Jornalista/Radialista
Serviços puxaram alta em agosto, com quase 38 mil novos empregos no mês; no comércio, avanço de mais de 13 mil vagas
SÃO PAULO/SP - Considerando o ritmo atual da geração de empregos no varejo do Estado de São Paulo, o setor deve abrir cerca de 35 mil novos postos formais de trabalho para o último trimestre de 2023, período marcado pelo aumento do consumo ocasionado pela injeção do décimo terceiro salário e, por consequência, pela criação de empregos visando às festas de fim de ano. Se a projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) se confirmar, será um crescimento de 4,5% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, quando aproximadamente 33,5 mil empregos foram criados.
Ainda de acordo com a Federação, em torno de 20% dessas vagas têm a possibilidade de se efetivarem a partir do início de 2024. De acordo com os dados da Entidade, pelo menos metade desses empregos será proveniente de atividades alimentícias, enquanto outros 30% serão gerados nas lojas de roupas, calçados e acessórios.
EMPREGOS E SERVIÇOS EM ALTA
Os prognósticos positivos para o fim do ano têm origem, sobretudo, no ritmo atual dos serviços e do comércio, que apontaram aumento significativo de postos de trabalho celetistas no mês de agosto. Enquanto o primeiro gerou 37,8 mil vagas formais no mês [tabela 1], o segundo terminou o período com um saldo positivo de mais de 13 mil empregos [tabela 2].
[TABELA 1]
SALDO E ESTOQUE DO EMPREGO CELETISTA NOS SERVIÇOS NO ESTADO DE SÃO PAULO
Agosto de 2023
[TABELA 2]
SALDO E ESTOQUE DO EMPREGO CELETISTA NO COMÉRCIO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agosto de 2023
Sob a análise da FecomercioSP, os números dos serviços surpreendem, já que se notava uma desaceleração no mercado desde fevereiro, quando foram registradas 50,9 mil vagas. Em julho, por sua vez, eram apenas 12,5 mil. Os dados de agosto representam, então, um aumento de 200% em comparação ao mês anterior — o que evidencia a resiliência dos players do setor. Já o comércio se destacou na economia paulista em agosto, terminando com o melhor saldo de empregos desde novembro de 2022, o que reforçou a reversão das perdas observadas nos primeiros meses do ano.
Ainda de acordo com a Entidade, o direcionamento de renda para as atividades de consumo não adiável — aliado aos efeitos no consumo de uma inflação mais controlada e à redução do endividamento das famílias — contribuiu para o cenário positivo de agora. No entanto, vale ressaltar também que, ainda que o saldo de empregos do comércio, em agosto, tenha sido o maior de 2023, observou-se a geração mais tímida de vagas para o mês desde que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), base de dados utilizada para elaborar o estudo, passou por mudanças metodológicas.
A previsão é que ambos continuem com patamares relevantes de geração de emprego até o fim de novembro, principalmente por causa do pagamento do décimo terceiro, a partir do mês que vem, e pelas compras de fim de ano, além de datas como a Black Friday.
ADMINISTRATIVOS PUXAM SERVIÇOS, VAREJO ESTIMULA COMÉRCIO
Dentre as 14 atividades analisadas pela FecomercioSP no setor de serviços, quase todas (13) terminaram o mês de agosto com saldo positivo. O principal destaque foram os serviços administrativos e complementares, que abriram 14 mil vagas no período, além das atividades escolares, com 8 mil postos de trabalho.
Na capital paulista, onde mais de 3 milhões de empregos celetistas estão ativos no setor, foram criadas quase 17 mil novas vagas em agosto. No ano, esse número é ainda maior: 64,2 mil. Já o setor de comércio registrou 133.679 admissões e 120.527 demissões no mês, isto é, pouco mais de 13 mil novas vagas. O ponto alto segue sendo o varejo, com 7.673 empregos gerados, seguido pelo atacado (4.026). Em ambas as divisões comerciais, as que mais geraram novas vagas foram, respectivamente, minimercados, mercearias e armazéns (945 vagas) e estabelecimentos atacadistas de produtos alimentícios em geral (1.049 vagas).
Na cidade de São Paulo, onde, atualmente, mais de 860 mil empregos celetistas ativos estão alocados no setor de comércio, foram criadas 4.125 mil vagas em agosto. No ano, esse número é de quase 10 mil postos de trabalho.
FINLÂNDIA - A fabricante de equipamentos de telecomunicações Nokia disse quinta-feira que planeja cortar até 14.000 empregos em todo o mundo, ou 16% de sua força de trabalho, como parte de um esforço para reduzir custos após uma queda nas vendas e nos lucros do terceiro trimestre.
O fornecedor finlandês de equipamentos de rede fixa e sem fio disse que as medidas planejadas visam reduzir sua base de custos e aumentar a eficiência operacional “para navegar na atual incerteza do mercado”.
A empresa disse que pretende reduzir a sua base de custos entre 800 milhões de euros (843 mil milhões de dólares) e 1,2 mil milhões de euros até ao final de 2026. Isso deveria levar a uma redução de 86.000 funcionários agora para entre 72.000 e 77.000 durante esse período.
As vendas da Nokia no terceiro trimestre despencaram 20%, para 4,98 bilhões de euros, ante 6,24 bilhões de euros, em comparação com o mesmo período de três meses do ano passado. O lucro líquido comparável caiu para 299 milhões de euros, de 551 milhões no trimestre de julho a setembro em relação ao ano anterior.
