Isolda Costa (Titular) e José Antonio Eiras (Suplente);
*Ciências Humanas e Sociais: Pedro Luiz Valls Pereira (Titular);
*Ex-presidente: Adriano Defini Andricopulo (Titular) - Nos termos do Estatuto Social da ACIESP, o ex-presidente Adriano Defini Andricopulo passa a integrar o Conselho Diretor na qualidade de membro nato.
Ao longo de sua história, a ACIESP foi presidida por cientistas de grande prestígio nacional e internacional, como Crodowaldo Pavan, Sérgio Mascarenhas, Oscar Sala, Walter Colli, José Eduardo Krieger, Vanderlan Bolzani e Adriano Andricopulo, entre outros.
O Prof. Dr. Antonio Carlos Hernandes é Professor Titular do Instituto Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo. Doutor em Física pela Universidade de São Paulo (1993), com estágio na Universitá di Genova, Itália. Membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP). É um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat) e da Associação Brasileira de Crescimento de Cristais. Desenvolve pesquisa na área de Física dos Materiais, Ciência dos Materiais e em Ensino e Divulgação Científica. Foi Diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) no período de 2010-2014, Pró-Reitor de Graduação da USP, no período de 2014-2018 e Vice-Reitor da Universidade de São Paulo, no período de 2018-2022.
SÃO CARLOS/SP - A vereadora Cidinha do Oncológico, PP, apresentou um projeto de lei para ser apreciado na Câmara Municipal que tem por objetivo instituir um Protocolo Municipal para Dispensação, Autorização e Acompanhamento do uso do medicamento Tirzepatida no tratamento da obesidade, no Sistema Único de Saúde (SUS).
A vereadora destaca que a obesidade é reconhecida como uma doença crônica, multifatorial e progressiva, associada a diversas comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer, impactando diretamente na qualidade de vida da população e gerando elevados custos ao sistema público de saúde.
Nesse contexto, a incorporação de novas estratégias terapêuticas baseadas em evidências científicas torna-se fundamental para o enfrentamento da doença. A Tirzepatida tem se destacado como uma inovação no tratamento da obesidade, apresentando resultados expressivos na redução de peso e no controle metabólico, quando associada a mudanças no estilo de vida e acompanhamento multiprofissional.
Segundo Cidinha, a proposta não se limita à simples disponibilização do medicamento, mas estabelece critérios rigorosos para sua dispensação, priorizando pacientes com maior gravidade clínica e em situação de vulnerabilidade social, garantindo, assim, o uso racional dos recursos públicos, a equidade no acesso e a efetividade do tratamento.
“Além disso, o projeto reforça a importância do acompanhamento multiprofissional, envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e assistentes sociais, assegurando uma abordagem integral do paciente, conforme os princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade”, declarou.
A parlamentar salientou ainda que “o projeto de lei respeita a organização administrativa do Poder Executivo, ao atribuir à Secretaria Municipal de Saúde a regulamentação e operacionalização do protocolo, sem interferir diretamente na gestão dos serviços, o que afasta eventual vício de iniciativa”.
“O projeto busca não apenas ampliar o acesso ao tratamento da obesidade no município, mas também promover saúde, prevenir complicações e reduzir, a médio e longo prazo, os custos assistenciais decorrentes das doenças associadas”, concluiu a vereadora.
Tecnologias portáteis capazes de detectar, em poucos minutos, sinais de exposição a pesticidas podem mudar a forma como governos, hospitais e profissionais de saúde acompanham os riscos relacionados aos agrotóxicos. Além de beneficiar trabalhadores rurais, esses dispositivos têm potencial para ampliar a vigilância epidemiológica e prevenir doenças em toda a população.
SÃO CARLOS/SP - O uso de agrotóxicos tornou-se indispensável para sustentar a produção agrícola mundial, mas seus impactos sobre a saúde humana continuam despertando preocupação. Estima-se que milhões de toneladas dessas substâncias sejam utilizadas anualmente, sendo o Brasil o maior consumidor global. A exposição frequente a alguns pesticidas está associada ao aumento do risco de problemas neurológicos, alterações hormonais, distúrbios reprodutivos e determinados tipos de câncer.
