Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - O Fundo Social de Solidariedade entregou, na manhã de terça-feira (19/12), os certificados de conclusão do curso de Padaria Artesanal realizado pela instituição para os alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). O curso teve a duração de 12 horas e os 11 alunos participantes aprenderam a fazer diversos tipos de pães, bolos e patês na cozinha do Fundo Social.
Além da inclusão no mercado de trabalho, o curso oferece a oportunidade de os alunos mostrarem suas diferentes habilidades e compartilharem experiências, auxiliando também na interação social e na qualificação dos estudantes.
Ana Paula dos Santos, educadora social da APAE, destacou a realização em participar do trabalho. “Os alunos estavam empenhados a aprender e, no nosso caso, ver a felicidade e compartilhar a oportunidade de aprendizagem e de execução foi muito gratificante para todos. Os alunos fizeram um caderno de receitas e replicaram algumas na cozinha com perfeição”, disse Ana Paula.
A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Rosária Mazzini, que entregou pessoalmente os certificados, ressaltou a importância do curso não só como uma ferramenta de ensino de uma profissão e que possibilita aos alunos trabalhar em empregos como auxiliares em panificadoras, mas também a importância da promoção do contato social. “Isso aumenta a autoestima, a autoconfiança, e faz com que eles se sintam mais felizes com eles mesmos. Foi emocionante perceber o carinho de cada aluno ao receber o certificado”, finaliza a primeira-dama.
Festa com diversas atrações é inédita; será na Estação de Tratamento de Água- ETA Vila Pureza, nesta quarta-feira, 20/12, às 19h30.
SÃO CARLOS/SP - Pela primeira vez em seus 54 anos, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizará a ‘Cantata de Natal’. A festividade será nesta quarta-feira, 20/12, no espaço público em frente à Estação de Tratamento de Água – ETA Vila Pureza, na Avenida Dr. Carlos Botelho, 1.201, a partir das 19h30. Terá coral com 18 vozes, chegada do Papai Noel e a presença de personagens da Disney para animar e encantar adultos e crianças.
Haverá, ainda, a exposição de brinquedos novos e usados arrecadados entre os dias 01 e 19 dezembro, durante a campanha que o SAAE também realizou de forma inédita e que recebeu o nome “Doe um brinquedo e ganhe um sorriso”. Durante dezoito dias, caixas de coleta de brinquedos identificadas com o cartaz da campanha ficaram em todas as unidades do SAAE e em diversos locais, como Prefeitura, Câmara Municipal, FESC, Prohab, AEASC, Diretoria de Ensino, Eduardos Brinquedos, COGEB e Imobiliária Cardinali.
Os brinquedos arrecadados serão repassados ao Fundo Social de Solidariedade, que ficará responsável pela triagem por faixa etária e a distribuição para as crianças de famílias atendidas por seus programas. “A ideia da campanha foi fazer a união entre a solidariedade e a sustentabilidade. Ou seja: ao mesmo tempo em que existe a doação, se evita o descarte desnecessário e, muitas vezes, até irregular. Quantos brinquedos pais, tios e avós têm em casa que seus filhos, sobrinhos e netos não usam mais. Então, por que não doar? Com certeza este gesto, esta atitude, garantirá a alegria de muitas crianças que não ganhariam nada neste Natal”, frisou a chefe do Setor de Comunicação Institucional do SAAE, Juliana Albuquerque Ferreira, que idealizou e organizou a campanha.
O presidente do SAAE, Engenheiro Mariel Olmo, disse que as duas atividades chegaram para ficar na autarquia e que, agora, deverão ser aprimoradas ano após ano. “ 2023 foi de muito esforço e trabalho em todas as áreas de atuação do SAAE, da água ao esgoto e da drenagem aos resíduos. E esses dois eventos, a arrecadação de brinquedos e a Cantata de Natal, chegam como uma espécie de recompensa, de coroação ao empenho, dedicação e trabalho executado por cada servidor. Agradeço a todos aqueles funcionários e usuários que entenderam a proposta e doaram brinquedos, como também aos que se envolveram na organização da Cantata. E aproveito para desejar, em nome do SAAE, um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de saúde, paz e alegria para todos”.
CAMPO GRANDE/MS - O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, sancionou a Lei do Pantanal, voltada para promover a conservação, proteção, restauração e exploração sustentável do bioma. A legislação, sancionada dia 18/12, em Campo Grande, foi elaborada em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e prevê, entre outros pontos, regras para o cultivo agrícola, a produção pecuária e um fundo para programas de pagamentos por serviços ambientais.
A nova lei terá duração de 60 dias, após sua publicação. Com ela o Pantanal fica reconhecido como prioritário para compensação ambiental e de reserva legal. A legislação determina ainda que em propriedades rurais será necessário preservar 50% da área com formações florestais e de Cerrado. Nos locais com formações campestres, o percentual será de 40%.
A autorização para supressão da vegetação nativa dependerá da inscrição e aprovação do Cadastro Ambiental Rural, da inexistência de infrações ambientais nos últimos três anos e da aprovação de estudo e relatório de impacto ambiental para conversões acima de 500 hectares, entre outros.
Cultivos agrícolas exóticos como soja e cana-de-açúcar ficarão vedados, salvo para subsistência e sem fins comerciais. Os cultivos já existentes não poderão ser expandidos.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse na ocasião, que a lei facilitará a preservação dos biomas do Pantanal e do Cerrado para ajudar o desenvolvimento sustentável.
“Podemos ser ao mesmo tempo uma potência hídrica, uma potência agrícola, uma potência florestal, gerar emprego e renda”, afirmou a ministra. “Estamos abrindo um portal para que o Brasil seja ao mesmo tempo um país economicamente próspero, socialmente justo, mas também ambientalmente sustentável”.
