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Redação

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 Jornalista/Radialista

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UCRÂNIA - Autoridades da Ucrânia anunciaram no domingo (17) que suas forças retomaram o povoado de Klishchiivka, ao sul da cidade de Bakhmut.

As vitórias na contraofensiva de Kiev são de grande importância para a Ucrânia, no momento em que o presidente Volodymyr Zelensky se prepara para fazer sua segunda visita a Washington em tempos de guerra, na próxima semana, para tentar reunir apoio.

"Klishchiivka foi limpa de russos", anunciou o comandante das forças terrestres do Exército ucraniano, Oleksander Syrskyi, nas redes sociais. Já Zelensky elogiou os soldados que lutam contra os russos perto de Bakhmut e deu destaque aos que retomaram Klishchiivka.

Klishchiivka, onde viviam centenas de pessoas antes da ofensiva de Moscou, havia sido capturada pelas tropas russas em janeiro. O porta-voz das tropas ucranianas no leste, Ilya Yevlakh, disse que a captura de Klishchiivka poderia ajudar o Exército de Kiev a cercar Bakhmut.

A Ucrânia iniciou uma contraofensiva no sul e leste do país em junho, depois de acumular armas ocidentais e recrutar batalhões. Bakhmut, cidade que tinha cerca de 70 mil habitantes antes da guerra, foi capturada pelas forças russas em maio, após uma das batalhas mais longas e sangrentas desde a invasão russa.

 

 

AFP

SÃO PAULO/SP - Na noite deste último final de semana (17/09), foi exibida uma entrevista em que Tiago Leifert, 43 anos, concedeu ao “Domingo Espetacular”, da Record TV. Na ocasião, o apresentador comentou sobre sua saída da Globo e chamou a atenção do público ao dizer que não se arrepende da decisão de ter pedido demissão da líder de audiência.

 

Tiago Leifert revela qual foi o principal motivo de ter pedido demissão da Globo

Durante o bate-papo, Tiago afirmou que jamais imaginou que chegaria tão longe em sua carreira jornalística. Atualmente trabalhando na Internet, Leifert disse que TV aberta é difícil de fazer. Segundo ele, o principal motivo de deixar a Globo foi estar no auge: “(…) Não quero chegar naquele ponto de ser o ranzinza, de falarem: ‘O tempo desse cara já passou’. Vou tomar a oportunidade de fazer isso antes de acontecer e não me arrependo.“, contou logo a princípio.

 

Tiago fala sobre lado negativo da fama

Apesar de amar o carinho dos fãs, Tiago também disse que nunca quis ser famoso, pois a fama tem seu lado negativo. Segundo o comunicador, após ganhar notoriedade ele também recebeu muito hate nas redes sociais. Aliás, Leifert contou que o que mais o tira do sério é virar fofoca, principalmente, quando suas declarações são distorcidas pela mídia para gerar engajamento.

 

Relembre

O ex-apresentador do “Big Brother Brasil” anunciou que deixaria a empresa dos Marinhos em setembro de 2021. O artista ficou na emissora por 15 anos.

 

 

Lívia Coutinho / PaiPee

RIO DE JANEIRO/RJ - A rede Globo entrou com uma ação judicial contra Leandro da Silva Evangelista, proprietário do site Carol Novelas, que comercializa cerca de 500 novelas brasileiras completas. Os advogados da emissora o classificam como “o maior pirata de novela” do país, devido à extensão do conteúdo oferecido, que inclui muitas tramas raras não disponíveis em plataformas de streaming. 

 

Novelas raras e esquecidas

No site Carol Novelas, Evangelista afirma possuir um acervo que vai além das produções da Globo, incluindo novelas de outras emissoras como SBT, Record, Band e até das extintas Rede Manchete. O acervo conta até com uma novela da pioneira Tupi, “Gaivotas” (1979).

O que chamou a atenção da Globo foi a presença de novelas que atualmente só existem em seus próprios arquivos, como “Olho no Olho” (1993) e “O Amor Está no Ar” (1996), nunca reexibidas na TV ou disponibilizadas em streaming. Além dessas, o catálogo inclui “De Corpo e Alma” (1992), marcada pelo assassinato da atriz Daniella Perez, e a primeira versão de “Ti Ti Ti” (1985).

 

Ação judicial

A ação foi movida na semana passada e corre na 8ª Vara Cível e na 1ª Vara Empresarial do TJ-SP. A Globo pede a retirada imediata do site do ar e uma indenização de R$ 100 mil por danos morais. Até o momento, a emissora não comentou o caso publicamente.

 

 

por Pedro Prado / PIPOCA MODERNA

ALEMANHA - Estruturalmente debilitadas: é o que se diz das zonas rurais, onde, literalmente, nada acontece. Nos vilarejos onde moram principalmente aposentados, não há mais empregos, padarias, mercearias, consultórios médicos ou corpo de bombeiros. A população das cidades do interior de toda a Europa está em declínio com cada vez mais cidadãos migrando para centros urbanos.