Apesar da existência desses riscos, identificar precocemente quem foi exposto ainda representa um desafio. Hoje, os exames dependem de laboratórios especializados, equipamentos sofisticados e profissionais altamente treinados, o que dificulta a realização de testes em comunidades rurais, regiões distantes e locais onde o contato com agrotóxicos é mais intenso.
Uma revisão publicada na revista “Trends in Analytical Chemistry” mostra, entretanto, que essa realidade pode estar prestes a mudar. Pesquisadores da Inglaterra, Itália e Brasil, neste último caso através do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), analisaram os avanços de uma nova geração de sensores portáteis capazes de detectar pesticidas ou seus marcadores biológicos em amostras de sangue e urina, oferecendo resultados rápidos e com baixo custo.
Diagnóstico em minutos, sem depender de grandes laboratórios
A proposta é semelhante à de um teste rápido de glicemia ou dos exames utilizados durante a pandemia de Covid-19. Utilizando apenas uma pequena amostra de sangue obtida por uma picada no dedo ou algumas gotas de urina, os dispositivos conseguem identificar sinais de exposição aos pesticidas em poucos minutos.
Além da rapidez, os equipamentos apresentam outras vantagens importantes, como:
*Baixo custo de fabricação;
*Facilidade de transporte;
*Operação simples;
*Possibilidade de utilização em postos de saúde, ambulatórios e unidades móveis;
*Integração com smartphones para registrar, interpretar e armazenar os resultados automaticamente.
Segundo os pesquisadores, essas características tornam a tecnologia especialmente interessante para países de grande extensão territorial e forte atividade agrícola, como é o caso do Brasil.
Nanotecnologia amplia a precisão e beneficia saúde pública
O desempenho desses dispositivos depende do uso de nanomateriais, estruturas capazes de reconhecer quantidades extremamente pequenas de substâncias químicas. Essa elevada sensibilidade permite identificar níveis de exposição muito antes que surjam sintomas clínicos, favorecendo intervenções precoces e reduzindo a probabilidade de complicações decorrentes do contato prolongado com pesticidas.
Embora o objetivo inicial seja monitorar trabalhadores rurais, os impactos dessa tecnologia vão muito além do ambiente agrícola. A possibilidade de realizar exames rápidos em larga escala poderá transformar a vigilância em saúde ambiental e ocupacional. Em vez de investigar apenas casos suspeitos após o surgimento de doenças, autoridades sanitárias poderão acompanhar continuamente grupos de maior risco, identificando situações de exposição antes que provoquem danos permanentes.
Isso permitirá:
*Detectar precocemente surtos de intoxicação em comunidades agrícolas;
*Monitorar trabalhadores durante períodos de aplicação intensiva de pesticidas;
*Avaliar a eficácia das medidas de proteção individual;
*Identificar regiões com níveis mais elevados de exposição ambiental a pesticidas;
*Orientar ações de fiscalização e educação em saúde;
*Produzir dados confiáveis para políticas públicas voltadas à redução dos riscos relacionados aos agrotóxicos.
Outro benefício importante é a redução da subnotificação. Muitos episódios de intoxicação leve nunca chegam aos serviços de saúde porque os sintomas são inespecíficos. Com testes simples e acessíveis, será possível ampliar significativamente o número de diagnósticos, permitindo que gestores conheçam com maior precisão a dimensão real do problema.
Economia para os sistemas de saúde
Segundo o primeiro autor do estudo, o pesquisador do IFSC/USP, Dr. Thiago S. Martins, a identificação precoce da exposição possibilita intervenções antes do desenvolvimento de doenças mais graves, reduzindo internações, exames de alta complexidade e tratamentos prolongados. Além disso, trabalhadores afastados por intoxicações poderão receber acompanhamento mais rápido, diminuindo perdas de produtividade e custos previdenciários.
Os pesquisadores destacam que dispositivos de baixo custo poderão ser utilizados em programas de triagem da população, reduzindo a dependência de laboratórios especializados e ampliando o acesso ao diagnóstico em municípios de pequeno porte.
