Jornalista/Radialista
CHINA - A China anunciou nesta sexta-feira (11) que descobriu recentemente um caso de espionagem envolvendo um cidadão do seu país que fornecia informações sigilosas em troca de dinheiro para a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos.
O Ministério de Segurança do Estado identificou o homem, 52, com seu sobrenome, Zeng.
"Após uma investigação meticulosa, a autoridade de segurança estatal obteve provas das atividades de espionagem de Zeng e, de acordo com a lei, tomou medidas coercitivas contra o mesmo para eliminar os danos de forma oportuna", destacou o ministério em comunicado.
O texto explica que o suposto espião foi enviado para estudar na Itália, onde fez amizade com um agente da CIA, que o convenceu a fornecer "informações sensíveis sobre o Exército" da China em troca de "um grande montante em compensação" e assistência para que ele se mudasse para os Estados Unidos com a família.
UCRÂNIA - As autoridades da cidade ucraniana de Kupiansk, no nordeste da Ucrânia, recomendaram aos seus habitantes mais vulneráveis, na quinta-feira (10), que deixem o local, antes do avanço do Exército russo, que há vários dias reivindica progressos nesta área.
"Levando-se em conta a difícil situação de segurança e o aumento dos bombardeios (...) eles têm a possibilidade de serem levados para um local mais seguro", informou a administração da cidade pelo Telegram.
Os moradores podem se reacomodar na cidade de Kharkiv, cerca de 90 quilômetros a oeste, de onde podem ser transferidos para regiões mais seguras.
"Não negligenciem sua segurança, ou a de seus entes queridos", acrescentaram as autoridades ucranianas.
À tarde, o Exército ucraniano disse que "a situação continua sendo difícil, mas se mantém sob controle".
"Os russos estão tentando se impor e penetrar nas nossas defesas", reforçou, no Telegram, o porta-voz do Exército ucraniano no setor leste da frente.
O Ministério russo da Defesa anunciou, por sua vez, que o Exército "melhorou suas posições" na linha de frente perto de Kupiansk, após relatar avanços nesta área durante a semana.
- 'As pessoas estão em perigo' -
"Parece que os russos estão destruindo lugares na área de Kupiansk", afirmou Rostislav Melnikiv, acadêmico da Universidade de Kharkiv.
"As pessoas estão correndo risco de perder a vida, não apenas suas casas", disse ele à AFP.
Uma moradora da localidade de Kivsharivka, na periferia de Kupiansk, contou que estava se preparando para fugir com os filhos, mas que seu marido se recusou a deixar o lugar para ficar com a mãe idosa.
"É duro deixá-los para trás", desabafou Anna Koresh, de 36 anos, em conversa por telefone com a AFP.
A Ucrânia iniciou uma contraofensiva em junho, após receber um significativo reforço militar de potências ocidentais, mas tem reconhecido dificuldades em avançar, ante a resistência das tropas russas que invadiram o país no final de fevereiro de 2022.
- Ataques em território russo -
Nas últimas semanas, a Ucrânia multiplicou os ataques com drones aéreos, ou navais, contra territórios russos ou controlados pelas tropas russas, assim como na península da Crimeia, anexada por Moscou em 2014.
Na região russa de Briansk, perto da fronteira com a Ucrânia, duas pessoas morreram, e duas ficaram feridas, em um bombardeio que as autoridades atribuíram às forças ucranianas.
A Rússia anunciou, ainda, que abateu 11 drones ucranianos perto da Crimeia e outros que se dirigiam para Moscou.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, alertou em 30 de julho que a "guerra" estava chegando à Rússia.
- Perto do 'front' -
Na quarta-feira (9), as autoridades ucranianas informaram que pelo menos duas pessoas morreram, e sete ficaram feridas, em um ataque russo a Zaporizhzhia (sul).
Essa cidade, às margens do rio Dnieper, é uma posição estratégica, a pelo menos 44 quilômetros de uma das frentes do conflito.
Nadiya, uma moradora de 71 anos de Zaporizhzhia, disse à AFP nesta quinta que tinha ido se deitar, quando o bombardeio começou.
"Ouvi um 'bang'. Tinha fumaça preta. Vidro por toda parte. Comecei a gritar", contou.
ARGENTINA - O ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, afirmou que agirá com rigor contra o mercado paralelo de dólar. "Parecia que estava caindo, mas depois reapareceram os mesmos bandidos que estavam brincando", disse o ministro em evento com sindicalistas na última terça-feira (8), segundo informações do jornal Clarín.
Pré-candidato à presidência, Massa ameaçou os especuladores em seguida. "Amanhã (quarta-feira), vamos fazer com que eles sintam o rigor com todos os instrumentos que a UIF (Unidade de Investigação Financeira tem", afirmou. O ministro não especificou quais seriam essas medidas.
Porém, na quarta-feira (8), a cotação no mercado paralelo chegou a 598 pesos para um dólar, um valor recorde e que representa uma desvalorização de 17,5% da moeda argentina em um mês.
Um sistema de controle de divisas vigora na Argentina desde 2019, e diversas taxas de câmbio funcionam paralelamente à oficial, que fechou a 297,82 pesos por dólar na quarta-feira.