Entre 2015 e 2020, em 87,4% das 406 áreas predominantemente rurais na União Europeia a evasão populacional foi maior do que o influxo. Sobretudo o número de jovens e indivíduos em idade ativa diminuiu de forma acentuada. Por outro lado, a população acima dos 65 anos cresceu, em média, 1,8% por ano.

As consequências desse cenário são graves. As cidades estão cada vez mais superlotadas, e o custo de vida, cada vez mais alto. A oferta de moradia é escassa e por isso, aumenta a pressão para construir e asfaltar todas as áreas verdes ainda existentes. Enquanto isso, no campo sobram vagas de emprego e cresce a sensação de ter sido deixado para trás.

 

Queda da população no Leste alemão

Durante 30 anos, a migração dentro do território alemão fluiu numa única direção: do interior para as cidades. Depois da reunificação da Alemanha em 1990, esse movimento ocorreu principalmente nos estados do leste do país, onde as zonas rurais foram despovoadas. As populações de cidades como Leipzig, Munique e Berlim cresceram mais de 20% entre 2000 e 2020.

Mas essa tendência parece ter chegado ao fim, como mostram dados levantados pelos governos federal e estaduais entre 2008 e 2021. Enquanto estudantes, trainees e estrangeiros continuam a seguir para os centros urbanos, desde 2017 contingentes cada vez maiores de cidadãos entre 30 e 49 anos, com filhos, e jovens profissionais na faixa de 25 a 29 anos de idade têm optado pelo interior.

 

Menor custo e mais área verde

O Instituto de Berlim de População e Desenvolvimento, que estuda as mudanças demográficas e suas consequências, constatou que agora as áreas rurais atraem cada vez mais habitantes.

Em parceria com a Fundação Wüstenrot, o think tank analisou um banco de dados demográficos e avaliou os impactos dessa mudança no padrão de migração na Alemanha. Em 2021, cerca de dois terços das comunidades rurais tiveram influxo de população, afirma o sociólogo Frederick Sixtus. Há uma década, isso acontecia apenas em um quarto desses territórios.

Ao longo de uma semana, os pesquisadores visitaram seis comunidades rurais em toda a Alemanha que registraram aumentos populacionais significativos e entrevistaram diversos moradores. O estudo resultante se intitula Neu im Dorf – wie der Zuzug das Leben auf dem Land verändert (Novo na aldeia – como novos habitantes transformam a vida no campo).

"Escolhi me mudar para o interior porque aqui a comunidade é mais unida", explicou um morador recém-chegado. "Vou ser sincero, para quem quer construir, o custo é uma questão bem central. Mas no interior é bem diferente".

Os pesquisadores constataram nas entrevistas que quem se muda para o campo procura, acima de tudo, moradia mais barata, mais contato com a natureza e menos poluição.

 

Conexão com internet e creches

Com a possibilidade de trabalhar de casa em alguns dias da semana, ou integralmente, mais gente se dispõe a aceitar os trajetos mais longos até os centros urbanos.

"A necessidade de morar no mesmo lugar em que se trabalha não existe mais", explica Sixtus. "A pandemia de covid-19 reforçou essa tendência". Por isso, o principal para os recém-chegados é que haja a oferta de infraestrutura, sobretudo a conexão rápida de internet.

"Tinha que ter escola e jardim de infância. Mesmo que fosse o terreno mais bonito e mais barato do mundo, isso teria sido um obstáculo", comenta outro recém-chegado.

Os pesquisadores também examinaram o impacto da chegada de novos moradores sobre os habitantes mais antigos. "Não há uma receita para se ter uma comunidade funcional", diz Catherina Hinz, diretora do Instituto de Berlim. "Os recém-chegados e os moradores mais antigos precisam trabalhar ativamente para encontrar a melhor forma de convivência."

Quem cresceu no campo geralmente sabe o que esperar da vida no interior, quando volta das cidades. Mas acostuma-se ao estilo de vida comunitário dos vilarejos pode levar tempo.

"No início não foi fácil, todo mundo cuida de todo mundo. Isso não acontece na cidade grande. Lá você é mais um anônimo", comenta um recém-chegado. "Todo mundo se cumprimenta na rua", observa outro. "É uma sensação boa, mas também é preciso se acostumar."

 

Virada demográfica não chegou

Os prefeitos têm um papel central para as perspectivas de longo prazo. A tendência demográfica continua sendo problemática mesmo em lugares onde há mais influxo do que evasão lá as mortes seguem superando os nascimentos. Cerca de 3.500 municípios e associações municipais pela Alemanha registraram chegada de novos habitantes entre 2018 e 2020, mas, mesmo assim, em cerca de um terço das cidades a população minguou.

O estudo conclui que as cidades precisam ter infraestrutura adequada aos idosos. Não deve haver apenas condomínios de moradias individuais nas periferias urbanas, onde os recém-chegados basicamente formam um grupo fechado.

A construção de blocos de apartamentos – o que é incomum na zona rural – é uma alternativa de moradia para os mais idosos, para cujas casas os mais jovens podem se mudar, quando elas estiverem desocupadas.

 

 

Autor: Sabine Kinkartz / DW BRASIL

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