A revisão publicada reúne diversos exemplos de sensores experimentais que apresentaram excelente desempenho. Entre eles estão dispositivos que detectam simultaneamente diferentes pesticidas diretamente na urina de trabalhadores rurais em pouco mais de um minuto. Outro equipamento utiliza apenas uma gota de sangue da ponta do dedo para avaliar alterações provocadas por pesticidas que afetam o sistema nervoso.
Também são mencionados sensores descartáveis em papel, semelhantes a tiras de teste, que conseguem identificar resíduos de herbicidas na urina de forma rápida e econômica.
Inteligência artificial poderá ampliar o monitoramento
Outro diferencial apontado pela revisão é a integração dos sensores com ferramentas de inteligência artificial. Aplicativos poderão interpretar automaticamente os resultados, armazenar históricos individuais, emitir alertas quando forem detectados níveis elevados de exposição e produzir mapas epidemiológicos em tempo real.
Esses recursos poderão fortalecer programas de vigilância sanitária, permitindo identificar áreas críticas, acompanhar tendências de exposição e direcionar ações preventivas com muito mais rapidez.
Apesar do enorme potencial, os pesquisadores ressaltam que a maior parte dessas tecnologias ainda está em fase experimental. Antes de serem incorporadas aos sistemas públicos de saúde, será necessário validar seu desempenho em diferentes populações, comprovar sua confiabilidade em condições reais de uso e atender aos requisitos exigidos pelos órgãos reguladores. Também será preciso estabelecer protocolos padronizados para garantir que os resultados sejam comparáveis entre diferentes regiões e serviços de saúde.
Um novo instrumento para prevenir doenças
O docente e pesquisador do IFSC/USP e autor correspondente da revisão publicada na revista “Trends in Analytical Chemistry”, Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior, considera que os autores concluem que os testes rápidos representam um dos caminhos mais promissores para modernizar o monitoramento da exposição humana aos agrotóxicos. Mais do que facilitar o diagnóstico individual, essas tecnologias poderão fortalecer toda a estrutura de vigilância em saúde pública, permitindo identificar riscos de forma precoce, orientar políticas preventivas e reduzir o impacto das doenças relacionadas aos pesticidas. “Se confirmarem os resultados obtidos até agora, esses dispositivos poderão representar uma mudança de paradigma: em vez de agir apenas quando surgem os casos de intoxicação, será possível prevenir o adoecimento, proteger populações vulneráveis e produzir informações estratégicas para tornar a agricultura mais segura e a saúde pública mais eficiente”, destaca o pesquisador.
Este estudo contou com o apoio da FAPESP.
Confira no link a revisão publicada na revista “Trends in Analytical Chemistry”, cujo primeiro autor é o pesquisador do IFSC/USP, Thiago S. Martins - https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0165993626002360?via%3Dihub
SÃO CARLOS/SP - A Estação Ferroviária de São Carlos recebe, hoje, 1º de agosto, das 14h às 22h, mais uma edição do Rock na Estação, festival que reúne bandas independentes da cidade e da região em uma programação gratuita voltada aos apreciadores do rock e do metal. Organizado pela Secretaria Municipal de Cultura e pelos amantes do rock Luigi e Hugo.
O evento tem como objetivo fortalecer a cena musical independente, incentivar a produção artística local e ampliar o acesso da população à cultura por meio da ocupação de um dos espaços históricos mais importantes da cidade. Ao longo de oito horas de programação, o público poderá acompanhar apresentações que representam diferentes vertentes do rock e do metal.
O festival terá início às 14h com a banda Ivo e os Passageiros. Em seguida, sobem ao palco Abdicated (15h), Hippies Not Dead (16h), Hellside (17h), Garrafa Vazia (18h), Tremor (19h), Dead Human (20h) e Hannya (21h), encerrando o evento às 22h.
Além de promover o encontro entre artistas e público, o Rock na Estação busca valorizar as bandas autorais da cidade e da região, contribuindo para o fortalecimento da produção cultural e da economia criativa. O evento é gratuito e será realizado na Estação Ferroviária de São Carlos, com praça de gastronomia e barracas de roupas estilizadas.
SÃO CARLOS/SP - Um homem foi detido pela Guarda Municipal na noite desta quinta-feira (30), após uma tentativa de furto de fiação em um imóvel localizado na Rua Padre Teixeira, no Centro de São Carlos.
