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SÃO CARLOS/SP - Um estudo recente, conduzido por pesquisadores da UNESP e da USP e financiado pela FAPESP, apresentou uma tecnologia que pode trazer impactos diretos à saúde e ao bem-estar da população. Trata-se de um sensor capaz de identificar, com rapidez e precisão, substâncias importantes presentes em medicamentos e no organismo humano, como a N-acetilcisteína* e a L-cisteína**.

Na prática, isso significa que exames laboratoriais podem se tornar mais simples, rápidos e acessíveis. Hoje, a análise dessas substâncias costuma exigir equipamentos caros e processos demorados. Com o novo sensor, a tendência é reduzir custos e facilitar o acesso a diagnósticos, especialmente em regiões com menos infraestrutura de saúde.

Outro benefício importante é o acompanhamento de tratamentos médicos. A tecnologia pode ajudar profissionais de saúde a monitorar com mais precisão a quantidade de medicamentos no organismo dos pacientes, ajustando as doses de forma mais segura e eficaz. Isso reduz os riscos de efeitos colaterais e aumenta as chances de sucesso dos tratamentos.

O avanço também tem potencial para aprimorar o controle de qualidade dos medicamentos. Indústrias farmacêuticas e órgãos reguladores poderiam usar esse tipo de sensor para verificar, de forma mais rápida, se os produtos estão dentro dos padrões exigidos, garantindo maior segurança aos consumidores.

Além da área da saúde, a tecnologia também pode ser aplicada a análises ambientais. Substâncias semelhantes às estudadas também ocorrem em processos industriais e podem impactar o meio ambiente. Detectá-las com facilidade ajuda a prevenir contaminações e a melhorar a fiscalização ambiental.

Os pesquisadores destacam ainda que o material utilizado no sensor é relativamente simples de produzir, o que aumenta as chances de aplicação em larga escala no futuro. Isso abre caminho para soluções mais baratas e eficientes, com impacto positivo tanto nos sistemas públicos de saúde quanto na indústria.

Em resumo, a inovação pode contribuir para diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais seguros e maior controle sobre os medicamentos e o meio ambiente — benefícios concretos que aproximam a ciência do dia a dia da sociedade.

A pesquisa foi desenvolvida por Devaney Ribeiro do Carmo (primeiro autor), Alexsandro dos Santos Felipe, Murilo Santos Peixoto, Fábio Simões de Vicente e Pablo Colofatti Soto, todos da UNESP (campi de Ilha Solteira e Rio Claro), e por Valmor Roberto Mastelaro (IFSC/USP).

*A N-acetilcisteína (NAC) é um composto derivado da L-cisteína. Atua principalmente como antioxidante e como precursor da glutationa, ajudando a proteger as células. Também é usada como medicamento para fluidificar o muco e no tratamento de intoxicação por paracetamol.

**A L-cisteína é um aminoácido que contém enxofre e participa da formação de proteínas. É importante para a estrutura dos tecidos (como a pele e o cabelo) e também contribui para a produção de antioxidantes no organismo.

Confira o original deste estudo no link - https://link.springer.com/article/10.1007/s10904-025-04019-5

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores do IFSC/USP, em colaboração com colegas da Embrapa Instrumentação, Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP) e da Universidade Federal de Viçosa (MG), desenvolveram um sensor flexível e biodegradável capaz de identificar resíduos de agrotóxicos diretamente na superfície de frutas, verduras e até em amostras de água e saliva. A tecnologia, que pode ser conectada a celulares ou computadores, permite análises rápidas no próprio local — sem a necessidade de laboratórios ou equipamentos complexos.

O dispositivo funciona como uma espécie de “adesivo inteligente” que pode ser colocado sobre a casca dos alimentos ou de folhas de plantas. Em menos de quatro minutos, ele detecta simultaneamente três pesticidas comuns — diquat, carbendazim e difenilamina — usando apenas uma pequena gota de amostra. Segundo o estudo, o teste completo leva cerca de 3 minutos e 28 segundos.

Uma alternativa aos testes tradicionais

Hoje, a verificação de resíduos químicos costuma depender de análises laboratoriais caras, demoradas e feitas por especialistas, dificultando o monitoramento frequente e em tempo real. O novo sensor foi criado justamente para suprir essa lacuna, permitindo medições rápidas diretamente no campo, em feiras, mercados ou pontos de produção.

Os autores desta pesquisa, publicada na revista científica internacional “Biosensors and Bioelectronics: X”, destacam que a ferramenta pode ajudar agricultores e autoridades a tomar decisões imediatas sobre segurança alimentar e uso de defensivos agrícolas.

Este sensor é produzido com um material derivado de plantas, semelhante a um plástico natural, que se decompõe no ambiente. Esse suporte é leve, flexível e capaz de se adaptar a superfícies curvas, como cascas de frutas. Quando combinado com glicerol, o material se degrada completamente no solo em cerca de 240 dias.

Além disso, o custo estimado de produção é inferior a 8 centavos de dólar por unidade, o que pode viabilizar o uso em larga escala, inclusive como dispositivo descartável.

Nos testes, o equipamento conseguiu identificar pequenas quantidades de pesticidas com precisão e sem interferência de outras substâncias comuns, como sais ou açúcares. Também demonstrou resistência física, ou seja, continuou funcionando mesmo após ser dobrado repetidas vezes, o que é essencial para aplicação em superfícies irregulares.

O sensor mostrou boa repetibilidade — ou seja, diferentes unidades forneceram resultados semelhantes — característica importante para dispositivos descartáveis.

Impacto potencial na agricultura e na saúde

A tecnologia pode contribuir para uma agricultura mais eficiente e segura.

Estima-se que doenças de plantas causem perdas de até 40% da produção agrícola mundial, com prejuízos superiores a 220 bilhões de dólares por ano. Nesse contexto, ferramentas que monitorem rapidamente a presença de químicos ajudam a equilibrar produtividade e segurança alimentar.

O cientista do IFSC/USP, Dr. Paulo A. Raymundo-Pereira, um dos autores do estudo, confirma que o sensor abre caminho para uma nova geração de dispositivos portáteis capazes de funcionar como “laboratórios no campo”, permitindo análises rápidas, simples e acessíveis sem danificar os alimentos.

Confira o artigo original deste estudo em - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/02/1-s2.0-S2590137026000233-main.pdf

SÃO CARLOS/SP - Se não tivesse o boletim de ocorrência (B.O), ninguém ia acreditar, pois um catalizador foi furtado ontem, 22, no Jardim São Paulo, em São Carlos.

De acordo com B.O, o motorista estacionou o seu veículo na Rua Arthur Rodrigues de Castro, e de acordo com imagens de câmera de segurança, outro carro parou à frente e dois indivíduos desceram, sendo que um deles deitou debaixo do carro da vítima e furtou o catalisador com sensor e foram embora.

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de São Carlos.

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