A legislação também determina a proibição do confinamento bovino, exceto para criações já existentes e situações excepcionais em períodos de cheia ou emergência ambiental.
Desde que a preservação não seja prejudicada, poderá haver autorização para pastoreio extensivo das Áreas de Proteção Permanente de rios, corixos, salinas e baías e em áreas de Reserva Legal.
“Novos empreendimentos de carvoaria também não serão autorizados, assim como a construção de diques, drenos, barragens e outras alterações no regime hidrológico, além de pequenas centrais hidrelétricas. Haverá proibições a espécies exóticas de fauna”, disse o MMA.
Segundo o MMA, a lei prevê também a criação de um fundo estadual, o Fundo Clima Pantanal, para programas de pagamento por serviços ambientais. A prioridade será para a proteção e recuperação de nascentes e da cobertura vegetal em áreas degradadas e de importância para a formação de corredores ecológicos.
Os recursos para o fundo virão de multas ambientais pagas para o Estado, entre outras fontes. A estimativa do governo de Mato Grosso do Sul é que o aporte seja de R$ 50 milhões em 2024.
“Nós talvez estejamos dando o exemplo de contribuir não só com o Mato Grosso do Sul, mas com todo o planeta, porque este é um bioma único”, discursou Riedel. “A ciência balizou toda a nossa discussão, vários pesquisadores estiveram envolvidos. Quando tivermos dúvidas, vamos recorrer à ela”, disse o governador.
De 2016 a 2022 o desmatamento no Pantanal sul-mato-grossense foi 3.517 quilômetros quadrados (km²), crescimento de 25,4% em comparação com os 2.622 km² registrados de 2009 a 2015, segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em nota técnica, o MMA constatou que os critérios até então adotados por Mato Grosso do Sul para autorizar a supressão da vegetação nativa não estavam de acordo com o artigo 10 do Código Florestal. A nota recomendou a regulamentação do artigo e a conservação e o uso sustentável do Pantanal, além de medidas para suspender os efeitos das normas do Estado.
Em agosto, o governador suspendeu as licenças e autorizações para supressão vegetal na região e buscou uma solução conjunta com o MMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Um grupo de trabalho foi criado com representantes de MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ICMBio e governo do Estado para elaborar o anteprojeto de lei apresentado à Assembleia Legislativa e aprovado, na semana passada, por 23 votos favoráveis e um contra.
Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - A maioria dos estudantes, professores e gestores de escolas que começaram a implementar o Novo Ensino Médio disse estar insatisfeita com o novo modelo. Os jovens também reclamam que o ofertado pelas redes de ensino não tem correspondido ao que é demandado. Os resultados fazem parte de pesquisa que está sendo realizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
A pesquisa entrevistou 2,4 mil professores, gestores e estudantes que atuaram ou estudaram em escolas públicas estaduais que implementaram o Novo Ensino Médio na 1ª série no ano de 2022. As entrevistas foram feitas de forma presencial ou por telefone, entre 23 de junho e 6 de outubro de 2023.
Os dados divulgados são apenas uma parte da pesquisa cujo relatório final deverá ser concluído em janeiro de 2024.
Os resultados mostram que 56% dos estudantes, 76% dos docentes e 66% dos gestores estão insatisfeitos com as mudanças promovidas pelo Novo Ensino Médio. Na outra ponta, 40% dos estudantes, 17% dos docentes e 26% dos gestores disseram estar satisfeitos. Os demais estavam ausentes, não sabem ou não responderam.
O novo modelo, aprovado em 2017, começou a ser implementado em 2022 e causou uma série de polêmicas. Após uma consulta pública, o modelo está sendo novamente discutido no Congresso Nacional e poderá ser votado pela Câmara dos Deputados esta semana.
Pelo Novo Ensino Médio, parte das aulas passa a ser comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções, está em dar ênfase às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários, no entanto, depende da capacidade das redes de ensino e das escolas.
A pesquisa mostra que 86% dos estudantes elegeram a Formação Técnica e Profissional como uma das áreas de seu interesse, mas apenas 27% dos gestores informaram ofertar disciplinas ou cursos deste tipo em suas escolas.
Para os gestores, o maior desafio para a implementação, apontado por 74% dos entrevistados, é a formação continuada para docentes e gestores. Dois a cada três gestores (67%) apontaram também como desafio a adequação da infraestrutura. A mesma porcentagem considera um desafio a obtenção de apoio técnico e aquisição e elaboração de material didático.
Os professores também consideram a formação que receberam inadequada. Para 59% deles, a formação para implementar a BNCC foi inadequada e para 64% a formação para implementar os itinerários formativos deixou a desejar.
Segundo a coordenadora do setor de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero, a pesquisa foi feita para subsidiar as tomadas de decisão do Ministério da Educação (MEC) e os estados.
“Eu acho que essa pesquisa traz justamente isso, subsídios para melhorar. Não é porque implementou e se gastou muitos recursos para implementar dessa forma que não se pode mudar. Tem que ir avaliando e ir melhorando”, defende.
Rebeca Otero ressalta que é preciso levar em consideração esse descompasso entre o que está sendo possível ofertar e o que está sendo demandado para que sejam criadas condições para melhor atender tanto estudantes quanto os professores e gestores.
“Para além da disputa política que a gente vê em cima do tema, temos que ver que são estudantes, são os nossos jovens, e é a vida deles que está em jogo, e a dos profissionais, dos docentes e gestores. É importante trazer a voz deles nesse momento”, ressalta Rebeca Otero.
Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
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