A ocorrência foi registrada por volta das 22h14 e contou com a atuação da equipe da viatura 671, formada pelos guardas municipais Michele e Berto.
Segundo a Guarda Municipal, durante patrulhamento, um motoboy abordou a equipe na região da Praça XV e informou que dois indivíduos estavam cortando fios de um imóvel. A informação foi repassada pelo Centro de Controle Operacional (CCO), que direcionou a viatura ao endereço.
No local, um dos suspeitos foi visto encostado no muro do imóvel. Ao receber ordem de parada, ele fugiu a pé. O guarda Berto iniciou o acompanhamento, enquanto a equipe realizou o cerco com a viatura, conseguindo interceptar e deter o homem na Rua Marechal Deodoro.
Durante a abordagem, o suspeito confessou que participou do furto da fiação e afirmou que o comparsa, que conseguiu escapar, ficou responsável por levar o material. A ocorrência foi apresentada no Centro de Polícia Judiciária (CPJ), onde a perícia foi acionada para o imóvel. Apesar de possuir diversas passagens por furto, o suspeito foi ouvido e liberado pela autoridade policial.
SÃO CARLOS/SP - Uma ação da Polícia Militar desarticulou um esquema de distribuição de drogas na tarde desta quinta-feira (30), após a abordagem de um veículo na Avenida Papa Paulo VI, no Jardim Cruzeiro do Sul, em São Carlos.
A ocorrência aconteceu às 13h10, quando os policiais da viatura I-38284, cabo PM Albizatti e soldado PM Adolfo, durante patrulhamento preventivo, visualizaram um automóvel trafegando em velocidade acima do normal. A abordagem contou ainda com o apoio das equipes comandadas pelo 1º tenente PM Francelino e pelo 2º sargento PM Farinos.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram R$ 2.524 em espécie, um iPhone 17 Pro Max e, na posse de uma das ocupantes do veículo, uma sacola contendo diversas porções de drogas.
Segundo informações da Polícia Militar, o condutor relatou que fazia o transporte de entorpecentes e o recolhimento de dinheiro em pontos de venda localizados nos bairros Jardim Cruzeiro do Sul e Cidade Aracy, abastecendo um sistema de entrega por motociclistas.
Ao todo, foram apreendidos 259 porções de dry, 50 porções de maconha, dois celulares iPhone 17 Pro Max, o VW Nivus utilizado pelos suspeitos e o dinheiro encontrado durante a abordagem. A ocorrência foi encaminhada à Central de Polícia Judiciária, onde o delegado Rubens Venâncio Feitosa elaborou o flagrante por tráfico de drogas. Os suspeitos permaneceram presos.
SÃO CARLOS/SP - A Guarda Municipal de São Carlos recebeu, nesta quinta-feira (30/07), um novo drone que será utilizado nas ações de patrulhamento preventivo, monitoramento de áreas estratégicas e apoio às operações de combate ao tráfico de drogas. A entrega do equipamento foi realizada no Sistema Integrado de Gestão Administrativa (SIGA) e integra os investimentos da Prefeitura na modernização da segurança pública por meio da tecnologia.
O drone, modelo DJI Mini 5 Pro, foi adquirido por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 10 mil. O equipamento ficará à disposição da equipe do Canil da Guarda Municipal, grupamento especializado no enfrentamento ao tráfico de entorpecentes.
Além de ampliar a capacidade de monitoramento das equipes em campo, a aeronave permitirá o reconhecimento prévio das áreas de atuação, dará suporte às operações de policiamento preventivo e facilitará o patrulhamento em locais de difícil acesso ou de grande extensão territorial.
De acordo com o comandante da Guarda Municipal, Célio Ramos de Godói, este é o segundo drone incorporado à estrutura da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana. “O equipamento amplia nossa capacidade operacional com o uso da tecnologia, proporcionando mais segurança aos agentes e maior eficiência nas operações desenvolvidas pelo Canil”, afirmou.
O comandante informou ainda que, no mês de agosto, professores do Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP de São Carlos irão ministrar um curso de capacitação para formar novos operadores da Guarda Municipal, ampliando o número de servidores habilitados para a utilização da aeronave.
O secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, destacou que o equipamento representa um importante reforço às atividades desenvolvidas pela corporação. Segundo ele, o drone permitirá apoio aéreo às equipes, reconhecimento antecipado das áreas de atuação, realização de varreduras e acompanhamento das operações em tempo real, aumentando a segurança e a eficiência do trabalho em campo.
Yabuki ressaltou ainda que a Prefeitura mantém investimentos contínuos na qualificação dos guardas municipais. Além da formação já oferecida pela corporação, a parceria com a USP permitirá ampliar o número de agentes capacitados para operar os equipamentos.
Durante a entrega, o prefeito Netto Donato afirmou que a aquisição reforça o compromisso da administração municipal com a inovação aplicada à segurança pública. Segundo o prefeito, o novo equipamento fortalecerá o trabalho desenvolvido no combate ao tráfico de drogas e contribuirá para integrar ainda mais as ações da Guarda Municipal com as demais forças de segurança, ampliando a proteção da população são-carlense.
SÃO CARLOS/SP - A Fundação Educacional São Carlos (FESC) iniciou na quarta-feira (29/07) o curso Digitalização e Pesquisa Audiovisual, promovido em parceria com o CULTSP PRO – Escola de Audiovisual, Games e Tecnologias e a Secretaria Municipal de Cultura.
Com carga horária de 63 horas, a formação será realizada até 7 de outubro, sempre às terças e quartas-feiras, das 14h às 17h, no campus da FESC – Vila Nery. O curso reúne participantes interessados em preservação da memória audiovisual, pesquisa e documentação de acervos.O formador Flávio Rogério Rocha conduz as atividades, que têm como
objetivo apresentar práticas de identificação, conservação preventiva e digitalização de fitas MiniDV pertencentes ao acervo da TVE São Carlos. Os alunos aprenderão processos de captura, conversão, armazenamento, catalogação e organização de conteúdos audiovisuais.
A proposta inclui contribuição direta para a estruturação inicial do futuro Centro de Documentação Audiovisual (CEDOC) da TVE São Carlos. Os participantes atuarão na preservação da memória audiovisual do município e no fortalecimento de iniciativas voltadas à gestão e valorização do patrimônio cultural.
Durante o curso, estão previstas visitas técnicas a centros de documentação e instituições de memória da cidade, com o objetivo de apresentar diferentes metodologias de preservação, organização e acesso a acervos audiovisuais.
O encerramento será marcado por um Laboratório Criativo, no qual os alunos apresentarão à comunidade os resultados do trabalho desenvolvido, compartilhando experiências, pesquisas e materiais produzidos.
O curso conta com a parceria entre FESC, Secretaria Municipal de Cultura e CULTSP PRO, ampliando oportunidades de formação profissional e promovendo ações voltadas à preservação da memória, ao fortalecimento da cultura e ao desenvolvimento do setor audiovisual em São Carlos.
SÃO CARLOS/SP - Moradores das ruas Dona Ana Prado, Domingos Marino e Cidade de Milão, no entorno da Tecelagem Capricórnio, na Vila Prado, convivem há anos com o mesmo problema. O fluxo intenso de caminhões que abastecem a empresa transformou o cotidiano dos residentes em um transtorno constante. Caminhoneiros estacionam em frente às casas desde a madrugada e ao fazerem a curva para entrarem na Rua Dona Ana Prado danificam as calçadas e as próprias residências das esquinas. E o barulho na madrugada tornou o descanso dos moradores cada vez mais difícil.
Diante do problema, os moradores procuraram o vereador Lineu Navarro, que promoveu reunião no local há cerca de 60 dias atrás com a presença de técnico da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana. Depois se reuniram com a direção e gerência da empresa.
A partir de um consenso, nesta quinta-feira (30), a Prefeitura atendeu à reivindicação e instalou novas placas de sinalização no local. As placas indicam que na rua Cidade de Milão os caminhões e carretas não podem estacionar no período das 22h às 7h30. E na rua Domingos Marino, estes tipos de veículos pesados não podem transitar em nenhum horário.