A maior unidade da empresa em receitas – o negócio de redes móveis – caiu 24%, para 2,16 mil milhões de euros, impulsionada principalmente pela fraqueza no mercado norte-americano. O lucro operacional da divisão caiu 64%.
“Continuamos a acreditar na atratividade dos nossos mercados a médio e longo prazo”, disse o CEO da Nokia, Pekka Lundmark, num comunicado. “As revoluções da computação em nuvem e da IA não se materializarão sem investimentos significativos em redes que tenham capacidades amplamente melhoradas.”
Embora não esteja claro quando o mercado irá melhorar, a Nokia não está “parada, mas sim tomando medidas decisivas em três níveis: estratégico, operacional e de custos”, disse Lundmark. “Acredito que essas ações nos tornarão mais fortes e agregarão valor significativo aos nossos acionistas.”
A Nokia é um dos principais fornecedores mundiais de 5G, a última geração de tecnologia de banda larga, juntamente com a sueca Ericsson, a chinesa Huawei e a sul-coreana Samsung.
No início deste ano, a Ericsson disse que estava a cortar 8% da sua força de trabalho global, numa tentativa de reduzir custos.
por Repórter ADVFN
EGITO - O Egito e Israel chegaram a um acordo na noite de quarta-feira (18) para a criação de um corredor de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. Mas a ajuda aos palestinos que vivem na região — que está sendo constantemente bombardeada em retaliação aos ataques do Hamas a território israelense, em 7 de outubro — só deve começar a chegar na sexta (20).
De acordo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, responsável por costurar o acordo entre os dois países, os 20 caminhões que contêm itens de primeira necessidade, como água e medicamentos, terão que aguardar reparos de emergência na estrada que margeia a passagem humanitária, pois a área foi bombardeada recentemente.
O corredor de ajuda também precisará seguir regras impostas pelos governos dos Estados Unidos e de Israel para continuar aberto.
Somente serão autorizados carregamentos que sejam exclusivamente de alimentos, água e medicamentos, destinados à população civil no sul da Faixa de Gaza ou que estejam em direção àquela área.
Nada que beneficie o grupo terrorista Hamas, que controla Gaza, será permitido. "Qualquer ajuda que chegue ao Hamas será bloqueada”, informou o governo israelense por meio de um comunicado.
Israel também exige que a Cruz Vermelha tenha acesso aos cidadãos sequestrados no ataque de 7 de outubro — estima-se que sejam cerca de 200 pessoas.
Funcionários das Nações Unidas distribuirão a ajuda assim que ela chegar ao território, onde vivem 2,3 milhões de pessoas. Biden, no entanto, advertiu que a passagem de Rafah será fechada novamente "se o Hamas confiscar a ajuda humanitária".
Do R7
ISRAEL - Manifestantes realizaram nesta quarta-feira protestos contrários a Israel, alguns deles violentos, em todo o Oriente Médio, para expressar raiva pela explosão que matou centenas de palestinos no incidente mais mortal da guerra Israel-Hamas em Gaza até agora.
As forças israelenses mataram a tiros dois adolescentes palestinos perto de Ramallah, na Cisjordânia, durante protestos contra a explosão de terça-feira em um hospital de Gaza, disseram autoridades palestinas.
No Líbano, as forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo e canhões de água contra manifestantes que atiravam projéteis, enquanto um protesto perto da embaixada dos EUA ao norte de Beirute se tornava violento, mostraram imagens da emissora libanesa al-Jadeed.
"A América é o diabo, o verdadeiro diabo, porque apoiou Israel, e então todo o mundo fica cego. Você não vê o que aconteceu ontem?" disse o manifestante libanês Mohammed Taher.
Autoridades palestinas culparam um ataque aéreo israelense pela explosão de terça-feira no território sitiado. Israel disse que a explosão foi causada por um lançamento fracassado de foguete pelo grupo militante Jihad Islâmica Palestina, que negou a culpa.
O derramamento de sangue enfureceu uma região em crise desde que o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, realizou um ataque contra comunidades no sul de Israel em 7 de outubro, no qual 1.400 pessoas foram mortas e outras foram feitas reféns. Mais de 3.000 palestinos foram mortos em bombardeios de retaliação, dizem as autoridades de saúde de Gaza.
Marchas patrocinadas pelo Estado foram realizadas em todo o Irã, que apoia o Hamas e é inimigo declarado de Israel, com manifestantes carregando faixas que diziam "Morte à América" e "Morte a Israel".
“Cada gota de sangue dos palestinos mortos nesta guerra aproxima o regime sionista (Israel) da sua queda”, disse o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, em discurso televisionado.
No Iraque, cerca de 300 apoiadores de grupos de milícias xiitas bancados pelo Irã protestaram perto de uma ponte que leva à Zona Verde fortificada, uma região de Bagdá onde fica a sede da embaixada dos EUA e de outras missões estrangeiras.
“Os americanos devem saber que o seu apoio ao terrorista Israel irá trazer derrota e devastação”, disse o membro da milícia Said Ali Akbar, agitando uma bandeira palestina.
Em Amã, a tropa de choque da polícia dispersou milhares de manifestantes jordanianos que planejavam marchar contra a fortificada embaixada de Israel. Vários policiais ficaram feridos em confrontos com manifestantes que incendiaram propriedades perto da embaixada israelense, afirmou a polícia.
“Nenhuma embaixada sionista em terras árabes”, gritavam os manifestantes na capital jordaniana após as orações do meio-dia.
por Reuters
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