Embora o mercado do chamado "dólar blue" seja considerado pequeno, sua cotação reflete as expectativas do mercado, em um país que enfrenta uma inflação de 115% ao ano.
Os argentinos apostam historicamente no dólar para se protegerem da desvalorização de sua moeda, comportamento que ganha força às vésperas de processos eleitorais, que será realizada no domingo (13).
Há meses, as reservas internacionais diminuem a cada dia. Na terça-feira, fecharam em US$ 24,1 bilhões, segundo o Banco Central do país. Analistas econômicos, no entanto, estimam que as de livre disponibilidade se encontrem praticamente em zero.
por FERNANDO NARAZAKI / FOLHA de S.PAULO
SÃO PAULO/SP - Na quinta-feira (10), o São Paulo recebeu o San Lorenzo precisando vencer por dois ou mais gols de diferença para avançar às quartas de final da Copa Sul-Americana. Em pleno Morumbi, missão cumprida: os comandados de Dorival Júnior triunfaram por 2 a 0 — gols de Calleri e Luciano — e carimbaram vaga para a próxima fase da competição continental.
A vitória no duelo de volta das oitavas de final não somente deu a classificação ao Tricolor, como também findou incômodo jejum: a equipe da Barra Funda não sabia o que era ganhar há cinco jogos — em tal recorte, foram quatro derrotas (Atlético-MG, San Lorenzo, Corinthians e Cuiabá).
Para sair do Morumbi com o avanço às quartas, o Tricolor teve que superar o poderio defensivo do time argentino. A equipe comandada por Rubén Insúa teve a melhor defesa do campeonato local, tendo sofrido apenas 13 gols em 27 jogos.
O São Paulo pega, na próxima fase do mata-mata, a LDU.
Depois da decisão pela Sula, o São Paulo volta suas atenções para a Série A do Campeonato Brasileiro. Às 18h30 do domingo, o time de Dorival Júnior vai até o Maracanã para enfrentar o Flamengo, em duelo válido pela 19ª — e última do primeiro turno — rodada do Brasileirão.
O jogo — Precisando buscar o resultado, a equipe da casa começou a partida a todo vapor. Logo no primeiro minuto de jogo, Rodrigo Nestor carregou bola pelo meio e arriscou chute perigoso de fora da área, que passou perto da trave direita de Batalla. Contra um São Paulo de posse de bola, a estratégia do San Lorenzo mostrava-se clara: 'catimbar' o jogo o quão cedo possível e apostar nas saídas pelas laterais em velocidade. Um destes contra-ataques assustou a defesa tricolor aos 13 minutos de partida, com Leguizamón.
Aos 21, Barrios recebeu bola em profundidade, invadiu a área, deixou Rafinha e Arboleda na saudade e, após o corte, chutou alto. A bola explodiu no travessão de Rafael e assustou os presentes no Morumbi. A resposta são-paulina veio pouco depois: Welington Rato aproveitou passe de Calleri e trombou com Batalla dentro da área; caído, o jogador tricolor conseguiu rolar para trás e Caio Paulista chegou chutando — a bola bateu em Hernández, realizando o bloqueio.
Aos 26, nova intervenção do arqueiro do San Lorenzo — dessa vez, em chute colocado de Alisson de fora da área. Onze minutos depois, polêmica. Pablo Maia disputou bola com Bareiro e, após o rival levantar muito o braço, foi atingido no rosto. Luciano cruzou o campo para cobrar advertência ao oponente e, assim como o camisa 11 do San Lorenzo, tomou cartão amarelo de Esteban Ostojich.
Na marca de 42 minutos, mais uma polêmica. Depois de cobrança de escanteio para a área, Batalla tentou segurar a bola, mas soltou. O goleiro do San Lorenzo se jogou para tentar busca-lá e derrubou Luciano, que entrou para a disputa — Ostojich, entretanto, sequer consultou o VAR para checar o lance.
Tudo isso ficou em segundo plano quando, na cobrança de falta cometida pelo San Lorenzo no seguimento da jogada anterior, Rato cruzou na medida para Calleri escorar de cabeça e encobrir o goleiro adversário: 1 a 0.
2º tempo
Com o placar parcial levando a disputa aos pênaltis, a temperatura no início da etapa final abaixou um pouco. O São Paulo seguia em cenário de pressão, com maior posse, mas sem a contundência demonstrada nos primeiros 45 minutos.
Logo aos três minutos de segundo tempo, baque: Caio Paulista disparou pela esquerda e, sozinho, abandonou a jogada após sentir dores no posterior da coxa. Welington foi chamado para substituí-lo.
Aos 21, Rodrigo Nestor fez bela jogada individual pela direita, puxou a marcação e enfiou linda bola para o meio da área. Luciano se jogou de carrinho e empurrou para o fundo das redes, anotando o tento que permitia o avanço direto do São Paulo às quartas de final.
A partir daí, o cenário do jogo mudou. Dorival Júnior fechou a 'casinha' e o time da casa parou de atacar com tanto ímpeto, ao passo que, ainda que timidamente, o San Lorenzo se arriscava mais ofensivamente. Ao apito final de Ostojich, entretanto, triunfo tricolor por 2 a 0 confirmado.
Felipe Leite / GAZETA ESPORTIVA
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