Segundo a diretoria da Tecelagem Capricórnio, a empresa já possui um planejamento com horários agendados para os caminhoneiros descarregarem os insumos na unidade da Vila Prado a partir das 7h30, tendo inclusive pátio reservado em posto de gasolina próximo da cidade para estacionarem antes de entrarem na cidade. Agora, com a nova sinalização, os motoristas deverão obrigatoriamente chegar na porta da empresa só a partir do horário programado, não trazendo mais transtornos à vizinhança.
O vereador Lineu destacou a importância do diálogo entre a comunidade e o poder público. "Essa é uma demanda antiga dos moradores, que sofriam com o barulho e os danos causados pelos caminhões. A nova sinalização é uma medida necessária para organizar o trânsito e devolver a tranquilidade à região. Agradeço especialmente ao secretário adjunto Sebastião Batista, por ter participado da construção coletiva da melhor solução para este problema. Estamos atentos às necessidades da população e seguimos trabalhando para garantir mais segurança e qualidade de vida para todos", afirmou o vereador.
Com a nova sinalização, a expectativa é que o fluxo de caminhões seja disciplinado e os moradores possam retomar a rotina com mais segurança e sossego. A fiscalização do cumprimento das novas regras será fundamental para que a medida surta o efeito desejado.
SÃO CARLOS/SP - A audiência pública realizada na noite de quarta-feira (29/07), no auditório da Fundação Educacional São Carlos (FESC), reuniu a população para discutir a revisão do Plano Diretor e as propostas de regularização fundiária. O encontro contou com a participação de técnicos, autoridades e representantes da sociedade civil, que analisaram os instrumentos apresentados pela administração municipal para reorganizar a política habitacional e ampliar o acesso das famílias de menor renda às áreas centrais da cidade.
O secretário municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano, João Muller, destacou a importância da revisão do Plano Diretor como instrumento de planejamento. “O Plano Diretor, depois da Lei Orgânica, é a legislação mais importante. É nele que precisamos dizer não apenas o que queremos para os próximos dez anos, mas como vamos fazer. A revisão atual traz mecanismos concretos para garantir que famílias de menor renda tenham prioridade e condições reais de ocupar o solo urbano”, afirmou. Ele informou que o próximo encontro para continuidade das discussões está marcado para o dia 12 de agosto, no Maria Stella Fagá.
Entre os pontos apresentados estão a criação do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS), a oferta de assistência técnica gratuita para famílias de baixa renda, o cadastro e monitoramento contínuo de beneficiários e a revitalização de áreas centrais já dotadas de infraestrutura. Também foi proposta a criação da Câmara Técnica de Regularização Fundiária (CTRF), formada por servidores das áreas urbanística, ambiental, jurídica, de infraestrutura e social, com a função de emitir pareceres unificados e reduzir conflitos administrativos.
O debate incluiu ainda a ampliação dos grupos prioritários para atendimento habitacional, como pessoas com deficiência, portadores de doenças raras ou crônicas, mulheres vítimas de violência doméstica e famílias em situação de rua. A proposta prevê que esses segmentos tenham acesso preferencial aos programas de habitação de interesse social.
O urbanista José Police Neto ressaltou a necessidade de reintegrar famílias de menor renda às regiões centrais. “Quando a gente isola a população de menor renda nos campos periféricos, quando não permite o acesso à área mais estruturada, a gente pune aqueles de menor renda. Chegou a hora de fazer essa grande alteração e trazer essas famílias para o centro da cidade”, disse. Ele defendeu que benefícios e incentivos sejam territorializados, de forma a direcionar investimentos para áreas estratégicas. “São Carlos pode sair na frente mostrando uma solução. A região central já tem toda a infraestrutura instalada, material e de serviços. É preciso coragem para mudar a legislação e acolher a família de menor renda que foi expulsa durante muito tempo”.
“Esse encontro na FESC marcou um passo no processo de revisão do Plano Diretor, que seguirá com novas etapas de discussão e deliberação. A expectativa é que as mudanças propostas permitam maior integração social e aproveitamento da infraestrutura já existente nas áreas centrais, estabelecendo diretrizes para o desenvolvimento urbano da cidade nos próximos dez anos”, finalizou o secretário de Desenvolvimento Urbano, João Muller.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.